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Médico é preso por autoridades muçulmanas do Sudão apenas por ser cristão

O médico Yagoub Jibril Glademea. (Foto: Reprodução/Facebook/Yagoub Jibril Glademea)
O médico Yagoub Jibril Glademea. (Foto: Reprodução/Facebook/Yagoub Jibril Glademea)

No último domingo (7), um médico foi detido no Sudão após autoridades descobrirem que ele era cristão. O homem só foi solto no dia 10 de dezembro, após três dias de interrogatórios, isolamento e pressão de familiares.

A prisão ocorreu quando Yagoub Jibril Glademeahavia ido ao cartório de registro civil estadual, em Ad-Damazin, para solicitar um número de identificação nacional para sua sobrinha.

Durante o atendimento, um agente muçulmano das chamadas Células de Segurança do Estado — unidades compostas por militares, policiais e agentes de inteligência acusados ​​de prisões arbitrárias, tortura e desaparecimentos forçados — percebeu a indicação religiosa em seus documentos e o questionou sobre sua fé.

Ao afirmar que sempre foi cristão, Glademea foi levado para interrogatório. A Célula de Segurança manteve o médico detido por três dias, sem permitir visitas da família.

“O irmão dele foi lá na quarta-feira (10), mas não o deixaram vê-lo”, disse um amigo que não quis ser identificado ao Morningstar News.

‘Obrigado pelas orações’

As Células de Segurança do Estado foram criadas em vários estados e têm amplos poderes de prisão em meio ao conflito entre as Forças Armadas Sudanesas (SAF) e o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF). Elas são frequentemente acusadas de visar pessoas consideradas suspeitas de colaborar com a RSF.

Segundo a organização Advogados de Emergência, essas unidades se tornaram instrumentos de “repressão e intimidação”, com relatos de presos libertados em condições de saúde debilitadas, julgados sem garantias legais ou encontrados mortos.

Glademea contou às autoridades que havia trabalhado anteriormente no estado do Nilo Azul, antes de se mudar para a Arábia Saudita. Após atuar como médico no país árabe, retornou ao Sudão no mês passado para passar o Natal com a família.

No Facebook, ele confirmou sua detenção e libertação. Além disso, explicou que, ao retornar do cartório de registro civil, foi questionado sobre sua identidade e histórico.

“Meus queridos irmãos e irmãs, obrigado pelo apoio e orações por mim. Graças a Deus fui liberado pela administração da célula. Tenho a certeza de que estou seguro em corpo, mente e espírito. Deus abençoe seu trabalho de amor”, compartilhou ele.

Aumento da perseguição no Sudão

A situação para cristãos no Sudão piorou desde o início da guerra civil entre a RSF e as Forças Armadas Sudanesas em abril de 2023.

O país registrou aumento de assassinatos, violência sexual e ataques a residências e comércios cristãos, segundo o relatório Lista Mundial da Perseguição 2025, da missão Portas Abertas, no qual o Sudão aparece em 5º lugar entre as nações mais perigosas para os cristãos no mundo.

“Cristãos de todas as origens estão presos no caos, sem poder fugir. Igrejas são bombardeadas, saqueadas e ocupadas pelos grupos em guerra”, informou o relatório.

Ambas as forças — RSF e SAF — têm raízes islamistas e já atacaram cristãos deslocados, acusando-os de apoiar o lado rival.

O Sudão é majoritariamente muçulmano (93%). Apenas 2,3% da população é cristã, de acordo com dados do Projeto Joshua.

Fonte: Guia-me com informações de Morning Star News

Professor demitido por dizer a aluno que a Grã-Bretanha ainda é um país cristão

Sala de aula com Bíblia sobre uma bancada (Foto: IA do Canva Pro)
Sala de aula com Bíblia sobre uma bancada (Foto: IA do Canva Pro)

Um professor do ensino fundamental teria sido proibido de trabalhar com crianças após dizer a uma criança muçulmana que “a Grã-Bretanha ainda é um estado cristão”.

A polícia foi chamada para investigar um suposto crime de ódio, depois que o professor repreendeu os alunos por lavarem os pés nas pias dos banheiros masculinos, de acordo com o The Telegraph.

O professor, que preferiu não ser identificado, teria apontado para o fato de o Rei ser o chefe da Igreja da Inglaterra e que o Islã era uma religião minoritária no Reino Unido

A escola demitiu o professor em fevereiro, após tê-lo suspendido em março de 2024. Ele foi informado pela polícia de que seu caso havia sido encaminhado ao conselho de proteção à infância e à Polícia Metropolitana. A investigação policial foi arquivada. 

Os advogados que representavam o professor em um processo judicial insistiram que as orações haviam sido informalmente proibidas no pátio da escola, o que se estenderia à lavagem dos pés nas pias, visto que uma sala de oração havia sido criada ali. A escola não era religiosa. 

Uma responsável pela proteção da criança concluiu que o professor havia feito comentários ofensivos sobre o Islã e que deveria ser impedida de trabalhar com crianças. Três crianças que reclamaram disseram que o professor gritou com elas, deixando-as chateadas.

A proibição foi contestada com sucesso, e o professor agora está processando a autoridade local com o apoio da União pela Liberdade de Expressão (FSU). 

