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Michael Tait, ex-vocalista das bandas Newsboys e DC Talk, é acusado de má conduta sexual e uso de drogas

Michael Tait (Foto: Reprodução)
Michael Tait (Foto: Reprodução)

Michael Tait, vocalista de longa data da banda de rock cristã Newsboys e ex-integrante do grupo vencedor do Grammy, DC Talk, está enfrentando várias alegações de má conduta sexual e uso de drogas, de acordo com uma extensa investigação publicada pelo The Roys Report.

A investigação, que se estendeu por mais de dois anos e incluiu entrevistas com mais de 50 fontes, detalha as acusações de pelo menos três homens que dizem que Tait se envolveu em comportamento predatório quando eles tinham 20 e poucos anos.

Os supostos incidentes ocorreram em 2004, 2010 e 2014, com as vítimas descrevendo padrões semelhantes de aliciamento, uso de álcool e contato físico não consensual.

Dois dos homens alegaram que Tait os acariciou enquanto estavam embriagados. Um deles disse que Tait lhe ofereceu cocaína a bordo do ônibus da turnê dos Newsboys. Outro relatou um incidente em que Tait massageou suas nádegas e região anal após um mergulho, iniciando posteriormente um contato físico indesejado na cama.

As alegações estão entre as várias que circulam há anos na comunidade musical cristã de Nashville, há muito considerada um “segredo aberto” dentro do setor, de acordo com o relatório. As supostas vítimas dizem que o medo de serem excluídas ou não levadas a sério as impediu de falar publicamente até agora.

Os homens disseram que escolheram falar agora na esperança de proteger os outros.

“Há várias pessoas que passaram por experiências semelhantes”, disse um dos homens, identificado como “Steven”. “Gostaria de compartilhar, se ajudar outras pessoas. Eu superei esse trauma.”

Uma terceira suposta vítima, “Phillip”, disse que inicialmente considerou as ações de Tait uma tentativa equivocada de intimidade, mas depois passou a considerá-las uma agressão. “Quanto mais tempo eu passava nos círculos de Nashville, mais parecia um padrão”, disse ele.

Apoiadores das supostas vítimas, incluindo seus cônjuges e ex-companheiros de banda, disseram ao Roys Report que acreditam que agora é o momento de responsabilização.

“Taylor e eu amamos muito o Senhor”, disse a esposa de uma das vítimas. “E eu pessoalmente acredito que sempre que o Senhor quiser expor isso, e Deus estiver pronto para iluminar, Ele o fará.”

Newsboys publicam comunicado

A banda de rock cristão Newsboys emitiu uma declaração contundente em resposta às  alegações explosivas  de má conduta sexual e abuso de drogas contra seu ex-vocalista, Michael Tait, chamando as alegações de “devastadoras” e pedindo a todos os afetados que se apresentem.

“Ontem à noite, nossos corações ficaram destroçados ao lermos as notícias alegando abuso de drogas e atos sexuais inapropriados por parte do nosso ex-vocalista, Michael Tait”, escreveu a banda em um  comunicado na tarde de quinta-feira. “Embora Michael não tenha abordado essas alegações, estamos devastados até mesmo pelas implicações.”

Em sua declaração, os membros do Newsboys Jeff Frankenstein, Jody Davis, Duncan Phillips e Adam Agee expressaram solidariedade às supostas vítimas.

“Nós não toleramos absolutamente nenhuma forma de agressão sexual”, disseram eles.

“Nós quatro somos maridos e pais. Juntos, temos quatorze filhos”, disseram. “Nossas esposas e filhos fizeram muitos sacrifícios enquanto dedicamos nossas vidas a tocar juntos músicas que glorificam a Deus. Estamos horrorizados, com o coração partido e com raiva desta reportagem e, de muitas maneiras, sentimos como se nós e nossas famílias tivéssemos sido enganados nos últimos quinze anos.”

Michael Tait

Tait, 58 anos, alcançou a fama nos anos 90 como um integrante do DC Talk, uma banda cristã cujo álbum “Jesus Freak”, de 1995, vendeu mais de 3 milhões de cópias e se tornou um momento cultural decisivo para a juventude evangélica. Após o hiato do grupo em 2001, Tait se juntou ao Newsboys em 2009, ajudando a levar a banda a um novo sucesso comercial, incluindo quatro álbuns nº 1 nas paradas cristãs da Billboard.

Apesar da visibilidade de Tait no mundo da música cristã, incluindo aparições na série de filmes “God’s Not Dead” e no palco com o ex-presidente Donald Trump, alegações de comportamento inapropriado supostamente o seguiram por anos, embora nunca tenham sido formalmente investigadas, afirma o relatório.

Tait deixou a banda Newsboys em janeiro. Em uma breve declaração publicada nas mídias sociais da banda, ele descreveu a mudança como “um choque até para mim mesmo”, citando a oração e o jejum como parte de sua decisão.

As acusações contra Tait, que o The Roys Report chamou de “o segredo mais mal guardado de Nashville”, causaram comoção na indústria da música cristã, onde ele foi considerado por muito tempo uma voz pioneira e influente. Seu trabalho com o DC Talk na década de 1990 ajudou a levar a música cristã contemporânea ao mainstream, e sua passagem pelo Newsboys contribuiu para vários álbuns que chegaram ao topo das paradas e participações na popular série de filmes “Deus Não Está Morto”.

Até o momento, Tait não fez nenhum comentário público nem postou em suas contas de mídia social.



Violência contra a mulher em lares evangélicos liga alerta da igreja

Violência contra a mulher (Foto: Reprodução)
Violência contra a mulher (Foto: Reprodução)

A violência doméstica é uma das expressões mais dolorosas da desigualdade de gênero e da ruptura da dignidade humana. No Brasil, uma mulher é vítima de feminicídio a cada seis horas, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (2024). Embora o ambiente cristão defenda os valores do amor, do respeito e da aliança familiar, a realidade mostra que nem todos os lares de fé estão imunes à agressão.

