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Incêndio destrói Centro Evangelístico da Assembleia de Deus em Porto Alegre

Incêndio no Centro Evangelístico da Assembleia de Deus (CEAD) em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. (Foto: Reprodução/Instagram)
Incêndio no Centro Evangelístico da Assembleia de Deus (CEAD) em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. (Foto: Reprodução/Instagram)

Na última segunda-feira (5), um incêndio atingiu o Centro Evangelístico da Assembleia de Deus (CEAD) em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. O local, que já havia sido utilizado para a distribuição de ajuda durante as enchentes que afetaram o estado no início deste ano, sofreu danos significativos, com a destruição de grande parte de suas instalações, incluindo o altar, móveis e o teto.

O incêndio teve início enquanto uma equipe realizava a manutenção do telhado utilizando solda. De acordo com o Corpo de Bombeiros, uma faísca caiu sobre materiais inflamáveis, o que fez as chamas se alastrarem rapidamente. Os trabalhadores e o zelador tentaram conter o fogo com extintores, mas, ao perceberem a gravidade da situação, abandonaram o local. Felizmente, ninguém ficou ferido, e os bombeiros conseguiram controlar as chamas.

Em um comunicado oficial, o pastor João Oliveira de Souza, presidente da Assembleia de Deus em Porto Alegre (RS), fez referência ao Salmo 121.8, que destaca o socorro providenciado por Deus. Ele também compartilhou uma mensagem de reflexão: “Diante das lutas e aflições, o povo de Deus reconhece e pratica o caminho da oração. Mesmo quando enfrentamos calamidades, devemos ouvir a voz de Deus e buscar entender Seus desígnios, ao invés de nos deixarmos influenciar por muitas vozes ao nosso redor.”

O pastor ainda afirmou: “Toda opinião que nos cerca é bem-vinda quando contribui para nossa edificação (1 Coríntios 14.26). As demais levamos a Deus, por meio da nossa intercessão.”

A tragédia gerou grande comoção entre os membros da Assembleia de Deus. A União da Mocidade da AD de Porto Alegre (UMADPA) usou suas redes sociais para pedir orações, expressando tristeza pela perda, mas também reforçando a confiança em Deus: “Mesmo em momentos difíceis, confiamos que Deus é nosso refúgio e fortaleza.” Nos comentários, muitos fiéis expressaram gratidão pela preservação das vidas e se encorajaram mutuamente a manter a fé e a reconstruir a igreja.

Um membro da igreja postou uma mensagem de força: “Tempos difíceis forjam Igrejas fortes e relevantes. As forças das águas e do fogo trazem novos tempos de grandes vitórias.” Outro compartilhou palavras de esperança: “Este incidente nos trouxe tristeza, pois esta casa tem sido um lugar de bênçãos e vitórias para muitos. Contudo, acreditamos que o Deus Eterno proverá tudo o que for necessário para a recuperação desse ambiente, e que os milagres nesta casa serão ainda maiores.”

Fonte: Comunhão

Pastor é preso após denúncias de abusos contra menores dentro de igreja

Algemas
Algemas

Um pastor de 67 anos, identificado como Antônio dos Santos, foi preso na tarde desta terça-feira (5), no bairro de Santa Luzia, em Palmares, na Mata Sul de Pernambuco. Ele é suspeito de praticar abuso sexual contra vulneráveis dentro da igreja onde pregava.

A prisão preventiva de Antônio foi decretada pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Palmares, com base no artigo 217-A do Código Penal após um jovem denunciar que o pastor teria mantido relações sexuais com ele dentro da igreja.

Ainda de acordo com o relato, o pastor teria ameaçado a suposta vítima, dizendo que caso os abusos fossem expostos, ele seria morto. O relato, somado a outras provas e a denúncias de outras possíveis vítimas, motivou a expedição do mandado de prisão contra o acusado.

O homem foi preso por equipes da Polícia Militar, incluindo o Núcleo de Inteligência do 10º BPM e o grupo Malhas da Lei, após uma patrulha no bairro de Santa Luzia. As autoridades receberam informações sobre o paradeiro do pastor e o prenderam.

Antônio dos Santos foi encaminhado à delegacia de polícia para ser apresentado em audiência de custódia, onde permanecerá à disposição da Justiça enquanto prosseguem as investigações sobre as acusações.

