Pastora Renallida Lima em entrevista ao Profissão Repórter e Hytalo Santos (Foto: Reprodução)
O programa Profissão Repórter, da TV Globo, exibido na noite desta terça-feira (26), abordou as denúncias de adultização infantil nas redes sociais, tema que ganhou repercussão após manifestações do criador de conteúdo Felca. A reportagem destacou o caso dos influenciadores Hytalo Santos e seu marido, Euro, presos sob acusação de exploração e de expor adolescentes a situações inapropriadas.
Entre os entrevistados, chamou atenção o depoimento da pastora Renallida Lima, apresentada como ex-amiga de Hytalo e Euro. Ela relatou ter tido forte proximidade com a dupla, participando de momentos em família, de atividades religiosas e até mesmo fazendo uma tatuagem em homenagem aos dois — posteriormente apagada.
Renallida confirmou que seu filho, então com 16 anos, chegou a namorar uma das adolescentes que viviam na casa de Hytalo. Nesse período, o jovem frequentava a residência para reuniões de oração e chegou a aparecer em conteúdos gravados para as redes sociais do influenciador. A pastora afirmou, no entanto, que não autorizava todas as participações do filho, muitas vezes descobrindo os vídeos apenas após sua publicação.
Em um dos registros exibidos pelo programa, Hytalo pergunta se ela permitia que o filho fosse sozinho até sua casa, ao que Renallida responde, diante da câmera, que sim.
Questionada pelo Profissão Repórter, Renallida negou que o filho tenha morado com os adolescentes na casa de Hytalo. Segundo ela, o jovem passava apenas curtos períodos no local durante os três meses de namoro com a adolescente. Após o fim da relação, garantiu, ele se afastou totalmente do grupo.
Riscos da exposição digital
A edição reforçou o debate sobre os perigos da exposição de crianças e adolescentes no ambiente digital, destacando como a busca por engajamento pode ultrapassar limites e gerar consequências jurídicas, éticas e morais. O caso trouxe à tona novas reflexões sobre a responsabilidade de influenciadores e também dos responsáveis legais diante do alcance e do impacto das redes sociais na vida de menores de idade.
Damares Alves durante sessão da Comissão dos Direitos Humanos do Senado. (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), de 61 anos, anunciou nesta quarta-feira (27) que está em tratamento contra um câncer de mama. O comunicado foi feito durante uma sessão da Comissão de Direitos Humanos do Senado, presidida por ela, e emocionou colegas parlamentares.
“Há um mês eu fui diagnosticada com câncer. Eu estou no enfrentamento da doença. Estou tomando a coragem de fazer este anúncio público. Requer muita coragem”, declarou a senadora, explicando que decidiu encerrar a reunião porque já estava em seu “limite físico”.
Diagnóstico precoce e cirurgia rápida
Damares relatou que recebeu o diagnóstico no dia 18 de julho e, em apenas 18 dias, conseguiu realizar todos os exames e a cirurgia para retirada do tumor. Cinco dias após o procedimento, voltou ao Senado para trabalhar. “O diagnóstico precoce foi fundamental para estar como estou. Segunda-feira eu começo as radioterapias, mas eu já estou declarando vitória, já estou declarando que estou curada”, afirmou.
A revelação surpreendeu colegas da Casa. A senadora Dra. Eudócia (PL-AL), que estava presente na sessão, disse: “Senadora, muito me moveu seu relato e me assustou. Estou sem palavras aqui, mas quero te elogiar pelo seu posicionamento, por você ter tornado público e por você ter essa garra que você sempre teve”.
Fé como sustento e incentivo à prevenção
Nas redes sociais, Damares reforçou que sua fé foi essencial para atravessar o momento difícil. “Minha fé foi meu maior alimento nesse período, e Jesus meu maior consolador. Destaco também que Deus me deu, aqui em Brasília, os melhores médicos do mundo e, como vocês repararam, não parei de trabalhar”, escreveu.
