Arqueólogos europeus identificaram parte de um antigo cemitério com esqueletos humanos de cerca de mil anos, na vila de Borkowo, ao norte da Polônia. Os túmulos, datados do século 11, situam-se próximos às ruínas de um antigo assentamento fortificado da Idade Média.
A descoberta, publicada em junho na revista Antiquity, ocorreu por acaso durante escavações realizadas antes da instalação de um gasoduto. Segundo os especialistas, os corpos estavam dispostos em sepulturas individuais, de maneira semelhante à organização de cemitérios modernos.
De acordo com a pesquisadora Justyna Marchewka-Długońska, da Universidade Cardeal Stefan Wyszyński, os esqueletos pertencem provavelmente aos primeiros cristãos da Polônia, período em que o país vivia a transição do paganismo para o cristianismo. “Essas pessoas representam os primeiros cristãos dessas terras”, afirmou em entrevista à Live Science.
Os arqueólogos observaram que muitos dos enterrados ainda foram sepultados com objetos pessoais, prática típica dos rituais pagãos. Entre os achados estavam pontas de flechas, um machado de batalha, facas, anéis, um balde de madeira e contas de cornalina — uma pedra semipreciosa de cor avermelhada.
Esses elementos revelam uma fusão de tradições religiosas, refletindo o momento de transformação cultural vivido pela região. “Não se tratam de enterros totalmente cristãos nem pagãos, mas de uma tradição mista e em transição”, explicou Sławomir Wadyl, da Universidade de Varsóvia, à Fox News. “Essas pessoas viviam em um tempo de mudanças profundas — da fé pagã para a cristã, das estruturas tribais para os primeiros estados, das antigas tradições para novas identidades.”
Os esqueletos agora serão submetidos a análises arqueológicas e de DNA, o que poderá ajudar os pesquisadores a compreender melhor quem eram essas pessoas e como vivenciaram a transição religiosa. Em um dos corpos, os cientistas já identificaram sinais de fraturas cicatrizadas nas costelas, indicando que o indivíduo pode ter sofrido algum trauma físico durante a vida.
Fonte: Comunhão com informações de Fox News e Live Science
População em Niamey, capital do Níger (Foto: Wikipedia)
Um missionário americano foi sequestrado em Niamey, capital do Níger, segundo informações de fontes de segurança e veículos da mídia local.
Segundo uma fonte de segurança com conhecimento direto do caso, mas que não está autorizada a falar publicamente, o homem – cuja identidade não foi revelada – foi sequestrado entre a noite de terça e a madrugada de quarta-feira por três indivíduos armados que estavam em um Toyota Corolla.
De acordo com a Times Now News, o missionário americano sequestrado é Kevin Rideout, um piloto de 50 anos, que provavelmente foi levado para fora da cidade.
Uma fonte diplomática disse à AFP que Rideout “já estava a caminho da fronteira com o Mali” poucas horas após o sequestro.
A assessora especial da Casa Branca para assuntos religiosos, Paula White-Cain, também divulgou o nome de Rideout como sendo o missionário sequestrado.
Até o momento, nenhum grupo armado reivindicou a autoria do sequestro.
Facções jihadistas
O Níger enfrenta há anos uma série de ataques perpetrados por milícias, incluindo facções jihadistas associadas à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico.
Segundo a fonte de segurança, as autoridades do Níger suspeitam que os responsáveis pelo sequestro tenham vínculos com o Estado Islâmico, embora a investigação ainda esteja em andamento.
De acordo com a imprensa local, o americano sequestrado atuava como piloto na agência missionária evangélica Serving in Mission.
Governo dos EUA
Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA declarou que está ciente dos relatos sobre o sequestro de um cidadão americano em Niamey, Níger. Desde que a situação foi comunicada, funcionários da Embaixada têm colaborado com as autoridades locais.
“É uma prioridade máxima do governo Trump zelar pela segurança de todos os americanos, e estamos vendo esforços de todo o governo dos EUA para apoiar a recuperação e o retorno seguro deste cidadão americano.”
Na quarta-feira, a Embaixada americana em Niamey divulgou um alerta de segurança, informando que cidadãos americanos permanecem sob alto risco de sequestro em todo o território do Níger, inclusive na capital.
Regime militar
Desde 2023, o Níger é governado por uma junta militar que tomou o poder após destituir o presidente eleito democraticamente, Mohamed Bazoum. O novo regime rompeu relações com parceiros ocidentais, incluindo os EUA – que mantinham tropas no país – e estabeleceu uma nova aliança diplomática e de segurança com a Rússia.
“A segurança piorou no Níger nos últimos meses”, disse Ulf Laessing, chefe do programa Sahel da Fundação Konrad Adenauer. Como resultado, os jihadistas “estão reativando um negócio de sequestro” que começou com turistas e agora tem como alvo trabalhadores humanitários.