Por trás de orações, cultos e ministérios, há mulheres que sofrem em silêncio, muitas vezes protegendo seus agressores, que podem inclusive ocupar cargos de liderança dentro das igrejas. Uma pesquisa realizada por Valéria Cristina Vilhena durante seu mestrado na Universidade Presbiteriana Mackenzie revelou que cerca de 40% das mulheres vítimas de violência doméstica no Brasil se identificam como evangélicas.

O levantamento foi feito a partir de relatos colhidos na Casa Sofia, centro de acolhimento localizado na zona sul de São Paulo. Segundo a pesquisadora, muitas dessas mulheres enfrentam barreiras adicionais para romper o ciclo da violência, como a culpa, o medo do julgamento da comunidade religiosa e orientações distorcidas de fé.

Algumas relataram ter sido desencorajadas a procurar ajuda externa por líderes que sugeriam oração e submissão como solução para o abuso, interpretando a violência como prova espiritual ou ação maligna. Embora o estudo tenha sido realizado há alguns anos, continua sendo uma referência importante para refletir sobre a realidade das mulheres evangélicas vítimas de agressão.

Quando a dor se esconde sob o véu da fé

A missionária Meire Castorino, da Igreja Cristã Projeto Ágape, em Juiz de Fora/MG, relata que a violência doméstica está presente em contextos em que menos se espera. “Muitas mulheres sofrem a violência doméstica, porém elas encobrem essa violência, protegem os agressores, principalmente quando se trata de obreiros”, relata.

Segundo ela, a dificuldade em identificar os sinais está justamente na habilidade das vítimas em preservar as aparências. “Quando são obreiros, por exemplo, elas têm ainda uma resistência maior em denunciar, em relatar, em se abrir para outras pessoas que estão vivendo a mesma situação, a fim de manter ali a aparência de um casamento estável, a fim de proteger a imagem desse agressor diante da igreja”, compartilha.

Essa invisibilidade do sofrimento se manifesta, segundo ela, no comportamento. “Muitas vezes a gente vai identificar que uma mulher está sendo agredida ou vivendo tipos de violência por conta do seu comportamento, muitas vezes retraído, recluso, sem muito envolvimento com os demais grupos, com as demais mulheres da igreja”, disse.

Por isso, a atenção pastoral precisa ser sensível. O silêncio, o afastamento e a falta de participação podem ser gritos abafados. Acolher, sem julgar, é o primeiro passo para romper esse ciclo, destaca a missionária.

Muitas não denunciam para manter imagem na igreja

Entre cristãs, há ainda um temor específico, que é o medo de que denunciar um marido agressor possa ser interpretado como fraqueza espiritual ou quebra do compromisso matrimonial. Algumas mulheres são orientadas a “suportar em oração”, esperando que o agressor mude, enquanto continuam vulneráveis.

Meire reconhece esse dilema. “A maneira que a igreja pode acolher essas vítimas é oferecendo aconselhamento pastoral bíblico, tratando com discrição e orientando a vítima pela Palavra de Deus, mas também, em alguns casos, segundo as leis que regem a ‘terra’”, reforça.

A responsabilidade pastoral não se limita à restauração do casamento a qualquer custo. “Embora a igreja sempre vá defender a ideia de restauração familiar e de aliança, é preciso salientar sempre que, em casos de abusos e violências, a vítima precisa de apoio incondicional, principalmente se houver risco de morte”, exorta a missionária.

Essa abordagem está em sintonia com o ensino bíblico. A mesma Escritura que fala sobre perdão também ordena justiça. Em Provérbios 31:8-9, lemos: “Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados”. O cuidado com a mulher vítima de violência é um dever cristão e um exercício de misericórdia.

Quando romper o silêncio é questão de sobrevivência

A vergonha do escândalo e a dependência emocional ou financeira são barreiras reais que impedem mulheres de buscarem ajuda. É por isso que a orientação precisa ser firme, mas compassiva. “Meu conselho às mulheres nessa condição é que busquem socorro em Deus, mas também escapem por suas vidas. Essa foi a Palavra dos anjos que visitaram Ló diante de uma destruição iminente”, Meire aconselha.

A preparação prática também é uma forma de romper com o ciclo de violência. “Oriento também que estudem e tenham uma renda, para que, havendo necessidade de sair da relação, tenham como recomeçar”, explica a missionária para quem o cuidado espiritual não anula a necessidade de planejamento e autonomia.

Além do cuidado com as vítimas, a missionária chama atenção para a educação preventiva. “É preciso ensinar nas bases às meninas, ainda cedo, a observarem a conduta dos rapazes que se aproximam delas, e reforçar o ensino à igreja acerca da submissão que agrada a Deus”, disse. Nesse ponto, cabe à igreja promover um ensino equilibrado sobre papéis e relacionamentos, combatendo qualquer distorção que legitime o controle ou a violência.

A violência contra a mulher é um problema social, jurídico e espiritual. Exige atuação conjunta da justiça, das políticas públicas, da psicologia e, sim, da igreja. A missão cristã é ser lugar de cura e não de omissão.

Reconhecer a existência da violência nos lares cristãos não é uma afronta à fé, mas um gesto de responsabilidade e verdade. O compromisso com o Evangelho inclui proteger os vulneráveis e erguer a voz por aqueles que sofrem. Como comunidade de fé, não basta orar. É preciso enxergar, escutar, acolher e, quando necessário, denunciar.

