Cena da 5ª temporada de The Chosen. (Foto: Reprodução)
A quinta temporada de The Chosen, que tem como subtítulo “A Última Ceia“, ganhou o seu primeiro trailer nesta quinta-feira, 20. As imagens eletrizantes da nova temporada mostram a saga de Jesus Cristo (Jonathan Roumie) por Jerusalém, onde enfrentará líderes religiosos e políticos. Nas imagens é possível ver Jesus virando mesas durante o festival religioso judaico e desafiando as autoridades, enquanto o clima de tensão na região só aumenta.
Dallas Jenkins, criador de The Chosen, disse: “Acho que estou mais animado para entregar este trailer do que qualquer outro que já fizemos. O que não é uma coincidência porque sinto o mesmo sobre a quinta temporada como um todo.”
“É a Semana Santa, a semana mais impactante e famosa da história da humanidade. Jerusalém é um barril de pólvora com todos os seguidores de Jesus, inimigos e mais de um milhão de peregrinos da Páscoa reunidos em um pequeno lugar. Ele mostra lados de Si mesmo que nunca vimos até agora — virando mesas, literalmente estalando o chicote e chorando de desgosto, mas também de amor”, completa.
“A mesa está posta. O povo de Israel saúda Jesus como rei, enquanto seus discípulos aguardam a sua coroação. Mas – em vez de confrontar Roma – ele desafia as tradições da festa religiosa judaica. Sentindo seu poder ameaçado, os líderes religiosos e políticos do país farão qualquer coisa para garantir que esta ceia de Páscoa seja a última de Jesus”, diz a sinopse da nova temporada.
A quinta temporada vai estrear na Amazon Prime Video em 28 de março, nos EUA. Já no Brasil, os capítulos 1 e 2 chegam às salas de exibição em 10 de abril de 2025, pouco antes da Páscoa, que será celebrada no dia 20 do mesmo mês. A temporada completa estará disponível nas plataformas de streaming ainda em 2025.
Estreia na Amazon Prime Video
Após deixar o catálogo da Netflix, a série The Chosen já tem nova casa. O Instagram oficial da trama anunciou que Dallas Jenkins, produtor da produção, assinou contrato com a Amazon MGM Studios, que transmite seus conteúdos na Amazon Prime Video.
“À medida que olhamos para o futuro, vemos grandes oportunidades de desenvolver conteúdo adicional inspirado na fé para nossos clientes globais do Prime Video“, disse Vernon Sanders, chefe de TV da Amazon MGM Studios.
O Prime Video terá a exclusividade da exibição não apenas dos novos episódios, mas também das temporadas anteriores.
As três primeiras temporadas ficaram no catálogo da Netflix até 31 de dezembro.
Ex-pastores da Bola de Neve denunciaram a compra de um imóvel de luxo feito pela igreja. Localizado em Perdizes, São Paulo, a propriedade, adquirida pela Igreja Evangélica Bola de Neve por R$ 4.975.000,00, em maio de 2022, fica em um terreno de quase 600 m², de acordo com matrícula pública do imóvel que o portal UOL teve acesso. Segundo ex-pastores da instituição, a casa teria sido destinada à pastora Priscila Seixas, irmã do apóstolo Rina, fundador da igreja.
Um vídeo que trata da denúncia da compra da casa viralizou nas redes sociais nos últimos dias e gerou questionamentos entre fiéis da denominação, principalmente devido à falta de transparência na decisão. Em condição de anonimato, a reportagem do portal UOL conversou com ex-líderes da Bola de Neve.
Em muitas igrejas, decisões envolvendo altos valores e a aquisição de propriedades costumam passar por assembleias, nas quais os membros têm o direito de votar e opinar. No entanto, segundo um ex-pastor ouvido pela reportagem, essa prática não ocorreu na Bola de Neve. “Eu posso te garantir que isso não passou por assembleia”. Outro ex-líder da denominação também comentou sobre o caso: “Você acha certo a Priscila morar numa casa da igreja, comprada pela igreja, de R$ 5 milhões?”
Além da aquisição do imóvel, ex-integrantes relatam que a residência passou por uma reforma de alto custo. Segundo um ex-pastor, uma banheira de hidromassagem foi instalada na casa, com um sistema de iluminação e som que custou cerca de R$ 20 mil.