“O sequestro é um negócio multimilionário” para os jihadistas, acrescentou.
“Isso também significa que doadores e grupos humanitários ocidentais retirarão funcionários e suspenderão as operações no Sahel, o que levará a mais pobreza, facilitando o recrutamento de jihadistas.”
Fonte: Guia-me com informações de Times Now News e AP
Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
“Não tem como enfrentar a gravidez na adolescência no Brasil se a gente não conseguir entrar nas igrejas (…), sem promover um profundo diálogo com as lideranças religiosas”. A fala do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, dita na última terça-feira (21), durante um evento promovido pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em Brasília, revela uma aposta do governo federal: contar com a religião para ajudar a resolver os problemas do Estado.
Contudo, independentemente das questões polêmicas e ideológicas que envolvem o tema, uma realidade não dá para negar: A cada 20 segundos, uma adolescente se torna mãe na América Latina e no Caribe — cerca de 1,6 milhão de nascimentos por ano, segundo dados da UNFPA. No Brasil, 12% dos nascidos vivos têm mães adolescentes. E para resolver esse drama, apenas o setor público não tem sido suficiente.
“Não tem como enfrentar a gravidez na adolescência no Brasil se a gente não conseguir entrar nas igrejas que estão nos nossos territórios, sobretudo aquelas que tentam esconder o protagonismo, o papel e a importância das mulheres. Os principais espaços de convivência e, talvez, de acolhimento das comunidades onde estão as populações mais vulneráveis são os espaços das igrejas, nas mais variadas denominações e matrizes religiosas”, ressaltou Padilha.
Para a psicóloga especialista em neuroaprendizagem, Martha Zouain, a igreja tem o poder de abrir caminhos de diálogo com sabedoria, compaixão e sem julgamentos. “Quando o ministro diz que a igreja precisa participar desse debate, ele toca em um ponto profundo: a fé não é apenas um refúgio espiritual – é também um espaço de formação para a vida. Falar sobre sexualidade à luz do amor cristão é ensinar que o corpo é o templo, que o respeito começa em si mesmo e que o amor verdadeiro não machuca, não pressiona, não aprisiona”, ressalta.
Na opinião da psicóloga, a igreja pode ajudar de diversas formas. “Penso que as comunidades de fé devem estar abertas para: promover encontros e rodas de conversa com jovens, guiados por valores humanos e espirituais; oferecer apoio emocional e espiritual às meninas que enfrentam uma gravidez precoce; acolher, e nunca condenar, porque Jesus nunca apontou o dedo — Ele estendia a mão”, diz.
Família deve ajudar na prevenção e no apoio
Por outro lado, Zouain enfatiza que nenhuma tecnologia, escola ou igreja substitui o vínculo entre pais e filhos. “A prevenção começa quando a conversa é aberta, quando o tema deixa de ser proibido e passa a ser um espaço de confiança. Falar sobre o corpo, o desejo, os limites e os sonhos é uma forma de amar”, afirma.
Segundo a profissional, quando a gravidez na adolescência acontece, o julgamento deve dar lugar ao cuidado. “Essa adolescente precisa de apoio, não de culpa. Ela precisa de um olhar que acolha e um braço que sustente, para que entenda que a vida que carrega é dom, mas que também precisa de direção, estrutura e amparo. A família é o primeiro e mais forte alicerce para que ela possa se reconstruir e seguir com dignidade e esperança”, justifica.
A psicóloga lembra ainda que a prevenção é fundamental para se evitar uma gravidez precoce. “A conversa mais importante no ambiente familiar é sobre prevenção. Lembrando que prevenir não é apenas ensinar sobre métodos – é ensinar sobre valores, propósito e amor-próprio. Quando falamos de gravidez na adolescência, estamos falando de ausência de afeto, de diálogo e de educação emocional”, explica Zouain.
Na sua opinião, por trás de muitas dessas gestações precoces, o que se observa é que há solidão, desinformação, carência e busca por pertencimento. “Há meninas que confundem afeto com atenção, e meninos que ainda não entenderam o significado de cuidar. E o silêncio dos adultos, por medo de abordar o tema, acaba gritando mais alto que qualquer palavra. E, ao final disso tudo, filhos que fazem escolhas equivocadas que vão impactar o resto de suas vidas”, conclui.
Como a igreja pode ajudar a combater a gravidez na adolescência
Falar abertamente sobre o tema
– Muitas vezes, o silêncio da igreja sobre sexualidade deixa espaço para que adolescentes busquem respostas em fontes equivocadas.
– Promova rodas de conversa com líderes preparados (pastores, psicólogos cristãos, médicos cristãos) para tratar de forma natural, bíblica e respeitosa temas como corpo, namoro, limites e propósito.
