A proposta, de autoria do vereador Hamilton Sossmeier (Podemos), autoriza estudantes a realizarem encontros voluntários para leitura da Bíblia, momentos de oração e compartilhamento de experiências religiosas.
O projeto prevê que o Intervalo Bíblico ocorra sem censura ou interferência da administração escolar, em horários definidos com a direção para não comprometer as atividades pedagógicas.
Segundo o autor da proposta, ela não fere a laicidade do Estado, por se tratar de uma manifestação de fé livre, pacífica e voluntária, sem caráter de imposição religiosa.
O vereador afirma que a aprovação do “Intervalo Bíblico” garante aos estudantes o direito à liberdade religiosa no ambiente escolar, sem configurar doutrinação ou violar a laicidade do Estado.
Ele acrescenta que a laicidade não significa hostilidade à religião, mas sim que o Estado assegure o direito de fé e de expressão religiosa de todas as pessoas.
“A proposta respeita integralmente o princípio da laicidade do estado, uma vez que laicidade não significa hostilidade à religião, mas sim a garantia de que todos possam expressar sua fé livremente no espaço público, desde que de forma pacífica, voluntária e respeitosa”, explica o aturo.
“Situações recentes, contra estudantes que realizavam encontros religiosos espontâneos, mostram a necessidade de assegurar esse direito de forma explícita”, concluiu.
Fonte: Guia-me com informações de Câmara Municipal de Porto Alegre
Centro de aconselhamento ajuda cristãos a superarem traumas da violência na Síria (Foto representativa: Portas Abertas)
Homens cristãos que pedem para a esposa e os filhos fugirem da cidade. Essa é uma das consequências da violência na região de Suwayda, na Síria. Rama (pseudônimo) é uma das mulheres cristãs que se viram nessa situação, obrigadas a fugir com seus filhos.
Por conta de tudo que passou durante os ataques, ela participa de um projeto de aconselhamento pós-trauma de um parceiro de campo da Portas Abertas em Damasco. Em uma das sessões, Rama contou o que aconteceu em Suwayda, uma cidade de maioria drusa. Os drusos são membros de uma religião esotérica com raízes no islamismo.
No dia 13 de julho, conflitos iniciaram na cidade. Tudo começou com um assalto a um comerciante druso na estrada entre Suwayda e Damasco. Os criminosos eram beduínos, o que fez com que os drusos retaliassem sequestrando diversas pessoas entre os beduínos, causando uma luta armada entre os dois grupos.
O governo sírio tentou intervir, mas a situação só piorou. Houve relatos de assassinatos e abusos cometidos por todas as partes envolvidas, tanto drusos, quanto beduínos e membros das forças sírias. Cerca de mil pessoas foram mortas durante as semanas em que o conflito aconteceu.
“Nós dormimos nas cadeiras da igreja nos primeiros dias”
Os cristãos ficaram vulneráveis entre os diversos ataques. Igrejas foram danificadas e as casas de pelo menos 30 famílias cristãs foram atingidas, o que as fez fugir. Essas pessoas ficaram cerca de duas semanas refugiadas em uma igreja.
“Havia cerca de 400 pessoas na igreja. Comida e água eram escassas e geralmente tínhamos apenas uma refeição por dia. Nós dormimos nas cadeiras da igreja nos primeiros dias. Quando a violência começou, ouvimos histórias sobre mulheres e meninas sendo atacadas, e eu não podia deixar minha filha vivendo nessa situação. Meu marido disse: ‘Fuja com nossos filhos e tome conta deles’. Depois de 26 dias, um corredor humanitário foi aberto e nós pudemos fugir para Damasco”, conta Rama.
O marido de Rama continuou em Suwayda para proteger a casa da família e continuar seu trabalho. A situação na cidade permanece instável. A mesma estrada onde o comerciante druso foi atacado é alvo de constantes tiroteios e assaltos. Nas últimas semanas, um ônibus foi atacado por agressores desconhecidos, deixando duas pessoas mortas e 11 feridas.
