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“Aproveite sua liberdade para falar de Jesus”, diz cristã da Coreia do Norte em visita ao Brasil

Mulher cristã olhando para uma cruz, na Coreia do Norte (Foto: Reprodução/TWR)
Mulher cristã olhando para uma cruz, na Coreia do Norte (Foto: Reprodução/TWR)

Há décadas, a Coreia do Norte é o país mais fechado para o Evangelho do mundo, proibindo igrejas, Bíblias e evangelismo.

No país, que ocupa o 1° lugar da Lista Mundial da Perseguição 2025 da Missão Portas Abertas, se uma pessoa que se converteu ao cristianismo for descoberta, enfrenta prisão, tortura, trabalho forçado em campos de prisioneiros e até a morte. O cristão é considerado um criminoso e as punições atingem toda sua família, até a terceira geração.

Avivamento na Coreia do Norte

Mas nem sempre foi assim. Antes da separação do país em Coreia do Norte e Coreia do Sul – ao final da Guerra da Coreia na década de 1950 – havia cerca de 500 mil cristãos na região que hoje é a Coreia do Norte.

Antes mesmo dos primeiros missionários protestantes chegarem na área em 1886, já havia uma pequena comunidade de cristãos.

Em 1907, um grande avivamento marcou a história da nação, com a capital Pyongyang sendo chamada de a “Jerusalém do Oriente”. Centenas de igrejas surgiram, várias reuniões de avivamento foram realizadas e instituições de ensino cristãs foram criadas.

Os pais e avós de Kim Sang-Hwa (pseudônimo), uma cristã norte-coreana, viveram nessa época e desfrutaram da liberdade religiosa na região.

Em entrevista ao Guiame, a desertora contou o testemunho de fé de sua família. “Eu sou a terceira geração de cristãos na minha família, pois meu pai e meus avós se converteram antes da Guerra da Coreia entre 1950 e 1953. Porém, eu já nasci em um contexto de extremo controle do governo sobre todo cidadão norte-coreano e, principalmente, sobre o cristão que é visto como traidor do sistema, do governo e do país”, contou ela.

Mesmo nascendo em uma família cristã, Kim não sabia que seus pais eram convertidos e nunca havia ouvido sobre Jesus em casa. No país, os pais mantêm a fé escondida dos filhos, porque as crianças são incentivadas a denunciar os pais na escola.

“As crianças norte-coreanas são estimuladas a entregar seus pais, caso encontrem uma Bíblia (livro preto) em casa ou encontrem seus pais em atitudes suspeitas”, explicou Sang-Hwa.

Descobrindo que seus pais eram cristãos

Até que aos 9 anos, ela descobriu a crença da família. “Um dia, vasculhando uma gaveta de uma mesa de escritório, vi que essa mesa tinha um fundo falso. Enfiei a mão e senti um papel diferente e achei que fosse dinheiro. Ao puxar, veio um livro preto sem inscrição alguma na capa. Abri e li: ‘No princípio criou Deus os céus e a terra’. Fechei rapidamente e entendi que aquele era o livro preto. Tremi, chorei, fiquei confusa. Não sabia o que fazer: entregar meu pai para a professora, perguntar a ele sobre o livro proibido”, lembrou Kim.

Mesmo com medo, Kim decidiu perguntar ao pai e ele lhe apresentou o Evangelho pela primeira vez.

“Ele me mostrou o céu, estrelas, a terra e a grama sobre nossos pés e disse que tudo o que há, inclusive os seres humanos, foram criados por Deus. Eu, como toda a população norte-coreana não sabia o que era criar, o que era criação. E de repente, eu estava me deparando com um Deus, um ser superior a Kim Jong Il e Kim Jong Un, que tinha criado tudo o que existia”, relatou.

A menina aceitou Jesus e iniciou uma jornada com Deus. “Foi assim, perguntando ao meu pai incessantemente e lendo a Bíblia, que fui crescendo em graça e verdade”, testemunhou Kim.

A norte-coreana foi transformada em sua identidade depois de conhecer o Evangelho. “Quem conhece a Deus tem a sua identidade devolvida”, ressaltou.

“Na Coreia do Norte, o cidadão não se reconhece como cidadão. Tudo o que ele tem e é, pertence ao Estado. E ele acha isso normal, pois é a sua única referência. Quando conhecemos Jesus absolutamente tudo muda. Nós temos um Deus com quem conversar e sabemos que somos ouvidos. Nós não somos mais cidadãos de um país que não se relaciona. Mas somos cidadãos do Reino dos Céus e temos uma identidade como filhos amados de Deus”, refletiu.

Vigiados por agente secreto

Kim ainda revelou que sua família viveu a fé em secreto, assim como todo o restante dos cristãos no país.

“A igreja na Coreia do Norte é secreta. Os negócios de família (comércios e serviços) são utilizados para encontros de cristãos e para evangelismo. Mas isso também é muito perigoso e, sempre que descoberto, os cristãos são mortos ou enviados para campos de trabalhos forçados”, explicou ela.

“O evangelismo é feito no corpo a corpo. Começando por nossos filhos, de forma bem restrita, com restrição de palavras e orações e até a forma de falar, pois estamos passíveis de sermos delatados por nossos filhos, esposos e esposas”.