– Mostre que Deus criou a sexualidade como algo bom, mas que deve ser vivida no tempo certo, que é dentro do casamento.
Educação afetiva e sexual com base em valores cristãos
– Crie programas de discipulado ou grupos de adolescentes que abordem questões emocionais e espirituais, ensinando sobre autocontrole, propósito e responsabilidade.
– Ofereça oficinas sobre autoestima e identidade em Cristo — muitos casos de gravidez precoce estão ligados à busca por afeto e aceitação.
– Ensine sobre consequências reais (emocionais, sociais e espirituais) de uma gravidez não planejada, sem condenação, mas com clareza.
Acolher, não julgar
– Quando uma adolescente engravida, a postura da igreja deve ser de amor e restauração, não de exclusão.
– Crie grupos de apoio para jovens mães, com acompanhamento espiritual, psicológico e, se possível, material (fraldas, enxovais, cursos de capacitação).
– Dê visibilidade a testemunhos de superação e perdão, mostrando que há recomeço em Cristo.
Parcerias com escolas e comunidades
– Promova palestras e eventos em parceria com escolas locais e conselhos tutelares, mostrando que a fé pode contribuir para políticas de prevenção.
– Convide profissionais cristãos da área da saúde para falar com clareza sobre corpo e prevenção, sob uma perspectiva de cuidado e responsabilidade.
Fortalecer famílias e pais
– A igreja pode ajudar pais a dialogarem mais abertamente com os filhos sobre relacionamentos e escolhas.
– Realize encontros de pais e filhos, para incentivar vínculos e comunicação saudável.
– Ofereça cursos ou palestras sobre educação de filhos na era digital, ensinando os riscos da internet e das influências externas.
Incentivar propósito e sonhos
– Jovens que têm visão de futuro e propósito tendem a adiar a maternidade/paternidade precoce.
– A igreja pode ajudar adolescentes a descobrir seus dons, talentos e vocação, criando oportunidades de servir, estudar e se envolver em projetos sociais e missionários.
O Reverendíssimo Stephen D. Wood, arcebispo da Igreja Anglicana na América do Norte, pregando um sermão na Igreja Anglicana de Christchurch, em Montgomery, Alabama, no domingo, 18 de maio de 2025. | YouTube/Christchurch Montgomery
O arcebispo Stephen Wood, líder da Igreja Anglicana na América do Norte, foi formalmente acusado de envolvimento em má conduta sexual e abuso de poder, de acordo com uma queixa recentemente apresentada.
Mike Hughes, guardião sênior da Igreja Anglicana de St. Andrew em Mt. Pleasant, Carolina do Sul, onde Wood era anteriormente reitor, emitiu uma carta oficial afirmando que uma queixa havia sido apresentada à ACNA (Igreja Anglicana na América do Norte) sobre as alegações contra Wood. Hughes enfatizou que “os guardiões, a sacristia e os funcionários de St. Andrew não podem comentar sobre essas alegações”.
Uma mulher acusou Wood de tocar a parte de trás de sua cabeça e tentar beijá-la em seu escritório em abril do ano passado, informou o The Washington Post na quinta-feira.
O suposto incidente ocorreu antes de Wood ser eleito arcebispo da ACNA, quando era reitor da St. Andrew’s e também bispo da Diocese Anglicana das Carolinas. A mulher alegou que Wood lhe deu milhares de dólares em pagamentos inesperados dos fundos da igreja antes de supostamente ter feito avanços sobre ela.
O Washington Post identificou a acusadora como Claire Buxton, de 42 anos, mãe divorciada de três filhos que anteriormente atuava como diretora do ministério infantil na Igreja St. Andrew’s.
“Fiquei em choque”, disse Buxton ao veículo de comunicação sobre o suposto comportamento de Wood. “É simplesmente bizarro para mim o quanto nós — a Igreja Anglicana na América do Norte e sua liderança — nos afastamos da moral e dos princípios básicos.”
Quatro presbíteros da ACNA e sete leigos apresentaram uma queixa formal conhecida como “presentment” na segunda-feira em resposta às alegações, o que pode levar a um julgamento eclesiástico.
Em uma breve declaração citada pela Anglican Ink, Wood negou as alegações, dizendo que “não acredito que essas queixas tenham mérito”.
“Confio no processo descrito em nossos cânones para trazer clareza e verdade a essas questões”, disse ele.
Assim que a denúncia for validada, o bispo Ray Sutton, decano do Colégio de Bispos da ACNA, convocará uma comissão de inquérito para determinar se ela justifica medidas adicionais, informou a Anglican Ink.