Ameaças contra os cristãos na região
Além dos conflitos armados que estão matando e deslocando a população, os cristãos da região também enfrentam, ao mesmo tempo, a perseguição dos extremistas, o que complica ainda mais a situação da igreja local. Ameaças contra os cristãos foram escritas em um muro de uma igreja na cidade de Maarat Saidnaya.
“Cristãos infiéis, não há outro deus além de Alá. Depois de Dweila, será a vez de Maarat”, dizia a mensagem.
A ameaça se refere ao ataque contra a igreja em Dweila, na região de Damasco, no dia 22 de junho de 2025. No ataque, 22 cristãos foram mortos, além de duas vítimas não identificadas e um dos terroristas. Outra mensagem parecida foi escrita na entrada de uma igreja em Damasco, o que deixou as famílias cristãs em alerta.
Cristãos sofrem perseguição religiosa na China (foto representativa: Portas Abertas)
Há uma semana, a igreja chinesa Xi’an Church of Abundance fez um apelo de oração aos cristãos do mundo todo. Eles relataram que o pastor Lian Changnian, o pastor Lian Xuliang e a pregadora Fu Juan, da comunidade cristã local, foram presos no dia 2 de novembro.
Os três líderes da igreja, que haviam sido detidos em julho deste ano, foram novamente levados de suas casas pelas autoridades. Eles foram alvo de novas acusações de “fraude”, apesar de o caso com a mesma justificativa, julgado há quatro meses, em 9 de julho, não ter um veredito até agora.
O pastor Lian Changnian, agora com 71 anos, está com a saúde debilitada e inspira preocupação sobre sua resistência a esse período de prisão. A primeira vez em que os cristãos foram presos ocorreu em 17 de agosto de 2022 e a detenção durou mais de dois anos. Em 12 de abril de 2025, o status deles foi alterado para “vigilância residencial em local designado”, permitindo que voltassem para suas famílias em prisão domiciliar.
A suposta “vítima” do caso, a cristã Qin Wen, negou publicamente ter sido enganada e testemunhou corajosamente em tribunal. Como resultado, ela também foi presa por 12 dias sob a acusação de “pregar para menores de idade” e foi demitida de seu trabalho em uma escola infantil. Na China, é proibido compartilhar o evangelho com menores de 18 anos.
Xi’an Church of Abundance é uma igreja doméstica que serve a Deus há 30 anos na China. Em 19 de agosto de 2022, a igreja foi oficialmente proibida pelas autoridades por operar sem registro governamental e agora enfrenta novas restrições por anunciar as boas-novas de Cristo aos chineses.
O Movimento de Lausanne está debatendo como a inteligência artificial poderá moldar o futuro da missão cristã.
Por meio de sua nova divisão de pesquisa, LIGHT, o movimento está examinando as oportunidades, os desafios e as responsabilidades apresentados pela rápida ascensão da IA na Igreja e na vida cotidiana — da comunicação e aprendizado ao ministério, teologia e cuidado pastoral.
“A IA não é, em si mesma, nem salvadora nem ameaça”, afirmou o último relatório da LIGHT sobre IA. “Seu valor depende de como ela é discernida, governada e utilizada pelo povo de Deus.”
À medida que a inteligência artificial se torna cada vez mais presente na sociedade global, a iniciativa de Lausanne visa orientar os líderes da Igreja a compreender como a tecnologia pode apoiar, em vez de distorcer, a missão da Igreja de cumprir a Grande Comissão.
Para pastores, missionários e teólogos, a conversa vai muito além da ética.
A inteligência artificial está agora traduzindo as Escrituras, automatizando a comunicação e auxiliando na evangelização e no trabalho missionário — uma ferramenta que pode acelerar o trabalho missionário, mas que, se mal utilizada, corre o risco de diminuir a conexão humana.
O relatório LIGHT alerta contra o “otimismo ingênuo e o medo paralisante”.
Em vez disso, o texto incentiva os fiéis a se envolverem com a IA com profundidade teológica e consciência ética, fazendo perguntas como: “Como essas ferramentas podem fortalecer relacionamentos autênticos em vez de substituí-los? Como a igreja pode servir de modelo de transparência, equidade e justiça na era digital? E como a IA pode ser usada para acelerar a Grande Comissão, mantendo Cristo no centro?”