Fonte: Comunhão

Desaprovação do governo Lula continua alta entre evangélicos, aponta nova pesquisa

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Uma nova rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta semana, revela uma mudança significativa no apoio religioso ao governo Lula. Pela primeira vez desde o início do mandato, a maioria dos católicos ouvidos desaprova o presidente: 53% manifestaram rejeição, enquanto 45% ainda aprovam sua gestão.

O dado chama atenção por marcar a perda de apoio em um segmento tradicionalmente mais simpático ao petista. Há apenas dez meses, Lula contava com 60% de aprovação entre os católicos.

Entre os evangélicos, o cenário é ainda mais desfavorável. A rejeição permanece alta: 66% desaprovam o governo, contra apenas 30% de aprovação.

Apesar da estabilidade em relação à última pesquisa, os números demonstram uma clara dificuldade de Lula em dialogar com esse setor, que representa uma parcela crescente e influente do eleitorado brasileiro.

O distanciamento entre o governo e o público evangélico, que já era perceptível, agora se consolida como um dos desafios estratégicos do Planalto.

Durante o primeiro ano de mandato, havia sinais de que o governo buscaria aproximar-se das lideranças evangélicas, inclusive com discursos moderados e encontros simbólicos.

Esse movimento, porém, parece ter sido interrompido. A retórica mais combativa, somada a pautas que tensionam valores morais defendidos por igrejas, tem ampliado a sensação de desconexão entre Lula e os cristãos em geral.

A pesquisa, realizada presencialmente entre os dias 29 de maio e 1º de junho, ouviu 2.004 brasileiros em todas as regiões do país. Os resultados reforçam que, entre os eleitores com orientação religiosa mais definida, o presidente enfrenta obstáculos crescentes de aceitação.

O impacto político desses dados pode influenciar estratégias futuras, sobretudo diante do peso eleitoral dos católicos e evangélicos nas eleições municipais que se aproximam.

Fonte: Comunhão

A maioria dos pastores dos EUA continua comprometida com seu chamado, segundo a última pesquisa da Lifeway

Pastor pregando (foto: reprodução)
Pastor pregando (foto: reprodução)

99% dos pastores de igrejas permanecem comprometidos com seu chamado e trabalho, de acordo com a última pesquisa publicada (2 de junho) pela Lifeway Research.

Uma pesquisa com 1.500 pastores evangélicos e protestantes negros constatou que apenas um em cada 100 pastores deixa o ministério a cada ano. Ao mesmo tempo, a porcentagem de pastores que deixam o ministério por outros motivos que não aposentadoria ou morte permaneceu estatisticamente inalterada na última década: 1,3% em 2015, 1,5% em 2021 e 1,2% em 2025.

“A taxa de pastores que abandonam o pastorado é constante e bastante baixa, dadas as exigências da função”, disse Scott McConnell, diretor executivo da Lifeway Research. “Muitos dos que abandonam o pastorado sentem que estão se movendo, sob a direção de Deus, para outra função ministerial.”

No entanto, é fácil para quem está de fora e para quem está dentro da igreja se fixarem naqueles que saem por causa de conflitos, esgotamento ou fracasso moral. A especulação sempre exagera esses casos, mas esses são os resultados que as igrejas podem tentar evitar.

O estudo de 2025 foi patrocinado pela Primeira Igreja Batista de Houston e por Richard Dockins, um médico do trabalho preocupado com a rotatividade pastoral. A mediana de tempo de serviço pastoral em uma igreja é de oito anos, de acordo com um comunicado à imprensa da Lifeway Research.

A pesquisa revelou que 3 em cada 5 pastores (58%) iniciaram suas atividades em suas igrejas nos últimos 10 anos. Ao mesmo tempo, cerca de 15% afirmam que seu ministério na igreja atual remonta a pelo menos 25 anos.

Metade dos pastores pesquisados ​​(52%) servem em sua primeira igreja e 48% já serviram em uma igreja anterior na mesma função.

44% das igrejas com pelo menos 10 anos de existência mantiveram o mesmo pastor. No entanto, um em cada cinco viu seu pastor anterior se aposentar, 16% pastoreando outra igreja e 7% falecendo.

Os dados também mostraram que 7% dos pastores saíram na última década, trabalhando em outra função no ministério da igreja em vez de “pastor”. 3% trabalham em uma função não ministerial e 2% em algo que não está relacionado ao ministério e não está na idade de aposentadoria.

“Esses grupos que abandonam o pastorado antes da aposentadoria revelam uma taxa de rotatividade anual atual de 1,2% entre pastores evangélicos e protestantes negros”, afirmou o artigo da Lifeway Research. “Isso significa que, em qualquer ano desde 2015, pouco mais de 1 em cada 100 pastores abandonou o púlpito.”

Os motivos apresentados por pastores atuais para a saída de seus antecessores do ministério foram mudança de vocação (37%), conflito na igreja (23%) e esgotamento (22%). Outros saíram por falta de integração com a igreja (17%) ou problemas familiares (12%). Alguns pastores saíram por doença (5%) ou problemas financeiros pessoais (3%). Outros 4% saíram por não estarem preparados para o cargo. Dos 1,2% de pastores que deixam o ministério a cada ano, 7% são forçados a sair devido a questões morais ou éticas.

“Os pastores de hoje nem sempre sabem todos os motivos pelos quais seus antecessores deixaram sua igreja, mas o número de pastores que descrevem a saída do pastor anterior de sua igreja por esgotamento dobrou nos últimos 10 anos (22% contra 10%)”, disse McConnell.

A maioria dos pastores que serviram em uma igreja anterior deixou essa comunhão por vontade própria. 50% acreditavam que “levaram a igreja o mais longe que podiam”. 31% queriam uma mudança para sua família e 25% relataram que um conflito na igreja afetou sua decisão e outros 21% saíram porque a “igreja não adotou sua abordagem ao ministério”.

