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Thalles Roberto e Jorge, da dupla com Mateus, em collab inédita

Thalles Roberto e Jorge em "Avenida do Arrependimento". Foto: Reprodução / YouTube Thalles Roberto.
Thalles Roberto e Jorge em "Avenida do Arrependimento". Foto: Reprodução / YouTube Thalles Roberto.

O cantor gospel Thalles Roberto, agraciado com o Grammy Latino 2024 por seu álbum de música cristã em português, apresenta o primeiro vislumbre de seu novo projeto ao vivo, intitulado “Avenida do Arrependimento”. Nesta segunda-feira (14), o EP “Avenida do Arrependimento Vol.1” chega com quatro faixas, tendo como destaque a emocionante canção homônima, fruto de uma colaboração inédita com o renomado cantor Jorge.

Composta por Thalles Roberto, a faixa-título é descrita como um “profundo e sincero convite ao fortalecimento da relação com Deus, mesmo nos momentos de afastamento”.

Segundo Thalles, a parceria surgiu de maneira “totalmente inesperada, espontânea, de coração”. Inicialmente concebida para ser interpretada apenas por Thalles, a colaboração com Jorge nasceu durante uma visita do sertanejo ao estúdio de Dudu Borges, produtor do novo projeto.

“O Jorge esteve no estúdio, ouviu as músicas, se emocionou profundamente com ‘Avenida do Arrependimento’, e tudo aconteceu de forma natural, sem planejamento”, relata Thalles, impressionado com a “potência vocal” e a “alma” na voz de Jorge. “Foi um privilégio imenso tê-lo nesse projeto. É algo que vou guardar comigo para sempre”, completa.

Além da faixa principal, o primeiro volume do projeto traz as canções inéditas “Chuá”, “Barquinho” e “Saudade de Você”. A produção musical de “Avenida do Arrependimento” é assinada por Dudu Borges, conhecido por seus trabalhos com grandes nomes do sertanejo. O projeto contou ainda com a participação de músicos de renome internacional, como o baterista norte-americano Aaron Sterling e o guitarrista Wilson Sideral. O álbum completo, com 12 faixas, será lançado em volumes subsequentes.

Letra:

Eu não sei viver sem você
Mas quem vê de fora não sabe a dor
Eu posso até fingir um sorriso
Mas meu coração quis parar de bater

Eu não vou te chamar de você
Porque não se trata um Rei assim
E se eu te contar que eu me sinto tão mal
Se não estou tão pertinho de ti

Sei que sabes mais sobre mim que eu mesmo
Mas é que hoje eu precisava escutar o seu coração

Deixa eu me abrir com o Senhor
Colocar minha cabeça em seu colo, Deus
Aproveita e faz um carinho
Porque todo filho quer isso do pai
E tem mais, deixa eu te contar minha dor
Quando eu estou longe de casa, pai
Ainda sei seu endereço
Avenida do arrependimento, caminho da cruz

Assista ao videoclipe de “Avenida do Arrependimento” clicando aqui

Fonte: Comunhão

Cristãos do Egito enfrentam ‘pressão constante para esconder sua fé’

Exterior da Igreja Ortodoxa Copta de El Sama Eyeen no Egito (Foto: Canva Pro)
Exterior da Igreja Ortodoxa Copta de El Sama Eyeen no Egito (Foto: Canva Pro)

O Egito tem uma população de cerca de 111 milhões de pessoas, das quais 90% são muçulmanos sunitas e 10% são cristãos. Embora sejam 11 milhões, a população cristã enfrenta imensa perseguição.

Apesar do grande número de cristãos e da Constituição egípcia garantir oficialmente liberdade religiosa “absoluta”, eles enfrentam perseguição significativa por parte da maioria islâmica.

Lizzie Francis Brink, consultora jurídica para liberdade religiosa global na ADF International, disse que a maior parte da perseguição no Egito não vem diretamente do governo, mas da maioria da população muçulmana.

Ela disse: “Entre os perseguidos estão os cristãos egípcios, que vivem em uma terra de maravilhas antigas e rica história — mas enfrentam discriminação diária, restrições severas e pressão constante para esconder sua fé. Apesar do status do Egito como um gigante cultural e histórico na África, ele continua sendo uma luta constante para muitos fiéis.”

Brink descobriu que a região sul do país é particularmente difícil, pois é mais fortemente influenciada por grupos extremistas islâmicos, como o Partido Salafi al-Nour, que tem forte presença na região, apesar das proibições oficiais.