Ela disse que não pretende reduzir o ritmo de atividades no Senado, mesmo com a radioterapia prestes a começar: “Fiz a cirurgia para retirada do tumor numa quinta-feira (31/7), na segunda (4/8) já estava trabalhando, presidindo uma audiência pública da Comissão de Direitos Humanos. Estou bem. Na próxima semana começo as sessões de radioterapia e não vou parar de trabalhar, sorrir, dar gargalhadas e lutar muito pelas crianças e pelo meu Distrito Federal.”
A senadora destacou ainda a importância de identificar o câncer precocemente e fez um apelo às mulheres: “Estou passando muito bem por todo este processo pois tive diagnóstico precoce. Assim, quero incentivar todas as mulheres a se cuidarem. Façam o autoexame, busquem fazer a mamografia. Descobrir a doença ainda no começo é fundamental para evitar complicações.”
Apoio e solidariedade
Após o anúncio, diversos parlamentares e apoiadores se manifestaram publicamente, desejando força e pronta recuperação à senadora. As mensagens destacaram sua resiliência e a coragem de tornar pública a luta contra a doença.
Otoni de Paula (MDB-RJ) é deputado federal e pastor evangélico. (Imagem: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)
O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ), também pastor evangélico, fez duras críticas à atuação de Silas Malafaia após o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo se tornar alvo de investigação da Polícia Federal nesta semana. Em entrevista ao portal UOL, Otoni destacou que, em sua visão, o pastor arrastou a igreja evangélica para dentro de uma disputa política que não representa a fé cristã.
“Igreja não é Bolsonaro nem Lula”
Ex-bolsonarista, Otoni reforçou que continua se posicionando como conservador e de direita, mas afirmou que a igreja não pode ser confundida com partidos ou candidatos. Segundo ele, muitos fiéis estão “cansados” de ver o espaço religioso sendo usado em meio a embates ideológicos.
“Colocaram a igreja dentro de um balaio de gato da política e, quando ele [Malafaia] fala que o processo contra ele é uma perseguição, ele coloca a igreja mais ainda nesse balaio. Ainda que a nossa preferência tenha sido Bolsonaro [nas eleições de 2022], a igreja não é Bolsonaro, a igreja também não é Lula. A igreja é o evangelho.”
Otoni acrescentou que suas críticas buscam defender os fiéis que rejeitam a ideia de se tornarem massa de manobra política: “Quando eu critico, estou falando com o povo evangélico que tem sido humilhado pela política. Estou conversando com o campo do crente que não é gado, que é a maioria. Eles querem a polarização de ideias, não a polarização de ídolos, de adoradores de Lula e Bolsonaro.”
O parlamentar negou que haja qualquer perseguição religiosa contra Malafaia.
“Não está havendo perseguição religiosa contra o pastor [Malafaia]. Se ele estivesse em um inquérito policial por ter orado, evangelizado em praça, seria perseguição religiosa, mas não é o caso. Em todo o tempo, ele atacou a Suprema Corte.”
Apoio evangélico e defesa pública
Desde a operação da PF, algumas lideranças evangélicas divulgaram notas em defesa de Malafaia. Para Otoni, entretanto, essas manifestações não surgiram de forma espontânea:
“Não foi feita nenhuma defesa natural. Todas essas defesas que foram publicadas, eu tenho certeza, foram cobradas. Muitos pastores têm receio de não se manifestar, porque ele [Malafaia] é um homem beligerante.”
A defesa de Malafaia também enviou comunicado à imprensa, no qual criticou a operação policial.
“Opinião não é crime, e cobrar governantes faz parte da vida democrática. Com mais de 40 anos de vida pública, o pastor Silas Malafaia sempre se pautou pela transparência, coerência e defesa intransigente do Brasil, não se curvando a pressões, e manterá firme sua voz em defesa do povo brasileiro”, dizia a nota.
A influência sobre Bolsonaro
As investigações da Polícia Federal indicam que Malafaia teria tentado “instigar” o ex-presidente Jair Bolsonaro a descumprir medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O pastor, por sua vez, nega ter influência sobre o ex-presidente e afirma que suas conversas refletem apenas sua “independência”.
Otoni discorda e avalia que a proximidade de Malafaia com a família Bolsonaro é evidente.