Fonte: Diário de Pernambuco

Cantor gospel Fernandinho é internado às pressas e cancela shows

Cantor gospel Fernandinho (Foto: Reprodução/Instagram)
Cantor gospel Fernandinho (Foto: Reprodução/Instagram)

O cantor gospel Fernandinho foi internado nesta terça-feira (5) em Belo Horizonte, devido a fortes dores na coluna. A internação inesperada ocorreu no hospital Mater Dei, onde ele está passando por procedimentos médicos. Em razão disso, o artista não poderá comparecer ao evento marcado para a mesma data na cidade de Buritizeiro, Minas Gerais.

A produtora responsável pelo cantor, Faz Chover Produções Artísticas e Musicais, emitiu uma nota oficial direcionada à Prefeitura de Buritizeiro, informando o ocorrido e explicando os motivos da ausência de Fernandinho.

“Gostaríamos de comunicar que, infelizmente, o cantor FERNANDINHO, devido a fortes dores na coluna, foi internado hoje para procedimentos no hospital Mater Dei, na cidade de Belo Horizonte, e não tem condições de comparecer ao evento”, diz o comunicado.

Na nota, a produtora afirma que todos os documentos, laudos e atestados médicos serão devidamente apresentados às autoridades competentes. Ainda segundo a cláusula do contrato, em casos de “doença comprovada”, uma nova data deverá ser agendada em comum acordo entre as partes, sem devolução do valor do contrato.

A Faz Chover Produções reiterou que está à disposição para definir uma nova data para o evento. Abaixo, leia a nota completa emitida pela produtora:

Nota da Faz Chover Produções Artísticas e Musicais

Rio de Janeiro/RJ, 05/11/2024.

À Prefeitura de Buritizeiro/MG.

Gostaríamos de comunicar que, infelizmente, o cantor FERNANDINHO, devido a fortes dores na coluna, foi internado hoje para procedimentos no hospital Mater Dei, na cidade de Belo Horizonte, e não tem condições de comparecer ao evento nesta data – 05 de novembro de 2024 – na cidade de Buritizeiro/MG.

Informamos ainda que todos os documentos, laudos, exames e atestados serão devidamente apresentados.

Atentamos ainda para a cláusula 4.2.1 do nosso contrato: “…Casos como cancelamento de voos, doença comprovada, problemas climáticos etc, não haverá devolução do valor e deverá ser acordada uma nova data, em conformidade com contratante/contratado.” Salientamos que estamos à disposição para definição em conjunto de nova data para que o evento ocorra.

Desde já agradecemos e contamos com a compreensão.

Cordialmente,

Faz Chover Produções Artísticas e Musicais

Representante cantor Fernandinho

Fonte: Fuxico Gospel

Grupo cristão exige que México proteja clero após assassinato de padre

Bandeira do México (Foto: reprodução)
Bandeira do México (Foto: reprodução)

Um grupo de liberdade religiosa pediu ao governo do México que proteja o clero depois que um padre foi assassinado no estado de Chiapas.

O padre Marcelo Pérez Pérez, que foi morto a tiros após celebrar a missa, foi um importante defensor da paz e dos direitos humanos na região.

Na semana passada, a Christian Solidarity Worldwide (CSW) pediu ao governo que conduzisse uma investigação completa sobre o assassinato de 20 de outubro na cidade de San Cristóbal de las Casas.

Dois dias após o assassinato, autoridades mexicanas anunciaram a prisão de um suspeito. O gabinete do promotor público de Chiapas identificou o suposto “autor material” do crime como Edgar “N”, seguindo a prática usual de não dar nomes completos, informou a CBS News .

Em setembro, o Padre Pérez Pérez liderou uma marcha pública pedindo paz e se manifestou contra a crescente presença do crime organizado em Chiapas, de acordo com a CSW, que observou que ele havia recebido ameaças após se manifestar contra o tráfico de drogas e a violência relacionada no estado.

O estado de Chiapas está envolvido em uma guerra de cartéis entre grupos poderosos como os cartéis de Sinaloa e Nova Geração de Jalisco.

“Embora uma prisão tenha sido feita no caso, uma investigação completa é fundamental para garantir que todos os responsáveis ​​pela morte do Padre Pérez Pérez — incluindo aqueles no topo dos grupos criminosos organizados transnacionais — sejam responsabilizados”, disse a chefe de advocacia da CSW, Anna Lee Stangl.

