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João Alexandre estreia show intimista no MackPlay, plataforma de streaming do Mackenzie

João Alexandre na gravação no MackPlay (Foto: Reprodução)
João Alexandre na gravação no MackPlay (Foto: Reprodução)

Já está no ar, no programa de streaming do Mackenzie, o Mackplay, o show Voz, Violão e Tudo o Mais, um registro intimista da trajetória musical de João Alexandre, um dos nomes mais respeitados da música cristã contemporânea. Gravado no Auditório Ruy Barbosa, do Mackenzie, o show foi realizado em clima acolhedor, à luz de velas, e com um repertório que celebra os mais de 40 anos de carreira do artista.

Acompanhado por um trio de músicos — Felipe Silveira (teclado/piano), Osmário Marinho (percuteria) e Felipe Fidélis (baixo) — João Alexandre revisita algumas de suas canções mais conhecidas. O show conta, ainda, com a participação especial da cantora Tirza Silveira, esposa do artista, criando momentos de emoção e proximidade com o público. 

O projeto foi captado em multicâmera, com qualidade 4K, e conta com som de alta fidelidade, mixado e masterizado pelo próprio João Alexandre, além de direção artística do MackPlay. “A proposta é levar ao público toda a sensibilidade e a essência das canções de João, em um formato que aproxima o artista de quem assiste, seja no palco, seja em casa”, destaca a equipe da plataforma. 

Lançado em 2022, o MackPlay é o primeiro serviço de streaming gratuito de conteúdo original criado por uma instituição de ensino no Brasil. A plataforma reúne séries documentais, podcasts, shows, aulas magnas e produções especiais, conectando educação, cultura e entretenimento sob a curadoria do Mackenzie. 

O show completo João Alexandre – Voz, Violão e Tudo o Mais já está disponível no aplicativo do MackPlay. Para quem quiser curtir o repertório aos poucos, as músicas também serão disponibilizadas semanalmente no canal do YouTube, em mackplayoficial.

Confira a música “Por Sermos Irmãos”, a primeira liberada no YouTube, clicando aqui.

Sobre o Instituto Presbiteriano Mackenzie

É uma instituição privada educacional e de saúde, confessional e sem fins lucrativos. Desde sua fundação, é agente de uma série de inovações pedagógicas e acompanha e influencia o cenário da educação no País. Um de seus principais objetivos é formar cidadãos com capacidade de discernimento, com critérios e condições para fazer a leitura do mundo em que vivem, a partir de valores e princípios eternos, e que sejam aptos a intervir na sociedade.

Ao longo de sua existência, implantou cursos com o objetivo de abranger novas áreas do conhecimento e acompanhar o progresso da sociedade com intensa participação comunitária. Tornou-se reconhecido pela tradição, pioneirismo e inovação na educação, o que permitiu alcançar o posto de uma das mais renomadas instituições de ensino, entre as que mais contribuem para o desenvolvimento científico e acadêmico do País. Como entidade confessional, promove o desenvolvimento de cidadãos que sejam solidários, responsáveis e busquem a Deus em seus caminhos.

O Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM) é a entidade mantenedora e responsável pela gestão administrativa da Universidade Presbiteriana Mackenzie nos campi São Paulo, Alphaville e Campinas, das Faculdades Presbiterianas Mackenzie em três cidades do País: Brasília (DF), Curitiba (PR) e Rio de Janeiro (RJ), bem como das unidades dos Colégios Presbiterianos Mackenzie de educação básica em São Paulo, Tamboré (em Barueri – SP), Brasília (DF) e Palmas (TO). Além do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie Paraná (Curitiba), que presta mais de 90% de seu atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e integra o campo de estágios da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná (FEM).

Confira a música “Por Sermos Irmãos”, a primeira liberada no YouTube, clicando aqui.

Folha Gospel com informações de Assessoria de Imprensa Instituto Presbiteriano Mackenzie

Líderes cristãos reagem aos ataques entre Israel e Irã

Mísseis no céu de Israel lançados pelo Irã (Foto: Reprodução)
Mísseis no céu de Israel lançados pelo Irã (Foto: Reprodução)

Líderes cristãos e políticos reagiram depois que a Força Aérea Israelense lançou dezenas de ataques aéreos contra instalações nucleares no Irã, enquanto preocupações crescentes sobre a possibilidade de hostilidades prolongadas entre os dois países levaram a apelos por oração e diplomacia.

Os ataques aéreos israelenses resultaram na morte ou ferimentos de vários altos funcionários do regime iraniano, incluindo o chefe das Forças Armadas Iranianas, o comandante do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica e o chefe do comando de emergência do Irã, relata o editor-chefe do All Israel News, Joel C. Rosenberg.

Com o codinome “Operação Leão em Ascensão”, Israel teve como alvo instalações militares e nucleares iranianas, alegando que o Irã havia acumulado urânio enriquecido suficiente para produzir várias ogivas nucleares em poucos dias.

O líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, prometeu retaliar , e o Irã lançou mais de 100 drones em direção a Israel na sexta-feira, disse o general de brigada israelense Effie Defrin em comentários televisionados.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, emitiu uma declaração na quinta-feira, enfatizando que os Estados Unidos “não estavam envolvidos em ataques contra o Irã e nossa maior prioridade é proteger as forças americanas na região”.

“Israel nos informou que acredita que esta ação foi necessária para sua autodefesa. O Presidente Trump e o Governo tomaram todas as medidas necessárias para proteger nossas forças e permanecem em contato próximo com nossos parceiros regionais”, disse Rubio, instando veementemente o Irã a não “atingir interesses ou pessoal dos EUA”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, ofereceu seus pensamentos em uma série de declarações no Truth Social, dizendo que deu “ao Irã chance após chance de fazer um acordo” e deu a eles um “ultimato” de 60 dias há dois meses.

“Eu disse a eles, com a maior veemência, para ‘simplesmente fazerem’, mas não importa o quanto tentassem, não importa o quão perto chegassem, eles simplesmente não conseguiam”, lamentou Trump em uma publicação . Ele disse ter alertado o Irã sobre a possibilidade de tal ataque acontecer antes de prever que “só vai piorar!”

Trump pediu a Israel que fizesse um acordo para evitar mais distúrbios: “Já houve muita morte e destruição, mas ainda há tempo para pôr fim a esse massacre, com os próximos ataques já planejados sendo ainda mais brutais. O Irã precisa fazer um acordo, antes que não reste nada, e salvar o que antes era conhecido como o Império Iraniano. Chega de morte, chega de destruição, SIMPLESMENTE FAÇA ISSO, ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS.”

Greg Laurie

Pastor Greg Laurie (Foto: reprodução)
Pastor Greg Laurie (Foto: reprodução)

Greg Laurie, pastor da Harvest Christian Fellowship na Califórnia, reagiu à notícia de última hora elaborando o contexto da situação e pedindo orações em uma postagem no X na quinta-feira à noite.

“Este é um assunto muito sério, e os estudantes da Bíblia devem prestar muita atenção”, escreveu ele.

“O regime iraniano apoia há muito tempo o terrorismo em todo o mundo — especialmente contra Israel. Eles vêm desenvolvendo uma arma nuclear há algum tempo, e seus líderes têm repetidamente ameaçado usá-la para ‘varrer Israel da face da Terra’.”

“Devemos estar em oração e caminhar em estreita colaboração com o Senhor”, acrescentou Laurie. “Estes são tempos perigosos, e precisamos de discernimento espiritual, coragem e fé mais do que nunca.”

Jentezen Franklin

Jentezen Franklin, pastor sênior da Free Chapel em Gainesville, Geórgia, EUA (Foto: Reprodução)

Jentezen Franklin, pastor da Free Chapel em Gainesville, Geórgia, expressou solidariedade ao povo de Israel em uma postagem X na quinta-feira à noite.

“Enquanto milhões de israelenses se abrigam sob a ameaça de milhares de mísseis iranianos, nossos corações e orações estão com o povo de Israel. Nos solidarizamos inabalavelmente com todos aqueles que enfrentam o medo, a incerteza e o perigo — especialmente famílias, crianças, sobreviventes do Holocausto e todos os defensores da paz.”

Franklin disse que instalou câmeras de oração em Israel, convidando as pessoas a “vigiar e orar pelo povo judeu e pela terra de Israel”. 

Embaixada Cristã Internacional em Jerusalém

A Dra. Susan Michael, da Embaixada Cristã Internacional em Jerusalém, manifestou seu apoio à atuação de Israel “decisivamente para impedir um Irã com armas nucleares”, o que ela chamou de “uma ameaça não apenas a Israel, mas à paz e à segurança globais”.

Em uma declaração, ela pediu aos americanos que se juntassem a ela em orações pela proteção dos civis e das forças armadas de Israel, sabedoria e força para os líderes israelenses, bem como “paz, justiça e contenção do mal”.

Ela disse que o Comando da Frente Interna de Israel abriu abrigos públicos na expectativa de ataques retaliatórios lançados contra centros populacionais israelenses.

“A nação está se preparando para o que podem ser dias de batalha”, enfatizou ela. “Mesmo neste momento de incerteza, nos apegamos à promessa das Escrituras: ‘Eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel.’ — Salmo 121:4.”

Pastor John Hagee

Pastor John Hagee, fundador e presidente da organização Christians United for Israel (Foto: CUFI)

O pastor John Hagee, da organização Christians United for Israel, emitiu uma declaração no X insistindo que “Israel fez um favor ao mundo ao impedir um Irã nuclear”.

Hagee, pastor sênior da Cornerstone Church em San Antonio, afirma que “Israel está protegendo sua nação, o mundo livre e, se Deus quiser, criando um caminho para a libertação do povo do Irã”.

