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Cristãos pregam o Evangelho em áreas remotas no Peru através de voos missionários

Pastor Eben Espinosa. (Foto: Reprodução/Notícias Adventistas/Ellen Lopes)
Pastor Eben Espinosa. (Foto: Reprodução/Notícias Adventistas/Ellen Lopes)

Missionários estão pregando o Evangelho no Peru por meio de um trabalho de aviação evangelístico, que permite que os cristãos tenham acesso a áreas remotas no país.

No Peru, muitas comunidades vivem isoladas entre montanhas, rios e florestas. Então, o céu se tornou um meio acessível dos cristãos pregarem Jesus.

O “Peru Projects” é um projeto de aviação missionária da Igreja Adventista do Sétimo Dia fundado em 1997.

Apesar de a igreja já ter tido projetos que envolviam a aviação para evangelizar desde os anos 1960, na década de 1980, o projeto foi encerrado e os aviões vendidos.

Contudo, o dinheiro foi guardado com o objetivo de investir no futuro da obra missionária aérea.

Aos 4 anos, Eben Ezer Espinosa tinha o sonho de ser pastor e piloto missionário. Ele estudou Teologia no México, seu país de origem, e começou a trabalhar com igrejas.

“Depois de quatro anos de ministério, surgiu a oportunidade de ir para a Universidade Andrews, nos Estados Unidos, estudar aviação”, disse ele ao Notícias Adventistas.

“Eu pedia a Deus que me desse logo a provisão para todo o curso, para acalmar minha ansiedade, mas Ele foi me dando pouco a pouco e isso fortaleceu a minha fé”, acrescentou.

Depois de concluir o curso, Eben Ezer pretendia ir para Nova Guiné, e apesar de enviar toda a documentação, essa porta não se abriu.

Então, um de seus professores, que já tinha sido missionário no Peru, o apresentou ao Peru Projects.

“Naquele momento, o que tinha sido um projeto grande, passava por dificuldades e estava sem grandes estruturas ou salário fixo. Cozinhávamos juntos, comprávamos comida em grupo e confiávamos que Deus supriria cada necessidade”, relembrou ele.

O pastor chegou ao país sul-americano há 10 anos e hoje lidera o projeto. A base localizada em Pucallpa, no Peru, conta atualmente com cerca de 14 missionários — entre locais e estrangeiros — que prestam serviço voluntário por períodos que variam de semanas a anos.

Os voluntários levam esperança por meio do ensino da Bíblia. No entanto, a rotina da aviação é intensa. Os aviões decolam de quatro a seis vezes por semana, e em alguns dias com jornadas duplas.

As aeronaves servem de transporte para pacientes em estado crítico, médicos e medicamentos. A cada viagem, os passageiros são encorajados por meio da Palavra de Deus.

Segundo o pastor, a maior necessidade das pessoas é manifesta através de um pedido: “Queremos Bíblias!”.

Em 2024, o projeto recebeu uma doação de 20 mil Bíblias, que são guardadas para serem entregues ao longo das viagens.

“Oramos antes de cada voo. Às vezes, não sabemos exatamente as condições que vamos encontrar, se o paciente sobreviverá. Mas confiamos”, disse Eben Ezer.

Por meio dessa confiança em Deus, o pastor testemunhou que muitos milagres acontecem — pousos arriscados bem-sucedidos, curas inesperadas e vidas salvas em situações desafiadoras.

No entanto, a missão enfrenta limitações técnicas pois as aeronaves atuais são pequenas, antigas, com pouca capacidade de carga, alcance restrito e precisam se revezar no funcionamento.

Um dos principais sonhos do ministério é adquirir uma aeronave mais robusta, de maior porte e em melhores condições, o que permitiria expandir o alcance do trabalho para áreas ainda mais remotas.

“Mas sabemos que Deus proverá no tempo certo”, concluiu o pastor.

Fonte: Guia-me com informações de Notícias Adventistas

Crianças estão aprendendo a ler com a Bíblia em Moçambique

Alunos do Projeto Umodzi Cateme, em Moçambique. (Foto: Projeto Umodzi)
Alunos do Projeto Umodzi Cateme, em Moçambique. (Foto: Projeto Umodzi)

Na aldeia de Cateme, em Moçambique, um projeto está transformando vidas — e tudo começa com a Bíblia.

No Projeto Umodzi, a alfabetização vai além do tradicional: crianças estão aprendendo a ler e escrever através de versículos das Escrituras.

Segundo o pastor Marcos Corrêa, responsável pelo Projeto Umodzi, a escola em Cateme conta com professores qualificados, todos cristãos e comprometidos com a missão. Além disso, a equipe escolar conta com um pastor local, que auxilia no ensino bíblico e nas aulas de reforço.

