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Reforma Protestante: conheça as 95 Teses de Martinho Lutero

Estátua de Martinho Lutero. (Foto: Pixabay/Andreas Breitling)
Estátua de Martinho Lutero. (Foto: Pixabay/Andreas Breitling)

Neste 31 de outubro, os cristãos comemoram 507 anos da Reforma Protestante. O evento desencadeou a convulsão religiosa, política, intelectual e cultural do século XVI, que fragmentou a Europa católica, estabelecendo as estruturas e crenças que definiriam o continente na era moderna.

O monge agostiniano e professor universitário em Wittenberg, Martinho Lutero (1483-1546) compôs suas “95 teses”, que protestavam contra a venda de indultos de penitência ou indulgências, por parte do papa. 

Pregadas na porta da Catedral da cidade Wittenberg, Alemanha, os argumentos do ex-monge Lutero não pediam que a Igreja se dividisse, mas que passasse por uma reforma teológica, abandonando práticas que contrariavam as Escrituras Sagradas. Rejeitadas pelo Vaticano, foram o início do que seria mais tarde a Igreja Luterana.

Entre as propostas de Lutero estava a de traduzir a Bíblia para que todos pudessem conhecer a Palavra de Deus. Até então isso era privilégio do clero. Foi uma verdadeira revolução no cristianismo. Lutero baseava-se em “5 pilares” que são usados até hoje para definir a fé protestante: “Somente a Escritura, somente a Fé, somente a Graça, somente Cristo e Glória somente a Deus”.

Os ideais se espalharam pela Europa e encontraram eco em vários movimentos similares. Essa é a raiz das igrejas evangélicas que se espalham por todo o mundo até hoje. Embora pouco divulgada pelas igrejas no Brasil, o fato é que a Reforma ajudou a mudar a história.

Lutero foi apoiado por vários religiosos e governantes europeus provocando uma revolução religiosa, iniciada na Alemanha, estendendo-se pela Suíça, França, Países Baixos, Reino Unido, Escandinávia e algumas partes do Leste europeu, principalmente os Países Bálticos e a Hungria. A resposta da Igreja Católica Romana foi o movimento conhecido como Contrarreforma ou Reforma Católica, iniciada no Concílio de Trento.

O resultado da Reforma Protestante foi a divisão da chamada Igreja do Ocidente entre os católicos romanos e os reformados ou protestantes, originando o protestantismo.

Essas são as 95 teses que deram origem à Reforma:

  1. Ao dizer: “Fazei penitência”, etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência.
  2. Esta penitência não pode ser entendida como penitência sacramental (isto é, da confissão e satisfação celebrada pelo ministério dos sacerdotes).
  3. No entanto, ela não se refere apenas a uma penitência interior; sim, a penitência interior seria nula se, externamente, não produzisse toda sorte de mortificação da carne.
  4. Por consequência, a pena perdura enquanto persiste o ódio de si mesmo (isto é a verdadeira penitência interior), ou seja, até a entrada do reino dos céus.
  5. O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones.
  6. O papa não tem o poder de perdoar culpa a não ser declarando ou confirmando que ela foi perdoada por Deus; ou, certamente, perdoados os casos que lhe são reservados. Se ele deixasse de observar essas limitações, a culpa permaneceria.
  7. Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeitá-la, em tudo humilhada, ao sacerdote, seu vigário.
  8. Os cânones penitenciais são impostos apenas aos vivos; segundo os mesmos cânones, nada deve ser imposto aos moribundos.
  9. Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunstância da morte e da necessidade.
  10. Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que reservam aos moribundos penitências canônicas para o purgatório.
  11. Essa cizânia de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam.
  12. Antigamente se impunham as penas canônicas não depois, mas antes da absolvição, como verificação da verdadeira contrição.
  13. Através da morte, os moribundos pagam tudo e já estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito, isenção das mesmas.
  14. Saúde ou amor imperfeito no moribundo necessariamente traz consigo grande temor, e tanto mais quanto menor for o amor.
  15. Este temor e horror por si sós já bastam (para não falar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório, uma vez que estão próximos do horror do desespero.
  16. Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semidesespero e a segurança.
  17. Parece necessário, para as almas no purgatório, que o horror devesse diminuir à medida que o amor crescesse.
  18. Parece não ter sido provado, nem por meio de argumentos racionais nem da Escritura, que elas se encontrem fora do estado de mérito ou de crescimento no amor.
  19. Também parece não ter sido provado que as almas no purgatório estejam certas de sua bem-aventurança, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos plena certeza disso.
  20. Portanto, por remissão plena de todas as penas, o papa não entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs.
  21. Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa.
  22. Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de uma única pena que, segundo os cânones, elas deveriam ter pago nesta vida.
  23. Se é que se pode dar algum perdão de todas as penas a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos.
  24. Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena.
  25. O mesmo poder que o papa tem sobre o purgatório de modo geral, qualquer bispo e cura tem em sua diocese e paróquia em particular.
  26. O papa faz muito bem ao dar remissão às almas não pelo poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão.
  27. Pregam doutrina mundana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu].
  28. Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa, pode aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus.
  29. E quem é que sabe se todas as almas no purgatório querem ser resgatadas, como na história contada a respeito de São Severino e São Pascoal?
  30. Ninguém tem certeza da veracidade de sua contrição, muito menos de haver conseguido plena remissão.
  31. Tão raro como quem é penitente de verdade é quem adquire autenticamente as indulgências, ou seja, é raríssimo.
  32. Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência.
  33. Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Ele.
  34. Pois aquelas graças das indulgências se referem somente às penas de satisfação sacramental, determinadas por seres humanos.
  35. Os que ensinam que a contrição não é necessária para obter redenção ou indulgência, estão pregando doutrinas incompatíveis com o cristão.
  36. Qualquer cristão que está verdadeiramente contrito tem remissão plena tanto da pena como da culpa, que são suas dívidas, mesmo sem uma carta de indulgência.
  37. Qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, participa de todos os benefícios de Cristo e da Igreja, que são dons de Deus, mesmo sem carta de indulgência.
  38. Contudo, o perdão distribuído pelo papa não deve ser desprezado, pois – como disse – é uma declaração da remissão divina.
  39. Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo exaltar simultaneamente perante o povo a liberalidade de indulgências e a verdadeira contrição.
  40. A verdadeira contrição procura e ama as penas, ao passo que a abundância das indulgências as afrouxa e faz odiá-las, ou pelo menos dá ocasião para tanto.
  41. Deve-se pregar com muita cautela sobre as indulgências apostólicas, para que o povo não as julgue erroneamente como preferíveis às demais boas obras do amor.
  42. Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia.
  43. Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências.
  44. Ocorre que através da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as indulgências ela não se torna melhor, mas apenas mais livre da pena.
  45. Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus.
  46. Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgência.
  47. Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre e não constitui obrigação.
  48. Deve ensinar-se aos cristãos que, ao conceder perdões, o papa tem mais desejo (assim como tem mais necessidade) de oração devota em seu favor do que do dinheiro que se está pronto a pagar.
  49. Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são úteis se não depositam sua confiança nelas, porém, extremamente prejudiciais se perdem o temor de Deus por causa delas.
  50. Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria reduzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.
  51. Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto – como é seu dever – a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extorquem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro.
  52. Vã é a confiança na salvação por meio de cartas de indulgências, mesmo que o comissário ou até mesmo o próprio papa desse sua alma como garantia pelas mesmas.
  53. São inimigos de Cristo e do Papa aqueles que, por causa da pregação de indulgências, fazem calar por inteiro a palavra de Deus nas demais igrejas.
  54. Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às indulgências do que a ela.
  55. A atitude do Papa necessariamente é: se as indulgências (que são o menos importante) são celebradas com um toque de sino, uma procissão e uma cerimônia, o Evangelho (que é o mais importante) deve ser anunciado com uma centena de sinos, procissões e cerimônias.
  56. Os tesouros da Igreja, a partir dos quais o papa concede as indulgências, não são suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo.
  57. É evidente que eles, certamente, não são de natureza temporal, visto que muitos pregadores não os distribuem tão facilmente, mas apenas os ajuntam.
  58. Eles tampouco são os méritos de Cristo e dos santos, pois estes sempre operam, sem o papa, a graça do ser humano interior e a cruz, a morte e o inferno do ser humano exterior.
  59. S. Lourenço disse que os pobres da Igreja são os tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra como era usada em sua época.
  60. É sem temeridade que dizemos que as chaves da Igreja, que foram proporcionadas pelo mérito de Cristo, constituem estes tesouros.
  61. Pois está claro que, para a remissão das penas e dos casos especiais, o poder do papa por si só é suficiente.
  62. O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.
  63. Mas este tesouro é certamente o mais odiado, pois faz com que os primeiros sejam os últimos.
  64. Em contrapartida, o tesouro das indulgências é certamente o mais benquisto, pois faz dos últimos os primeiros.
  65. Portanto, os tesouros do Evangelho são as redes com que outrora se pescavam homens possuidores de riquezas.
  66. Os tesouros das indulgências, por sua vez, são as redes com que hoje se pesca a riqueza dos homens.
  67. As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como as maiores graças realmente podem ser entendidas como tais, na medida em que dão boa renda.
  68. Entretanto, na verdade, elas são as graças mais ínfimas em comparação com a graça de Deus e a piedade da cruz.
  69. Os bispos e curas têm a obrigação de admitir com toda a reverência os comissários de indulgências apostólicas.
  70. Têm, porém, a obrigação ainda maior de observar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que esses comissários não preguem os seus próprios sonhos em lugar do que lhes foi incumbidos pelo papa.
  71. Seja excomungado e amaldiçoado quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas.
  72. Seja bendito, porém, quem ficar alerta contra a devassidão e licenciosidade das palavras de um pregador de indulgências.
  73. Assim como o papa, com razão, fulmina aqueles que, de qualquer forma, procuram defraudar o comércio de indulgências,
  74. muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretexto das indulgências, procuram fraudar a santa caridade e verdade.
  75. A opinião de que as indulgências papais são tão eficazes a ponto de poderem absolver um homem mesmo que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse possível, é loucura.
  76. Afirmamos, pelo contrário, que as indulgências papais não podem anular sequer o menor dos pecados venais no que se refere à sua culpa.
  77. A afirmação de que nem mesmo São Pedro, caso fosse o papa atualmente, poderia conceder maiores graças é blasfêmia contra São Pedro e o Papa.
  78. Dizemos contra isto que qualquer papa, mesmo São Pedro, tem maiores graças que essas, a saber, o Evangelho, as virtudes, as graças da administração (ou da cura), etc., como está escrito em I Coríntios XII.
  79. É blasfêmia dizer que a cruz com as armas do papa, insigneamente erguida, eqüivale à cruz de Cristo.
  80. Terão que prestar contas os bispos, curas e teólogos que permitem que semelhantes sermões sejam difundidos entre o povo.
  81. Essa licenciosa pregação de indulgências faz com que não seja fácil nem para os homens doutos defender a dignidade do papa contra calúnias ou questões, sem dúvida argutas, dos leigos.
  82. Por exemplo: Por que o papa não esvazia o purgatório por causa do santíssimo amor e da extrema necessidade das almas – o que seria a mais justa de todas as causas, se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da basílica – que é uma causa tão insignificante?
  83. Do mesmo modo: Por que se mantêm as exéquias e os aniversários dos falecidos e por que ele não restitui ou permite que se recebam de volta as doações efetuadas em favor deles, visto que já não é justo orar pelos redimidos?
  84. Do mesmo modo: Que nova piedade de Deus e do papa é essa que, por causa do dinheiro, permite ao ímpio e inimigo redimir uma alma piedosa e amiga de Deus, mas não a redime por causa da necessidade da mesma alma piedosa e dileta por amor gratuito?
  85. Do mesmo modo: Por que os cânones penitenciais – de fato e por desuso já há muito revogados e mortos – ainda assim são redimidos com dinheiro, pela concessão de indulgências, como se ainda estivessem em pleno vigor?
  86. Do mesmo modo: Por que o papa, cuja fortuna hoje é maior do que a dos ricos mais crassos, não constrói com seu próprio dinheiro ao menos esta uma basílica de São Pedro, ao invés de fazê-lo com o dinheiro dos pobres fiéis?
  87. Do mesmo modo: O que é que o papa perdoa e concede àqueles que, pela contrição perfeita, têm direito à plena remissão e participação?
  88. Do mesmo modo: Que benefício maior se poderia proporcionar à Igreja do que se o papa, assim como agora o faz uma vez, da mesma forma concedesse essas remissões e participações cem vezes ao dia a qualquer dos fiéis?
  89. Já que, com as indulgências, o papa procura mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que suspende as cartas e indulgências, outrora já concedidas, se são igualmente eficazes?
  90. Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos leigos somente pela força, sem refutá-los apresentando razões, significa expor a Igreja e o papa à zombaria dos inimigos e fazer os cristãos infelizes.
  91. Se, portanto, as indulgências fossem pregadas em conformidade com o espírito e a opinião do papa, todas essas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.
  92. Portanto, fora com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo “Paz, paz!” sem que haja paz!
  93. Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo “Cruz! Cruz!” sem que haja cruz!
  94. Devem-se exortar os cristãos a que se esforcem por seguir a Cristo, seu cabeça, através das penas, da morte e do inferno.
  95. E que confiem entrar no céu antes passando por muitas tribulações do que por meio da confiança da paz.