“Uma coisa faraônica, não tem o porquê disso”, declarou a fonte, ressaltando que a estrutura da casa se distancia da realidade da maioria dos pastores e principalmente dos membros da denominação.
No ano passado, um vídeo publicado pela pastora Priscila repercutiu ao mostrar uma de suas funcionárias servindo a refeição de seu cachorro em uma bandeja. “Agora é assim, não é só meu café que vem na bandeja, não, a Marta come na bandeja para não ter que descer.” Diante da repercussão, Priscila apagou o vídeo de seu Instagram. Segundo as fontes, essa gravação foi feita na casa adquirida pela igreja.
O que diz a Bola de Neve
Por meio de nota enviada ao UOL, a Igreja Bola de Neve negou que a pastora Priscila resida no imóvel, mas confirmou que a propriedade pertence à instituição.
O imóvel citado realmente pertence à Igreja Bola de Neve e serve, bem como outras unidades, para a habitação de membros da instituição. Tal prática, além de legal, é comum em outras denominações.
A reportagem questionou a igreja sobre quem estaria residindo na casa e também pelo responsável pelos pagamentos de impostos e despesas do imóvel, mas não obteve resposta.
Nos últimos meses, a Bola de Neve tem enfrentado um esvaziamento expressivo. Estima-se que mais de 120 igrejas já tenham se desligado da denominação, que antes contava com mais de 530 templos.
Mãos de uma mulher segurando um smartphone (Foto: Canva Pro)
A 2ª Vara Cível da Comarca de Jaru, em Rondônia, julgou procedente o pedido da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, que teve o perfil na rede social Facebook invadido por hackers. Após o ataque, a página passou a exibir conteúdos pornográficos, o que gerou preocupação quanto à preservação da imagem e honra da instituição religiosa.
De acordo com a decisão, proferida nesta quinta-feira (20), o Facebook Serviços Online do Brasil LTDA foi condenado a excluir definitivamente o perfil hackeado. Além disso, a plataforma deverá arcar com as custas processuais e honorários advocatícios fixados em 10% do valor atualizado da causa.
Na ação, a igreja relatou que utilizava o perfil para divulgar programações e eventos religiosos, sendo um importante canal de comunicação com a comunidade local. Após perceber a invasão e o uso indevido da página, a instituição tentou solucionar a questão diretamente com a plataforma, mas não obteve sucesso, o que motivou o ingresso na Justiça.
O juiz Alencar das Neves Brilhante, ao analisar o caso, destacou que, embora o Facebook disponibilize ferramentas de segurança, a falta de ação rápida após a notificação do problema configura falha na prestação do serviço. “Cabe à plataforma assegurar a proteção dos perfis de seus usuários e agir diligentemente para mitigar riscos cibernéticos, especialmente quando há relatos de comprometimento de contas”, destacou o magistrado.
A sentença também ressaltou que a veiculação de conteúdo impróprio em perfil vinculado a uma instituição religiosa atinge diretamente sua honra e imagem. Assim, entendeu-se como legítimo o pedido de exclusão definitiva da página, para evitar danos irreparáveis à reputação da igreja.
O processo segue para eventuais recursos, mas a decisão liminar, que já havia determinado a exclusão temporária do perfil, foi ratificada com a sentença final.
Cuba é o país mais perigoso para os cristãos. De 2021 a março de 2024, foram registrados 614 incidentes de perseguição aos seguidores de Jesus no país. A perseguição aos cristãos cubanos começou com a Revolução de 1959.
Nesse período, houve o confisco de propriedades de igrejas, como escolas, hospitais e terras, além de prisão, exílio e vigilância constante dos líderes cristãos que se mantiveram no país.
Livramento que gera salvação
Quando criança, Miguel (pseudônimo) ouvia rumores de que pessoas eram presas porque possuíam uma Bíblia. Aos 16 anos, começou a vender queijos para ajudar no sustento da casa. Ele e alguns colegas sofreram um grave acidente no caminhão em que estavam, mas sobreviveram e resolveram ir à igreja em agradecimento a Deus pelo livramento. Naquele dia, o jovem teve um encontro com Jesus e sua vida mudou.
A primeira perseguição aconteceu quando Miguel era carteiro. Ele colocou folhetos cristãos entre as folhas dos jornais que entregava. No dia seguinte, foi interrogado e ameaçado por dois policiais que foram até seu trabalho.