Lord Toby Young, diretor da FSU, disse ao The Telegraph : “As coisas chegaram a um ponto crítico neste país se um professor pode ser considerado um risco para a segurança de crianças simplesmente por dizer algo que é inegavelmente verdade. Se ele tivesse afirmado que o Islã é a religião oficial da Inglaterra, mesmo que isso não seja verdade, duvido que ele teria se metido em problemas.”

Folha Gospel com informações de Premier Christian News

Ex-médium alerta sobre romantização da bruxaria no filme Wicked

Jenn Nizza alertou sobre a romantização da bruxaria retratada no filme Wicked. (Foto: Reprodução/YouTube/Jenn Nizza/One Million Moms)
Jenn Nizza alertou sobre a romantização da bruxaria retratada no filme Wicked. (Foto: Reprodução/YouTube/Jenn Nizza/One Million Moms)

A ex-médium Jenn Nizza está alertando a juventude e seus responsáveis sobre a influência demoníaca retratada na nova sequência do filme de grande sucesso “Wicked“.

Atualmente, Jenn lidera um ministério que incentiva as pessoas a fugirem do ocultismo. Em um episódio recente de seu podcast “Ex-Psychic Saved” (“Ex-Médium Salva”), ela alertou que a “bruxaria é real” e desencorajou o público a assistir “Wicked: Parte 2”.

Sobre a produção, ela destacou: “Tem influência de bruxaria e está romantizando o assunto”.

“Isso me preocupa muito, especialmente a doutrinação demoníaca direcionada aos jovens. Essa é a minha perspectiva cristã sobre isso”, acrescentou.

Antes de aceitar Jesus, Jenn trabalhou com ocultismo por décadas. Com base em sua experiência, ela destacou:

“Como alguém que viveu no mundo do ocultismo e da Nova Era por muitos anos, este filme mexe com a sensibilidade de muitas pessoas, sugerindo que deveria haver alguma compaixão pela bruxa má e sugere que pode haver bruxaria boa”.

Segundo Nizza, esse ensinamento é “perigoso”: “Falo porque já passei por isso. Este filme mostra bruxaria. Bruxaria envolve invocar demônios, não importa se você se considera uma bruxa boa ou má. Isso é condenado por Deus”.

“Wicked”

Após o lançamento da primeira versão da adaptação cinematográfica do musical “Wicked” (“Malvada”), em 2024, especialistas os cristãos alertaram os pais contra as influências ocultistas e o conteúdo LGBT retratados na produção.

O grupo One Million Moms afirma que a Universal Pictures está usando o musical para influenciar as crianças sobre sexualidade e ocultismo.

“Precisamos da sua ajuda para garantir que o maior número possível de pessoas esteja ciente da Universal Pictures empurrando a agenda LGBT para famílias, particularmente crianças, no musical Wicked”, informou o site.

Conforme o grupo, o musical baseado na história do Mágico de Oz contém uma “enorme quantidade de bruxaria e feitiçaria”. Além disso, o filme também mostra travestis e homens apaixonados por homens.

“Em vez de um musical edificante da Broadway sobre amizade e família, talentos e recursos foram usados para criar um filme sombrio e normalizando o estilo de vida LGBT. A Universal Pictures trocou sua sutileza habitual por intencionalidade”, afirmou o One Million Moms.

‘É intencional’

A adaptação cinematográfica é dividida em duas partes, com “Wicked: Parte Um” e “Wicked: Parte Dois”, que estreou em novembro de 2025.

“Quatro dos personagens principais do filme são abertamente queer ou gays na vida real ou, no mínimo, esses atores falaram sobre suas experiências queer”, relatou o grupo.

E continuou: “Obviamente, esta parte do filme é uma referência para a inclusão, juntamente com uma tentativa flagrante da Universal de normalizar as paixões entre pessoas do mesmo sexo”.

A nova versão de Glinda é interpretada pela cantora pop Ariana Grande, e Elphaba, pela também cantora e atriz Cynthia Erivo.

Gregory Maguire, autor do romance de 1995 Wicked: The Life and Times of the Wicked Witch of the West (“Wicked: A vida e os tempos da bruxa má do oeste”), que inspirou as adaptações para o palco e para a tela, disse à revista Them que a sutileza no relacionamento dos personagens era “intencional”.

Fonte: Guia-me com informações de CBN News

Câmara Municipal aprova uso da Bíblia em escolas de Pouso Alegre, MG

Jovens adolescentes reunidos lendo a Bíblia (Foto: Canva Pro)
Jovens adolescentes reunidos lendo a Bíblia (Foto: Canva Pro)

A Câmara Municipal de Pouso Alegre, em Minas Gerais, aprovou um projeto de lei que autoriza o uso da Bíblia em escolas.

Em segunda votação na última terça-feira (9), o Projeto de Lei nº 8.043/2025 foi aprovado pelos vereadores, com 9 votos a favor e 5 votos contra.

A proposta, de autoria do vereador Leandro Morais (União), prevê a utilização das Escrituras como material de apoio pedagógico em instituições de ensino de Pouso Alegre.

Conforme o PL, a Bíblia poderá ser usada para estudo cultural, histórico, geográfico e arqueológico.

O propósito é “oferecer aos estudantes a oportunidade de compreender as raízes civilizatórias que moldaram sociedades ao longo dos séculos”.

