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Empresa condenada a indenizar trabalhadora por assédio moral decorrente de intolerância religiosa

Martelo da Justiça (Foto: Canva Pro)
Martelo da Justiça (Foto: Canva Pro)

A intolerância religiosa no ambiente de trabalho é uma ilegalidade que pode caracterizar discriminação e assédio moral, com o dever de indenizar atribuído ao empregador. Na região do Triângulo Mineiro, uma trabalhadora ganhou o direito de receber uma indenização por dano moral, no valor de R$ 10 mil, após alegar em ação trabalhista ter sofrido discriminação no local de trabalho pela crença em uma religião com características afro-brasileiras.

Segundo a profissional, o chefe fazia constantemente piadas de mau gosto, criando um clima de humilhação, “no qual todos ficam incapacitados de se expressar”. Contou que ele zombava da religião dela, dizendo frases como: “você está parecendo uma pomba-gira”, “com este batom vermelho, está parecendo uma entidade”.

Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a versão da trabalhadora. Uma delas relatou que esse coordenador fazia muitas piadas ofensivas, algumas de cunho religioso, como: “chuta que é macumba”; “pomba-gira é coisa do demônio”. E ainda sobre as vestimentas brancas da depoente na sexta-feira, perguntando se ela havia ido ao trabalho vestida de enfermeira ou de “macumbeira”. “Ele chegou a falar que macumba é falta de Deus e que a depoente precisava encontrar Jesus”.

Ao decidir o caso, o juízo da 3ª Vara do Trabalho de Uberlândia negou o pedido da trabalhadora. Ela recorreu então da decisão, pedindo a reforma da sentença para que a empregadora, que pertence a uma das principais redes varejistas do Brasil, fosse condenada ao pagamento de indenização por danos morais.

Para a desembargadora relatora da 1ª Turma do TRT3 (MG), Adriana Goulart de Sena Orsini, os depoimentos das testemunhas não deixaram dúvida acerca do comportamento inadequado do gestor da empregadora. “Ficou evidenciado que a parte reclamante sofreu humilhações e constrangimentos efetivos em razão da crença religiosa, provocando desconforto capaz de gerar um dano moral passível de ressarcimento”, pontuou.

Responsabilização da ré

No entendimento da relatora, a ausência de denúncia da trabalhadora, nos canais oficiais da reclamada sobre o tratamento humilhante, não exime a ré de se responsabilizar pela conduta inadequada dos gestores. “O receio de retaliação e perda de emprego por parte da pessoa obreira são verdadeiros obstáculos para a denúncia das condutas de assédio”.

Segundo a magistrada, o tratamento abusivo dispensado pelo empregador torna o ambiente de trabalho inapto para propiciar o desenvolvimento das atividades laborais de modo saudável.

“É papel do gestor empresarial estimular um ambiente de trabalho pautado pela saúde laboral, pelo bem-estar, pela harmonia e pela cidadania. Se não o faz, ainda que por omissão, incorre em culpa grave, devendo reparar o dano, nos termos dos arts. 186 e 927 do Código Civil”.

Reconhecimento do dano moral

A desembargadora reconheceu a ocorrência de afronta ao patrimônio moral da ex-empregada, diante do constrangimento que lhe foi imposto, restando configurados, portanto, a culpa patronal, o dano e o nexo de causalidade, para o fim indenizatório pretendido. “Compreensível o dano moral sofrido pela parte autora, porquanto flagrante o ato ilícito, a culpa e o dano causado, ensejando indenização, nos termos dos artigos. 186, 187 e 927 do Código Civil”.

Quanto ao arbitramento da indenização, a magistrada ressaltou que esse deve ser equitativo e atender ao caráter compensatório, pedagógico e preventivo, que faz parte da indenização ocorrida em face de danos morais. Segundo ela, o objetivo é punir o infrator e compensar a vítima pelo sofrimento que lhe foi causado, atendendo, dessa forma, à sua dupla finalidade: a justa indenização do ofendido e o caráter pedagógico em relação ao ofensor.

“Não se admite que a indenização seja fixada em valor tão elevado que importe enriquecimento sem causa, nem tão ínfimo que não seja capaz de diminuir a dor da trabalhadora, sendo inservível para o caráter pedagógico, intimidando a parte ré na prevenção de novas condutas similares”, concluiu a relatora para determinar o pagamento de indenização de R$ 10 mil.