A norte-coreana disse que seu pai evangelizou um vizinho durante 30 anos, mesmo enfrentando riscos. Quando este homem estava no leito de morte, revelou que era um agente secreto do regime comunista.

“Na cama, para morrer, ele chamou meu pai, que foi orar por ele. O homem revelou que foi designado para investigar a nossa família. Ele sabia que éramos cristãos e por 30 anos não nos delatou”, contou.

Durante décadas, a família de Kim foi protegida por Deus. “A graça de Deus é abundante sobre a Igreja Perseguida na Coreia do Norte. Não tememos a morte”, testemunhou Sang-Hwa.

“Ainda criança, quando eu evangelizava um coleguinha, tinha certeza de que, se fosse morta por isso, estaria com Jesus na mesma hora e que poderia levar aquele colega a conhecer a Cristo. Isso era motivador para mim”, destacou.

Na vida adulta, Kim fugiu para a China com seu esposo, também cristão, e seu filho. O casal temia que um dia sua fé fosse descoberta.

“Conhecemos muitos cristãos norte-coreanos refugiados na China e fizemos um grupo de adoração e ensino bíblico e isso fez com que fôssemos fortemente monitorados e perseguidos”, disse.

“Em alguns anos, resolvemos sair também da China e ir para um país livre de perseguição a cristãos, que foi a Coreia do Sul, onde estamos até hoje e nossos outros filhos nasceram”, acrescentou.

Liberdade religiosa no Brasil

Em viagem ao Brasil com a Missão Portas Abertas, Kim conheceu de perto a liberdade religiosa que as igrejas brasileiras desfrutam.

“Eu só tenho a dizer o quanto vocês podem adorar livremente a Deus. O quanto vocês podem evangelizar livremente. O quanto isso é possível e até estimulado no Brasil”, afirmou.

“Por favor, aproveitem a liberdade que vocês têm para adorar a Deus, buscar a Deus, ter comunhão um com os outros e, principalmente, para falar de Jesus. O fim está próximo e a perseguição global é uma realidade. Aproveitem a liberdade religiosa que vocês têm”, encorajou ela.

Fonte: Guia-me

Denúncia contra Bolsonaro não deve mudar postura da igreja, diz teólogo

Ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução)
Ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução)

Na última terça-feira (18), o ex-presidente Jair Bolsonaro foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), ao Supremo Tribunal Federal (STF), por tentativa de golpe de Estado e outros crimes como liderança de organização criminosa armada, grave ameaça contra o patrimônio da união, entre outras ações.

Preferido pela maioria do leitorado evangélico, os acontecimentos dessa semana criaram um clima de incertezas no cenário político para 2026. Mas qual deve ser a postura da igreja em meio a esse turbilhão todo e como isso impactará as próximas eleições?

“Acredito que a denúncia muda pouco o cenário eleitoral. Como toda base populista, o bolsonarismo conta com um grupo de eleitores que vota nele independentemente de qualquer coisa. É um compromisso de fé, literalmente. Não sou jurista e, como leigo, não posso avaliar a força jurídica da denúncia, mas sua gravidade, ao menos do ponto de vista moral, é evidente”, afirma o teólogo e escritor especialista em política, Gutierres Fernandes.

Ele lembra que o próprio Bolsonaro chegou a admitir que havia recebido propostas para ‘virar a mesa’. “Golpe de Estado não é brincadeira; trata-se da destruição do Estado, da Constituição e do tecido social. É uma crise gravíssima, pois pode comprometer o próprio sistema de justiça e a legalidade de um país. Infelizmente, muitos não compreendem a gravidade de um golpe de Estado”, enfatiza.

Para o teólogo, autor do livro “Quem tem medo dos evangélicos?: Religião e democracia no Brasil de hoje“, países instáveis, marcados por históricos de golpes e contragolpes, não se desenvolvem e, muitas vezes, retrocedem. “A democracia liberal, republicana, o Estado de Direito e o império das leis são os pilares que sustentam a prosperidade das nações”.

Por outro lado, Fernandes afirma que igreja sempre sofre prejuízo quando se associa diretamente à política. “Quando um candidato é apresentado como ‘o candidato da igreja’, todos os erros desse candidato inevitavelmente recaem sobre a própria igreja. É uma questão de lógica. A instrumentalização política da fé transforma a comunidade cristã em refém dos escândalos, incoerências e fracassos de figuras públicas que, muitas vezes, não representam genuinamente os valores do evangelho, mas apenas os utilizam para fins eleitorais”, alerta.

União entre igreja e Estado é um sinal de alerta

Na sua visão, um dos maiores riscos para a sociedade é quando a igreja tenta se unir ao Estado, experiência essa que, ao longo da história, nunca deu certo. O teólogo acredita que esse distanciamento é necessário e que isso mantém a autoridade moral da igreja e o seu testemunho diante do mundo.

Jornalista e teólogo Gutierres Fernandes, autor do livro "Quem tem medo dos evangélicos?", pela Editora Mundo Cristão. Foto: Arquivo Pessoal.
Jornalista e teólogo Gutierres Fernandes, autor do livro “Quem tem medo dos evangélicos?”, pela Editora Mundo Cristão. Foto: Arquivo Pessoal.

