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Líder cristão é ameaçado por denunciar perseguição na Nigéria

Cristãos durante culto na Nigéria (Foto: World Watch Monitor)
Cristãos durante culto na Nigéria (Foto: World Watch Monitor)

A preocupação está crescendo na Nigéria com as ameaças a dois líderes cristãos, Wilfred Anagbe e Remegius Ihulya, que testemunharam perante o Congresso dos Estados Unidos sobre os assassinatos em massa de seguidores de Jesus na Nigéria. Isso ocorreu em meio ao aumento de assassinatos e ataques a comunidades cristãs antes da Páscoa, na última semana.

Foi revelado que depois da declaração, Anagbe foi avisado pelo Ministério das Relações Exteriores da Nigéria para “tomar cuidado com suas palavras” antes de falar. Avisos anônimos separados foram passados também a Ihulya. Uma mensagem afirmava que “poderia haver” um mandado de prisão para o líder cristão. No entanto, a origem dos avisos permanece misteriosa.

O Ministério das Relações Exteriores da Nigéria tentou se defender, acusando os clérigos de deturpações. “Seus testemunhos deturpam os fatos e simplificam demais um desafio nacional profundamente complexo”, disse o Ministério das Relações Exteriores, depois de reconhecer as falas como um direito de liberdade de expressão garantido pela Constituição nigeriana, mesmo que não concorde com elas.

Fato é que o governo da Nigéria não consegue lidar com a violência contra cristãos causada pela perseguição religiosa. A recorrência de casos de sequestro como os de Chibok e de Leah Sharibu, ou os ataques em série que deixam milhares de mortos, feridos e sobretudo deslocados internos são reflexo das carências da comunidade cristã no país. Os que se levantam para denunciar essa realidade, como Deborah Samuel e Rhoda Jatau, perdem suas vidas, a liberdade, ou, como no caso dos dois líderes cristãos recentemente, se tornam alvos de ameaças e opressão.

Apesar dos desafios recentes, os cristãos viram como uma vitória a declaração recente do tribunal regional da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental reconhecendo as leis de blasfêmia da Nigéria como ilegais. A lei era usada regularmente para provocar execuções por multidões nas ruas, no Norte da Nigéria, daqueles considerados violadores da sharia.

Fonte: Portas Abertas

Cristão é obrigado a fugir após morte de filho por extremistas

Família de cristãos na República Democrática do Congo (Foto: Portas Abertas)
Família de cristãos na República Democrática do Congo (Foto: Portas Abertas)

Os acampamentos onde os cristãos deslocados vivem na República Democrática do Congo costumam ter barracas de madeira dispostas em longas fileiras. Os telhados de zinco tornam o abrigo mais quente e o barulho de crianças chorando ecoam pelas estruturas.

A organização Save The Children estima que 130 mil pessoas foram forçadas a fugir de casa na província de Kivu do Norte em apenas um mês. Desde 2022, mais de 2,6 milhões de pessoas foram deslocadas na região em razão da violência.

Jerome (pseudônimo) e a família vivem no campo de Oicha. Eles tiveram que fugir de sua comunidade após as Forças Democráticas Aliadas (ADF) assassinarem um de seus filhos e destruir sua casa e plantação.

Mesmo na relativa segurança do campo de deslocados internos, a vida é muito difícil. Não há apoio suficiente do governo, nem de pessoas e organizações. A única coisa que as igrejas conseguiram fornecer foram os lugares onde pudessem construir seus acampamentos. Mas elas não têm recursos para alimentá-los ou supervisionar escolas.

“Conseguir comida é o nosso principal problema agora que estamos deslocados, porque não temos onde plantar. A situação é muito ruim. Se a vida continuar assim… será difícil viver”, reconhece o cristão.

As consequências do sofrimento

As dificuldades enfrentadas no campo de deslocados minou a fé de muitos cristãos na RDC: “As pessoas não pensam mais em ir à igreja. É difícil controlar [nossos filhos]. Quando [você] aconselha uma criança por um tempo, mas ela vê que você não tem a capacidade de ajudá-la, a criança fica orgulhosa [e para de ouvir]”. Jerome conclui que o deslocamento resultou em adolescentes engravidando, usando drogas e roubando.