“[Nós] estamos ombro a ombro com Israel e seu povo”, ele proclamou, assegurando ao povo de Israel: “vocês não estão sozinhos”.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Cristãos no Irã estão em perigo em meio ao conflito com Israel

Destruição no Irã após ataque de Israel (Foto: Reprodução)
Destruição no Irã após ataque de Israel (Foto: Reprodução)

Nesta sexta-feira, 13, nas primeiras horas do dia, Israel lançou a “Operação Leão em Ascensão”, um ataque preventivo em larga escala envolvendo mais de 200 aeronaves e operações secretas de sabotagem contra a infraestrutura nuclear e militar do Irã. Os ataques teriam matado altos comandantes da Guarda Revolucionária, incluindo o general Hossein Salami e o major Mohammad Bagheri, além de cientistas nucleares.

Dezenas de civis também ficaram feridos, incluindo crianças, nas explosões em Teerã e Isfahan. Em retaliação, o Irã lançou mais de 100 drones contra Israel. Toda a região está agora em alerta máximo, com o espaço aéreo interrompido, os preços do petróleo disparando e a crescente pressão internacional por uma diminuição da violência.

Tensão propaga-se no Oriente Médio

Em meio a essa crise, a minoria cristã no Irã enfrenta um perigo particular. Sob o regime teocrático iraniano, os cristãos, especialmente os de origem muçulmana, já vivem sob severas restrições. Observadores da liberdade religiosa observam que os cristãos de origem muçulmana “enfrentam graves violações da liberdade religiosa”, sendo frequentemente vistos como ameaças influenciadas pelo Ocidente.

Atualmente, o Irã é o 9º país da Lista Mundial da Perseguição 2025, o ranking com 50 países onde seguidores de Jesus são mais perseguidos e discriminados. Líderes e membros de igrejas domésticas são frequentemente presos e condenados a longas sentenças sob acusações arbitrárias de “agir contra a segurança nacional ao se conectar com organizações cristãs ‘sionistas’”.

Agora, com as tensões explodindo entre Irã e Israel, os cristãos iranianos estarão ainda mais vulneráveis a suspeita e repressão. A instabilidade também afeta cristãos perseguidos em territórios vizinhos, como Iraque, Síria e Cisjordânia, parte dos Territórios Palestinos. “Todas as fronteiras estão fechadas, assim como todos os postos de controle. Isso significa que não podemos nos deslocar de um lugar para outro. Muitas pessoas estão agora presas na fronteira”, diz um cristão da Cisjordânia.

Ele acrescenta que, com medo de ficarem sem alimento, “as pessoas estão tentando comprar comida, bebida e combustível”. Os cristãos no Oriente Médio já vinham sofrendo muito por causa das consequências da guerra entre Hamas e Israel. Os novos ataques agravam a situação da igreja local.

“Senhor da paz e da justiça, clamamos ao Senhor em meio a este conflito crescente. Conforta os feridos e os que choram no Irã e em Israel. Contém as mãos da violência, dá sabedoria aos líderes e protege os inocentes. Que sua misericórdia rompa o caos. Em nome de Jesus, oramos por um cessar-fogo imediato, cura para os civis feridos e contenção divina sobre uma nova escalada militar entre Israel e Irã”, é a oração do conselheiro sênior da Portas Abertas Internacional sobre o Irã.

Fonte: Portas Abertas

Jovens e mulheres lideram avanço evangélico no Brasil, mostra Censo

Mulher cristã adorando a Deus em um culto (Foto: Reprodução/Evangelical Alliance)
Mulher cristã adorando a Deus em um culto (Foto: Reprodução/Evangelical Alliance)

Nos últimos doze anos, a paisagem religiosa do Brasil se transformou de forma significativa. O Censo Demográfico 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que o grupo religioso que mais cresceu entre 2010 e 2022 foi o dos evangélicos, cuja proporção na população saltou de 21,6% para 26,9%. Parte expressiva desse crescimento tem rostos marcados por juventude e feminilidade.

A pesquisa do IBGE mostra que crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos compõem a faixa etária proporcionalmente mais evangélica, com 31,6% se declarando como tal. Já as mulheres representam 55,4% do total de fiéis evangélicos, superando a participação feminina na população geral. Esses dados apontam não apenas para um fenômeno estatístico, mas para dinâmicas comunitárias, sociais e espirituais que vêm se consolidando nas últimas décadas.

O papel dos jovens: engajamento, pertencimento e fé

Para compreender a atração que o ambiente evangélico exerce sobre os mais jovens, é preciso olhar para além das estatísticas. Segundo a socióloga Christina Vital, professora do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal Fluminense (UFF), as igrejas evangélicas souberam adaptar suas práticas e linguagens para dialogar com os interesses e as inquietações da juventude.

“Há desde uma adaptação muito forte das liturgias evangélicas, seja por meio da estética ou a partir das teologias, até a oferta de mecanismos de circulação e de perspectiva de vida”, explica.

Essa aproximação passa também pela presença concreta no cotidiano. O pastor Etevaldo Serqueira, destaca a forma como as igrejas investem em estratégias de formação e envolvimento direto.

“Temos uma escola bíblica dominical, incentivamos a leitura bíblica e criamos setores com esportes, música e encontros sociais. Os jovens também recebem oportunidade de pregar e participar dos cultos dos jovens”, aponta ele sobre os possíveis motivos que atraem os jovens para sua comunidade.

