Cerca de 153 milhões de eleitores de todas as religiões irão escolher hoje o novo presidente dos Estados Unidos, o maior país evangélico do mundo.

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– Barack Obama como Anticristo
– Evangélico brasileiro apóia John McCain
– Bispo diz que eleitores de Obama podem “perder a salvação”
– ‘Espírito’ de Obama ainda ronda igreja em Chicago
– Obama diz que ‘casamento é entre homem e mulher’

Norte-americanos vão às urnas eleger o presidente da “crise”

Se os norte-americanos precisavam, quatro anos atrás, escolher um líder para comandar o país ameaçado pelo terrorismo no pós-11 de Setembro, hoje os eleitores irão às urnas decidir qual será o presidente que irá comandar um país que enfrenta duas guerras, que perdeu a confiança no presidente e que enfrenta a pior crise financeira desde 1929. O democrata Barack Obama e o republicano John McCain são os candidatos a sucessor de George W. Bush.

Cerca de 153 milhões de eleitores – 75% da população apta a votar no país – registraram-se para eleger o presidente, já que o voto no país é facultativo. Trata-se do índice mais alto desde a aprovação do voto feminino, em 1920, segundo um estudo do Centro de Estudos Eleitorais da Universidade Americana.

As eleições já começaram de fato. Pelas regras norte-americanas, milhões já puderam votar por antecipação em 37 dos 50 Estados do país. Contudo, a maioria dos norte-americanos vai às urnas hoje.

As últimas pesquisas de intenção de voto apontam Barack Obama como favorito. Nacionalmente, o democrata tem uma vantagem de sete pontos percentuais sobre McCain, de acordo com pesquisa da Reuters/C-SPAN/Zogby divulgada ontem.

Obama

Obama também é favorito nas pesquisas estaduais. O democrata está à frente do republicano em seis dos oito Estados-chave na disputa, incluindo Flórida e Ohio. Se o resultado se concretizar, significa que os americanos encamparam a bandeira de mudança, propagada pela campanha do democrata.

Obama, 47 anos, seria o primeiro presidente negro dos Estados Unidos. Atualmente, ele ocupa o primeiro mandato como senador por Illinois. Nascido no Havaí, é advogado, filho de um queniano com uma norte-americana. Morou na Indonésia durante a infância e estudou em Harvard na juventude. É casado com Michelle Robinson e tem duas filhas, Malia e Natasha.

Obama derrotou, em uma disputa apertada, a ex-primeira dama Hillary Clinton nas primárias do Partido Democrata e escolheu o veterano senador Joe Biden como vice. A chapa democrata é a favor da retirada de tropas do Iraque, do casamento gay, do aborto e da redução de impostos para a classe média.

É justamente na economia que a chapa adversária pressiona e tenta reverter o resultado das pesquisas. Os republicanos dizem que Obama irá tirar dinheiro dos ricos para dar aos pobres. O que no Brasil poderia ser saudado como uma boa política social de distribuição de renda, nos Estados Unidos é considerado como sendo uma “política socialista”, que afugenta os eleitores mais conservadores.

McCain

Os republicanos, por sua vez, apostam na liderança e na experiência de John McCain para ganhar a eleição. O candidato tem 72 anos, é senador pelo Arizona desde 1986, casado com Cindy Hensley e tem sete filhos: Douglas, Andrew e Sidney; John 4º, James, Meghan e Bridge.

No currículo pessoal, McCain conta com um aliado traumático, mas que pode puxar votos: a experiência como prisioneiro de guerra no Vietnã. Como piloto da Marinha, o republicano escapou da morte no Vietnã, em 1967, após um míssil disparado por acidente atingir seu avião, causando um incêndio que matou 134 marinheiros.

Diferentemente de Obama, McCain não teve dificuldades em vencer as primárias do seu partido. No entanto, o candidato ainda enfrenta problemas para explicar a surpreendente escolha da governadora do Alasca, Sarah Palin, como companheira de chapa.