“Mesmo depois de ter sido xingado [de babaca], o Eduardo Bolsonaro gravou um vídeo dizendo ‘tamo junto’ para o Malafaia. Ele não fez o mesmo nem para o próprio pai. Isso mostra como o poder de influência dele é forte com a família.”
O comentário do deputado faz referência a áudios revelados pela PF, em que Malafaia critica duramente Eduardo Bolsonaro.
“Vem teu filho babaca falar merda e dando discurso nacionalista. Dei um esporro, mandei um áudio para ele de arrombar e disse: ‘A próxima que tu fizer, gravo um vídeo e te arrebento’. Falei para o Eduardo.”
Em outro trecho, Malafaia teria dito a Bolsonaro:
“Esse seu filho Eduardo é um babaca, inexperiente, que está dando a Lula e à esquerda o discurso nacionalista, e ao mesmo tempo te ferrando. Um estúpido de marca maior. ESTOU INDIGNADO! Só não faço um vídeo e arrebento com ele por consideração a você. Não sei se vou ter paciência de ficar se esse idiota falar mais alguma asneira.”
O ministério, liderado pelo evangelista Daniel Kolenda, realiza ações ao redor do mundo para alcançar vidas para Jesus - Foto: Facebook/Christ for all Nations USA
O ministério Cristo para Todas as Nações (CfaN) anunciou que atingiu a marca de 100 milhões de pessoas alcançadas para Jesus desde sua fundação, em 1974. As conversões ocorreram em mais de 90 países, principalmente na África, por meio de cruzadas evangelísticas e iniciativas digitais.
Segundo o ministério, todas as decisões por Cristo foram registradas e os novos convertidos acompanhados por igrejas locais. “Isso é mais do que um número. Representa vidas eternamente transformadas pelo poder do Evangelho”, destacou.
Em rede social, o ministério também postou: “De campanhas massivas à divulgação digital, este número reflete décadas de trabalho incansável pelo Evangelho. Mais do que um número, cada decisão é uma alma, uma história, um novo começo”.
Já o evangelista Daniel Kolenda ressaltou sobre o marco histórico: “Celebramos este momento para dar glória a Jesus e honrar a obediência de Reinhard Bonnke, cuja visão de ver a ‘África salva’ se tornou um movimento global de conquista de almas, diferente de tudo na história moderna.”
Em 2024, quando completou 50 anos, o CfaN promoveu 50 cruzadas em uma semana no continente africano, alcançando centenas de milhares de pessoas. A ação integrou o projeto “Década da Colheita Dupla”, que tem como meta impactar 150 milhões de vidas até 2030.
“Acreditamos que a maior colheita ainda está por vir. Este marco não é a linha de chegada, mas um sinal do que Deus ainda fará”, afirmou Kolenda.
Desde sua criação, o CfaN tem se notabilizado pelas cruzadas em massa e pelo rigoroso acompanhamento dos novos convertidos, feito por meio de ‘cartões de decisão’, que permitem integrá-los às comunidades cristãs locais.
Um estudo recente revelou que centenas de cristãos estão presos no Paquistão, acusados de violar as rígidas leis de blasfêmia do país, que punem com sentença de 10 anos de prisão até pena de morte qualquer suposta ofensa ao profeta Maomé.
Mais de 700 cristãos ainda aguardam a pena de morte no país, enquanto muitos outros permanecem presos sem qualquer previsão de libertação.
A incerteza e o sofrimento prolongado fazem parte da realidade enfrentada por essas comunidades religiosas.
Embora exista a possibilidade de redução de pena por meio da memorização do Alcorão ou da observância do jejum durante o Ramadã, muitos cristãos optam por permanecer firmes em sua fé, suportando punições severas em vez de renunciar a Cristo.
A maioria dos acusados pertence a minorias religiosas, como cristãos e hindus.
Tratamento cruel e discriminação
Segundo o Christian Daily International, esses prisioneiros enfrentam tratamento cruel e discriminação dentro do sistema judicial.
De acordo com estudos, muitas acusações de blasfêmia contra cristãos no Paquistão são infundadas. Após a condenação, eles enfrentam condições de vida extremamente duras nas prisões.