Cristãos, especialmente aqueles em áreas rurais, podem enfrentar desde discriminação no emprego e bullying na escola até violência sexual e bombardeios. As autoridades frequentemente ignoram tais incidentes e pouco fazem para facilitar a construção de novos locais de culto cristão.

Dificuldades maiores para cristãos ex-muçulmanos

Convertidos do islamismo ao cristianismo podem enfrentar dificuldades ainda maiores. O Estado torna praticamente impossível a mudança oficial de religião. Ex-muçulmanos convertidos também são conhecidos por serem presos pelos serviços de segurança e podem infringir as leis de blasfêmia do país, além de sofrerem a dor do ostracismo de suas famílias e comunidades.

Um caso destacado por Brink é o de Abdulbaqi Abdo. Abdo é um iemenita convertido ao cristianismo. Ele foi preso em 2021 por “ingressar em um grupo terrorista com conhecimento de seus propósitos” e “desacato à religião islâmica”. O que ele fez, na verdade, foi se envolver com um grupo do Facebook para muçulmanos convertidos ao cristianismo.

Abdo foi transferido para o sistema prisional egípcio, notoriamente rigoroso, e frequentemente recebia visitas negadas de sua família e equipe jurídica. No ano passado, ele disse que iniciaria uma greve de fome e recusaria tratamento médico.

Felizmente, a ADF International fez lobby em seu nome perante o Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Detenção Arbitrária. Como resultado, Abdo foi libertado em janeiro e, desde então, mudou-se para outro país. A ADF continua apoiando-o, pois seu caso permanece em aberto.

Brink se encontrou com cristãos e advogados durante sua visita em março. Ela elogiou a coragem e a firmeza deles.

“Os cristãos egípcios vivem sob pressão constante — por causa de leis discriminatórias, ataques violentos e injustiça sistêmica. Apesar das promessas constitucionais e dos tratados internacionais que visam proteger a liberdade religiosa, a realidade apresenta desafios críticos”, disse ela.

No entanto, diante de tantas dificuldades, a coragem e a resiliência da comunidade cristã egípcia são um testemunho poderoso da esperança duradoura do Evangelho. Durante minha viagem, testemunhei essa esperança em primeira mão.

Folha Gospel com artigo foi publicado originalmente no Christian Today

Onda de ataques mata 70 cristãos na Nigéria

Cristãos durante culto em igreja na Nigéria (Foto: Gracious Adebayo/Unsplash.com )
Cristãos durante culto em igreja na Nigéria (Foto: Gracious Adebayo/Unsplash.com )

Mais uma onda de ataques colocou as comunidades cristãs no estado de Plateau, Nigéria, de joelhos. Militantes entre o povo fulani atacaram pelo menos sete comunidades desde o final de março deste ano, matando até 70 pessoas e deslocando novamente milhares de pessoas justamente quando a estação chuvosa começa.

Fontes locais contaram que algumas das vítimas foram baleadas, algumas massacradas e outras queimadas até virarem cinzas. Entre elas, havia mulheres idosas e crianças. “Cerca de sete a oito comunidades foram atacadas. Os ataques nos afetaram espiritualmente e socialmente. Precisamos de orações por provisão para os deslocados internos e os que acolheram nossos irmãos desabrigados em suas casas”, disse o reverendo Arum, ligado a parceiros da Portas Abertas em Bokkos e na área de governo local (LGA, da sigla em inglês) de Bassa.

“Pessoas perderam suas vidas, seis vítimas estão desaparecidas e muitas outras sofreram vários graus de ferimentos. Mais de 200 casas e propriedades no valor de milhões foram queimadas, deixando mais de três mil deslocados”, segundo o líder cristão Ayuba Matawal, presidente do Comitê de Bem-estar das Pessoas Deslocadas Internas de Bokkos.

Série de ataques de acordo com parceiros locais da Portas Abertas

24 de março: Vila de Dundu, Bassa (LGA), militantes emboscaram três agricultores cristãos enquanto cultivavam suas terras.

27 de março: comunidade de Ruwi, Bokkos (LGA), militantes fulani mataram 11 cristãos enlutados que se reuniram um velório para consolar a família de um ente querido falecido. Entre eles, estava uma mulher grávida, o marido e uma menina de dez anos.