Palin surgiu como um nome renovador, jovem e conservador para candidata a vice. O que poderia ser uma escolha inteligente para contrastar com a idade avançada de McCain, pode acabar se revelando como um fiasco, graças ao pouco conhecimento político de Palin e alguns pequenos escândalos – gravidez da filha adolescente, gasto excessivo de dinheiro com roupas – da candidata.

Votação

A eleição norte-americana não é por voto direto, mas por meio de um colégio eleitoral. De uma maneira geral, funciona assim: as eleições são realizadas dentro de cada um dos 50 Estados norte-americanos.

Cada Estado norte-americano tem um número de representantes no colégio eleitoral. Por exemplo: Texas, terra do atual presidente, George W. Bush, por exemplo, tem 34 representantes, enquanto o Alasca, de Sarah Palin, candidata a vice na chapa republicana, tem 3 representantes.

O vencedor de cada Estado leva consigo os votos de todos os representantes no colégio eleitoral. Por exemplo: se em Nova York, que tem 31 representantes, um candidato vencer com 51% dos votos dos eleitores, ele receberá todos os 31 votos dos representantes nova-iorquinos.

Essa é a regra geral. Em Maine, que tem quatro representantes, e em Nebraska, que tem cinco, o vencedor não leva automaticamente todos os votos do Estado. Além disso, a capital norte-americana, Washington, conta como um distrito à parte, com direito a três representantes.

Barack Obama como Anticristo

No dia primeiro de Agosto foi ao ar mais uma vídeo da campanha de John McCain, entitulado “The One”, o vídeo ensinua que Barack Obama é o Anticristo e já teve mais de 1 milhão de acessos.

Algumas cenas mostram Moiséis separando o Mar Vermelho e Obama dizendo “Nós somos a mudança que todas aguardam”

A propaganda gerou debates na Internet sobre temas apocalípticos, uma matéria no The Wall Street Journal perguntou ao co-autor da Série Deixados para trás, Tim LaHaye, 82 anos, sobre a possibilidade de Obama ser o Anticristo.

LaHaye disse: “O Anticristo não será um americano, por este motivo Obama está descartado. A Bíblia deixa claro que ele virá de um lugar obscuro, com o Romênia”

Os Democratas Cristãos e seus aliados simpatizantes do candidato do partido à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, alegam que a propaganda do candidato republicano, John McCain, sugere, realmente, aos cristãos, que Obama seria a representação do “Anti-Cristo”.

Eles explicaram que a publicidade se utiliza de um título que remete à memória um antigo seriado americano que possuía uma igreja falsa do Anti-Cristo e que as imagens escolhidas por McCain “basicamente aludem a todos os tipos de símbolos possíveis do Anti-Cristo, e a milhares de imagens representativas do 666 (considerado o número do “demônio”)”. “Esse anúncio é uma tentativa de circular mais boatos falsos sobre Obama e adicionar ainda mais combustível ao incêndio”, diz um documento oficial enviado pelo grupo aos responsáveis pela campanha de McCain para que ela seja retirada do ar.

“A campanha de McCain claramente acredita que os Democratas e a imprensa não vão ser incomodados pelas pessoas que compraram as mais de 70 milhões de cópias. Todavia, a escrita apocalíptica pode ser considerada estranha, até que alguém decida realmente levar a sério aquilo e estudar a linguagem simbólica e contextual – existem inúmeras partes escritas somente para assustar as pessoas, no sentido de que Obama seria o Anti-Cristo”, declararam.

Evangélico brasileiro apóia John McCain

Comunidade nos EUA se divide entre “versão afro-descendente de Lula” e “ACM cheio de cicatrizes”. Mineiro que dirige rede com 350 líderes evangélicos diz que 70% deles favorecem republicano, por sua posição sobre aborto e união gay

De um lado, a versão afro-americana de Lula misturada ao estilo de Fernando Collor. Contra ele, um Antonio Carlos Magalhães “cheio de cicatrizes”. Marginalizados pela campanha presidencial americana, os líderes da comunidade brasileira do Estado de Massachusetts se dividiram entre pastores evangélicos que apóiam o republicano John McCain e civis que preferem o democrata Barack Obama.