“A presidente Claudia Sheinbaum Pardo e o governador do estado de Chiapas, Rutilio Escandón Cadenas, devem tomar medidas rápidas e coordenadas para erradicar esses grupos criminosos organizados que espalham o terror pelo estado, e isso inclui combater agressivamente a corrupção.”

A Conferência Episcopal Mexicana lamentou o “assassinato brutal” do padre, observando que o ato “não apenas priva a comunidade de um pastor dedicado, mas também silencia uma voz profética que lutou incansavelmente pela paz com verdade e justiça na região de Chiapas”, disse a Catholic News Agency.

Segundo a Diocese de San Cristóbal de las Casas, o padre enfrentou um longo período de ameaças, perseguições, assédios, calúnias e difamações. “Mesmo sabendo que sua vida estava em perigo, ele viveu uma fé profunda em Deus e um grande amor pelas pessoas que o levaram às últimas consequências”, declarou a diocese.

O cardeal Felipe Arizmendi, que ordenou o padre Pérez Pérez, o descreveu como um homem “comprometido com a justiça e a paz entre os povos indígenas”. Ele acrescentou que o padre era “muito focado em sua vocação, muito devoto e passava muito tempo diante do sacrário”.

A Organização das Nações Unidas para os Direitos Humanos no México também condenou o assassinato. Jesús Peña Palacios, representante adjunto, observou que, desde 2015, o Padre Pérez Pérez estava sob medidas cautelares da Comissão Interamericana de Direitos Humanos devido ao risco constante à sua vida e segurança pessoal por causa de seu trabalho em defesa dos direitos humanos.

“O assassinato do Padre Marcelo é absolutamente inaceitável”, disse Peña. “Apesar de haver medidas de proteção e reclamações constantes sobre os ataques que ele enfrentou, elas foram insuficientes para evitar seu assassinato.”

Líderes religiosos têm sido alvos de grupos criminosos organizados no México por muitos anos. O México foi designado um dos mais perigosos do mundo para padres católicos romanos, observou a CSW.

O conflito em curso forçou milhares de pessoas a fugir para salvar suas vidas, incluindo mais de 500 moradores que fugiram de Chiapas para a Guatemala em julho, conforme relatado pelo Los Angeles Times.

O governador de Chiapas compartilhou um vídeo nas redes sociais garantindo que as investigações começarão imediatamente “para que este homicídio não fique impune e que os culpados enfrentem a justiça”.

Em entrevista coletiva, o presidente mexicano disse: “Estamos nos coordenando para poder avançar na investigação e garantir que esse crime não fique impune”.

O Conselho Episcopal Latino-Americano reconheceu o Padre Pérez Pérez como um “incansável buscador de paz e justiça para seu povo, fruto de seu fiel compromisso com o Evangelho e sua total dedicação a Cristo presente entre os que mais sofrem”.

Centenas de pessoas compareceram ao funeral do padre em sua cidade natal, gritando: “Viva o padre Marcelo, padre dos pobres!”, informou a CBS News, observando que o México registrou mais de 450.000 assassinatos desde que uma controversa operação militar antidrogas foi lançada em 2006.

Folha Gospel com texto original de The Christian Today

Cristão percorre sua região de bicicleta para evangelizar surdos, na Ásia Central

Aktash pedala cerca de 50 a 60 quilômetros com sua bicicleta para compartilhar o evangelho com pessoas surdas na Ásia Central (Foto: Portas Abertas)
Aktash pedala cerca de 50 a 60 quilômetros com sua bicicleta para compartilhar o evangelho com pessoas surdas na Ásia Central (Foto: Portas Abertas)

Aktash (pseudônimo) é um evangelista na Ásia Central de origem muçulmana que nasceu surdo. Muitos muçulmanos na região veem a surdez como uma maldição de Alá. Assim foi com Aktash, a família não se importava com ele e a sociedade o desprezava. Porém, um encontro com um cristão mudou sua vida para sempre. O homem surdo falou a ele sobre Jesus e, quando o aceitou como Senhor, experimentou uma cura miraculosa, física e espiritual.

