Sete jovens no México foram mortos a tiros por gângsteres enquanto participavam de um festival católico no estado de Guanajuato.
Na manhã de segunda-feira, um grupo de homens armados, que se acredita serem do cartel de Santa Rosa de Lima, dirigiu até o centro da cidade e começou a atirar, aparentemente ao acaso.
Segundo a BBC, ataques de cartéis a casas noturnas e bares são comuns, mas ataques a eventos católicos são considerados incomuns. Apesar disso, organizações de defesa da liberdade religiosa notaram que o México está se tornando um país cada vez mais preocupante.
A Portas Abertas colocou o México na 31ª posição em sua Lista Mundial da Perseguição de 2025dos piores países para perseguição, à frente de alguns estados islâmicos e comunistas — o Egito está na 40ª posição, enquanto o Vietnã está na 44ª posição — e seis posições acima de sua posição anterior, indicando uma piora na situação.
Embora seja um país aparentemente cristão, o flagelo da violência de gangues significa que muitos cidadãos comuns, independentemente de sua fé, podem ser alvos da violência de gangues. Líderes religiosos que se opõem abertamente às gangues enfrentam o perigo real de sequestro e/ou assassinato.
A Conferência Episcopal do México disse sobre o tiroteio de segunda-feira que as pessoas “não podem permanecer indiferentes diante da espiral de violência que está ferindo tantas comunidades”.
O arcebispo local, Jaime Calderón, disse acreditar que o ataque foi parte de uma guerra de gangues entre Santa Rosa de Lima e um cartel rival conhecido como Cartel da Nova Geração de Jalisco.
Testemunhas afirmam que o ataque envolveu centenas de tiros ao longo de poucos minutos. Das sete vítimas fatais, duas eram menores de 18 anos.
Folha Gospel com informações de The Christian Today
O cantor e compositor Asaph Borba respondeu se cantores e pregadores devem cobrar por seu ministério, em vídeo no Instagram, na semana passada.
“Todos os dias, me fazem essa pergunta, vem de algum pastor, de alguma igreja. Esse é um tema que tem gerado questionamentos entre os irmãos, especialmente diante de alguns cenários e relatos que estão sendo reportados a mim”, introduziu Asaph.
Com 50 anos de ministério, ele revelou qual a sua posição sobre o tema. “Eu nunca cobrei um valor definido para ministrar em lugar nenhum. Pelo contrário, eu vivo com o que Deus manda”, afirmou.
“A Palavra diz: ‘De graça recebei, de graça dai’. Eu acho que essa deve ser a tônica de todo aquele que proclama a Palavra de Deus. Esse é o padrão de um homem e de uma mulher verdadeiramente de Deus que vive e se entrega pela fé. Temos que aprender a depender de Deus”, defendeu.
Borba observou que a lógica mercantilista acabou sendo adotada pelo segmento gospel.
“Eu ouso continuar desafiando a mim mesmo e a todas as estruturas, e viver pela fé. A Palavra diz: ‘Digno é o trabalhador de seu salário’. Mas creio que muito além de um salário, eu tenho o cuidado, o amor, e a graça de Deus que me sustentou bem por 50 anos, minha casa, minha família, meu ministério”, declarou.
O cantor ponderou que não é contra o investimento regular para a realização de eventos e para manter a obra de Deus.
“É importante esclarecer que não me refiro aqui aos valores cobrados em retiros, congressos ou eventos que envolvem custos operacionais. Esses investimentos são normais, necessários e plenamente aceitáveis diante de Deus, pois viabilizam a realização dessas atividades”, explicou.
“O que quero abordar neste comunicado são os excessos cada vez mais frequentes por parte de alguns ministros, que têm exigido da igreja uma estrutura de luxo para manter seus próprios padrões de vida. Esse tipo de postura não reflete o verdadeiro propósito do ministério e desvirtua a simplicidade do evangelho”, ressaltou.
Luiz de Carvalho, um dos nomes fundadores da música gospel no Brasil, completaria 100 anos no dia 16 de maio. Para marcar o centenário do cantor, evangelista e compositor, a gravadora Bompastor e a distribuidora Nikita Music, lançaram cinco coletâneas com 20 músicas cada, totalizando 100 faixas que percorrem os principais momentos de sua trajetória artística.