Para ajudar os ministérios a discernir com sabedoria, pesquisadores de Lausanne propõem uma estrutura ética em quatro partes.
O documento convoca a Igreja a manter a tecnologia alinhada com a Grande Comissão (Alinhamento com a Comissão); a fortalecer, em vez de substituir, os relacionamentos humanos e divinos genuínos (Alinhamento Relacional); a garantir justiça, sustentabilidade e cuidado com os vulneráveis (Alinhamento de Utilidade e Equidade); e a defender a transparência, a responsabilidade e a responsabilidade moral em todo o uso da tecnologia (Alinhamento Moral).
Esses princípios incentivam a Igreja a garantir que todo o uso da tecnologia reflita os valores bíblicos de justiça, verdade, misericórdia e amor.
O relatório alerta: “A IA não deve interferir em nossa comunhão com Deus nem em nossa conexão com os outros. Em vez disso, deve ser utilizada para fortalecer a conexão humana autêntica.”
“Como seres moralmente responsáveis perante Deus, jamais podemos atribuir agência moral às máquinas. Em última análise, devemos assumir a responsabilidade pelas tecnologias que usamos e compartilhamos com os outros.”
Uma das aplicações mais discutidas é o evangelismo por proclamação — o compartilhamento público do Evangelho.
Embora a IA agora possa traduzir as Escrituras para novos idiomas ou gerar conteúdo culturalmente relevante, Lausanne enfatiza que as ferramentas digitais não podem substituir o testemunho encarnado dos crentes.
“O evangelho permanece inalterado”, escrevem os autores. “Os mandamentos bíblicos transcendem a inovação tecnológica e exigem uma proclamação fiel, independentemente do meio.”
A IA pode auxiliar os evangelistas a otimizar a comunicação, proteger os trabalhadores em regiões restritas e analisar dados para alcançar novos públicos, mas a voz humana, segundo eles, permanece insubstituível.
O relatório afirma: “Jesus, o Verbo que se fez carne, proclamou o reino por meio de sua presença encarnada. Seres humanos encarnados — dotados de alma, habitados e capacitados pelo seu Espírito Santo — conectam-se com outros seres humanos de maneiras que uma máquina jamais poderá e jamais poderá. Evangelismo envolve testemunho de ‘experiência vivida’ com Jesus.”
“Em um mundo cada vez mais artificial e desprovido de corpo, é o ser humano autêntico e encarnado que leva o amor tangível de Cristo aos perdidos e solitários. Nossa presença demonstra que nos importamos o suficiente para comparecer pessoalmente e ‘proclamar as boas novas aos pobres’ e ‘proclamar a liberdade aos cativos’.”
O relatório LIGHT reconhece que a igreja já enfrentou revoluções tecnológicas antes e as enfrentará novamente. Com discernimento, coragem e oração, os fiéis podem abordar essa nova fronteira não com medo, mas com esperança — confiando que, na era digital, assim como nas eras anteriores, a missão de Deus continua por meio do Seu povo.
O relatório conclui: “Em termos relacionais, a IA desafia a eficácia do projeto de Deus. Em termos teológicos, a IA desafia a suficiência dos métodos de Deus. Esses desafios devem ser enfrentados e considerados em oração.”
“Embora a IA possa complementar, ela deve sempre servir, e não substituir, o arauto humano cheio do Espírito Santo na proclamação das boas novas e no cumprimento da Grande Comissão.”
Folha Gospel com informações de The Christian Today
Pastor Mick Fleming ao lado de sua van, que traz o versículo bíblico João 3:16. (Captura de tela/YouTube/Church on the Street Ministries)
Um líder religioso foi aparentemente advertido por um policial de que um versículo bíblico exibido na traseira de sua van poderia ser considerado “discurso de ódio” em certos contextos, no Reino Unido.
Mick Fleming, de 59 anos, disse que foi abordado por um policial enquanto estava em um posto de gasolina no dia 27 de outubro.
Em uma atualização em vídeo , Fleming disse que o policial o alertou que a passagem bíblica “poderia ser interpretada como discurso de ódio em um contexto inadequado”. Se alguém reclamasse, a polícia investigaria o caso e ele poderia “acabar em problemas”.