Experimentar a rejeição o fez ter empatia por outras pessoas surdas. “É sempre difícil para nós, porque nascemos surdos. Quando o mundo nos olha, não nos entende. Eu nunca experimentei amor ou interação dos meus pais. Nunca nos sentamos juntos. Nunca falei sobre meus sonhos porque eles não me entendiam. Apesar de saberem que eu era surdo, todos meus irmãos escutavam, então eles nem tentaram aprender a língua de sinais para se comunicar comigo”, relembra.

Aktash se sentiu sozinho e queria ter outros como ele por perto. Quando conheceu o cristão surdo e soube sobre sua comunidade, ficou intrigado. “Eu queria estar entre os surdos. Ele me disse: ‘Há pessoas surdas, você pode ir e ver por si mesmo’. Então, comecei a ir por isso. Não tinha aceitado a Cristo, mas, para mim, era muito importante me comunicar com surdos. Quatro anos depois, em 2003, me converti”, relembra.

“A mudança em minha vida depois de aceitar a Cristo foi muito grande. Antes eu roubava e andava com pessoas que não eram boas”, conta. A fé de Aktash se aprofundou ao conhecer mais sobre Deus. “Eu comecei a estudar a palavra de Deus, orar e me aproximar dele, o que mudou minha vida. Eu sabia que se não fosse até os surdos, ninguém falaria a eles sobre Jesus”, disse. Pela primeira vez, sua deficiência não foi um impedimento, mas uma ferramenta para alcançar um grupo que desejava amor e aceitação, algo que apenas Deus pode dar.

O custo de carregar a mensagem de Cristo

Ele sabe os custos de ser um mensageiro de Cristo na Ásia Central, ainda assim, escolheu tornar esse seu objetivo de vida. “Sei que há muitas proibições, mas eu não poderia ficar em casa enquanto me dizem: ‘Essa pessoa surda morreu, aquela pessoa surda morreu’. Eu sei que elas não conheciam nada sobre Cristo, então percebi que Deus planejou esse caminho para mim. Eu sei que eles podem me prender se descobrirem que compartilho o evangelho, mas também sei que Deus não me deixará porque estou fazendo o trabalho dele”, afirma.

Assim Aktash começou seu ministério. “Primeiro, servi pessoas surdas que vivem perto de mim, a cerca de um ou dois quilômetros de distância. Mas ainda havia pessoas surdas que viviam mais distante. Eram 50 ou 60 quilômetros, então não conseguiria ir a pé, mas Deus me abençoou com uma bicicleta. Eu vou com minha bicicleta mesmo quando não há estradas”, disse. Ter um transporte permitiu que ele viajasse para onde sente que Deus está lhe dizendo para ir. “Quando compartilho a palavra, as pessoas surdas estão sedentas. Estou fazendo o trabalho de Deus apesar de todos os riscos.”

Desde a época em que aceitou a Jesus até agora, ele e sua família experimentaram a fidelidade de Deus de muitas formas, por isso confiam nele a cada dia. “Sou uma pessoa surda, mas quando vejo o trabalho de Deus, é como se ele dissesse: ‘Não se preocupe. Sirva-me e eu farei o resto’. Vejo isso nos milagres feitos em minha vida. Eu não tinha um lugar para morar, mas Deus nos deu uma casa. Quando ministro aos surdos, sei que meus três filhos estão em casa e é preciso alimentá-los e vesti-los. Fico fora de casa por semanas, mas, quando chego, há roupas e comida. Eu não entendo como, mas sei que Deus fez isso. Ele sempre faz milagres em minha vida. Eu faço o trabalho dele e ele faz o meu”, conclui.

Alfabetização para cristãos surdos 

Nos países da Ásia Central (Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão), a estimativa é que das 80,5 milhões de pessoas que vivem na região, 800 mil sejam surdas, cerca de 1% da população. Sua doação permite que cristãos surdos sejam alfabetizados e aprendam a língua de sinais, mudando sua realidade e perspectiva de futuro. 

Fonte: Portas Abertas

Evangélicos serão o maior grupo religioso do Brasil em dois anos, afirma pesquisa

Culto evangélico (Imagem: Canva Pro)
Culto evangélico (Imagem: Canva Pro)

A pesquisa de mercado “O Brasil Evangélico”, realizada pela empresa Data-Makers, traz uma série de dados relacionados a este grupo religioso e, entre eles, um que se destaca: em dois anos, os evangélicos serão o maior grupo religioso do país. Tal afirmação diverge de forma considerável de outros estudos já realizados, como o do demógrafo José Eustáquio Alves, que conjectura que os evangélicos devem ultrapassar o número de católicos por volta de 2032.

