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Livro de CS Lewis ‘Cartas de um diabo a seu aprendiz’ ganha produção cinematográfica

Uma cena da peça "Cartas de um Diabo a Seu Aprendiz". (Foto: Reprodução / Fellowship for Performing Arts)
Uma cena da peça "Cartas de um Diabo a Seu Aprendiz". (Foto: Reprodução / Fellowship for Performing Arts)

A renomada obra de C.S. Lewis, “Cartas de um Diabo a Seu Aprendiz” (The Screwtape Letters), será adaptada para um longa-metragem. O anúncio foi feito pela Fellowship for Performing Arts (FPA), uma companhia teatral de Nova York, que garantiu os direitos para a produção. A FPA produzirá o filme em colaboração com a CS Lewis Company, um projeto que ambas as partes descrevem com grande entusiasmo.

Max McLean, fundador da FPA, expressou em comunicado que a companhia está “honrada com a confiança que a The CS Lewis Company depositou em nós”. Ken Denison, produtor executivo da FPA, também complementou: “Esta é uma grande responsabilidade criativa — e uma oportunidade emocionante de levar um dos personagens mais icônicos de Lewis para a tela grande.”

Vincent Sieber-Smith, diretor administrativo da The CS Lewis Company e produtor do próximo filme de “As Crônicas de Nárnia” para a Netflix, elogiou a FPA, afirmando que a companhia “há muito tempo demonstra uma capacidade notável de aprimorar o legado de Lewis para novos públicos por meio de adaptações teatrais convincentes, imaginativas e fiéis de seus livros.”

Essência da obra

Publicado em 1942, “Cartas de um Diabo a Seu Aprendiz” (compre aqui) apresenta um universo moralmente invertido. “Lewis cria um universo moralmente invertido e de pernas para o ar, visto pelos olhos de um ‘tentador veterano’ no inferno que orienta seu sobrinho, o ‘tentador novato’ chamado Wormwood, na sutil arte de conduzir uma alma humana desavisada à danação.”

Max McLean ressaltou a profundidade das reflexões de Lewis: “Lewis não se esquivava das perguntas difíceis. Ele entendia a tensão entre o que sentimos e o que acreditamos. Ele disse que, se sentimos, mas não agimos, eventualmente nos tornamos insensíveis a ambos.”

A FPA já possui experiência em levar a obra de Lewis aos palcos, com uma adaptação teatral de “Cartas de um Diabo a Seu Aprendiz” em turnê pelos EUA desde 2023.

Detalhes do livro

  • Editora ‏ : ‎ Thomas Nelson Brasil
  • Data da publicação ‏ : ‎ 18 novembro 2017
  • Onde comprar ‏ : ‎ Amazon (compre aqui)

Fonte: Comunhão com informações de Evangelical Focus

Evangélicos poderão ser maioria no Brasil em 2049, analisa pesquisador

Evangélicos durante culto (Foto: Reprodução)
Evangélicos durante culto (Foto: Reprodução)

Os evangélicos poderão ser maioria no Brasil em 2049, segundo uma nova projeção baseada no Censo de Religião 2022 do IBGE divulgado na semana passada.

O demógrafo José Eustáquio Alves, professor aposentado da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE, prevê que a substituição do catolicismo pela fé evangélica como a principal religião do país deve sofrer um atraso de 17 anos.

Com a nova taxa de crescimento evangélico – de 5,2 pontos percentuais entre o Censo de 2010 e o de 2022 – e a de declínio católico – 8,4 pontos percentuais –, a transição religiosa do Brasil deve acontecer mais tarde do que antes projetado, apenas em 2049.

Antes dos dados do Censo 2022, Eustáquio calculava que a mudança aconteceria em 2032.

“Pela minha projeção anterior, a Igreja Católica iria perder de 7 a 1, de goleada. E acabou que a Igreja Católica perdeu por 1 a 0”, exemplificou o demógrafo.

José afirmou que a diferença entre as suas duas projeções acontece porque o Brasil passou 12 anos sem ter dados do IBGE sobre religião. Ele ainda observou que é possível fazer uma projeção e não uma previsão.

Para o professor, as taxas anuais do crescimento evangélico e da queda do catolicismo seguirão parecidas nos próximos anos.

“Ninguém sabe o que vai acontecer no futuro. Pode mudar tudo. Agora você tem de fazer alguma hipótese, então acho que é uma hipótese razoável. Se vamos supor, vamos supor que essa tendência de 2010 a 2022 se mantenha”, observou.

