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Missionário brasileiro liberta famílias cristãs escravizadas no Paquistão

Momento em que Cludinei Vicente paga pela libertação de quatro famílias cristãs - Foto: Reprodução/Instagram/Claudinei Vicente
Momento em que Cludinei Vicente paga pela libertação de quatro famílias cristãs - Foto: Reprodução/Instagram/Claudinei Vicente

No Paquistão, com o apoio de uma igreja local, o missionário brasileiro Claudinei Vicente tem se dedicado a resgatar cristãos em situação de escravidão. Nas fábricas de tijolos em Lahore, é comum que famílias inteiras sejam forçadas a trabalhar como escravas para os donos das olarias.

Recentemente, Claudinei libertou quatro famílias cristãs que estavam condenadas a viver como escravas por toda a vida. A maioria dos trabalhadores nessas olarias são cristãos, que, devido a dívidas herdadas de gerações anteriores, continuam sendo forçados a trabalhar sem liberdade.

Graças a doações, o missionário e o pastor Simon, líder de uma igreja local, conseguiram resgatar essas famílias. “Acabei de assinar a libertação dessa família. Nunca imaginei que colocaria minha assinatura em um acordo de soltura. Agora eles são livres”, compartilhou Claudinei em suas redes sociais.

No momento da libertação da primeira família, o missionário teve a oportunidade de orar pelos ex-escravos e pelo proprietário da fábrica de tijolos. “O muçulmano, dono da família, pediu para eu fazer uma oração antes de liberá-los. Só Deus pode fazer isso!”, testemunhou Claudinei.

Além de resgatar as famílias, Claudinei também está comprometido em apoiar as escolas que funcionam dentro das fábricas de tijolos. Essas escolas fazem parte de um projeto da igreja do pastor Simon, que oferece educação aos filhos das famílias escravizadas, proporcionando a eles melhores oportunidades no futuro.

Segundo Claudinei, apesar de os donos das olarias serem muçulmanos, as famílias cristãs escravizadas têm permissão para cultuar. Mesmo sem um templo, elas se reúnem ao ar livre para adorar a Deus.

O missionário também tem colaborado na distribuição de cestas básicas para famílias em situação de vulnerabilidade no Paquistão. Ativo em 14 países, Claudinei já resgatou outra família de cinco pessoas em 2024. O custo para libertar essas famílias foi de 1.800 dólares (cerca de 10.400 reais).

Muitas dessas famílias empobrecidas acabam caindo na armadilha dos donos das olarias, que oferecem empréstimos para cobrir despesas urgentes, como contas médicas, casamentos, alimentos ou aluguel. Com juros exorbitantes, as dívidas se tornam impagáveis, e os membros das famílias, incluindo crianças e mulheres, acabam sendo forçados a trabalhar como escravos nas fábricas de tijolos.

Para aqueles que desejam contribuir com a missão no Paquistão, Claudinei pediu que entrem em contato por mensagem direta em seu Instagram. Assim, ele fornecerá mais informações sobre como ajudar.

Fonte: Comunhão

Ex-muçulmana relata perseguição após aceitar Jesus

Mulheres cristãs na África
Mulheres cristãs na África

Uma mulher que abandonou o islamismo para seguir Jesus contou como mantém a fé em meio a perseguição aos cristãos na África.

Amara, que nasceu em uma família muçulmana, viu a mãe ser ameaçada de morte pelo pai após se converter ao cristianismo. Tempo depois, sua mãe ficou doente e morreu.

Nesse período, o pai de Amara ordenou que ela e os irmãos não se convertessem ao cristianismo, alegando que os cristãos haviam envenenado sua mãe.

No entanto, antes de sua morte, a mãe havia ensinado aos filhos sobre o amor de Jesus e plantado a semente do Evangelho em seus corações. Por isso, ignorando as ordens do pai, a irmã de Amara se rendeu a Cristo em 2018.

Esta decisão lhe causou um custo, ela foi agredida pelo pai e expulsa de casa. Porém, mesmo sendo perseguida, a irmã encorajou Amara a confiar em Jesus.

“Minha irmã me ligava e compartilhava a bondade de Deus. Ela sempre orava comigo. Ela explicou que eu não deveria esquecer que foi nosso pai quem envenenou fatalmente nossa mãe desde que ela se converteu ao cristianismo”, disse Amara ao International Christian Concern (ICC).