Na visão do cientista político e diretor do Observatório Evangélico, Vinicius do Valle, é preciso ter um pouco de cautela com informações produzidas por pesquisas de mercado, tendo em vista que não há o mesmo rigor metodológico e os objetivos do estudo são diferentes das pesquisas estatísticas e de outros estudos sociológicos.

“Para esse tipo de informação, a gente precisaria de dados mais consistentes. Estamos aguardando os dados do Censo em relação à religião e há dezenas de pesquisas feitas por institutos, como o Datafolha, Quest, entre outros, que não estão batendo com esses números”, ressaltou o pesquisador.

O teólogo Rodolfo Capler também considerou o estudo questionável, sobretudo por confrontar a legitimidade de previsões feitas por pesquisas mais embasadas, como a de José Eustáquio Alves, que é professor aposentado da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nas palavras de Capler, “tais previsões chegam a parecer um factóide”.

“Essa pesquisa da Data-Makers parece ser um pouco frágil. Um dos principais problemas desta pesquisa é que ela parece desconsiderar o contexto social, histórico e cultural do Brasil, onde sobretudo a religião católica possui um profundo enraizamento, uma capilaridade profunda na sociedade. É óbvio que os evangélicos estão crescendo e assumindo a vanguarda em algumas questões, mas, ainda assim, penso que essa projeção de que os evangélicos serão o grupo maioritário carece de mais embasamento”, acrescentou o teólogo.

Capler pontuou, ainda, que uma pesquisa mercadológica tem objetivos comerciais, o que pode comprometer os resultados. “O crescimento do evangelicalismo no Brasil é um fenômeno complexo, que não pode ser resumido a essas projeções rápidas. Por exemplo, as projeções do José Eustáquio Alves oferecem um quadro mais realista, mais alinhado com as evidências atuais, tem gráficos, uma série de elementos que embasam a projeção dele, que também não é absoluta, é uma projeção”, realçou.

Estudo traz dados sobre comportamento de consumo do evangélico
Um compilado de dados da pesquisa foi disponibilizado no site da Data-Makers. Esse documento não mostra o detalhamento das informações e nem a metodologia. Consta, apenas, que o estudo foi feito em parceria com a Dolores Design de Soluções e foi realizado com mais de 1,7 mil brasileiros, entre evangélicos e não evangélicos.

O documento com o resumo da pesquisa recebe o título “10 coisas que você precisa saber sobre o Consumidor Evangélico”. A primeira delas é que os evangélicos são 35% da população no país, enquanto os católicos, 39%. Já a segunda informação é que, em dois anos, os evangélicos serão o maior grupo religioso do Brasil. Na sequência, o estudo revela que, em comparação aos não evangélicos, os fiéis deste segmento cristão são bem mais envolvidos com a religião, comportamento que também se reflete nas decisões de compra, que seriam influenciadas, em grande parte, pela religião.

A pesquisa aponta, ainda, que um terço dos evangélicos não se sente atendido pelo mercado, enquanto mais da metade deles não se sentem representados pelas marcas. O estudo mapeou, inclusive, as redes sociais mais acessadas por este segmento religioso, estando o Instagram em primeiro lugar, seguido pelo YouTube.

Fonte: Comunhão

Após anos rejeitando o Evangelho, indígenas se abrem para Cristo

Índios cristãos
Índios cristãos

Desde 2012, os missionários Mitchell e Liz Heinz trabalham com uma tribo que nunca tinha sido alcançada pelo Evangelho. Composta por cerca de 4.000 indígenas que vivem da agricultura, essa comunidade está dividida em 14 aldeias espalhadas por uma reserva de 30 mil hectares.

Ao longo dos últimos 12 anos, Mitchell e Liz visitaram regularmente as aldeias, construindo laços com as famílias e compartilhando o Evangelho através de histórias da Bíblia. Apesar de receberem os missionários com simpatia, as pessoas hesitavam em se converter ao cristianismo.