Apesar do sofrimento, Jerome se mantém firme no Senhor e se apega ao salmo 35: “Defende-me, Senhor, dos que me acusam; luta contra os que lutam comigo. Toma os escudos, o grande e o pequeno; levanta-te e vem socorrer-me”.

Fonte: Portas Abertas

Animação “O Rei dos Reis” já está nos cinemas do Brasil

Filme de animação "O Rei dos Reis" chegou na quinta (17) aos cinemas. Foto: Divulgação.
Filme de animação "O Rei dos Reis" chegou na quinta (17) aos cinemas. Foto: Divulgação.

Os cinemas brasileiros já estão exibindo uma produção cinematográfica que promete tocar os corações e despertar a fé do público de todas as idades. Trata-se de “O Rei dos Reis”, uma animação que reconta a história de Jesus Cristo de uma maneira inédita e encantadora: através dos olhos curiosos e da imaginação de uma criança.

Para garantir o seu ingresso, clique aqui!

O filme apresenta uma abordagem sensível e lúdica da vida de Jesus, narrada por Charles Dickens em sua tentativa de construir uma ponte afetiva com seu filho de cinco anos, Walter. Ao compartilhar a história do Messias, Dickens não apenas busca aproximar-se do filho, mas também oferece ao público uma nova perspectiva sobre uma das narrativas mais importantes da história da humanidade.

Antes mesmo de sua estreia em terras brasileiras, “O Rei dos Reis” já conquistou um feito notável nos Estados Unidos. A animação alcançou a maior estreia de um filme bíblico animado no país, arrecadando impressionantes US$ 19 milhões em seus três primeiros dias de exibição. Esse desempenho superou o recorde anterior de “O Príncipe do Egito” (1998), um clássico do gênero que arrecadou US$ 14 milhões no mesmo período.

A expressiva bilheteria americana demonstra o potencial da animação em atrair um público amplo, que busca tanto entretenimento de qualidade quanto mensagens inspiradoras e edificantes. Com uma narrativa envolvente e uma animação caprichada, “O Rei dos Reis” promete ser uma experiência cinematográfica inesquecível para toda a família.

Assista ao trailer oficial:

Fonte: Comunhão

Pastor sequestrado na África do Sul fala pela 1ª vez após resgate

O pastor Josh Sullivan. (Foto: Reprodução/Facebook/Fellowship Baptist Church)
O pastor Josh Sullivan. (Foto: Reprodução/Facebook/Fellowship Baptist Church)

Josh Sullivan, pastor que foi sequestrado na África do Sul, falou pela primeira vez após ser resgatado e afirmou que por meio das orações, Deus fez um milagre e o salvou.

O pastor, de 34 anos, foi sequestrado por vários homens armados em 10 de abril durante um culto em sua Igreja Batista Fellowship em Motherwell, África do Sul.

Os criminosos exigiram um resgate por sua libertação. Porém, no dia 15 de abril, a polícia local o resgatou “milagrosamente ileso” após um “tiroteio de alta intensidade” que deixou três sequestradores mortos.

No último sábado (19), Josh compartilhou no Facebook: “Quero começar agradecendo a Deus por me libertar do que foi, sem dúvida, a pior experiência de nossas vidas. Também quero agradecê-lo por me libertar do meu pecado há 28 anos, quando aceitei Jesus Cristo como meu Salvador”.

“Por causa do meu relacionamento pessoal com Jesus, Ele me deu a paz que eu precisava para passar”, acrescentou.

Na publicação, Josh também agradeceu as autoridades policiais, à sua esposa, Meagan, e às milhares de pessoas que oraram por seu resgate:

“Sou profundamente grato às milhares de pessoas que oraram por mim enquanto eu estava em cativeiro. Foi por causa dessas orações que Deus realizou um milagre algumas noites atrás. Também quero estender meus sinceros agradecimentos ao Departamento de Polícia da África do Sul, HAWKS, FBI, agentes especiais do DSS e ao meu querido amigo, Jeremy Hall, cujos esforços foram fundamentais para me localizar”.

“Sou especialmente grato à minha esposa, Meagan, cuja força e resiliência fizeram dela a mulher mais forte do mundo na semana passada”, acrescentou.

Por fim, o pastor destacou que tem um “testemunho de milagre” para contar ao mundo. Porém, antes disso, ele observou que junto de sua família, irá passar por um período de cura emocional.