Na avaliação dele, esse ambiente contribui para dar sentido à caminhada de fé. “Eles são estimulados a seguirem carreiras, promovemos torneios de conhecimento bíblico, tudo de forma contextualizada e envolvente”, contextualiza.

A percepção da igreja como espaço de acolhimento, propósito e possibilidade de transformação ressoa especialmente entre os jovens que enfrentam frustrações sociais. “Eles são críticos ao Estado e encontram nas igrejas uma expectativa de futuro, mesmo que baseada no mérito”, observa Christina Vital.

Mulheres no centro da transformação

Entre as fiéis evangélicas, a presença das mulheres não é apenas numerosa, mas estrutural. O Censo 2022 mostrou que elas formam a maioria entre os membros da religião, com representatividade maior do que em outras tradições religiosas, incluindo a católica. Além disso, elas vêm ganhando espaço em funções de liderança e influência espiritual, ainda que essa caminhada não esteja livre de tensões.

“Hoje já é mais comum ver uma mulher liderando ou pastoreando dentro de uma igreja. A igreja tem se aberto para essa nova realidade, mas ainda há muito o que fazer nesse aspecto”, afirma a pastora Eristelia Bernardo, Comunidade Cristã Casa do Pai, Governador Valadares/MG. Para ela, o avanço das mulheres na vida comunitária é inegável, mas ainda encontra barreiras. “Algumas ainda não compreenderam esse chamado da mulher. Acredito que não existe pastoreio feminino ou masculino, acredito que existe pastoreio”, diz.

Essa percepção também é compartilhada por Nilza Valéria, pastora e coordenadora da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito. “Na igreja, isso não acontece. É normal estarmos nesses espaços. Lá eu sou a pastora Nilza, não preciso provar nada. As mulheres de oração são valorizadas nas suas comunidades e o que elas falam é lei”, declarou, em entrevista à Agência Brasil.

Além de assumirem posições formais de liderança, muitas mulheres sustentam o dia a dia das comunidades evangélicas com ações práticas. “São líderes, professoras de Bíblia, promovem encontros de casais, pregam, tocam instrumentos. São muito respeitadas”, resume o pastor Etevaldo.

Desafios e horizontes

Apesar do crescimento, a proporção de evangélicos ficou abaixo das expectativas. Projeções anteriores estimavam que o grupo poderia chegar a 40% da população, o que não se concretizou. Ainda assim, o avanço é significativo e desafia as lideranças evangélicas a manterem a relevância espiritual e social do movimento.

“Os desafios estão na insistência de pregar o Evangelho de forma pura, honesta e transparente”, pontua o pastor Etevaldo. Ele observa que muitas igrejas estão se mobilizando para preparar as novas gerações também em termos profissionais e educacionais, criando escolas e programas de formação.

“Acredito que vai haver um crescimento muito maior da presença feminina nas igrejas. As mulheres representam em torno de 70% a 80% das pessoas dentro de uma congregação; isso é algo que pude observar ao longo dos meus 20 anos de pastoreio”, reflete a pastora Eristelia.

Os evangélicos têm se consolidado como uma força social e espiritual moldada por afetos, vínculos e práticas coletivas. No cotidiano de bairros dos mais variados recantos do Brasil ou nos cultos de jovens, pulsa um cristianismo em transformação, no qual fé, identidade e comunidade caminham lado a lado.

Mais que estatística, o crescimento evangélico destes perfis revela uma busca coletiva por pertencimento, propósito e reconstrução de sentido em meio às tensões do mundo contemporâneo. Cenário no qual mulheres e adolescentes sabem muito bem se posicionar para buscar reconhecimento.

Folha Gospel – Artigo publicado originalmente em Comunhão

Cristãos indígenas são expulsos por causa da fé, no Vietnã

Cristão em uma igreja no Vietnã (Foto: Portas Abertas)
Cristão em uma igreja no Vietnã (Foto: Portas Abertas)

“Se você não abandonar essa religião estrangeira, não terá mais lugar nesta aldeia.” “Você não faz mais parte desta família!” Essas palavras dolorosas não foram ditas por inimigos, mas por entes queridos e líderes locais de cristãos recém-convertidos no Noroeste do Vietnã. Os seguidores de Jesus perseguidos são parte do grupo étnico dao e entendem na pele que seguir a Jesus muitas vezes significa perder tudo: lar, família, sustento e comunidade.

A decisão que mudou tudo

Minh* e sua esposa, ambos com aproximadamente 40 anos, vivem em uma aldeia remota da comunidade dao com seus três filhos. Como muitos em sua comunidade, eles seguiam o culto aos ancestrais. Mas quando um amigo próximo compartilhou como Jesus transformou sua vida, Minh e sua família decidiram seguir a Cristo.

Essa decisão mudou tudo. A paz encheu seu lar. A alegria cresceu entre eles. Seus filhos tornaram-se mais obedientes, e os relacionamentos familiares floresceram. Mas a fé teve um preço.

Quando Minh e sua família se recusaram a participar de um ritual tradicional dao, o chefe da aldeia e os anciãos convocaram Minh e o pressionaram a renunciar à sua fé. Eles ameaçaram: “Se você não abandonar essa religião estrangeira, não terá mais lugar nesta aldeia!”.