Fonte: OAB – RS

Malásia, de maioria muçulmana, recebe versões da Bíblia na língua oficial do país

Mão segurando uma Bíblia aberta no alto de uma comunidade (Foto: Canva Pro)
Mão segurando uma Bíblia aberta no alto de uma comunidade (Foto: Canva Pro)

Em um marco histórico para a comunidade cristã da Malásia, duas novas edições da Bíblia em Bahasa Malaysia, a língua oficial do país, foram oficialmente lançadas em 21 de janeiro, em Kuching, Sarawak.

Publicadas pela Sociedade Bíblica da Malásia (BSM, sigla em inglês), em colaboração com a Association of Churches in Sarawak (ACS), as versões Alkitab Kudus Malaysia e Alkitab Berita Baik Edisi Studi representam um passo significativo no fortalecimento da vida espiritual dos cristãos malaios.

O lançamento coincidiu com a Semana de Oração pela Unidade Cristã, quando o Reverendo Datuk Danald Jute, Secretário Geral da ACS, destacou a importância dessas traduções.

“A beleza das traduções da Bíblia é que elas nos lembram que Deus fala e entende todas as línguas. O Bahasa Malaysia não é apenas nossa língua nacional, mas também uma língua sagrada por meio da qual Deus se comunica conosco”, destacou.

Conectando a fé através da linguagem

A publicação dessas Bíblias em Bahasa Malaysia reflete anos de dedicação e entendimento cultural. O Alkitab Kudus Malaysia, uma tradução formal, foi iniciado em 2011 para atender à crescente demanda por uma versão mais fiel aos textos originais da Bíblia.

Esse esforço teve como objetivo fornecer um recurso adequado para pregação, pesquisa acadêmica e um estudo teológico mais profundo.

“A jornada de 13 anos envolveu meticulosas considerações linguísticas, teológicas e culturais”, disse o Reverendo Mathew K. Punnoose, Secretário Geral da BSM.

“Esta Bíblia não é apenas uma tradução – é um presente para a Igreja da Malásia, permitindo um envolvimento mais profundo e preciso com as Escrituras para estudo, oração e adoração.”

Em contraste, o Alkitab Berita Baik Edisi Studi – uma tradução de equivalência dinâmica, enriquecida com comentários, referências cruzadas e notas explicativas – foi desenvolvido para atender leitores leigos e grupos de estudo bíblico.

O reverendo Datuk Ng Moon Hing, ex-bispo anglicano da Diocese da Malásia Ocidental, ressaltou o valor prático desta edição.

“Por anos, igrejas de língua bahasa malaia expressaram preocupações sobre a falta de materiais de estudo da Bíblia adaptados à sua língua e contexto cultural. Esta Bíblia de Estudo preenche esse vazio ao oferecer não apenas a Palavra de Deus, mas também ferramentas para entendê-la melhor.”

Significado histórico e cultural

O lançamento tem um significado especial em Sarawak, uma região com uma comunidade cristã vibrante na ilha de Bornéu, na Malásia.

A população cristã do país, que representa cerca de 9% dos 34 milhões de muçulmanos, tem enfrentado desafios linguísticos na prática de sua fé.

Na Malásia, o malaio – língua oficial do país, na qual a palavra para Deus é “Alá” – é a língua nacional. No entanto, o governo historicamente tem restringido o uso do termo “Alá” por não muçulmanos em materiais religiosos, alegando que isso poderia causar confusão entre os muçulmanos. Essa política gerou disputas legais e o confisco de milhares de Bíblias em língua malaia no passado.

Apesar desses desafios, os tribunais têm reconhecido cada vez mais os direitos dos cristãos de usar o malaio e sua terminologia associada em contextos religiosos.

A decisão do Tribunal Superior de Kuala Lumpur, em 2021, que afirmou o direito dos cristãos de usar “Alá” e outros termos derivados do árabe, foi um momento marcante para a liberdade religiosa na Malásia.

“Essas traduções são um testamento da resiliência e unidade da Igreja da Malásia”, disse o Secretário-Geral da ACS, Élder Ambrose Linang.