“À medida que começamos o difícil processo de cura para seguir em frente, pedimos gentilmente privacidade durante esse tempo. Eu tenho uma história milagrosa para compartilhar, e estou ansioso para contá-la quando for a hora certa”, afirmou Josh.

Relembre o caso

As autoridades da África do Sul informaram que o tiroteio mortal na última terça-feira (15) aconteceu em uma casa em KwaMagxaki, Gqeberha, onde o pastor estava sendo mantido como prisioneiro.

“À medida que os policiais se aproximavam da casa, eles observavam um veículo nas instalações. Os suspeitos dentro do veículo, ao ver a polícia, supostamente tentaram fugir e abrir fogo contra a equipe”, relatou a polícia em um comunicado.

E continuou: “Os policiais responderam com precisão tática, levando a um tiroteio de alta intensidade no qual três suspeitos não identificados foram fatalmente feridos. A vítima foi encontrada dentro do mesmo veículo do qual os suspeitos lançaram seu ataque. Milagrosamente ileso, ele foi imediatamente avaliado pela equipe médica e atualmente está em excelentes condições”.

O sequestro de Josh mobilizou uma onda global de orações começando com sua igreja natal, Fellowship Baptist Church em Maryville, Tennessee, liderada pelo Pastor Tom Hatley.

Na última quarta-feira (16), após seu resgate, a secretária da igreja, Heather Shirley, comemorou sua libertação e contou que a congregação está ansiosa por seu testemunho.

“Acho que nenhum de nós consegue entender como ele se sentiu naquela situação. Acredito que havia uma cobertura ao seu redor, fornecida por Deus, essa é a única explicação para isso”, disse Heather ao The Christian Post.

Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post

Ataques na Semana Santa deixa 126 cristãos mortos e 7.000 desabrigados na Nigéria

Bandeira da Nigéria (Foto: Canva)
Bandeira da Nigéria (Foto: Canva)

Durante a Semana Santa, ataques terroristas deixaram centenas de pessoas mortas e outras feridas em comunidades cristãs na Nigéria.

Joel Veldkamp, ​​chefe de comunicações internacionais da Christian Solidarity International, comentou sobre os ataques que estão acontecendo contra os cristãos:

“Foram os piores ataques que vimos na Nigéria em quase um ano e meio”, disse Joel à CBN News.

E continuou: “Meu colega de trabalho chegou à cidade de Jos, no centro da Nigéria, no sábado, 12 de abril. Desde então, todas as noites houve ataques a vilarejos cristãos naquela região”.

Segundo Joel, estima-se que pelo menos 126 pessoas foram mortas e 7.000 foram expulsas de suas casas.

“É um ataque extremamente grave, um dos maiores que já vimos nesta região em muito tempo, e aconteceu na Semana Santa”, disse ele.

“Na verdade, o pior massacre foi no Domingo de Ramos. Cinquenta e seis pessoas foram mortas em sua aldeia por extremistas islâmicos Fulani”, acrescentou.

Família cristã assassinada

Na ocasião, Joel destacou alguns dos relatos que seu colega de trabalho está vendo no local após se encontrar com “sobreviventes do massacre”.

“Ele disse que a maioria das pessoas tem ferimentos de facão. Os agressores estão, na verdade, usando facões para matar e ferir pessoas. Ele conheceu um menino de 7 anos chamado Steven, cuja família inteira foi morta. Seu pai foi baleado e morto. Sua mãe teve os dois braços decepados e, em seguida, acreditamos que ela morreu. Seus outros dois irmãos foram atingidos por facões e morreram”, contou ele.

Steven foi atingido no pescoço com um facão e deixado para morrer pelos terroristas. No entanto, ele foi encontrado por um parente que o levou ao hospital.

“Mesmo no hospital, vários dias depois, ele ainda gritava e vomitava por causa da dor dos ferimentos”, disse Joel.

Aumento da perseguição

Nos últimos anos, o aumento da violência na Nigéria se tornou mais alarmante à medida que mais pessoas se convertem ao cristianismo.

Joel explicou que a classe militar dominante sempre foi muçulmana e do grupo étnico Fulani:

“O que está acontecendo agora é que temos essa enorme região da Nigéria chamada Cinturão do Meio, que é muito fértil, povoada por centenas de grupos étnicos diferentes, quase todos cristãos e agricultores”.