“Recomendo todos os envolvidos — os reclamantes; Steve, Jacqui e sua família; nossa equipe e a sacristia — às suas orações. Este é um processo doloroso e muito pessoal para todos os envolvidos”, escreveu Hughes em sua carta.
As acusações contra Wood surgem no momento em que a ACNA concluiu o julgamento do bispo Stewart Ruch III, da Diocese do Alto Meio-Oeste, que enfrentou acusações de ter lidado indevidamente com casos de abuso.
A decisão no caso Ruch é esperada para meados de dezembro.
A ACNA, fundada em 2009 por ex-membros preocupados com a orientação doutrinária da Igreja Episcopal nos Estados Unidos e da Igreja Anglicana do Canadá, tem mais de 1.000 igrejas membros e mais de 130.000 membros.
Folha Gospel com informações de The Christian Post
O pastor Albert Oliveira (à direita) conduz um culto de batismo em 23 de julho de 2025, na Primeira Igreja Batista (FBC) Gordon. | Cortesia da FBC Gordon
Para o pastor Albert Oliveira, a imigração não é apenas uma questão de legalidade ou ilegalidade; é uma questão de consciência.
É por isso que o brasileiro diz que ele e sua família estão prontos para deixar para trás a Primeira Igreja Batista Gordon, localizada a cerca de 110 km a oeste de Fort Worth, para fazer a coisa certa, já que seu visto R-1, uma permissão temporária para trabalhadores religiosos, está prestes a expirar.
“Se a lei, da forma como está atualmente, não oferece justiça àqueles que fizeram o que ela exige, cabe à consciência dos que estão no poder fazer o que é certo”, disse Oliveira ao The Christian Post na segunda-feira. “Minha família e eu decidimos que, embora Deus esteja no controle e Sua vontade seja perfeita e continue a ser cumprida através de nossas vidas, confiamos que Ele usará nossas vidas para tocar o coração dos que estão no poder para fazer a diferença nesta questão.”
É um final amargo para Oliveira, que chegou aos EUA em 2011 com um visto de estudante para estudar missões interculturais e psicologia antes de obter um mestrado em missiologia pelo Southwestern Baptist Theological Seminary (SWBTS).
Antes de vir para os EUA com um visto de estudante F-1, Oliveira era intérprete linguístico para missionários no Brasil. Foi durante seu tempo como intérprete que uma das famílias com quem trabalhava lhe disse que queria ajudá-lo a vir para os EUA para fazer faculdade.
Enquanto estava na SWBTS, Oliveira começou a trabalhar na FBC Gordon como ministro estudantil, função na qual ajudou a pastorear a igreja durante os lockdowns da COVID-19 em 2020. Pouco depois disso, ele foi nomeado pastor da igreja.
“Deus tem sido muito generoso em me permitir fazer parte dos batismos que acontecem todos os meses, das pessoas que se convertem a Cristo. Nossa igreja agora tem parcerias ministeriais em Honduras, Brasil e Nova York”, disse ele. “… Muitas pessoas se converteram a Cristo, foram batizadas e floresceram em seu relacionamento com Cristo por causa do ministério que Deus estabeleceu por meio desta igreja.”
Oliveira disse que, mesmo com os desafios de fazer uma igreja crescer em uma cidade de 500 pessoas, onde em determinado momento a FBC Gordon considerou fechar suas portas devido ao baixo número de frequentadores, Deus ainda está trabalhando em seu ministério. “Agora nossa igreja está tendo que estudar a possibilidade de expandir o santuário devido ao crescimento”, acrescentou. “O ministério aqui tem sido definitivamente uma aventura alegre.”
No próximo mês, essa aventura chegará ao fim, pelo menos por enquanto, quando Oliveira e sua família se auto-deportarão em 9 de novembro “pela simples razão de que chegamos aqui dentro da lei, ficamos aqui dentro da lei e partiremos dentro da lei”.
Em setembro, o governo Trump informou que pelo menos 2 milhões de imigrantes ilegais foram removidos ou se auto-deportaram desde a posse do presidente Donald Trump. De acordo com dados do Departamento de Segurança Interna, aproximadamente 1,6 milhão de imigrantes ilegais se auto-deportaram voluntariamente, enquanto as autoridades de imigração removeram outras 400.000 pessoas que estavam no país ilegalmente.
Embora seu filho nascido nos Estados Unidos tenha cidadania americana, o visto R-1 de Oliveira, válido por cinco anos, e o visto R-2 de sua esposa estão prestes a expirar em novembro. Oliveira solicitou um visto EB-4, um caminho para obter o green card, mas um aumento no número de solicitações sobrecarregou o sistema.
Diante das poucas chances de aprovação antes do vencimento do visto, Oliveira optou por partir para evitar a situação de indocumentado.