“Elas são uma pedra angular para fortalecer a fé dos cristãos que falam bahasa malaio e equipá-los para viver e compartilhar o Evangelho.”

Impacto na Igreja da Malásia

A introdução dessas Bíblias foi amplamente elogiada por líderes da igreja, tradutores e congregações. O evento contou com orações, louvor e adoração, e teve a presença de representantes de várias denominações cristãs, incluindo o arcebispo católico Simon Peter Poh Hoon Seng, de Kuching.

“Essas Bíblias são um lembrete do poder da Palavra de Deus para transformar vidas”, disse o Reverendo Bina Agong, Presidente da Borneo Evangelical Mission.

“Elas nos dão as ferramentas para nos aproximarmos de Deus e compartilhar Sua mensagem com os outros.”

Além das edições em Bahasa Malaysia, a Bible Society também revelou a Iban Study Bible (Trial Edition), desenvolvida especialmente para a comunidade Iban em Sarawak.

A versão final está prevista para ser lançada no próximo ano, representando mais um avanço em direção à inclusão no diversificado cenário cristão da Malásia.

A Sociedade Bíblica da Malásia, que comemora seu 40º aniversário, aproveitou a ocasião para destacar os desafios envolvidos na tradução das escrituras.

“Imagine dois tradutores trabalhando por sete anos em um único projeto, sem mencionar os custos de composição, impressão e distribuição”, disse o Reverendo Ng. “No entanto, tudo vale a pena porque a Bíblia contém a verdade, a luz e a vida de Deus.”

Um caminho a seguir

O lançamento das novas edições da Bíblia despertou a esperança de um renovado senso de fé e unidade entre os cristãos da Malásia. As traduções destacam a importância da inclusão linguística na adoração e reafirmam o direito da comunidade cristã de praticar sua fé em sua língua nativa.

“Por meio de traduções da Bíblia, fortalecemos nossa fé e respondemos ao chamado de Deus para crescermos juntos como Seu povo”, disse o Reverendo Jute.

“A língua da Malásia é a nossa língua, minha língua. Tenho o direito de usar essa língua, e ninguém tem o direito de me dizer o contrário.”

Com essas Bíblias agora disponíveis, os líderes da igreja encorajaram os fiéis a se aprofundarem mais nas Escrituras. À medida que a Igreja da Malásia avança, as traduções servem como um poderoso testemunho de seu compromisso com a fé, unidade e identidade cultural.

Aproximadamente 60% da população da Malásia é muçulmana, com o islamismo sendo a religião oficial.

O cristianismo é a terceira maior religião, com a maioria dos cristãos residindo na Malásia Oriental, onde Sarawak, o maior estado do país, possui uma maioria cristã (50,1%). As denominações cristãs incluem católicos (50%), protestantes (40%) e outros (10%).

Os principais grupos são católicos, anglicanos, batistas, luteranos, metodistas e igrejas independentes.

O cristianismo é protegido constitucionalmente, assim como o islamismo, hinduísmo e budismo, especialmente sob as leis de diversidade da Malásia Oriental.

Fonte: Guia-me com informações de La Croix International

Vídeo: Teto de igreja desaba durante culto e quase atinge pastor

Parte do forro de teto de igreja batista em SP desaba e quase atinge pastor. (Foto: Reprodução)
Parte do forro de teto de igreja batista em SP desaba e quase atinge pastor. (Foto: Reprodução)

Neste domingo (26), o forro do teto da Primeira Igreja Batista de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, desabou durante o culto, quase atingindo o pastor. O incidente aconteceu no templo situado na Rua Silva Jardim.

Em comunicado, a igreja explicou que o desabamento foi causado por uma infiltração no forro de gesso, decorrente do grande volume de chuvas. O local foi imediatamente evacuado após o ocorrido, e felizmente ninguém se feriu. “Estamos tomando as providências para realizar os reparos necessários”, informou a igreja.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e, como medida de segurança, o local foi isolado e a energia desligada. Na segunda-feira (27), a Defesa Civil enviou um engenheiro para fazer uma vistoria técnica e avaliar os danos estruturais. “A princípio, a estrutura não foi abalada, mas a avaliação detalhada do nosso engenheiro vai confirmar isso”, diz o coronel Ivair da Silva, diretor da Defesa Civil local.