Dias depois, a família de Minh acordou com destruição. A porta da frente estava arrebentada, parte do telhado arrancada. Sua horta, milharal e arrozais foram arrasados. Eles clamaram a Deus, sem saber quem havia feito aquilo, mas cientes do motivo.

Logo depois, as autoridades locais ordenaram que deixassem a aldeia. Não puderam levar seus pertences. Não tinham para onde ir. Mas Deus abriu um caminho.

Um grupo cristão próximo interveio. Trouxeram alimentos, itens de necessidade básica e ajudaram a família a construir uma casa de bambu temporária. A fé de Minh não vacilou. Com força tranquila, ele declarou: “Sabemos que Deus é real. Mesmo tendo perdido nosso lar e comunidade, continuamos a segui-lo”.

Trang expulsa pelo próprio filho

Trang, com aproximadamente 60 anos, também escolheu seguir a Jesus. Ela vivia com seu filho Huy em uma aldeia remota. Após sua conversão, ela parou de participar das atividades de culto aos ancestrais, e Huy percebeu. Furioso, ele a acusou de desonrar os antepassados. Como único provedor da família, Huy tinha poder em casa e o usou contra a própria mãe.

No início de março de 2025, ele a expulsou. Não permitiu que levasse nenhum pertence. “Você não faz mais parte desta família”, disse ele, empurrando-a para fora de casa.

Trang não teve escolha. Caminhou por horas pela floresta, sem saber para onde ir. Mas Deus já havia preparado um lugar. Em uma aldeia próxima, uma família cristã a acolheu. Embora fossem estranhos, cuidaram dela como se fosse da família. Até construíram uma casa simples de bambu para ela.

Hoje, Trang continua a adorar com outros cristãos. Seu coração está machucado, mas não quebrado. “Perdi meu lar, mas encontrei paz e esperança em Cristo”, diz ela.

*Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

Cristãos deslocados pedem socorro em Manipur

Manipur, maior estado cristão na Índia, enfrenta conflito étnico-religioso (Foto: Portas Abertas)
Manipur, maior estado cristão na Índia, enfrenta conflito étnico-religioso (Foto: Portas Abertas)

Em maio de 2023, um conflito sangrento começou entre as etnias kuki e meitei em Manipur. Porém, mais do que uma questão étnica, a instabilidade permitiu o avanço da perseguição religiosa com violência extrema aos seguidores de Jesus, vistos como traidores das comunidades tradicionais na Índia.

Veja o relato de Neinu (pseudônimo), uma jovem cristã deslocada que lembra com clareza sua jornada em busca de abrigo quando tudo que conhecia foi destruído, e o papel da fé nessa crise em Manipur.  

Tento não pensar nisso. Mas, muitas vezes, me pego perdida em pensamentos sobre o que poderia ter sido. Enquanto minha família se escondia no quarto dos meus pais, enquanto uma multidão enfurecida causava caos do lado de fora do nosso portão pela segunda vez naquela noite, oramos de joelhos como uma família pedindo um fim menos doloroso se o pior cenário se concretizasse.  

E se eles realmente conseguissem entrar? E se algo tivesse acontecido? Eu me pergunto quem estaria escrevendo este texto no meu lugar agora. Durante nossos momentos de oração familiar em nossa pequena sala de estar, meus pais enfatizavam a importância de interceder não apenas por nós mesmos, mas pela família e por aqueles que vivem perto de nós. Nosso portão, que não era nem o mais formidável nem o mais alto do bairro, surpreendentemente, não pôde ser escalado naquela noite. E esse é um dos muitos testemunhos das orações da minha família. 

Já se passaram quase dois anos agora. Vinte e três meses desde a última vez que vi e ri no conforto da nossa casa. Meus últimos cinco dias em Manipur pareceram um pesadelo. Nunca imaginei que teria que correr pela minha vida de pessoas com quem eu costumava andar pelas mesmas ruas. Minha família e eu passamos esses dias escondidos, sem saber o que seria de nós. O campo comunitário, que antes sediava jogos, agora nos abrigava como cidadãos deslocados que foram expulsos de suas casas da noite para o dia.  

Foi desanimador e irônico ao mesmo tempo. Notei meu sobrinho, que mal tinha completado um ano, com buracos nas meias porque sua mãe só conseguiu empacotar comida e remédios. A cena de bebês doentes chorando nos braços das mães desamparadas era realmente triste de se ver. E há inúmeras histórias como essas entre os deslocados.  

Aquela noite também foi a primeira em que dormi em um espaço aberto com nada além de um tapete rasgado separando o chão irregular e minhas costas. Foi também quando percebi que os dias ensolarados de maio podem ser bastante frios ao anoitecer. Um dia depois, minha família se reuniu com nossos vizinhos no aeroporto, onde passamos mais três noites enfrentando o frio e os mosquitos indesejados. Entre alimentação irregular e uma longa caminhada escondidos, encontramos abrigo ao chegar a um estado vizinho.  