“Trabalhamos com reforço escolar para os que já frequentam a escola, e com alfabetização do zero para os que nunca tiveram acesso à educação”, explicou o pastor Marcos.

O foco é no ensino da língua portuguesa — especialmente porque muitas crianças têm como língua materna o dialeto Nhungue — além de matérias como matemática, história e religião.

Mas o grande diferencial está na forma como a Bíblia é inserida nesse processo. “Foi emocionante ver crianças dizendo: ‘Eu aprendi a ler, e aprendi a ler na Bíblia!’”, contou Marcos.

Foi o que contou a aluna Rosa: “Eu não sabia ler, nem escrever. Não sabia nenhum dos livros da Bíblia, mas agora já estou sabendo.”

O estudante Júnior relatou o mesmo: “Antigamente eu não sabia ler e escrever, e nem ler a Palavra de Deus, mas agora estou sabendo”, e citou Provérbios‬ ‭15‬:‭20‬: “O filho sábio alegra o seu pai, mas o insensato despreza a sua mãe.”

O pastor Marcos comenta: “Elas aplicam aquilo que aprendem nas aulas diretamente nas Escrituras. Decoram versículos, citam alguns trechos… A Bíblia é uma ferramenta de ensino, mas também se torna uma verdade viva no coração delas.”

A escola conta com duas salas de aula, seguranças, funcionárias responsáveis pelas refeições e limpeza, e já está com planos de ampliação: “Estamos construindo um centro de multiuso, porque o espaço já não comporta mais todo mundo”, disse o pastor.

Aos sábados, o aprendizado ganha uma dimensão ainda mais especial. As aulas se transformam em cultos, com louvor e ministração — e o público tem sido cada vez maior. Em vez de apenas os 80 alunos regulares, chegam a participar até 170 pessoas, entre crianças, pais e moradores da comunidade.

“É lindo ver como a escola está despertando a curiosidade, o desejo de aprender mais, de conhecer a Palavra de Deus”, destacou Marcos.

Sobre o Projeto Umodzi

O Projeto Umodzi nasceu em 2018, em uma aldeia remota no Malawi, com a missão de levar transformação na vida de crianças na África. Em apenas três anos, crianças e famílias passaram a ter acesso a comida, ensino bíblico, educação de qualidade, energia solar e água potável — algo até então inimaginável para muitos ali.

O impacto foi tão profundo que o projeto cruzou fronteiras e chegou a Moçambique, onde o Umodzi iniciou uma nova fase de expansão. Em 2023, nasceu o Umodzi Cateme, com o sonho de construir um centro de ensino e esportes em uma área de 14 mil metros quadrados.

Hoje, a escola conta com duas salas de aula equipadas com lousas e carteiras duplas, além de quatro banheiros (dois masculinos e dois femininos). As crianças, agora uniformizadas, aprendem com dignidade e estrutura. A antiga tenda, que foi o berço do ensino em Cateme, agora serve como área de preparo das refeições.

Como apoiar a missão?

Interessados em contribuir com o Projeto Umodzi podem entrar em contato com o coordenador Marcos Corrêa pelo WhatsApp: +55 11 96170-9559 ou pelo e-mail: projetoumodzi@gmail.com. Também é possível acompanhar o trabalho pelas redes sociais no Instagram e Facebook (@projetoumodzi).

Fonte: Guia-me

Mães, heroínas anônimas

Mãe com seus filhos em um balanço (Foto: Canva Pro)
Mãe com seus filhos em um balanço (Foto: Canva Pro)

O grande estadista americano, Abraão Lincoln, disse com razão, que as mãos que embalam o berço, governam o mundo. As mães são mestras do bem, conselheiras sábias, educadoras primorosas, intercessoras fervorosas, heroínas anônimas. Aqui, ali e acolá encontramos algumas mães que se tornaram notórias como Joquebede, Ana e Maria (registro bíblico), bem como Mônica e Suzana (registro da história). Porém, a vasta maioria delas, mesmo nas fronteiras do anonimato, forma o time de primeira divisão, como as grandes pedagogas, que ensinam os filhos as primeiras lições da vida e dão de beber a eles o leite da piedade.

Mãe não é apenas aquela que gera, mas também, aquela que educa para a vida, transmitindo aos filhos…

Leia a íntegra do artigo do Rev. Hernandes Dias Lopes. Clique aqui.