De acordo com a Defesa Civil, a cidade foi atingida por rajadas de vento de até 46 km/h. Em apenas três horas, São José do Rio Preto registrou um acúmulo de 116 milímetros de chuva. O forte temporal causou alagamentos em avenidas, deixando motoristas presos em veículos ilhados.

A Defesa Civil emitiu um alerta de chuvas severas via SMS para todos os celulares na cidade, com base na geolocalização. O alerta recomendava: “Chuva forte persistirá em Rio Preto nas próximas horas. Risco alto para alagamentos e deslizamentos. Mantenha-se em local seguro”.

Fonte: Comunhão

Emerson Pinheiro fala sobre sua luta contra o câncer: “Continuo crendo na cura”

O pastor Emerson Pinheiro, marido da cantora Fernanda Brum (Foto: Divulgação)
O pastor Emerson Pinheiro, marido da cantora Fernanda Brum (Foto: Divulgação)

O pastor e músico gospel Emerson Pinheiro, esposo da cantora Fernanda Brum, surpreendeu seus seguidores ao revelar publicamente seu diagnóstico de Leucemia Linfocítica Crônica (LLC). Em um vídeo emocionante compartilhado em suas redes sociais, Emerson detalha sua jornada desde a descoberta da doença até a atual fase de tratamento e fé.

A revelação ocorreu após Fernanda Brum conceder uma entrevista exclusiva à Comunhão, na qual mencionou seu novo álbum “Milagres” e expressou sua esperança em um milagre.

A revelação de Emerson Pinheiro sobre seu diagnóstico de LLC gerou grande comoção entre seus fãs e a comunidade evangélica. O pastor, que já havia superado uma leucemia aguda na infância, demonstra uma fé inabalável diante deste novo desafio. Ele compartilhou um vídeo em suas redes sociais, após a repercussão do caso.

Em depoimento, Emerson relata como a doença foi descoberta durante exames de rotina e como o diagnóstico impactou sua vida. Ele descreve os sintomas, como cansaço extremo e suores noturnos, e a luta contra a depressão que enfrentou após receber a notícia.

“Gostaria de esclarecer uma notícia que foi publicada ontem pela Revista Comunhão e outros veículos de comunicação cristã sobre o diagnóstico que recebi”, inicia o pastor no vídeo.

“Em setembro de 2022, durante um exame de rotina, meu médico detectou uma alteração em meus linfócitos. Após refazer os exames e persistir a alteração, fui encaminhado a uma hematologista. Um exame específico, a imunofenotipagem, confirmou o diagnóstico de LLC”, completa.

Apesar dos desafios, Emerson mantém a esperança e a confiança em Deus. Ele busca acompanhamento médico no Hospital Albert Einstein e segue as orientações médicas, mas não abre mão da sua fé na cura divina. O pastor compartilha versículos bíblicos e testemunhos que o inspiram a continuar lutando.

Fonte: Comunhão

Alemanha registra mais de 200 crimes contra cristãos em 2024

Berlim, capital da Alemanha (Foto: Canva)
Berlim, capital da Alemanha (Foto: Canva)

Os crimes anticristãos na Alemanha aumentaram significativamente nos últimos dois anos, passando de 135 casos em 2022 para 277 em 2023 e 228 no ano passado.

Esse resultado consta em um relatório emitido pelo governo federal alemão, em resposta a um inquérito do grupo parlamentar da AfD, após a publicação de um artigo no jornal NIUS sobre o aumento dos ataques a igrejas na Alemanha, em novembro passado.

Entre outras questões, o partido AfD pediu informações sobre o número e os tipos de infrações criminais contra cristãos e suas instituições registradas pela polícia na Alemanha desde 2019.

O AfD (Alternativa para a Alemanha) é um partido político de direita, que ao longo dos anos se tornou conhecido por suas posições conservadoras e nacionalistas.

Crimes anticristãos

Em sua resposta, o governo federal incluiu apenas os delitos classificados como “politicamente motivados” pelo Departamento Federal de Polícia Criminal (BKA).