E continuou: “E temos visto, pelo menos nos últimos 6 anos, ataques sistemáticos às suas aldeias por milícias Fulani que, depois de matarem e expulsarem as pessoas, tomam suas terras e se estabelecem nelas”.

“Então, estamos vendo um processo lento de tomada de uma região que costumava ser cristã e sua transformação em uma região muçulmana. Para as próprias milícias, elas ganham terras, propriedades, talvez dinheiro”, acrescentou.

‘A Igreja precisa acordar’

Segundo a CBN News, a Nigéria é frequentemente considerada pelos órgãos de fiscalização como o país mais mortal para os cristãos.

“Documentamos quase 10.000 assassinatos de cristãos, principalmente no norte e no centro do país”, afirmou Isaac Six, ex-diretor sênior de advocacia da Global Christian Relief (GCR), à CBN News.

“E, novamente, isso é violência sistemática sendo perpetrada e liderada por grupos como o Boko Haram e o Estado Islâmico da Província da África Ocidental, além de outros grupos armados”, acrescentou.

Por fim, Isaac destacou que os cristãos na América precisam entender a extensão do terror.

“A igreja nos Estados Unidos realmente precisa ouvir o quão horríveis algumas dessas histórias são. Não se trata apenas de violência. Não se trata apenas de assassinatos. São atrocidades brutais”, relatou ele.

E concluiu dizendo: “A igreja precisa acordar para algumas dessas coisas. Apenas uma parte dos cristãos nos Estados Unidos tem consciência do que está acontecendo”.

A Nigéria ficou em 7º lugar na Lista Mundial da Perseguição da Missão Portas Abertas de 2025 como um dos lugares mais difíceis para ser cristão.

Fonte: Guia-me com informações de

Luto leva muçulmana a Jesus no Norte da África

Mulher cristã lendo uma Bíblia. (Foto representativa: Portas Abertas)
Mulher cristã lendo uma Bíblia. (Foto representativa: Portas Abertas)

A dor de perder as pessoas que amava impulsionou Yasmina* a questionar a existência de Deus em um país no Norte da África. Em 2006, o pai faleceu, e ela se dedicou a estudar o islamismo. “Amigos da universidade me encorajaram a ler o Alcorão e orar cinco vezes por dia para conhecer a Deus e sua palavra, e então encontrar respostas para minhas perguntas sobre a existência de Deus e a difícil questão sobre o mal e o sofrimento”, testemunha.

Porém, Yasmina sofreu outro golpe quando sua mãe faleceu de câncer seis anos depois. “Minha mãe ficou doente devido a um tumor. Nós fizemos de tudo para curá-la. Eu até mesmo implorei a Deus por sua cura, mas, infelizmente, ela se uniu ao meu pai”, lamenta.

Dois dias antes da morte da mãe, Yasmina perguntou a Deus: “Se você existe, quem é você? Você é realmente aquele descrito no Alcorão ou há outro Deus?”. De repente, as histórias de Moisés e de Jesus vieram à sua mente. Ela leu sobre eles em um livro islâmico falando de profetas da religião.

“Esse livro mencionou alguns textos da Bíblia. E eu pensei que talvez a verdade poderia ser encontrada nas religiões que existiam antes do islamismo. Então, eu decidi colocar de lado a religião islâmica e busquei aprender mais sobre a vida de Jesus porque foi a história dele que realmente me tocou”, revela.

Yasmina leu a Bíblia, entendeu quem é Deus e decidiu seguir a Jesus. “A vida não tinha sentido ou valor para mim. Mas Deus me ajudou a superar tudo aquilo. Ele deu sentido à minha vida. Eu provei a verdadeira alegria e paz quando confiei minha vida ao Senhor Jesus Cristo”, celebra.

As consequências da conversão

A cristã e sua irmã caçula entregaram a vida a Cristo, mas tiveram consequências desagradáveis, como a oposição dos familiares: “Meus irmãos ficaram bravos e tristes comigo, principalmente quando eu comecei a frequentar a igreja. Nossos primos e vizinhos também tentaram pressionar meus irmãos para nos punir, minha irmã mais nova e eu, porque ela também creu em Cristo”.

Yasmina encontrou conforto na palavra de Deus e fortaleceu a fé ao participar de treinamentos bíblicos. “Os cursos que eu participei aprofundaram meu conhecimento de Deus, da fé cristã e da igreja. Eu também encontrei resposta para as perguntas que estavam me atormentando sobre a Bíblia e temas de sofrimento e mal”, afirma.