2 de abril: Bokkos (LGA), militantes atacaram a vila de Tamiso, onde mulheres estavam em um encontro de comunhão cristã na igreja COCIN (Igreja de Cristo nas Nações). Cinco cristãs foram mortas no incidente.

  • No mesmo dia, a vila de Dafo também foi atacada, matando duas pessoas.
  • Na vila de Hurti, os militantes mataram até 40 pessoas na mesma data.

6 de abril: Vila de Pyakmula, Bokkos (LGA), militantes mataram quatro pessoas.

7 de abril: vila de Hwrra, Bassa (LGA), três pessoas mortas.

8 de abril: Bassa (LGA), três ataques separados, mas simultâneos, mataram pelo menos duas pessoas.

Lançados na vala comum

“Trinta e uma pessoas foram enterradas em uma vala comum na quinta-feira, com outras cinco vítimas menores de idade queimadas até virarem cinzas na vila de Hurti”, relatou à imprensa Farmasum Fuddang, advogado e presidente do Conselho de Desenvolvimento Cultural de Bokkos (BCDC).

As autoridades do estado de Plateau condenaram os ataques e coordenam uma resposta de segurança para enfrentar a onda contínua de ataques nas comunidades afetadas. A LGA de Bokkos está em tensão desde maio de 2023, quando militantes armados lançaram vários ataques prolongados contra comunidades cristãs na área. Na véspera de Natal, outro ataque direcionado matou cerca de 200 cristãos no final de 2023.

“Temos cerca de quatro campos de deslocados internos: um em Bokkos, um em Gombe e dois em Hurti. Em Bokkos, há mais de dois mil deslocados internos. Em Hurti, temos mais de quatro mil. Vamos orar para que o Senhor providencie alimento e recursos, e o corpo de Cristo apoie a igreja por meio de orações e, se puderem, financeiramente”, pediu o reverendo Arum.

Mais de seis mil deslocados sem abrigo das chuvas

A estação chuvosa na Nigéria vai de abril a outubro. É um período crucial para os agricultores de subsistência que precisam cultivar suas terras. Os produtos colhidos são consumidos ou vendidos, e o dinheiro é guardado para a estação seca, quando é preciso comprar alimentos.

A maioria dessas comunidades atacadas são cristãs e de agricultores de subsistência. Agora, deslocadas de suas casas e terras, elas não têm comida, renda e são empurradas para a pobreza. Em muitas famílias, os homens são mortos, deixando as mulheres especialmente vulneráveis e tendo que se defender sozinhas.

“As pessoas começaram a limpar suas fazendas para cultivar. Mesmo na comunidade de Hurti, quando fomos lá, você podia ver claramente que as pessoas estavam preparadas para plantar. Vimos seus produtos como pimenta e batatas estragando porque as pessoas fugiram e deixaram tudo. Essa é a única fonte de sustento nessa comunidade, e eles estão privados de fazer isso”, disse Titus Ayuba Alams, conselheiro especial do governador de Plateau.

“Nossa gente está vivendo com medo. As crianças não vão mais à escola, nem mesmo podem adorar nas igrejas, porque estão fugindo para salvar suas vidas”, concluiu Alams.

A Nigéria está em 7º entre os lugares mais perigosos do planeta para os cristãos, de acordo com a Lista Mundial de Perseguição de 2025 (LMP) da Portas Abertas, que reúne os países onde é mais difícil ser cristão. Dos 4.476 cristãos mortos por sua fé em todo o mundo durante o período analisado pela LMP, 3.100 (69%) estavam na Nigéria.

Fonte: Portas Abertas

Pastor americano é sequestrado durante culto na África do Sul

O pastor Josh Sullivan. (Foto: Reprodução/Facebook/Fellowship Baptist Church)
O pastor Josh Sullivan. (Foto: Reprodução/Facebook/Fellowship Baptist Church)

Um pastor e missionário americano foi sequestrado sob a mira de uma arma enquanto ministrava em sua igreja na África do Sul, na última quinta-feira (10).

O pastor Josh Sullivan, conhecido por plantar igrejas na África do Sul, foi sequestrado na Igreja Batista Fellowship em Motherwell, perto da cidade de Gqeberha.

“Alega-se que, durante a pregação, suspeitos armados e mascarados entraram na igreja. Eles roubaram dois celulares e, em seguida, fugiram do local levando o pastor com eles”, disse a polícia em um comunicado. Segundo as autoridades, os suspeitos também roubaram pertences dos membros no local.