Conforme o Censo de 2022, 26,9% da população brasileira é evangélica. O número representa um crescimento de 5,2 pontos percentuais, abaixo da taxa de alta de 6,5 pontos registrada entre os censos de 2000 e 2010.

Aumento de “desigrejados”

É a primeira desaceleração na tendência de crescimento evangélico desde os anos 1960, de acordo com o IBGE.

Sobre a suposta desaceleração, Eustácio avalia que o fenômeno pode ser explicado pelo aumento dos “evangélicos não praticantes”, conhecidos como “desigrejados” e também fatores técnicos do último Censo.

“O Censo 2022 foi muito problemático”, disse, citando os atrasos devido à pandemia (o Censo deveria ter sido realizado em 2020) e a falta de recursos.

Por exemplo, o IBGE chegou a rever seus dados sobre o número de habitantes do Brasil. Pelo Censo 2022, o país tem 203 milhões de pessoas. Entretanto, em 2023, uma nova projeção indicou 210,8 milhões de pessoas.

“Obviamente, essas pessoas não foram entrevistadas. Então é preciso fazer estudos melhores para saber se essa falha de cobertura afetou esses números”, concluiu José.

Evangélicos continuam avançando

Apesar do crescimento ter sido menor em relação às décadas anteriores, o cristianismo evangélico continua avançando, principalmente entre os jovens.

Em 2022, 47,4 milhões de brasileiros se declararam evangélicos. No grupo, as mulheres (55,4%) são maioria, enquanto 44,6% são homens. Em relação à cor, a maioria é parda (49%).

Por regiões, o Norte tem a maior parcela de evangélicos (36,8%), seguido pelo Centro-Oeste (31,4%), Sudeste (28%), Sul (23,7%) e Nordeste (22,5%).

Fonte: Guia-me com informações de BBC Brasil

Por que a Nigéria é o país mais mortal para os cristãos?

Cristãos durante culto na Nigéria (Foto: World Watch Monitor)
Cristãos durante culto na Nigéria (Foto: World Watch Monitor)

A Nigéria ocupa a condição de país mais violento para os cristãos no mundo. Os dados da Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2025 garantem que 3.100 seguidores de Jesus foram mortos no país no período de pesquisa da LMP, entre 1 de outubro de 2023 e 30 de setembro de 2024. Isso indica que, em média, oito cristãos foram assassinados por dia por motivos relacionados à fé.

A violência persistente na Nigéria é impulsionada por uma combinação de fatores, que variam conforme as regiões. No Norte do país, grupos extremistas islâmicos, como o Boko Haram e o Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP), agem para implantar um Estado islâmico baseado na interpretação radical da sharia (conjunto de leis islâmicas). No Nordeste, a violência e os sequestros são práticas comuns de grupos armados, enquanto, na região do Cinturão Médio, os ataques de extremistas entre o povo fulani geram conflitos em comunidades cristãs.

Essa onda de violência está se espalhando para o Sul da Nigéria, de maioria cristã, com incidentes causados por extremistas fulanis sendo relatados no Sudoeste e Sudeste do país.

Ataques em 2025

Entre janeiro e maio de 2025, a equipe de campo da Portas Abertas contabilizou ao menos 17 ataques em diferentes estados da Nigéria. Ao menos 275 pessoas morreram durantes os incidentes violentos, 87 delas eram cristãs. Mas é provável que existam mais ataques e mortes que não foram registrados, devido à dificuldade de acesso às comunidades em áreas de domínio de grupos armados e extremistas. Veja a linha do tempo com os ataques em cinco meses:

Em 12 de janeiro, o grupo Boko Haram atacou as comunidades de Bamzi e Njilan e matou pelos menos dois cristãos em Chibok, estado de Borno. Uma igreja também foi incendiada na ocasião.

Em 24 março, três agricultores cristãos foram assassinados por extremistas fulanis enquanto cultivavam suas terras na vila de Dundu, no estado de Kogi. Três dias depois, extremistas fulanis mataram 11 cristãos durante um velório na comunidade de Ruwi, no estado de Rivers.

Em 2 de abril, cinco mulheres que participavam de um encontro na igreja COCIN (Igreja de Cristo nas Nações) foram mortas na vila de Tamiso, em Rivers. No mesmo dia, duas pessoas foram mortas na vila de Daf e em Hurti, estado de Plateau.

Em 6 de abril, a Vila de Pyakmula, no estado de Rivers, foi atacada e quatro pessoas foram assassinadas. No dia seguinte, três nigerianos foram mortos em um incendente na vila de Hwrra, também em Plateau. No mesmo estado, duas pessoas perderam a vida durante três ataques diferentes, no dia 8.