A participação dos estudantes em atividades envolvendo a Bíblia não será obrigatória, de acordo com a liberdade de crença.

O vereador Hélio Carlos de Oliveira apresentou uma emenda ao texto, para incluir outros livros religiosos como material de apoio nas escolas. Porém, a alteração foi rejeitada pela maioria dos vereadores.

Pouso Alegre é a terceira cidade de Minas Gerais a aprovar o uso da Bíblia nas escolas.

Em agosto deste ano, a Câmara Municipal de Divinópolis, em Minas Gerais, também aprovou o uso da Bíblia como material paradidático em escolas públicas e privadas da cidade.

Em maio, o projeto de lei que permite o uso da Bíblia como material paradidático em escolas públicas e privadas da capital mineira foi aprovado pela Câmara Municipal de Belo Horizonte.

A legislação estabelecia que a participação em aulas com conteúdo bíblico seria opcional, assegurando a liberdade religiosa.

Mesmo assim, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspendeu a lei de Belo Horizonte, afirmando que o PL era inconstitucional, porque as decisões sobre a educação são responsabilidade da União.

A ação atendeu a um pedido de suspensão da lei do PSOL através de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI).

Segundo a Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) é permitido o uso de materiais religiosos como recurso pedagógico, desde que não seja obrigatório e que respeite a pluralidade de crenças e a liberdade religiosa.

O Supremo Tribunal Federal (STF) já se posicionou favorável ao ensino religioso nas escolas públicas, desde que seja facultativo e não confessional, conforme a ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 4439/2017.

O STF também assegura que o ensino religioso não pode ser imposto e usado para discriminar, obrigar ou privilegiar uma religião específica.

Leis aprovadas

Projetos de lei semelhantes sobre o uso da Bíblia em escolas já foram aprovados em diversas cidades e estados do Brasil.

No início de dezembro, a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que permite bibliotecas de escolas e faculdades públicas terem um exemplar da Bíblia.

Agora, o projeto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, o texto terá que ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Em novembro, a Câmara de Vereadores de Florianópolis aprovou o PL que prevê o uso da Bíblia como material de apoio em escolas públicas e privadas da capital de Santa Catarina.

Em setembro, a Câmara de Salvador aprovou um projeto de lei para o uso da Bíblia como material de apoio pedagógico em escolas públicas e privadas da capital baiana.

Em Conquista da Vitória (BA), uma lei que autoriza o uso da Bíblia como material complementar em escolas municipais foi promulgada no início de agosto.

No dia 7 de agosto, um projeto de lei que prevê a distribuição de Bíblias em escolas estaduais do Ceará foi aprovado.

No mesmo dia, a Câmara Municipal de Divinópolis, em Minas Gerais, também aprovou o uso da Bíblia como material paradidático em escolas públicas e privadas da cidade.

Em Manaus (AM), foi sancionada a Lei nº 1.332/2009, permitindo a utilização das Escrituras como conteúdo complementar em escolas públicas e privadas.

Em Rio Branco (AC), o projeto de lei “Bíblia nas Escolas” foi aprovado no ano passado, autorizando a disponibilização da Bíblia em bibliotecas das escolas.

Em Porto Alegre (RS), um projeto de lei que prevê que Bíblias sejam disponibilizadas para o uso de alunos e professores nas bibliotecas das escolas municipais está em discussão na Câmara de Vereadores.

Fonte: Guia-me com informações de Câmara Municipal de Pouso Alegre

Câmara Municipal de SP realiza sessão solene em homenagem ao Dia da Bíblia

O diretor-presidente da SBB, reverendo Erní Seibert )à esquerda), que recebeu a homenagem, das mãos do vereador Carlos Bezerra Jr. - Foto: Divulgação/SBB
O diretor-presidente da SBB, reverendo Erní Seibert )à esquerda), que recebeu a homenagem, das mãos do vereador Carlos Bezerra Jr. - Foto: Divulgação/SBB

A Câmara Municipal de São Paulo realizou, na última terça-feira (9), uma sessão solene em homenagem ao Dia da Bíblia, celebrado no segundo domingo de dezembro, e à Sociedade Bíblica do Brasil (SBB). O evento reuniu vereadores, pastores e representantes de diversas denominações cristãs, marcando um momento de reconhecimento público ao impacto das Escrituras na vida social e religiosa do país.

Responsável pela iniciativa, o vereador Carlos Bezerra Jr. (PSDB) abriu a cerimônia ressaltando a relevância histórica e humanitária do texto bíblico. Para ele, valorizar a Bíblia em um espaço de representação popular reforça sua influência na formação ética e cultural da sociedade. “A Bíblia é um livro que dialoga com as contradições humanas, com modelos de convivência e com a construção de comunidades. Falar dela nesta Casa é reafirmar sua força como convite à escuta”, disse o parlamentar.

A homenagem à SBB também destacou a importância da instituição no cenário mundial. Bezerra lembrou que a organização abriga a maior impressora de Bíblias do planeta, instalada no Brasil, o que consolida o país como referência global na produção e difusão das Escrituras.

Entre os convidados, o presidente do Diretório Estadual da SBB em São Paulo, reverendo Vagner Queiroz, enfatizou a vocação da organização para unir diferentes tradições cristãs em torno da Bíblia. “Celebrar o Dia da Bíblia é recordar que Deus nos deu Sua Palavra como direção de vida. A SBB tem a graça de reunir todos ao seu redor.”