“Ao longo da história, sempre que a igreja se fundiu ao Estado, sua missão foi comprometida. É essencial retomarmos um princípio que nasceu com os antigos batistas e que foi central para a construção das democracias modernas: a separação entre Igreja e Estado. Essa separação não significa hostilidade à fé ou marginalização da influência cristã na sociedade, mas sim a preservação da integridade da igreja e da liberdade religiosa”, justifica.

Fernandes faz questão de ressaltar que o evangelho não precisa do Estado para avançar e a igreja não precisa do favor de governantes para cumprir sua missão. “Sua força está no Espírito Santo, não no apoio de partidos ou líderes terrenos. Quando a igreja abandona essa verdade, corre o risco de se tornar irrelevante espiritualmente, trocando sua vocação profética por mero ativismo político”, adverte o teólogo, que completa:

“O compromisso da igreja deve ser com o Reino de Deus, não com projetos de poder. O que transforma a sociedade não são alianças políticas passageiras, mas a fidelidade à mensagem de Cristo. O verdadeiro impacto cristão na esfera pública ocorre não quando a igreja se torna uma força eleitoral, mas quando seus membros vivem e testemunham o Evangelho”.

Fonte: Comunhão

Cofundador da Wikipédia se se torna cristão após 35 anos como ateu

Larry Sanger, cofundador da Wikipédia (Foto: reprodução/ Wikipedia)
Larry Sanger, cofundador da Wikipédia (Foto: reprodução/ Wikipedia)

O cofundador da Wikipédia, Larry Sanger, se declarou publicamente que se tornou cristão após anos de ceticismo. Em seu blog, cujo texto ocupa 48 páginas, Sanger relata seu reencontro com Deus.

Batizado como Lawrence Mark Sanger, ele afirmou que os cristãos são chamados a viver a missão “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”, e que sua forma de cumprir essa missão foi compartilhando sua própria história de conversão.

“É finalmente hora de confessar e explicar, de forma completa e pública, que sou cristão”, escreveu. “Os seguidores deste blog provavelmente já suspeitavam disso, mas já passou da hora de compartilhar meu testemunho adequadamente”.

E continuou: “Fui chamado a ‘ir por todo o mundo e pregar o Evangelho a toda criatura’. Uma das maneiras mais eficazes de fazer isso é contar a história da sua conversão”.

Cristianismo e ceticismo

Sanger nasceu em uma família cristã com pais luteranos. O casal se conheceu na Missouri Synod, a mais conservadora das duas maiores denominações luteranas nos EUA.

Ele recorda que, quando criança, fazia muitas perguntas. Aos 12 anos, Sanger foi confirmado na igreja luterana, mas logo depois parou de frequentá-la e, durante sua adolescência, perdeu completamente a fé.

Sanger compartilhou que passou 35 anos como descrente, sendo “um devoto da racionalidade, do ceticismo metodológico e de um rigor um tanto quanto duro e prático (mas sempre de mente aberta)”.

Seu círculo social, influenciado por seu campo de estudo em filosofia analítica e seu interesse pela filósofa Ayn Rand, era predominantemente ateu.

“Tenho um doutorado em filosofia, com formação em filosofia analítica, um campo dominado por ateus e agnósticos. Uma vez, frequentei as margens da comunidade de Ayn Rand, que também é fortemente ateísta. Portanto, velhos amigos e colegas que perderam o contato podem estar surpresos [sobre sua conversão]”, escreveu.

Propósito como cristão

Sanger negou ser um “inimigo da fé” ao estilo de Richard Dawkins, afirmando que era “apenas um cético” que criticava ambos os lados do debate sobre Deus.

“Espero especialmente alcançar aqueles que são como eu costumava ser: pensadores racionais que talvez estejam abertos à ideia, mas simplesmente não convencidos”, confessou.

Segundo Sanger, Dawkins e o filósofo Daniel Dennett eram “grosseiros e desagradáveis”, enquanto o apologista cristão William Lane Craig, embora sério, era “intelectualmente desonesto”.

Sanger relatou que sua conversão ao cristianismo teve início quando suas objeções à fé começaram a desaparecer gradualmente, “uma por uma”. Ele também mencionou o comportamento dos cristãos como algo que o impactou.

“Observei que os cristãos nas redes sociais muitas vezes (embora nem sempre) se comportam com maturidade e graça, enquanto seus críticos frequentemente agem como trolls desagradáveis”, disse ele.

Sanger começou a ler a Bíblia em 2019. Ele passou tempo orando e reexaminando antigos argumentos filosóficos sobre a existência de Deus, antes de retornar à fé “silenciosamente e desconfortavelmente” em 2020.

Fonte: Guia-me com informações de Christianity Today

The Chosen: 5ª temporada tem trailer eletrizante e data de estreia no Brasil

Cena da 5ª temporada de The Chosen. (Foto: Reprodução)
Cena da 5ª temporada de The Chosen. (Foto: Reprodução)

A quinta temporada de The Chosen, que tem como subtítulo “A Última Ceia“, ganhou o seu primeiro trailer nesta quinta-feira, 20. As imagens eletrizantes da nova temporada mostram a saga de Jesus Cristo (Jonathan Roumie) por Jerusalém, onde enfrentará líderes religiosos e políticos. Nas imagens é possível ver Jesus virando mesas durante o festival religioso judaico e desafiando as autoridades, enquanto o clima de tensão na região só aumenta.