Ele espera que a família passe os primeiros seis meses no Brasil e o tempo restante na Alemanha, enquanto Oliveira pastoreia a FBC Gordon remotamente, “pregando via livestream, participando de reuniões por videochamadas e, de outra forma, ‘fazendo parte da vida desta igreja tanto quanto possível até que possamos retornar, se Deus quiser’”.
Apesar de seu desfecho dramático, a história de Oliveira está longe de ser excepcional.
De acordo com este relatório da World Relief intitulado “One Part of the Body: The Potential Impact of Deportations on American Christian Families” (Uma parte do corpo: o impacto potencial das deportações nas famílias cristãs americanas), publicado em abril, quatro em cada cinco “imigrantes em risco de deportação” são cristãos, uma vez que o presidente reiterou a promessa de levar a cabo “a maior deportação da história dos Estados Unidos”.
Folha Gospel com informações de The Christian Post
Parte da devastação causada pelos recentes ataques na aldeia de Napala. (Foto: Portas Abertas)
Uma onda de ataques contra cristãos no norte de Moçambique, em Cabo Delgado, reacende preocupações internacionais sobre a violência de grupos extremistas na região.
De acordo com a organização Portas Abertas do Reino Unido e Irlanda, ao menos 20 cristãos foram mortos em um único ataque, e cerca de 1.300 casas, além de duas igrejas, foram destruídas.
A ofensiva ocorreu no início deste mês na vila de Napala, localizada no distrito de Chiúre.
Relatos locais atribuem os ataques ao grupo Ahlu Sunnah wa Jama’ah, frequentemente chamado de “al-Shabaab” na região de Cabo Delgado.
Com a retirada das forças de defesa e segurança do Estado moçambicano, a região ficou mais vulnerável, o que facilitou a destruição em larga escala.
Segundo um pastor local ouvido pela Portas Abertas: “Tudo piorou quando as FDS (Forças de Defesa e Segurança) tentaram intervir sem sucesso. Quando fugiram, deixaram tudo pior para aquelas pessoas.”
E continuou: “Lamentamos a morte de quatro irmãs idosas que foram amarradas e queimadas dentro de uma casa pelos insurgentes.”
Comunidade cristã é alvo
O relatório destaca que os ataques não foram incidentes aleatórios, mas que a comunidade cristã foi claramente alvo.
Em um boletim informativo de uma facção do Estado Islâmico (ISIS) circulado na África, há uma mensagem dirigida aos cristãos com três opções: converter-se ao Islã, pagar a jizya (imposto aplicado a não muçulmanos) ou enfrentar “morte e expulsão”.
O texto elogia o que chama de “jihad” contra cristãos em Moçambique e na região oriental da República Democrática do Congo.
Impactos e silêncio
As consequências humanitárias da ofensiva são sérias: cerca de 2.000 crentes foram deslocados, além da destruição de casas e igrejas.
Uma fonte da igreja em Moçambique descreve “medo, intimidação e exaustão emocional” entre líderes e fiéis.
Ela critica ainda o que considera uma resposta fraca ou insuficiente por parte do governo moçambicano, que impõe ainda restrições severas à divulgação de informação nas zonas de conflito, como por exemplo, proibição de fotografias.
Desde 2017, a província de Cabo Delgado tem sido palco de um conflito marcado por interesses econômicos, como gás natural e recursos minerais, insurgência armada e extremismo religioso.
A retirada ou a presença instável das forças governamentais tem criado vácuos de poder, facilitando a ocorrência de ataques como o mencionado.
Especialistas observam que a crescente ligação ideológica entre grupos locais e movimentos internacionais como o ISIS intensifica o risco – tanto para a população cristã quanto para comunidades muçulmanas que não aderem às ideologias mais radicais.
Fonte: Guia-me com informações de Portas Abertas UK
Mulher cristã adorando a Deus em um culto (Foto: Reprodução/Evangelical Alliance)
Enquanto lutam contra uma profunda desconexão de seus pais e adultos mais velhos em geral, quase 40% das mulheres jovens adultas da Geração Z — aquelas nascidas entre 1999 e 2015 — agora se identificam como não religiosas, de acordo com novos dados divulgados pela Barna Research.
Dados de 2.000 adultos e adolescentes entre 13 e 24 anos mostram que 38% das mulheres da Geração Z (de 18 a 24 anos) se identificam atualmente como ateias, agnósticas ou dizem não ter fé alguma. Esse número é maior do que os 32% dos homens na mesma faixa etária que disseram não ter religião.
Os dados foram coletados no verão de 2023 dos EUA e compartilhados em um relatório publicado na semana passada. A margem de erro para esses dados é de 2,1 pontos percentuais.
