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Cerca de 5 mil pessoas se convertem a Jesus diariamente na Índia, afirmam líderes cristãos

Igreja na Índia registra grande crescimento - (Foto: Evangelical Fellowship of India)
Igreja na Índia registra grande crescimento - (Foto: Evangelical Fellowship of India)

Após 15 anos, quase 450 líderes cristãos de todos os estados da Índia se reuniram em Nagpur para o Congresso Nacional “Igreja em Missão” (AICOCIM) 2025, promovido pela Evangelical Fellowship of India (EFI). O evento superou amplamente as expectativas — inicialmente previstas em cerca de 300 participantes — e reuniu representantes de diferentes denominações e áreas como educação, saúde e ministério pastoral.

O encontro, realizado em setembro, marcou um momento de reflexão e renovação espiritual, abordando o crescimento expressivo da Igreja indiana, que, segundo líderes, ganha entre 3 mil e 5 mil novos seguidores de Jesus por dia. Durante a abertura, o secretário-geral da EFI, reverendo Vijayesh Lal, destacou a relevância histórica do congresso em sua mensagem “Um chamado à clareza e à fidelidade”.

“Este é um tempo kairos — um momento em que Deus convoca Seu povo à atenção, ao arrependimento e à coragem”, afirmou. “Nossa esperança não está em tempos favoráveis nem em nossas forças, mas em Cristo, que venceu a morte. Por isso, não seremos abalados.”

O programa incluiu plenárias e consultas em treze eixos estratégicos, entre eles missão, educação teológica, liderança feminina e discipulado. Durante o evento, também foi lançado um “Manual de Resiliência para Igrejas”, voltado a apoiar congregações em contextos de crise.

Desafios e perspectivas

Uma das características mais marcantes desta edição foi a ausência de palestrantes internacionais, o que, segundo os organizadores, proporcionou um ambiente de diálogo mais autêntico e contextualizado à realidade indiana.

Entre os principais temas discutidos estiveram a necessidade de ampliar a representatividade feminina na liderança eclesiástica, a resistência à renovação geracional de líderes e o enfrentamento do sistema de castas — considerado incompatível com os princípios cristãos de igualdade e amor ao próximo.

Os participantes também debateram novas oportunidades para a Igreja na Índia, como o cuidado com a saúde mental, o combate à solidão e a atenção integral ao ser humano. “Podemos fazer a diferença ao demonstrar o amor de Cristo, especialmente a quem ninguém mais alcança”, destacou um dos palestrantes.

O editor do Christian Daily News, Timothy Goropevsek, que acompanhou o congresso, resumiu a experiência: “Foi um privilégio testemunhar líderes discutindo como levar o Evangelho a uma nação de 1,4 bilhão de pessoas — um sexto do mundo. Saí encorajado e profundamente grato pelo que Deus está fazendo na Índia.”

Fonte: Comunhão com informações de Christian Daily News

Crianças cristãs são forçadas a fingir ser muçulmanas nas escolas no Irã

Crianças na sala de aula (Imagem Ilustrativa: Reprodução)
Crianças na sala de aula (Imagem Ilustrativa: Reprodução)

Com a Bíblia em casa e o Alcorão na escola, crianças cristãs no Irã aprendem desde cedo a viver uma vida dupla. Sob pressão para parecer muçulmanas, elas precisam recitar orações islâmicas e aprender versões modificadas de histórias bíblicas, enquanto em casa, seus pais tentam ensiná-las o Evangelho em segredo.

Conforme Lana Silk, da missãoTransform Iran (“Transformação do Irã”), todo o sistema educacional do país é fortemente influenciado pelo islamismo.

“Todo material tem um toque islâmico. Mesmo que você esteja estudando matemática ou artes”, disse Lana ao Mission Network News.

Além das disciplinas regulares, os alunos têm aulas de religião e de árabe para aprender a recitar as orações islâmicas (Namaz) e se tornarem “muçulmanos verdadeiros”. Até mesmo histórias bíblicas conhecidas são adaptadas para refletir uma visão islâmica.

“Eles precisam ser capazes de falar sobre a versão islâmica na escola, participar e fingir que essa é a realidade deles — tudo isso mantendo as diferenças claras em suas mentes e sem misturá-las. É muita pressão para as crianças”, explica Lana.

Em casa, os pais buscam manter os filhos firmes na Palavra de Deus, mas muitos não têm formação para isso. Por isso, a Transform Iran tem atuado para suprir essa necessidade por meio de materiais bíblicos infantis e programas de apoio às famílias.

“Temos muitos ministérios focados em crianças e criamos recursos focados nelas para dar aos pais as ferramentas necessárias para ajudar a incutir essas bases em seus filhos desde cedo, para que cresçam sabendo a verdade”, afirmou Lana.

Sempre que possível, o ministério também promove encontros discretos entre pequenos grupos familiares, liderados por professores treinados. As reuniões, realizadas a cada poucas semanas, utilizam materiais bíblicos adaptados à faixa etária das crianças.

Mesmo diante das restrições, Lana destacou que muitas crianças percebem de forma clara a diferença entre o ambiente escolar e o lar cristão:

“Eles experimentam o amor de Deus muito cedo em suas vidas em lares cristãos e, particularmente no clima tóxico do Irã, eles reconhecem que em casa há alegria e paz — algo que falta fora de seu lar”.

No entanto, essa vida dupla traz consequências. Muitas crianças lutam contra a ansiedade, depressão e baixa autoestima enquanto tentam conciliar dois mundos em conflito.