Pela lógica, o aumento da repressão contra a imigração ilegal e a crise na construção civil -uma das principais fontes de emprego dos brasileiros aqui- empurrariam a comunidade para longe do colega de partido do presidente George W. Bush. Mas, para dezenas de pastores, como o mineiro Josimar Salum, os temas mais importantes são aborto e casamento gay.

“[McCain] crê nos fundamentos imutáveis de Deus. Um dos fundamentos imutáveis é a santidade da vida. Segundo, o casamento é uma união exclusiva entre um homem e uma mulher. Você tira esses dois pilares da sociedade e essa sociedade estará destruída”, disse Salum, 45, na sexta-feira, durante um debate na rádio WSRO, da cidade de Framingham, cuja programação, toda brasileira, é dominada por programas evangélicos.

“O que adianta ser a favor disso tudo quando a gente não tem emprego, não pode planejar o futuro, não pode nem saber se pode ter filho?”, respondeu o jornalista Eduardo de Oliveira, para quem o republicano é “uma versão americana, cheia de cicatrizes, do [senador baiano] Antonio Carlos Magalhães. É um coronel poderoso, que tem muita gente debaixo de sua asa no partido”.

Salum, que descreveu Obama como “a versão intelectual afro-americana do presidente Lula com o estilo do Collor, porque é todo esporte, bonitão”, não está pregando no deserto. Ele é o diretor-executivo do BMNET (Brazilian Ministers Network), influente organização que congrega cerca de 350 líderes evangélicos em Massachusetts. Desses, estima, cerca de 70% apóiam McCain.

Estudos recentes mostram que a comunidade evangélica é proporcionalmente maior entre os “brazucas” dos EUA do que no país natal. Entre os motivos estão a fraca estrutura da Igreja Católica no país e o acompanhamento de perto dos fiéis pelas dezenas de igrejas evangélicas em Massachusetts.

Há 12 anos nos EUA, Salum diz que, pela primeira vez, vê uma campanha presidencial ser debatida de forma intensa na comunidade, o que atribui ao aumento do número de cidadãos americanos. Recém-naturalizado, o pastor planeja filiar-se ao Partido Republicano.

Salum não quis arriscar quem ganharia as eleições dentro da comunidade, mas disse que trava uma luta desigual contra a Rede Globo, que tem uma grande audiência entre os imigrantes. “Todas as reportagens da Globo são pró-Obama. A comunidade evangélica fica sem acesso às informações sobre casamento e aborto.”

Curso para candidatos

Um dos maiores núcleos de brasileiros, o Estado de Massachusetts (nordeste) tem população estimada entre 100 mil e 200 mil imigrantes. Estima-se que a ampla maioria seja ilegal ou ainda não esteja apta a votar, fazendo com que a comunidade fique politicamente “invisível”.

“Nós não damos dinheiro às campanhas, não temos voto organizado e não votamos em bloco. Não temos nenhum mecanismo para expressar a nossa força”, diz Carlos Eduardo Siqueira, 53, presidente do BIC (Brazilian Immigrant Center) e professor da Universidade de Massachusetts.

Para tentar reverter a falta de representação política, o BIC, fundado há 14 anos, criou um seminário para treinar potenciais candidatos brasileiros. Marcado para daqui a duas semanas, tinha apenas um inscrito até a última sexta-feira.

Filiado ao Partido Democrata, Siqueira é pessimista sobre mudanças legislativas favoráveis aos imigrantes num governo Obama por causa da crise econômica. Para ele, o democrata no máximo relaxará a dura política de deportação implantada pelo governo Bush.