Nesse período, a seguidora de Jesus conheceu e se casou com Saleh na esperança de constituírem uma família cristã. Mas a perseguição ao casal não parou e o marido foi preso e sentenciado a seis meses de detenção em março de 2022. O “crime” cometido foi “conduzir adoração não muçulmana sem autorização prévia”.

Diante de tanta perseguição, tanto da família como das autoridades, o casal deixou o país. Yasmina e seu marido anseiam pelo dia em que poderão retornar a seu país sem medo ou pressão para praticar livremente a fé cristã.

*Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

Cristão recebe sentença de morte sob a lei de blasfêmia do Paquistão

Bandeira do Paquistão (Foto: Canva Pro)
Bandeira do Paquistão (Foto: Canva Pro)

Um cristão acusado de escrever conteúdo blasfemo que provocou tumultos violentos em Jaranwala, Paquistão, em agosto de 2023, foi condenado à morte, juntamente com outras penas severas, na Sexta-feira Santa (18 de abril).

Pervaiz Masih foi preso e acusado sob os estatutos de blasfêmia amplamente condenados do Paquistão, incluindo 295-A contra incitar sentimentos religiosos sob várias seções; 295-B contra profanar o Alcorão; 295-C contra insultar o profeta do islamismo; 120-B contra conspiração criminosa; 34 contra atos feitos por várias pessoas em prol de uma intenção comum; 37, que cita responsabilidade indireta devido à cooperação mútua; e a Seção 9 da Lei Antiterrorismo de 1997 contra crimes relacionados à posse ou uso de explosivos ou outros materiais relacionados ao terrorismo.

O juiz antiterrorismo Javed Iqbal Sheikh condenou Masih, conhecido como Kodu, e o sentenciou à pena de morte, de acordo com a Seção 295-C, com uma multa de 2 milhões de rúpias (US$ 7.133); a 10 anos de prisão e uma multa de 1 milhão de rúpias (US$ 3.566) pelo crime registrado na Seção 295-A; à prisão perpétua, de acordo com a Seção 295-B; e a cinco anos de prisão e uma multa de 500.000 rúpias (US$ 1.783) de acordo com a Seção 9 da ATA.

Masih teria conspirado para incriminar falsamente outro cristão, Umair Saleem, também conhecido como Raja Masih, em um caso de blasfêmia para resolver uma vingança pessoal. Depoimentos em tribunal indicaram que a esposa de Pervaiz Masih, identificada apenas como “T”, iniciou um caso com Raja Masih em 2020, enquanto seu marido estava preso em um caso de tráfico de drogas. Quando Pervaiz Masih descobriu o caso após sua libertação, ele supostamente planejou se vingar de Raja Masih envolvendo-o em um falso caso de blasfêmia.

O tribunal absolveu dois outros suspeitos cristãos, Shahid Aftab e Dawood William, concedendo-lhes o benefício da dúvida. Os dois cristãos foram acusados ​​de ajudar Pervaiz Masih a fabricar conteúdo blasfemo para incriminar falsamente Umair Saleem e seu irmão Umer Saleem, também conhecido como Rocky Masih. Embora os dois irmãos cristãos Saleem tenham sido presos sob a acusação de blasfêmia, foram absolvidos do caso meses depois, após a investigação policial os ter declarado inocentes.

O advogado Nadeem Hassan, da organização de assistência jurídica Christians’ True Spirit, representou Shahid Aftab e Dawood William no caso. Ele afirmou que os promotores não conseguiram provar que Aftab e William haviam auxiliado seu parente, Pervaiz Masih, no crime.

“William e Aftab são parentes de Masih. Foi alegado que William baixou e imprimiu as fotos dos dois irmãos, Rocky e Raja, e as entregou a Masih, que as utilizou com o conteúdo blasfemo”, disse Hassan ao Christian Daily International-Morning Star News. “Aftab foi acusado de ajudar Masih a escrever o suposto conteúdo blasfemo em sua casa. No entanto, o tribunal aceitou nossos argumentos de que não havia provas diretas contra os dois cristãos.”

Pervaiz Maish tem o direito de contestar o veredito do tribunal antiterrorismo no Tribunal Superior de Lahore, acrescentou.