Miguel continuou a compartilhar o amor de Jesus e, após alguns anos, foi convidado a pastorear uma pequena igreja na zona rural. “Eu estava ciente da perseguição, mas o amor e a paixão pelo Senhor eram mais importantes”, testemunha. Faz 20 anos que o cristão cubano se tornou pastor e já passou por mais de 50 interrogatórios das autoridades cubanas.
Pastores como alvo
O peso da perseguição em Cuba recai ainda mais sobre pastores e líderes cristãos. “Eles monitoravam cada movimento meu e assediaram minha família, avisando que em breve eu seria preso”, relembra o pastor Miguel.
Toda as vezes que saía de casa, ele se despedia da família sem saber se retornaria. “Conheci pastores que sofreram acidentes de carro porque alguém mexeu em seus carros. Sempre disse à minha família para orar e estar preparada”, explica.
Inimigos dentro da igreja
O pastor Miguel lembra quando um agente do governo se infiltrou na igreja que liderava. Após meses de assédio, a expropriação da igreja foi impedida por meio da intervenção de um advogado: “Deus fez um milagre naquela época e não parou de fazer milagres desde então”.
Em outra ocasião, outro espião foi enviado à igreja e se converteu. “Um dia, ele veio até mim e disse: ‘Eles me enviaram para investigar vocês, mas o que vi aqui foi diferente do que eu esperava. Isso me fez querer me tornar cristão’”, conta pastor Miguel.
O líder cristão cubano e sua família se mudaram do país em decorrência da perseguição intensa. Mas ele continua a apoiar cristãos em Cuba e sonha com o dia em que poderá retornar ao país e viver a fé em liberdade.
Filme "Fé para o Impossível": Dan Stulbach e Vanessa Giácomo interpretam Philip e Renee Murdoch. (Foto: Divulgação)
O filme “Fé Para o Impossível” estreia nesta quinta-feira (20) em todos os cinemas do Brasil. Durante as pré-estreias realizadas no país, o longa emocionou líderes religiosos, influenciadores, artistas e convidados.
Baseado em uma história real, a produção, que é uma parceria entre +Galeria, 360 WayUp e o Grupo Telefilms, narra a história da missionária americana Renee Murdoch, interpretada por Vanessa Giácomo.
Em setembro de 2012, enquanto corria no Rio de Janeiro, Renee foi brutalmente atacada e ficou entre a vida e a morte. Com um diagnóstico extremamente desfavorável e praticamente nenhuma perspectiva de recuperação, ela contrariou todos os prognósticos médicos com o apoio da família e orações que mobilizaram milhares de pessoas ao redor do mundo.
O filme
Dan Stulbach interpreta o marido de Renee, Philip Murdoch. Pastor em uma igreja, ele compartilha em suas redes sociais a evolução e a rotina da esposa durante sua recuperação, na esperança de reunir o máximo de pessoas possíveis em oração pela cura de Renee.
O relato de Philip chamou a atenção, ganhando repercussão no Brasil e no exterior, sendo destaque em diversos programas de notícias nacionais e internacionais.
No elenco, também estão Juliana Alves — que interpreta a médica responsável por cuidar de Renee — Theo Medon, Julia Gomes, Bella Alelaf e Arthur Biancato interpretando os filhos do casal de pastores.
O roteiro do filme foi escrito por Guilherme Ruiz e Carolina Minardi, como uma adaptação do livro ‘Dê a volta por cima’, de Philip e Renee, no qual dão a visão deles sobre o fato que marcou suas vidas.
Líderes cristãos recomendam o filme
Pr. Valter Brunelli (Presidente da Assembleia de Deus Beriana): “Eu quero te motivar a divulgar o filme porque ele é um grande testemunho de milagre. Deus está fazendo grandes coisas através do cinema. O Evangelho está sendo anunciado de uma forma extraordinária. ‘Fé Para o Impossível’, eu recomendo.”
Carlos Alberto Bezerra (Comunidade da Graça, São Paulo): “Uma história de fé, de esperança, de amor e de reconciliação. Uma produção incrível e um filme imperdível. Tenho certeza que assisti-lo fará um bem enorme para você, sua família e sua comunidade. Eu recomendo!”
Baseado em fatos reais
Com roteiro de Guilherme Ruiz e Carolina Minardi, adaptado do livro “Dê a Volta por Cima” de Philip e Renee Murdoch, o filme é produzido por Ricardo Costianovsky, Tomás Darcyl, Clara Ramos e Ygor Siqueira.