Reforma Protestante: As dez citações marcantes das 95 Teses de Martinho Lutero

Martinho Lutero - Reforma Protestante
Martinho Lutero - Reforma Protestante

A Reforma Protestante celebra 507 anos, marcada pelo ato do monge alemão Martinho Lutero de pregar as chamadas “95 Teses” na porta da igreja de Wittenberg, na Alemanha.

A ação foi um divisor teológico entre os ensinamentos da Igreja Católica Romana e o Protestantismo, que acabava de nascer, configurando-se como um dos eventos mais significativos da história da Igreja Cristã.

As 95 teses de Lutero, ou pontos de debate, contestavam diversas práticas da Igreja Católica Romana, como a indulgência papal, que é a absolvição das consequências temporais de um pecado, que, segundo a doutrina católica, ainda pode afetar a alma, mesmo após o perdão divino. As teses também discutiam questões relacionadas à salvação e às obras.

Após a publicação das teses na porta de Wittemberg, Lutero foi julgado e formalmente declarado herege.

O Dia da Reforma, celebrado em 31 de outubro, destaca a coragem de Martinho Lutero e seu compromisso com a pureza da fé cristã.

Conheça 10 citações dentre as 95 teses de Lutero:

  1. O Papa não deseja nem pode perdoar quaisquer penas, exceto aquelas impostas pela sua própria autoridade ou pelas leis da Igreja.
  2. Todo e qualquer cristão que se arrepende verdadeiramente dos seus pecados, sente pesar por ter pecado, tem pleno perdão da pena e da dívida, perdão esse que lhe pertence mesmo sem breve de indulgência.
  3. Comete-se injustiça contra a Palavra de Deus quando, no mesmo sermão, se consagra tanto ou mais tempo à indulgência do que à pregação da Palavra do Senhor.
  4. Aqueles que acreditam que podem ter certeza da sua salvação por causa das indulgências serão eternamente condenados, juntamente com os seus ensinadores.
  5. Os cristãos devem aprender que quem dá aos pobres ou empresta aos necessitados faz melhor do que quem compra indulgências.
  6. Os cristãos devem aprender que quem vê uma pessoa necessitada e passa por ela, mas dá dinheiro para indulgências, não compra indulgências de papel, mas a ira de Deus.
  7. O verdadeiro tesouro da igreja é o santo Evangelho da glória e graça de Deus.
  8. Por que o Papa, cuja riqueza hoje excede a do mais rico Crasso, não constrói esta Basílica de São Pedro com o seu próprio dinheiro, em vez de com o dinheiro dos crentes pobres?
  9. Que bênção maior poderia a Igreja receber do que se o Papa concedesse estas remissões e bênçãos a cada crente cem vezes por dia, como agora faz uma vez por dia?
  10. Suprimir estes argumentos muito contundentes dos leigos apenas pela força e não os resolver apresentando razões expõe a Igreja e o Papa ao ridículo dos seus inimigos e torna os cristãos infelizes.

Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post

Argentina celebra o Dia das Igrejas Evangélicas e Protestantes

No centro da foto, o presidente da ACIERA, Christian Hooft, e a vice-presidente da Argentina, Victoria Vilarruel. / Foto: Aciera Facebook .
No centro da foto, o presidente da ACIERA, Christian Hooft, e a vice-presidente da Argentina, Victoria Vilarruel. / Foto: Aciera Facebook .