A mensagem em sua van era o versículo bíblico João 3:16, que diz: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
Ao descrever o encontro, Fleming disse que o policial “era um cara muito legal, não foi desagradável nem nada, e me deu um conselho: o texto poderia ser interpretado como discurso de ódio em um contexto inadequado”.
Ele continuou: “Estou apenas te avisando”. Ele não estava lá para me prender: era apenas um conselho.
Fleming é um pastor cuja atuação no combate à pobreza tem recebido ampla cobertura da mídia. Ele admitiu ter ficado surpreso com o alerta.
Em seu vídeo postado no YouTube, ele disse: “Eu só pensei ‘nossa’ – fiquei me perguntando o que as pessoas pensam… a que ponto chegamos como país, onde um trecho das escrituras cristãs na traseira de uma van pode ser visto como odioso ou maldoso?”
“Talvez a sociedade esteja caminhando para um ponto em que não deseje mais pessoas religiosas sentadas à mesa discutindo com elas.”
Mais tarde, ele afirmou que não tem planos de remover o versículo, pois o considera “uma mensagem essencial de como a mudança real é possível”.
Muitos comentaristas em seu vídeo expressaram seu apoio, descrevendo o verso como “uma mensagem de amor”.
A polícia de Lancashire afirmou não ter registro do ocorrido.
“Não consideramos isso discurso de ódio e pedimos à pessoa em questão que fale diretamente conosco para que possamos analisar o assunto”, disse um porta-voz.
Exibir textos religiosos em público é geralmente legal no Reino Unido, de acordo com a liberdade de expressão. No entanto, discursos considerados ameaçadores ou que visem incitar o ódio contra pessoas com base em características protegidas, como religião ou orientação sexual, podem ser passíveis de investigação criminal sob a Lei de Ordem Pública de 1986 e legislação correlata.
Fleming, um ex-traficante de drogas que afirma que sua fé cristã o levou ao trabalho de caridade, já participou do programa Songs of Praise da BBC e recebeu reconhecimento do Príncipe de Gales por seu trabalho social.
Folha Gospel com informações de The Christian Today
Jovens cristãos orando na China (Foto: Porta Abertas)
O irmão Guang (pseudônimo) vive em uma região da China onde um pequeno grupo de cristãos luta para levar o evangelho aos jovens. Guang, que hoje tem 60 anos de idade, viu seu ministério mudar radicalmente devido à perseguição.
“O ministério de jovens está sob ataque. As igrejas não podem mais conduzir escolas dominicais. Somos obrigados a nos reunir em locais isolados”, diz Guang. Em julho de 2024, ele ajudou a organizar um acampamento para crianças e adolescentes.
A primeira parte da programação, dedicada às crianças, ocorreu sem problemas. Já a segunda metade, dedicada aos adolescentes, foi interrompida por cerca de 20 policiais que proibiram todos os cristãos de sair do local e confiscaram celulares, computadores e materiais de estudo bíblico.
“Nós (os líderes do evento) fomos levados para a delegacia e interrogados das 15h às 0h. Fomos obrigados a fornecer as senhas de nossos celulares e os policiais analisaram todas as nossas conversas, nos perguntando sobre o conteúdo. Nesse momento, todo o trabalho do nosso ministério foi descoberto”, conta Guang.
Na China, menores de 18 anos não podem participar de atividades religiosas, por isso, membros da organização foram multados em cerca de quatro mil dólares cada um. Apesar de assustados pela ação policial, os cristãos não pretendem interromper o trabalho com jovens e novos convertidos.
Guang e seus companheiros de ministério participariam de um treinamento de liderança organizado por parceiros de campo de Portas Abertas, mas devido à crescente vigilância das autoridades e a uma nova convocação para depoimentos, eles decidiram adiar o início do treinamento para garantir sua segurança.
A Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) enviou uma equipe para o sul do país para avaliar as necessidades mais urgentes e definir as próximas etapas de atendimento. (Foto: Gunther Wallauer)
O tornado com ventos de até 330 km/h deixou um verdadeiro rastro de destruição em Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, na última sexta-feira (7): seis pessoas morreram, 750 ficaram feridas e 22 permanecem internadas, além da destruição quase que total da cidade. Nesse momento de dor e desespero, igrejas evangélicas e católicas se uniram para ajudar os irmãos do Sul.
A Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) no Brasil iniciou uma campanha nacional de arrecadação para levar ajuda às famílias afetadas, além de ter enviado uma equipe ao local para avaliar as necessidades mais urgentes e definir as próximas etapas de atendimento.
Também foi feita uma parceria com igrejas locais e lideranças comunitárias para o envio de alimentos, roupas e itens básicos de higiene, além de suporte emocional e espiritual às famílias atingidas. “Estamos acompanhando de perto a situação e buscando identificar as famílias que mais precisam neste momento. Cada doação é uma semente de esperança para quem perdeu tudo”, afirmou o pastor Günther Wallauer, líder da ADRA no Sul do Brasil.
Já a Igreja Universal do Reino de Deus enviou voluntários dos programas sociais da denominação, vindos das cidades de Guarapuava e Laranjeiras do Sul. Até o momento, eles levaram 250 cestas básicas, 2 mil garrafas de água potável, centenas de cobertores, calçados e roupas, além do apoio espiritual às famílias.
Várias igrejas do Sul do país, como a Assembleia de Deus, por exemplo, se tornaram pontos de coleta para doações. Páginas de prefeituras/portais listam várias igrejas e voluntários de municípios vizinhos abrindo pontos de coleta. A Prefeitura de Curitiba também organizou pontos de arrecadação que recebem doações e trabalham com igrejas locais para envio.
A Canção Nova, dos católicos, divulgou campanha e orientações de arrecadação em articulação com a Cáritas. Dioceses e Arquidioceses de outras regiões do país também aderiram e divulgaram adesão à campanha nacional, com repasse de doações para as vítimas.
A solidariedade do brasileiro em tempos de crise já foi motivo de estudo. Oito em cada dez (82%) já apoiaram ações de ajuda para vítimas de desastres naturais, segundo dados deste ano, de uma pesquisa realizada pela empresa Nexus, a pedido do Movimento União BR. O estudo mostrou que, dos que se propuseram a ajudar, 21% atuou como voluntário e outros fizeram doações, sendo as mais frequentes roupas e sapatos (68%), água e comida (58%), dinheiro (37%) e medicamentos (27%).
Como ajudar:
ADRA: as doações sejam feitas via PIX oficial (sos@adra.org.br).
Cáritas / CNBB: as doações podem ser feitas via PIX, pela chave CNPJ: 48791935/0001-60.
Demais igrejas: é preciso checar com a igreja de seu bairro se ela é um ponto de apoio para coleta de doações.
Jovens adolescentes reunidos lendo a Bíblia (Foto: Canva Pro)
Após anos de declínio constante, os americanos estão redescobrindo a Bíblia — e os jovens adultos estão liderando esse movimento.
Novas descobertas do relatório Estado da Igreja 2025 da Barna, produzido em parceria com a Gloo, revelam uma retomada nacional na leitura semanal da Bíblia.
O relatório revela que 42% dos adultos nos EUA afirmam ler as Escrituras semanalmente — um aumento de 12 pontos percentuais em relação ao mínimo histórico de 30% em 2024.
Esse número sobe para 50% entre os que se identificam como cristãos, marcando o nível mais alto em mais de 10 anos.
Os millennials e a geração Z estão no centro dessa mudança. Os dados da Barna mostram que os millennials tiveram um aumento de 16 pontos percentuais desde 2024, com 50% relatando que leem a Bíblia semanalmente.
A Geração Z vem logo em seguida, saltando de 30% para 49% em apenas um ano.
Em contrapartida, a geração Baby Boomer — que antes era a mais assídua na leitura da Bíblia — agora apresenta os índices mais baixos, com apenas 3% lendo semanalmente.
A geração X permanece praticamente inalterada, com um ligeiro aumento para 41%.
Essa mudança em direção a um maior envolvimento dos jovens sugere uma reversão de tendências de décadas, em que a leitura da Bíblia era mais forte entre as gerações mais velhas e estava em declínio entre os jovens.