Participaram também o diretor-presidente da SBB, reverendo Erní Seibert — que recebeu a homenagem —, além de lideranças regionais e representantes dos setores de ação social, comunicação e promoção institucional da entidade. A homenagem na Câmara reafirmou a missão da Sociedade Bíblica do Brasil: tornar a Bíblia disponível a todas as pessoas, por meio de traduções, publicações e projetos sociais que promovem inclusão, educação e cidadania.

A solenidade contou ainda com a participação do Coral da SBB, formado por pessoas com deficiência visual. O grupo apresentou cânticos e realizou uma leitura em braile, evidenciando o compromisso da entidade com a acessibilidade por meio do Programa Acolher a Pessoa com Deficiência Visual.

O Dia da Bíblia reforça, em todo o país, a relevância das Escrituras para a vida pessoal e para o tecido social. A SBB organiza, ao longo do mês, uma série de atividades comemorativas, voltadas à distribuição e ao acesso ampliado ao texto bíblico. Para participar da programação, acesse o site

Fonte: Comunhão

Franklin Graham teve visto negado pela Índia antes de sua cruzada? Saiba a verdade

Franklin Graham | Cortesia da BGEA
Franklin Graham | Cortesia da BGEA

O reverendo Franklin Graham foi recentemente impedido de participar de um evento de avivamento cristão na Índia devido a um problema com o visto, o que levou alguns a alegarem que houve irregularidades.

Circularam notícias na semana passada afirmando que Graham, de 73 anos, foi impedido de discursar em um evento em Nagaland no final do mês passado para comemorar o aniversário de uma cruzada realizada por seu pai, o falecido Reverendo Billy Graham, na região 53 anos antes. O jornal Times of India noticiou que o visto de Graham foi negado, o que levou um líder local a enviar cartas a autoridades federais expressando seu descontentamento com a situação.

Um porta-voz da Associação Evangelística Billy Graham esclareceu a situação em um comunicado enviado ao The Christian Post na terça-feira.

“Os vistos para o Reverendo Franklin Graham e nossa equipe foram aprovados pelo Governo da Índia, Ministério do Interior, Divisão de Estrangeiros; no entanto, a aprovação ocorreu após a data de partida necessária para que o Sr. Graham chegasse a tempo para o evento Nagaland United: Um Encontro de Fé, Esperança e Avivamento e para o Festival Hornbill”, dizia o comunicado.

“O Sr. Franklin Graham agradece à Associação de Pastores Batistas de Kohima e ao Ministro-Chefe de Nagaland, Dr. Niephiu Rio, pelo convite para visitar Nagaland, assim como seu pai, Billy Graham, fez em 1972. Também trabalhamos em estreita colaboração com a Embaixada da Índia em Washington, DC, e somos gratos pela assistência prestada.”

O evento, realizado na capital do estado, Kohima, foi uma colaboração entre a Associação de Pastores Batistas de Kohima, o Conselho da Igreja Batista de Nagaland e o Fórum Cristão Conjunto de Nagaland. Robert Cunville, evangelista associado da Associação Evangelística Billy Graham e amigo e parceiro ministerial de longa data na Índia, pregou o Evangelho no lugar de Graham, segundo o porta-voz da BGEA.

Após Graham não poder comparecer ao evento, o presidente do Comitê do Congresso de Mizoram Pradesh, Lal Thanzara, escreveu uma carta ao primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, expressando sua “extrema decepção”, observa o Times of India.

O deputado Adrian Smith, republicano do Nebraska e presidente da Subcomissão de Comércio da Comissão de Orçamento e Finanças da Câmara dos Representantes, também divulgou uma declaração denunciando o problema do visto de Graham.

“A decisão do governo federal da Índia de negar o visto ao Reverendo Graham é uma afronta preocupante aos cristãos indianos e às proteções da Constituição indiana à liberdade religiosa”, afirmou Smith.

“O tratamento discriminatório dado ao Reverendo Graham, proibindo-o de visitar uma região onde foi convidado e onde se esperava que fosse calorosamente recebido por milhares de pessoas que compartilham sua fé, não está em consonância com as promessas do Primeiro-Ministro Modi de trabalhar para melhorar as relações com os Estados Unidos, nem com suas promessas de proteger as minorias religiosas.”

Smith afirmou que a Samaritan’s Purse, uma organização beneficente evangélica internacional liderada por Graham, vem fornecendo diversos tipos de ajuda à Índia há mais de 40 anos.

Em 1972, o reverendo Billy Graham realizou um evento de cruzada no Khuochiezie Local Ground em Kohima, ao qual o ministro-chefe de Nagaland, Neiphiu Rio, se referiu em um discurso.

“Muitos em nosso estado ainda guardam com carinho a memória daquela cruzada”, disse Rio no evento, conforme citado pelo The Nagaland Tribune. “Ela semeou sementes de fé, despertar e renovação espiritual que continuam a dar frutos até hoje.”

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Relatório revela ‘ódio normalizado’ contra cristãos na Turquia

Bandeira da Turquia em uma igreja (Foto: Canva Pro)
Bandeira da Turquia em uma igreja (Foto: Canva Pro)

Um grupo de direitos humanos destacou a violência contra cristãos cometida pela Turquia em um relatório divulgado durante a visita do Papa Leão IV para comemorar o 1700º aniversário do Primeiro Concílio de Niceia.