E continuou: “Ela disse que o islamismo não é uma religião de paz, mas sim de guerra. Isso tocou meu coração, e eu aceitei seguir Jesus Cristo”.

Perseguição na família

Dois dias depois, Amara decidiu ir à igreja pela primeira vez: “Eu tive coragem de dizer ao meu pai que eu tinha decidido seguir Jesus Cristo como meu Senhor e Salvador”.

“Todas as lutas pelas quais passamos desde a infância, incluindo a morte da minha mãe, foram causadas por estarmos cegos pela fé islâmica e pela doutrina que nosso pai estava nos impondo. Ele me deu um tapa primeiro, mas ainda assim, eu disse a ele que estava pronta para morrer se ele decidisse me matar”, acrescentou.

O pai de Amara a espancou na frente de seus três filhos, e queimou suas roupas e pertences. Enquanto ela fugia, ele a ameaçou dizendo que se a visse novamente, ele mataria ela e seus filhos.

Depois disso, Amara procurou ajuda de um pastor local, que entrou em contato com o ICC.

“Estou escrevendo para recomendar Amara, uma jovem corajosa que recentemente se converteu do islamismo para o cristianismo. Sua jornada para Cristo não foi fácil, mas sua fé e determinação só cresceram, apesar de enfrentar a perseguição de sua própria família”, disse o pastor.

Sustento e provisão

Nesse período, o ICC ajudou Amara a pagar o aluguel, comprar comida, pagar a mensalidade da escola para seus filhos e supriu outras necessidades.

Além disso, a igreja de Amara também está coletando alimentos para ela e seus filhos: “Antes, eu me sentia completamente desamparada. Os desafios que enfrentamos eram terríveis — cada dia era uma batalha contra o desespero. Agora, a comida encherá nossa casa com nutrição e esperança. A roupa de cama nos dará conforto e segurança à noite, permitindo-nos descansar em paz após longos dias de dificuldades”.

“O apoio que recebemos não só nos ajudou materialmente, mas também emocionalmente. Ele nos deu esperança e determinação para superarmos nossas lutas. Estamos comprometidos em aproveitar ao máximo esta oportunidade”, concluiu ela.

Fonte: Guia-me com informações de ICC

Cristã, ex-cantora de axé, alerta sobre carnaval: “Morte disfarçada de alegria”

Carla Wintor. (Foto: Reprodução/YouTube/Katê/Reprodução/YouTube/Karina Bacchi).
Carla Wintor. (Foto: Reprodução/YouTube/Katê/Reprodução/YouTube/Karina Bacchi).

A ex-cantora de axé Carla Wintor (Katê), que se converteu a Cristo, fez um alerta sobre a realidade espiritual do carnaval.

Carla passou anos cantando nas festas de carnaval em Salvador (Bahia) e falou sobre o propósito da celebração, durante participação no Mais Forte Podcast de Karina Bacchi, na semana passada.

“É tanto engano, as pessoas ficam tão cegas. Por isso, eu me sinto na obrigação de falar, vindo de lá. Eu amo aquela cidade, aquele povo, aqueles artistas”, comentou Carla.

“Um dia eu disse: ‘Senhor, ai meu Deus, Paulo matava os cristãos!’. E o Senhor falou para mim: ‘Você também. Cantava para multidões, levando morte disfarçada de alegria, levando as pessoas a se embriagar, a cometer atos pecaminosos que Deus abomina”, revelou.

A cristã ressaltou que o propósito do carnaval é incentivar o pecado sem lidar com as suas consequências.

“O carnaval não é de Deus. O problema não é a festa, mas o que estamos festejando, o que estamos comemorando. Nada daquilo é para a glória dele”, afirmou.

E explicou: “O nome carnaval vem de festa da carne, foi criado pela religião católica para permitir que pecassem livremente, antes de entrar na quaresma. O intuito é pecaminoso: ‘Vamos pecar livremente que já já vamos ficar sem carne, vamos nos santificar, mas antes disso vamos alimentar a carne’”.

“Se você subir num trio, você vê pessoas brigando, já houve morte, agressões, facada, roubo, orgias”.