Mães da Bíblia: mulheres que honraram seus papéis

Mãe e filha lendo a Bíblia Sagrada (Foto: Canva Pro)
Mãe e filha lendo a Bíblia Sagrada (Foto: Canva Pro)

A Bíblia relata a história de muitas mulheres em seus papéis maternos e como elas influenciaram a fé de seus filhos, orando, cuidando, protegendo, ensinando…

Ana, mãe de Samuel, Joquebede, mãe de Moisés e, claro, Maria, mãe de Jesus tiveram papéis extremamente relevantes na formação dos filhos e no propósito que Deus tinha para eles.

Todas elas enfrentaram desafios e sacrifícios em sua jornada como mães, mas também receberam bênçãos e honras por sua dedicação e obediência a Deus. Suas histórias nos inspiram a valorizar o papel da maternidade e a confiar na providência divina especialmente na criação e educação dos nossos filhos.

Vamos ver alguns exemplos:

– Joquebede. A mãe de Arão, Miriam e Moisés se destaca por seu cuidado e proteção.

Preocupado com a fertilidade das mulheres hebreias e o crescimento da população israelita, especialmente dos homens, faraó ordenou às parteiras que matassem os meninos israelitas recém-nascidos. Felizmente, duas parteiras não obedeceram àquela ordem maligna e permitiram que os meninos vivessem.

Um dos bebês que sobreviveram foi Moisés. À medida que ele crescia, sua mãe não conseguia mais escondê-lo e temia por sua vida. Então, ela o pôs em uma cesta e o soltou nas águas do rio Nilo, para protegê-lo. Mesmo não sabendo quem aquela criança se tornaria, Joquebede entregou seu filho nas mãos Deus.

A mãe de Moisés assumiu grandes riscos para proteger o filho e esse é um dos papéis mais importantes na maternidade: a proteção. Em nossos dias, as mães podem proteger seus filhos de várias maneiras, como das más influências, dos perigos das redes sociais, da violência, dos vícios e da pornografia. Você está disposta a correr riscos por eles?

– Ana. A mãe de Samuel, que orou por um filho durante muitos anos, porque ela era estéril.

Após anos de perseverança e de crer que Deus poderia mudar sua sorte, Ana quando chegou a época de seu marido ir ao templo, aproveitou a oportunidade para acompanhá-lo. Ali, angustiada, ela fez um voto bastante específico a Deus: Se me deres um filho homem, eu o darei para o Senhor. Ana foi atendida.

Assim que deu à luz ao filho tão desejado, o chamou de Samuel. Cumprindo seu voto, ela o entregou ao Senhor. No entanto, por um período, o menino foi criado em sua casa, mas quando atingiu a idade certa, ela o levou para o sacerdote Eli para servir ao Senhor. Ana, que depois teve outros filhos, continuou a apoiar o pequeno Samuel na obra de Deus. E Samuel se tornou um dos mais importantes profetas de Israel.

– Eunice. A mãe de Timóteo foi quem o encaminhou à fé em Jesus.

Apoiado dentro de casa, Timóteo pôde se dedicar ao ministério, tornando-se um dos principais colaboradores, além de amigo íntimo, do apóstolo Paulo.

Timóteo recebeu instruções ministeriais de Paulo, bem como o legado do apóstolo que o inspirou em seu serviço a Jesus.

Sua mãe Eunice e a avó Lóide eram crentes judias, que ouviram falar de Jesus e o receberam como Senhor e Salvador. Tanto a mãe quanto a avó de Timóteo o encaminharam à fé, sendo exemplos para ele de mulheres tementes a Deus.

Encaminhar os filhos na fé em Cristo é, sem dúvida, o maior papel materno! Ensinar os filhos a amar a Deus, a confiar em Jesus, a participar da Igreja, a ler e aprender sobre a Bíblia deve ser prioridade no ‘ministério’ materno.  

– Maria. A mãe de Jesus que o acompanhou até o fim.

A dedicação de Maria e seu amor ao Senhor, fez com que ela fosse a escolhida perfeita para gerar o filho de Deus. Seu coração se partiu ao ver o sofrimento de seu amado Filho, Jesus. Ela sabia algo sobre Jesus que os outros não conseguiam entender. Embora fosse tão difícil ver seu Filho sendo escarnecido, espancado e pregado na cruz, ela ficou ao lado Dele até Sua morte.

Ela sabia sobre o chamado e missão de Deus para ele. Como pais, devemos lembrar que nossos filhos não são nossos. Eles pertencem a Deus. Portanto, quando sabemos que atendem ao chamado de Deus para eles, devemos apoiá-los mesmo que não seja o que queremos.

Adriana Bernardo é jornalista e idealizadora do grupo “Amigas de Deus”.