O portal de notícias Vanguard informou que os sequestros, inclusive aqueles cometidos por gangues criminosas — que têm como alvo pessoas pelas quais podem ser exigidos grandes resgates — têm aumentado no país nos últimos anos.

Jeremy Hall, um pastor local, contou à AFP que o sequestro “provavelmente teve razões financeiras”, já que os agressores sabiam o nome do pastor e estavam cientes de sua vocação.

Josh estava realizando uma reunião de oração com cerca de 30 pessoas, incluindo sua esposa e seus filhos, quando o incidente ocorreu.

Segundo o Vanguard, os criminosos forçaram o pastor a entrar em um carro e foram embora. Logo depois, o carro foi abandonado e recuperado a cerca de 1,5 quilômetro da igreja. Até o momento, nenhum pedido de resgate foi feito pelos sequestradores.

Pedido de oração

Josh é casado com Meagan Sullivan e é pai de seis filhos. Desde 2018, ele serve como missionário na África do Sul e faz parte da equipe da Igreja Batista Fellowship.

Desde 2012, ele foi treinado pelo pastor Tom Hatley, que pastoreia o casal desde a infância.

Em uma declaração de apoio, Tom disse que Josh e Meagan têm um “desejo enorme de compartilhar o evangelho com o povo Xhosa da África do Sul”.

No Facebook, o perfil da igreja compartilhou: “Por favor, orem por Josh Sullivan, missionário na África do Sul. Ele foi sequestrado sob a mira de uma arma por seis homens durante o culto desta noite”.

Na última sexta-feira (11), Meagan relatou: “Só quero agradecer pelo derramamento de amor e orações. Imploro que continuem a invadir a sala do trono até o Josh estar seguro em casa”.

Tonya Rinker, mãe de Josh, afirmou: “Como mãe, você nunca pensa que algo assim vai acontecer com seu filho, mas a fé é o que sustenta a gente nesse momento de incerteza. Joshua tem um coração voltado para servir, é um homem generoso, espiritual e sempre pronto para fazer alguém sorrir. Ele é um excelente pai, marido e filho”.

Uma cristã chamada McKenzie Plummer, declarou: “Este é um momento para intercessão, para alcançar o céu e mover montanhas. Vamos ficar na brecha com ousadia. Por favor, ore por sua proteção e seu retorno seguro para casa. Ore por sua esposa e seus filhos. Ore pelas pessoas que ele tem servido e pela igreja local que o ama. Ore por sua proteção e libertação. Ore pela salvação daqueles que o levaram, para que mesmo nisto Cristo seja glorificado”.

E continuou: “O custo da obediência é real, mas o poder da oração também é. O nosso Deus ainda é poderoso para salvar. Ele pode chegar até ao lugar mais escuro”.

O capitão Andre Beetge, porta-voz da polícia, confirmou o sequestro de Josh ao WBIR e afirmou que o caso está sendo tratado por uma unidade especial de sequestro e resgate.

“Assim que há sequestros com resgates, Hawks assume os casos”, disse ele.

Os sequestros, inclusive aqueles cometidos por gangues criminosas que têm como alvo pessoas pelas quais podem ser exigidos grandes resgates, têm aumentado na África do Sul.

Nos últimos anos, o número de sequestros no país ultrapassou 17.000 entre 2022 e 2023. Segundo a Iniciativa Global Contra o Crime Transnacional, esse aumento está diretamente ligado ao crescimento dos casos de extorsão.

Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post

Escritora lança romance cristão que explora fé e cultura coreana

Livro "Se o dia não estiver sorrindo", pela Editora Mundo Cristão. (Foto: Divulgação)
Livro "Se o dia não estiver sorrindo", pela Editora Mundo Cristão. (Foto: Divulgação)

A escritora Tatielle Katluryn lançou recentemente seu novo romance pela Editora Mundo Cristão, “Se o dia não estiver sorrindo”, uma história de redenção que mergulha nas complexidades da juventude, explorando temas como amor, fé e identidade sob a perspectiva da cultura sul-coreana. O livro acompanha a jornada de Mack e Baek, um casal que busca superar traumas do passado e encontrar um novo começo.