Dallas Jenkins, criador de The Chosen, disse: “Acho que estou mais animado para entregar este trailer do que qualquer outro que já fizemos. O que não é uma coincidência porque sinto o mesmo sobre a quinta temporada como um todo.”

“É a Semana Santa, a semana mais impactante e famosa da história da humanidade. Jerusalém é um barril de pólvora com todos os seguidores de Jesus, inimigos e mais de um milhão de peregrinos da Páscoa reunidos em um pequeno lugar. Ele mostra lados de Si mesmo que nunca vimos até agora — virando mesas, literalmente estalando o chicote e chorando de desgosto, mas também de amor”, completa.

“A mesa está posta. O povo de Israel saúda Jesus como rei, enquanto seus discípulos aguardam a sua coroação. Mas – em vez de confrontar Roma – ele desafia as tradições da festa religiosa judaica. Sentindo seu poder ameaçado, os líderes religiosos e políticos do país farão qualquer coisa para garantir que esta ceia de Páscoa seja a última de Jesus”, diz a sinopse da nova temporada.

A quinta temporada vai estrear na Amazon Prime Video em 28 de março, nos EUA. Já no Brasil, os capítulos 1 e 2 chegam às salas de exibição em 10 de abril de 2025, pouco antes da Páscoa, que será celebrada no dia 20 do mesmo mês. A temporada completa estará disponível nas plataformas de streaming ainda em 2025.

Estreia na Amazon Prime Video

Após deixar o catálogo da Netflix, a série The Chosen já tem nova casa. O Instagram oficial da trama anunciou que Dallas Jenkins, produtor da produção, assinou contrato com a Amazon MGM Studios, que transmite seus conteúdos na Amazon Prime Video.

“À medida que olhamos para o futuro, vemos grandes oportunidades de desenvolver conteúdo adicional inspirado na fé para nossos clientes globais do Prime Video“, disse Vernon Sanders, chefe de TV da Amazon MGM Studios.

O Prime Video terá a exclusividade da exibição não apenas dos novos episódios, mas também das temporadas anteriores.

As três primeiras temporadas ficaram no catálogo da Netflix até 31 de dezembro.

Fonte: Metrópoles

Igreja Bola de Neve comprou casa de R$ 5 mi para irmã do apóstolo Rina, dizem ex-pastores

Fachada da igreja Bola de Neve (Foto: Reprodução)
Fachada da igreja Bola de Neve (Foto: Reprodução)

Ex-pastores da Bola de Neve denunciaram a compra de um imóvel de luxo feito pela igreja. Localizado em Perdizes, São Paulo, a propriedade, adquirida pela Igreja Evangélica Bola de Neve por R$ 4.975.000,00, em maio de 2022, fica em um terreno de quase 600 m², de acordo com matrícula pública do imóvel que o portal UOL teve acesso. Segundo ex-pastores da instituição, a casa teria sido destinada à pastora Priscila Seixas, irmã do apóstolo Rina, fundador da igreja.

Um vídeo que trata da denúncia da compra da casa viralizou nas redes sociais nos últimos dias e gerou questionamentos entre fiéis da denominação, principalmente devido à falta de transparência na decisão. Em condição de anonimato, a reportagem do portal UOL conversou com ex-líderes da Bola de Neve.

Em muitas igrejas, decisões envolvendo altos valores e a aquisição de propriedades costumam passar por assembleias, nas quais os membros têm o direito de votar e opinar. No entanto, segundo um ex-pastor ouvido pela reportagem, essa prática não ocorreu na Bola de Neve. “Eu posso te garantir que isso não passou por assembleia”. Outro ex-líder da denominação também comentou sobre o caso: “Você acha certo a Priscila morar numa casa da igreja, comprada pela igreja, de R$ 5 milhões?”

Além da aquisição do imóvel, ex-integrantes relatam que a residência passou por uma reforma de alto custo. Segundo um ex-pastor, uma banheira de hidromassagem foi instalada na casa, com um sistema de iluminação e som que custou cerca de R$ 20 mil.

“Uma coisa faraônica, não tem o porquê disso”, declarou a fonte, ressaltando que a estrutura da casa se distancia da realidade da maioria dos pastores e principalmente dos membros da denominação.

No ano passado, um vídeo publicado pela pastora Priscila repercutiu ao mostrar uma de suas funcionárias servindo a refeição de seu cachorro em uma bandeja. “Agora é assim, não é só meu café que vem na bandeja, não, a Marta come na bandeja para não ter que descer.” Diante da repercussão, Priscila apagou o vídeo de seu Instagram. Segundo as fontes, essa gravação foi feita na casa adquirida pela igreja.

O que diz a Bola de Neve

Por meio de nota enviada ao UOL, a Igreja Bola de Neve negou que a pastora Priscila resida no imóvel, mas confirmou que a propriedade pertence à instituição.

O imóvel citado realmente pertence à Igreja Bola de Neve e serve, bem como outras unidades, para a habitação de membros da instituição. Tal prática, além de legal, é comum em outras denominações.

A reportagem questionou a igreja sobre quem estaria residindo na casa e também pelo responsável pelos pagamentos de impostos e despesas do imóvel, mas não obteve resposta.