No dia 12, 31 pessoas foram enterradas em uma vala comum, juntamente com outros cinco menores de idade que foram queimados vivos, na vila de Hurti, no estado de Plateau. Na noite do dia seguinte, ao menos 43 pessoas foram assassinadas durante um novo ataque no local. Mas a imprensa local e uma testemunha garantiram que 49 corpos foram recolhidos. De acordo com moradores locais, extremistas fulanis foram os autores dos atentados.

Semanas depois, extremistas fulanis mataram mais de 40 pessoas ligadas à igreja de Makurdi, em Gwer West, no estado de Benue. No estado de Taraba, jihadistas mataram pelo menos 42 pessoas, 24 delas eram membros da congregação metodista. Na ocasião, o líder cristão Oliver Ortese testemunhou: “Isso é horror, isso é terror. Você não consegue imaginar a realidade em que vivemos aqui”.

Em 24 de maio, homens armados invadiram um enterro coletivo e assassinaram 42 pessoas antes do meio-dia em Plateau. Um soldado que participou do resgate reconheceu: ”Isso vai além de tudo o que já vimos”.

O que acontece com os cristãos sobreviventes de ataques na Nigéria?

Os sobreviventes dos ataques extremistas na Nigéria costumam fugir de suas comunidades para sobreviver a futuros incidentes. No período de pesquisa da LMP 2025, 100 mil cristãos foram obrigados a se deslocar e agora vivem em campos de deslocados sem alimentação, moradia, acesso a cuidados de saúde e educação.

Além disso, convivem com a perda de familiares e amigos durante os ataques e enfrentam traumas resultantes de sequestro, abuso sexual, saques e destruição de todos os bens que possuíam. É comum que os sobreviventes sejam diagnosticados com transtorno de estresse pós-traumático, ansiedade, depressão e outros problemas de saúde mental. Muitos cristãos relatam o enfraquecimento da fé e a sensação de serem abandonados por Deus e pela família da fé.

Como a Portas Abertas apoia cristãos sobreviventes de ataques na Nigéria?

Além de mobilizar a igreja global em oração, a Portas Abertas apoia os cristãos sobreviventes de ataques por meio de parceiros e igrejas locais. As principais áreas de atuação incluem ajuda emergencial nas necessidades básicas, como alimentação, roupas e reconstrução de moradia e igrejas.

Os seguidores de Jesus também recebem cuidados médicos e pós-trauma, aconselhamento pastoral, discipulado e treinamento. Outra maneira de apoiar os sobreviventes é por meio de projetos de geração de renda, nos quais aprendem uma profissão e recebem ajuda para abrir negócios para sustentar suas famílias.

Lute em oração pelos cristãos da Nigéria

Nós podemos mudar a situação de nossos irmãos nigerianos por meio da intercessão. Participe do Domingo da Igreja Perseguida 2025 e mobilize sua igreja a orar em favor dos cristãos deslocados na Nigéria.

Fonte: Portas Abertas

Michael Tait, ex-vocalista do Newsboys e DC Talk, confessa uso de drogas e álcool e “atividade sexual”

Michael Tait (Foto: Reprodução)
Michael Tait (Foto: Reprodução)

Michael Tait, ex-vocalista das bandas de rock cristão DC Talk e Newsboys, fez uma confissão pública após a divulgação de denúncias graves de má conduta sexual e uso de drogas. O cantor, conhecido por décadas de ministério musical, reconheceu ter vivido uma “vida dupla” e confessou pecados que incluem uso de substâncias e comportamento sexual impróprio.

A confissão veio à tona após a publicação de uma reportagem investigativa no portal norte-americano The Roys Report, que trouxe à luz relatos de três homens. Eles acusam Tait de condutas inapropriadas ocorridas entre 2004 e 2014, incluindo carícias não consensuais, oferta de drogas e aliciamento. As alegações, segundo as vítimas, foram mantidas em silêncio por medo de represálias dentro do meio musical cristão.

Em resposta às acusações, a banda Newsboys — da qual Tait foi vocalista por mais de uma década — emitiu nota afirmando estar “devastada” e expressando apoio às possíveis vítimas. “Não toleramos absolutamente nenhuma forma de agressão sexual”, disse o comunicado assinado pelos demais membros.

Nesta terça-feira (10), Michael Tait rompeu o silêncio com uma longa declaração pública de arrependimento no seu Instagram. Ele não entra em detalhes sobre as acusações, mas reconhece a veracidade geral dos relatos e assume a responsabilidade por seus atos.