O Centro Europeu de Direito e Justiça (ECLJ) destacou a ironia de as autoridades turcas terem recebido o papa entre 27 e 30 de novembro, enquanto o relatório do ECLJ documentava o “ódio normalizado” contra os cristãos no país.

“A violência direta contra os cristãos continua sendo uma realidade na Turquia, marcada por ataques armados, agressões direcionadas e ameaças explícitas”, afirma o relatório de 52 páginas intitulado “A Perseguição aos Cristãos na Turquia”.

A violência recente inclui o ataque à igreja na véspera de Ano Novo do ano passado em Istambul. Um atirador abriu fogo contra as instalações da Igreja Protestante Kurtuluş, no distrito de Çekmeköy, em Istambul.

“Não permitiremos que vocês façam lavagem cerebral em nossos jovens muçulmanos!”, teria gritado o agressor. “Vocês, infiéis, serão derrotados e lançados no inferno!”

Em um incidente ocorrido em 28 de janeiro de 2024, dois homens armados e mascarados do Estado Islâmico (EI) abriram fogo contra a Igreja Católica Romana de Santa Maria, em Istambul, durante a missa de domingo, matando um visitante. A vítima foi identificada como Tuncer Cihan, de 52 anos, um cidadão turco com deficiência intelectual e sem qualquer ligação com a política.

“O ataque de janeiro de 2024 à Igreja de Santa Maria, os repetidos ataques à Igreja Protestante de Çekmeköy e o assassinato de membros da comunidade siríaca ilustram um clima preocupante de insegurança”, afirmou o relatório. “Pastores foram agredidos fisicamente em seus locais de culto, enquanto pichações hostis atingem igrejas regularmente. Esses incidentes raramente são reconhecidos como crimes de ódio, reforçando a sensação de vulnerabilidade das comunidades cristãs.”

Outras preocupações incluíam o discurso de ódio generalizado contra os cristãos, em contraste com a associação do Islã à identidade turca no sistema escolar turco.

De acordo com o relatório, os cristãos que se converteram do islamismo estão particularmente expostos à violência dentro de suas próprias famílias.

As autoridades turcas continuam a negar oficialmente o genocídio armênio de 1915, que é reconhecido pelo Parlamento Europeu, pela França e pelos Estados Unidos, afirmou o comunicado.

Ao explicar o contexto histórico e jurídico da marginalização dos cristãos turcos ao longo do último século, o relatório afirmou que as condições se deterioraram de forma constante.

“Uma política deliberada e multifacetada de eliminação – executada por meio de violência, deslocamento forçado, exclusão legal e repressão institucional – é o resultado do dramático colapso demográfico da população cristã da Turquia ao longo do último século”, afirmou o relatório.

O relatório afirma que o número de cristãos na Turquia diminuiu de 20% da população no início do século XX para apenas 0,3% atualmente, ou seja, 257 mil cristãos.

“Comunidades que outrora foram parte integrante do tecido cultural, religioso e histórico da Anatólia foram reduzidas a um frágil remanescente”, afirmou o relatório. “Seu desaparecimento não é produto de um único evento, mas o resultado cumulativo de legislação restritiva, obstrução administrativa, confisco de propriedades, negação de personalidade jurídica e – mais recentemente – expulsões arbitrárias de clérigos, missionários e convertidos.”

A ECLJ afirmou que o islamismo sunita ofusca o cristianismo na Turquia como o “principal marcador” da identidade nacional, uma “interpretação restrita” do Estado moderno que o Tratado de Lausanne estabeleceu em 24 de julho de 1923.

“Hoje, o cristianismo na Turquia sobrevive em um ambiente jurídico e político moldado por uma interpretação restritiva do Tratado de Lausanne, um modelo de supervisão estatal sobre a vida religiosa e uma narrativa nacional que apresenta o islamismo sunita como o principal marcador da identidade turca”, afirmou o documento. “Essa estrutura continua a marginalizar todas as comunidades cristãs – sejam elas reconhecidas pelo Tratado de Lausanne ou não – negando-lhes as condições institucionais, demográficas e jurídicas necessárias para a sua continuidade.”

A Turquia ocupa o 45º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2025, da Portas Abertas, que classifica os países onde é mais difícil ser cristão.

A ECLJ destacou suas preocupações com a Turquia na Conferência da Dimensão Humana de Varsóvia, em 16 de outubro, organizada pela Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). Thibault van den Bossche, responsável pela área de advocacia da ECLJ, fez uma declaração oral abrangente, afirmando que os cristãos de todas as denominações “vivem em um clima hostil” no país.

“As narrativas políticas, midiáticas e sociais frequentemente retratam os cristãos como estrangeiros, suspeitos ou desestabilizadores – em suma, como uma ameaça à segurança nacional”, disse Van den Bossche. “Essa retórica alimenta a violência direta, incluindo ataques a igrejas e cemitérios, e a intimidação de clérigos e fiéis.”

Van den Bossche acrescentou que os protestantes e os cristãos convertidos do islamismo formam um “grupo especialmente vulnerável e rigorosamente monitorado”.