Crise na igreja

As denúncias sobre a casa de R$ 5 milhões se somam a uma série de polêmicas envolvendo a denominação desde a morte de seu fundador, o Apóstolo Rina, em novembro do ano passado. A perda do líder trouxe à tona disputas internas, relatos de abuso de poder e investigações sobre o destino das doações arrecadadas pela igreja.

Nos últimos meses, a Bola de Neve tem enfrentado um esvaziamento expressivo. Estima-se que mais de 120 igrejas já tenham se desligado da denominação, que antes contava com mais de 530 templos.

Fonte: Portal UOL

Justiça determina exclusão de perfil da Assembleia de Deus em rede social

Mãos de uma mulher segurando um smartphone (Foto: Canva Pro)
Mãos de uma mulher segurando um smartphone (Foto: Canva Pro)

A 2ª Vara Cível da Comarca de Jaru, em Rondônia, julgou procedente o pedido da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, que teve o perfil na rede social Facebook invadido por hackers. Após o ataque, a página passou a exibir conteúdos pornográficos, o que gerou preocupação quanto à preservação da imagem e honra da instituição religiosa.

De acordo com a decisão, proferida nesta quinta-feira (20), o Facebook Serviços Online do Brasil LTDA foi condenado a excluir definitivamente o perfil hackeado. Além disso, a plataforma deverá arcar com as custas processuais e honorários advocatícios fixados em 10% do valor atualizado da causa.

Na ação, a igreja relatou que utilizava o perfil para divulgar programações e eventos religiosos, sendo um importante canal de comunicação com a comunidade local. Após perceber a invasão e o uso indevido da página, a instituição tentou solucionar a questão diretamente com a plataforma, mas não obteve sucesso, o que motivou o ingresso na Justiça.

O juiz Alencar das Neves Brilhante, ao analisar o caso, destacou que, embora o Facebook disponibilize ferramentas de segurança, a falta de ação rápida após a notificação do problema configura falha na prestação do serviço. “Cabe à plataforma assegurar a proteção dos perfis de seus usuários e agir diligentemente para mitigar riscos cibernéticos, especialmente quando há relatos de comprometimento de contas”, destacou o magistrado.

A sentença também ressaltou que a veiculação de conteúdo impróprio em perfil vinculado a uma instituição religiosa atinge diretamente sua honra e imagem. Assim, entendeu-se como legítimo o pedido de exclusão definitiva da página, para evitar danos irreparáveis à reputação da igreja.

O processo segue para eventuais recursos, mas a decisão liminar, que já havia determinado a exclusão temporária do perfil, foi ratificada com a sentença final.

Fonte: Jaru online

Pastor é interrogado mais de 50 vezes em Cuba

Homem cristão com uma Bíblia nas mãos (Foto: Portas Abertas)
Homem cristão com uma Bíblia nas mãos (Foto: Portas Abertas)

A perseguição aos cristãos na América Latina é uma realidade e está aumentando, garantem os dados da Lista Mundial da Perseguição 2025. Em países como Cuba, a liberdade religiosa e outros direitos humanos são violados para que o Estado mantenha o controle total da população.

Cuba é o país mais perigoso para os cristãos. De 2021 a março de 2024, foram registrados 614 incidentes de perseguição aos seguidores de Jesus no país. A perseguição aos cristãos cubanos começou com a Revolução de 1959.

Nesse período, houve o confisco de propriedades de igrejas, como escolas, hospitais e terras, além de prisão, exílio e vigilância constante dos líderes cristãos que se mantiveram no país.

Livramento que gera salvação

Quando criança, Miguel (pseudônimo) ouvia rumores de que pessoas eram presas porque possuíam uma Bíblia. Aos 16 anos, começou a vender queijos para ajudar no sustento da casa. Ele e alguns colegas sofreram um grave acidente no caminhão em que estavam, mas sobreviveram e resolveram ir à igreja em agradecimento a Deus pelo livramento. Naquele dia, o jovem teve um encontro com Jesus e sua vida mudou.

A primeira perseguição aconteceu quando Miguel era carteiro. Ele colocou folhetos cristãos entre as folhas dos jornais que entregava. No dia seguinte, foi interrogado e ameaçado por dois policiais que foram até seu trabalho.

Miguel continuou a compartilhar o amor de Jesus e, após alguns anos, foi convidado a pastorear uma pequena igreja na zona rural. “Eu estava ciente da perseguição, mas o amor e a paixão pelo Senhor eram mais importantes”, testemunha. Faz 20 anos que o cristão cubano se tornou pastor e já passou por mais de 50 interrogatórios das autoridades cubanas.

Pastores como alvo

O peso da perseguição em Cuba recai ainda mais sobre pastores e líderes cristãos. “Eles monitoravam cada movimento meu e assediaram minha família, avisando que em breve eu seria preso”, relembra o pastor Miguel.

Toda as vezes que saía de casa, ele se despedia da família sem saber se retornaria. “Conheci pastores que sofreram acidentes de carro porque alguém mexeu em seus carros. Sempre disse à minha família para orar e estar preparada”, explica.