Leia abaixo a confissão na íntegra:

“Relatos recentes sobre meu comportamento imprudente e destrutivo, incluindo uso de drogas e álcool e atividade sexual, infelizmente são, em grande parte, verdadeiros. Por cerca de duas décadas, usei e abusei de cocaína, consumi álcool em excesso e, às vezes, tenho vergonha das minhas escolhas e ações na vida, e não tenho desculpas para elas. Simplesmente chamarei isso do que Deus chama: pecado. Não culpo ninguém nem nada, exceto a mim mesmo. Embora eu possa contestar certos detalhes das acusações contra mim, não contesto a essência delas.

Quando deixei abruptamente os Newsboys em janeiro, fiz isso para buscar ajuda. Eu não estava saudável, física ou espiritualmente, e estava cansado de levar uma vida dupla. Passei seis semanas em um centro de tratamento em Utah, recebendo ajuda que pode ter salvado minha vida da destruição total. Estou limpo e sóbrio desde então, embora ainda tenha muito trabalho árduo pela frente.

Tenho vergonha de admitir que, durante anos, menti e enganei minha família, amigos, fãs e até mesmo meus colegas de banda sobre aspectos da minha vida. Eu estava, em grande parte, vivendo duas vidas distintamente diferentes. Eu não era a mesma pessoa no palco no domingo à noite que era em casa na segunda-feira.

Eu estava violando tudo em que fui criado a acreditar por meu pai e minha mãe tementes a Deus, sobre andar com Jesus, e estava entristecendo o próprio Deus que eu amava e sobre o qual cantei durante a maior parte da minha vida. Pela graça Dele, posso dizer que, nos últimos seis meses, tenho vivido uma vida singular — uma vida de total quebrantamento e dependência total de um Deus amoroso e misericordioso.

Magoei tantas pessoas de tantas maneiras, e vou viver com essa realidade vergonhosa pelo resto da minha vida. Só posso sonhar e orar pelo perdão humano, porque certamente não o mereço. Até aceitei a ideia de que Deus pode ser o único que, em última instância, me perdoa completamente. Ainda assim, quero pedir desculpas a todos que magoei. Sinto muito, de verdade. É minha esperança e oração que todos aqueles que magoei recebam cura, misericórdia e esperança do Curador Misericordioso e Doador de Esperança.

Mesmo antes dessa notícia recente se tornar pública, eu já havia iniciado um caminho para a saúde, a cura e a integridade, graças a um pequeno círculo de profissionais de saúde clínicos, família amorosa, amigos atenciosos e conselheiros sábios — todos os quais viram minha fragilidade e me cercaram com amor, graça e oração.

O pecado é uma coisa terrível, que nos leva aonde não queremos ir, nos mantém por mais tempo do que queremos ficar e nos custa mais do que queremos pagar. Aceito as consequências do meu pecado e estou comprometido em continuar o árduo trabalho de arrependimento e cura que farei em silêncio e em particular, longe do palco e dos holofotes.

Na medida em que meu comportamento pecaminoso fez com que alguém perdesse o respeito, a fé ou a confiança em mim, eu entendo, mereço e aceito isso. Mas me entristece pensar que alguém possa perder ou decidir não buscar a fé e a confiança em Jesus porque eu fui um péssimo representante Dele — pois somente Ele é, em última instância, a única esperança para todos nós.

A oração de arrependimento do rei Davi no Salmo 51 tem sido a minha oração este ano: ‘Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade… Apaga as minhas transgressões. Lava-me completamente da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado. Pois reconheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim… Cria em mim um coração novo, ó Deus, e renova um espírito firme dentro de mim.’”

Quem é Michael Tait

Tait, 58 anos, alcançou a fama nos anos 90 como um integrante do DC Talk, uma banda cristã cujo álbum “Jesus Freak”, de 1995, vendeu mais de 3 milhões de cópias e se tornou um momento cultural decisivo para a juventude evangélica. Após o hiato do grupo em 2001, Tait se juntou ao Newsboys em 2009, ajudando a levar a banda a um novo sucesso comercial, incluindo quatro álbuns nº 1 nas paradas cristãs da Billboard.

Apesar da visibilidade de Tait no mundo da música cristã, incluindo aparições na série de filmes “God’s Not Dead” e no palco com o ex-presidente Donald Trump, alegações de comportamento inapropriado supostamente o seguiram por anos, embora nunca tenham sido formalmente investigadas, afirma o relatório.

Tait deixou a banda Newsboys em janeiro. Em uma breve declaração publicada nas mídias sociais da banda, ele descreveu a mudança como “um choque até para mim mesmo”, citando a oração e o jejum como parte de sua decisão.