O relatório “Hope Behind Bars” (Esperança atrás das grades, em tradução livre), da Comissão Nacional para Justiça e Paz (NCJP), destaca que os cristãos condenados por blasfêmia enfrentam condições desumanas nas prisões, como falta de higiene, discriminação e maus-tratos.
Em um caso, 100 cristãos foram condenados por supostamente linchar dois muçulmanos, saquear e vandalizar propriedades em 2015.
Eles foram mantidos em uma cela usada anteriormente para pacientes com tuberculose, obrigados a beber água em recipientes de banheiro e limpar as mãos nas paredes por falta de sabão.
Os responsáveis pela prisão se recusaram a fornecer cobertores e outros itens essenciais aos cristãos detidos, embora esses mesmos recursos tenham sido disponibilizados a outros presos.
Leis de blasfêmia
A Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF) informou que as leis de blasfêmia do Paquistão são as segundas em gravidade, atrás apenas do Irã.
Muitas vezes, as acusações de blasfêmia no país são feitas sem que haja uma audiência judicial adequada, deixando os acusados vulneráveis a condenações arbitrárias e injustas.
Em 25 de junho, o cristão Ankwar Kenneth, de 72 anos, foi absolvido após passar 23 anos no corredor da morte.
Embora fosse um homem instruído e envolvido em debates religiosos com colegas muçulmanos antes de sua prisão, seu advogado apelou ao tribunal alegando que Kenneth sofria de distúrbios mentais.
A Suprema Corte do Paquistão ordenou sua libertação, afirmando que uma pessoa diagnosticada com instabilidade mental não pode ser responsabilizada por um crime.
Oito das 16 crianças retiradas de um orfanato cristão na Nigéria em 2019 foram libertadas este mês, após uma delas sofrer um colapso mental. As outras permanecem sob custódia do governo, com o prazo judicial para seu retorno ainda não cumprido.
As crianças foram apreendidas durante operações policiais e de combate ao tráfico em 25 e 31 de dezembro de 2019, tendo como alvo os orfanatos Du Merci, nos estados de Kano e Kaduna.
No total, 27 crianças foram retiradas das instalações, e 16 foram transferidas para o Lar Infantil Nasarawa, administrado pelo governo, na cidade de Kano, onde permaneceram por mais de quatro anos.
A libertação ocorreu na última quarta-feira, um dia depois de uma menina mais velha ter deixado o orfanato do governo e se dirigido ao escritório da Du Merci em Kano, informaram fontes à Christian Solidarity Worldwide . A equipe da instituição teria tido dificuldades para lidar com o problema de saúde mental dela, descrevendo comportamento errático, incluindo falar sozinha, arrumar seus pertences e exigir repetidamente que a deixassem voltar para “casa”.
Embora ela tenha sido levada de volta para a unidade administrada pelo governo, as autoridades a liberaram e outras sete crianças mais velhas no dia seguinte.
Um dia depois, todas as oito crianças se juntaram aos seus pais adotivos, os cofundadores da Du Merci, Professor Solomon Musa Tarfa e sua esposa, em sua casa em Plateau State.
Os oito menores permanecem sob custódia do Estado, com sua libertação pendente de revisão pelo Procurador-Geral do Estado de Kano de uma sentença de consentimento emitida pelo Tribunal Superior do Estado de Kano. Essa decisão, que permanece em vigor, exigia que todas as 16 crianças fossem devolvidas aos Tarfas até 19 de março de 2025.
Entre os que ainda estão detidos estão três crianças transferidas em janeiro de 2021 para uma instalação remota supostamente pertencente a um ex-governador de Kano. Elas teriam sido forçadas a recitar orações em árabe, frequentar uma mesquita e estudar o Alcorão. Seus nomes também teriam sido alterados.
Os Tarfas emitiram um comunicado agradecendo ao advogado por garantir a libertação parcial, mas continuam profundamente preocupados com as crianças ainda mantidas sob custódia do governo. Eles lançaram uma petição pedindo o retorno integral de todas as 16 crianças.