“Fé Para o Impossível” estreia nesta quinta-feira, 20 de fevereiro, em todos os cinemas do Brasil. Grupos a partir de 20 pessoas pagam meia entrada. Além disso, é possível fechar salas de cinema para mais pessoas.
Cristãos coptas degolados por terroristas do Estado Islâmico em 2015
Há dez anos, em 15 de fevereiro de 2015, o mundo testemunhou uma tragédia que se transformou em um testemunho de fé inabalável. Vinte e um cristãos, 20 egípcios coptas e um ganês, foram martirizados nas margens de Sirte, na Líbia, por militantes do Estado Islâmico. Suas vidas terrenas terminaram em brutalidade, mas eles entraram na eternidade em triunfo, coroados com a glória do céu.
Esses homens eram trabalhadores comuns, operários da construção civil que deixaram o Egito em busca de melhores oportunidades para sustentar suas famílias. Naquele dia fatídico, sob o sol brilhante e ao lado das ondas serenas e da areia silenciosa da praia de Sirte, eles estavam vestidos de laranja, enfrentando seus captores vestidos de preto. Capturados mais de um mês antes, eles haviam suportado prisão, tortura e medo, mas mantiveram a fé inabalável.
Recentemente, parceiros locais da Portas Abertas visitaram as famílias que perderam entes queridos no atentado. Samir, pai do cristão Girgis, lembra de cada detalhe relacionado ao filho, cada conversa, momentos de medo e tristeza. Toda vez que seus olhos viam os retratos do filho na sala era como se ele revivesse as lembranças do filho todas as noites antes de dormir.
Um exemplo poderoso de perdão
“Girgis tinha apenas 24 anos quando foi sequestrado e decapitado. Estava noivo e planejava se casar em agosto daquele mesmo ano, quando finalmente planejava voltar da Líbia para o Egito para sempre. Girgis está com Jesus, e isso é o que importa agora. Eu sinto falta dele a cada segundo”. E então, as palavras mais poderosas de todas: “eu perdoei os militantes que mataram meu filho. Eles não sabiam o que estavam fazendo”, afirma o pai do cristão.
No início, ele admitiu, estava perdido na dor, incapaz de pensar em qualquer outra coisa. Mas com o tempo, entendeu: “meu filho é um mártir por Jesus, e isso é uma bênção. Eu oro por aqueles que o mataram, para que possam ver a verdade e seguir a luz”. O perdão é uma convicção compartilhada entre todas as famílias que perderam entes queridos no ataque na Líbia. A dor é outro fio comum, mas a fé deles supera tanto a dor quanto a raiva.
A poucos passos dali, parceiros da Portas Abertas foram à casa de Loka, outro cristão decapitado. Ele tinha 27 anos, era marido e pai, e havia viajado para a Líbia para sustentar a família. As fotografias nas paredes carregam histórias. Uma foto mostrava-o deitado em um caixão.
Enterrados em vala comum
Quando o Estado Islâmico decapitou os 21 homens, lhes negou um sepultamento digno. Sem caixão, sem orações, sem funeral. Os corpos foram descartados em uma vala comum. Três anos depois, um dos militantes capturados revelou a localização onde os mártires haviam sido escondidos e os restos mortais foram finalmente devolvidos ao Egito.
O orgulho era evidente no rosto de Nagaty, pai de Loka. Ele caminhava pela vila com a cabeça erguida, não porque o filho havia morrido, mas porque Loka não vacilou. Ele não escondeu sua fé, não negou a Cristo e não fugiu. Ele permaneceu firme, abraçando a fé mesmo diante da tortura e da morte.
“Eu ouvi sua voz, chamando o nome de Jesus pouco antes da decapitação. Era a voz dele. Eu o reconheci. E fiquei aliviado. Ele foi fiel. Jesus estava com ele o tempo todo. E agora, ele está com Jesus. O que mais um pai poderia pedir?”, testemunha Nagaty.
Para Nagaty, não há maior realização do que saber que seu filho permaneceu firme em sua fé e agora está com o Senhor. Nesta vila, há uma reverência não dita, uma honra dada àqueles que suportaram um dos atos de perseguição mais cruéis e dolorosos. É um pequeno conforto, um alívio silencioso, para as famílias que perderam tanto.