É necessário nascer de novo

Citando a passagem bíblica do encontro de Nicodemos com Jesus, Carla lembrou que é preciso nascer de novo para entrar no Reino dos Céus.

“Não se afastem de Deus, não se afastem da comunhão entre os irmãos. Não busque ser igual a ninguém, busque em Deus o seu propósito, a sua identidade. Você nasceu para ser filho e filha de Deus”, aconselhou ela.

Fonte: Guia-me

Bola de Neve: polícia investiga denúncia de desvios de dinheiro e fraudes

Fachada da Igreja Bola de Neve (Reprodução/Band)
Fachada da Igreja Bola de Neve (Reprodução/Band)

Após renunciar ao cargo de presidente da Bola de Neve, a pastora Denise Seixas, que brigava judicialmente pelo comando da instituição, desistiu das acusações ao conselho deliberativo da igreja de desvio de dinheiro e fraudes.

Apesar do pedido da viúva do apóstolo Rina pela extinção do processo, a Polícia Civil ainda investiga irregularidades na organização religiosa.

A Subprocuradoria-Geral de Justiça Jurídica do Ministério Público de São Paulo recebeu a denúncia de irregularidades na igreja Bola de Neve em 16 de dezembro de 2024 e o encaminhou para a 5ª Promotoria de Justiça Criminal em 7 de janeiro deste ano. No dia 31 do mesmo mês, a promotoria requisitou instauração de inquérito policial.

Disputa judicial

Composta por mais de 500 templos e com cerca de R$ 250 milhões de arrecadação anual, a instituição reúne milhares de pastores, líderes religiosos e fiéis.

Após a morte do fundador, Rinaldo Luiz de Seixas, vítima, em novembro do ano passado, de um politraumatismo depois de um acidente de moto, a viúva de Rina e o conselho deliberativo foram protagonistas de ampla disputa pelo comando da sede religiosa.

A pastora e cantora gospel Denise Seixas acusou o colegiado de fraude e desvio de dinheiro.

Um documento com supostas provas foi enviado ao Ministério Público de São Paulo (MPSP), que investiga o caso.

Denise reuniu indícios de atuação indevida por parte de membros do conselho deliberativo da Bola de Neve, que, segundo ela, “poderiam resultar em sérios prejuízos irreparáveis de ordem material e/ou moral, principalmente com relação à sua credibilidade pública”.

A Justiça reconheceu Denise como presidente interina da igreja evangélica. No entanto, ela renunciou ao cargo em 13 de fevereiro.

Desvio de dinheiro

Denise Seixas teria oficializado o Banco Bradesco, instituição financeira em que mantém a conta corrente da igreja, para cumprimento de ordem judicial. Ela havia solicitado o acesso a todas as contas de titularidade da Bola de Neve, após a morte do ex-marido.

No entanto, a pastora acusou o conselho de ter passado a movimentar as receitas recebidas pela instituição religiosa por meio de outra conta bancária, mantida em outra instituição financeira, sob o nome fantasia BMP Money Plus, com razão social BMP Sociedade de Crédito ao Microempreendedor e a Empresa de Pequeno Porte Limitada.

Fonte: Metrópoles

Queda do número de cristãos desacelera após anos de declínio, nos EUA

Culto em uma igreja (Foto: canva pro)
Culto em uma igreja (Foto: canva pro)

A queda do número de cristãos nos Estados Unidos desacelerou após anos de declínio, revelou uma nova pesquisa, divulgada na quarta-feira (26).

O “Estudo da Paisagem Religiosa”, realizado pelo Pew Center, mostrou que 62% dos americanos se identificam como cristãos.

Apesar da porcentagem representar uma queda em relação a 2007 – quando 78% se identificaram como cristãos – os pesquisadores descobriram que a população cristã permaneceu estável desde 2019 no país.

O estudo revelou que o número dos desigrejados também estabilizou. Cerca de 29% dos americanos se identificam como religiosos que não congregam, incluindo ateus (5%), agnósticos (6%) ou “nenhuma religião” (19%).

“É impressionante ter observado esse período recente de estabilidade na religião americana após esse longo período de declínio”, comentou Gregory Smith, um dos coautores do estudo.

Mudança duradoura?