As acusações contra Tait, que o The Roys Report chamou de “o segredo mais mal guardado de Nashville”, causaram comoção na indústria da música cristã, onde ele foi considerado por muito tempo uma voz pioneira e influente. Seu trabalho com o DC Talk na década de 1990 ajudou a levar a música cristã contemporânea ao mainstream, e sua passagem pelo Newsboys contribuiu para vários álbuns que chegaram ao topo das paradas e participações na popular série de filmes “Deus Não Está Morto”.

Folha Gospel com informações de Protestia

Após Censo, pastores dizem que crescimento evangélicos no Brasil ‘não estagnou’

Culto evangélico (Imagem: Canva Pro)
Culto evangélico (Imagem: Canva Pro)

Pastores contestam os dados do Censo 2022, divulgados pelo IBGE nesta sexta (6), que apontam que os evangélicos representam 26,9% da população acima de 10 anos, um crescimento abaixo do esperado.

Eles questionam a metodologia da pesquisa e minimizam a relevância dos dados apresentados.

“Eu não fico preocupado com essa questão numérica de percentagem, se cresceu mais, se cresceu menos. Fico até rindo”, diz o pastor Silas Malafaia, líder da Igreja Vitória em Cristo.

“Tem um monte de coisa para ser questionada. Eu, com todo respeito, onde a esquerda mete a mão, tenho dúvida. Só para te dizer, eu não acredito em número desses caras.”

Os dados do Censo 2022 foram coletados durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) e concluídos na administração de Lula (PT).

Malafaia afirma que não está “preocupado com isso”, destacando que “a igreja está crescendo, estamos pregando o Evangelho”.

Ele ressalta que quantidade não equivale necessariamente a qualidade, afirmando que, em média, os evangélicos demonstram maior engajamento em sua comunidade de fé do que outros grupos cristãos.

“Quando alguém diz que é evangélico, é que pelo menos uma vez por semana vai na igreja. É tão interessante isso que, se o cara estiver afastado da igreja, e tem muita gente afastada do Evangelho, ele não diz que é evangélico, porque sabe que, para ser, tem que praticar, tem que estar membro de uma igreja.”

Segundo o pastor, muitos católicos frequentemente “não sabem nem os dogmas da sua religião, as leis que envolvem o cristianismo que eles dizem que creem”. Ele menciona os chamados católicos praticantes, que o IBGE não registra, mas que pesquisas indicam serem numerosos.

‘Crescimento real é maior’

O apóstolo Estevam Hernandes, líder da igreja Renascer em Cristo e da Marcha para Jesus, acredita que “o crescimento real é maior do que o levantamento feito”.

Ele menciona projeções que indicavam uma expansão maior e, com base em sua percepção pessoal, estima que essa população já ultrapassa 35%. “Sentimos nas igrejas, e também há o reflexo da presença de evangélicos em todos os setores da sociedade.”

Hernandes questiona a precisão dos dados do Censo, alegando que foram coletados “no período pós-pandemia, e também pelo tempo da pesquisa”.

Ele aponta que a nova metodologia, ao excluir crianças menores de dez anos, reduziu a participação dos evangélicos na estatística: “O povo evangélico tem média de idade bem abaixo dos católicos. Não atribuo a uma falha, mas acho que precisa fazer correção do método.”

César Augusto, líder da igreja Fonte da Vida, também questiona os dados do Censo, sugerindo que podem ter sido manipulados.

Segundo ele, “o que a gente vê é um crescimento muito maior. Hoje, seguramente, os evangélicos são mais de 34% da população”.

Para Augusto, a presença dos evangélicos na mídia reflete a grandeza desse grupo no país. “Você vê como estão se voltando para o público evangélico, cantores gravando músicas evangélicas, porque é um crescimento visível, e em todas as camadas da sociedade.”

Ele levanta a possibilidade de influência de questões ideológicas nos resultados.

“Querendo ou não, tem segmentos que se incomodam com nosso crescimento, especialmente o pessoal de esquerda. Cada dia tem uma igreja abrindo. Aluga-se um salão, põe 50, 100 cadeiras, um microfone, uma caixa de som, um violão. Daqui um mês está cheio. Então, como que pode ser só 26,9%?”

‘Evangélicos serão maioria’

O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), ex-presidente da bancada evangélica e integrante da igreja de Malafaia, afirma que o crescimento do número de fiéis pode fortalecer o apoio ao conservadorismo na política.

“Evangélicos têm tendência a serem conservadores e de direita, na sua maioria. No segmento como um todo, 80% tendem a ser de direita, talvez uns 15% ainda se identifiquem com a pauta de esquerda, e 5% não têm preferência”, diz, sem revelar a fonte desses números.