“Elas precisam das suas orações. Ore para que os pais iranianos guiem sabiamente seus filhos através da tensão emocional do ambiente em que vivem. Ore para que as crianças se apeguem à Verdade que conhecem em casa”, concluiu Lana.

A Transformação do Irã começou em 1991, quando os pastores iranianos Maggie e Lazarus Yeghnazar seguiram o chamado de Deus. Desde então, mais de 100.000 pessoas aceitaram Jesus e milhares de líderes se desenvolveram.

O ministério tem o objetivo de pregar o Evangelho a todos os iranianos, plantar igrejas, discipular novos convertidos, capacitar líderes, traduzir Bíblias e ativar o corpo de Cristo.

Fonte: Guia-me com informações de Mission Network News

ONU e Estados-membros são criticados por ignorarem perseguição aos cristãos

Crucifixo no chão com sangue (Foto: Reprodução/Flickr)
Crucifixo no chão com sangue (Foto: Reprodução/Flickr)

Cristãos estão sendo violentamente perseguidos em todo o mundo, enquanto governos mundiais e organismos internacionais continuam a ignorar a crise, disse um alto diplomata do Vaticano, o arcebispo Paul Richard Gallagher, acusando as Nações Unidas e seus estados-membros de não responderem ao que ele descreveu como a perseguição religiosa mais severa e generalizada do mundo.

O arcebispo Gallagher, secretário da Santa Sé para as relações com os Estados, disse à Assembleia Geral da ONU na semana passada que mais de 360 ​​milhões de cristãos vivem em lugares onde enfrentam altos níveis de discriminação e violência, de acordo com a Catholic News Agency .

Ele disse que os ataques aumentaram nos últimos anos e incluem destruição de igrejas, prisões, deslocamentos forçados e assassinatos.

“Os dados mostram que os cristãos são o grupo religioso mais perseguido em todo o mundo”, disse Gallagher. “No entanto, a comunidade internacional parece estar ignorando a sua situação.” Ele também criticou a erosão da liberdade religiosa de forma mais ampla, chamando-a de uma das ameaças mais urgentes à paz.

Em seus comentários, Gallagher vinculou a perseguição aos cristãos a uma falha maior das instituições globais em defender o direito à crença e à expressão religiosa. Ele afirmou que a verdadeira liberdade religiosa deve permitir que indivíduos e comunidades pratiquem e professem sua fé em público e em particular, sem obstruções.

Ele também condenou o que descreveu como uma “cultura da morte” promovida pelo aborto e pela eutanásia, e apelou às nações para que defendam a vida desde a concepção até a morte natural. “O direito à vida”, disse ele, é um “pré-requisito fundamental para o exercício de todos os outros direitos”.

Gallagher também alertou contra o crescente uso da barriga de aluguel, chamando-a de violação da dignidade de mulheres e crianças. A Santa Sé, afirmou ele, renovou seu apelo pela proibição internacional da prática, informou o Vatican News .

Ao longo de seu discurso, o arcebispo enquadrou a negligência global da perseguição aos cristãos como parte de um colapso moral mais amplo, em que interesses econômicos e políticos substituíram os direitos humanos básicos. Ele citou uma série de crises, incluindo pobreza, conflitos armados, mudanças climáticas e desigualdade sistêmica, que, segundo ele, continuam a corroer a dignidade e a estabilidade.

Ele pediu o cancelamento das dívidas dos países mais pobres, argumentando que essas obrigações aprisionam as nações na pobreza e devem ser perdoadas por uma questão de justiça. Ele também pediu um novo compromisso global com políticas de desenvolvimento humano que coloquem os indivíduos no centro do planejamento econômico.

No mês passado, Bill Maher, apresentador do programa de longa duração da HBO “Real Time”, criticou a mídia americana e o discurso público por ignorar os assassinatos em larga escala de cristãos na Nigéria.

“Eles estão literalmente tentando exterminar a população cristã de um país inteiro”, disse Maher, referindo-se aos ataques do grupo terrorista islâmico Boko Haram. “Se você não sabe o que está acontecendo na Nigéria, suas fontes na mídia são péssimas.”

A deputada Nancy Mace, RS.C., que estava no painel de Maher, elogiou-o por levantar a questão e criticou o que ela disse ser uma falta de cobertura da mídia.

Maher observou que, desde 2009, mais de 100.000 cristãos foram mortos na Nigéria e 18.000 igrejas foram queimadas.

Gallagher também abordou diversos pontos críticos e conflitos globais, incluindo a Ucrânia, a República Democrática do Congo e a Síria. Reiterou o apelo do Papa Leão XIV por um cessar-fogo imediato na Ucrânia e denunciou ataques que violam o direito internacional humanitário.

O representante da Santa Sé argumentou que a paz global não pode ser alcançada por meio de políticas de poder ou escalada militar e, em vez disso, instou as nações a investirem em diplomacia, desarmamento e desenvolvimento. Ele propôs que uma fração dos gastos militares globais fosse redirecionada para a erradicação da pobreza, da fome e da degradação climática.

Ele também abordou a necessidade de reformar a ONU e retornar aos princípios fundamentais da Carta de 1945, dizendo que o atual sistema multilateral sofre de uma “crise de credibilidade”. A ONU, afirmou ele, deve evitar ser diluída por novas ideologias e, em vez disso, concentrar-se nos objetivos originais de paz, justiça e respeito à lei.

O Papa Leão XIV também pediu que a ONU fosse um fórum para clareza moral e ação coletiva, não uma plataforma para lutas ideológicas pelo poder.