Fonte: Guia-me

Ladrão desiste de assalto ao saber que vítimas eram cristãos em SP

Revólver (Imagem ilustrativa)
Revólver (Imagem ilustrativa)

Um ladrão desistiu de um assalto após saber que as vítimas eram cristãos, em Hortolândia (SP), na noite da última terça-feira (7).

Dois líderes da Igreja Congregação Cristã, um ancião e um cooperador de jovens, foram abordados pelo assaltante no bairro Jardim Amanda, enquanto eles chegavam na casa de uma família da igreja.

O criminoso subiu na calçada de moto e anunciou o assalto, recolhendo objetos dos cristãos, incluindo celular, relógio e aliança.

Em seguida, o ladrão pergunta aos líderes: “Você é pastor? Ele é pastor?”. E um dos cristãos responde: “Somos servos de Deus”.

Ao ouvir isso, o assaltante mudou totalmente de atitude e devolveu os pertences dos cristãos. Logo depois, ele comprimentou os dois líderes com um aperto de mão e foi embora.

A câmera de segurança de um vizinho registrou a ação e o vídeo se espalhou entre os fieis da região e nas redes sociais, gerando comoção. O testemunho foi relatado também durante um culto da igreja dos dois líderes.

Nos comentários de uma postagem que mostra o vídeo, usuários ressaltaram o poder que há no nome do Senhor.

“Achei lindo a parte que ele fala ‘Somos servos de Deus’. Isso mostrou muito sobre ele, e sobre o quão poderoso é o nome do nosso Deus! Porque Ele vive”, disse uma internauta.

Outra mulher escreveu: “Isso não é sobre religião, é sobre intimidade com Deus! A presença de Deus constrange até quem não crê nele. Toda honra e glória para Ele”.

E uma usuária refletiu: “Quem vive uma vida reta com Senhor, até o inimigo teme e respeita. Autoridade dada por Deus. Que sejamos pessoas que dê bons testemunhos e não envergonhamos o nome do Senhor Jesus!”.

Fonte: Guia-me

Igreja Presbiteriana cresce e Convenção Batista do Sul registra queda no número de membros nos EUA

Culto na Igreja Presbiteriana, da Quinta Avenida, em Nova York, EUA (Foto: Reprodução)
Culto na Igreja Presbiteriana, da Quinta Avenida, em Nova York, EUA (Foto: Reprodução)

A Igreja Presbiteriana na América (PCA) registrou, pelo terceiro ano consecutivo, crescimento estável em sua membresia, contrariando a tendência de queda observada em diversas outras denominações cristãs nos Estados Unidos. Segundo dados divulgados pela ByFaithOnline, revista oficial da PCA, a denominação alcançou 400.751 membros em 2024 — um aumento de 1,84% em relação aos 393.528 registrados no ano anterior.

Os números integram o mais recente relatório quinquenal, que compila estatísticas de cerca de mil congregações entre 2020 e 2024. Apesar de uma pequena redução no número de presbitérios, que caiu de 88 para 87, o total de igrejas cresceu: passou de 1.645 em 2023 para 1.667 em 2024. Também houve aumento no número de presbíteros docentes (5.347) e no de candidatos ao ministério pastoral, que subiram de 572 para 767.

Os batismos de adultos cresceram 16,5%, enquanto as profissões de fé adulta tiveram alta de mais de 22% em relação ao ano anterior. O relatório também aponta crescimento nas profissões de fé infantil e nos batismos de bebês.

O desempenho positivo da PCA é visto como reflexo de uma recuperação consistente após os impactos da pandemia de Covid-19, que afetou fortemente as atividades, doações e presença física nas igrejas norte-americanas.

Contribuições em alta e recordes financeiros
A PCA também registrou avanços significativos nas finanças. As doações gerais aumentaram quase 16%, somando US$ 1,29 bilhão (aproximadamente R$ 7,42 bilhões). A média de contribuição por membro ultrapassou US$ 4.100 (cerca de R$ 23.460), representando um crescimento de mais de 13% em relação a 2023.

As doações destinadas à Assembleia Geral da igreja aumentaram 12%, enquanto os recursos destinados a causas externas — como ministérios de misericórdia e ações sociais — ultrapassaram US$ 170 milhões (R$ 974 milhões).

Convenção Batista do Sul

A Convenção Batista do Sul (SBC, na sigla em inglês) registrou mais um ano de queda no número de membros, mas apresentou crescimento na frequência aos cultos e no número de batismos, segundo o Perfil Anual da Igreja (ACP, em inglês) divulgado na última quarta-feira (1º) pela Lifeway Research. De acordo com o relatório, a SBC contabilizou cerca de 12,72 milhões de membros em 2024 – uma redução de 2% em comparação aos aproximadamente 12,98 milhões registrados em 2023.