“Uma coisa que não podemos saber com certeza é se esses sinais de estabilização de curto prazo serão uma mudança duradoura na trajetória religiosa do país”, pontuou.

Os EUA ainda continua sendo um país de fé, com a maioria (83%) acreditando em Deus, 86% crendo que as pessoas têm alma ou espírito, e sete em cada 10 americanos acreditando no Céu, no inferno, ou em ambos.

A pesquisa do Pew afirmou que há uma possibilidade do declínio da fé voltar no país, já que as gerações mais jovens são as que menos possuem crenças.

Enquanto 80% da população mais velha se identifica como cristã, apenas 46% dos adultos mais jovens seguem o cristianismo.

“Esses tipos de diferenças geracionais são uma grande parte do que impulsionou os declínios de longo prazo na religião americana”, explicou Smith.

“À medida que grupos de pessoas mais velhas e altamente religiosas faleceram, eles foram substituídos por novos grupos de jovens adultos que são menos religiosos do que seus pais e avós”.

Mudança da fé ao longo da vida

Segundo Michele Margolis, cientista política da Universidade da Pensilvânia, o envolvimento religioso tende a mudar ao longo da vida dos americanos.

“Então, quando você se casa e tem filhos, este é um momento em que os estudiosos notaram que a religião tem mais probabilidade de se tornar importante”, afirmou Margolis.

Para a pesquisadora, a questão daqui para frente será descobrir se os adultos americanos mais jovens vão rejeitar a religião ou se alguns deles retornarão à fé à medida que envelhecem.

O novo estudo ainda mostrou que a maioria dos imigrantes nos EUA são cristãos (58%), e que a quantidade de americanos que pertencem a outras religiões, fora o cristianismo, está aumentando, embora ainda seja uma pequena parcela da população (7%).

Entre os cristãos americanos, 40% são protestantes e 19% são católicos. Os 3% restantes incluem mórmons, cristãos ortodoxos, Testemunhas de Jeová e outros grupos cristãos menores.

A pesquisa do Pew Center foi realizada entre julho de 2023 e março de 2024, com 36.908 entrevistados, em todos os estados dos EUA.

Fonte: guia-me com informações de Pew Center

Líderes cristãs são expulsas da Nicarágua

Bandeira da Nicarágua ao lado da Catedral Velha em Managuá, capital do país. (Foto: canva)
Bandeira da Nicarágua ao lado da Catedral Velha em Managuá, capital do país. (Foto: canva)

O governo ditatorial de Daniel Ortega continua expulsando líderes cristãos da Nicarágua. Desta vez, mulheres foram alvo da repressão.

Segundo a Missão Portas Abertas, cerca de 30 líderes foram obrigadas a saírem do país, no dia 28 de janeiro, nas cidades de Manágua e Chinandega.

“Disseram a elas que tinham que sair, e permitiram que levassem alguns de seus pertences”, relatou uma fonte local.

Martha Patricia Molina, pesquisadora e autora do relatório “Nicarágua: uma Igreja Perseguida?”, descreveu a expulsão como uma “noite do terror”.

Segundo ela, os agentes da ditadura “só permitiram que levassem alguns pertences, apenas o suficiente para suas mãos. O paradeiro das cristãs expulsas é desconhecido”.

No mesmo dia, o governo também apreendeu todos os móveis e objetos da casa do líder cristão Rolando Álvarez. Ele está exilado da Nicarágua desde janeiro de 2024.

“Vários caminhões brancos foram usados para remover todos os pertences, como uma cruz. Os que viram a remoção me relataram como foi doloroso”, disse Martha.

A pesquisadora, que também é advogada, já registrou quase mil ataques da ditadura contra a Igreja desde 2018.

Igrejas fechadas e líderes perseguidos

A Nicarágua enfrenta uma crise política, social e de liberdades que se agravou após as polêmicas eleições gerais realizadas em 7 de novembro de 2021, quando Daniel Ortega foi reeleito para um quinto mandato.

Desde então, mais de 256 igrejas evangélicas foram fechadas pelo governo nos últimos quatro anos, segundo a organização de direitos humanos Nicarágua Nunca Más.

Pelo menos 200 líderes religiosos fugiram do país. Mais de 20 foram foram destituídos de sua cidadania e 65 foram indiciados por conspiração e outras acusações.