Sóstenes acredita que, até 2030, os evangélicos serão maioria no Brasil.

O demógrafo José Eustáquio Alves, que previa essa mudança para 2032, reviu sua projeção após os dados do Censo 2022. O parlamentar ressalta que, apesar da vantagem numérica dos católicos, muitos não praticam ativamente a fé que afirmam ter.

O pastor presbiteriano Victor Fontana, da Comunidade da Vila, adota uma abordagem diferente, sem questionar a credibilidade da pesquisa. Ele associa o menor crescimento dos evangélicos “à aparente crise de credibilidade pela qual passam pastores e igrejas evangélicas”.

“Eu me refiro, por exemplo, à recente pesquisa da Atlas/Intel que mostra 73% dos participantes alegando desconfiança em relação às igrejas evangélicas. Motivos para isso? Eu diria que o número de escândalos financeiros e sexuais contribuem muito, além de uma ligação mal pensada com a política partidária.”

Fonte: Guia-me com informações da Folha de S. Paulo

Oração do “Pai Nosso” é mais conhecida que Star Wars, diz pesquisa

Pessoas com as mãos postas orando e uma Bíblia (Foto: ilustração)
Pessoas com as mãos postas orando e uma Bíblia (Foto: ilustração)

Mais pessoas no Reino Unido identificaram corretamente um verso da Oração do “Pai Nosso” do que citações de Shakespeare, Dickens, Churchill ou da franquia “Star Wars”, mostra uma nova pesquisa nacional.

A frase “O pão nosso de cada dia nos dai hoje” foi a mais amplamente reconhecida entre sete versos icônicos da literatura, história, música e cinema.

Mais de 80% dos entrevistados identificaram corretamente a frase da Oração do “Pai Nosso”, superando “Que a força esteja com você” de “Star Wars”, que obteve 79,9%, de acordo com a pesquisa realizada pela empresa de pesquisa Savanta antes da iniciativa anual de oração Thy Kingdom Come da Igreja da Inglaterra.

A pesquisa testou o reconhecimento de falas conhecidas pedindo a mais de 2.000 adultos no Reino Unido que associassem citações às fontes corretas de uma lista de múltipla escolha.

Outras citações incluíram “Ser ou não ser”, do Hamlet de Shakespeare , identificado corretamente por 73% dos participantes, e “Feliz e glorioso, anseia por reinar sobre nós”, do hino nacional britânico “Deus Salve o Rei”, que foi correspondido por 63%.

A declaração de Churchill durante a guerra, “Nunca, no campo do conflito humano, tantos devem tanto a tão poucos”, foi reconhecida por 61%. “Você nunca andará sozinho”, uma música popularizada pelos torcedores do Liverpool FC, foi escolhida por 58%.

A citação menos reconhecida foi a famosa frase de abertura de Dickens em Um Conto de Duas Cidades : “Era o melhor dos tempos, era o pior dos tempos”, que apenas 39% conseguiram corresponder corretamente.

A frase da Oração do “Pai Nosso” que os entrevistados acharam mais significativa foi “… e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores”. Ela repercutiu em 43% de todos os participantes e 56% dos que se identificaram como cristãos.

A pesquisa também revelou que 89% dos entrevistados já tinham ouvido falar da Oração do “Pai Nosso”, também conhecida como Oração do Senhor. Entre os cristãos, esse número subiu para 95%, mas mesmo entre aqueles que relataram não ter religião, 88% disseram conhecê-la.

Em termos de prática, 89% de todos os entrevistados disseram que recitaram ou oraram o Pai Nosso em algum momento, e 58% disseram que fizeram isso em suas vidas diárias.

“Esses resultados refletem o que temos ouvido no Norte da Inglaterra por meio da nossa iniciativa Fé no Norte, que convida as pessoas a explorar a Oração do ‘Pai Nosso’”, comentou o Arcebispo de York, Stephen Cottrell.

“Embora antigas, suas palavras continuam a ressoar entre pessoas de todas as religiões e de nenhuma”, continuou ele. “Em um mundo de culturas e circunstâncias em transformação, a Oração do “Pai Nosso” permanece um guia constante — talvez nunca tanto quanto agora. Versos como ‘O pão nosso de cada dia nos dai hoje’ falam poderosamente aos desafios de hoje, lembrando-nos de buscar a suficiência, não o excesso, e de considerar o que ‘suficiente’ realmente significa.”