‘Sem justiça para os cristãos’

Cristãos nas redes sociais criticaram o veredito por considerá-lo muito duro, com muitos questionando a falta de justiça para os cristãos feridos na violência liderada por islâmicos em Jaranwala , que incendiou diversas igrejas e saqueou mais de 80 casas e empresas de cristãos.

“O tribunal condenou um cristão por supostamente cometer o suposto ato blasfemo, mas e aquelas pessoas que incendiaram nossas igrejas e casas e agora estão vagando livremente sob fiança?”, disse o Rev. Ghazala Shafique, um ativista de direitos humanos de Karachi, em um vídeo no Facebook . “Por que a polícia e a promotoria não investigaram esses casos com o mesmo zelo que demonstraram no caso de Masih?”

O pastor da Igreja do Paquistão disse que o veredito severo dado a Masih foi um “presente de Páscoa distorcido para os cristãos do governo de Punjab”.

Ela disse que a sentença prejudicou a Páscoa dos cristãos, que já se recuperavam da inação contra os perpetradores da violência em Jaranwala. Mais de 25 igrejas e 85 casas de cristãos em Jaranwala foram saqueadas e saqueadas em 16 de agosto de 2023 por uma multidão frenética de milhares de muçulmanos, após o surgimento de acusações de que cristãos estavam escrevendo conteúdo blasfemo e profanando o Alcorão. O ataque atraiu condenação nacional.

Apenas uma dúzia de suspeitos das mais de 300 pessoas presas estão enfrentando julgamentos em um tribunal antiterrorismo, disse o presidente da Minorities Alliance Pakistan, advogado Akmal Bhatti, ao Christian Daily International-Morning Star News em agosto passado.

“A maioria dos suspeitos foi libertada sob fiança ou absolvida dos casos devido a uma investigação policial deficiente”, disse ele.

A Anistia Internacional descobriu que, dos 5.213 suspeitos, 380 foram presos, enquanto 4.833 continuam foragidos.

“Dos suspeitos presos, 228 foram liberados sob fiança e outros 77 tiveram as acusações contra eles retiradas”, afirmou a Anistia, com base em informações fornecidas pela polícia após a apresentação de uma Solicitação de Direito à Informação.

Os julgamentos dos suspeitos ainda não começaram, e cerca de 40% das vítimas que perderam seus bens ainda aguardam indenização do governo, de acordo com a Anistia.

“Apesar das garantias de responsabilização das autoridades, a ação grosseiramente inadequada permitiu um clima de impunidade para os perpetradores da violência de Jaranwala”, disse Babu Ram Pant, vice-diretor regional da Anistia Internacional para o Sul da Ásia, no comunicado.

Acusações de blasfêmia são comuns no Paquistão, e aqueles considerados culpados de insultar Maomé, o profeta do Islã, podem ser condenados à morte. Embora as autoridades ainda não tenham executado sentenças de morte por blasfêmia, muitas vezes a acusação por si só pode desencadear tumultos e incitar multidões à violência.

O Paquistão, cuja população é mais de 96% muçulmana, ficou em oitavo lugar na Lista Mundial da Perseguição de 2025 da Portas Abertas dos lugares mais difíceis para ser cristão.

Folha Gospel com texto original de Morning Star News

Julliany Souza anuncia gravidez após diagnóstico de endometriose grave

Cantora gospel Julliany Souza grávida. (Foto: Reprodução / Instagram @jullianysouza)
Cantora gospel Julliany Souza grávida. (Foto: Reprodução / Instagram @jullianysouza)

A cantora gospel Julliany Souza e seu marido, Léo Brandão, compartilharam uma notícia emocionante nesta terça-feira (15): esperam gêmeos, marcando a primeira gravidez da artista. A novidade chega após Julliany enfrentar um diagnóstico de endometriose grave, condição ginecológica crônica conhecida por impactar a fertilidade. A cantora está no quarto mês de gestação.

A revelação da gravidez coincide com o lançamento da música “Deus É Quem Me Fortalece” (Assista o clipe aqui), uma composição de Léo Brandão que precede a feliz descoberta e versa sobre superação. A canção, interpretada por Julliany, é um testemunho da fé do casal.

“‘Descobrir nossa gravidez foi a maior surpresa de nossas vidas! Depois de tantos exames, orações e até diagnósticos que diziam que eu talvez nunca engravidasse, eu já tinha colocado meu coração no lugar da espera, não uma espera ansiosa, mas uma espera rendida’”, disse em entrevista à Quem.