O CEO do Barna Group, David Kinnamon, afirmou: “Em 2025, observa-se um grande ressurgimento da leitura da Bíblia, juntamente com um aumento significativo no uso entre as gerações mais jovens. Isso está em consonância com outros sinais de interesse espiritual e reforça a constatação de que a fé e a prática cristãs estão passando por um momento de renovação.”
As últimas descobertas da Barna também revelam uma reviravolta inesperada: os homens mais jovens estão agora superando as mulheres no envolvimento com a Bíblia. Em estudos anteriores, as mulheres relataram consistentemente um envolvimento maior do que os homens na leitura das Escrituras, participação na igreja e oração.
O Sr. Kinnaman explicou: “As mulheres geralmente têm sido mais ativas religiosamente do que os homens. Mas agora, os homens mais jovens surgem como os leitores mais frequentes da Bíblia. Além disso, houve um aumento maior na leitura entre os homens do que entre as mulheres após a pandemia.”
Essa tendência ecoa outro estudo recente da Barna focado na Geração Z, que revelou que quase 40% das mulheres jovens adultas (entre 18 e 24 anos) se descrevem como não tendo nenhuma afiliação religiosa ou crença em Deus — a maior taxa entre todos os grupos demográficos.
Com 31%, a leitura semanal da Bíblia entre as mulheres da Geração Z fica bem abaixo dos 41% relatados entre a Geração Z como um todo.
Outro estudo da Barna mostra que apenas 36% das mulheres relatam frequentar a igreja semanalmente, enquanto 43% dos homens fazem o mesmo.
Os pesquisadores relacionam esse distanciamento a sentimentos de isolamento e apoio inadequado das gerações mais velhas: apenas um terço das mulheres da Geração Z acredita que seus pais as entendem, e pouco mais de um quarto se sente apoiado por seus pais.
No entanto, o Sr. Kinnaman observou: “O envolvimento está superando a convicção. As pessoas estão abrindo a Bíblia com mais frequência, mas ainda estão debatendo o que acreditam sobre ela. Essa lacuna entre ler e confiar merece atenção.”
Apenas 36% dos adultos — e 44% dos cristãos — dizem acreditar que a Bíblia é completamente precisa em seus ensinamentos, uma queda em relação aos 43% registrados em 2000. Pesquisadores da Barna descrevem essa mudança como uma “reinicialização”, e não um reavivamento completo.
Ainda assim, acreditam que isso pode sinalizar o início de uma reorientação mais profunda em direção à fé — especialmente entre as gerações mais jovens que buscam significado em um mundo incerto.
“Não estamos testemunhando uma transformação social radical, mas estamos vendo os americanos retornarem a padrões de fé que estavam se perdendo. Isso por si só já é um sinal de esperança”, disse o Sr. Kinnaman.
Para os líderes religiosos, a mensagem é clara: a curiosidade está crescendo, mas a convicção precisa ser cultivada.
Ele acrescentou: “Devemos celebrar o aumento do número de leitores da Bíblia em nossa sociedade. Em seguida, devemos nos comprometer a ajudar esses leitores a encontrar Deus por meio do texto e a integrar o que leem em sua vida cotidiana. É aí que a transformação acontece.”
Folha Gospel com informações de The Christian Today
Pastor Raymond Koh (ao centro) com sua família (Foto: A Voz dos Mártires)
O Supremo Tribunal da Malásia decidiu na quarta-feira (5 de novembro) que o governo e a polícia são responsáveis pelo sequestro do pastor Raymond Koh, desaparecido desde 2017, tendo investigações anteriores concluído que as autoridades provavelmente o “desapareceram” por considerá-lo uma ameaça ao Islã.
O tribunal decidiu a favor da esposa do pastor Koh, concedendo à sua família 31 milhões de ringgits (US$ 7.377.132) em seu processo contra a polícia e o governo.