A Argentina celebra pela primeira vez em sua história o Dia das Igrejas Evangélicas e Protestantes, coincidindo com 31 de outubro, 507º aniversário da Reforma Protestante.

A Lei 27.741, sancionada em 18 de abril, que institui todo dia 31 de outubro — data da Reforma Protestante — como ‘Dia das Igrejas Evangélicas e Protestantes’.

Aquele dia, em 1517, é comemorado como o momento em que o monge alemão Martinho Lutero publicou suas 95 teses contra a Igreja de Roma, marcando o início do que mais tarde seria conhecido como a Reforma Protestante.

As comemorações na Argentina serão espalhadas ao longo da semana, com diversos eventos nacionais e provinciais e também nas redes sociais.

Nesta segunda-feira, 28 de outubro, foi o início e principal encontro da semana, no Auditório Nacional do Palácio Libertad.

Estima-se que mais de seis milhões de pessoas (aproximadamente 15,3% da população) pertençam às mais de 25.000 igrejas evangélicas da Argentina.

Grande público no Palacio Libertad

O encontro foi organizado pela Aliança Cristã de Igrejas Evangélicas da República Argentina (ACIERA) e lotou o auditório nacional do Palácio.

Entre os presentes estavam a vice-presidente do governo argentino, Victoria Villarruel, a ministra das Relações Exteriores, Comércio Internacional e Culto, Diana Mondino, e parlamentares nacionais como Nadia Márquez, de fé evangélica .

Várias confissões e instituições religiosas também acompanharam a celebração, como a Conferência Episcopal Argentina (CEA), o Centro Islâmico e o Congresso Judaico Latino-Americano.

Os presentes puderam fazer uma viagem pela história das igrejas evangélicas na Argentina e desfrutar de uma orquestra com mais de 40 músicos, regida por Jorge Randazzo, juntamente com um coral de mais de 100 vozes.

O vice-presidente Villarruel e o ministro Francos expressaram seu apreço pela presença das igrejas evangélicas, especialmente nestes tempos de fortes demandas sociais, elogiando os esforços da ACIERA em particular.

O evento foi transmitido ao vivo pelo canal da ACIERA no Youtube e pelo canal de televisão Canal Luz.

‘Celebramos a identidade histórica de milhões de cidadãos’

O presidente da ACIERA, pastor Christian Hooft, proclamou em seu discurso que “não era um festival religioso”. “Celebramos a identidade histórica da fé de milhões de cidadãos argentinos. Celebramos, junto com as instituições amigas que estão conosco hoje, a pluralidade, a diversidade e a igualdade”.

“Celebramos as 5 solas do monge Martinho Lutero: ‘Somente Cristo, Somente a Escritura, Somente a Graça, Somente a Fé e Somente a Glória a Deus’, que foram um emblema que permaneceu e influenciou fortemente a cultura, o conhecimento e a ciência. Hoje, essa fé cristã mantém milhões de pessoas no mundo, e em nosso país”, disse ele.

Por outro lado, Hooft sublinhou: “Vivemos tempos complexos. Muitos anos de crise após crise. Uma enorme taxa de pobreza e degradação cultural e moral. Embora tenhamos fé em Deus, não apoiamos o pensamento mágico. Sair deste estado requer muito esforço, o comprometimento de todos e, claro, a ajuda de Deus Todo-Poderoso. Não podemos sair, sem falta de perdão, sem justiça e sem respeito às liberdades individuais. Um povo dividido não prevalecerá. Essa lógica amigo-inimigo e essa difamação daqueles que pensam diferente nos paralisa e inibe como nação. Essa mania de desconstruir tudo para não alcançar nada não nos leva a lugar nenhum, é mais do mesmo. Devemos perceber e chamar as coisas como elas são, não fingir estar distraídos, falar a verdade e deixar os eufemismos de lado”.

O presidente da ACIERA acrescentou: “A pobreza é uma calamidade. As igrejas evangélicas estão com os necessitados, como o Senhor nos ensinou, mas não louvamos a pobreza. Não há virtude nela por si só”.

O pastor evangélico também lembrou que neste ano de 2024 foi criada a primeira capelania evangélica para a polícia na cidade de Buenos Aires e nas províncias de Misiones, Chaco e Neuquén.

Folha Gospel com texto original de Evangelical Focus

Portas Abertas lança plano de leitura na YouVersion

Aplicativo da Bíblia YouVersion
Aplicativo da Bíblia YouVersion

A Portas Abertas, em parceria com a YouVersion, publicou seu primeiro plano de leitura. O aplicativo da Bíblia, que pode ser baixado de forma gratuita, é conhecido por oferecer traduções em diversos idiomas, além de disponibilizar planos de leitura e meditação bíblica, ajudando as pessoas a aprofundar seu relacionamento com Deus. Com esse objetivo, a Portas Abertas lançou o plano: “Resiliência em tempos difíceis”.

Esse foi o tema escolhido porque, atualmente, a tendência da maioria das pessoas é evitar qualquer tipo de sofrimento. Porém, o que a narrativa bíblica ensina é que momentos de dor e sofrimento moldam e fortalecem a nossa fé. Sendo assim, devemos buscar nas Escrituras o padrão de resiliência de Cristo, além de aprendermos com aqueles que ao enfrentarem esse tipo de situação permaneceram firmes na fé.