Gallagher alertou o órgão da ONU que o silêncio e a inação diante de tal violência equivalem a cumplicidade. Ele afirmou que a liberdade religiosa não é apenas a ausência de perseguição, mas a capacidade de viver a própria fé plenamente e sem medo.

O arcebispo encerrou seu discurso instando os governos mundiais a priorizarem a proteção dos mais vulneráveis, incluindo aqueles que são alvos de críticas por suas crenças, e a rejeitarem políticas que reduzam as pessoas a unidades econômicas ou peões políticos. Ele descreveu os pobres como potenciais construtores de um futuro mais humano.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Universitários evangélicos realizam evangelismo e batismo na Letônia

Estudantes participam do Festival Europeu da IFES 2025, realizado em Jelgava, Letônia. (Foto: Divulgação)
Estudantes participam do Festival Europeu da IFES 2025, realizado em Jelgava, Letônia. (Foto: Divulgação)

Cerca de 500 estudantes universitários, voluntários e colaboradores de 42 países se reuniram na cidade de Jelgava, na Letônia, para participar do European Student Festival (ESF), evento promovido pela IFES Europa (International Fellowship of Evangelical Students).

O encontro de uma semana coincidiu com os 40 anos da primeira conferência do ESF, e marcou o retorno da IFES a esse tipo de evento na Europa, oito anos após sua última edição.

Com o lema “Thy Kingdom Come” (Venha o Teu Reino, em português), a organização do festival estruturou seu programa a partir de um estudo conjunto do Evangelho de Mateus ao longo de mais de dois meses, integrando a narrativa bíblica ao itinerário espiritual dos participantes.

Embora o inglês tenha sido a língua operacional do evento, os momentos de adoração incluíram músicas em diversos idiomas – filipino, búlgaro, espanhol, lituano, letão – refletindo a riqueza cultural dos presentes. Na abertura, os participantes foram recebidos nas suas línguas maternas, por meio de apresentações locais e orações.

Impacto e testemunhos pessoais

Para muitos participantes, o festival foi um momento decisivo de crescimento espiritual e compromisso. Uma estudante, por exemplo, decidiu ser batizada durante o evento.

Para outros, como Eli Piperkova (BSCU, IFES Bulgária), o evento foi uma oportunidade de “aprender novas perspectivas sobre como Deus se move e trabalha na vida de outras pessoas”.

Clara Cerqueira (GBU, IFES Portugal) afirma que participar do festival foi um lembrete do nosso papel na universidade:

“Por meio das oficinas, Deus me mostrou que Ele considera todas as comunidades Suas, por isso não devemos ter medo de compartilhar o Evangelho com ninguém”.

Outro estudante disse: “Para mim, participar deste evento foi muito especial. Tive o privilégio de servir na equipe de oração, o que me permitiu ver o impacto que os ensinamentos tiveram na vida daqueles que os ouviram.”

“Também testemunhei Deus trabalhando comigo e através de mim durante todo o festival, respondendo a muitas das minhas orações. Além disso, compartilhei momentos inesquecíveis com velhos e novos amigos internacionais, que conquistaram um lugar especial no meu coração.”

Programação bíblica e espiritual

As manhãs foram dedicadas a plenárias com exposições bíblicas conduzidas pelos teólogos Jared Michelson e Laura Gallacher.

Michelson abordou temas como “The Messiah” (O Messias, em português), falando sobre a autoridade de Jesus, além de questões sobre mal e sofrimento.

Gallacher ministrou sobre “The Master” (O Mestre, em português), destacando o papel de discipulado e o chamado de Jesus para seus seguidores, além de enfatizar descanso e cuidado espiritual.

Outra preleção tratou de “The Saviour King” (O Rei Salvador, em português), evidenciando a missão redentora de Cristo e a reconciliação entre Deus e a humanidade.

As noites tiveram foco em testemunhos, compromisso missionário e ministérios estudantis da IFES, como Engaging the UniversityGood News for University e Graduate Impact.

Também houve painéis sobre saúde mental, sexualidade, autocuidado e renovação espiritual.

Evangelismo e expressões artísticas

Uma parte especial do festival foi o chamado Dia de Impacto, quando os participantes levaram a mensagem cristã para as ruas de Jelgava: realizaram cultos ao ar livre, exposições artísticas, jogos de equipe e ofereceram café, chá e sucos com perguntas reflexivas, convidando conversas espontâneas com as pessoas.

Relatos emocionantes marcaram essa fase: estudantes relataram conversas profundas, oportunidades de conexão cultural e até desafios superados pela iniciativa e espontaneidade.

Outro ponto alto foi o “Mark Drama”, uma peça teatral de 90 minutos baseada no Evangelho de Marcos.

Sem figurinos nem os recursos tradicionais do teatro, os atores se misturavam ao público, criando uma experiência imersiva ao interagir diretamente com os espectadores.

E o impressionante: os atores só começaram os ensaios três dias antes do evento, e muitos não tinham experiência anterior ou falavam diferentes línguas entre si.

O diretor do evento, Christian Pichler, comentou sobre os desafios logísticos, como cancelamentos, negociações de data e local, comunicação entre tantos países, e expressou gratidão por ver seu ideal tomar forma.

Para ele, o destaque foi a noite de abertura: ver a sala lotada de jovens de toda a Europa, adorando em múltiplas línguas, foi um momento de consolidação da visão.