Outros 17% citaram expectativas irreais em sua congregação anterior como influência na decisão de mudar. Motivos relacionados foram não se encaixar bem na igreja (17%) ou a sensação de ter um chamado em outro lugar (13%).

Outros 13% foram transferidos e 8% foram solicitados a deixar a igreja, todos por razões não reveladas.

“Pastor e congregação devem trabalhar juntos”, disse McConnell. “Manter a unidade é um mandamento bíblico que é fácil de ignorar quando alguém dá importância demais à própria opinião.”

A maioria dos pastores que anteriormente lideravam uma igreja diferente passaram por um certo nível de conflito na outra congregação.

Um terço relatou conflito sobre mudanças propostas (37%) ou com líderes leigos (35%). Outros 35% sofreram um “ataque pessoal significativo”.

Cerca de um quarto dos entrevistados sofreu conflitos sobre seu estilo de liderança (27%) ou expectativas sobre o papel do pastor (24%). Outros 18% “brigaram” com sua congregação anterior por diferenças doutrinárias (18%) ou por questões políticas nacionais ou locais (9%). Um terço (35%) afirma não ter vivenciado nenhum desses conflitos em sua igreja anterior.

“A maioria dos pastores atuais não prevê deixar o ministério por um desses motivos”, afirmou a atualização da Lifeway Research. “Nove em cada dez (91%) têm certeza de que podem permanecer em suas igrejas pelo tempo que quiserem. Ainda assim, isso não significa que os pastores sejam ingênuos quanto a potenciais problemas futuros.”

Folha Gospel com informações de Christian Daily

Terroristas matam pastor de 70 anos e outros 35 cristãos na Nigéria

Mapa da Nigéria (Foto: Canva Pro)
Mapa da Nigéria (Foto: Canva Pro)

Terroristas conhecidos como pastores fulani mataram esta semana pelo menos nove cristãos no estado de Plateau, na Nigéria, após o massacre de outros 27 dias antes, disseram fontes.

Os ataques ocorreram no condado de Bokkos, nas comunidades predominantemente cristãs de Hokk, Pangkap, Fokoldep, Kopmur, Margif, Horop, Mbor, Mushere e Kwahas, disseram os moradores.

O morador local Emmanuel Auta disse que nove cristãos foram mortos na área de Mushere, no Condado de Bokkos, no domingo e na segunda-feira (1 e 2 de junho).

“Bokkos nunca esteve tão inseguro, com cristãos sendo massacrados como o que estamos testemunhando atualmente”, disse Auta ao Christian Daily International-Morning Star News. “Dois cristãos foram mortos no domingo, 1º de junho, e outros sete cristãos foram mortos na segunda-feira, 2 de junho, todos na área de Mushere, na Área de Governo Local de Bokkos.”

Outra moradora, Lilian Madaki, disse que os terroristas estavam atacando aldeias do Condado de Bokkos dias antes.

“Por seis dias, os fulanis continuaram a atacar nossas comunidades, que são predominantemente vilas cristãs”, disse Madaki em uma mensagem de texto. “Entre algumas das vítimas cristãs que conheço está um adolescente cristão de 14 anos que foi baleado e ferido e está atualmente sendo tratado em um hospital.”

A moradora Dorcas Ishaya acrescentou que terroristas atacaram Mbor, Margif e Mijing, “todas aldeias cristãs”, em 27 de maio, e incendiaram casas, matando muitos cristãos. Os ataques ocorreram por volta das 23h.

Na noite de segunda-feira (2 de junho), os terroristas invadiram as aldeias predominantemente cristãs de Hokk, Pangkap e Fokoldep e ainda estavam atirando quando o morador da área, Yakubu Kefas, enviou um alerta ao Christian Daily International-Morning Star News na terça-feira (3 de junho).

“Os cristãos estão atualmente sob intenso e constante tiroteio de elementos terroristas Fulani nas comunidades cristãs de Hokk, Pangkap e Fokoldep, na área do governo local de Bokkos”, disse Kefas.

Os ataques começaram por volta das 23h da noite anterior, ele disse.

“Os agressores, que acreditamos serem terroristas fulani, estão realizando tiroteios indiscriminados, assassinatos e incêndios criminosos em larga escala, resultando em terror generalizado, baixas cristãs e destruição de propriedades”, disse Kefas.

Moradores relataram o sequestro e assassinato em 27 de maio do Rev. Mimang Lekyil, pastor de 70 anos da congregação da Igreja de Cristo nas Nações (COCIN) na área de Kwahas, em Mushere.

Masara Kim, jornalista cristão da região, disse que outros 11 cristãos da região foram mortos em 25 de maio.

“O nome completo do clérigo assassinado é Rev. Mimang Lekyil; ele era o pastor responsável pela COCIN Kwahas, Kawel, em Mushere”, disse Kim ao Christian Daily International-Morning Star News. “Foi um caso de sequestro. A esposa do pastor quebrou a perna durante o incidente; outros 11 cristãos também foram mortos em Bokkos, no domingo, 25 de maio.”

Terroristas mataram oito cristãos na vila de Kopmur e outros sete na comunidade de Mbor, disse o morador da área Nanlop Joy.

“Todas essas são aldeias cristãs”, disse Joy.

A polícia foi enviada às comunidades afetadas juntamente com militares, disseram autoridades.

“Os responsáveis ​​por isso enfrentarão a justiça, pois o Comando da Polícia Estadual de Plateau não poupará esforços para garantir que os perpetradores enfrentem a lei”, disse o porta-voz do comando, Emmanuel Adesina, em um comunicado divulgado em Jos.

Com milhões de membros espalhados pela Nigéria e pelo Sahel, os Fulani, predominantemente muçulmanos, compreendem centenas de clãs de muitas linhagens diferentes que não têm visões extremistas, mas alguns Fulani aderem à ideologia islâmica radical, observou o Grupo Parlamentar Multipartidário para a Liberdade ou Crença Internacional (APPG) do Reino Unido em um relatório de 2020.