Apesar da queda, os batismos aumentaram significativamente. Em 2024, foram reportados 250.643 batismos, um crescimento de cerca de 10% em relação aos 226.919 realizados no ano anterior. Trata-se do segundo aumento anual consecutivo, após a denominação ter registrado menos de 200 mil batismos em 2022.

A frequência média aos cultos também cresceu. Mais de 4,3 milhões de pessoas participaram semanalmente das celebrações nas congregações batistas, enquanto mais de 2,5 milhões compareceram a pequenos grupos de estudo bíblico — ambos os números representam um aumento de cerca de 5% em relação a 2023.

“O foco dos batistas do sul na evangelização está refletido nesses números”, afirmou Jeff Iorg, presidente e CEO do Comitê Executivo da SBC, em declaração incluída no relatório. “Celebramos a tendência de crescimento nos batismos, algo que não víamos há três décadas. Os dados mostram que Deus está agindo entre nós.”

O número total de congregações afiliadas também apresentou leve recuo. A SBC contava com 46.876 igrejas em 2024, 30 a menos que no ano anterior. O número, no entanto, é significativamente menor do que a redução de 292 congregações registrada em 2023. A perda inclui tanto igrejas que encerraram suas atividades quanto outras que deixaram de ser afiliadas à convenção.

Nos últimos anos, a SBC tem enfrentado desafios que vão além das estatísticas. Entre os motivos para o afastamento de igrejas estão divergências sobre o papel da mulher no ministério pastoral. Em 2023, a liderança da convenção expulsou a Saddleback Church, uma das maiores megaigrejas do país, por ter uma mulher atuando como pastora docente. A exclusão de igrejas por esse motivo segue diretrizes da “Fé e Mensagem Batista”, documento doutrinário da denominação.

Além disso, desde 2022, sete igrejas foram desligadas da SBC por supostas falhas em lidar com alegações de abuso sexual, como parte de um esforço da convenção para combater esse tipo de crime em suas comunidades.

Fonte: Comunhão com informações de The Christian Post

Escolha de papa norte-americano foi estratégica e visa questões geopolíticas, diz teólogo

Leão 14 é eleito novo papa da Igreja Católica (Foto: Vatican News / Reprodução)
Leão 14 é eleito novo papa da Igreja Católica (Foto: Vatican News / Reprodução)

O mundo católico e cristão vive um novo capítulo com a eleição do papa Leão XIV. A escolha do nome, carregado de peso histórico e simbólico, acendeu discussões não apenas no Vaticano, mas entre líderes evangélicos e estudiosos da fé cristã. O novo pontífice assume a missão de conduzir a Igreja em um tempo de tensões globais, desafios éticos e transformações profundas na espiritualidade contemporânea.

“É um nome forte, com raízes em momentos decisivos da história da Igreja. A escolha de Leão XIV sinaliza um desejo de conciliação e de engajamento nas questões geopolíticas”, analisa o teólogo e professor Adriel Moreira Barbosa, doutor em Ciências da Religião, complementando que o novo papa foi ordenado cardeal pelo papa Francisco e que Leão XIV citou o papa Francisco em sua primeira manifestação pública.

Antes de Leão XIV, 13 papas levaram o nome Leão. O mais emblemático foi Leão I, chamado “Magno”, que enfrentou a ameaça de Átila, o Huno, e consolidou o papel do papa como pastor supremo do Ocidente cristão. Já Leão XIII entrou para a história como o primeiro papa moderno, ao publicar a encíclica Rerum Novarum, em 1891, que inaugurou a Doutrina Social da Igreja, em defesa da dignidade do trabalho e da justiça social.

Assumir esse nome é, portanto, mais do que um gesto de reverência ao passado — é uma mensagem ao mundo. “A Igreja Católica parece buscar equilíbrio entre tradição e atualidade. Essa tensão é permanente e necessária. O novo papa está dizendo: ‘continuaremos relevantes, sem romper com nossa raiz’”, destaca Barbosa.

Fonte: Comunhão

5 coisas que você precisa saber sobre o Papa Leão 14

Papa Leão 14 (Foto: Vatican Media)
Papa Leão 14 (Foto: Vatican Media)

O Cardeal Robert Francis Prevost foi nomeado o 267º papa da Igreja Católica Romana na quinta-feira. Ele escolheu o nome Papa Leão XIV.