A Igreja da Inglaterra disse que os resultados da pesquisa estão alinhados com o alcance de seu podcast e aplicativo Daily Prayer — lançado durante a pandemia e oferecendo versões em áudio da Oração da Manhã e da Noite — que foram baixados mais de 12 milhões de vezes.

A pesquisa foi realizada entre 23 e 26 de maio, antes do Pentecostes.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Pastor Luiz Sayão descobre problema cardíaco após sofrer AVC

Pastor Luiz Sayão (Foto: Divulgação/Assessoria)
Pastor Luiz Sayão (Foto: Divulgação/Assessoria)

O pastor Luiz Sayão, fundador e líder da Igreja Batista das Nações Unidas (IBNU), em São Paulo, deixou o hospital neste sábado (7), após 12 dias de internação devido a um Acidente Vascular Cerebral (AVC). A boa notícia foi compartilhada pelo próprio líder religioso em suas redes sociais, com uma breve mensagem de gratidão: “Depois de 12 dias – alta. De volta para casa. Deus seja louvado”.

As informações são do Fuxico Gospel.

A recuperação foi considerada rápida, e já na sexta-feira (6), Sayão havia aparecido em vídeo informando que sairia da UTI e que sua liberação médica estava próxima. Segundo ele, os próximos dias serão dedicados ao repouso e à recuperação da saúde.

O momento do AVC

O incidente ocorreu no dia 26 de maio, enquanto o pastor estava em consulta com a médica Adriana Dellarole, responsável por acompanhá-lo em um tratamento contínuo para sequelas da Covid-19. Foi no banheiro do consultório que os primeiros sintomas surgiram: fraqueza em um dos braços, sudorese intensa e queda de pressão.

“Logo pensei: isso é um AVC. Respirei fundo, me mantive calmo e consegui sair do banheiro”, relatou o pastor. Diante da situação crítica, a médica agiu rapidamente e levou Sayão ao hospital em um táxi. Segundo ele, a chegada à emergência se deu em cerca de cinco minutos, e o atendimento imediato foi crucial.

“Quando entrei na emergência, comecei a recuperar a fala rapidamente. A medicação foi administrada ainda na UTI e logo os movimentos também começaram a voltar”, contou. O pastor descreveu o episódio como um livramento divino, destacando que poderia ter acontecido em um momento mais perigoso, como dirigindo ou em uma escada.

Causa do AVC: condição congênita

Os exames realizados durante a internação identificaram a origem do problema: um orifício no coração — uma malformação congênita — que permite a passagem de pequenos coágulos, podendo provocar obstruções cerebrais. Apesar disso, os médicos descartaram a presença de gordura nas artérias ou sinais de aterosclerose, o que foi considerado um fator positivo.

Em suas postagens, Sayão fez questão de ressaltar sua fé e agradecer a Deus pelo cuidado recebido:
“A graça e o amor do Pai se manifestam mesmo nos momentos mais imprevistos. Oro para que essa experiência sirva de testemunho do amor de Deus em Cristo para muitos”, escreveu.

Histórico de saúde delicado

Esta não é a primeira vez que Luiz Sayão enfrenta desafios graves de saúde. Em julho de 2024, ele havia anunciado uma pausa sabática para tratar de diversos problemas, incluindo encefalomielite miálgica — uma inflamação cerebral que causa dores contínuas —, além de sequelas da Covid-19.

Na época, revelou que seu tratamento exigia uma rotina rigorosa, incluindo a ingestão diária de 60 nutrientes e o acompanhamento de uma equipe médica multidisciplinar. Ele também já havia sofrido um AVC anterior, tornando o episódio mais recente ainda mais preocupante.

Agora, com o retorno para casa e em fase de recuperação, o pastor reafirma sua confiança na providência divina e mantém o foco na restauração plena da saúde.

Folha Gospel – Artigo publicado originalmente em Fuxico Gospel

Relatório confirma declínio nas alegações de abuso em igrejas dos EUA

Padre em igreja católica (Foto: reprodução)
Padre em igreja católica (Foto: reprodução)

Um novo relatório da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB) mostra um declínio contínuo nas alegações de abuso do clero na Igreja Católica na América.

Abrangendo o período de julho de 2023 a junho de 2024, o Relatório Anual sobre a Carta para a Proteção de Crianças e Jovens registrou 902 novas alegações de 855 sobreviventes, uma queda de mais de 400 em comparação ao ano anterior.

O relatório, compilado a partir de auditorias realizadas pela StoneBridge Business Partners e dados de pesquisas do Centro de Pesquisa Aplicada no Apostolado (CARA) da Universidade de Georgetown , descobriu que 84% dos supostos infratores já haviam falecido, sido laicizados ou removidos do ministério.