“Estamos muito felizes e agradecidos a Deus por termos um julgamento justo e honesto”, disse sua esposa, Susanna Liew, a repórteres após o veredicto, segundo a BBC. “Embora isso não traga o Pastor Raymond de volta, é de certa forma uma vindicação e um encerramento para a família. Dedicamos esta luta e este julgamento ao Pastor Raymond Koh, um homem de compaixão e coragem, e a todas as vítimas de desaparecimentos forçados.”
O pastor Koh foi retirado à força de seu carro em um subúrbio de Kuala Lumpur em plena luz do dia, um sequestro registrado por uma câmera de segurança. Transeuntes também testemunharam o crime.
Sua família sempre afirmou que ele foi sequestrado pela polícia, o que as autoridades negaram. Investigações da Comissão de Direitos Humanos da Malásia e do governo concluíram que ele provavelmente foi sequestrado pela Divisão Especial da polícia, uma unidade de elite, por ser considerado uma ameaça ao islamismo tradicional na Malásia, país de maioria muçulmana.
“O relatório do governo – que foi classificado como secreto até que as famílias entraram com um processo para obter acesso – afirmou que ‘policiais corruptos’ foram responsáveis pelos sequestros e que o oficial que liderou a operação tinha ‘visões extremistas’ contra cristãos e muçulmanos xiitas”, noticiou a BBC. “O Sr. Koh foi alvo por ser suspeito de fazer proselitismo entre muçulmanos, o que sua família nega.”
Abandonar o Islã é considerado crime pelas leis estaduais da Malásia, punível com multas e prisão.
O Supremo Tribunal decidiu que os agentes da polícia, a Polícia Real da Malásia e o governo malaio eram responsáveis pelo sequestro do Sr. Koh e concedeu a maior indenização da história do país. Além de conceder milhões de ringgits a Liew por danos morais, o tribunal determinou o pagamento de 10.000 ringgits (US$ 2.380) a título de danos morais por cada dia de desaparecimento do Pastor Koh, desde o dia do seu sequestro até o dia em que o Estado divulgou o seu paradeiro, totalizando mais de RM31 milhões (US$ 7,4 milhões).
O juiz também ordenou que o estado reabrisse a investigação e localizasse o pastor Koh.
A indenização será depositada em um fundo fiduciário, sendo provável que Liew e seus filhos sejam nomeados como beneficiários.
O pastor Koh, anteriormente pastor da Igreja Evangélica Livre em Petaling Jaya, fundou a Harapan Komuniti (Comunidade da Esperança), uma organização sem fins lucrativos que realiza trabalhos sociais e de caridade entre comunidades marginalizadas e desfavorecidas, incluindo pessoas vivendo com HIV/AIDS, dependentes químicos em recuperação, mães solteiras e seus filhos.
Em 2011, 30 agentes do Departamento de Assuntos Religiosos Islâmicos de Selangor (JAIS) invadiram um jantar organizado pela Hope Community e acusaram os presentes de “fazer proselitismo entre muçulmanos”. Nenhuma acusação foi formalizada, mas a família do Pastor Koh recebeu ameaças de morte posteriormente, segundo a organização Christian Solidarity Worldwide (CSW).
O juiz do Supremo Tribunal Federal também considerou, na quarta-feira (5 de novembro), o governo e a polícia responsáveis pelo sequestro do muçulmano xiita Amri Che Mat e concedeu à sua esposa, Norhayati, uma indenização de cerca de 3 milhões de ringgits (US$ 713.916).
“O sentimento de tristeza permanece porque as perguntas sobre o paradeiro de Amri, se ele está vivo, morto ou bem de saúde, ainda estão sem resposta”, disse Norhayati aos repórteres. “Esperamos sinceramente que os responsáveis sejam responsabilizados pelo que fizeram.”
Cerca de 50% da população da Malásia é de etnia malaia, e o restante é composto por chineses, indianos e tribos indígenas. O Artigo 160 da Constituição determina que todos os malaios étnicos são muçulmanos, e a evangelização dos malaios é ilegal. À medida que os estados malaios se tornaram mais islamistas na década de 1990, começaram a promulgar mais leis da sharia (lei islâmica), e o Departamento Federal de Desenvolvimento Islâmico tornou-se mais ativo na promoção do islamismo sunita.