“Embora estejamos aliviados com o retorno das oito crianças, estamos alarmados que as mais novas, que mais precisam de cuidados e orientação parental, permaneçam no mesmo orfanato do governo onde as condições precipitaram o colapso mental do irmão mais velho”, disse o CEO da CSW, Scot Bower, em um comunicado. “É profundamente perturbador que as autoridades do estado de Kano continuem a desafiar a ordem do Tribunal Superior para sua libertação e, efetivamente, a deter essas crianças arbitrariamente. A ausência de seus irmãos mais velhos os deixa incrivelmente vulneráveis.”
Em 2021, o Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Detenção Arbitrária concluiu que as 16 crianças retiradas de Du Merci e seu pai adotivo haviam sido detidas sem justificativa legal. O grupo solicitou a libertação imediata e recomendou indenização e reparações nos termos do direito internacional.
Tarfa foi preso em dezembro de 2019 e mantido em prisão preventiva por cerca de um ano. Em junho de 2021, Taraf foi absolvido da acusação de sequestrar 19 crianças de seus responsáveis legais. Em 2023, ele foi absolvido de uma segunda acusação de falsificação de um certificado de registro para seus orfanatos, alegação que ele negou.
Em um caso separado, agentes da mesma agência antitráfico em Kano teriam retirado oito crianças de um orfanato em Asaba, no estado do Delta, enquanto seu fundador frequentava a igreja. As crianças, supostamente cristãs igbo do sudeste da Nigéria que não falavam hausa, foram transferidas para o Lar Infantil Nasarawa em Kano, segundo a CSW.
Há relatos de que eles tiveram seus nomes trocados e estão sendo obrigados a frequentar uma mesquita.
A fundadora do orfanato de Asaba relatou a remoção à Comissária de Assuntos Femininos do Estado do Delta, que enviou uma carta ao escritório de Kano da agência antitráfico. A agência negou ter recebido a comunicação.
Folha Gospel com informações de The Christian Today
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) decidiu suspender, em caráter liminar, a lei municipal de Belo Horizonte que autorizava igrejas e instituições religiosas a definirem o uso de banheiros com base exclusivamente no sexo biológico. A medida vale até o julgamento final da ação que questiona a constitucionalidade da norma.
A ação foi movida pelo Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual e Identidade de Gênero (Cellos-MG), que argumentou que a legislação invadia competência da União e estimulava práticas discriminatórias, especialmente em escolas e espaços mantidos por entidades religiosas.
A Prefeitura da capital mineira informou que já foi notificada e cumprirá a decisão judicial.
A lei, de autoria da vereadora Flávia Borja (Democracia Cristã) — também pastora da Igreja Batista da Lagoinha — havia sido sancionada em novembro de 2023 pelo então prefeito Fuad Noman (PSD), falecido em março deste ano.
O texto estabelecia que “os templos de qualquer culto terão garantida a liberdade para atribuir o uso dos banheiros de suas dependências de acordo com a definição biológica de sexo, pela denominação ‘masculino’ e ‘feminino’, e não por identidade de gênero”. A norma também se estendia a escolas e eventos organizados por instituições religiosas.
Na análise do caso, o relator da ação, desembargador Kildare Carvalho, rejeitou os argumentos apresentados pela Câmara Municipal e pela Prefeitura. Em seu voto, apontou que a legislação municipal ultrapassava os limites constitucionais da competência legislativa e possuía caráter “discriminatório e excludente”.
Segundo Carvalho, a vedação criada pela lei “representa forma de exclusão e preconceito institucional que viola a dignidade das pessoas transgêneras e, ainda, o princípio da igualdade”. Para ele, impedir que pessoas trans utilizem o mesmo espaço destinado a outros cidadãos fere direitos fundamentais garantidos pela Constituição.
A decisão liminar foi acompanhada pelos demais integrantes do Órgão Especial do TJ-MG, que reforçaram a necessidade de suspender a aplicação imediata da norma até que o mérito da ação seja julgado.
Bandeira da Coreia do Norte (Foto: Portas Abertas)
Há 13 anos, a missão Voz dos Mártires (VOM) Coreia do Sul vem desafiando a repressão norte-coreana ao encontrar maneiras criativas e arriscadas de entregar a Palavra de Deus a quem vive sob o regime de Kim Jong-un.