O plano de leitura conta com sete reflexões sobre: alegria nas fraquezas, o poder do perdão, medo da morte, renúncia, meditação na palavra, quem realmente somos e a importância de estarmos vigilantes. Em todos, além de encontrar textos bíblicos sobre os assuntos, você também conhecerá como isso foi colocado em prática por irmãos e irmãs que já tiveram contato com algum tipo de perseguição por amor a Jesus.

Para ter acesso a esse conteúdo clique aqui.

Fonte: Portas Abertas

Pressão sobre cristãos indígenas aumenta na Índia

Cristãos durante culto na Índia ((Foto representativa: Portas Abertas)
Cristãos durante culto na Índia ((Foto representativa: Portas Abertas)

Há mais de um ano, o movimento pela retirada do registro de comunidades indígenas cristãs na Índia ganhou força. A iniciativa de grupos radicais visa punir minorias em nove estados que se converteram a religiões minoritárias, como o cristianismo. Eles esperam, por meio da pressão, forçar os cristãos nos estados de Jharkhand, Odisha, Madhya Pradesh, Chhattisgarh, Rajasthan, Gujarat, Assam, Tripura e Maharashtra a voltarem ao hinduísmo.

Janjati Suraksha Manch (JSM, da sigla em inglês), uma das organizações que promovem a exclusão dos cristãos indígenas, tem levantado ativamente a questão da retirada do registro das minorias em todo o país e pressionado o governo atual, com protestos na rua e mensagens ao parlamento, para “retirar” as comunidades da lista de benefícios do governo.

O slogan do movimento que segue a ideologia hindutva diz em hindu “Kul devi tum jaag jao, dharmantarit tum bhag jaao”, cuja tradução seria “a divindade da família desperta, aqueles que se convertem a outra religião, saiam”. Líderes cristãos locais estão preocupados com o custo da campanha para a igreja, especialmente se ela se tornar uma lei.

O líder de uma igreja, cujo nome não pode ser revelado por segurança, disse à Portas Abertas: “Isso é motivo de preocupação, pois muitos cristãos recém-convertidos podem se desviar; as igrejas podem fechar devido ao medo de perder os direitos garantidos para as comunidades indígenas reconhecidas pelo governo”.

Lalit*, um parceiro local da Portas Abertas, conta que “nos estados do Nordeste, os radicais estão espalhando desinformação entre as comunidades indígenas contra os cristãos locais e missionários”. Em Manipur, o governo estadual continua a considerar retirar o registro de certas comunidades kuki-zomi, a maioria delas cristãs. A mesma iniciativa causou o conflito étnico-religioso violento em Manipur que completou um ano em 2024.

Os cristãos economicamente mais vulneráveis recebem as maiores ameaças. Alguns deles não recebem mais recursos do governo, como fornecimento de cestas básicas. Algumas crianças cristãs não estão sendo admitidas em escolas públicas e, com o avanço das medidas, muitos cristãos indígenas também serão privados de empregos e acesso às universidades, que antes lhes era garantido pelas cotas.

De acordo com a agência de notícais The Print, mais de 400 cristãos indígenas foram atacados e expulsos de suas casas entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023 na Índia. “Na verdade, os cristãos perdem oportunidades até mesmo de ter uma vida normal, pois, depois de serem retirados da lista, são expulsos de seu grupo étnico, não pertencendo mais à comunidade de onde vieram originalmente. O crescimento da igreja também será afetado porque os recém-convertidos terão medo de perder seus empregos e as cotas do governo de que precisam para sobreviver, e podem até tentar esconder sua fé cristã”, afirma Saagar*, outro parceiro local da Portas Abertas.

*Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

Cristãos exigem renúncia de líder mundial anglicano após comentário sobre sexo gay

Justin Welby, líder da Igreja Anglicana
Justin Welby, líder da Igreja Anglicana

Cristãos em todo o Reino Unido estão pedindo a renúncia do Arcebispo de Canterbury Justin Welby após seus comentários apoiando a intimidade sexual em relacionamentos do mesmo sexo. Eles argumentam que suas declarações representam um afastamento fundamental da doutrina da Igreja da Inglaterra (CofE, sigla em inglês) sobre casamento e ética sexual.

Welby declarou em uma recente entrevista em podcast que a intimidade sexual é moralmente aceitável em relacionamentos “estáveis, comprometidos e fiéis”, independentemente do gênero, provocando reação negativa dos evangélicos dentro da denominação que o acusam de desconsiderar abertamente a doutrina da Igreja.

A Alliance, uma colaboração de grupos da CofE que aderem aos ensinamentos bíblicos sobre ética sexual, escreveu aos arcebispos e bispos expressando suas preocupações, conforme relatado pela Anglican Ink. Eles reclamaram que “o processo constitucional correto não foi seguido para se afastar da doutrina atual acordada ou para uma mudança de liturgia”.

Devido ao que eles percebem como uma mudança de fato na doutrina, eles anunciaram que começaram a “estabelecer uma província paralela de fato dentro da Igreja da Inglaterra em resposta à mudança de fato na doutrina”. A Aliança também notou a falta de provisão para que o clero fiel seja supervisionado por bispos fiéis.

A doutrina oficial da Igreja da Inglaterra afirma que “a relação sexual, como uma expressão de intimidade fiel, pertence propriamente ao casamento exclusivamente”, definindo o casamento como uma união vitalícia entre “um homem com uma mulher”. A orientação pastoral estabelecida em 2023 para as Orações de Amor e Fé reitera essa postura, afirmando que “é dentro do casamento que a intimidade sexual encontra seu devido lugar”.