“Eles adotam uma estratégia comparável à do Boko Haram e do ISWAP e demonstram uma clara intenção de atingir cristãos e símbolos poderosos da identidade cristã”, afirma o relatório do APPG.

Líderes cristãos na Nigéria disseram acreditar que os ataques de terroristas às comunidades cristãs no Cinturão Médio da Nigéria são inspirados pelo desejo deles de tomar as terras dos cristãos à força e impor o islamismo, já que a desertificação tornou difícil para eles sustentarem seus rebanhos.

A Nigéria continua entre os lugares mais perigosos do planeta para os cristãos, de acordo com a Lista Mundial de Perseguição de 2025 da Portas Abertas, que reúne os países onde é mais difícil ser cristão. Dos 4.476 cristãos mortos por sua fé em todo o mundo durante o período do relatório, 3.100 (69%) estavam na Nigéria, segundo a WWL.

“O nível de violência anticristã no país já está no máximo possível segundo a metodologia da Lista Mundial da Perseguição”, afirma o relatório.

Na zona centro-norte do país, onde os cristãos são mais comuns do que no nordeste e noroeste, milícias extremistas islâmicas Fulani atacam comunidades agrícolas, matando centenas de pessoas, principalmente cristãos, segundo o relatório. Grupos jihadistas como o Boko Haram e o grupo dissidente Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP), entre outros, também atuam nos estados do norte do país, onde o controle do governo federal é escasso e os cristãos e suas comunidades continuam sendo alvos de invasões, violência sexual e assassinatos em bloqueios de estradas, segundo o relatório. Os sequestros para resgate aumentaram consideravelmente nos últimos anos.

A violência se espalhou para os estados do sul, e um novo grupo terrorista jihadista, Lakurawa, surgiu no noroeste, munido de armamento avançado e com uma agenda islâmica radical, observou a WWL. Lakurawa é filiado à insurgência expansionista da Al-Qaeda, Jama’a Nusrat ul-Islam wa al-Muslimin, ou JNIM, originária do Mali.

A Nigéria ficou em sétimo lugar na Lista Mundial da Perseguição de 2025 dos 50 piores países para os cristãos.

Folha Gospel com informações de Christian Daily

Cuba: cristão vivem sem liberdade mas se agarram na fé

Igreja cristã em Cuba (Foto: Portas Abertas).
Igreja cristã em Cuba (Foto: Portas Abertas).

Felipe* e Laura*, membros da equipe da Portas Abertas na América Latina, passaram vários dias em Cuba avaliando a situação das comunidades cristãs locais. O que encontraram foi uma realidade dura: pobreza sistêmica, vigilância constante e igrejas que se agarram à fé em meio às dificuldades.

“Ouvi os testemunhos de cerca de dez pastores e líderes. O que vi foi ao mesmo tempo inspirador e comovente, uma fé viva e apaixonada coexistindo com pobreza, medo e repressão”, Felipe relata. Laura viajou para uma área rural a três horas de Havana, capital de Cuba, para conhecer famílias cristãs envolvidas nos projetos de apoio da Portas Abertas.

“Quando você vê as pessoas na rua, vê o desespero”, acrescenta Laura. Os apagões são uma realidade constante, deixando bairros inteiros na escuridão por horas ou até dias. “Frequentemente temos que cancelar atividades na igreja”, disse Ângela, uma líder cristã que Laura conheceu em Cuba. O sistema de saúde também está em crise. “Meu salário não cobre nem o que minha esposa diabética precisa. Vivemos em constante incerteza”, disse Raul, um líder cristão entrevistado por Laura.

Comida e remédios escassos

A escassez de alimentos é outra realidade dura. Felipe se lembra de um pastor dizendo que a refeição modesta oferecida pela Portas Abertas durante um evento da igreja – apenas arroz, frango e salada – foi a melhor que muitos participantes comeram em meses. “A situação me abalou profundamente. O que consideramos básico, eles veem como luxo”, ele afirma.

Ademais, o Estado monitora de perto a atividade religiosa. “As igrejas são autorizadas a se reunir, mas sempre sob observação. Nos cultos, você ouve as pessoas orarem por dificuldades e necessidades, mas nunca mencionam os responsáveis. Esse silêncio diz muito sobre o medo com que os cristãos vivem”, observou Felipe. Alicia* e Aarón* testemunham essa realidade. Eles dirigem programas de ajuda social e foram convocados pelo Escritório de Assuntos Religiosos de Cuba após serem fotografados por um estranho. “Tenho medo de que algo aconteça com meu marido”, disse Alicia.

Bíblias em escassez

Há também uma escassez crescente de recursos cristãos. Bíblias completas são difíceis de obter e caras, então, muitas igrejas distribuem apenas o Novo Testamento para novos convertidos. “Irmã, você tem que escolher entre comprar comida ou comprar uma Bíblia. É assim que funciona”, confidenciou Ana*, uma cristã que Laura conheceu. A crise atingiu níveis tão extremos que até uma Bíblia se torna luxo.

A adversidade parece fortalecer sua determinação. Sem microfones, luzes ou mesmo ventilação, os fiéis se reúnem para louvar a Deus com alegria e uma fé que revela toda a esperança. “Apesar de tudo, a igreja cubana é vibrante e ativa. A fé deles é inabalável. Eles aprenderam a adorar sem recursos, a ensinar sem livros e a orar em silêncio”, conclui Felipe.  

*Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

Pastor conta os desafios de viver como deslocado com a família em Mianmar

Bandeira de Mianmar (Foto: Canva Pro)
Bandeira de Mianmar (Foto: Canva Pro)

Enquanto corre pela floresta densa, protegendo o filho menor, os galhos arranham as roupas e ferem os braços do pastor Yang (pseudônimo), em Mianmar. Sua esposa tropeça nas raízes expostas, mas não para de correr porque ouve tiros próximos. “Corremos e rastejamos sob o fogo cruzado. Às vezes, passamos a semana inteira buscando um refúgio seguro, lutando para sobreviver. As bombas continuam caindo atrás de nós”, relata o pastor.

Na imensidão de uma floresta, a família busca proteção debaixo de um abrigo improvisado com lona. “Se descobrirem nosso esconderijo, os bombardeios recomeçarão. Não há água, não há comida, e o choro das crianças é constante. Não temos nada”, descreve.

Conflito e perseguição

Essa é a realidade da família desde 2021, quando a guerra civil começou em Mianmar. Eles perderam dinheiro, bens foram saqueados e suas igrejas se tornaram alvos da violência. “Sinto-me impotente por não conseguir proteger minha família. Em momentos de desespero, chegamos a duvidar da presença de Deus”, confessa o pastor.

Embora os cristãos já enfrentassem perseguição em Mianmar, o golpe militar de 2021 exacerbou o sofrimento. Ataques aéreos devastaram igrejas e comunidades cristãs, muitas pessoas foram mortas. Estima-se que cerca de 40 mil cristãos foram deslocados ou forçados a se esconder em apenas um ano.

Durante a fuga, os cristãos se sentem desamparados, sem água, abrigo ou segurança, e sua fé é severamente testada. “Sentimo-nos profundamente sozinhos, isolados. Os membros da minha igreja estão espalhados por toda parte. É extremamente perigoso tentar visitá-los, pois, a qualquer momento, em qualquer lugar, podemos ser vítimas de bombardeios e tiroteios”, lamenta o pastor.

Fuga constante

Yang recorda da primeira vez que foi forçado a abandonar seu lar. Na época, o jovem pastor recém-casado foi abordado por policiais no mercado, questionado sobre um protesto. Para ele e sua esposa, aquela abordagem carregava uma ameaça implícita. “Sentimos-nos inseguros e decidimos fugir”, relembra.

Desde então, a fuga se tornou uma constante em suas vidas. O cristão se tornou pastor de uma pequena igreja, mas, um dia, os membros da congregação foram vendados e ameaçados com armas, resultando na dispersão da comunidade. Em outra ocasião, sua motocicleta e sua reserva de emergência, equivalente a dois meses de salário, foram roubadas, tornando a permanência insustentável.

Hoje, o pastor Yang está física e emocionalmente exausto, esgotado por anos de instabilidade, pobreza e estresse. “O fardo de fugir com crianças pequenas é insuportável para minha esposa e para mim. Vivemos cercados pelo som de tiros e explosões. A morte nos espreita a cada instante. Quando saio para comprar comida, minha oração é: ‘Deus, ajude-me a voltar em segurança’”, compartilha.

No entanto, o apoio de outros cristãos é como um farol de esperança em meio à escuridão. “Sabemos que as orações dos cristãos ao redor do mundo nos protegem. Nossa família se une em oração todas as noites, pedindo a Deus que nos fortaleça. Há um Deus que tudo pode. Ele nos sustenta. Às vezes, a vontade de desistir é grande, mas somos encorajados a seguir em frente e servir ao Senhor”, conclui o líder cristão deslocado.

Fonte: Portas Abertas

Histórias bíblicas recriadas com IA são a nova febre das redes sociais

Histórias bíblicas são recriadas com Inteligência Artificial (Foto: Reprodução YouTube)
Histórias bíblicas são recriadas com Inteligência Artificial (Foto: Reprodução YouTube)

Histórias bíblicas recriadas com inteligência artificial (IA) têm ganhado destaque nas redes sociais, alcançando milhões de visualizações e despertando o interesse de públicos diversos. Personagens como Davi, Noé, Moisés e Daniel são apresentados em vídeos curtos e animações que combinam tecnologia e narrativa bíblica. Essas produções utilizam ferramentas de inteligência artificial para gerar imagens e vídeos que retratam eventos bíblicos de maneira envolvente e acessível.

No TikTok, por exemplo, vídeos que simulam encontros entre figuras bíblicas e contemporâneas, como Jesus e o Papa Francisco, têm viralizado, ultrapassando 20 milhões de visualizações. Canais no YouTube e Instagram também têm explorado essa tendência, oferecendo animações de histórias como a de Davi e Golias, recriadas com IA para proporcionar uma experiência visual impactante.

“Nós precisamos utilizar o que está à disposição de forma coerente, com muita seriedade, com temor e tremor para cuidar do sagrado, daquilo que pertence ao Senhor, daquilo que vem do Senhor. Acredito que podemos usar com sabedoria aplicativos como esse de inteligência artificial para promover e propagar o Evangelho”, afirma o pastor Álvaro Oliveira Lima, presidente da Convenção Evangélica dos Ministros das Assembleias de Deus do Estado do Espírito Santo e Outros (Cemades).

Ferramentas como o BiblePics permitem que usuários interajam com personagens bíblicos por meio de chats e explorem imagens geradas por IA, promovendo uma conexão mais profunda com as Escrituras. Há diferentes plataformas com IA que oferecem recursos para criar histórias bíblicas personalizadas, combinando texto e elementos visuais.

Essa convergência entre fé e tecnologia tem sido vista por muitos como uma oportunidade para evangelizar e alcançar novas gerações. Ao utilizar linguagens visuais e interativas, as histórias bíblicas ganham nova vida, permitindo que ensinamentos milenares sejam compartilhados de maneira contemporânea e envolvente.