Embora a pesquisa recente de Barna tenha mostrado uma abertura promissora entre a Geração Z para explorar a espiritualidade e a fé, inclusive em Jesus, descobriu-se que as mulheres são as mais propensas a se afastar da igreja, da oração e da crença entre jovens adultos e adolescentes.
Mulheres jovens adultas da Geração Z relataram as menores taxas de leitura da Bíblia, frequência à igreja e oração entre seus pares, segundo o relatório.
Em geral, cerca de 73% dos entrevistados da Geração Z relatam acreditar em Deus ou em um poder superior, e 47% afirmam acreditar que Jesus é o único caminho para Deus. Entre as mulheres jovens adultas da Geração Z, o número de pessoas que afirmam acreditar cai significativamente.
Apenas 58% das mulheres de 18 a 24 anos relatam ter orado na última semana. Esse número é muito menor do que os 63% das adolescentes mais jovens e os mais de 70% dos adolescentes que disseram ter orado. Apenas 31% das mulheres jovens adultas relataram ter lido a Bíblia no mesmo período, em comparação com 41% em todos os outros grupos da Geração Z. Apenas 30% delas também relataram ter frequentado a igreja nos últimos sete dias. Foi o menor índice entre todos os grupos demográficos da pesquisa.
Esse nível de distanciamento espiritual ocorre quando outras descobertas dos pesquisadores do Barna mostram que as mulheres da Geração Z estão lutando contra o que consideram uma falta de apoio dos adultos em suas vidas, incluindo seus pais.
Apenas 23% das mulheres jovens adultas da Geração Z se sentem apoiadas pelos pais, em comparação com 47% das adolescentes mais jovens que sentem esse apoio. Apenas 36% da coorte também relatou sentir apoio da mãe, em comparação com 74% das adolescentes mais jovens que se sentem assim. Em geral, apenas 32% das mulheres jovens adultas acreditam que seus pais as compreendem. Apenas 33% disseram que se sentem valorizadas por adultos mais velhos.
De acordo com o relatório, 40% das mulheres da Geração Z concordam que “as pessoas mais velhas parecem não entender a pressão que minha geração sofre”.
“Se quisermos ver mudanças nas trajetórias espirituais das mulheres da Geração Z, os relacionamentos são o ponto de partida”, disse Daniel Copeland, vice-presidente de pesquisa da Barna. “A fé é uma habilidade que precisa ser modelada primeiro, e relacionamentos fortes e de apoio podem preencher a lacuna entre a dúvida e a crença.”
Outros estudos do Barna mostraram que, desde a pandemia de COVID-19, os homens estão começando a superar as mulheres em outros indicadores espirituais importantes, como a frequência à igreja. Como parte de sua iniciativa contínua “Estado da Igreja”, o Barna relatou no início deste mês que 43% dos homens relataram frequentar a igreja semanalmente, em comparação com 36% das mulheres.
A diferença na frequência à igreja entre homens e mulheres é a maior já registrada pela Barna desde que eles começaram a monitorar a tendência décadas atrás, marcando uma reversão de tendências de décadas em que as mulheres ultrapassavam os homens na frequência à igreja por uma ampla margem.
Folha Gospel com informações de The Christian Post
Grace Jin Drexel, filha do pastor chinês preso e fundador da Igreja de Sião, Ezra Jin Mingri (Captura de tela/YouTube/Fox News)
A filha de um importante pastor chinês, que recentemente foi envolvido na repressão do Partido Comunista Chinês (PCC) contra a igreja clandestina, pediu aos cristãos que não se esqueçam de seus irmãos e irmãs perseguidos na China.
“Sabemos que fazemos parte de uma comunidade cristã global e, por isso, pedimos orações e pedimos para que não se esqueçam de nós e dos cristãos na China”, disse Grace Jin Drexel durante uma entrevista que foi ao ar no “Fox News Sunday”.
Ela disse que seu pai está detido em um centro de detenção na cidade, e uma cópia do aviso de detenção de Jin obtida pela BBC observa que ele está detido na prisão número dois de Beihai sob suspeita de “uso ilegal de redes de informação”.
“Mas isso é apenas uma acusação muito política que eles usariam para perseguição”, disse Drexel, que trabalha como funcionário do Senado dos EUA em Washington, DC.
O pai de Drexel, que protestou durante as manifestações da Praça da Paz Celestial em 1989, ajudou a fundar a Igreja de Sião, uma congregação evangélica não denominacional que surgiu em 2007 e cresceu até se tornar uma das maiores igrejas domésticas não registradas da China.
A igreja foi oficialmente fechada pelas autoridades em 2018, mas continuou a crescer em várias cidades chinesas, com muitas participações online.
Cerca de 10.000 pessoas participam de cultos no Zoom, YouTube e WeChat, entre outras plataformas, de acordo com o The Wall Street Journal .