O maior obstáculo era a liderança tribal, que proibia qualquer membro da tribo de se tornar cristão, ameaçando aqueles que se mostrassem abertos à fé.

“Descobrimos que os líderes da tribo estavam nos vigiando e monitorando tudo que fazíamos”, contou Mitchell ao site Baptist Press. “Depois que saíamos das aldeias, eles interrogavam as famílias sobre o que dissemos e advertiam para que não nos recebessem mais.”

Em certa ocasião, um pajé tentou expulsar Mitchell e Liz da reserva, ameaçando as famílias que queriam saber mais sobre o Evangelho.

Nasce uma igreja debaixo do cajueiro

Em 2014, o casal conheceu Mara, a única cristã da tribo na época. Ela havia conhecido o Evangelho enquanto vivia em São Paulo e enfrentava perseguição constante por sua fé, mas não desistia.

“Passamos muito tempo com Mara e vimos que, embora sua igreja de origem tivesse algumas doutrinas questionáveis, ela parecia confiar sinceramente em Jesus e obedecer ao Evangelho”, disse Mitchell.

Mara aprofundou seu conhecimento na fé cristã e ajudou os missionários a alcançar outras famílias nas aldeias vizinhas.

O primeiro casal que Mara apresentou foi sua irmã e seu cunhado, que começaram a convidar os missionários para ensinarem a Palavra em sua casa. Eles se reuniam debaixo de um enorme cajueiro, onde Mitchell contava histórias da Bíblia.

Por dois anos, todas as semanas, o casal reunia amigos e familiares para estudarem as Escrituras. A cada encontro, parecia que a sede deles pela Palavra só aumentava.

“A fome deles pela Palavra aumentava a cada semana, então continuamos ensinando”, contou Mitchell.

A casa deles se tornou um ponto de encontro na aldeia, onde familiares, amigos, vizinhos e até mesmo líderes tribais apareciam para tomar um café. Foi o ambiente perfeito para começar uma igreja indígena.

Experiência com a graça de Deus

Mesmo com advertências da liderança da tribo, a família permaneceu firme. Com o passar dos anos, outros membros da tribo também se converteram, e, em 2022, foi formada a primeira igreja indígena da tribo. Eles continuam se reunindo duas vezes por semana para estudar a Bíblia e orar.

Com o crescimento dos cristãos, aumentou também a perseguição. Léo e Luana, um casal de novos convertidos, chegaram a perder seus postos como professores na escola da aldeia por causa de sua fé — por influência de uma respeitada líder na tribo chamada Sue.

Até que, em maio deste ano, o filho mais velho de Sue desapareceu por duas semanas, e ela temia o pior. Léo foi até a casa dela para orar, juntamente com outros membros da igreja. Sue nunca imaginou que as pessoas que ela perseguia seriam tão amorosas e solidárias.

Na manhã seguinte, o filho de Sue voltou para casa. Deus demonstrou Sua misericórdia através da vida dos cristãos. Desde esse acontecimento, Sue mudou sua postura: parou de perseguir a igreja e agora está aberta a ouvir sobre Jesus.

A igreja continua crescendo e testemunhando o agir de Deus. O progresso é lento, mas novos membros estão sendo batizados, e a igreja se dedica a fazer novos discípulos, relata a Baptist Press.

“Hoje há mais abertura para o Evangelho do que havia quando Liz e eu começamos a trabalhar com essa tribo, há 12 anos”, disse Mitchell.

* Os nomes foram alterados por razões de segurança.

Fonte: Guia-me com informações de Baptist Press

Acidente de ônibus com missionários da JOCUM deixa um morto e três feridos, na África

Trânsito em Benin, na África (Foto: Canva Pro)
Trânsito em Benin, na África (Foto: Canva Pro)

Um ônibus que levava 15 missionários da JOCUM se envolveu em um grave acidente em Benin, país da África Ocidental, deixando um morto e três feridos.

No último sábado (2), a equipe de obreiros retornava de uma reunião regional, quando seu veículo se envolveu em um acidente com quatro veículos, na fronteira da Nigéria com Benim.

Jean Serge Mienahou foi a vítima fatal. Ele era missionário da JOCUM no Congo. “Familiares e amigos foram notificados e os preparativos para o memorial estão em andamento”, informou a missão, em um comunicado.