O 10º aniversário dos mártires coptas na Líbia é um marco solene, um momento para honrar esses homens que testemunharam Cristo até a morte. Mas também é um lembrete: nem todos são chamados a morrer por sua fé, mas todos são chamados a vivê-la corajosamente. Reserve alguns minutos em oração por essas vítimas.
Cristãos durante culto em igreja na Nigéria (Foto: Gracious Adebayo/Unsplash.com )
Terroristas fulani mataram um cristão e sequestraram outros quatro no estado de Plateau, na Nigéria, em 1º de fevereiro, depois de massacrar mais de 10 outros entre 27 e 31 de janeiro no mesmo estado, disseram fontes.
Terroristas Fulani atacaram a aldeia de Shendai no distrito de Namu, condado de Qua’an Pan, por volta das 21h do dia 1º de fevereiro, disse o morador da área, Matthew Tegha.
“As quatro vítimas sequestradas foram levadas pelos seus captores sob a mira de armas”, disse Tegha ao Christian Daily International-Morning Star News, com outros moradores, autoridades do conselho local e um porta-voz militar corroborando o relato.
Em cinco dias de ataques no Condado de Mangu, a partir de 27 de janeiro, terroristas Fulani mataram mais de 10 cristãos nas aldeias de Lightlubang, Chisu e Jwakkom, disseram moradores da área.
“Querido Deus, por favor, venha em nosso auxílio. Precisamos de você aqui em Mangu, Plateau State. Meu coração sangra”, disse Nanbam Denan em uma mensagem de texto para o Christian Daily International-Morning Star News. “Os ataques começaram na segunda-feira, 27 de janeiro, e duraram até sexta-feira, 31 de janeiro.”
Caleb Joseph, de Lightlubang, disse que “bandidos fulanis” mataram três membros de uma família local, um casal e seu filho, em 31 de janeiro.
“O marido, a esposa e o filho foram atacados enquanto dormiam”, disse Joseph. “Então, também, dois outros cristãos, um casal, foram mortos, assim como as outras vítimas.”
Moses Bankat, morador de Lightitlubang, corroborou os ataques de 31 de janeiro.
“Terroristas que sabemos serem terroristas Fulani invadiram a vila de Lighitlubang e mataram cinco cristãos – um homem, sua esposa e um filho, junto com outro casal cristão”, disse Bankat. “As vítimas foram massacradas pelos terroristas.”
No mesmo dia, na aldeia de Chisu, terroristas mataram uma família inteira – marido, mulher e três filhos, disse Joseph.
Bankat disse que terroristas atacaram a vila de Jwakkom em 28 de janeiro, onde outros cristãos foram mortos.
Alfred Alabo, porta-voz do Comando Policial Estadual de Plateau, disse que policiais e militares foram enviados às aldeias e as investigações começaram.
No estado vizinho de Kaduna, Condado de Lere, um funeral para o Rev. Bitrus Saleh Africa foi realizado no sábado (8 de fevereiro) na Igreja Evangélica Winning All (ECWA), Farfaru, após sua morte nas mãos de terroristas em 5 de fevereiro, quando três outros cristãos também foram mortos – Maitala Madaki, Iliya Kasada e Ishaya Luka.
O pastor Africa serviu na ECWA na vila de Majagada.
A Associação de Desenvolvimento Akurmi (AKURDA) condenou os assassinatos de 5 de fevereiro e o sequestro de outros 12 cristãos no ataque que deixou outros três feridos.
“A AKURDA condena veementemente o ato bárbaro de matar, ferir e sequestrar pessoas inocentes na comunidade de Majagada”, Maigamo Yakubu, presidente nacional da associação, e o porta-voz Pius Kyauta Agaji disseram em uma declaração conjunta. “O ataque, que começou por volta da meia-noite e se estendeu até as primeiras horas da manhã, resultou na perda de quatro vidas.”
Foram sequestrados no ataque Godiya Istifanus, 35; Feliz Awaje, 14; Raquel Istifanus, 21; Inês Yusuf, 23; Nchiye Haukuri, 26; Divino Haukuri, 14; Habila Digga, 34; Marta Ibrahim, 27; Conforto Yusuf, 29; Nahum Tanko, 40; Zakka Tanko, 30; e James Tanko, 27.
AKUDA identificou os feridos como Bawa Samaila, Thomas Bawa e Peter Maitala.