Sua ascensão ao papado ocorre 17 dias após a morte do Papa Francisco. Aos 69 anos, ele é mais jovem do que os dois papas mais recentes quando assumiram o cargo, mas significativamente mais velho do que o Papa São João Paulo II quando se tornou Bispo de Roma aos 58 anos.

Aqui estão cinco coisas que você precisa saber sobre Prevost, especialmente sua história e suas opiniões.

1. Ele é o primeiro papa americano

Talvez o aspecto mais notável da ascensão de Prevost ao papado seja sua origem.

O Papa Leão XIV é o primeiro papa dos Estados Unidos da América na história. De acordo com o Relatório do Colégio de Cardeais , ele nasceu em Chicago, Illinois, em 14 de setembro de 1955. Formou-se na Universidade Villanova em 1977 com bacharelado em matemática. Cinco anos depois, formou-se na União Teológica Católica de Chicago com mestrado em teologia. No mesmo ano, foi ordenado sacerdote. 

De 1999 a 2001, serviu como provincial na Província Agostiniana de Chicago. O site dos Agostinianos do Centro-Oeste ainda lista Prevost como um de seus priores professos solenes. A declaração de missão da província define a ordem religiosa como parte da “Ordem Mundial de Santo Agostinho na Igreja Católica Romana”, que busca “Deus em comunidade, compartilhando nossas vidas, bens e jornada espiritual uns com os outros e com o povo de Deus”.

“Em harmonia de mente e coração em nossa jornada rumo a Deus, nossa experiência de vida em comum flui e molda nossos ministérios”, continua a declaração de missão. “Continuamos a servir a Igreja em escolas, paróquias e missões, enquanto buscamos discernir novos caminhos de serviço para os quais Deus nos chama.” 

De 2001 a 2013, Prevost serviu como prior geral da Ordem de Santo Agostinho, atuando como “chefe da Ordem e sua autoridade suprema”. 

2. Ele passou um tempo considerável na América Latina

Embora Leão XIV tenha nascido nos Estados Unidos, dedicou grande parte de seu serviço à Igreja no exterior. Obteve a licenciatura em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino, em Roma, Itália, em 1984, e o doutorado em Direito Canônico pela mesma instituição três anos depois. De 1985 a 1986, Leão XIV dedicou-se ao ministério em Chulucanas, Peru.

De 1988 a 1998, atuou como prior comunitário, diretor de formação e professor em Trujillo, Peru. Após retornar aos EUA por mais de uma década, o papa retornou ao Peru em 2014, onde se tornou administrador apostólico da Diocese Católica Romana de Chiclayo, Peru. Foi nomeado bispo da diocese um ano depois, cargo que ocupou por oito anos. Mesmo após sua elevação a cardeal em 2023 e sua nomeação como prefeito do Dicastério dos Bispos, Leão XIV continuou a manter laços estreitos com a América Latina. No mesmo ano, foi nomeado presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina. 

3. Ele se opõe a diaconisas e tem opiniões mistas sobre questões LGBT 

Embora o Relatório do Colégio de Cardeais defina a maioria das posições de Leão XIV sobre as principais questões enfrentadas pela Igreja Católica como ambíguas, ele observa que ele expressou oposição à ordenação de diaconisas e tem uma posição pouco clara sobre bênçãos para casais do mesmo sexo.

Em comentários feitos em 2023, Prevost afirmou que “’clericalizar as mulheres’ não resolve necessariamente um problema, pode criar um novo problema”.

Em um discurso de 2012, o então Bispo Prevost expressou preocupação com a promoção de “simpatia por crenças e práticas que contradizem o Evangelho” na cultura ocidental. Ele citou especificamente o “estilo de vida homossexual” e “famílias alternativas compostas por parceiros do mesmo sexo e seus filhos adotivos” como exemplos. 

Depois que o Papa Francisco autorizou padres a abençoar casais do mesmo sexo em 2023, o futuro papa defendeu os bispos africanos que se opuseram à medida.

“Não estava rejeitando a autoridade magistério de Roma, estava dizendo que nossa situação cultural é tal que a aplicação deste documento simplesmente não vai funcionar”, disse ele em uma coletiva de imprensa no ano passado.

“É preciso lembrar que ainda existem lugares na África que aplicam a pena de morte, por exemplo, para pessoas que vivem em um relacionamento homossexual. … Então, estamos em mundos muito diferentes”, acrescentou. “Cada conferência episcopal precisa ter uma certa autoridade, no sentido de dizer: ‘como vamos entender isso na realidade concreta em que vivemos?’” 

4. Ele expressou preocupação com as políticas de imigração de Trump

Sean Davis, do The Federalist, compartilhou capturas de tela da conta X do Papa Leão XIV, que ele acreditava indicarem seu apoio à ideologia política progressista.