Reconhecido por ser um dos primeiros cantores da chamada música cristã contemporânea no país, Luiz de Carvalho foi também o primeiro artista do gênero a lançar um LP em 33 rotações, em 1955. Na década seguinte, sua influência contribuiu para a introdução de instrumentos como o violão nos cultos protestantes. As coletâneas foram organizadas por Elias de Carvalho, filho do cantor e fundador da gravadora Bompastor, onde Luiz gravou parte significativa de seus discos. “Meu pai, além de um grande homem, foi pioneiro na música gospel”, afirma Elias. “Ele abriu caminhos para muitos artistas que vieram depois, levando a música cristã para espaços antes impensáveis.”
A iniciativa de relançar sua obra teve a participação também da Nikita Music. “São 100 anos e um legado eterno que um dos maiores cantores da música gospel deixou. A música cristã brasileira não seria a mesma sem a ousadia de Luiz de Carvalho. É uma honra poder cuidar desse repertório em parceria com a Bompastor”, destaca Felippe Llerena, diretor-executivo da Nikita Music.
Os cinco volumes da coletânea estão disponíveis nas principais plataformas digitais. Entre os sucessos, estão faixas como “Musical Boas Novas”, título de um dos discos mais representativos de sua carreira, lançado em 1958. A homenagem busca não apenas preservar a memória do artista, mas também apresentar sua contribuição a novas gerações de ouvintes.
O cantor e compositor Luiz de Carvalho morreu no dia 17 de novembro de 2015, aos noventa anos de idade. Um dos maiores ícones na história da música cristã contemporânea no Brasil, Luiz teve cerca de sessenta anos de carreira e deixou uma obra vasta.
A queda resultou em um traumatismo craniano grave e, dias depois, ele enfrentou uma parada cardíaca que durou cerca de sete minutos. O episódio deixou sequelas neurológicas severas, causadas pela falta de oxigênio no cérebro durante o tempo de reanimação.
Desde então, Kaiky vive uma rotina completamente dependente de cuidados intensivos. Sem conseguir andar ou se comunicar verbalmente, ele permanece acamado. Apesar das limitações, a mãe, Tatiane Pauluze, ressalta que o filho não está em estado vegetativo.
“Ele tem algumas pequenas reações”, disse, em entrevista ao podcast PodCrê, onde compartilhou detalhes do cotidiano desafiador que passou a enfrentar ao lado do filho.
O impacto do acidente transformou não apenas a vida de Kaiky, mas também de toda a família. Tatiane e o marido deixaram seus empregos para se dedicarem exclusivamente aos cuidados do jovem.
A casa precisou ser adaptada, equipamentos médicos foram adquiridos, e a rotina passou a girar em torno de atendimentos, terapias e acompanhamento contínuo. A pressão emocional e o peso financeiro não demoraram a se manifestar.
Em meio às dificuldades, a solidariedade apareceu. O apresentador Raul Gil, que havia recebido Kaiky em seu programa nos primeiros passos da carreira musical, mobilizou uma campanha de arrecadação para ajudar a família a custear os tratamentos e manter as adaptações necessárias para a qualidade de vida do jovem.
Um dos momentos mais marcantes dessa nova fase ocorreu em novembro de 2024. Após mais de um ano e meio do acidente, Kaiky foi levado novamente à igreja onde havia ministrado pela última vez.
Mesmo com suporte médico e aparelhos, ele participou do culto. O retorno emocionou a comunidade de fé.“O Kaiky voltou aonde ele ministrou pela última vez, antes de passar mal. A Igreja foi tomada por Glória, oramos e profetizamos por cura!”, contou Tatiane, emocionada.
Apesar do quadro clínico delicado e da recuperação lenta, a esperança permanece viva. A família segue firme em oração, sustentada pela fé que, um dia, colocou Kaiky diante dos holofotes e agora os mantém firmes na jornada da reabilitação.