Ele afirmou que 132 cristãos estrangeiros sofreram proibições de entrada entre 2019 e 2024, afetando 303 pessoas, incluindo cônjuges e filhos. Ele também mencionou o impacto contínuo do genocídio armênio.

“A negação do genocídio armênio continua a moldar o discurso público e a estigmatizar as antigas comunidades cristãs”, disse Van den Bossche.

A ECLJ instou a Turquia a reconhecer a personalidade jurídica das comunidades e associações cristãs e a proteger seus direitos de propriedade. Um exemplo recente de discriminação anticristã em relação à propriedade é a recusa das autoridades do distrito de Üsküdar, em Istambul, em registrar a matrícula do terreno da histórica Fundação do Hospital Armênio de São Salvador.

A organização de direitos humanos também pediu que a Turquia garanta eleições livres e regulares para os conselhos de administração de fundações cristãs e implemente integralmente as decisões do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

Folha Gospel com informações de Christian Daily

Maioria dos cristãos acredita que praticar o bem é suficiente para chegar ao céu, revela pesquisa

Bíblia com pessoas de mãos dadas ao redor (Foto: Canva Pro)
Bíblia com pessoas de mãos dadas ao redor (Foto: Canva Pro)

Uma nova pesquisa revela que a maioria dos cristãos autodeclarados acredita que fazer “boas ações” pelos outros é suficiente para garantir um lugar no Céu, o que um importante pesquisador lamenta ser o exemplo mais recente da ampla adoção de “crenças antibíblicas” entre os cristãos americanos.

Um relatório recente divulgado pelo Centro de Pesquisa Cultural da Universidade Cristã do Arizona, que examina a visão dos americanos sobre a vida após a morte, constitui a mais recente edição do Inventário de Visão de Mundo Americana 2025, uma pesquisa com 2.000 adultos americanos realizada em março.

De modo geral, a maioria de todos os subgrupos cristãos acredita que cada pessoa será julgada pessoalmente por Deus, sendo que 95% dos cristãos renascidos com base em critérios teológicos, 86% dos pentecostais, 84% dos evangélicos, 84% dos cristãos independentes e não denominacionais, 83% dos protestantes, 82% dos protestantes tradicionais, 78% dos que se identificam como cristãos e 74% dos católicos compartilham dessa crença.

A maioria (53%) dos que se identificam como cristãos concorda que “Uma pessoa que é geralmente boa, ou que faz o bem o suficiente para os outros, conquistará um lugar no Céu”. A maioria dos católicos (73%) acredita que fazer “boas ações” é suficiente para garantir um lugar no Céu. Menos da metade dos evangélicos (43%), protestantes tradicionais (43%), cristãos renascidos com base em critérios teológicos (42%), protestantes (41%), pentecostais (41%) e cristãos que frequentam igrejas independentes e não denominacionais (35%) disseram o mesmo.

Embora mais da metade dos católicos (54%) acredite que “Existem muitos caminhos para a salvação eterna; você pode escolher o que preferir”, menos da metade dos que se identificam como cristãos (41%), evangélicos (37%), protestantes tradicionais (35%), pentecostais (34%), protestantes (34%), cristãos que frequentam igrejas independentes e não denominacionais (31%) e cristãos renascidos com base em critérios teológicos (27%) compartilham dessa opinião.

“Ainda existe um nível alarmante de incompreensão entre os cristãos a respeito do pecado, do arrependimento, do perdão e da salvação”, afirmou George Barna, diretor de pesquisa da CRC, em reação à pesquisa.

“Milhões de pessoas que frequentam regularmente igrejas cristãs acreditam que a salvação eterna não depende do sacrifício de Cristo por causa dos nossos pecados”, acrescentou. “Elas não entendem esse princípio fundamental da crença cristã.”

Em vez disso, temos uma maioria de pessoas que se autodenominam cristãs protegendo sua salvação eterna ao integrar múltiplos meios de salvação em seu plano de segurança pessoal.

Quando questionados se concordavam que “Admitir que você pecou é tudo o que você precisa fazer para se arrepender”, menos da metade dos membros de todos os subgrupos cristãos respondeu afirmativamente. No entanto, a parcela de cristãos que considerava simplesmente admitir o pecado como o único pré-requisito para o arrependimento não é insignificante.

Quase metade (48%) dos evangélicos e pentecostais, 44% dos católicos, 40% dos que se identificam como cristãos, 39% dos protestantes, 38% dos cristãos renascidos com base em uma teologia específica, 37% dos cristãos independentes e não denominacionais e 36% dos protestantes tradicionais afirmaram que a mera admissão do pecado constitui arrependimento.

Barna lamentou que “dezenas de milhões de pessoas que frequentam igrejas cristãs todas as semanas e que se consideram seguidoras de Cristo e eternamente seguras, parecem não entender que o arrependimento é necessário para a salvação e que o arrependimento exige uma mudança de comportamento”.

Ele enfatizou que “o arrependimento não é meramente tristeza por más ações”, mas “deve incluir um esforço determinado para mudar tanto a mentalidade quanto as ações, a fim de evitar cometer os mesmos pecados no futuro”.

“Simplesmente pedir desculpas a Deus, ou fazer uma oração pedindo perdão, sem um esforço real para mudar o estilo de vida, não está de acordo com o ensinamento bíblico sobre perdão e graça”, insistiu ele.