Fonte: Comunhão

Adultos mais velhos são muito mais religiosos do que os adultos mais jovens, mostra pesquisa

Culto em uma igreja (Foto: canva)
Culto em uma igreja (Foto: canva)

Há uma diferença de 29 pontos percentuais entre os americanos com 65 anos ou mais que se identificam como religiosos e a parcela de jovens adultos de 18 a 29 anos que se identificam como religiosos.

Esta é uma das descobertas do mais recente Estudo do Panorama Religioso do Pew Research Center, que descobriu que 83% dos americanos com 65 anos ou mais se identificam como religiosos, enquanto apenas 54% dos jovens adultos entre 18 e 29 anos o fazem.

Em outras palavras, 78% dos adultos mais velhos se identificam como cristãos, enquanto apenas 45% dos jovens o fazem. Uma parcela ligeiramente maior de jovens adultos se identifica com outros grupos religiosos — 9%, em comparação com apenas 5% dos adultos mais velhos. E quase metade de todos os jovens adultos não tem religião, enquanto apenas 15% dos adultos mais velhos o têm.

Embora algumas pesquisas nacionais mostrem um aumento na frequência à igreja por parte de jovens homens, isso não muda a realidade de que os jovens adultos nos Estados Unidos continuam muito menos propensos do que os mais velhos a se identificarem como religiosos ou cristãos.

O estudo do Pew constatou que a população americana em geral se tornou menos religiosa nas últimas décadas. Mas os pesquisadores descobriram que a diferença comparativa entre a religiosidade geracional permaneceu consistente. Isso mostra uma correlação entre a geração de uma pessoa e sua probabilidade de ser religiosa, mas não uma correlação entre o envelhecimento em si e a religiosidade.

Os americanos mais velhos também são mais propensos a se envolver em práticas espirituais como oração ou leitura das Escrituras do que as gerações mais jovens. Notavelmente, porém, nenhuma geração demonstra grande interesse em participar de grupos de oração, estudos bíblicos ou grupos de educação religiosa. Apenas 31% dos adultos mais velhos relataram participar desses grupos sociais com alguma frequência.

As descobertas gerais do estudo de que mais americanos se sentem confortáveis ​​em se identificar como “espirituais” em vez de “religiosos” também seguem a tendência geracional — a proporção de pessoas “religiosas” e “espirituais” aumenta a cada geração.

Uma ruptura com essa tendência: uma tendência avassaladora de acreditar que “as pessoas têm uma alma ou espírito além do corpo físico” é constante em todas as faixas etárias. Nada menos que 82% dos americanos, em qualquer uma das gerações, relatam ter essa crença. E para os americanos de 50 a 64 anos, esse número chega a 90%.

Educação

Os níveis de educação estão correlacionados com um padrão ligeiramente diferente de religiosidade.

De acordo com a pesquisa, há menos cristãos com níveis mais altos de educação. Entre os adultos americanos com ensino médio ou menos, 66% são cristãos, enquanto apenas 56% dos americanos com pós-graduação o são.

No entanto, à medida que o nível de escolaridade aumenta, também aumenta a proporção de indivíduos que se identificam com outras religiões. E a proporção de adultos sem religião permanece relativamente estável, independentemente da escolaridade. Isso significa que a religiosidade não entra necessariamente em conflito com a experiência educacional, embora níveis mais elevados de escolaridade estejam correlacionados a uma menor probabilidade de ser cristão.

Embora níveis mais elevados de educação possam estar associados a taxas mais baixas de cristianismo, a educação está relacionada a níveis mais consistentes de frequência religiosa entre aqueles que se identificam com alguma religião. Adultos com alto nível de escolaridade são os mais propensos a frequentar cultos religiosos semanalmente, enquanto aqueles que concluíram apenas alguns estudos universitários são os menos propensos.

Por outro lado, os americanos com menor escolaridade rezam com mais frequência; 50% relatam que rezam pelo menos diariamente, enquanto 39% dos pós-graduados relatam fazer orações diárias.

A leitura regular das Escrituras não é comum em nenhum grupo educacional, e americanos com alto nível de escolaridade têm 2% menos probabilidade de ler as Escrituras uma ou mais vezes por semana do que aqueles com ensino médio completo ou menos. Menos da metade de todos os grupos educacionais relatam já ter lido as Escrituras.

Renda

A renda parece ter pouca relação com o nível de religiosidade de uma pessoa. Cada faixa de renda incluía uma proporção semelhante de adultos religiosos.

Entre os americanos com renda de US$ 30.000 ou menos por ano, 69% disseram que são religiosos (63% cristãos e 6% outras identidades religiosas), em comparação com 66% daqueles que ganham US$ 100.000 ou mais (57% cristãos e 9% outras identidades religiosas).

No geral, um pouco mais de adultos na categoria de renda mais baixa participam de grupos de oração, estudo das Escrituras ou educação religiosa.

Folha Gospel com informações de Baptista News

Ucrânia: líder de igreja diz que milhares estão se convertendo à fé em tempos de guerra

Bandeira da Ucrânia em frente a um prédio residencial destruído pela guerra da Rússia (Fotos: Canva com montagem de Folha Gospel)
Bandeira da Ucrânia em frente a um prédio residencial destruído pela guerra da Rússia (Fotos: Canva com montagem de Folha Gospel)

Enquanto a guerra continua a devastar a Ucrânia, um poderoso reavivamento espiritual está se desenrolando em meio às ruínas, de acordo com o evangelista ucraniano David Karcha, que disse a um grupo de líderes religiosos europeus que o Evangelho se torna imparável em tempos de guerra.

Falando no Congresso Europeu sobre Evangelismo em Berlim, Alemanha, em 29 de maio, Karcha descreveu como igrejas em toda a Ucrânia se tornaram faróis de esperança, atraindo milhares de pessoas para Cristo, mesmo enquanto o país enfrenta profundo sofrimento físico e emocional.