O Artigo 3 da Constituição afirma: “O Islã é a religião da federação; porém, outras religiões podem ser praticadas em paz e harmonia em qualquer parte da Federação”. Os adeptos de todas as religiões têm o direito de propagar sua fé, mas as leis estaduais e federais “podem controlar ou restringir a propagação da doutrina ou crença religiosa entre as pessoas que professam a religião islâmica”, de acordo com o Artigo 11. Assim, os adeptos de todas as religiões são livres para manifestar sua fé, desde que não evangelizem os muçulmanos, que são em sua maioria malaios.
Na Malásia, é ilegal converter malaios étnicos, que são considerados muçulmanos perante a lei, ao cristianismo. Qualquer malaio que tente mudar de religião pode ser detido por ordem de um tribunal da sharia; não há recurso a tribunais civis nem o “direito de escolher” outra religião. Para os malaios étnicos, abandonar o islamismo é crime na maioria dos estados.
Em um país onde o casamento tradicional está em queda, os evangélicos aparecem na contramão da tendência. Segundo dados do Censo 2022 do IBGE, divulgados nessa quarta-feira (06), são eles que mais mantêm viva a prática de unir o civil e o religioso na mesma celebração. Atualmente, 40,9% dos evangélicos vivem esse modelo “completo” de casamento, o maior percentual entre todos os grupos religiosos.
Além disso, a comunidade evangélica também lidera em casamentos somente no civil, que somam 29,1%. Já as uniões consensuais, em que o casal opta por viver junto sem formalização, são menos comuns entre os fiéis: 28,7%.
“O casamento civil é importante porque oficializa a união perante a lei, garantindo direitos e deveres mútuos. Já o casamento religioso (a cerimônia na igreja) é o ato de consagração diante de Deus, pedindo Sua bênção sobre o lar”, explica o pastor Leonino Barbosa Santiago, mestre em Liderança pela Andrews University.
O pastor sênior da Primeira Igreja Batista do Morumbi (SP), Lisaneas Moura, também enfatiza a importância de se valorizar o casamento civil e religioso. “Cremos que para Deus o mais importante é a celebração de um compromisso de fidelidade um ao outro e vivido na dependência de Deus . Este compromisso precisa ser celebrado primariamente no casam civil e, depois, no religioso”, justifica.
Os números do IBGE também mostraram que, entre os católicos, há um equilíbrio curioso: 40% deles optam por casar no civil e no religioso, enquanto 40,9% vivem em uniões consensuais. Outros 15,3% escolhem apenas o casamento civil, e 3,7%, cerimônias exclusivamente religiosas.
No total, o modelo tradicional de casamento — civil e religioso — caiu para 37,9% em 2022, o índice mais baixo já registrado. Em 2000, esse tipo de união representava 49,4%. As uniões consensuais, por outro lado, saltaram de 28,6% em 2000 para 38,9% em 2022, tornando-se o tipo mais comum no país.
O levantamento mostra ainda que 51,3% da população brasileira vivia em união conjugal em 2022, um leve aumento em relação a 2010 (50,1%). Outros 18,6% já viveram uma união, mas estão separados, divorciados ou viúvos. E apenas 30,1% nunca se casaram ou viveram com alguém — o menor índice da série histórica.
A faixa etária mais frequente em união conjugal vai de 40 a 49 anos para os homens (23,2%) e de 30 a 39 anos para as mulheres (24,6%). A idade média da primeira união também subiu: 25 anos (sendo 26,3 para eles e 23,6 para elas), ante 24,2 anos em 2000.
A renda aparece como fator decisivo no tipo de casamento. Entre casais com até meio salário mínimo per capita, 52,1% vivem em uniões consensuais, enquanto 24,2% oficializaram no civil e religioso. Na faixa de meio a um salário mínimo, os números se equilibram — 40,1% vivem juntos sem papel passado e 35,8% seguem o formato tradicional.
Mas entre quem ganha acima de cinco salários mínimos, o cenário muda: 54,3% optam pelo casamento civil e religioso. Para especialistas, a conjunção entre fé e estabilidade financeira ajuda a explicar por que os evangélicos ainda sustentam os índices mais altos de casamentos formais no país.