Fonte: Guia-me com informações de Evangelical Focus

Mais de 30 cristãos decapitados em ataques em Moçambique

Cristãos em Moçambique. (Foto: Imagem ilustrativa/Facebook/Heidi Baker)
Cristãos em Moçambique. (Foto: Imagem ilustrativa/Facebook/Heidi Baker)

Mais de 30 cristãos foram decapitados em uma série de ataques recentes no norte de Moçambique por terroristas afiliados ao Estado Islâmico, que também divulgaram fotos explícitas mostrando execuções, tiroteios e incêndios criminosos generalizados. O grupo atacou diversas aldeias nas províncias de Cabo Delgado e Nampula, incendiando igrejas e casas em uma campanha de violência contra civis.

O Estado Islâmico da Província de Moçambique, ou ISMP, divulgou um conjunto de 20 imagens esta semana, documentando seus agentes executando civis por decapitação e tiros de curta distância, e incendiando casas e igrejas, informou o MEMRI (Instituto de Pesquisa de Mídia do Oriente Médio).

O grupo assumiu a responsabilidade por vários ataques durante a última semana de setembro, incluindo a decapitação de dois cristãos na última quinta-feira em Chiure-Velho, distrito de Chiure.

Agentes do ISMP também reivindicaram a responsabilidade pelo ataque de sexta-feira passada à aldeia de Nacocha, no distrito de Chiure, onde um cristão foi morto a tiros e duas igrejas foram incendiadas. No mesmo dia, atacaram a aldeia de Nacussa, também em Chiure, e incendiaram mais duas igrejas.

No domingo, combatentes invadiram a cidade de Macomia, matando quatro cristãos e saqueando seus pertences antes de se retirarem sem deixar vítimas, de acordo com a declaração do ISMP.

Na segunda-feira, o ISMP informou que seus agentes decapitaram um cristão no distrito de Macomia. No dia seguinte, o grupo relatou um ataque à aldeia de Nakioto, no distrito de Mimba, na província de Nampula, queimando mais de 100 casas de cristãos e uma igreja. Na aldeia vizinha de Minhanha, no distrito de Memba, eles teriam destruído uma igreja e 10 casas. O grupo afirmou que seus militantes retornaram às suas bases após incendiarem as casas dos cristãos.

A reportagem do Defense Post citou um morador dizendo que homens armados entraram no bairro por volta das 20h, matando quatro pessoas e sequestrando outras quatro, incluindo uma mulher e suas duas filhas. Outro morador disse que um jovem foi morto a tiros após se recusar a entregar os pertences do pai.

A violência faz parte de uma escalada que deslocou dezenas de milhares de civis e provocou uma renovada aliança de segurança entre Moçambique e Ruanda, de acordo com a revista ADF.

No dia 27 de Agosto, o Ministro da Defesa de Moçambique, Cristóvão Artur Chume, e o Ministro da Defesa do Ruanda, Juvenal Marizamunda, assinaram um Acordo sobre o Estatuto da Força em Kigali para alargar o destacamento das Forças de Defesa do Ruanda em Cabo Delgado.

O ISMP teria realizado ataques em seis distritos em setembro, de Balama, no sudoeste, a Mocímboa da Praia, no norte, de acordo com o Projeto de Dados de Localização e Eventos de Conflitos Armados. Em um raro ataque a Mocímboa da Praia em 7 de setembro, combatentes teriam se deslocado de porta em porta para identificar as vítimas. Este foi apenas o segundo ataque do tipo na cidade desde setembro de 2021.

Líderes militares moçambicanos e ruandeses reuniram-se em Pemba em 12 de setembro para avaliar as operações conjuntas. As autoridades de defesa de Ruanda declararam que a reunião teve como objetivo avaliar o progresso na estabilização das regiões mais afetadas do norte e concordaram em intensificar os esforços coordenados para restaurar a paz. O ISM já havia lançado ataques simultâneos no norte e no sul de Cabo Delgado em julho, com 60 combatentes entrando nos distritos de Ancuabe e Chiúre sem oposição.

Uma atualização de agosto do ACLED descreveu a movimentação do grupo em Chiure como uma expansão tática, e não uma retirada. O relatório observou que a campanha de propaganda dos militantes havia mantido com sucesso sua presença na percepção pública, mesmo quando, no início do ano, as Nações Unidas estimaram que a força do ISM havia caído de 2.500 combatentes para 280.

As tropas ruandesas, enviadas pela primeira vez a Cabo Delgado em julho de 2021, têm apoiado Moçambique em operações de contrainsurgência desde então.

De acordo com uma atualização de agosto da Grey Dynamics , o Estado Islâmico vem realizando operações a partir dos distritos centrais de Cabo Delgado e avançando ofensivas para o sul, encontrando pouca resistência ao longo da rodovia Macomia-Awasse. O Ministro da Defesa de Moçambique admitiu que operações recentes não conseguiram conter os insurgentes.

A violência forçou o deslocamento de pelo menos 50.000 pessoas do distrito de Chiure nas últimas semanas, segundo a atualização. Sequestros e recrutamento forçado também foram relatados durante incursões em vilarejos remotos.

Os Médicos Sem Fronteiras suspenderam as operações em Mocímboa da Praia após a violência e lançaram uma resposta de emergência para ajudar milhares de deslocados que agora se abrigam em campos em Chiure, informou a Associated Press . A agência de migração da ONU afirmou que mais de 46.000 pessoas foram deslocadas em apenas oito dias no final de julho, sendo quase 60% delas crianças.

A insurgência moçambicana, ativa desde 2017, já causou a morte de pelo menos 6.200 pessoas.