Welby fez a declaração controversa no podcast “The Rest is Politics” quando o co-apresentador Alastair Campbell (ex-porta-voz de Tony Blair no governo trabalhista) perguntou se ele acreditava que sexo gay era pecado. Welby respondeu: “O ponto em que chegamos é dizer que toda atividade sexual deve ser dentro de um relacionamento comprometido, seja ele hétero ou gay.”

Welby acrescentou: “Apresentamos uma proposta de que, quando as pessoas passam por uma união civil ou um casamento entre pessoas do mesmo sexo… elas devem poder ir à igreja e ter um culto de oração e bênção para elas em suas vidas juntas.”

Em resposta à reação, o gabinete de Welby divulgou uma declaração pública elaborando suas opiniões.

“O arcebispo Justin estava dando uma visão pessoal que reflete a posição agora mantida por ele, pelo arcebispo de York e por muitos outros bispos em relação à intimidade sexual”, diz a declaração.

“Ele tem sido honesto ao dizer que seu pensamento evoluiu ao longo dos anos por meio de muita oração e reflexão teológica — particularmente por meio do processo Viver em Amor e Fé — e agora ele mantém essa visão sinceramente. Ela reflete seu comprometimento em continuar a acolher, amar e incluir pessoas LGBTQ+ mais plenamente na vida da Igreja”, continua a declaração.

Welby reconheceu que “não há consenso entre os bispos sobre esta questão, e a Igreja continua profundamente dividida”, alegando que seu “compromisso absoluto com aqueles que defendem uma visão tradicional tem ‘um lugar pleno e inquestionável na Igreja da Inglaterra’”.

Respondendo à declaração de Welby, Tim Dieppe, Chefe de Políticas Públicas do grupo Christian Concern, sediado no Reino Unido, escreveu em um artigo de opinião : “A lógica de Welby é, na verdade, completamente invertida. São aqueles com ‘uma visão tradicional’ que pertencem mais firmemente à Igreja da Inglaterra. Eles estão defendendo a doutrina como ela foi recebida e entendida.”

Dieppe acrescentou: “Aqueles bispos que se afastam do ensinamento claro e inequívoco da CofE devem renunciar. São eles que não têm um lugar na Igreja da Inglaterra, por mais sinceras que sejam suas crenças. Um ateu sincero dificilmente pode ser um bispo. A sinceridade da descrença na doutrina da CofE não justifica nada permanecer como bispo.”

Folha Gospel com texto original de The Christian Post

Mais de 2 milhões de cristãos se reúnem para arrependimento e resistência à ideologia LGBT

Culto reuniu cristãos de todas as denominações em Seul, Coreia do Sul, no Domingo da Reforma, 27 de outubro de 2024. | Foto: Cortesia do Comitê Organizador
Culto reuniu cristãos de todas as denominações em Seul, Coreia do Sul, no Domingo da Reforma, 27 de outubro de 2024. | Foto: Cortesia do Comitê Organizador

Na tarde do Domingo da Reforma, cerca de 2,1 milhões de cristãos se reuniram na Coreia do Sul para um culto conjunto de adoração para “se unirem pelo arrependimento, reavivamento e restauração da santidade em nossa sociedade”.

De acordo com os organizadores, cerca de 1,1 milhão de pessoas se reuniram no local, apesar do mau tempo, e mais 1 milhão se reuniram on-line (embora a polícia tenha estimado um número menor para a reunião presencial). O culto de adoração conjunto sem precedentes reuniu igrejas coreanas de todas as denominações ao afirmarem o casamento e a família tradicionais e orarem por sua nação.

O gatilho inicial para o evento foi uma lei antidiscriminação que os líderes cristãos coreanos temem que abra caminho para o casamento gay e, por fim, abra o país para a ideologia trans que prejudicaria as famílias e restringiria a liberdade das igrejas de viverem sua fé. Eles apontam para países ocidentais, como o Reino Unido e o Canadá, como sinais de alerta do que pode estar por vir, a menos que os crentes se levantem nesse momento.

“Por meio deste culto de adoração que oferecemos hoje em espírito e verdade, espero que as famílias e as igrejas vivam e que a igreja coreana e a igreja mundial experimentem um novo reavivamento”, disse o Rev. Jung-Hyun Oh, pastor sênior da Igreja Sarang, aos participantes, segundo reportagem do Christian Daily Korea.

Três sermões pregados durante a tarde destacaram a importância de a Igreja não permanecer em silêncio, para que possam proteger famílias e crianças, com um pastor orando a Deus: “Por favor, aceite nosso arrependimento e proteja nossas famílias”.

O evento também contou com a participação de palestrantes do Reino Unido e da Alemanha, que exortaram os cristãos coreanos a não seguirem o mesmo caminho que viram em seus próprios países e, em vez disso, serem um farol para as igrejas de todo o mundo e brilharem a luz da verdade de Deus.

“Quem poderia imaginar que a Grã-Bretanha se esqueceria de Deus? Mas esqueceu”, disse Andrea Williams, advogada da Wilberforce Academy, no Reino Unido. “Eles removeram Jesus Cristo da vida pública. As pessoas não sabem quem é Jesus. Eles legislaram o direito de matar o feto, o casamento gay. Os pregadores de rua são presos, e aqueles que distribuem Bíblias ou oram no trabalho são punidos. Enquanto tudo isso acontecia, as igrejas da Grã-Bretanha estavam dormindo.”

O Christian Daily International já relatou casos anteriores, como o de um cristão do Reino Unido considerado culpado por orar perto de uma clínica de aborto no início deste mês, ou a detenção ilegal e prisão de um pregador de rua.

Como expressão de sua unidade e compromisso, as igrejas que participaram do evento emitiram uma declaração conjunta “para renovar a República da Coreia”.