Bíblias nas bancadas de uma sala de aula (Foto: Canva IA)
A Câmara Municipal do Recife recebeu o Projeto de Lei nº 144/2025, de autoria do vereador Alef Collins (PP), que propõe a utilização da Bíblia como recurso paradidático em escolas públicas e privadas da capital pernambucana. A proposta abre caminho para que o conteúdo bíblico seja usado como material complementar em atividades escolares, reconhecendo seu valor histórico, cultural e educacional.
Segundo o texto, o uso da Bíblia nas escolas não será obrigatório, respeitando as convicções e crenças de cada estudante. A intenção, segundo o vereador, é oferecer a obra como ferramenta de apoio pedagógico, e não como instrumento de doutrinação.
“A Bíblia é o livro mais lido, traduzido e estudado no mundo. Ela ultrapassa as barreiras da fé e se destaca como verdadeiro patrimônio da humanidade, com ensinamentos éticos e valores que ajudam a formar o caráter e a consciência social das nossas crianças e adolescentes”, argumenta Alef Collins.
O parlamentar reforça que a proposta não fere o princípio da liberdade religiosa garantido pela Constituição Federal. O projeto também reconhece práticas já realizadas em algumas instituições de ensino, como a criação de atividades voluntárias de educação cristã. Com a proposta, Collins busca garantir respaldo legal para ampliar essas ações, desde que respeitadas as diretrizes pedagógicas e a autonomia das escolas.
Agora, o projeto será analisado pelas comissões permanentes da Câmara Municipal e, se aprovado, segue para votação em plenário. A proposta levanta debates sobre os limites entre educação e religiosidade, e deve mobilizar opiniões diversas tanto no meio educacional quanto no campo jurídico. Por outro lado, também abre espaço para uma reflexão mais ampla sobre o papel da formação ética e da valorização do patrimônio cultural na escola.
Cristãos se tornam deslocados internos no Mali (Foto: Portas Abertas)
“A notícia de que as autoridades militares no Mali, em 13 de maio, dissolveram todos os partidos políticos e revogaram leis que protegiam a participação política é extremamente preocupante”, disse Jo Newhouse (pseudônimo), porta-voz da Portas Abertas na África Subsaariana. A medida vai contra a Constituição do Mali promulgada pelo governo de transição em 2023, após o referendo que garantiu o sistema multipartidário. Também representa mais um passo na crescente deterioração do respeito pelos direitos humanos básicos.
Em um comunicado na TV estatal do Mali na terça-feira, as autoridades declararam que “todas as reuniões de membros de partidos políticos e organizações de caráter político estão dissolvidas em todo o território nacional”. O líder militar Assimi Goïta, que tomou o poder após os golpes de 2020 e 2021, validou a decisão.
O general Goïta deve permanecer no poder por pelo menos mais cinco anos, apesar das promessas de realizar eleições em fevereiro de 2022, de acordo com o portal de notícias BBC. Uma conferência nacional organizada pelo regime em abril passado recomendou que ele fosse nomeado presidente até 2030, mas o encontro foi boicotado pelos principais partidos de oposição.
Novo deslocamento em massa
Nesse contexto, figuras da oposição e grupos de direitos humanos condenaram a medida mais recente. Após protestos contra o decreto, pelo menos três membros da oposição foram supostamente presos e seu paradeiro é atualmente desconhecido. Esse é um exemplo do agravamento das condições de segurança após o encerramento da missão de paz da ONU, MINUSMA, no final de 2023, no país.
Segundo o escritório de direitos humanos da ONU (ACNUDH), as violações e abusos aumentaram em quase 120% entre 2023 e 2024 no Mali. Civis em todo o país continuam enfrentando ataques mortais, incluindo assassinatos, sequestros e violência sexual e de gênero por grupos extremistas como o Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM) e o Estado Islâmico na Província do Sahel. Forças governamentais, como “Corpo Africano” ou “Wagner”, também foram acusadas de abusos graves.