O conflito em curso também interrompeu o projeto de gás natural de US$ 20 bilhões da TotalEnergies perto de Palma em 2021, após militantes atacarem a área, matando mais de 800 pessoas. Uma ação judicial foi movida contra a empresa francesa de energia em 2023 por subcontratadas e familiares das vítimas.

A ONU estima que mais de 1 milhão de pessoas no norte de Moçambique foram deslocadas desde o início do conflito, devido a uma combinação de violência militante, seca prolongada e eventos climáticos extremos.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Jovens precisam fugir da polícia para estudar a Bíblia, na China

Líder de jovens cristãos na China (Foto: Reprodução)
Líder de jovens cristãos na China (Foto: Reprodução)

Da Wei, de 40 anos, é um líder de jovens chinês e pai de quatro filhos. Para continuar pregando o evangelho e proteger seu grupo de jovens, ele já precisou fugir quatro vezes. Nascido em uma família não cristã da zona rural, Da Wei ouviu sobre Jesus e se converteu ainda no Ensino Médio. Ele começou a ir a todos os cultos que conseguia e a estudar a Bíblia com muita dedicação. Quando tinha 20 anos, decidiu se dedicar ao ministério integralmente.

Certo dia, ele organizou um acampamento para cerca de cem jovens e adolescentes entre 16 e 20 anos. “Eu me lembro de estar cantando com os acampantes, quando, de repente, um grupo de policiais entrou no local e nos interrompeu. Eu fui preso por 17 dias e multado em 990 dólares. Cada participante também foi multado entre 28 e 70 dólares. Graças a Deus, a igreja conseguiu cobrir o valor das multas de todos que não podiam pagar”, conta.

Isso não desanimou Da Wei, que continuou a servir e estudar sobre evangelismo. Então teve a ideia de montar um grupo missionário para levar o evangelho aos jovens chineses. Nascia assim o Viajantes.

O grupo Viajantes é especializado em cuidar de crianças e jovens marginalizados. Hoje, atende cerca de 50 estudantes com uma média de 14 anos de idade. Cerca de metade deles vem de famílias pobres ou foram abandonados e rejeitados nas escolas devido a mau comportamento. Da Wei e sua equipe oferecem não apenas educação, mas um espaço seguro para que esses jovens possam se curar, crescer e ser discípulos de Cristo.

Devido à perseguição e aos constantes interrogatórios da polícia, cada vez mais pesados, o Viajantes já teve de se mudar quatro vezes em um ano para garantir a segurança dos estudantes. Tudo isso teve um impacto muito grande em Da Wei, que, diante do peso da responsabilidade, conta que se sentiu como Elias, desejando estar morto. “Senhor, eu quero desistir agora. Não é que eu não queira continuar, mas nós não conseguimos encontrar nenhum lugar para ficar”, ele orou.

Os parceiros locais da Portas Abertas conheceram Da Wei e sua história e ofereceram um lugar seguro e todo o treinamento para que o Viajantes pudesse continuar. Alguns dos jovens que concluíram os estudos estão servindo como missionários dentro e fora da China. Eles são um exemplo vivo de que o evangelho sempre encontra um caminho para avançar e transformar vidas.

Fonte: Portas Abertas

Entre a dor e a esperança: a vida dos cristãos em Gaza

Escombros de um prédio em Gaza derrubado por míssil israelense (Foto: Reprodução)
Escombros de um prédio em Gaza derrubado por míssil israelense (Foto: Reprodução)

Após quase dois anos do começo da guerra entre Hamas e Israel, a Igreja Perseguida nos Territórios Palestinos continua em uma situação difícil. A crise humanitária afeta principalmente os cristãos que não têm meios de fugir da região.

Em Gaza, os cristãos estão se refugiando em duas igrejas. Além dos riscos à segurança, a guerra afetou o sustento de grande parte dos cristãos. Muitos deles trabalham no setor do turismo, em restaurantes, hotéis e lojas. Sem turistas, eles não têm trabalho.

Ainda que houvesse dinheiro, há cada vez menos mercados e comércios na região, o que dificulta a compra de comida, medicamentos e outros produtos de necessidade básica.

As crianças também enfrentam as consequências dos conflitos. Sem escola e com pouca comida disponível, muitas viram suas casas serem destruídas.

Mesmo diante da violência e da desesperança desde cedo, há um movimento de jovens palestinos se unindo e demonstrando um desejo genuíno de conhecer mais sobre Jesus e a Bíblia.

A nova geração divide a palavra entre si e com seus amigos muçulmanos, mostrando que, mesmo em meio à guerra, todos podem ser alcançados e é possível ver o próximo como nosso irmão, não como um inimigo.

Fonte: Portas Abertas

Cresce o número de evangélicos que fazem apostas esportivas, mostra pesquisa

Jogo de bets (Foto: Canva Pro)
Jogo de bets (Foto: Canva Pro)

O vício em apostas esportivas online, conhecidas como BETs, está se expandindo rapidamente entre os cristãos no Brasil. Segundo levantamento da PoderData, divulgado nesta semana, 41% dos evangélicos admitem apostar nessas plataformas em 2025, contra 29% no ano passado. Entre os católicos, o número também subiu, de 22% para 34%.

O dado acende um alerta não apenas econômico, devido ao alto índice de endividamento das famílias, mas também espiritual, já que igrejas apontam os jogos como uma prática que compromete valores bíblicos.