Inimigos dentro da igreja

O pastor Miguel lembra quando um agente do governo se infiltrou na igreja que liderava. Após meses de assédio, a expropriação da igreja foi impedida por meio da intervenção de um advogado: “Deus fez um milagre naquela época e não parou de fazer milagres desde então”.

Em outra ocasião, outro espião foi enviado à igreja e se converteu. “Um dia, ele veio até mim e disse: ‘Eles me enviaram para investigar vocês, mas o que vi aqui foi diferente do que eu esperava. Isso me fez querer me tornar cristão’”, conta pastor Miguel.

O líder cristão cubano e sua família se mudaram do país em decorrência da perseguição intensa. Mas ele continua a apoiar cristãos em Cuba e sonha com o dia em que poderá retornar ao país e viver a fé em liberdade.

Fonte: Portas Abertas

“Fé Para o Impossível” estreia nesta quinta-feira nos cinemas do Brasil

Filme "Fé para o Impossível": Dan Stulbach e Vanessa Giácomo interpretam Philip e Renee Murdoch. (Foto: Divulgação)
Filme "Fé para o Impossível": Dan Stulbach e Vanessa Giácomo interpretam Philip e Renee Murdoch. (Foto: Divulgação)

O filme “Fé Para o Impossível” estreia nesta quinta-feira (20) em todos os cinemas do Brasil. Durante as pré-estreias realizadas no país, o longa emocionou líderes religiosos, influenciadores, artistas e convidados.

Baseado em uma história real, a produção, que é uma parceria entre +Galeria, 360 WayUp e o Grupo Telefilms, narra a história da missionária americana Renee Murdoch, interpretada por Vanessa Giácomo.

Em setembro de 2012, enquanto corria no Rio de Janeiro, Renee foi brutalmente atacada e ficou entre a vida e a morte. Com um diagnóstico extremamente desfavorável e praticamente nenhuma perspectiva de recuperação, ela contrariou todos os prognósticos médicos com o apoio da família e orações que mobilizaram milhares de pessoas ao redor do mundo.

O filme

Dan Stulbach interpreta o marido de Renee, Philip Murdoch. Pastor em uma igreja, ele compartilha em suas redes sociais a evolução e a rotina da esposa durante sua recuperação, na esperança de reunir o máximo de pessoas possíveis em oração pela cura de Renee.

O relato de Philip chamou a atenção, ganhando repercussão no Brasil e no exterior, sendo destaque em diversos programas de notícias nacionais e internacionais.

No elenco, também estão Juliana Alves — que interpreta a médica responsável por cuidar de Renee — Theo Medon, Julia Gomes, Bella Alelaf e Arthur Biancato interpretando os filhos do casal de pastores.

O roteiro do filme foi escrito por Guilherme Ruiz e Carolina Minardi, como uma adaptação do livro ‘Dê a volta por cima’, de Philip e Renee, no qual dão a visão deles sobre o fato que marcou suas vidas.

Líderes cristãos recomendam o filme

Pr. Valter Brunelli (Presidente da Assembleia de Deus Beriana): “Eu quero te motivar a divulgar o filme porque ele é um grande testemunho de milagre. Deus está fazendo grandes coisas através do cinema. O Evangelho está sendo anunciado de uma forma extraordinária. ‘Fé Para o Impossível’, eu recomendo.”

Carlos Alberto Bezerra (Comunidade da Graça, São Paulo): “Uma história de fé, de esperança, de amor e de reconciliação. Uma produção incrível e um filme imperdível. Tenho certeza que assisti-lo fará um bem enorme para você, sua família e sua comunidade. Eu recomendo!”

Baseado em fatos reais

Com roteiro de Guilherme Ruiz e Carolina Minardi, adaptado do livro “Dê a Volta por Cima” de Philip e Renee Murdoch, o filme é produzido por Ricardo Costianovsky, Tomás Darcyl, Clara Ramos e Ygor Siqueira.

Fé Para o Impossível” estreia nesta quinta-feira, 20 de fevereiro, em todos os cinemas do Brasil. Grupos a partir de 20 pessoas pagam meia entrada. Além disso, é possível fechar salas de cinema para mais pessoas.

Assista ao teaser de “Fé Para o Impossível”!

Fonte: Comunhão e Guia-me

Decapitação de 21 cristãos na Líbia completa dez anos

Cristãos coptas degolados por terroristas do Estado Islâmico em 2015
Cristãos coptas degolados por terroristas do Estado Islâmico em 2015

Há dez anos, em 15 de fevereiro de 2015, o mundo testemunhou uma tragédia que se transformou em um testemunho de fé inabalável. Vinte e um cristãos, 20 egípcios coptas e um ganês, foram martirizados nas margens de Sirte, na Líbia, por militantes do Estado Islâmico. Suas vidas terrenas terminaram em brutalidade, mas eles entraram na eternidade em triunfo, coroados com a glória do céu.

Esses homens eram trabalhadores comuns, operários da construção civil que deixaram o Egito em busca de melhores oportunidades para sustentar suas famílias. Naquele dia fatídico, sob o sol brilhante e ao lado das ondas serenas e da areia silenciosa da praia de Sirte, eles estavam vestidos de laranja, enfrentando seus captores vestidos de preto. Capturados mais de um mês antes, eles haviam suportado prisão, tortura e medo, mas mantiveram a fé inabalável.