A trama se desenrola entre a Califórnia e Seul, com Baek retornando à terra natal para lidar com segredos familiares e um relacionamento paterno marcado por feridas. Enquanto isso, Mack, nos Estados Unidos, enfrenta inseguranças e o medo de não ser suficiente. A cultura sul-coreana permeia a narrativa, influenciando a forma como os personagens lidam com questões como pertencimento e os desafios de enfrentar problemas familiares.

Um dos pontos centrais da história é a importância da vulnerabilidade para a cura emocional. Como expressa um trecho do livro: “Seus medos e frustrações explodiram quando Baek Fletcher sumiu do mapa. Ele era o único com quem conseguia ser ela mesma e desabafar quando não estava bem. Porque morria de vergonha só de pensar em contar tais problemas para seus pais. Eles já tinham coisas demais para se preocupar”.

Através de uma narrativa envolvente, Tatielle Katluryn guia o leitor por uma trama rica em emoções, alternando momentos de tensão e reflexão. A autora, que já explorou a cultura asiática em seu livro anterior, “O horizonte mora em um dia cinza”, utiliza a escrita como forma de expressar sua fé e paixão pela Coreia do Sul.

Se o dia não estiver sorrindo” convida o leitor a refletir sobre o significado de ser aceito e digno de amor, transmitindo a mensagem de que a verdadeira restauração acontece quando nos permitimos ser vulneráveis e que, mesmo em meio às dificuldades, o amor sempre estará presente.

Detalhes do produto

  • Editora ‏ : ‎ Mundo Cristão; 1ª edição
  • Capa comum ‏ : ‎ 288 páginas
  • Onde comprar ‏ : ‎ Amazon (clique aqui)

Fonte: Comunhão

Maioria dos argentinos acredita em milagres, revela pesquisa

Bandeira da Argentina ao lado do Obelisco (Foto: Canva Pro)
Bandeira da Argentina ao lado do Obelisco (Foto: Canva Pro)

Na Argentina, mais da metade da população afirma acreditar em milagres, segundo o relatório “Crenças Sociais de 2024”, divulgado pelo Observatório Pulsar, vinculado à Faculdade de Economia e ao Programa de Ciência Política da Universidade de Buenos Aires (UBA).

De acordo com o levantamento, 68% dos entrevistados disseram acreditar em milagres, enquanto 31% declararam não crer. O estudo destaca que “mais de dois terços dos argentinos creem em milagres — eventos extraordinários, terrenos, atribuídos à ação divina”.

A pesquisa tem como objetivo mapear tendências culturais, valores e conhecimentos sociais da população argentina, com reflexos mais amplos na realidade latino-americana. O estudo foi realizado entre 31 de maio e 10 de junho de 2024 e ouviu 1.250 argentinos nativos com mais de 18 anos.

O relatório também avaliou hábitos relacionados à espiritualidade. Segundo os dados, 48% dos argentinos oram diariamente ou pelo menos uma vez por semana. Em contrapartida, 46% afirmam orar raramente ou nunca ao longo do ano.

A prática da oração é mais frequente entre os adultos mais velhos, grupo em que 56% relataram orar com regularidade. Entre os jovens, esse número cai para 23%, indicando uma relação mais distante com a fé tradicional. O estudo também aponta que a frequência da oração está relacionada ao grau de ceticismo: entre os que oram menos, 45% manifestam dúvidas sobre a fé, enquanto 47% mantêm alguma forma de crença.

Outro destaque do relatório é a diferença geracional no modo de crer. Enquanto os mais velhos demonstram maior confiança em Deus e nas instituições religiosas, os mais jovens tendem a explorar crenças alternativas, como vida extraterrestre ou espiritualidades não ligadas a religiões tradicionais. “As novas gerações não abandonaram a necessidade de crer, mas mudaram seus objetos de fé”, afirma o documento.

Fonte: Comunhão com informações de Evangelico Digital

Grupos cristãos pedem à Rússia que devolva quase 20 mil crianças ucranianas sequestradas

Criança triste (Foto: Canva Pro)
Criança triste (Foto: Canva Pro)

Uma coalizão de grupos religiosos, incluindo a Comissão de Ética e Liberdade Religiosa da Convenção Batista do Sul, pediu que a Rússia devolva quase 20.000 crianças ucranianas levadas desde o início da invasão da Ucrânia.

Em uma carta enviada ao presidente Donald Trump e ao secretário de Estado Marco Rubio na semana passada, a coalizão abordou relatos de que as forças russas levaram quase 20.000 crianças da Ucrânia desde que invadiram o país do Leste Europeu em 2022.