Seu discurso foi feito apenas um dia após Franklin Graham se encontrar com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy em Berlim para orar pela paz, ressaltando a mensagem do Congresso sobre a resiliência do evangelho diante da crise.

“Em tempos de paz, o Evangelho é poderoso. Mas em tempos de guerra, ele é imparável”, disse Karcha em seu discurso de abertura, no qual apresentou saudações da Igreja Evangélica da Ucrânia aos delegados do Congresso de Berlim.

Uma Igreja, disse ele incisivamente, e não os edifícios, “porque então não lhes seria permitido sofrer”. Em vez disso, a Igreja que acolhe o Congresso de Berlim é aquela que “não pode ser atada” ou “escurecida com fumaça”.

Após a invasão russa em fevereiro de 2022, Karcha disse que os evangélicos ucranianos enfrentaram uma escolha crucial: fragmentar-se e fugir, ou permanecer e compartilhar o sofrimento de seus compatriotas. Isso aconteceu “não porque tínhamos um plano, não porque nos sentíamos prontos, mas porque vimos que até mesmo o menor ato feito com fé se torna parte de algo muito maior”.

“A esperança como realidade é algo buscado como parte da existência humana em busca de “algo maior, algo essencial”, ponderou Karcha.

Para a Igreja na Ucrânia, esta jornada de esperança, feita à luz do Senhor Jesus vivo, significou dar pequenos passos como uma comunidade unificada, caminhando em conjunto. Ao fazer isso, “torna-se um movimento que nenhuma guerra pode parar”.

Karcha queria esclarecer a questão da perseguição religiosa, que frequentemente domina as notícias sobre cristãos ucranianos. Ele ressaltou que a principal manchete é sobre o evangelicalismo na Ucrânia, com multidões se convertendo a Cristo. Como exemplo, o pastor disse que, “somente em 2023”, as igrejas batistas testemunharam “milhares de pessoas professando publicamente sua fé por meio do batismo”.

A Igreja despertou para a fome espiritual no país e enfrentou o desafio de servir não apenas os corpos, mas as almas.

Nos últimos três anos, Karcha testemunhou que “centenas de milhares de pessoas passaram pelas portas das igrejas ucranianas e encontraram o amor e o cuidado de Deus”.

“Muitas delas pela primeira vez na vida”, acrescentou, contando a história que ouviu de um pastor alemão no Congresso, sobre uma mulher que nada sabia sobre igreja, mas fugiu para a Alemanha como refugiada e buscou abrigo em uma igreja. Ela experimentou comida, cuidado e a igreja demonstrou amor, falando-lhe sobre Jesus. A mulher finalmente entregou seu coração a Jesus Cristo.

Karcha agradeceu às igrejas em toda a Europa pelo apoio amoroso aos ucranianos nos últimos anos da guerra.

“O corpo de Cristo não se limita a um país ou a uma fronteira, mas está vivo e ativo sempre que seu povo está presente”, disse Karcha, sob mais aplausos. “Obrigado por serem suas mãos e seu coração para aqueles que realmente precisam.”

“Deus está nos ensinando a ouvir e a ver onde ele já está trabalhando”, continuou ele.

“As igrejas ucranianas estão na linha de frente, ministrando como capelães nas trincheiras e nos campos de batalha, nos hospitais, levando orações e a esperança de Cristo aos soldados no fogo da batalha e em lugares de desespero.”

Estamos lá pelas viúvas dos soldados mortos e pelos órfãos cujas mães nunca mais voltarão para casa, segurando suas roupas, compartilhando a dor. Ministramos aos que perderam tudo, lares reduzidos a escombros, famílias desfeitas, corpos e almas apavorados por fragmentos indizíveis e pela tortura que nos foi imposta pelo exército russo.

Todos esses ministérios começam com a escuta ativa, disse Karcha: “Nós ouvimos. Nós oramos. Nós ajudamos. E então, quando vemos como podemos ajudar e o que pode ser eliminado, falamos com Jesus.”

Um homem chamado Viktor, de cerca de 50 anos, chegou à igreja de Karcha como refugiado, “como tantos outros naquela época”. Ele era um homem quieto, segundo o líder da igreja, que parecia abatido e carregava “uma vida inteira de fardos”.

Um dia, Viktor perguntou a Karcha se poderiam conversar. Ele revelou que conhecia Deus desde a infância e que passou muitas décadas fugindo dEle, causando sofrimento ao seu redor. No entanto, declarou estar pronto para entregar sua vida a Cristo.

“Ele chorou. Ele se desfez em prantos. E nasceu de novo, bem diante dos nossos olhos”, disse Karcha, acrescentando que Deus continua agindo, ouvindo e redimindo, trazendo as crianças para casa.

“Queridos irmãos e irmãs”, disse Karcha aos delegados, “isto é um pouco do que Deus está fazendo em nosso país. Ele está despertando Sua igreja, despertando uma busca desesperada por esperança e nos ensinando a ouvi-Lo e observá-Lo agir.”

Ele está transformando sofrimento em testemunho, medo em fé e pequenos atos de amor em sementes para o seu reino. Aos olhos do mundo, a Ucrânia é uma história de guerra. Mas aos olhos de Deus, é uma história de reavivamento, uma história que nos lembra a todos que o Evangelho… avança. Que mesmo quando os foguetes explodem ao nosso lado, o fundamento de Cristo permanece firme. Que mesmo na noite mais escura, a luz da sua verdade ainda irrompe.

“Que a história se curve diante da cruz”, disse Karcha, concluindo com um incentivo para proclamar corajosamente Jesus como Senhor, independentemente das circunstâncias.

Folha Gospel – artigo foi publicado originalmente pelo Christian Daily International

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