Eles pediram às autoridades nigerianas que agissem decisivamente no resgate dos cristãos sequestrados e garantissem que os ataques terroristas fossem interrompidos.
“Pedimos às agências de segurança e aos que estão no poder que intervenham prontamente e garantam a libertação segura dos indivíduos sequestrados. Também pedimos medidas de segurança aumentadas para evitar ataques futuros”, disseram.
A Nigéria continua entre os lugares mais perigosos do planeta para os cristãos, de acordo com a Lista Mundial da Perseguição de 2025 (LMP) da Portas Abertas dos países onde é mais difícil ser cristão. Dos 4.476 cristãos mortos por sua fé no mundo todo durante o período do relatório, 3.100 (69%) estavam na Nigéria, de acordo com a LMP.
“A medida da violência anticristã no país já está no máximo possível segundo a metodologia da LMP”, afirmou o relatório.
Na zona centro-norte do país, onde os cristãos são mais comuns do que no nordeste e noroeste, a milícia extremista islâmica Fulani ataca comunidades agrícolas, matando muitas centenas, principalmente cristãos, de acordo com o relatório. Grupos jihadistas como o Boko Haram e o grupo dissidente Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP), entre outros, também estão ativos nos estados do norte do país, onde o controle do governo federal é escasso e os cristãos e suas comunidades continuam a ser alvos de ataques, violência sexual e assassinatos em bloqueios de estradas, de acordo com o relatório. Os sequestros para resgate aumentaram consideravelmente nos últimos anos.
A violência se espalhou para os estados do sul, e um novo grupo terrorista jihadista, Lakurawa, surgiu no noroeste, armado com armamento avançado e uma agenda islâmica radical, observou a LMP. Lakurawa é afiliado à insurgência expansionista da Al-Qaeda Jama’a Nusrat ul-Islam wa al-Muslimin, ou JNIM, originária do Mali.
Com milhões de membros espalhados pela Nigéria e pelo Sahel, os Fulani, predominantemente muçulmanos, compreendem centenas de clãs de muitas linhagens diferentes que não têm visões extremistas, mas alguns Fulani aderem à ideologia islâmica radical, observou o Grupo Parlamentar Multipartidário do Reino Unido para a Liberdade ou Crença Internacional (APPG) em um relatório de 2020 .
“Eles adotam uma estratégia comparável à do Boko Haram e do ISWAP e demonstram uma clara intenção de atingir cristãos e símbolos poderosos da identidade cristã”, afirma o relatório do APPG.
Líderes cristãos na Nigéria disseram acreditar que os ataques de terroristas às comunidades cristãs no Cinturão Médio da Nigéria são inspirados pelo desejo de tomar as terras dos cristãos à força e impor o islamismo, já que a desertificação tornou difícil para eles sustentarem seus rebanhos.
Folha Gospel com informações de The Christian Today
Cristãos são mortos por terroristas no Congo (Foto: World Watch Monitor)
Corpos de 70 cristãos foram encontrados decapitados dentro de uma igreja protestante na República Democrática do Congo (RDC) no último final de semana.
Segundo a Missão Portas Abertas, as vítimas foram sequestradas de suas casas na aldeia de Mayba, na província de Kivu do Norte, mantidas reféns no templo por vários dias e assassinadas por militantes das Forças Democráticas Aliadas (ADF), um grupo terrorista ligado ao Estado Islâmico.
Fontes locais relataram que, na madrugada da última quinta-feira (13), extremistas do ADF chegaram à vila de Kasanga e ordenaram que os moradores saíssem de suas casas sem fazer barulho. Vinte homens e mulheres cristãs obedeceram e foram levados pelos militantes. Mais tarde, moradores da região tentaram localizar o cativeiro e libertar os cristãos, mas os terroristas retornaram, cercaram a vila e sequestraram outras 50 pessoas.
No total, os 70 cristãos raptados foram levados para uma igreja na cidade de Kasanga, onde foram brutalmente assassinados.
Vianney Vitswamba, coordenador do comitê de proteção da comunidade local, confirmou a tragédia, afirmando que “70 corpos foram descobertos na igreja. Eles foram amarrados perto da localidade de Mayba.” Algumas famílias das vítimas ainda não conseguiram enterrar seus entes queridos devido à falta de segurança na região. Antes mesmo do ataque, escolas, igrejas e centros de saúde já haviam sido fechados por conta da violência generalizada e da instabilidade em Kivu do Norte. Muitos cristãos fugiram da área em busca de segurança.