Na mesma época da prisão de Jin no início deste mês, aproximadamente 30 outros líderes e membros da Igreja de Sião foram presos ou dados como desaparecidos em várias cidades, incluindo Pequim, Xangai e Shenzhen, de acordo com o The New York Times .
O genro de Jin e marido de Grace, Bill Drexel, que é membro do Instituto Hudson, disse à Fox News que a repressão contra os membros da Igreja de Sião parece ser “a mais extensa repressão individual contra qualquer igreja na China nos últimos 40 anos”.
“Então, o que estamos vendo é uma escalada séria em diversas cidades; é algo nacional, e isso parece ser só o começo”, acrescentou.
Bill Drexel, cujo trabalho se concentra na competição de inteligência artificial com a China, continuou observando que o PCC potencialmente prevê um período geopolítico difícil pela frente, o que, segundo ele, pode estar levando-os a reprimir sua população.
“Eles tendem a querer, de certa forma, proteger a sociedade”, disse ele sobre quando as autoridades chinesas percebem problemas no horizonte. “Eles querem apertar os cintos para ter controle absoluto, caso tenham medo de que haja agitação pública.”
Embora Grace Jin Drexel tenha dito que continua esperançosa pela libertação milagrosa de seu pai, ela reconheceu que ele e os outros provavelmente enfrentarão uma difícil batalha legal pela frente.
“Eu, definitivamente, como cristã, também acredito em milagres, e estamos pedindo a libertação total, incondicional e imediata da minha família, bem como das outras 21 pessoas detidas”, disse ela.
“Infelizmente, olhando para outros casos na China, de outros cristãos perseguidos, seria realmente um milagre se eles pudessem ser libertados de forma tão rápida e incondicional”, continuou ela. “Então, estamos nos preparando para uma potencial batalha judicial mais longa e coisas do tipo, mas é o que parece […] que vai acontecer.”
O caso de Jin e dos detidos atraíram a atenção dos Estados Unidos e do governo Trump, com o Secretário de Estado Marco Rubio emitindo uma declaração em 12 de outubro condenando as prisões de Jin e outros, exigindo sua libertação e pedindo às autoridades chinesas que permitissem que todas as pessoas de fé, incluindo aquelas em igrejas domésticas, adorassem livremente.
“Essa repressão demonstra ainda mais como o PCC exerce hostilidade contra cristãos que rejeitam a interferência do Partido em sua fé e optam por adorar em igrejas domésticas não registradas”, disse Rubio.
“Pedimos ao PCC que liberte imediatamente os líderes religiosos detidos e permita que todas as pessoas de fé, incluindo membros de igrejas domésticas, participem de atividades religiosas sem medo de retaliação.”
O ministro das Relações Exteriores da China, Lin Jian, reagiu à condenação dos EUA, alegando que não sabia das prisões e se opondo à “interferência do lado americano nos assuntos internos da China sob o pretexto das chamadas questões religiosas”, de acordo com a NPR.
Folha Gospel comminformações de The Christian Post
A nova lancha, que tem capacidade para 16 pessoas, passa a integrar a frota da SBB voltada ao atendimento de comunidades ribeirinhas em áreas remotas da Amazônia - Foto: Divulgação/SBB
A Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) acaba de lançar, oficialmente, no início de outubro, a embarcação Luz na Amazônia IV, durante uma cerimônia realizada no porto da instituição, em Belém (PA). O evento, que contou com a presença de parceiros, representantes de igrejas e apoiadores do projeto, marcou o início de uma nova fase da missão evangelística e social da SBB na região Norte.
A nova lancha, que tem capacidade para 16 pessoas, passa a integrar a frota da organização voltada ao atendimento de comunidades ribeirinhas em áreas remotas da Amazônia. A iniciativa busca ampliar o alcance da distribuição de Bíblias e materiais bíblicos, além de oferecer apoio social e espiritual às populações isoladas.
Durante o lançamento, o pastor Adriano Casanova, diretor regional da SBB em Belém, destacou a importância do momento para o avanço da missão na região: “Este é um tempo de celebração pelas conquistas e também de olhar para os desafios. Se alguém ainda não faz parte desse trabalho, este é o momento de se engajar”.
Expansão da missão
O evento também incluiu um culto de gratidão dedicado à equipe que atua diretamente nas comunidades ribeirinhas. Karla Luz, coordenadora de Projetos Sociais da SBB, destacou o impacto esperado com a nova embarcação: “Ela nos permitirá chegar a locais ainda mais distantes, navegando por rios estreitos e rasos. Atendemos tanto às necessidades físicas quanto espirituais dessas famílias”.