“Essas crianças, com idades entre quatro meses e 17 anos, foram submetidas à reeducação política, treinamento militar e assimilação forçada à sociedade russa”, diz a carta.

Muitas foram colocadas em famílias russas, adotadas ilegalmente e tiveram suas certidões de nascimento alteradas para apagar suas identidades ucranianas. O governo russo negou às crianças ucranianas o acesso às suas famílias, submeteu-as a abusos físicos e não lhes forneceu alimentação e cuidados adequados.

A carta foi encabeçada por Myal Greene, presidente da organização humanitária evangélica World Relief, um braço da Associação Nacional de Evangélicos. Os signatários têm diversas convicções teológicas e políticas, incluindo cristãos conservadores e progressistas.

Os signatários incluem o presidente da NAE, Walter Kim, o presidente do Instituto de Religião e Democracia, Mark Tooley, a ex-embaixadora da era Obama, Susan Jacobs, Sharon Willis do Our Daily Bread Ministries, Travis Weber do Family Research Council, Daniel Darling do Land Center for Cultural Engagement do Southwestern Baptist Theological Seminary e a Rev. Rona Tyndall da United Church of Christ, entre outros.

Os grupos imploraram ao governo Trump para tornar o retorno das crianças à Ucrânia uma parte fundamental das negociações de paz em andamento entre a Ucrânia e a Rússia.

“Nenhum acordo de paz deve ser finalizado até que as crianças ucranianas retornem para casa”, continuaram. “Instamos vocês, como líderes do mundo livre, a garantir que as crianças ucranianas retornem para casa sem pré-condições antes das negociações de paz.”

As crianças ucranianas não devem ser usadas como moeda de troca em negociações geopolíticas. Sua segurança, dignidade e direito de se reunirem com suas famílias devem ser inegociáveis.

O presidente da ERLC, Brent Leatherwood, disse à Baptist Press na terça-feira que “os cristãos são compelidos a falar em nome dos vulneráveis, aqui e no exterior, e isso inclui denunciar a grave injustiça enfrentada pelas crianças da Ucrânia”.

“A deportação forçada e o abuso de mais de 19.000 crianças são perversos e uma violação de sua dignidade e direitos inerentes”, disse Leatherwood. “Não podemos permitir que essas crianças sejam usadas como peões em negociações geopolíticas.”

É nossa responsabilidade moral e legal garantir seu retorno seguro às suas famílias, sem pré-condições, antes que qualquer acordo de paz seja firmado. Apelo ao Presidente Trump e ao Secretário de Estado Marco Rubio para que liderem com coragem e clareza moral para garantir sua liberdade.

Em 24 de fevereiro de 2022, o presidente russo Vladimir Putin invadiu a Ucrânia sob o pretexto de apoiar um movimento de independência pró-Rússia no leste do país. As forças ucranianas ofereceram uma resistência mais dura do que o esperado, recebendo considerável apoio militar e ajuda financeira dos Estados Unidos e de várias potências europeias.

Desde que assumiu o cargo, Trump prometeu pôr fim ao conflito. No entanto, um tenso encontro presencial com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky em fevereiro, na Casa Branca, fez com que muitos questionassem o sucesso de Trump.

No mês passado, Trump informou ter garantido um cessar-fogo de 30 dias, limitado a não atacar a infraestrutura energética, com o presidente dos EUA dizendo que teve uma conversa telefônica ” muito boa ” com seu homólogo ucraniano.

Folha Gospel com texto original de The Christian Post

André Valadão desmente parceria da Lagoinha Global com a TV Globo

Pastor André Valadão (Foto: Instagram/lagoinhaorlandochurch)
Pastor André Valadão (Foto: Instagram/lagoinhaorlandochurch)

Uma informação veiculada nesta sexta-feira (11) por diferentes portais de notícia, trouxe a informação que a Rede Globo negocia uma parceria com a Igreja Lagoinha Global, liderada pelo pastor André Valadão. Segundo as informações, representantes da igreja se reuniram com a emissora para discutir um possível contrato, e futuras conversas agendadas para formalizar o acordo de interesse mútuo.

Entretanto, em uma matéria do site Metrópoles, o pastor André Valadão deu uma declaração em resposta a polêmica e desmentiu o fato. “É pra rir”, declarou o pastor André Valadão, líder da Igreja Lagoinha Global, à coluna sobre a especulação de um possível contrato com a Globo para transmissão de eventos gospel.