A JOCUM de Benin pediu oração pelos três missionários que ficaram feridos. Tchando Matthieu, de Benin, sofreu ferimentos graves e está em estado crítico. Tomsuwa Cosme, do Togo, sofreu lesões, mas já se encontra em estado estável. Evariste Gbejihounde, de Benin, quebrou duas costelas e foi hospitalizado.

“Os líderes e amigos locais da JOCUM têm garantido o acesso a cuidados de qualidade e apoiado familiares e amigos. Nas últimas 24 horas, uma manifestação global de amor e preocupação foi recebida”, informou a JOCUM de Benin, em um comunicado.

Outro acidente

No final de fevereiro, onze missionários da Jovens Com Uma Missão (JOCUM) morreram em um trágico acidente de trânsito perto de Arusha, na Tanzânia, país na África Oriental. O incidente, envolvendo vários veículos, também custou a vida de várias outras pessoas, incluindo o motorista do ônibus.

Um dos dois ônibus envolvidos, transportando líderes e candidatos da JOCUM, sofreu danos significativos, enquanto o outro retornou em segurança para o campus da JOCUM em Arusha. Vários indivíduos estavam em estado crítico e recebendo atenção médica em hospitais locais.

Fonte: Guia-me e The Christian Post

Projeto de lei que permite cultos em escolas é apresentado por deputada federal evangélica

A deputada federal Michele Collins (Foto: Divulgação)
A deputada federal Michele Collins (Foto: Divulgação)

Em setembro deste ano, reuniões espontâneas de alunos durante o recreio para orar e cantar louvores viraram alvo de uma investigação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Isso motivou a deputada federal Missionária Michele Collins a criar o Projeto de Lei (PL) nº 4134/2024, que garante a realização de ritos religiosos voluntários em escolas públicas e particulares em todo o país.

A proposição define ritos religiosos como “o conjunto de ações que tem o propósito de compartilhar experiências religiosas, como leitura bíblica, comemoração de cunho religioso, cultos, devocional, dentre outros.” O texto propõe que a iniciativa de fazer essas reuniões pode partir da instituição de ensino e que nenhum aluno ou servidor será obrigado a participar dessas atividades. O PL também prevê que esses eventos ocorram apenas nos intervalos entre as aulas ou em momentos que não prejudiquem o andamento das tarefas curriculares.

A autora afirma no Projeto que excluir manifestações religiosas dos espaços públicos fere o princípio do Estado laico, que deve prezar pela liberdade religiosa, uma prerrogativa constitucional.

“O exercício voluntário de ritos religiosos, como os cultos cristãos por alunos em unidades de ensino públicas e privadas, é uma ação legítima e está ligado ao princípio constitucional da dignidade da pessoa humana. O Estado Laico garante a liberdade religiosa, por meio da expressão da fé e, consequentemente, a harmonia entre o Estado e a religião”, consta no texto.

A deputada também mencionou na proposição o parecer do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR), publicado no último dia 18 de outubro. O documento, feito por membros do Grupo de Estudos Constitucionais e Legislativos (GECL) dessa entidade, destaca a importância da religiosidade para o indivíduo e reúne o arcabouço legislativo que protege a liberdade religiosa, além de ressaltar que a laicidade brasileira é colaborativa. Isso significa que, nesse modelo, a interação entre religião e Estado é mais abrangente, de modo que se promova “um ambiente onde ambas as esferas possam coexistir e colaborar”.

Movimentos ideológicos têm atropelado a Constituição, afirma presidente do IBDR

Embora a Constituição Federal de 1988 proteja a liberdade de crença e religião, esta lei maior não vem sendo suficiente para garantir a liberdade religiosa. É o que defende o presidente do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR), Thiago Rafael Vieira.

“Alguns movimentos ideológicos, inclusive dentro do Ministério Público, têm, literalmente, atropelado a Constituição, tentando impor o direito francês em nosso território. Mas o Brasil não é a França e nunca será! Nesse sentido, iniciativas como a da Deputada Michele Collins, com o PL 4134/2024, fortalecem ainda mais o arcabouço protetivo brasileiro da primeira das liberdades. Que mais medidas como a da Deputada sejam implementadas no Brasil e que interferências covardes ao estilo francês sejam extirpadas do solo nacional”, declarou Vieira.