Recentemente, parceiros locais da Portas Abertas visitaram as famílias que perderam entes queridos no atentado. Samir, pai do cristão Girgis, lembra de cada detalhe relacionado ao filho, cada conversa, momentos de medo e tristeza. Toda vez que seus olhos viam os retratos do filho na sala era como se ele revivesse as lembranças do filho todas as noites antes de dormir.

Um exemplo poderoso de perdão

“Girgis tinha apenas 24 anos quando foi sequestrado e decapitado. Estava noivo e planejava se casar em agosto daquele mesmo ano, quando finalmente planejava voltar da Líbia para o Egito para sempre. Girgis está com Jesus, e isso é o que importa agora. Eu sinto falta dele a cada segundo”. E então, as palavras mais poderosas de todas: “eu perdoei os militantes que mataram meu filho. Eles não sabiam o que estavam fazendo”, afirma o pai do cristão.

No início, ele admitiu, estava perdido na dor, incapaz de pensar em qualquer outra coisa. Mas com o tempo, entendeu: “meu filho é um mártir por Jesus, e isso é uma bênção. Eu oro por aqueles que o mataram, para que possam ver a verdade e seguir a luz”. O perdão é uma convicção compartilhada entre todas as famílias que perderam entes queridos no ataque na Líbia. A dor é outro fio comum, mas a fé deles supera tanto a dor quanto a raiva.

A poucos passos dali, parceiros da Portas Abertas foram à casa de Loka, outro cristão decapitado. Ele tinha 27 anos, era marido e pai, e havia viajado para a Líbia para sustentar a família. As fotografias nas paredes carregam histórias. Uma foto mostrava-o deitado em um caixão.

Enterrados em vala comum

Quando o Estado Islâmico decapitou os 21 homens, lhes negou um sepultamento digno. Sem caixão, sem orações, sem funeral. Os corpos foram descartados em uma vala comum. Três anos depois, um dos militantes capturados revelou a localização onde os mártires haviam sido escondidos e os restos mortais foram finalmente devolvidos ao Egito.

O orgulho era evidente no rosto de Nagaty, pai de Loka. Ele caminhava pela vila com a cabeça erguida, não porque o filho havia morrido, mas porque Loka não vacilou. Ele não escondeu sua fé, não negou a Cristo e não fugiu. Ele permaneceu firme, abraçando a fé mesmo diante da tortura e da morte.

“Eu ouvi sua voz, chamando o nome de Jesus pouco antes da decapitação. Era a voz dele. Eu o reconheci. E fiquei aliviado. Ele foi fiel. Jesus estava com ele o tempo todo. E agora, ele está com Jesus. O que mais um pai poderia pedir?”, testemunha Nagaty.

Para Nagaty, não há maior realização do que saber que seu filho permaneceu firme em sua fé e agora está com o Senhor. Nesta vila, há uma reverência não dita, uma honra dada àqueles que suportaram um dos atos de perseguição mais cruéis e dolorosos. É um pequeno conforto, um alívio silencioso, para as famílias que perderam tanto.

O 10º aniversário dos mártires coptas na Líbia é um marco solene, um momento para honrar esses homens que testemunharam Cristo até a morte. Mas também é um lembrete: nem todos são chamados a morrer por sua fé, mas todos são chamados a vivê-la corajosamente. Reserve alguns minutos em oração por essas vítimas.

Fonte: Portas Abertas

Terrorista mataram 11 cristãos no estado de Plateau, na Nigéria

Cristãos durante culto em igreja na Nigéria (Foto: Gracious Adebayo/Unsplash.com )
Cristãos durante culto em igreja na Nigéria (Foto: Gracious Adebayo/Unsplash.com )

Terroristas fulani mataram um cristão e sequestraram outros quatro no estado de Plateau, na Nigéria, em 1º de fevereiro, depois de massacrar mais de 10 outros entre 27 e 31 de janeiro no mesmo estado, disseram fontes.

Terroristas Fulani atacaram a aldeia de Shendai no distrito de Namu, condado de Qua’an Pan, por volta das 21h do dia 1º de fevereiro, disse o morador da área, Matthew Tegha.

“As quatro vítimas sequestradas foram levadas pelos seus captores sob a mira de armas”, disse Tegha ao Christian Daily International-Morning Star News, com outros moradores, autoridades do conselho local e um porta-voz militar corroborando o relato.

Em cinco dias de ataques no Condado de Mangu, a partir de 27 de janeiro, terroristas Fulani mataram mais de 10 cristãos nas aldeias de Lightlubang, Chisu e Jwakkom, disseram moradores da área.

“Querido Deus, por favor, venha em nosso auxílio. Precisamos de você aqui em Mangu, Plateau State. Meu coração sangra”, disse Nanbam Denan em uma mensagem de texto para o Christian Daily International-Morning Star News. “Os ataques começaram na segunda-feira, 27 de janeiro, e duraram até sexta-feira, 31 de janeiro.”

Caleb Joseph, de Lightlubang, disse que “bandidos fulanis” mataram três membros de uma família local, um casal e seu filho, em 31 de janeiro.

“O marido, a esposa e o filho foram atacados enquanto dormiam”, disse Joseph. “Então, também, dois outros cristãos, um casal, foram mortos, assim como as outras vítimas.”