Segundo Emilene Araújo, gerente de Projetos Sociais da instituição, a “Luz na Amazônia IV” reforça uma trajetória construída com esforço e oração. “Assim como os barcos anteriores, essa lancha é fruto de dedicação. Com ela, vamos alcançar mais comunidades e ampliar o impacto da missão.”
O engenheiro responsável pelo projeto, Raimundo Martins, explicou que a embarcação foi projetada especificamente para a geografia e os desafios da região amazônica. “Priorizamos segurança, conforto e desempenho. Conseguimos alcançar um ótimo nível de velocidade e estabilidade, atendendo aos requisitos da missão.”
Voluntários destacam impacto emocional e estrutura inovadora
Durante o evento, os convidados puderam conhecer a estrutura interna da nova lancha, equipada com cabine climatizada, banheiro e espaço adaptado para longas viagens em áreas de difícil acesso. A voluntária Kemilly Larissa falou sobre a emoção de ver o projeto concretizado: “Já acompanhava o programa Luz na Amazônia, e agora ver a lancha pronta é motivo de muita alegria.”
Já Jonas Dutra, técnico em logística, destacou o potencial de alcance da nova embarcação: “Ela deve tornar o trabalho ainda mais eficiente e ágil no contato com as comunidades.” Além disso, o servidor público Diego Martins elogiou a qualidade da estrutura: “É a primeira vez que vejo, aqui na região, uma lancha com esse padrão. Fechada, com ar-condicionado e banheiro a bordo. Realmente impressionante.”
Compromisso renovado com a Amazônia
Projetada com tecnologia moderna e adaptada para operar em rios de baixa profundidade, a Luz na Amazônia IV representa uma nova etapa do trabalho da SBB na região. O objetivo é expandir a atuação evangelística e social entre as populações mais isoladas, promovendo transformação por meio da Palavra de Deus e do cuidado com o próximo.
A embarcação reforça o compromisso da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) com a missão de levar esperança, apoio e fé a lugares onde o acesso é limitado, mas a necessidade é urgente.
O pastor nigeriano Harrison Ayintete, líder do Ministérios da Nação da Bondade, gravou um vídeo comovente de dentro de uma vala comum, durante o sepultamento de vítimas assassinadas por radicais islâmicos - Foto: Reprodução X
Em meio ao que descreve como um “genocídio de cristãos” na Nigéria, o pastor Harrison Ayintete, líder do Ministérios da Nação da Bondade, fez um apelo comovente à comunidade internacional ao gravar um vídeo dentro de uma vala comum, durante o sepultamento de vítimas de ataques promovidos por extremistas islâmicos.
“Estamos cansados de enterrar nossos irmãos todos os dias, enquanto esperam que fiquemos em silêncio. Já chega!”, desabafou Ayintete, apontando para os corpos dispostos no chão. “Governo da Nigéria, venha a público e negue se for capaz: não está havendo massacre? Não está havendo genocídio de cristãos? Olhem para esses corpos. Mostrem se há algum muçulmano aqui!”, disse o pastor, visivelmente abalado.
Em sua mensagem, ele direcionou um apelo direto aos Estados Unidos, citando o presidente Donald Trump e pedindo ajuda internacional. “Nações Unidas, Senado americano, vocês estão vendo isso. Conselheiro especial de Trump, por favor, diga a Trump que precisamos de ajuda. Estão massacrando cristãos aqui.”
As denúncias de Ayintete são confirmadas por um relatório recente da Sociedade Internacional para as Liberdades Civis e o Estado de Direito (Intersociety), divulgado pelo portal Persecution.org. O documento revela uma campanha sistemática de violência contra cristãos na Nigéria, com uma média de 100 igrejas destruídas por mês. Desde 2009, mais de 19 mil templos cristãos foram atacados, incendiados ou forçados a encerrar suas atividades sob ameaça armada.
Os principais responsáveis, segundo o relatório, são militantes dos grupos Boko Haram, Estado Islâmico da África Ocidental (ISWAP) e pastores fulani armados, que vêm espalhando terror especialmente no norte e centro do país.
O Parlamento Europeu também reconhece a gravidade da situação. Entre 2019 e 2023, quase 17 mil cristãos foram mortos na Nigéria por causa de sua fé. Apenas nos primeiros sete meses de 2025, já foram registradas mais de 7 mil mortes e 7.800 sequestros relacionados à perseguição religiosa.
Por trás dos números, estão histórias de comunidades inteiras destruídas, famílias separadas e milhares de cristãos obrigados a fugir para sobreviver. Igrejas transformadas em cinzas e valas comuns, como a do vídeo gravado por Ayintete, tornaram-se símbolos trágicos de um conflito que o mundo, segundo o pastor, insiste em ignorar.
“Não é apenas uma crise humanitária. É uma guerra contra a fé cristã. E o silêncio global é cúmplice”, afirmou o líder religioso.