Possível parceria

Nesta sexta-feira, 11, começou a circular na mídia que a Globo estaria interessada na exibição de eventos gospel, de olho na audiência do público evangélico. A emissora estaria negociando com representantes da Lagoinha Global a exibição ao vivo de festivais musicais pelo Multishow e no Globoplay.

Além disso, a Globo exibiria em canal aberto compactos desses shows, assim como ela já faz hoje com outros festivais, como The Town, Rock in Rio ou Lollapalooza. Ainda segundo os rumores, membros da igreja e da Globo já teriam se reunido no dia 1º de abril para discutir uma parceria.

Apesar dos rumores de negociações e reuniões para exibir festivais musicais no Multishow e Globoplay, com compactos na TV aberta, o pastor negou qualquer acordo.

“Isso não existe”, afirmou o pastor. “É pra rir mesmo, não é possível. Não há nada acontecendo. Nenhuma negociação”, reforçou.

A Globo demonstra interesse no crescente público evangélico, como evidenciado pela novela “Vai Na Fé” e pela presença de artistas gospel em seus programas.

Fonte: Comunhão com informações do Metrópoles.

China impõe bloqueios a missionários americanos, em meio à guerra comercial com EUA

Bandeiras da China e EUA (Foto: Canva Pro)
Bandeiras da China e EUA (Foto: Canva Pro)

A guerra comercial entre os Estados Unidos e a China já está afetando o trabalho missionário no país comunista.

Na quarta-feira (9), o presidente Donald Trump anunciou um aumento de 125% na taxação sobre produtos importados da China.

“Com base na falta de respeito que a China demonstrou aos mercados mundiais, estou, por meio deste, aumentando a tarifa cobrada da China pelos Estados Unidos da América para 125%, com efeito imediato”, afirmou o líder norte-americano em postagem no X.

Em retaliação às taxações iniciais que começaram em fevereiro, o governo chinês também anunciou tarifas de 84% em produtos dos EUA.

Enquanto as tensões crescem entre os dois países, o conflito impacta não apenas os mercados globais, mas também o campo missionário na China.

A missão americana China Partner relatou que seus missionários estão enfrentando dificuldades para viajar ao país.

Os cristãos foram impedidos de visitar seminários e escolas bíblicas chinesas, onde iriam promover treinamento ministerial.

“Fomos convidados a ir e fazer mais alguns treinamentos em duas províncias diferentes e três escolas diferentes. Acabamos de ser informados por nossos amigos de lá que estão com a Igreja Registrada que eles não receberam permissão de seu governo para nos receber”, afirmou Erik Burklin, presidente da China Partner, em entrevista ao Mission Network News.

“Nunca tivemos isso em que, no último minuto, alguém nos indicasse: ‘Por favor, não venha agora porque não conseguimos permissão para hospedá-lo'”.

Segundo o Mission Network News, o bloqueio dos missionários da Partner faz parte das ações de retaliação do regime comunista à taxação dos EUA.

Proibições no passado

Erik contou que não é a primeira vez na história de 100 anos da China Partner que seu trabalho missionário é afetado pelas autoridades chinesas. Seus avós, que fundaram a missão, também enfrentaram proibições no passado.

“Em 1925, eles receberam o chamado de Deus em seus corações para se tornarem missionários. Eles passaram por lutas e tiveram conflitos políticos durante sua estadia na China. No final da Segunda Guerra Mundial, Mao Zedong chegou ao poder e todos os estrangeiros foram convidados a sair. Portanto, isso não é necessariamente sem precedentes, de certa forma”, comentou ele.

Erik ressaltou que o ministério não irá parar porque as viagens missionárias foram canceladas. “Há muitas coisas que ainda podem ser feitas”, garantiu.

A China Partner, que dá treinamento ministerial a líderes e cristãos locais, continua apoiando a Igreja chinesa através da oração e comunicação online.

Segundo Erik, a missão está em contato com pastores das duas províncias afetadas pelo cancelamento para entender melhor a situação.

“Queremos ser muito sábios e também queremos respeitar as autoridades que agora basicamente limitaram as viagens internacionais para vir à China”, explicou.

“A Igreja ainda está operando na China e as pessoas estão indo à igreja, seja no movimento da Igreja doméstica ou na Igreja Registrada. Deus ainda está trabalhando”, declarou ele.