Barna concluiu: “A presença de crenças não bíblicas na mente da maioria dos americanos com inclinação cristã nos lembra que a maioria das pessoas são colecionadoras de informações em vez de seguidores de Cristo biblicamente consistentes. Os americanos estão mais determinados a se sentirem confortáveis ​​do que a estarem biblicamente corretos. Essa preferência produzirá profundos efeitos eternos para cada um de nós.”

As conclusões do relatório AWI 2025 são semelhantes às da pesquisa American Worldview Inventory 2020, divulgada pela CRC em 2020, que constatou que 52% das pessoas que se descrevem como cristãs aceitam uma abordagem “orientada para as obras” como meio de alcançar a aceitação de Deus.

O estudo de 2020 também descobriu que “grandes proporções de pessoas” ligadas a igrejas que afirmam que a salvação só vem ao aceitar Jesus Cristo como Salvador, “acreditam que uma pessoa pode se qualificar para o Céu sendo ou fazendo o bem”, incluindo 70% dos católicos, 46% dos pentecostais, 44% dos protestantes tradicionais e 41% dos evangélicos.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Fiéis doam mais dinheiro e alimentos no Natal para ajudar os necessitados, indica estudo

Cristãos praticantes doam mais do que os não cristãos( Foto: Bíblia ao lado de moedas/Canva)
Cristãos praticantes doam mais do que os não cristãos( Foto: Bíblia ao lado de moedas/Canva)

O Natal sempre foi uma época de generosidade e, para os protestantes praticantes, isso geralmente se traduz em doar mais dinheiro e alimentos para ajudar os necessitados, como mostra um novo estudo publicado pela Lifeway Research .

O estudo, baseado em uma pesquisa online com um painel nacional pré-selecionado de 1.200 frequentadores de igrejas protestantes americanas, foi conduzido de 2 a 7 de setembro, com uma margem de erro de mais ou menos 3,2 pontos percentuais e um nível de confiança de 95%. Ele reflete um perfil diversificado de como os frequentadores de igrejas protestantes contribuem financeiramente, com base em fatores como raça, sexo, nível de escolaridade, afiliação denominacional, tamanho da igreja e localização geográfica.

Mais de quatro em cada cinco frequentadores de igrejas protestantes disseram que fazem mais doações financeiras durante o Natal, enquanto 75% afirmaram que costumam doar itens novos para ajudar outras pessoas. O item mais doado no último Natal foi alimento para um banco de alimentos.

“Muitos americanos tradicionalmente dão presentes uns aos outros no Natal, então nos perguntamos se eles também fazem doações para instituições de caridade nesta época”, disse Scott McConnell, diretor executivo da Lifeway Research, em um comunicado enviado ao The Christian Post. “Não faltam oportunidades e inúmeros pedidos de doações no Natal, e a maioria dos frequentadores de igrejas faz doações nesta época do ano.”

Constatou-se que os evangélicos eram mais propensos do que os não evangélicos a contribuir financeiramente para os esforços de suas igrejas em auxílio aos necessitados, numa proporção de 52% a 45%. Os protestantes batistas também eram mais propensos a doar para os esforços de suas igrejas em auxílio aos necessitados do que os metodistas ou luteranos.

Em geral, quase metade dos frequentadores da igreja (49%) relatou contribuir com os esforços da igreja para ajudar os necessitados. Cerca de 37% relataram ter doado mais para a oferta missionária de sua igreja, enquanto 29% doaram diretamente para uma pessoa necessitada. Pouco mais de um quarto, 26%, disse ter doado um pouco mais de dinheiro para o fundo geral de sua igreja.

Uma minoria de frequentadores de igrejas protestantes, 13%, afirmou não ter feito doações extras durante o período natalino.

“Como quase todos os frequentadores de igrejas protestantes comparecem aos cultos na época do Natal , não é surpreendente que sejam os que mais participam das oportunidades de doação financeira em suas igrejas”, disse McConnell. “E, nesse espírito de generosidade, as doações que ajudam a igreja a ajudar outras pessoas são muito mais populares do que aquelas que beneficiam o funcionamento da própria igreja.”

Embora apenas 14% dos frequentadores de igrejas protestantes tenham feito contribuições financeiras adicionais para a campanha de capital ou construção de sua igreja, o estudo descobriu que homens, afro-americanos, protestantes do Centro-Oeste, pessoas com pós-graduação, presbiterianos e aqueles que frequentam igrejas com frequência entre 100 e 249 pessoas são mais propensos a doar para o fundo de construção.

Embora oferecer um presente físico seja visto como menos eficiente do que fazer uma doação em dinheiro, McConnell sugeriu que os doadores que contribuem com itens para uma causa neste Natal tendem a se sentir mais comprometidos com o que doam.

“Doar itens para causas beneficentes no Natal pode não ser tão eficiente quanto doações em dinheiro, mas é uma maneira divertida de as pessoas se envolverem com a causa”, disse ele.

“Os doadores investem tempo e dinheiro na compra de itens, então é provável que reflitam por mais tempo sobre aqueles que estão ajudando. Eles também costumam ser recompensados ​​ao verem as doações coletivas de todos, o que confirma que fizeram parte de algo maior do que sua própria contribuição.”