Para o pastor Bruno Caetano Simplício, presidente da Igreja Batista Atitude no Espírito Santo, os efeitos são profundos:

“Os efeitos são devastadores. Espiritualmente, a aposta alimenta a cobiça e desvia a confiança que deveria estar em Deus. Muitos começam gastando pouco, mas acabam presos em um ciclo viciante.”

Ele também ressalta os impactos dentro de casa:

“No aspecto familiar, as consequências vão desde dificuldades financeiras até brigas conjugais e distanciamento emocional. (…) A Bíblia ensina que o diabo veio ‘para roubar, matar e destruir’ (João 10:10), e esse é exatamente o rastro que as BETs têm deixado em muitas famílias.”

Cresce o endividamento entre apostadores

Os dados confirmam a preocupação. O número de endividados por conta das apostas quase dobrou em menos de um ano: passou de 16% em outubro de 2024 para 35% em setembro de 2025.

Outro recorte do levantamento mostra que eleitores de Lula (42%) apostam mais do que os de Jair Bolsonaro (30%).

Falta de ensino bíblico e pressão cultural

O pastor Simplício avalia que o fenômeno revela também uma lacuna de formação espiritual:

“Creio que falta ensino bíblico consistente sobre contentamento, mordomia cristã e a forma correta de lidar com recursos financeiros. Além disso, a pressão cultural e a normalização das apostas no futebol e em plataformas digitais fazem com que muitos não percebam o risco espiritual e moral envolvido.”

Ele lembra que, mesmo sem mencionar BETs ou loterias, a Bíblia condena a ganância e o amor ao dinheiro, reforçando que o trabalho honesto deve ser a base do sustento.

Pesquisa e metodologia

A sondagem da PoderData foi realizada entre 27 e 29 de setembro de 2025, com 2.500 pessoas em 178 municípios. As entrevistas foram feitas por telefone, utilizando sistema URA (Unidade de Resposta Audível). A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Pesquisas científicas reforçam a gravidade do problema. Um artigo da The Lancet Psychiatry mostrou que o vício em jogos online afeta áreas do cérebro ligadas à tomada de decisão, às emoções e ao sistema nervoso autônomo.

Além disso, estudos revelam que jogadores compulsivos liberam mais dopamina, intensificando a sensação de prazer e tornando mais difícil resistir ao impulso de apostar.

A psicóloga Julyanna Cardoso destaca:

“Psicólogos e psiquiatras podem fornecer apoio emocional, estratégias para lidar com a situação e ferramentas para superar a dependência em jogos de apostas. Conscientizar sobre os perigos desses jogos e promover alternativas saudáveis de lazer são passos essenciais na prevenção.”

Estratégias para vencer o vício

Especialistas sugerem nove passos práticos para quem deseja abandonar as apostas:

1. Reconheça o problema

O primeiro passo é admitir que o comportamento está prejudicando sua vida financeira, emocional ou social.

2. Bloqueie o acesso

Utilize ferramentas de bloqueio de sites e aplicativos de apostas no celular e no computador.

3. Evite gatilhos

Afaste-se de grupos, redes sociais ou amizades que incentivem apostas.

Preencha o tempo livre com esportes, leitura, trabalho voluntário ou hobbies.

4. Reestruture suas finanças

Crie metas de economia e destine parte do dinheiro que seria gasto em apostas para algo concreto (como quitar dívidas ou montar uma reserva).

5. Busque apoio emocional

Converse com familiares ou amigos de confiança sobre o problema.

Se sentir vergonha ou medo de julgamento, procure grupos de apoio anônimos (como Jogadores Anônimos).

6. Procure ajuda profissional

Psicólogos especializados em compulsões e psiquiatras podem ajudar a controlar a ansiedade e os impulsos.

7. Tenha consciência dos riscos

Entenda que BETs são desenhadas para favorecer a casa. Não existe “fórmula” ou “segredo”: no longo prazo, a perda é certa.

8. Reforce sua fé e espiritualidade 

Momentos de oração, leitura bíblica ou participação em grupos de fé ajudam a fortalecer a disciplina e reduzir a ansiedade que leva à recaída.

9. Celebre cada vitória

Reconheça cada dia sem apostar como uma conquista. Pequenos passos constroem uma grande mudança.

Fonte: Comunhão

Igrejas vazias viram restaurantes, academias e até casas de festas na Alemanha

Culto na Igreja Evangélica da Alemanha (EKD). (Foto: Reprodução / Facebook)
Culto na Igreja Evangélica da Alemanha (EKD). (Foto: Reprodução / Facebook)

A perda de fiéis na Alemanha tem levado igrejas católicas e protestantes a se reinventarem. Muitos templos, sobretudo os mais antigos, enfrentam custos anuais de manutenção que giram em torno de 26,5 mil euros, e como a frequência aos cultos despenca, parte deles passou a ser reaproveitada para atividades seculares – de centros esportivos a espaços culturais e até baladas.

A Igreja Evangélica na Alemanha Central (EKM) admite que grande parte dos templos já não é necessária apenas para o culto.

“Já não precisamos mais de metade das igrejas, e temos que encontrar outras possibilidades”, afirmou a entidade, que atua em regiões da Saxônia-Anhalt, Turíngia e Brandemburgo.

Segundo a pesquisadora Stefanie Lieb, do Instituto de História da Arte da Universidade de Colônia, a tendência é que “de cada dez igrejas, quatro ou cinco não sejam usadas exclusivamente para a prática religiosa”.

As mudanças são diversas. Em Bad Orb, perto de Frankfurt, uma igreja católica desativada virou centro de escalada para crianças e jovens, a “Boulder Church”, com investimento de 500 mil euros. Em Limburg, uma capela foi transformada em restaurante e espaço de eventos.