Uma captura de tela mostrou Prevost compartilhando um artigo da publicação progressista National Catholic Reporter intitulado “JD Vance está errado: Jesus não nos pede para classificar nosso amor pelos outros”. 

artigo reagiu à declaração do vice-presidente JD Vance de que “Existe um conceito cristão de que você ama sua família, depois ama seu próximo, depois ama sua comunidade, depois ama seus concidadãos e, depois disso, prioriza o resto do mundo”. Vance sustentou: “Grande parte da extrema esquerda inverteu completamente isso”.

Outra captura de tela de uma republicação de 2018 mostra Prevost compartilhando uma mensagem do Cardeal Blase Cupich, da Arquidiocese de Chicago, considerado um dos líderes religiosos mais progressistas dos EUA, condenando as políticas do governo Trump que separam crianças imigrantes ilegais de seus pais ou responsáveis.

Uma terceira captura de tela mostra Prevost republicando várias mensagens em favor de imigrantes ilegais trazidos aos EUA quando crianças recebendo proteção contra deportação, um programa que o presidente Donald Trump revogou em seu primeiro mandato, mas foi anulado pela Suprema Corte dos EUA. 

5. Ele enfrentou acusações de não responder adequadamente às alegações de abuso sexual

À medida que a possibilidade de Prevost se tornar papa começou a surgir na semana passada, a publicação InfoVaticana relatou o conteúdo de uma carta de março de 2024 ao Papa Francisco.

A correspondência sustenta que, durante seu mandato como Bispo de Chiclayo, o futuro papa “não tomou nenhuma medida” contra um padre que supostamente abusou sexualmente de três menores. O artigo também afirma que a Diocese de Chiclayo pagou US$ 150.000 a vítimas de abuso que acusaram o Cardeal Prevost de encobrir o abuso. 

A diocese defendeu firmemente a forma como Prevost lidou com as alegações de abuso, insistindo que ele entrou em contato com as vítimas e abriu uma investigação canônica sobre os supostos atos de abuso. 

Prevost também enfrentou críticas depois que surgiram relatos alegando que um padre condenado por envolvimento em má conduta sexual com menores foi autorizado a ficar em um priorado localizado perto de uma escola primária durante seu mandato como provincial na Província Agostiniana em Chicago.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Terroristas matam seis cristãos no estado de Plateau, Nigéria

Cristãos durante culto na Nigéria (Foto: World Watch Monitor)
Cristãos durante culto na Nigéria (Foto: World Watch Monitor)

Terroristas conhecidos como pastores Fulani mataram seis cristãos e feriram dezenas de outros em ataques a duas aldeias cristãs no estado de Plateau, na Nigéria, no sábado e domingo (3 e 4 de maio).

No condado de Barkin Ladi, os pastores atacaram aldeias predominantemente cristãs da NTV e Kakuruk, disse Bature Iliya Adazaram, um líder jovem das comunidades afetadas.

“Estamos entristecidos por mais uma noite trágica de ataques armados perpetrados por supostos militantes fulani, que invadiram a aldeia de Kakuruk, no distrito de Gashish, na área administrativa local de Barkin Ladi, e abriram fogo, matando três cristãos e ferindo outros quatro às 20h11 do dia 4 de maio”, disse Adazaram em um comunicado à imprensa. “Isso sem contar os outros três cristãos emboscados e mortos a tiros em 3 de maio na aldeia de NTV, na área de governo local de Barkin Ladi.”

Adazaram identificou três cristãos mortos como Nyam Davou, 44, Kande Thomas, 40, e a filha de 6 meses de Thomas. Os cristãos feridos eram Abigail Nyam, 7; Helen Ishaya, 45; Mafeng Markus, 29; e Sarah Markus, 40, disse ele.

As vítimas cristãs feridas estavam sendo tratadas no Hospital Geral na cidade de Barkin Ladi.

Adazaram disse que os ataques aumentaram na área, pois pastores buscam tomar terras e extremistas islâmicos buscam estabelecer um califado na Nigéria.

“Acreditamos firmemente que a retomada dos ataques desses militantes fulani não apenas contra cristãos em nossas comunidades, mas também em outras comunidades do estado de Plateau e além, visa, entre outras razões, afastar as vítimas cristãs do terrorismo que se opõem a qualquer forma de grilagem de terras e à agenda expansionista dos militantes muçulmanos”, disse Adazaram. “Deve ficar registrado que os atos covardes de banditismo armado em andamento, bem como os ataques terroristas contra cristãos, são perturbadores.”