A cantora também compartilhou o receio de não poder ser mãe devido à endometriose: “‘Tinha endometriose grave e, no fundo, o medo de não conseguir ser mãe me acompanhava. Mas eu orava, chorava e seguia crendo. Crendo que, se Deus quisesse, Ele faria — e faria do jeito d’Ele, no tempo d’Ele. E foi assim’”.

Ao detalhar a descoberta da gravidez de gêmeos, Julliany compartilhou a experiência como uma resposta divina às suas orações e um testemunho de fé, enfatizando que “‘a medicina pode dizer muita coisa. Mas, no fim, quem dá a última palavra é o Senhor da vida’”, e que a gestação é prova de um Deus que realiza o impossível.

Sobre Julliany Souza

Nascida em Recife (PE), Julliany cresceu no interior do Rio Grande do Norte, na cidade de Parelhas. Filha de músicos profissionais, aos 13 anos, ela começou a cantar em igrejas locais.

Aos 18 anos, se mudou para Goiânia (GO), onde lançou seus primeiros projetos. Aos 21 anos, ao lado do cantor e compositor Léo Brandão, Julliany fundou o Ministério Casa Worship.

Após se mudar para São Paulo no final de 2021, Julliany deu início à carreira solo. A cantora é a voz de sucessos como “A Casa é Sua”, a música cristã mais tocada do Spotify BR, além de “Lindo Momento”, “Eu Te Vejo Em Tudo” e outras.

Fonte: Comunhão e Guia-me

Antissemitismo cresceu 350% no Brasil em 2024, diz relatório

Bandeira de Israel rasgada (Foto: Canva pro)
Bandeira de Israel rasgada (Foto: Canva pro)

Casos de antissemitismo no Brasil aumentaram 350% em 2024, segundo relatório divulgado na semana passada pela Confederação Israelita do Brasil (Conib), a Federação Israelita do Estado de São Paulo e o Departamento de Segurança Comunitária.

O crescimento foi impulsionado depois dos ataques do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023.

O relatório anual da Conib aponta que, em 2024, foram registrados 1.788 casos de antissemitismo, um aumento de 26,8% em relação a 2023, que teve 1.410 ocorrências. Comparado a 2022, antes da guerra em Gaza, o crescimento foi de 350%, quando houve 397 registros.

O estudo mostra que, no primeiro mês do conflito, as denúncias de antissemitismo aumentaram 1.000%.

‘Muito preocupantes’

As denúncias diárias passaram de uma em 2022 para cinco em 2024, segundo a Conib. Os canais digitais foram os mais utilizados, concentrando mais de 90% das ocorrências registradas.

“O antissemitismo deixou de ser algo isolado. Ele está nas redes, nas ruas e, muitas vezes, é ignorado. Nosso relatório mostra que não dá mais para fechar os olhos – é hora de reagir”, disse ao Poder360 o presidente da entidade, Claudio Lottenberg.

O presidente disse ainda que “os números são realmente muito preocupantes”.

“O Brasil apresentou o maior aumento de casos globais (961%) desde o início da guerra”, destacou Lottenberg.

São Paulo, que abriga a maior comunidade judaica do Brasil, concentrou a maioria dos casos (24,61%). Em seguida, vêm Rio de Janeiro (9,51%) e Rio Grande do Sul (8,17%). Outros 50,34% ocorreram sem localização definida, principalmente por serem registrados no ambiente virtual.

O relatório foi lançado em um evento no clube Hebraica de São Paulo, com a presença de especialistas, jornalistas, juristas e lideranças da comunidade judaica.

Físicos e virtuais

Em 2024, 73% dos casos de antissemitismo ocorreram em ambientes online, totalizando 1.310 registros. Em 2023, foram 1.049 casos, representando 27% do total.

“O ambiente digital virou o grande palco de antissemitismo no Brasil e no mundo, saltando de 51% em 2022 para 73% de todas as denúncias recebidas em 2024”, diz trecho do relatório.

Em 2024, as redes sociais X (antigo Twitter) e Instagram lideraram em casos de antissemitismo, com 48% e 37%, respectivamente. Facebook (12%), Telegram (2%) e LinkedIn (1%) vieram em seguida.