Novas medidas reprimem missões

No dia 1° de abril, o Partido Comunista Chinês (PCC) anunciou novas medidas que podem proibir atividades missionárias na nação.

Os novos regulamentos, emitidos pela Administração Estatal para Assuntos Religiosos, impedem estrangeiros de pregar, compartilhar sua fé ou criar organizações religiosas sem aprovação prévia do regime.

A mídia estatal chinesa defendeu as novas regulamentações afirmando que elas reforçam a segurança nacional – uma justificativa frequentemente utilizada pelo PCC para práticas de perseguição religiosa – e garantem a proteção de “atividades religiosas normais”, isto é, aquelas realizadas sob rigorosa supervisão do governo e vinculadas a instituições religiosas estatais.

O PCC mantém uma visão desconfiada sobre atividades religiosas independentes, alegando que a lealdade religiosa entra em conflito com a lealdade absoluta que o Partido exige.

O governo classifica essas práticas como sectárias e extremistas, independentemente de sua base teológica, impondo que toda manifestação religiosa cristã seja restrita às igrejas controladas pelo Estado.

Fonte: Guia-me com informações de Mission Network News

Cinco fatos sobre as mulheres cristãs do Norte da África

Mulheres cristãs de frente para uma cruz (Foto: Portas Abertas)
Mulheres cristãs de frente para uma cruz (Foto: Portas Abertas)

Mulheres cristãs podem enfrentar perseguição dupla em países do Norte da África. Elas são discriminadas por serem mulheres e por seguirem a Jesus em locais como Argélia, Egito, Líbia, Mauritânia, Marrocos e Tunísia, elencados na Lista Mundial da Perseguição 2025.

De acordo com um especialista regional da Portas Abertas, as cristãs têm algo em comum: “Elas saem de sua zona de conforto e escolhem seguir a Jesus. Apesar de não saberem o que esperar ou como sua comunidade e o resto do mundo reagirão, elas abraçam sua fé”.

Conheça cinco semelhanças entre as cristãs perseguidas no Norte da África.

Elas são consideradas cidadãs de segunda classe
Mulheres em contexto de maioria muçulmana devem seguir as ordens do pai, marido ou parente homem mais próximo. Em alguns locais, elas precisam de permissão do guardião masculino para viajar dentro do país e podem ser punidas por eles com prisão domiciliar, agressão e até morte. Além disso, podem ter menos direitos legais do que os homens e estão sujeitas a subempregos e salários mais baixos.

Elas sentem medo de desapontas as pessoas que amam
O medo principal para mulheres é desapontar seus familiares. No contexto norte-africano, elas esperam se casar, ter filhos e continuar a linhagem familiar. Após a conversão, elas temem mudar a forma como adoram e manter comunhão com outros cristãos, principalmente porque é mais difícil para as mulheres se reunirem em comunidade devido às restrições culturais.

Elas são taxadas de traidoras da família e da tradição
As mulheres no Norte da África devem seguir a fé da família e, quando deixam de corresponder à expectativa, são vistas como traidoras da família e da tradição. Por consequência, as cristãs convertidas podem enfrentar rejeição, vergonha e até violência. Além da família, a perseguição pode acontecer por parte da comunidade e das autoridades.

Elas têm necessidades urgentes
Essas mulheres precisam de assistência espiritual, emocional e prática para lidar com as complexidades de viver em ambientes hostis. Para mulheres cristãs solteiras, a vulnerabilidade é ainda maior, porque elas são consideradas alvo fácil para assédio, abuso ou casamento forçado. As casadas podem ser forçadas a se divorciar e perder a guarda dos filhos.

Elas precisam de treinamento para resistir à perseguição
No Norte da África, a decisão que uma mulher faz de seguir a Jesus não é fácil. Elas sabem que podem enfrentar rejeição familiar, exclusão social e violência extrema. Apesar desses riscos, sua devoção e resiliência são impressionantes. Por meio de treinamento, elas descobrem sua identidade em Cristo e têm seus valores e crenças transformados e, assim, conseguem resistir à perseguição biblicamente.

Capacite mulheres no Norte da África

Mulheres e meninas cristãs costumam enfrentar perseguição por parte dos familiares, vizinhos e autoridades religiosas e governamentais. Faça uma doação e ajude-as a manterem a fé em Jesus por meio de treinamento.

Fonte: Portas Abertas

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