Em um país onde possuir uma Bíblia pode significar prisão, tortura ou até pena de morte, a estratégia usada pela organização é surpreendente: balões cheios de gás hidrogênio transportam exemplares impressos e versões em áudio armazenadas em cartões de memória, cuidadosamente protegidos por plásticos.
Segundo a missão, cerca de 40 mil Bíblias cruzam a fronteira todos os anos. Para garantir que o material chegue ao destino, os balões contam com rastreamento por GPS, o que permite acompanhar sua rota até diferentes regiões da Coreia do Norte. “Podemos confiar que Deus está entregando essas Bíblias nas mãos daqueles a quem Ele pretende – às vezes até mesmo ao exército ou a funcionários do governo”, declarou a instituição.
O lançamento, no entanto, exige precisão. Os missionários calculam os ventos e, em muitos casos, realizam as operações durante a noite para reduzir riscos. A dificuldade é compreensível: a Coreia do Norte ocupa o primeiro lugar na Lista Mundial da Perseguição 2025, elaborada pela Missão Portas Abertas, que aponta os 50 países mais perigosos para a vida cristã.
Apesar das ameaças, desertores do regime relatam que a repressão tem produzido efeito contrário. O interesse pelo “livro proibido” cresce cada vez mais. Hoje, aproximadamente 10% dos que fogem do país afirmam já ter visto uma Bíblia em solo norte-coreano — um índice muito superior ao registrado há dez anos. Muitos estariam, inclusive, dispostos a pagar caro por um exemplar.
Para os cristãos secretos que vivem escondidos sob vigilância constante, os balões que chegam do sul carregam mais que papel e tecnologia: representam um sopro de esperança, fé e resistência em meio à perseguição.
O pastor Silas Malafaia, fundador da Assembleia de Deus Vitória em Cristo e também empresário no ramo editorial, enfrenta um passivo bilionário com a União e está sob investigação da Polícia Federal (PF). Levantamento da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) aponta que as dívidas tributárias somam R$ 17.029.589,22, sendo a maior parte vinculada à Editora Central Gospel Ltda., empresa criada por Malafaia e sua esposa, Elizete, há 26 anos.
A informação é do portal de notícias METRÓPOLES.
De acordo com os dados oficiais, a editora responde por R$ 16,98 milhões, sendo R$ 6,9 milhões em contribuições previdenciárias e R$ 10,1 milhões em outros tributos federais. Já a Igreja Assembleia de Deus, ligada ao pastor, aparece com um débito bem menor, de pouco mais de R$ 46 mil.
O aumento da dívida da Central Gospel impressiona: em 2021, a pendência era de R$ 1,8 milhão. Em apenas quatro anos, o valor cresceu quase dez vezes, representando uma alta de 843%. Paralelamente ao débito com a União, a empresa passou por recuperação judicial, homologada em 2019, para reestruturar outros R$ 15,6 milhões devidos a credores particulares, que vão desde microempreendedores até grandes bancos.
No radar da Polícia Federal
Além das dificuldades financeiras, Malafaia aparece em outra frente de pressão. No último dia 20 de agosto, a PF apreendeu o celular do pastor assim que ele desembarcou no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, após viagem a Lisboa.
A operação faz parte de uma investigação sobre possíveis tentativas de obstrução de Justiça e pressão sobre magistrados em processos que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão que autorizou a busca foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a PF, Malafaia teria atuado em ações de “desinformação coordenada” e de “pressão política sobre integrantes do Judiciário”. O caso ainda está em andamento.
De acordo com o despacho de Moraes, a análise realizada em aparelhos pertencentes ao ex-presidente Jair Bolsonaro indicou que Malafaia “exerce papel de liderança nas ações planejadas pelo grupo investigado que tem por finalidade coagir os ministros do STF e outras autoridades brasileiras”. Segundo o ministro, tais condutas podem caracterizar tentativa de obstrução de Justiça e coação no curso do processo.