Em 2024, os casos físicos somaram 478, representando 27% do total. Em 2023, foram registrados 363 casos, equivalentes a 26%. Em 2022, o número foi de 195.

O relatório aponta que, no ambiente offline, as principais manifestações incluíram agressões verbais e físicas, além de pichações e vandalismo.

A Conib registra os casos por meio de um sistema em parceria com a Fisesp (Federação Israelita do Estado de São Paulo). As entidades disponibilizam plataformas em seus sites, redes sociais e aplicativos para que as vítimas façam notificações. Além disso, realizam monitoramento das redes e oferecem acompanhamento jurídico.

Fonte: Guia-me com informações de Poder360 e CONIB

Vândalos picham imagens obscenas e mensagens anticristãs em igreja antes da Páscoa

Igreja de St. James em Leyland, Condado de Lancashire, Inglaterra, pichada com imagens e frases obscenas. (Foto: Paul Wharton-Hardman)
Igreja de St. James em Leyland, Condado de Lancashire, Inglaterra, pichada com imagens e frases obscenas. (Foto: Paul Wharton-Hardman)

Imagens e frases obscenas foram pichadas nas paredes e lápides de uma igreja no noroeste da Inglaterra na Sexta-feira Santa, levando a polícia a investigar o incidente como um crime de ódio. O ataque direcionado à Igreja de St. James em Leyland, Condado de Lancashire, ocorreu poucos dias antes dos cultos do Domingo de Páscoa.

O vandalismo, descoberto na manhã de sexta-feira pelo reverendo Marc Wolverson, envolveu pichações com conotações sexuais e declarações ofensivas, incluindo blasfêmia explícita, informou o The Telegraph .

Pelo menos 40 lápides no cemitério foram danificadas, assim como o próprio prédio da igreja, segundo a BBC . Uma das mensagens pichadas dizia explicitamente: “Deus é uma mentira”.

A polícia de Lancashire disse à mídia que o incidente estava sendo tratado como um crime de ódio devido à natureza ofensiva e direcionada do grafite.

O detetive sargento Lee Jamieson do South CID descreveu o vandalismo como um “ato vergonhoso” com uma “completa falta de respeito” para com a igreja e seus paroquianos.

A polícia está pedindo aos membros da comunidade que tenham informações que entrem em contato com as autoridades com urgência.

O Rev. Wolverson insistiu em prosseguir com os serviços da Sexta-feira Santa. Um casamento agendado para sábado também ocorreu conforme o planejado.

A igreja tentou esconder temporariamente algumas das pichações colocando plantas coníferas estrategicamente ao redor do edifício.

Wolverson, que serviu como vigário por 28 anos, expressou choque e tristeza pelo incidente, descrevendo-o como a experiência mais angustiante em seu longo mandato.

O vigário também mencionou incidentes menores de vandalismo anteriores na Igreja de St. James, como fogueiras ou lixo jogado por pessoas embriagadas, afirmando que nada havia atingido a gravidade deste incidente.

Paul Wharton-Hardman, vice-prefeito do Conselho Municipal de South Ribble, condenou o vandalismo em uma postagem no Facebook onde compartilhou imagens dos danos.

Ele classificou o ato como “grafite revoltante e cheio de ódio”, observando que o vandalismo foi um ato deliberado e calculado de malícia, com a intenção de prejudicar a comunidade emocional e espiritualmente.

Moradores expressaram solidariedade e ofereceram apoio à igreja.

Wolverson disse que a igreja é um edifício tombado como Grau II, o que exige consulta cuidadosa com seguradoras e especialistas em patrimônio sobre métodos de limpeza adequados.

Crimes de ódio anticristãos na Europa atingiram 2.444 incidentes em 2023, de acordo com um relatório que compilou dados de fontes policiais e da sociedade civil em 35 países europeus. As estatísticas incluíram 232 ataques pessoais contra cristãos, desde assédio e ameaças até violência física.

Pelo menos 1.230 crimes de ódio anticristãos foram supostamente cometidos por 10 governos europeus em 2023, um aumento em relação aos 1.029 em 2022, disse o relatório , intitulado “Intolerância e Discriminação Contra Cristãos na Europa Relatório 2024”, da OIDAC Europa, uma organização de vigilância.

Esses incidentes ocorreram em países como França, Alemanha e Reino Unido, que registraram alguns dos maiores números de incidentes, de acordo com o relatório.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

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