Moses Bankat, morador de Lightitlubang, corroborou os ataques de 31 de janeiro.

“Terroristas que sabemos serem terroristas Fulani invadiram a vila de Lighitlubang e mataram cinco cristãos – um homem, sua esposa e um filho, junto com outro casal cristão”, disse Bankat. “As vítimas foram massacradas pelos terroristas.”

No mesmo dia, na aldeia de Chisu, terroristas mataram uma família inteira – marido, mulher e três filhos, disse Joseph.

Bankat disse que terroristas atacaram a vila de Jwakkom em 28 de janeiro, onde outros cristãos foram mortos.

Alfred Alabo, porta-voz do Comando Policial Estadual de Plateau, disse que policiais e militares foram enviados às aldeias e as investigações começaram.

No estado vizinho de Kaduna, Condado de Lere, um funeral para o Rev. Bitrus Saleh Africa foi realizado no sábado (8 de fevereiro) na Igreja Evangélica Winning All (ECWA), Farfaru, após sua morte nas mãos de terroristas em 5 de fevereiro, quando três outros cristãos também foram mortos – Maitala Madaki, Iliya Kasada e Ishaya Luka.

O pastor Africa serviu na ECWA na vila de Majagada.

A Associação de Desenvolvimento Akurmi (AKURDA) condenou os assassinatos de 5 de fevereiro e o sequestro de outros 12 cristãos no ataque que deixou outros três feridos.

“A AKURDA condena veementemente o ato bárbaro de matar, ferir e sequestrar pessoas inocentes na comunidade de Majagada”, Maigamo Yakubu, presidente nacional da associação, e o porta-voz Pius Kyauta Agaji disseram em uma declaração conjunta. “O ataque, que começou por volta da meia-noite e se estendeu até as primeiras horas da manhã, resultou na perda de quatro vidas.”

Foram sequestrados no ataque Godiya Istifanus, 35; Feliz Awaje, 14; Raquel Istifanus, 21; Inês Yusuf, 23; Nchiye Haukuri, 26; Divino Haukuri, 14; Habila Digga, 34; Marta Ibrahim, 27; Conforto Yusuf, 29; Nahum Tanko, 40; Zakka Tanko, 30; e James Tanko, 27.

AKUDA identificou os feridos como Bawa Samaila, Thomas Bawa e Peter Maitala.

Eles pediram às autoridades nigerianas que agissem decisivamente no resgate dos cristãos sequestrados e garantissem que os ataques terroristas fossem interrompidos.

“Pedimos às agências de segurança e aos que estão no poder que intervenham prontamente e garantam a libertação segura dos indivíduos sequestrados. Também pedimos medidas de segurança aumentadas para evitar ataques futuros”, disseram.

A Nigéria continua entre os lugares mais perigosos do planeta para os cristãos, de acordo com a Lista Mundial da Perseguição de 2025 (LMP) da Portas Abertas dos países onde é mais difícil ser cristão. Dos 4.476 cristãos mortos por sua fé no mundo todo durante o período do relatório, 3.100 (69%) estavam na Nigéria, de acordo com a LMP.

“A medida da violência anticristã no país já está no máximo possível segundo a metodologia da LMP”, afirmou o relatório.

Na zona centro-norte do país, onde os cristãos são mais comuns do que no nordeste e noroeste, a milícia extremista islâmica Fulani ataca comunidades agrícolas, matando muitas centenas, principalmente cristãos, de acordo com o relatório. Grupos jihadistas como o Boko Haram e o grupo dissidente Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP), entre outros, também estão ativos nos estados do norte do país, onde o controle do governo federal é escasso e os cristãos e suas comunidades continuam a ser alvos de ataques, violência sexual e assassinatos em bloqueios de estradas, de acordo com o relatório. Os sequestros para resgate aumentaram consideravelmente nos últimos anos.

A violência se espalhou para os estados do sul, e um novo grupo terrorista jihadista, Lakurawa, surgiu no noroeste, armado com armamento avançado e uma agenda islâmica radical, observou a LMP. Lakurawa é afiliado à insurgência expansionista da Al-Qaeda Jama’a Nusrat ul-Islam wa al-Muslimin, ou JNIM, originária do Mali.

A Nigéria ficou em sétimo lugar na Lista Mundial da Perseguição de 2025, que mostra os 50 piores países para os cristãos.

Com milhões de membros espalhados pela Nigéria e pelo Sahel, os Fulani, predominantemente muçulmanos, compreendem centenas de clãs de muitas linhagens diferentes que não têm visões extremistas, mas alguns Fulani aderem à ideologia islâmica radical, observou o Grupo Parlamentar Multipartidário do Reino Unido para a Liberdade ou Crença Internacional (APPG) em um relatório de 2020 .

“Eles adotam uma estratégia comparável à do Boko Haram e do ISWAP e demonstram uma clara intenção de atingir cristãos e símbolos poderosos da identidade cristã”, afirma o relatório do APPG.

Líderes cristãos na Nigéria disseram acreditar que os ataques de terroristas às comunidades cristãs no Cinturão Médio da Nigéria são inspirados pelo desejo de tomar as terras dos cristãos à força e impor o islamismo, já que a desertificação tornou difícil para eles sustentarem seus rebanhos.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

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