Segundo o diretor do ministério Mountain Gateway, John Britton Hancock, que também foi alvo do governo Ortega, há 100 pastores presos neste momento.

Desde 2018, o governo fechou mais de 5.400 ONGs, sendo que várias delas eram evangélicas.

A Portas Abertas relatou que a comunidade cristã nicaraguense tem se oposto ao regime de Ortega há anos, com líderes cristãos criticando a repressão violenta de manifestantes e as restrições à liberdade de expressão.

Os cristãos evangélicos se tornaram alvos de repressão e restrições em sua liberdade religiosa. Em meio a perseguição crescente, muitos estão se reunindo nas casas para poder cultuar a Deus sem chamar a atenção das autoridades.

A Nicarágua ocupa a 30ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2025 da Missão Portas Abertas.

Fonte: Guia-me com informações de Portas Abertas

Os países mais perigosos para cristãos na Ásia

Cristãos sofrem perseguição por causa da fé em Jesus
Cristãos sofrem perseguição por causa da fé em Jesus

Seja pela vasta extensão territorial ou o número recorde de habitantes, a Ásia é uma região com grande destaque no cenário global. Não é diferente no contexto de perseguição aos seguidores de Jesus. O país com o maior índice de perseguição aos cristãos, a Coreia do Norte, fica na região, assim como outras nações que fazem parte do Top50 da Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2025.

Um dos desafios para a igreja na Ásia são as guerras civis. Em Mianmar, o conflito com a junta militar causou deslocamentos em massa, incêndio de igrejas e morte de cristãos em bombardeios. No Oriente Médio, que faz parte da Ásia, a situação no Iêmen, o 3º país da LMP 2025, é semelhante. A guerra causou deslocamentos e fome severa, que afetam profundamente a comunidade cristã local.

Outro destaque na Ásia é a ascensão acelerada das nações da Ásia Central no ranking. Além do Quirguistão, país que subiu 14 posições, o Cazaquistão e o Tajiquistão também aumentaram na pontuação de violência. O aumento da violência é devido a invasões a igrejas que ocorreram com mais frequência e a relatos de cristãos que enfrentaram tratamentos violentos de forma individual.

A crise em Manipur, na Índia, também continua a deixar um rastro de destruição de casas e das igrejas e deslocados internos. Entre tantos desafios, a Igreja Perseguida na Ásia precisa de orações e apoio para continuar sendo sal e luz nos países mais perigosos para cristãos. Descubra mais no mapa e e-book gratuitos da Lista Mundial da Perseguição 2025.

Fonte: Portas Abertas

Cristãos são forçados a fugir no Iraque

Bandeira do Iraque (Foto: canva)
Bandeira do Iraque (Foto: canva)

A violência usada pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI) para dominar o Iraque causou a fuga de 1,3 milhão de cristãos do país, que foram obrigados a se refugiar em outras nações. Dos 200 mil seguidores de Jesus que restam no país, muitos se tornaram deslocados dentro do território, como Bushra e sua família.

Com a invasão dos jihadistas em junho de 2014, Bushra, o esposo e os três filhos fugiram de Mosul, onde moravam. Na fuga, foram parados pelos soldados do EI e obrigados a dar o pouco dinheiro que tinham, além das chaves da casa e os documentos de identificação.

Todos foram para Qaraqosh, onde encontraram a família da fé. “Fugimos para Qaraqosh, onde passamos 20 dias. Quando chegamos, os cristãos locais nos apoiaram muito e não nos deixaram passar necessidade. Eles foram generosos, embora sua situação também fosse instável. As pessoas de lá não sabiam que logo enfrentariam o mesmo destino”, testemunha a cristã de quase 50 anos.

Com os bombardeios, um líder cristão ligou para Bushra e alertou que ela, o esposo e os filhos junto com as famílias do pai e irmão fugissem para Erbil. Os cristãos foram apoiados com roupas, aquecedores, carpetes e outros itens de necessidades básicas.

“Ficamos em um prédio inacabado onde muitas famílias estavam. A igreja separou um pequeno espaço para cada família. Embora a situação fosse difícil, as igrejas fizeram o melhor que puderam para nos fornecer nossas necessidades básicas, como comida e outras coisas”, reconhece Bushra.