A declaração destaca a crise de valores e expressa arrependimento pelo fato de as igrejas não terem cumprido seu papel até o momento. Entre outras coisas, a declaração afirma a proteção da família, o direito de todos à “liberdade de religião, discurso, pensamento e expressão” e o papel da igreja como sal e luz na sociedade. Ela conclui pedindo que o governo, o Tribunal Constitucional, a Assembleia Nacional e o Ministério da Educação se abstenham de promulgar leis que permitam o casamento gay ou promovam a homossexualidade e a ideologia de gênero por meio de livros didáticos nas escolas.

Quando o evento chegou ao fim, o comitê organizador disse: “Os participantes se comprometeram a cumprir o papel social da igreja e reafirmaram sua solidariedade como comunidade religiosa. Esse culto permanecerá como um momento importante para a igreja coreana refletir sobre sua responsabilidade social e a essência da fé, e como um marco que sugere a direção e o papel que a igreja deve tomar.”

Um dia para aumentar a conscientização na sociedade e unir a Igreja coreana

Em uma entrevista exclusiva com o Christian Daily International antes do evento, o presidente do comitê organizador, o Rev. Hyun-bo So, pastor sênior da Igreja Segero em Busan, explicou o que os motivou a mobilizar as igrejas para o evento.

“Não odiamos os homossexuais. Não estamos tentando dizer a eles o que fazer e o que não fazer”, enfatizou na época.“Mas se essas leis referentes ao casamento gay forem aprovadas na Coreia, então a Igreja Cristã não poderá defender aquilo em que acredita e não poderá dizer as coisas que deseja dizer.”

Ele apontou para o Canadá e outros países onde surgiram histórias de menores que foram levados a acreditar que eram trans e submetidos a procedimentos experimentais de deformação do corpo sem que os pais pudessem se envolver na conversa.

“Às vezes, acontece de um adolescente de 13 anos querer mudar de sexo, mas os pais não podem dizer nada a respeito. Os alunos tomam as injeções de hormônio por meio da escola e os pais não se envolvem no processo”, disse ele, acrescentando que as igrejas coreanas se opõem à exclusão dos pais da vida e da educação dos filhos.

Ele também lamenta o fato de os menores serem jovens e ingênuos e poderem ser facilmente enganados sobre os riscos e as consequências de tais tratamentos ao longo da vida.Ele aponta especificamente para um caso “em que uma menina de 13 anos passou por uma mudança de sexo com a transição e achou que seu seio voltaria a crescer”.

Foi a perspectiva de enfrentar um futuro assim que o levou a mobilizar as igrejas coreanas para se oporem a uma recente mudança nas leis relacionadas a casais homossexuais, a fim de evitar que o país seguisse esse caminho.

Solicitado a explicar os desenvolvimentos legais, o Rev. Son explicou que “o dia 18 de julho foi um grande dia nos tribunais da Coreia porque eles aceitaram que um casal gay pode ter benefícios de seguro de saúde.Do ponto de vista internacional, depois que uma lei desse tipo é aprovada ou depois que essa aceitação é vista nos tribunais, geralmente leva cerca de dois anos até que o casamento gay seja legalizado”.

Ele disse que viu o evento como uma oportunidade para a Igreja Cristã conscientizar a sociedade em geral sobre os danos que a aprovação dessas leis trará para a Coreia.Ele disse estar convencido de que mais de 90% das pessoas seriam contra o uso de hormônios irreversíveis para a transição de gênero em crianças de 9 ou 10 anos. Mas um problema importante é que “as pessoas comuns não conhecem a profundidade do que a lei está exigindo”.

Ele esperava que o evento proporcionasse “uma boa chance para as igrejas se reunirem, orarem juntas e discutirem juntas sobre como ajudar os homossexuais”, incluindo aqueles que lutam contra a atração pelo mesmo sexo nas igrejas.

Apontando para os desafios dentro da Igreja coreana, o Rev. Son também disse: “Acredito que esse evento será um momento muito bom para que todos se reúnam e se unam”.

Folha Gospel com texto original de The Christian Today

Aliança da China com o Irã pode intensificar perseguição aos cristãos

Bandeiras da China e do Irã (Foto: Canva Pro/FolhaGospel)
Bandeiras da China e do Irã (Foto: Canva Pro/FolhaGospel)

A recente promessa da China de apoio inabalável ao Irã pode intensificar a perseguição de cristãos em ambos os países, alerta o grupo sediado nos EUA, International Christian Concern (ICC). A preocupação surge após o presidente chinês Xi Jinping afirmar fortes laços com o Irã durante a cúpula anual do BRICS.

De acordo com o meio de comunicação chinês Xinhua, o presidente Xi declarou na cúpula: “Não importa como a situação internacional e regional mude, a China desenvolverá inabalavelmente uma cooperação amigável com o Irã”.

A cúpula do BRICS, realizada na Rússia, reuniu líderes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, além de 10 países membros, incluindo o Irã.

O órgão de fiscalização da perseguição, o TPI, observou que tanto a China quanto o Irã são designados como Países de Preocupação Particular pelo Departamento de Estado dos EUA, uma designação dada a nações que praticam ou toleram violações flagrantes da liberdade religiosa.

“A China e o Irã são perseguidores conhecidos de cristãos, e seu apoio mútuo pode levar ao aumento da perseguição, já que ambos os países trabalham para eliminar a prática do cristianismo dentro de suas fronteiras”, disse o ICC em uma declaração enviada ao The Christian Post.

Em 1º de setembro, a China implementou novas medidas exigindo que atividades religiosas, incluindo sermões, integrem valores socialistas e características chinesas, destacou o ICC. Membros do clero são obrigados a jurar lealdade ao Partido Comunista Chinês.