“Cristãos no Mali têm enfrentado perseguição crescente nos últimos anos. Os perigos são particularmente intensos na fronteira com Burkina Faso e Níger, conhecidas como região de Liptako-Gourma, o epicentro da atividade terrorista no Sahel. A violência causou deslocamento em massa e uma crise humanitária. Embora todos sejam afetados, os cristãos são alvos preferenciais dos jihadistas e, como minoria, enfrentam complexidades adicionais. Ao fechar o espaço democrático e restringir ainda mais as liberdades civis, a junta está adicionando uma pressão indesejada a uma situação já volátil”, concluiu Newhouse.
Nas cidades no Norte do Egito, onde os cristãos enfrentam perseguição severa, as mulheres cristãs são obrigadas a cobrir os cabelos e usar o hijab (véu islâmico). Caso não usem, elas correm o risco de ser assediadas nas ruas.
Além disso, um novo perigo está afetando especialmente as jovens líderes cristãs que viajam para vilarejos remotos, em locais de difícil acesso, para ministrar em grupos de meninas e encontros de discipulado.
Em suas jornadas, essas mulheres, frequentemente, encontram grupos de rapazes armados que bloqueiam as estradas. Eles param os ônibus ou tuk-tuks (pequenos veículos de três rodas muito comuns na área rural do Egito), atacam os passageiros e roubam seus pertences.
Mulheres e meninas sofrem assédio verbal e ameaças desses extremistas muçulmanos. Por causa do perigo, muitas jovens líderes sentem medo de voltar para casa depois de suas ministrações. As ruas se tornaram locais de medo e insegurança.
Pressão familiar: servir ou se proteger?
Quando as famílias ficam sabendo sobre os riscos, elas geralmente pressionam essas mulheres a pararem de servir. Isso as coloca em uma posição muito difícil, divididas entre o chamado de Cristo e os riscos a sua segurança.
A ameaça é real e está crescendo. Sequestros estão se tornando cada vez mais comuns nesses vilarejos, aumentando o medo das mulheres. Além de privadas da liberdade, elas são submetidas a casamentos forçados, em uma estratégia de islamização da região. Essas jovens líderes egípcias encaram lutas e desafios constantes para viver sua fé e oferecer apoio a outras cristãs que vivem as mesmas situações.
Um recente levantamento do Instituto Barna, dos Estados Unidos, revelou uma estatística alarmante: 18% dos pastores protestantes afirmaram ter pensado em autolesão ou suicídio no último ano. O dado, que assusta e entristece, evidencia uma epidemia de solidão e esgotamento emocional que se esconde atrás dos púlpitos e que, muitas vezes, passa despercebida pela própria igreja.
“Estamos diante de uma geração de líderes espirituais adoecidos em silêncio”, alerta a Dr. Ilma Lúcia Gomes Cunha, pastora, psicanalista e terapeuta familiar. Segundo ela, a cultura do desempenho e a ideia de que o pastor “precisa estar bem o tempo todo” impedem que esses líderes busquem ajuda. “Eles cuidam de todos, mas não se sentem autorizados a cuidar de si mesmos. Isso é extremamente perigoso”, afirma.
O estudo também apontou que quase metade dos pastores (47%) se sente solitária ou isolada. “Não é fácil a pessoa se confrontar com as suas vulnerabilidades e fragilidades. Até mesmo pela posição que a pessoa ocupa, entra, muitas vezes, em um distanciamento das suas próprias questões emocionais. É mais fácil fazer de conta que nada está acontecendo, passar uma imagem de forte, do que lidar com as fragilidades, observa Ilma Cunha.
Diante desse cenário, surgem iniciativas que buscam romper o silêncio e oferecer acolhimento específico. Uma delas é o aplicativo Touch Peace, uma iniciativa sem fins lucrativos que disponibiliza os “Conselheiros da Paz”, profissionais capacitados para oferecer apoio individual, imediato e sigiloso por videochamada. Mais de 100 mil pessoas no Brasil e em outros países já receberam atendimento.
“Muitas lideranças, inclusive pastorais, utilizam o Touch Peace. São pessoas de todas as esferas eclesiásticas, cristãs. Alguns mantém o anonimato, mas informam que desempenham um alto cargo de liderança, sem falar qual é a denominação”, informa o CEO do Touch Peace, pastor Marciley Neves.