Há quatro anos, a cristã e seu marido tiveram que vender a casa em Mosul por um preço baixo para comprar uma casa pequena em Erbil. O esposo da cristã, que sustentava a família com seu trabalho, faleceu e agora ela vive com uma renda de menos de 500 reais por mês. “Peço que orem para que Deus nos envie sustento e que ele nos proteja e mantenha todos os cristãos seguros, isso é o mais importante para nós”, completa.

Fonte: Portas Abertas

Sete igrejas são incendiadas na Nova Zelândia

Bandeira da Nova Zelândia. (Foto: Canva)
Bandeira da Nova Zelândia. (Foto: Canva)

Sete igrejas foram alvo de ataques incendiários na mesma noite, na Nova Zelândia, no último sábado (22).

Segundo a BBC, quatro igrejas na cidade de Masterton sofreram danos, enquanto outras três igrejas foram alvejadas, mas não pegaram fogo.

Os ataques aconteceram entre às 4h e 5h da madrugada. A Igreja Anglicana da Epifania, a Igreja Católica de São Patrício Masterton, a Igreja Batista Masterton e a Igreja Equippers Masterton foram incendiadas.

Doze caminhões do Corpo de Bombeiros foram precisos para apagar as chamas. Os templos tiveram danos moderados a significativos, com janelas quebradas, cadeiras queimadas e estofados chamuscados. Ninguém ficou ferido.

Uma funerária na região, que possui uma capela, também foi incendiada por volta das 10 horas, felizmente ninguém estava no prédio.

As autoridades estão investigando o ataque. “Os incêndios estão sendo tratados como suspeitos e foram encaminhados à polícia”, disse um porta-voz do Corpo de Bombeiros e Emergências.

O líder da Igreja Batista de Masterton, David Dew, afirmou que os danos no templo poderiam ter sido piores caso os bombeiros não tivessem chegado rapidamente. O pastor relatou que acha que alguém jogou um objeto pela janela para iniciar o incêndio.

Para Dew, os incêndios foram criminosos e planejados. “Este ato deliberado é muito perturbador. Você normalmente não tem sete bombas incendiárias à mão, você tem que fazê-las”, comentou, em entrevista ao The New Zealand Herald.

Comunidade em choque

O prefeito de Masterton, Gary Caffell, afirmou que os ataques assustaram e geraram choque entre os moradores.

“Você simplesmente não espera que algo desse tipo de coisa aconteça, e particularmente em um lugar como Masterton”, observou ele, à mídia local.

A polícia reforçou o patrulhamento na região e em cidades vizinhas, e a comunidade ofereceu ajuda às igrejas atingidas.

“Tem sido uma manifestação de apoio da comunidade de comerciantes que estão dispostos a ajudar, de organizações que têm salões e prédios nos quais as igrejas podem ter cultos se precisarem, tem sido notável”, contou o prefeito Caffell.

“[As igrejas] ficaram surpresas com o apoio da comunidade. Eles também estão, como o restante, muito felizes por não haver edifícios absolutamente destruídos ou vidas perdidas”, acrescentou.

Após os ataques, um homem publicou vídeos nas redes socias afirmando que foi o responsável pelos incêndios e expressou sentimentos antirreligiosos e antimonarquistas. “Olá, eu ateei fogo às sete igrejas. Sete estrelas, sete velas”, afirmou ele.

A polícia informou que está investigando os vídeos. No ano passado, uma igreja na cidade de Auckland foi incendiada durante dois ataques na mesma noite.

Fonte: Guia-me

Evangélico é o público que mais lê no Brasil, diz diretor da Editora Mundo Cristão

Renato Fleischner, diretor de operações da Editora Mundo Cristão (Foto: Divulgação/Editora Mundo Cristão)
Renato Fleischner, diretor de operações da Editora Mundo Cristão (Foto: Divulgação/Editora Mundo Cristão)

O público evangélico pode ser considerado o maior segmento de leitores do Brasil. A afirmação é de Renato Fleischner, diretor de operações da Editora Mundo Cristão, que celebra 60 anos de atuação em 2025. 

Segundo ele, os números de vendas de livros cristãos mostram um público fiel e engajado, que consome literatura principalmente para edificar sua fé.