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Austrália é a primeira nação a proibir menores de usar redes sociais; teólogo critica

Adolescentes usando seus celulares (Foto: Folha Gospel/Canva)
Adolescentes usando seus celulares (Foto: Folha Gospel/Canva)

A Austrália tornou-se o primeiro país a proibir que crianças menores de 16 anos usem as redes sociais, ordenando que as principais plataformas, como TikTok, YouTube, Instagram e Facebook, bloqueiem o acesso a partir da meia-noite de quarta-feira.

Dez grandes plataformas foram instruídas a aplicar a restrição de idade ou enfrentarão multas de até A$ 49,5 milhões (US$ 33 milhões). As novas regras geraram objeções de diversas empresas de tecnologia e defensores da liberdade de expressão, mas muitos pais e grupos de proteção à infância acolheram bem a medida.

A medida está atraindo atenção global, à medida que governos buscam novas maneiras de lidar com as crescentes preocupações sobre como as mídias sociais afetam a saúde mental e a segurança dos jovens. Alguns países estariam considerando leis próprias baseadas na abordagem australiana.

Em uma mensagem de vídeo que, segundo a Sky News Austrália, será exibida nas escolas, o primeiro-ministro Anthony Albanese incentivou as crianças a aproveitarem as próximas férias para se desconectarem das telas. “Em vez de passar o tempo rolando a tela do celular, comecem um novo esporte, aprendam a tocar um instrumento ou leiam aquele livro que está parado na estante há tempos”, disse ele. “E, principalmente, passem tempo de qualidade com seus amigos e familiares, pessoalmente.”

A decisão encerra um ano de debates sobre se um governo poderia efetivamente impedir que menores de idade acessem plataformas que muitos consideram parte integrante da vida moderna. Ela também representa um teste em larga escala para legisladores de outros países que têm buscado respostas mais rigorosas do setor de tecnologia em relação à segurança infantil.

Michelle Pearse, CEO da Australian Christian Lobby, saudou a decisão, chamando-a de “um passo significativo em frente na proteção de crianças online”.

“Essa medida aborda preocupações bem documentadas sobre a vulnerabilidade das crianças nessas plataformas, incluindo a exposição a predadores, conteúdo pornográfico e outros conteúdos prejudiciais, e o risco elevado de problemas de saúde mental associados ao uso das redes sociais”, disse ela.

Das plataformas afetadas, todas, exceto a X de Elon Musk, afirmaram que planejam cumprir as exigências, utilizando ferramentas de verificação de idade, como tecnologia de inferência de idade, selfies de usuários, documentos de identidade ou contas bancárias vinculadas. Musk argumentou publicamente que a medida “parece uma forma indireta de controlar o acesso à internet de todos os australianos”. Um recurso na Suprema Corte, apoiado por um parlamentar libertário, está pendente.

Empresas de tecnologia afirmam que a regra não afetará significativamente a receita publicitária — crianças menores de 16 anos representam apenas uma pequena parcela —, mas alertam que ela interrompe o fluxo de futuros usuários. O governo informou que 86% dos australianos entre 8 e 15 anos usavam redes sociais pouco antes da entrada em vigor da proibição.

O governo afirmou que a lista de plataformas restritas será atualizada à medida que novos serviços surgirem e os padrões de uso mudarem.

Teólogo critica proibição

O Dr. Robin Barfield, professor de teologia prática no Oak Hill College, disse ao Premier Christian News que a medida levanta “questões profundas sobre o livre-arbítrio” dos jovens cristãos.

Barfield afirmou que a proibição parece ter sido introduzida porque “as empresas de tecnologia não estavam fazendo o suficiente para proteger os jovens online”, mas alertou que os governos corriam o risco de se concentrarem apenas nos perigos.

Ele acrescentou que as crianças foram “feitas à imagem de Deus” e que suas opiniões devem ser ouvidas, observando que jovens australianos entrevistados por outros meios de comunicação já haviam expressado opiniões diversas.

“Alguns diziam: ‘Na verdade, isso é bastante ofensivo. Vocês não confiam em nós nisso’”, disse ele.

Barfield alertou que remover completamente os adolescentes das redes sociais pode ser contraproducente. “Se um jovem chega aos 16 anos sem nunca ter usado redes sociais… começar a usá-las de repente seria ainda mais perigoso.”

Ele acrescentou que muitos menores de 16 anos provavelmente encontrariam maneiras de contornar as restrições porque “eles são melhores em tecnologia do que nós, os mais velhos”.

Barfield afirmou que os cristãos precisam de uma visão mais equilibrada da vida digital. “Deus criou a tecnologia como uma bênção e uma maldição… Vemos conectividade e criatividade, mas também vemos malefícios”, disse ele.

Ele argumentou que retirar os jovens crentes dos espaços online por completo implica que “você não pode ser cristão lá”.

Ele exortou igrejas e pais a ajudarem os adolescentes a navegar nas redes sociais de forma consciente, dizendo: “Precisamos considerar os jovens como indivíduos… e encontrar um caminho saudável para que eles possam ser cristãos praticantes na internet.”

Tama Leaver, professora de estudos da internet na Universidade Curtin, disse à Reuters que “Governos de todo o mundo estão observando como o poder das grandes empresas de tecnologia foi enfrentado com sucesso. A proibição das redes sociais na Austrália… é um sinal claro do que está por vir.”

Folha Gospel com informações de Christian Daily e Premier Christian News

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