A plataforma oferece recursos terapêuticos, conexão entre líderes, aconselhamento com psicólogos cristãos e espaços de oração. Uma das intenções é ensinar às pessoas que está tudo bem caso haja necessidade de apoio psicológico, afinal, somos humanos.
A Dra. Ilma reforça que apenas a terapia não é suficiente. “A cura da alma pastoral passa pela reconstrução de vínculos, pela formação de redes de apoio seguras, e pelo rompimento da cultura da invulnerabilidade. É urgente que as lideranças das igrejas se tornem parte da solução e não do problema.”
Enquanto maio, mês da conscientização sobre a saúde mental, nos convida à reflexão, a Igreja brasileira precisa fazer um exame profundo. O sucesso ministerial não pode ser medido apenas por números, mas pela integridade da alma de quem lidera afinal, ministério não é espetáculo, é vida e, vida, precisa de cuidado.
Nasce o filho de Yudi Tamashiro (Foto: Reprodução)
O apresentador e cantor Yudi Tamashiro anunciou, nesta segunda-feira (19), o nascimento de seu primeiro filho com a esposa Mila Braga. O bebê, chamado Davi Yudi, nasceu em São Paulo, por parto normal, como era o desejo da mãe. O momento foi compartilhado por Yudi nas redes sociais, acompanhado de uma mensagem carregada de emoção, fé e exaltação à força da mulher.
A chegada do pequeno Davi representa um marco na vida do casal, que está junto há quatro anos. Convertido ao cristianismo, Yudi aproveitou a ocasião para fazer uma reflexão espiritual sobre o nascimento do filho, ressaltando a presença de Deus em cada detalhe do processo.
As informações são do site Fuxico Gospel.
“O amor é o que sustenta. O amor é o que dá força. Eu vi isso com meus próprios olhos. Ali dentro do quarto, vendo minha esposa parindo nosso filho, entendi algo que escola nenhuma me ensinou: o corpo sente dor, mas é o amor que sustenta”, escreveu Yudi em uma das postagens.
“Ela é tudo, menos normal. Ela é guerreira”, disse Yudi sobre Mila.
Durante o relato, Yudi destacou a determinação da esposa, que insistiu no parto normal mesmo diante do cansaço físico e da dor. Segundo ele, Mila se manteve firme durante todo o trabalho de parto, repetindo que conseguiria realizar o nascimento de forma natural.
“A força de uma mãe é algo que só o céu explica. A Mila decidiu que seria parto normal. Mesmo exausta, mesmo com dores… ela repetia: ‘vai ser normal’. E foi. Porque ela é tudo, menos normal — ela é guerreira. Enquanto eu tremia, ela lutava. E quando eu achei que ela ia desistir, ela foi além. Tudo por amor.”
O apresentador também prestou homenagem à equipe médica que acompanhou o nascimento, agradecendo às profissionais que classificou como “anjas em forma de gente”.
“Estudaram anos, se prepararam, e agora são instrumento de milagre todos os dias. Senti a mão de Deus em cada detalhe.”
Yudi, que nos últimos anos se afastou da televisão tradicional e passou a se dedicar à música gospel e à evangelização, encerrou sua mensagem reforçando o propósito que acredita ter recebido de Deus.
“Saí dali lembrando que eu e a Mila também fomos levantados com uma missão: Evangelizar, Amar e Servir. Que a gente nunca perca o propósito. Que a gente nunca se esqueça de fazer por amor, e não só por obrigação. Porque quando o amor é a motivação, a missão vira milagre.”
Yudi Tamashiro ficou nacionalmente conhecido como apresentador do programa “Bom Dia & Cia”, no SBT, ainda na infância. Com o passar dos anos, se reinventou como cantor, dançarino e palestrante. Sua conversão ao evangelho ocorreu após um período turbulento em sua vida pessoal, e desde então ele vem usando sua história como instrumento de fé.
Ao lado de Mila Braga, com quem é casado desde 2021, Yudi vem compartilhando nas redes sociais momentos de devoção, intimidade e agora, a alegria de se tornarem pais.