  • O que diz o PL 4134/2024:
  • Ritos religiosos poderão ser realizados em escolas públicas e particulares, em todo o território nacional;
  • A unidade de ensino pode tomar a iniciativa de realizar a cerimônia religiosa;
  • Os eventos deverão ocorrer nos intervalos das aulas ou em momentos que não atrapalhem o andamento das atividades curriculares;
  • A participação nos eventos não será obrigatória;
  • Caso ritos religiosos sejam proibidos no ambiente escolar, a unidade de ensino estará sujeita a advertência e multa, que pode variar de R$ 1 mil a R$ 3 mil;
  • A instituição educacional que descumprir a lei poderá responder a um procedimento administrativo.

Fonte: Comunhão

7 de 11 nações do Sudeste Asiático perseguem cristãos

Cristãos sofrem perseguição religiosa em vários países do mundo. (Foto representativa: Portas Abertas)
Cristãos sofrem perseguição religiosa em vários países do mundo. (Foto representativa: Portas Abertas)

As nações de Brunei, Camboja, Indonésia, Laos, Malásia, Mianmar e Vietnã toleram ou participam ativamente da perseguição aos cristãos.

A opressão dos seguidores de Cristo e a discriminação contra o cristianismo continuam em toda a região.

Cristãos em Brunei e Camboja são proibidos de compartilhar sua fé, e seguidores de Cristo em Brunei não podem celebrar o Natal publicamente. Além disso, em 2023, autoridades em Brunei supostamente vigiaram serviços religiosos não islâmicos para garantir que muçulmanos não estivessem presentes e que os sermões não ensinassem nada contra o islamismo.

Os militares na Birmânia (Mianmar), conhecidos como Tatmadaw, rotineiramente alvejam e perseguem cristãos. Em 2023, Zo Tum Hmung, diretor executivo da Chin Association of Maryland, um grupo de defesa da liberdade religiosa e dos refugiados, falou sobre as circunstâncias deteriorantes em torno dos cristãos na Birmânia.

Em um depoimento escrito à Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa (USCIRF), Hmung declarou que o Tatmadaw intensificou sua violência contra comunidades cristãs.

“Eles estão destruindo e queimando vilas e cidades habitadas por cristãos”, Hmung acrescentou. “Os militares estão prendendo, detendo, condenando, torturando e matando pastores e outros líderes cristãos. Eles também estão queimando igrejas, conventos, escolas e edifícios religiosos.”

As leis de blasfêmia da Indonésia permitem que cristãos sejam presos por criticar o islamismo. Em 2023, Rudi Simamora, um YouTuber cristão, foi condenado a um ano de prisão por postar um vídeo condenando o islamismo. Em junho de 2022, Muhammad Kace, um ex-clérigo muçulmano que se converteu ao cristianismo, foi condenado a seis anos de prisão por postar vídeos ensinando contra o islamismo e o profeta Maomé.

As autoridades no Laos discriminam rotineiramente os cristãos. Autoridades da Igreja Evangélica do Laos relataram em 2023 que as autoridades forçaram 79 famílias cristãs a deixarem suas casas na província de Khammouane e as fizeram renunciar à sua fé.

Na Malásia, cristãos foram presos sob acusações de blasfêmia por insultar o islamismo. Os seguidores de Cristo são proibidos de evangelizar muçulmanos. Dependendo de onde na Malásia um cristão, ou qualquer não muçulmano, é condenado por compartilhar sua fé com um muçulmano, eles podem ser presos ou sofrer chicotadas.

O Vietnã continua a perseguir e aprisionar cristãos, particularmente os grupos católicos Ha Mon e protestantes montanheses. De acordo com a USCIRF , “as autoridades restringem ativamente as atividades religiosas dos protestantes montanheses independentes, forçando-os a renunciar à sua fé e prendendo-os e sentenciando-os sob acusações de ‘minar a unidade nacional’ e ‘abusar das liberdades democráticas’”. O Vietnã está atualmente na Lista de Vigilância Especial do Departamento de Estado dos EUA “por se envolver ou tolerar violações graves da liberdade religiosa”.

Além disso, o banco de dados da USCIRF reflete que atualmente há 45 cristãos desaparecidos, detidos ou presos nos países da Birmânia, Indonésia, Malásia e Vietnã.

Folha Gospel com texto original de International Christian Concern

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