Bispo diz que eleitores de Obama podem “perder a salvação”

O bispo norte-americano Joseph Robert Finn, da cidade de Kansas, advertiu nesta segunda-feira os fiéis da sua diocese de que os eleitores que votarem no candidato à Presidência pelo Partido Democrata, Barack Obama, 47, irão colocar em risco a “salvação eterna”.

“[Ao votar em Obama] vocês se tornarão cúmplices do ato do aborto e não serão salvos, porque a salvação eterna está ligada a esta escolha importante”, disse o bispo do Estado de Missouri em entrevista a uma rádio local. Finn acusa Obama de ser um “fanático” a favor do aborto.

O Estado do Missouri é um dos mais disputados por Obama e pelo adversário republicano, John McCain. Segundo pesquisas locais, o republicano John McCain tem 47,6% das intenções de voto, contra 47,4% de Obama.

‘Espírito’ de Obama ainda ronda igreja em Chicago

”Eu não sei quanto a vocês, mas quando chegar a terça-feira, eu vou acordar de manhã e vou…”, afirma o reverendo Otis Moss III, estendendo seus braços para o alto, como que celebrando uma vitória.

O gesto é recebido com gritos e aplausos por parte dos fiéis presentes no domingo à Trinity United Church, a igreja à qual pertenceu o candidato presidencial democrata Barack Obama e onde ele ainda conta com imensa popularidade, apesar de ter rompido com a instituição.

O comentário foi apenas uma das várias alusões favoráveis à candidatura de Obama e à eleição presidencial desta terça-feira, no culto realizado na igreja situada ao sul de Chicago.

O discurso de encerramento da campanha será feito pelo candidato no Grant Park, um dos marcos de Chicago.

Apesar de vários fiéis irem à missa com camisetas, broches e adesivos estampados com o nome de Obama, em nenhuma ocasião o candidato democrata é citado nominalmente pelo reverendo Moss.

Obama integrou a Trinity por 20 anos, mas abandonou a igreja do sul de Chicago em abril deste ano, após o então pastor titular da Trinity, o reverendo Jeremiah Wright, ter feito uma série de declarações polêmicas.

O início da cisão entre o senador e a igreja começou em março, quando a imprensa americana e internautas começaram a circular pela internet um vídeo no qual Wright era visto durante um culto dizendo a frase ”Deus Amaldiçoe a América” e acrescentando que os atentados de 11 de setembro de 2001 foram uma resposta à política externa belicosa americana.

Em princípio, Obama condenou as declarações de Wright, mas disse que não poderia deserdar o pastor que realizou o seu casamento e batizou suas filhas.

Mas quando, no mês seguinte, o reverendo fez declarações dando a entender que o vírus da Aids poderia ser uma criação do governo americano, o democrata decidiu dar um fim à sua união com a Trinity, temendo pelo futuro de sua candidatura.

A ruptura entristeceu os seguidores da Trinity, mas não arrefeceu o entusiasmo deles pela candidatura daquele que foi até recentemente seu mais célebre fiel.

Mas o episódio também fez com que os freqüentadores da Trinity desenvolvessem uma forte desconfiança da mídia. Após a divulgação das imagens do ex-pastor, a igreja passou a proibir a utilização de câmeras digitais ou de filmagem e de gravadores durante as missas.

Por instrução das autoridades da Trinity, os fiéis evitam ou se negam a dar entrevistas.

Uma das poucas seguidoras que concordaram em falar com a BBC Brasil foi Adrianne Smith, que trazia um broche com o nome do candidato democrata preso a seu blazer.

Segundo ela, as frases de Wright expostas nas TVs americanas foram tiradas de contexto e representaram ”uma tentativa deliberada por parte da mídia de sabotar a campanha de Obama”.

Adrianne afirma que mesmo após a igreja ter sido caracterizada como um local de incitação de ódio racial, a comunidade não se deixou afetar pelas críticas contundentes.