Aldeões praticantes de religião tribal que agrediram famílias cristãs e as expulsaram de suas casas no centro da Índia por praticarem sua fé ameaçaram matá-las se elas retornassem, disseram fontes.
No distrito de Sukma, estado de Chhattisgarh, famílias cristãs foram agredidas, ameaçadas e expulsas à força de suas casas por causa de sua fé em 24 de abril. Cerca de 45 membros de 10 famílias cristãs fugiram da aldeia de Durandarbha, em Konta tehsil, e se espalharam para colinas e florestas próximas. Eles passaram a noite ao ar livre antes de se refugiarem em uma igreja em Chintalnar, a 17 quilômetros de distância.
Em 28 de abril, os cristãos enviaram duas mulheres a Durandarbha para avaliar a atitude dos moradores. Elas retornaram aterrorizadas, relatando que os moradores ameaçaram matá-las se retornassem ainda seguindo a Cristo.
“Deixem Jesus Cristo e só então entrem na aldeia”, foi-lhes dito, de acordo com Hirma Markam, que estava ajudando a cuidar das famílias cristãs em Chintalnar.
Em 29 de abril, eles receberam a notícia de que a casa de um dos fugitivos, Mediyam Lakhma, havia sido destruída por um incêndio. Os autores permanecem desconhecidos, mas “parece óbvio que os moradores foram os responsáveis”, disse Markam.
Santosh Markam, outro ajudante, acrescentou: “As famílias tiveram que fugir para as colinas e algumas para a floresta com mulheres, crianças e idosos para escapar da fúria dos moradores e não retornaram para suas casas desde então”.
Uma das famílias atacadas, incluindo três crianças, permaneceu na aldeia, disse Kunjam Bechem, um dos cristãos expulsos.
“O cristão e um de seus filhos [menores] foram severamente agredidos, e a família está em prisão domiciliar desde então pelos moradores”, disse Bechem ao Morning Star News.
Convocado e emboscado
Os moradores convocaram 11 famílias para uma reunião em 24 de abril. Quando os cristãos se reuniram conforme as instruções, cerca de 60 moradores armados com grossos pedaços de madeira os cercaram e começaram a desafiar sua fé.
Eles exigiram duramente que os cristãos renunciassem a Cristo, mas as famílias permaneceram firmes, fornecendo explicações para sua crença.
“Estávamos morrendo em nossa doença, e vocês não se importavam com a nossa forma de viver”, disse uma mulher cristã aos moradores, segundo Bechem. “Agora que Jesus nos curou e estamos vivendo uma vida saudável, nossa saúde e nossa vida pacífica os incomodam, e vocês questionam nossa fé.”
O confronto verbal rapidamente evoluiu para violência física, com os moradores atacando indiscriminadamente.
“Eles não demonstraram misericórdia com mulheres idosas e crianças”, disse Hirma Markam. “O ataque foi implacável.”
Os moradores invadiram as casas dos cristãos, em busca de Bíblias e documentos governamentais importantes que comprovassem suas identidades, e posteriormente os queimaram.
“Alguns homens entraram em nossas casas e apreenderam nossas Bíblias, cartazes com versículos bíblicos, nossos documentos bancários, nossos cartões de racionamento [que dão acesso às rações alimentares mensais do governo], meu cartão Aadhaar [um documento de identificação biométrica], juntaram tudo e queimaram”, disse Padaam Hidma, que sustenta cinco dependentes.
Os cristãos foram espancados tão severamente que fugiram em direção às colinas e florestas, perseguidos pelos agressores.
“Todos nos dispersamos — alguns se abrigaram nas colinas e outros na floresta”, disse Bechem. “Só na manhã seguinte nos encontramos na aldeia de Chimli, a cerca de cinco quilômetros de Durandarbha, e seguimos em direção à nossa igreja em Chintalnar, a quinze quilômetros de Chimli, e nos reunimos.”
Em 25 de abril, os cristãos se dirigiram à delegacia de polícia de Jagargunda, a 13 quilômetros de Chintalnar, na floresta, para relatar o ataque. A polícia escoltou os cristãos a um hospital público para exames médicos em 26 de abril.