Entre as medidas impostas estão a proibição de sair do Brasil, o cancelamento de todos os passaportes — nacionais e estrangeiros — e a proibição de manter contato com outros investigados do núcleo ligado a Jair Bolsonaro, incluindo o deputado Eduardo Bolsonaro, atualmente nos Estados Unidos.
Malafaia minimizou a apreensão, afirmando que troca de aparelho com frequência e que não teme o que possa ser encontrado pela investigação.
O que dizem Malafaia e seus advogados
Procurado, Silas Malafaia reconheceu os valores cobrados. Sobre os tributos em atraso, afirmou que “seus advogados estão em processo de negociação para quitá-los”. Quanto às dívidas privadas, o pastor declarou que já vem cumprindo o plano de pagamento estabelecido pela recuperação judicial: “Sobre os outros credores, eu já estou pagando na recuperação judicial, que já foi concluída, já foi homologada. Já estou pagando há dois anos isso”, disse.
O advogado de Malafaia, Jorge Vacite Neto, também confirmou que os débitos vêm sendo tratados conforme a lei e que a intenção é quitar integralmente as pendências.
Vacite Neto também se manifestou sobre os débitos tributários e a recuperação judicial da editora. Em nota, declarou:
“A fim de evitar qualquer descumprimento das condutas legalmente previstas, informamos que os débitos fiscais encontram-se em processo de revisão interna, a fim de possibilitar sua regularização nos valores corretos.
Quanto ao processo de reestruturação econômico-financeira da empresa (recuperação judicial), considerando as informações públicas, esclarecemos que o mesmo foi encerrado (arquivado) com o integral cumprimento de todas as fases e obrigações por parte da Editora Central Gospel.
Esse cumprimento foi devidamente atestado pela ilustre magistrada que conduziu o processo, com a devida fiscalização do administrador judicial e também do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.”
Mãe com o filho nos braços em meio aos prédios destruídos em Gaza (Foto: Christian Aid)
A Christian Aid alertou que muito mais pessoas em Gaza morrerão de fome a menos que a guerra termine logo e a ajuda seja permitida sem impedimentos.
Diz que cerca de 269 pessoas já morreram de fome em Gaza, incluindo pelo menos 112 crianças.
A Classificação Integrada de Segurança Alimentar (IPC, sigla em inglês), apoiada pela ONU, declarou um estado de fome na Cidade de Gaza esta semana e descreveu a situação como “inteiramente provocada pelo homem”.
De acordo com o The Telegraph , um relatório do IPC declarou: “Após 22 meses de conflito implacável, mais de meio milhão de pessoas na Faixa de Gaza estão enfrentando condições catastróficas, caracterizadas por fome, miséria e morte.”
Israel refutou a declaração de fome, com seu primeiro-ministro dizendo: “Israel não tem uma política de fome”.
Para Katie Roxburgh, gerente do programa da Christian Aid para Israel e os territórios palestinos ocupados, a declaração de fome do IPC não é nenhuma surpresa.
“O povo de Gaza já sabia que estava vivendo uma época de fome”, disse ela.
“Nossos colegas descrevem a dor física da fome depois de meses sobrevivendo com uma única tigela pequena de sopa de lentilha por dia.
“Eles descrevem familiares desmaiando de fadiga e como a desnutrição está fazendo com que seus cabelos caiam em tufos.”
Ela culpou Israel pela situação e condenou as tentativas de tomar a Cidade de Gaza.
“O bloqueio de Gaza por Israel é responsável por esse sofrimento e é inaceitável que estejamos vendo agora o início de operações militares para tomar uma cidade devastada pela fome, expulsando quase um milhão de pessoas de suas casas e expondo-as a imenso perigo”, disse ela.
Ela acrescentou: “Nosso maior medo é que, a menos que a guerra em Gaza seja rapidamente encerrada e a ajuda finalmente possa chegar a Gaza sem impedimentos, estejamos à beira de ver centenas de outras pessoas perecendo desnecessariamente”.
A Christian Aid lançou um apelo e está pedindo aos cristãos que se juntem à campanha #FastforGaza jejuando por 24 horas ou outro período de tempo selecionado uma vez por semana.
Folha Gospel com informações de The Christian Today