”Eu venho a essa Igreja há 22 anos, assim como muitos aqui. Temos fé de verdade. Por isso, muitas das coisas que disseram por aí não foram capazes de nos ferir. Pelo contrário, nos fizeram mais fortes.”

Ela acredita que a separação entre Obama e a Trinity não é definitiva. ”Um dia esse laço será reatado”, comenta.

Outra fiel, Fay, que não quis dar seu sobrenome, afirmou que a perda de Obama entristeceu à comunidade.

”Porque ele não se distanciou apenas do reverendo Wright, mas sim de toda a congregação. Foi algo que ele se viu obrigado a fazer por conta da pressão da mídia”, comentou.

Mas apesar dos lamentos pela perda do seguidor famoso, durante os cultos, o clima que prevalece ainda é festivo.

A grande maioria dos fiéis da Trinity é negra, mas há brancos entre os freqüentadores e até no coral, que conta com mais de 130 vozes.

Os coristas interpretam salmos entre um e outro pronunciamento do reverendo Moss. A parte musical da missa conta ainda com maestro, dois vocalistas, guitarra, baixo, bateria, dois sintetizadores, piano, órgão, clarinete e percussão.

As canções interpretadas provocam por vezes momentos catárticos, com a platéia acompanhando a música levantando os braços, dançando e até acompanhando o ritmo com pandeiros.

Moss é um pastor jovem e carismático, que recheia seus sermões ora com tiradas bem-humoradas, que despertam sonoras gargalhadas, ora com comentários políticos, que suscitam palmas e gritos.

Dirigindo-se aos convidados, como os repórteres internacionais presentes ao culto do domingo, Moss frisa que a Trinity é um lugar de afeto, não de ódio. ”Se você não gosta de ganhar abraços, então veio ao lugar errado”, afirma, para em seguida conclamar cada um dos presentes a abraçar a pessoa ao lado.

Mas o reverendo não perde a chance de fazer contundentes alusões à política contemporânea americana, mesmo quando cita passagens bíblicas.

Ele lembra o trecho do Velho Testamento em que o rei Davi deliberadamente manda o soldado Uriah para uma guerra perdida, a fim de se apoderar da mulher dele, Betsabá.

Moss diz que com sua falsidade, o rei Davi colocou o seu reino em perigo.

“É preciso que um líder esteja disposto a contar a verdade. Nós precisamos de contadores de verdades. Alguém que diga que se você invadir um país, 40 mil pessoas irão morrer.”

Sem dar nome aos bois, todos os fiéis sabem que a metáfora do reverendo se refere ao presidente George W. Bush e à guerra do Iraque.

Da mesma forma, os seguidores da Trinity sabem que Moss está torcendo pelo êxito de Barack Obama quando pede a Deus que ”proteja esta nação, que vive um momento único em sua história”.

Ou quando anuncia que na quarta-feira, o dia seguinte à eleição presidencial, a Trinity estará promovendo um culto no qual ”rezaremos por nosso país, coletivamente, como uma família”.

Porque assim, acrescenta o pastor, ”seremos capazes de construir um mundo em comunhão, de amor”.

Obama diz que ‘casamento é entre homem e mulher’

Na véspera do dia decisivo para a eleição americana, o candidato democrata Barack Obama afirmou, em uma entrevista à emissora MTV que não apóia união legal entre pessoas do mesmo sexo e acredita “um casamento acontece entre um homem e uma mulher”, informou nesta terça-feira o jornal britânico The Telegraph.

No entanto, o senador por Illinois reafirmou a oposição à proposta que pretende alterar a Constituição estadual da Califórnia para negar a recente lei que permitiu o casamento homossexual. “Quando as leis são mudadas apenas para proibir que uma pessoa cuide da outra, não me parece adequado para os Estados Unidos”, disse Obama.

Fonte: Folha Online, UOL, BBC Brasil, Folha de São Paulo, Apocalipse Brasil e Terra