Nosso intenso trauma e o clima sufocante não se misturavam bem. Quando me deitei no colchão quente e confortável em nossa hospedagem, percebi que era a primeira vez em quase uma semana que eu me deitava em uma superfície macia. Estava exausta, ainda mais depois de acessar a internet. Vi postagens em redes sociais de pessoas que eu considerava amigas e conhecidas e notícias falsas circulando.  

Tudo isso afeta minha saúde mental, mas, lembro-me de como sou privilegiada por ter conseguido escapar ilesa e me estabelecer em uma nova cidade. E a culpa me domina, especialmente quando vejo outros cristãos deslocados, mal conseguindo sobreviver enquanto vivem em condições apertadas e longe de serem sanitárias.  

Penso comigo mesma: “Isso é o melhor que você pode fazer por você e por nós agora”. Contar o que vivi. Talvez, um dia, eu possa dizer aos meus filhos que não fiquei em silêncio. Como diz a Bíblia, o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã

Fonte: Portas Abertas

Brasil continua sendo o 2º maior país cristão do mundo, diz pesquisa

Culto em uma igreja (Foto: canva)
Culto em uma igreja (Foto: canva)

Com a predominância do cristianismo, estima-se que uma parte expressiva dos 1,1 bilhão de cristãos no mundo esteja concentrada nos dez países com as maiores comunidades de fiéis.

Os EUA ocupam a liderança como o país com a maior população cristã, representando cerca de um décimo dos cristãos em todo o mundo. Em 2020, 64% dos norte-americanos se identificavam como cristãos.

Segundo a análises do Pew Research Center, os EUA têm a maior população cristã, com cerca de 217 milhões de fiéis.

O Brasil ocupa a segunda posição, com cerca de 168 milhões de cristãos, mantendo essa colocação há muitos anos e se consolidando como um dos maiores centros do cristianismo global.

O cristianismo exerce um papel central na cultura brasileira e no dia a dia da população, influenciando desde tradições sociais até decisões sobre políticas públicas.

Evangélicos em crescimento

Os evangélicos poderão ser maioria no Brasil em 2049, segundo uma nova projeção baseada no Censo de Religião 2022 do IBGE divulgado na semana passada.

O demógrafo José Eustáquio Alves, professor aposentado da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE, prevê que a substituição do catolicismo pela fé evangélica como a principal religião do país deve sofrer um atraso de 17 anos.

Com a nova taxa de crescimento evangélico – de 5,2 pontos percentuais entre o Censo de 2010 e o de 2022 – e a de declínio católico – 8,4 pontos percentuais –, a transição religiosa do Brasil deve acontecer mais tarde do que antes projetado, apenas em 2049.

Antes dos dados do Censo 2022, Eustáquio calculava que a mudança aconteceria em 2032.

“Pela minha projeção anterior, a Igreja Católica iria perder de 7 a 1, de goleada. E acabou que a Igreja Católica perdeu por 1 a 0”, exemplificou o demógrafo.

José afirmou que a diferença entre as suas duas projeções acontece porque o Brasil passou 12 anos sem ter dados do IBGE sobre religião. Ele ainda observou que é possível fazer uma projeção e não uma previsão.

Folha Gospel com informações de Guia-me, Pew Research Center e IBGE

Islã é a religião que mais cresce no mundo, revela pesquisa

Homens egípcios participam da oração do meio-dia na Mesquita Amr ibn Al-Aas, no Cairo Antigo, Egito. (Foto: IMB)
Homens egípcios participam da oração do meio-dia na Mesquita Amr ibn Al-Aas, no Cairo Antigo, Egito. (Foto: IMB)

Pesquisa do Pew Research Center revelou mudanças significativas na composição religiosa global entre 2010 e 2020. O cristianismo segue maior religião do mundo, embora sua participação na população global caiu para 28,8%, devido à desfiliação religiosa, especialmente na Europa e nas Américas.

Por outro lado, o islamismo foi a religião que mais cresceu, aumentando sua participação para 25,6% da população mundial, impulsionado por altas taxas de natalidade e uma população jovem.

Além disso, o número de pessoas sem afiliação religiosa cresceu significativamente, atingindo 24,2% da população global, refletindo um movimento de afastamento das religiões organizadas.

Embora o número total de cristãos, considerando todas as denominações, tenha aumentado para 2,3 bilhões, a participação da religião na população global caiu 1,8 ponto percentual, chegando a 28,8%, principalmente devido à desfiliação.

Já a população muçulmana cresceu na mesma proporção, atingindo 25,6%, segundo um relatório baseado na análise de mais de 2.700 censos e pesquisas sobre mudanças na demografia religiosa.

“É impressionante que tenha havido uma mudança tão drástica em um período de 10 anos”, disse Conrad Hackett, do Pew Research Center, principal autor do relatório.

“Durante esse período, as populações muçulmana e cristã se aproximaram em tamanho. Os muçulmanos cresceram mais rápido do que qualquer outra religião importante.”

O crescimento do islamismo, segundo o relatório, está ligado à população muçulmana mais jovem, com idade média de 24 anos, enquanto a média global entre os não muçulmanos era de 33 anos em 2020.