Diante do massacre, um líder da Igreja CECA20 expressou a angústia da comunidade: “Não sabemos o que fazer ou como orar; estamos fartos de massacres. Que somente a vontade de Deus seja feita.”
A Missão Portas Abertas condenou o ataque e cobrou providências das autoridades para proteger os cristãos na região. John Samuel, especialista jurídico da missão na África Subsaariana, fez um apelo urgente às sociedades civis, governos e organizações internacionais para que priorizem a proteção dos civis no leste do Congo, onde grupos armados como a ADF estão operando.
Ele ressaltou que a violência na região ocorre em um contexto de impunidade, no qual quase ninguém é responsabilizado pelos crimes cometidos. “Este massacre é um indicador claro de violações generalizadas dos direitos humanos contra civis e comunidades vulneráveis, muitas vezes visando cristãos, perpetradas pela ADF”, afirmou Samuel.
A crise humanitária no nordeste do Congo tem sido agravada pelos conflitos entre os grupos terroristas ADF e M23 contra as forças do governo. Desde 2014, a ADF intensificou seus ataques na área, matando apenas no mês passado mais de 200 pessoas em Baswagha. Em 2024, a violência forçou o deslocamento de cerca de 10 mil pessoas, deixando várias vilas cristãs completamente desertas. De acordo com dados da Portas Abertas, 355 cristãos já foram mortos neste ano por causa de sua fé.
Diante desse cenário alarmante, John Samuel fez um apelo à comunidade cristã internacional para que continue em oração pelos cristãos e comunidades vulneráveis no leste da RDC.
A República Democrática do Congo ocupa a 35ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2025 da Missão Portas Abertas, que classifica os países onde os cristãos enfrentam maiores perseguições por sua fé.
Folha Gospel com informações de Guia-me e Portas Abertas
Quando o assunto é política, evangélicos e católicos têm muito comum. Além das pautas que primam pelos valores da família tradicional, ambos também concordam em uma coisa: a rejeição ao governo Lula.
Na última pesquisa do Datafolha, por exemplo, a aprovação do atual governo entre os católicos despencou de 48% para 24% e de 30% para 21% entre os evangélicos. O mesmo vale para a avaliação positiva, que recuou para 28% e 21%, respectivamente. Mas seria possível essa “união as forças” visando desbancar Lula nas próximas eleições?
Pelo menos o que depender das agendas, sim. O estudo da Mar Asset Management, com base em uma pesquisa da Pew Research Survey – “Aspectos sociais e costumes”, revelou que 66% dos evangélicos se opõem à legalização do casamento homoafetivo, contra 43% dos católicos. Além disso, 88% dos evangélicos consideram o aborto moralmente errado, enquanto que, entre os católicos, esse número chega a 80%.
Além disso, uma pesquisa do Datafolha, também analisada pela Mar Asset mostra que, para 55% dos evangélicos e 46% dos católicos, os valores religiosos devem ter, sim, algum tipo de influência nas decisões políticas do país.
“Muitos católicos praticantes compartilham das mesmas preocupações sobre temas como família, aborto e liberdade religiosa, o que pode aproximá-los da agenda defendida pelos evangélicos. Mas a influência evangélica sobre o voto católico tem limites, pois a estrutura da Igreja Católica é diferente, e o peso da orientação do clero sobre os fiéis ainda é considerável”, explica o vereador e pastor da Comunidade da Graça, em Vila Carrão (SP), Carlos Bezerra Jr.
Ele ressalta que a união de forças entre evangélicos e católicos nas próximas eleições se dá, principalmente, por conta das agendas que ambos defendem e da força de suas ações nos bastidores. Contudo, na sua opinião, apenas dizer que é de igreja X ou Y não é o suficiente.
“Nas eleições, é muito comum vermos candidatos se apresentando como pastores, missionários, bispos, entre outros títulos religiosos. Alguns são eleitos, mas outros perdem. Isso prova que o uso de títulos sacerdotais não garante vitória nas urnas. A bancada evangélica tem força porque sempre aparece na mídia. Mas existem outras bancadas poderosas, com lobbies fortíssimos, que não aparecem tanto, mas cujas demandas são muito mais influentes”, justifica.