Na Renânia do Norte-Vestfália, a antiga Igreja Martini de Bielefeld passou a receber festas e jantares. Em Berlim, a Heilig-Kreuz, no bairro de Kreuzberg, abriga café, shows, espetáculos de dança e até noites de DJ. A vizinha St. Thomas já sediou raves.

A tendência também aparece em outros países: na Espanha, a antiga igreja de Santa Bárbara, em Llanera, virou o Kaos Temple, reduto de skatistas.

Caminhos para reduzir custos

Nem sempre a saída é secularizar os espaços. Em algumas regiões, como Oberpfalz (sudeste da Alemanha), católicos e protestantes dividem o mesmo templo em 51 casos já registrados. Há também o repasse de igrejas para comunidades ortodoxas.

Ainda assim, vender ou reformar prédios antigos não é simples. Muitos são tombados como patrimônio histórico e não podem ser demolidos ou modificados, o que limita compradores em potencial.

Queda de fiéis e impacto financeiro

Nos anos 1990, católicos e protestantes somavam 57 milhões de fiéis na Alemanha. Hoje, são pouco mais de 37 milhões (23,7% católicos e 21,5% protestantes). Projeções apontam que esse número pode cair para 23 milhões até 2060.

O encolhimento da base de fiéis pesa diretamente nas finanças. Isso porque a filiação religiosa no país está vinculada ao sistema tributário: quem declara oficialmente pertencer a uma religião reconhecida tem parte da renda (entre 8% e 9%) descontada em favor da denominação.

Enquanto igrejas protestante e católica dependem desse imposto, religiões como o Islã e a Ortodoxa prescindem dessa forma de arrecadação.

Cerca de 100 milhões de cristãos no mundo não têm acesso à Bíblia, mostra pesquisa

Mão segurando uma Bíblia aberta no alto de uma comunidade (Foto: Canva Pro)
Mão segurando uma Bíblia aberta no alto de uma comunidade (Foto: Canva Pro)

Uma nova avaliação global descobriu que cerca de 100 milhões de cristãos vivem sem acesso a uma Bíblia, revelando restrições legais e escassez severa em dezenas de países.

Lista de Acesso à Bíblia , divulgada na semana passada pela Iniciativa de Acesso à Bíblia, combina dados e análises de especialistas de 88 países para identificar onde as Escrituras são mais difíceis de obter. Quase três dúzias de países têm restrições “extremas” ou “severas” ao acesso à Bíblia, impedindo milhões de fiéis de ler a Palavra de Deus.

“Embora existam muitos equívocos sobre o acesso à Bíblia em todo o mundo, a Lista de Acesso à Bíblia destaca as complexidades e nuances da questão”, disse Ken Bitgood, fundador e CEO da Sociedade Bíblica Digital, uma das parceiras fundadoras da iniciativa. “O acesso irrestrito à Bíblia não é um padrão universal.”

Lista de Restrições Bíblicas mede barreiras como proibições governamentais, atividades extremistas e fatores socioeconômicos que impedem a distribuição da Bíblia. A Lista de Restrições Bíblicas estima o número de cristãos que desejam uma Bíblia, mas não conseguiram obtê-la.

“A fome moderna persiste, não devido à apatia, mas por causa das barreiras que impedem as pessoas de acessar a Bíblia”, disse Wybo Nicolai, cocriador da lista BAL, em uma declaração fornecida ao The Christian Post.

Essas barreiras diferem na forma, mas o resultado é o mesmo: milhões vivem isolados da Palavra de Deus. Muitos nunca viram uma Bíblia em seu idioma, no formato que preferem ou na faixa de preço que podem pagar, ou não têm como obtê-la com segurança.

Somália

A Somália foi classificada como o país com o pior acesso à Bíblia, com o país de maioria muçulmana da África Oriental tendo “restrições extremas de acesso” devido à perseguição legal, ameaças de violência e recursos econômicos limitados.

“O acesso à Bíblia na Somália não é apenas limitado; é proibido. Segundo uma interpretação estrita da Sharia, é ilegal imprimir, importar, armazenar ou distribuir Bíblias”, explicou o perfil do BAL sobre a Somália.

Além das restrições legais, a pobreza extrema na Somália agrava a crise. Com mais de 70% da população vivendo na pobreza e em insegurança alimentar generalizada após anos de seca e conflito, as necessidades básicas muitas vezes ofuscam a possibilidade de comprar uma Bíblia — mesmo que fosse possível.

No geral, a Somália é classificada como tendo o segundo pior ambiente para perseguição cristã na Lista Mundial de Observação anual da Portas Abertas, citando a presença do grupo extremista islâmico Al-Shabaab e abusos de familiares.

Afeganistão

O Afeganistão, sob domínio do Talibã desde 2021, foi classificado como o segundo pior país em termos de acesso à Bíblia. Com uma população de 43 milhões de habitantes, a comunidade cristã no Afeganistão representa cerca de 0,02% da população, sendo a maioria convertidos do islamismo que enfrentam severa perseguição. Todas as formas de impressão ou importação da Bíblia são ilegais e o acesso digital é proibido.

“O acesso à Bíblia no Afeganistão não é apenas limitado, é quase impossível”, afirma o relatório. “Especialistas estimam que menos de um terço dos cristãos afegãos têm acesso às Escrituras.”