Além disso, taxas de fertilidade mais altas em algumas regiões e índices menores de desfiliação contribuíram para essa expansão, especialmente em comparação com outras religiões, como o cristianismo.

“Entre os jovens adultos, para cada pessoa no mundo que se torna cristã, há três pessoas que foram criadas como cristãs e que abandonam a fé”, disse Hackett.

Mudança de religião

O relatório aponta que a mudança de religião, especialmente entre cristãos, impulsionou o crescimento do número de pessoas sem religião.

Em 2020, cerca de 24,2% da população mundial não se identificava com nenhuma fé, um aumento em relação a 23,3% em 2010.

Segundo Hackett, pesquisas anteriores indicavam que a população não filiada diminuiria devido ao envelhecimento e às baixas taxas de natalidade. No entanto, o afastamento da religião, especialmente do cristianismo, contribuiu para o crescimento desse grupo.

A China possui a maior população de pessoas sem afiliação religiosa, com 1,3 bilhão em um total de 1,4 bilhão de habitantes. Em seguida, os EUA têm 101 milhões de não filiados entre seus 331,5 milhões de habitantes, enquanto o Japão conta com 73 milhões em uma população total de 126,3 milhões.

Queda do budismo

Os budistas foram o único grupo religioso que apresentou uma redução no número de seguidores, passando de 343 milhões em 2010 para 324 milhões em 2020, devido à desfiliação e à baixa taxa de natalidade.

Já os hindus e judeus mantiveram proporções estáveis em relação à população global, conforme apontou o relatório.

“Às vezes ouvimos rumores de renascimento religioso, e certamente é possível que em determinados lugares a religião possa crescer”, disse Hackett.

“Mas neste estudo cuidadoso de 10 anos que realizamos, a tendência geral é que em muitos lugares as pessoas estão se afastando da religião.”

Hackett prevê que o “movimento em direção à convergência” entre cristãos e muçulmanos deve continuar, impulsionado por padrões de mudança religiosa, diferenças de idade e taxas de fertilidade. Se as tendências atuais permanecerem, o islamismo pode se tornar a maior religião do mundo nos próximos anos.

“O próximo passo do nosso trabalho em andamento neste projeto será fazer algumas projeções populacionais demográficas para fornecer novas estimativas de quando exatamente elas podem convergir”, disse Hackett.

Folha Gospel com informações de Guia-me, Pew Research Center e Washington Post

Igreja proibida enfrenta fechamentos e detenções na China

Culto em uma igreja na China (Foto representativa: Portas Abertas)
Culto em uma igreja na China (Foto representativa: Portas Abertas)

Uma grande igreja na China que se reagrupou e se espalhou depois que as autoridades a desmantelaram em 2018 enfrentou novas detenções e fechamentos nas últimas semanas, informou o monitor de direitos humanos Bitter Winter.

Agentes de segurança interromperam um culto dominical de uma filial da Igreja de Sião de Pequim em Guiyang, província de Guizhou, em 1º de junho, e prenderam todos os presentes. O Élder Yao Yong e o Irmão Mao Yue receberam sentenças de 15 dias de detenção administrativa cada, de acordo com o Bitter Winter .

Em Jiaxing, província de Zhejiang, a polícia visitou em 3 de junho as casas de funcionários da Igreja Sião de Pequim para verificar seus documentos de identidade e, na província de Anhui, autoridades locais detiveram em 30 de maio o pastor Gao Le, da Igreja Sião de Hefei, por cinco dias.

“Durante as batidas, eles revistaram as casas de sua congregação e confiscaram seus livros”, relatou Bitter Winter.

Na cidade central nacional de Chongqing, as autoridades fecharam três igrejas de Sião, e a polícia também visitou igrejas em Hangzhou, Ningbo, Guiyang e outras áreas, de acordo com o meio de comunicação de direitos humanos.

“Esta é uma campanha policial coordenada com o objetivo de desmantelar a Igreja de Sião em todo o país”, declarou Bitter Winter. “A Igreja de Sião de Pequim costumava ser a maior igreja doméstica da cidade. Apesar de ter sido invadida e proibida pelas autoridades em 2018, seus membros continuaram a se reunir, enfrentando prisões e perseguições frequentes, além de mudarem de local com frequência para escapar da polícia.”

Filiais da Igreja de Sião de Pequim foram criadas em diversas cidades e províncias. Fundada em 2007, a igreja enfrentou pressão das autoridades por expressar apoio à perseguida Igreja Shouwang. Em junho de 2018, autoridades instalaram sistemas de reconhecimento facial do lado de fora do prédio da Igreja de Sião de Pequim, juntamente com dispositivos de escuta.

“A polícia rastreava os fiéis em seus locais de trabalho ou casas e os coagiam a assinar garantias de que não participariam mais das congregações da Igreja de Sião”, relatou Bitter Winter.

O governo desmantelou os serviços de mensagens online da igreja, cancelando-os repetidamente sempre que a igreja criava novas contas. As autoridades também grampearam os celulares de membros da congregação e pastores, de acordo com o veículo.