“A Mundo Cristão tem demonstrado um crescimento contínuo no mercado editorial. Em 2024, registramos a venda de mais de 310 mil exemplares de livros físicos e um aumento de 45% no faturamento em relação ao ano anterior”, disse Fleischner em entrevista ao site Guiame

“O sucesso de títulos voltados para a espiritualidade, como As 5 Linguagens do Amor, que já vendeu mais de 2 milhões de cópias, e a série O Poder, de Stormie Omartian (confira os livros aqui), que ultrapassou 5 milhões de exemplares vendidos, indicam um público amplo e fiel, interessado em literatura cristã para edificação pessoal, familiar e comunitária.”

O crescimento da população evangélica no Brasil tem impacto direto no mercado editorial cristão, conforme explica Fleischner. 

“O aumento do número de evangélicos tem impulsionado a busca por materiais que fortaleçam a fé e a prática cristã”, destacou. “Nós acompanhamos essa demanda com uma curadoria editorial focada em questões essenciais da espiritualidade, oferecendo publicações que ajudam os leitores a ouvir melhor a voz de Deus, edificar suas comunidades e fortalecer seus relacionamentos familiares.”

A editora, que já lançou diversos best-sellers ao longo das décadas, também aposta na diversidade de conteúdos para atender ao público cristão. 

“Além de obras voltadas à espiritualidade e à vida devocional, temos investido em ficção cristã, um segmento que vem ganhando força desde 2023 com o lançamento de Corajosas (veja aqui)e que será expandido ainda mais em 2025.”

60 anos de história 

Ao longo das últimas seis décadas, a Mundo Cristão acompanhou e impulsionou transformações no mercado editorial cristão. Desde a publicação de O Mais Importante é o Amor, no final da década de 1960, até a criação da Nova Versão Transformadora (NVT) da Bíblia em 2016 (veja aqui), a editora tem se destacado pela inovação e acessibilidade.

“Desde nossa fundação, temos buscado formas de tornar a mensagem cristã mais acessível ao público brasileiro”, afirmou Fleischner. “Em 2016, a chegada da NVT ofereceu um novo frescor para o reencontro do leitor com o texto sagrado, aliando erudição e comunicabilidade.”

Além das publicações tradicionais, a editora tem investido no mercado digital. “Publicamos e-books desde 2012, lançamos audiobooks em 2017, e agora temos o MC Global, um projeto para levar a literatura cristã brasileira para um público internacional”, disse o diretor. Outra inovação da Mundo Cristão foi a publicação da Bíblia Filament, uma das edições mais tecnológicas do texto sagrado. “Esse projeto sincroniza o texto impresso com um aplicativo móvel que oferece desde notas explicativas até vídeos, áudios, mapas interativos e devocionais.”

Ficção cristã e planos para o futuro

Nos últimos anos, um segmento tem se destacado no mercado cristão: a ficção cristã. “Desde 2023, temos visto um crescimento exponencial desse gênero”, afirmou Fleischner. “O livro Corajosas (veja aqui) marcou essa virada, e a partir de 2025, traremos lançamentos mensais, incluindo obras de autores nacionais e traduções de grandes sucessos internacionais.”

O impacto foi significativo: entre 2022 e 2024, o faturamento com ficção cristã cresceu mais de 5000%. “Esse movimento mostra que o público cristão busca narrativas envolventes que, além do entretenimento, carregam mensagens de fé e transformação”, disse o diretor.

Para celebrar as seis décadas da editora, além de novos lançamentos, a Mundo Cristão também modernizou sua identidade visual e criou uma nova logomarca. “Estamos nos preparando para um novo ciclo de crescimento, e a atualização da nossa identidade reflete essa nova fase.”

O futuro da leitura no Brasil passa pelos evangélicos

A forte presença do público evangélico no mercado literário reforça que os hábitos de leitura da comunidade cristã seguem crescendo. 

“Os evangélicos leem porque acreditam que a leitura fortalece a vida espiritual, o casamento, a família e a comunhão com Deus”, concluiu Fleischner. 

“Olhando para o futuro, acreditamos que a literatura cristã continuará sendo uma ferramenta essencial para o fortalecimento da fé e da cultura no Brasil.”

Fonte: Guia-me

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