Autoridades do governo geralmente ignoram os primeiros sinais de alerta e as informações dos cristãos sobre o influxo de pastores Fulani e outros terroristas antes que tais ataques aconteçam, disse ele.

“Isso fez com que nossos agressores continuassem a se aproveitar da insuficiência de efetivo de segurança para invadir áreas e vilas cristãs vulneráveis”, disse Adazaram. “A onda de assassinatos desses pastores e bandidos fulani resultou na morte de centenas de cristãos, sem poupar ninguém, incluindo mulheres e crianças.”

Pastores e “bandidos muçulmanos armados” têm realizado tais ataques contra comunidades cristãs da área desde 2018, disse ele.

A Nigéria continua entre os lugares mais perigosos do planeta para os cristãos, de acordo com a Lista Mundial de Perseguição de 2025 da Portas Abertas, que reúne os países onde é mais difícil ser cristão. Dos 4.476 cristãos mortos por sua fé em todo o mundo durante o período do relatório, 3.100 (69%) estavam na Nigéria.

A Nigéria ficou em sétimo lugar na Lista Mundial da Perseguição de 2025 dos 50 piores países para os cristãos.

Folha Gospel com informações de Morning Star News

Leão 14: cardeal Robert Prevost, dos EUA, é novo papa da Igreja Católica

Leão 14 é eleito novo papa da Igreja Católica (Foto: Vatican News / Reprodução)
Leão 14 é eleito novo papa da Igreja Católica (Foto: Vatican News / Reprodução)

O grupo de cardeais reunidos para o conclave na Capela Sistina escolheu nesta quinta-feira o 267º papa da história, que vai suceder Francisco à frente do Vaticano. Era necessário um mínimo de dois terços dos 133 votantes para a escolha do novo líder da Igreja Católica, que tem cerca de 1,4 bilhão de fiéis pelo mundo.

O nome do cardeal Robert Prevost, de 69 anos, ganhou força no conclave que teve início nesta quarta-feira, 7, para escolher o novo papa.

Embora especialistas considerassem pouco provável – por questões geopolíticas – a eleição de um norte-americano para o comando da Igreja Católica, Prevost era visto como o candidato mais viável entre os dez cardeais da mesma nacionalidade, que estão entre os 133 eleitores a compor o conclave.

Seu perfil visto como equilibrado, com reputação por construir pontes entre conservadores e progressistas, pode vir a calhar em um momento em que a igreja se encontra dividida.

Ao mesmo tempo, Prevost tem projeção global e ocupa um dos cargos mais influentes da Santa Sé: o de prefeito do Dicastério para os Bispos, que aconselha o papa sobre a nomeação de líderes da igreja, ao qual foi nomeado em 2023 pelo papa Francisco.

Essa visibilidade pode colocá-lo em vantagem em uma disputa na qual poucos eleitores se conhecem, devido ao grande número de novos cardeais, nomeados no último papado.

Do Peru ao Vaticano

Nascido em 1955 em Chicago, nos Estados Unidos, em uma família de origens europeias, Prevost também tem nacionalidade peruana por ter vivido por quase duas décadas no país andino, onde iniciou a carreira como missionário agostiniano e chegou a bispo

Apesar da proximidade do último papa, considerado progressista, ele tem formação em direito canônico pela Pontifícia Universidade de Santo Tomás de Aquino, o que pode agradar setores da igreja que privilegiam uma abordagem centrada na teologia.

Além de prefeito dos bispos, Francisco também o nomeou presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina, voltada ao estudo de questões referentes à vida e ao desenvolvimento da igreja na região.

Segundo reportagem do jornal The New York Times, Prevost foi elogiado por ter apoiado imigrantes venezuelanos e visitado comunidades remotas no Peru.

Por outro lado, expressou no passado visões menos acolhedoras do que as do papa Francisco em relação a pessoas LGBTQIA+ e, como bispo em Chiclayo, no Peru, se opôs a um plano do governo local para incluir ensinamentos sobre gênero nas escolas.

Foi também criticado por sua condução de casos em que padres foram acusados de abuso sexual. O jornal afirma que não teve sucesso em contactar o cardeal sobre as críticas.

Prevost comentou sobre a responsabilidade dos bispos na luta contra os abusos na igreja em uma entrevista ao Vatican News, em 2023. “Não podemos fechar o coração, a porta da Igreja, às pessoas que sofreram por abusos. A responsabilidade do bispo é grande e acho que ainda temos que fazer esforços consideráveis para responder a esta situação que causa tanta dor na Igreja”, disse. 

Fonte: Comunhão com informações da Agência Estado

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