“Em julho [de 2018], as autoridades tentaram subornar um pastor que tinha um familiar hospitalizado”, declarou Bitter Winter. “Disseram-lhe: ‘Se você prometer cooperar conosco, a doença na qual sua família está gastando dezenas de milhares de RMB pode ser curada por nós por apenas alguns milhares de RMB.’”

As autoridades interrogaram outros cinco pastores e 12 pregadores, com um oficial afirmando que o governo havia introduzido um “detector” na congregação para obter informações.

Posteriormente, as autoridades conseguiram pressionar o proprietário da igreja a rescindir o contrato de locação. Quando a igreja se recusou a desocupar o imóvel, o departamento de assuntos civis do distrito de Chaoyang, em Pequim, emitiu, em 2018, um aviso de que a igreja estava proibida de frequentar o local e que seu “material promocional ilegal” foi confiscado sob a alegação de que violava o novo Regulamento de Assuntos Religiosos, de acordo com o Bitter Winter.

Condições da Prisão

Em Xi’an, província de Shaanxi, o filho de um pastor e sua esposa, que cumprem pena de sete anos de prisão desde 2021, forneceram uma atualização sobre sua condição após relatar anteriormente que seu pai havia sido torturado pelas autoridades e espancado por detentos por não atender às suas exigências de “dinheiro de proteção”.

O pastor Chang Yuguang, também conhecido como Chang Yuchun, e sua esposa, Li Chenhui, foram condenados por “operações comerciais ilegais” por imprimir livros cristãos sem autorização, informou a Bitter Winter. O filho deles, Chang Shengyi, havia declarado anteriormente que as autoridades se recusaram a examinar os ferimentos resultantes de espancamentos sofridos por agentes penitenciários dois anos antes.

Chang Shengyi disse a organizações de direitos humanos que conseguiu se encontrar com seu pai em 18 de março e soube que os agentes da prisão o levaram para examinar seus ferimentos, de acordo com Bitter Winter.

“No entanto, como já haviam se passado dois anos, três agências de avaliação se recusaram a realizar a avaliação, dizendo que o processo era muito complicado e a carga de trabalho muito pesada”, afirmou Chang Shengyi .

Ele acrescentou que conseguiu segurar a mão do pai através de uma pequena janela pela primeira vez em mais de quatro anos.

“Meu pai foi transferido para uma área prisional com rotatividade populacional relativamente baixa, então não há necessidade de se preocupar com retaliações”, disse ele.

Chang Shengyi declarou na carta às organizações de direitos humanos que, após ter sido autorizado a se encontrar com sua mãe em 17 de março, ele descobriu que ela frequentemente sentia dores de cabeça e tonturas, “e até desmaiava repetidamente enquanto trabalhava na cozinha”.

“Ela sente tonturas de vez em quando e até sente dor ao deitar na posição errada”, afirmou. “É que, desde que minha mãe relatou isso pela primeira vez em novembro de 2023, a prisão apenas informou que ela entraria na fila para fazer uma tomografia computadorizada, mas ela ainda não foi examinada.”

Ele relatou a situação à diretora da área prisional de sua mãe, que disse que determinaria o que fazer em seguida, acrescentou.

“Quando vi meus pais nesses dois dias, eles também expressaram sua gratidão especial pelos pensamentos e orações de todos por eles”, afirmou. “Às vezes, eles até são notificados sobre o recebimento de algumas cartas ou cartões-postais, mas, infelizmente, devido ao conteúdo religioso, não conseguem ver a maioria deles.”

A China ficou em 15º lugar na Lista Mundial da Perseguição de 2025 da Portas Abertas, dos 50 países onde é mais difícil ser cristão.

Folha Gospel com informações de Christian Daily

Cristã é libertada após 15 meses de prisão no Irã

Cristã iraniana Laleh Saati (Foto: Churchinchains)
Cristã iraniana Laleh Saati (Foto: Churchinchains)

Uma cristã iraniana convertida foi libertada da Prisão de Evin, no Irã, após cumprir mais de 15 meses de uma sentença de dois anos por supostas ligações a organizações cristãs “sionistas”.

Laleh Saati, de 46 anos, foi libertada em 31 de maio sob condições rigorosas, incluindo silêncio da imprensa e proibição de contato com pessoas de fora do Irã. Ela também enfrenta uma proibição de viajar por dois anos, conforme relatado pelo Meconcern.

Saati havia deixado o Irã e pedido asilo na Malásia, onde foi batizada e se tornou ativa no ministério cristão.

No entanto, após atrasos em seu pedido, ela voltou para casa em 2017 para cuidar de seus pais idosos.

Ela foi presa em fevereiro de 2024 na casa de seu pai em Teerã e interrogada por três semanas.

As autoridades teriam usado fotos e vídeos de sua atividade cristã na Malásia como prova no tribunal.

Em 16 de março, ela foi condenada por “agir contra a segurança nacional”.

Durante sua prisão, Saati teve tratamento médico negado, e ainda há preocupações sobre seu bem-estar mental e físico.

Folha Gospel com informações de Premier Christian News

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