“O retorno do Talibã ao poder em 2021 apenas reforçou as restrições, impondo uma interpretação mais severa da lei islâmica e monitorando ativamente a atividade online”, acrescenta o relatório. “Como resultado, até mesmo ler a Bíblia no celular é amplamente considerado inseguro. O risco não é teórico. Crentes de origem muçulmana (MBBs) frequentemente enfrentam pressão de suas próprias famílias, comunidades e autoridades locais. A exposição pode levar a casamento forçado, prisão ou execução.”

Iêmen

O Iêmen ficou em terceiro lugar na lista. Em um país com 35 milhões de habitantes, a comunidade cristã é “pouco visível”, afirma o relatório, acrescentando que menos de um terço dos estimados 17.000 cristãos têm acesso a uma Bíblia sob o sistema legal baseado na Sharia do Iêmen.

“Qualquer esforço percebido para compartilhar a fé cristã é considerado blasfêmia ou apostasia, punível com a morte”, observa o relatório.

Coréia do Norte

Na Coreia do Norte, que ocupa o quarto lugar entre os piores países em termos de acesso à Bíblia, o controle e a censura da religião estão longe de ser um segredo. Sob o controle da monarquia da família Kim, a Coreia do Norte é constantemente observada como um dos principais perseguidores de cristãos do mundo e “continua sendo um dos ambientes espiritualmente mais isolados e hostis para os cristãos no mundo”, de acordo com a lista.

“Na Coreia do Norte, a Bíblia não é apenas proibida — é temida”, observaram os pesquisadores. “O regime vê o cristianismo como uma ameaça ao culto à personalidade que cerca Kim Jong-un e sua família, um desafio direto ao controle ideológico do Estado.”

Mauritânia

A República Islâmica da Mauritânia, localizada no Norte da África, ficou em quinto lugar na lista. Com uma população de cerca de 5 milhões, apenas 11.000 são cristãos, com menos de 40% tendo acesso à Bíblia devido às severas restrições.

As políticas do país proíbem a impressão, importação, distribuição e exibição de materiais cristãos, e possuir múltiplas cópias “pode ​​resultar em processo, com acusações que, em alguns casos, podem levar à pena de morte por proselitismo ou apostasia”.

“A posição firme do governo está enraizada na identidade constitucional da Mauritânia como um Estado islâmico”, explica o relatório. “A apostasia é um crime punível com a morte. Até mesmo o acesso à internet é monitorado de perto; embora quase metade do país tenha conexão com a internet, o risco de ser vinculado a atividades cristãs online pode ter consequências graves e fatais.”

Eritreia

Em sexto lugar na Lista de Acesso à Bíblia está a Eritreia, que se tornou conhecida como a “Coreia do Norte da África” ​​devido às suas políticas autoritárias e repressões à liberdade religiosa, que estão entre as mais severas do mundo. Embora quase metade do país se identifique como cristão (1,7 milhão), pesquisadores relatam que estimativas mostram que nem mesmo 40% dos cristãos têm acesso a uma Bíblia devido às restrições.

O relatório observa que “o controle governamental permeia quase todos os aspectos da vida religiosa”.

“A posse, a distribuição e até mesmo a leitura privada da Bíblia são severamente restringidas pela lei eritreia. Embora cristãos ortodoxos e católicos (que representam cerca de 95% da população cristã) possam encontrar um pouco menos de obstáculos, seu acesso continua rigorosamente monitorado”, afirma o relatório. “Para igrejas domésticas protestantes e fiéis de origem muçulmana (MBBs), a situação é drasticamente pior.”

Líbia, Argélia, Irã e Turcomenistão completam o top 10 dos piores países para acesso à Bíblia. No total, o relatório identificou 15 países com “restrições extremas”. Para a categoria logo abaixo, conhecida como “restrições severas”, o relatório listou 18 nações.

O Butão liderou a lista de países com “severas restrições” ao acesso à Bíblia e ficou em 16º lugar no geral, com o relatório citando “restrições religiosas rigorosas” e uma taxa de alfabetização de apenas 70% como fatores.

Outras nações listadas como tendo “severas restrições” à Bíblia incluem Arábia Saudita (nº 18), Paquistão (nº 20), China (nº 25), Azerbaijão (nº 30) e Kuwait (nº 32).

A Armênia, que foi a primeira nação a adotar o cristianismo como religião oficial no século IV, ocupa a 87ª posição na lista. Com 95% da população se identificando como cristã, não há restrições à posse ou distribuição de Bíblias na Armênia. No entanto, uma “crise silenciosa de escassez de Bíblias” surgiu devido a “dificuldades econômicas, à redução da infraestrutura das igrejas e a redes de distribuição obsoletas ou limitadas”, relatam os pesquisadores.

“Mesmo em um país onde o cristianismo é culturalmente dominante, a capacidade real de ler e se envolver com a Palavra de Deus continua limitada para a maioria”, afirma o relatório .

No final da lista, na 88ª posição, ficou o Brasil, um país sul-americano de maioria cristã que, segundo pesquisadores, enfrenta dificuldades de acesso à Bíblia em certas áreas do país devido à “extrema pobreza”.

“Mesmo quando as Bíblias estão disponíveis para compra, muitas famílias são forçadas a priorizar comida e abrigo em detrimento de recursos espirituais”, afirma o perfil do Brasil. “Para piorar a situação, os altos impostos e a corrupção elevam os custos dos materiais impressos, incluindo as Bíblias.”

Além da Portas Abertas e da DBS, o relatório de 2025 contou com a participação de parceiros como Frontlines International, Bible League International, Biblica, Bible League Canada e OneHope.

Folha Gospel com informações de The Christian Post e Christian Daily

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