Para Bezerra Jr., outro ponto forte em favor dos evangélicos é a forte atuação da bancada na Câmara. “A bancada evangélica ganha notoriedade principalmente em pautas morais. Os evangélicos serão um dos segmentos mais influentes nas eleições, como já foram nas últimas disputas presidenciais. Não porque votam de forma monolítica – há diversidade entre eles –, mas porque representam um grupo numeroso, organizado e mobilizado”, afirma.
Atualmente, a Frente Parlamentar Evangélica no Congresso inclui 220 deputados federais e 26 senadores. Mesmo assim, Bezerra Jr. faz um alerta para que a disputa política não entre para dentro das portas da igreja.
“A igreja tem um papel espiritual e social fundamental, mas não deve se tornar um comitê eleitoral. É legítimo que aborde temas políticos e sociais, mas sempre de forma equilibrada, sem se tornar palanque para um partido ou candidato específico. A Bíblia nos ensina sobre justiça, defesa dos vulneráveis e combate à corrupção, e esses princípios devem nortear a ação política dos cristãos. O problema acontece quando a igreja troca sua missão pastoral por interesses políticos imediatos. Isso prejudica sua credibilidade e pode levar à divisão entre os fiéis”, alerta.
Influência entre católicos e evangélicos já existe
Na opinião do pastor Rodolfo Capler, líder da Igreja Batista Alternativa em Piracicaba (SP), os católicos são tão decisivos na política quanto os evangélicos. A diferença, na visão dele, é a forma como cada grupo expõe essas atuações.
“A diferença é que os políticos evangélicos costumam ser mais midiáticos e ruidosos, enquanto os católicos atuam de forma mais discreta, mas não menos influente. Prova disso é o número expressivo de católicos que compõem a própria Frente Parlamentar Evangélica. Além disso, há uma influência mútua entre esses grupos. Os evangélicos influenciam os católicos em pautas morais e políticas, mas os católicos também moldam o pensamento evangélico”, justifica Capler.
Outro ponto importante abordado pelo pastor é quanto às pautas da direita que, na visão dele, é compartilhada por ambas as igrejas, o que fortalece ainda mais essa união. “No Brasil, um país de maioria católica e com os evangélicos caminhando rapidamente para se tornarem um grupo hegemônico, o conservadorismo tem bases sólidas. O que pode variar é o grau desse conservadorismo e se ele se inclinará para um viés mais democrático ou mais autoritário”, conclui.
Um estudo recente revelou que os evangélicos serão 36% da população no Brasil em 2026. A projeção foi realizada pela Mar Asset Management, em um levantamento sobre o impacto do crescimento da população evangélica nas eleições.
A pesquisa, divulgada em janeiro, usou os dados da Receita Federal e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para fazer o cálculo.
Em 2010, os evangélicos representavam 22% da população brasileira, em 2022 o número cresceu para 32%. Desde lá, a proporção de evangélicos cresceu em todos os estados.
De 2010 a 2024, não houve estagnação nem diminuição de evangélicos em nenhum estado do Brasil. Até o final do ano passado, 74 milhões de brasileiros eram evangélicos.
Os pesquisadores calculam que o número de evangélicos aumentará, alcançando 35,8% em 2026.
Segundo as estimativas, alguns estados como Amazonas e Espírito Santo, já são majoritariamente evangélicos.
Crescimento por regiões
As regiões com mais evangélicos serão as regiões Norte (48%) e Centro-Oeste (43%), seguido pelo Sudeste (38%) e Sul (31%). A região com menor crescimento será o Nordeste (29%).
O levantamento da Mar Asset também registrou também o crescimento do número de igrejas evangélicas.
Na última década, o número de templos dobrou, chegando a mais de 140 mil templos no ano passado. Em média, cerca de 5 mil igrejas foram abertas por ano. Segundo os estudiosos, mais denominações evangélicas serão abertas até 2026.
Seguindo uma posição política conservadora mais à direita, os evangélicos estão transformando o cenário eleitoral no país, de acordo com a pesquisa.
“Os evangélicos passaram a avaliar de maneira bem mais positiva o governo Bolsonaro e, negativamente, o governo Lula. Essa diferença vai em linha com as pesquisas de intenção de voto, que mostraram uma diferença bem grande nas eleições a partir de 2018 no estrato religioso”, concluíram os pesquisadores.