Onze membros do clero foram permanentemente afastados do ministério durante o ano, e apenas um permaneceu ativo enquanto aguardava investigação.

O relatório também destacou os esforços contínuos da Igreja para proteger crianças e adultos vulneráveis.

Mais de 2,2 milhões de adultos e 2,8 milhões de jovens receberam treinamento de prevenção de abusos em 2024, enquanto mais de 2,2 milhões de verificações de antecedentes foram realizadas em clérigos, funcionários e voluntários.

Das 196 dioceses e eparquias, 195 participaram da auditoria.

Destes, quatro foram considerados não conformes com alguns aspectos da carta de salvaguarda.

O relatório afirma: “A auditoria e a aplicação contínua de políticas de tolerância zero são duas ferramentas importantes no compromisso mais amplo da Igreja de criar uma cultura de proteção e cura que exceda as exigências da Carta”.

Folha Gospel com informações de Premier

Cristão vigiado pelas autoridades desaparece na China

Cristão orando na China (Foto: Portas Abertas)
Cristão orando na China (Foto: Portas Abertas)

Ming* é um cristão de origem muçulmana que vive na China. Ele vem sendo detido constantemente por pregar o evangelho e mantém contato com Hao Ran*, um parceiro da Portas Abertas na região. Hao Ran não tem conseguido fazer contato com Ming há cerca de um mês.

“Antes dele desaparecer, nós tínhamos marcado um treinamento de discipulado, mas ele não veio e também não me avisou. Eu procurei saber notícias dele, mas até agora, ele continua desaparecido. Fico preocupado porque ele está sob constante vigilância das autoridades por causa do seu trabalho a favor da igreja”, diz Hao.

Da última vez, Ming ficou preso por quase um mês e teve seu telefone celular confiscado porque uma pessoa para quem ele estava pregando o evangelho era monitorada pela polícia.

Ming trabalha com Hao Ran em uma região no Noroeste da China, onde há uma comunidade de cristãos de origem muçulmana, mas as atividades ligadas ao cristianismo são supervisionadas de perto pelas autoridades. Apesar das constantes prisões, Ming sempre continuou apoiando a igreja e pregando o evangelho.

A igreja pede orações para que Ming seja solto e que volte em segurança para a comunidade. Os cristãos de origem muçulmana estão sob constante risco e pessoas como Ming são muito importantes para que a grande comissão continue sendo cumprida.

*Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

Censo 2022: População que não se considera cristã registra leve alta

Pessoas caminhando na cidade (Foto: Canva Pro)
Pessoas caminhando na cidade (Foto: Canva Pro)

O retrato religioso do Brasil está mudando. Os dados do Censo 2022, divulgados pelo IBGE, revelam uma transformação silenciosa no perfil espiritual da população.

Embora o país ainda seja majoritariamente cristão, com 83,6% da população com 10 anos ou mais se declarando católica ou evangélica, esse número vem caindo de forma contínua desde o século passado.

Na virada do milênio, os cristãos representavam 89,3% da população. Em 2010, esse índice já havia recuado para 86,8%. A tendência de queda é acompanhada pelo crescimento de um grupo cada vez mais expressivo: o dos brasileiros que não se identificam com nenhuma religião.

Hoje, eles representam 9,3% da população, número que pode ser ainda maior, considerando que o levantamento de 2022 excluiu crianças com menos de 10 anos.

Esse grupo é composto principalmente por pessoas urbanas, com nível educacional mais alto e, em muitos casos, jovens adultos entre 30 e 39 anos. No perfil predominam moradores do Sudeste, pessoas brancas e com formação superior. Muitos não se consideram ateus nem agnósticos.

São espiritualizados, mas não vinculados a uma instituição. Preferem uma vivência da fé mais individualizada e sem a mediação de sacerdotes ou pastores. A expressão “crer sem pertencer” tem sido usada para descrever esse fenômeno.

O distanciamento institucional não significa ausência de espiritualidade. O que se observa é uma mudança na forma como os brasileiros se relacionam com o sagrado. Há uma recusa crescente a estruturas religiosas hierárquicas e à autoridade de líderes espirituais tradicionais. Esse movimento reflete uma busca por experiências subjetivas e personalizadas da fé.

O Censo 2022 também aponta o crescimento das religiões fora do espectro cristão, que hoje somam 7,1% da população. Em 1940, esse número era de apenas 0,9%. A diversidade religiosa, portanto, está em expansão, mesmo que o Brasil continue sendo um país de maioria cristã.

Fonte: Comunhão com informações do IBGE

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