Três menores, nove mulheres e seis homens sofreram agressões brutais, de acordo com Bechem.
Os cristãos não receberam uma cópia da queixa, nem foram informados se acusações formais foram feitas contra seus agressores.
“A polícia nos aconselhou a não retornar à aldeia imediatamente, mas a deixar a questão se resolver”, disse Bechem.
A polícia convocou os agressores à delegacia e emitiu advertências verbais, disse Bechem. Os cristãos foram posteriormente informados de que os moradores haviam sido avisados de que a reincidência resultaria em severas consequências legais.
Os cristãos também registraram uma queixa no cartório, mas “a polícia ainda não fez nada e nenhuma prisão foi feita”, disse Santosh Markam.
Os 45 membros dessas 10 famílias continuam refugiados na igreja improvisada.
Quando o Morning Star News contatou Hirma Markam em 8 de maio para perguntar sobre as condições dos cristãos, ele mencionou que choveu duas vezes e que o telhado da igreja, feito de feno e toras de madeira, estava vazando.
“Tem sido muito difícil para os cristãos permanecerem secos e seguros em dias chuvosos a noite toda”, disse ele.
Violência anterior
Bechem e sua esposa Kamla, que agora têm um bebê de 5 meses, praticam o cristianismo há três anos.
“Os moradores nunca tiveram problemas com a nossa fé antes”, disse Bechem, dono de terras agrícolas na aldeia, “mas de repente eles chegaram ao extremo de nos agredir até a morte”, acrescentou.
Alguns membros da comunidade praticam o cristianismo há cinco anos, outros, como Bechem, há três anos e alguns há dois anos.
Bhima Sodi, líder cristão na região de Sukma, revelou que o incidente de Durandarbha não foi um caso isolado de expulsão. Em 12 de abril, sete famílias tribais cristãs, totalizando 36 pessoas, foram expulsas da aldeia de Karigundam, sob jurisdição da Delegacia de Polícia de Kistaram, em Sukma, a 34 quilômetros de Durandarbha.
Durante uma reunião do conselho da aldeia, da qual participaram cerca de 2.000 moradores de oito aldeias, 15 famílias cristãs de Karigundam foram pressionadas a abandonar sua fé.
Sete famílias cederam à pressão “por medo de perder suas casas, rebanhos e trabalho”, enquanto oito famílias permaneceram resolutas, recusando-se a renunciar à sua fé, de acordo com Sodi.
Após a recusa, uma decisão unânime foi tomada, resultando na expulsão dessas oito famílias da aldeia.
O superintendente adjunto da polícia e a Força Policial de Reserva Central da Índia (CRPF) visitaram a vila em 14 de abril, depois que a cobertura da mídia social chamou a atenção das autoridades para o incidente.
Relatos indicam que eles confrontaram os líderes do conselho da aldeia sobre a resolução ilegal e alertaram sobre as consequências legais de futuras ações semelhantes. Eles também garantiram que os cristãos recuperassem seus pertences.
Tanto Karigundam quanto Durandarbha estão localizadas no distrito de Sukma, que tem uma densidade populacional extremamente baixa, de 45 pessoas por quilômetro quadrado. As florestas cobrem 65% da área do distrito e quase 85% da população é tribal, com a menor taxa de alfabetização da Índia, de 29%.
A organização de apoio cristão Portas Abertas classificou a Índia em 11º lugar em sua Lista Mundial da Perseguição de 2025, que reúne os países onde os cristãos enfrentam a perseguição mais severa. A Índia ocupava a 31ª posição em 2013, mas tem caído constantemente no ranking desde que Narendra Modi assumiu o poder como primeiro-ministro.
Defensores dos direitos religiosos apontam para o tom hostil do governo da Aliança Democrática Nacional, liderado pelo Partido Nacionalista Hindu Bharatiya Janata, que eles dizem ter encorajado extremistas hindus na Índia desde que Modi assumiu o poder em maio de 2014.
Folha Gospel com artigo publicado originalmente no Morning Star News