Essas medidas ocorrem depois de anos em que milhares de cristãos sofreram tortura, assédio e prisão nas mãos de autoridades comunistas.

Em um relatório recente, a Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional revelou que as autoridades chinesas substituíram símbolos cristãos por imagens de líderes comunistas e slogans do partido em várias igrejas do país, citando vários casos em que cruzes e imagens religiosas foram removidas das igrejas e substituídas por retratos de Xi e do falecido presidente Mao Zedong.

Da mesma forma, o Irã tem um longo histórico de execução, prisão e tortura de cristãos, disse o TPI, acrescentando que o país também apoia organizações terroristas, incluindo o Hamas, que foi responsável pelos ataques a Israel em 7 de outubro de 2023, que resultaram na morte de quase 1.200 pessoas que foram torturadas e mortas, incluindo cerca de 40 americanos , e mais de 254 outras feitas reféns, muitas também estupradas ou torturadas e mortas.

A população muçulmana no Irã é de aproximadamente 98,5%, sendo a maioria muçulmanos xiitas.

“O apoio inabalável da China ao Irã, independentemente da perseguição iraniana aos cristãos e do apoio aos terroristas, mostra ao mundo onde estão suas prioridades”, declarou o ICC. “O poder combinado das duas nações também levanta alarme entre os cristãos, que já suportaram anos de abuso e prisão sob os dois regimes.”

De acordo com a ICC, o grupo BRICS busca romper o equilíbrio global de poder mantido pelo Ocidente e acabar com o domínio do dólar americano como principal moeda de reserva global.

Folha Gospel com texto original de The Christian Post

Famílias cristãs são expulsas de comunidades no Vietnã

Família cristã no Vietnã (Foto: Reprodução)
Família cristã no Vietnã (Foto: Reprodução)

Duas famílias cristãs foram expulsas de suas vilas no Nordeste do Vietnã. Entre os meses de julho e agosto, Giang, a esposa e uma filha de quatro anos, e Nhat e a esposa foram obrigados a abandonar suas casas por deixaram a fé dos antepassados para seguir a Jesus. As duas famílias são as únicas cristãs nos vilarejos

Giang estava doente e cheio de problemas quando ouviu sobre Jesus. Ele e a esposa confiaram a vida a Cristo e experimentaram a paz que excede todo o entendimento. O vietnamita também foi curado e socorrido pelos seguidores de Jesus de uma aldeia vizinha.

Já Nhat e a esposa amavam participar dos cultos e estudos bíblicos. Eles até viajavam para outra vila para aprender mais sobre a palavra de Deus. Mas os familiares e o chefe da aldeia tinham medo de sofrer retaliação dos espíritos e proibiram o casal de compartilhar a fé com os vizinhos.

As famílias e os vizinhos de Giang e Nhat ordenaram que renunciassem à fé em Jesus. Caso não obedecessem, seriam expulsos dos vilarejos e não poderiam levar seus pertences. Apesar de desejarem viver em paz no vilarejo, as duas famílias reconheceram o que Cristo fez por elas e se mantiveram firmes na fé.

As famílias cristãs perderam tudo por Jesus e agora vivem em abrigos temporários em vilas diferentes. Elas também contam com o apoio de igrejas locais para sobreviver.

*Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

Igreja é atacada por extremistas hindus no Nepal

Cristãos no Nepal
Cristãos no Nepal

As igrejas no Nepal tornaram-se alvo de extremistas hindus. Em 24 de agosto, um culto foi interrompido por integrantes do grupo Hindu Samrat Sena, no distrito de Dhausa. Enquanto os cristãos participavam do culto, os radicais invadiram o local, tiraram fotos e gravaram vídeos acusando o pastor de forçar conversões.

Mais tarde, as imagens e gravações foram publicadas no Facebook juntamente com rumores de que o líder cristão obrigava os hindus locais a se converterem ao cristianismo. Os radicais também acusaram o governo local de não impedir e interromper a ação dos cristãos, provocando um aumento no número de cristãos de origem hindu.

Quatro dias depois, o grupo realizou uma reunião para planejar a demolição e o incêndio da igreja local. Quando o pastor e os membros souberam do intento dos extremistas, enviaram uma carta à polícia pedindo segurança durante os cultos.

No entanto, em 31 de agosto, o pastor e os cristãos chegaram à igreja e notaram que havia cerca de 50 pessoas paradas a uma pequena distância da igreja. Mais tarde, outras pessoas se juntaram e formou-se uma multidão de mais de 100 hindus.

O pastor ligou para as autoridades de segurança local e dois policiais foram chamados para guardar os cristãos durante o culto. Mas quando a atividade da igreja começou, os dois militares não foram suficientes para conter a invasão e a destruição do local.

Os extremistas hindus agrediram os cristãos verbalmente e gritavam: “Salve, senhor Ram”. Quando a situação se tornou mais violenta, a polícia aconselhou o pastor e os cristãos presentes a se refugiarem na delegacia local. Mas o inspetor da polícia repreendeu o pastor e o acusou de forçar a conversão e obrigar os hindus a comerem carne de vaca.

O líder cristão também foi acusado de não ter permissão para administrar a igreja e ameaçado de punição caso evangelizasse ou tivesse ligação em casos de conversões. O pastor e os cristãos não tiveram proteção dos policiais e foram obrigados a retornar para suas casas. Diante da impunidade, os extremistas hindus continuam a ameaçar publicamente os cristãos locais por meio das redes sociais.

Fonte: Portas Abertas

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