Os crimes direcionados contra cristãos e suas instituições são registrados sob o subtópico “anticristão” e o subitem “igreja”.

Os delitos contra instituições cristãs, como creches, são registrados sob o subitem “Instituições religiosas”, que também abrange instituições não cristãs.

De acordo com o NIUS, entre os 204 suspeitos dos ataques às igrejas desde 2019, estavam cinco iranianos, além de quatro sírios, afegãos e turcos. A maioria possui passaporte alemão, mas isso não revela informações sobre sua origem migratória.

O mesmo ocorre com os 485 suspeitos nos ataques aos cristãos desde 2017: a maioria possui passaporte alemão. Entre os que possuem passaporte estrangeiro, a maior parte são sírios (39), afegãos (23), iraquianos e iranianos (dez cada), conforme o NIUS.

96 delitos contra igrejas

Entre os 228 crimes anticristãos registrados de 1º de janeiro a 10 de dezembro de 2024, estão incluídos um homicídio, 14 lesões corporais, 52 casos de danos materiais, 22 casos de ameaças ou coerção, 57 delitos de propaganda, 29 casos de incitação contra cristãos e 53 crimes de natureza diversa.

As autoridades registraram 96 delitos na categoria “igreja”, sendo a maioria relacionada a danos à propriedade (47) e propaganda (22).

No mesmo período, ocorreram 21 ataques a mesquitas na Alemanha nos três primeiros trimestres de 2024.

Houve ainda 66 incidentes contra instituições religiosas, com destaque para danos materiais (31), delitos de propaganda (11), casos de incitação ao ódio (9) e perturbação da paz dos mortos (4).

Dos 56 suspeitos identificados por ataques a igrejas ou instituições religiosas, 50 eram cidadãos alemães.

Apesar de todos esses incidentes, quando questionado pela AfD sobre como avaliam a situação de segurança dos cristãos na Alemanha, o Ministério do Interior respondeu que “do ponto de vista do governo federal, não há uma ameaça crescente aos cristãos ou às instituições cristãs na Alemanha”.

Fonte: Guia-me com informações de Evangelical Focus

Cristãos enfrentam penas de prisão mais severas no Irã

Bandeira do Irã (Foto: Canva Pro)
Bandeira do Irã (Foto: Canva Pro)

Grupos cristãos alertaram que o Irã está reprimindo cristãos com sentenças de prisão mais severas.

Ele revela que a duração das penas de prisão aumentou seis vezes em 2024 em comparação a 2023, com 96 cristãos sendo condenados a um total de 263 anos.

Isso contrasta com 2023, quando 22 cristãos foram condenados a pouco mais de 43 anos de prisão.

O alerta vem em um novo relatório do grupo de direitos humanos Article 18 em colaboração com Portas Abertas, CSW e Middle East Concern.

“Cada prisão foi realizada por agentes de inteligência do IRGC, que buscavam acusá-los sob uma disposição do Artigo 500 alterado do Código Penal Islâmico, que prevê a punição máxima de até 10 anos de prisão em casos em que o indivíduo tenha recebido ‘ajuda financeira ou organizacional de fora do país'”, observa o relatório, intitulado ‘A ponta do iceberg’.

Ele também se baseia em dados de um lote vazado de mais de 3 milhões de arquivos de casos do judiciário iraniano entre 2008 e 2023, incluindo arquivos relacionados a mais de 300 cristãos.

As organizações cristãs dizem que a análise dos arquivos aponta para esforços crescentes para reprimir os cristãos.

Eles descobriram que o Irã trata a Bíblia como contrabando e evidência de um crime, e difama os cristãos como membros de uma “seita” que são uma ameaça à segurança nacional, levando a acusações por atividades religiosas comuns.

A análise revela ainda como os cristãos estão sendo criminalizados por sua fé e que aqueles que são interrogados pelas autoridades são frequentemente pressionados a renegar sua fé.

No ano passado, vários cristãos receberam longas sentenças relacionadas à prática de sua fé, incluindo cinco cristãos que foram condenados a 10 anos de prisão e outro que foi condenado a 15 anos.

O relatório diz: “O governo iraniano parece ter intensificado seus esforços para isolar e minar financeiramente a comunidade cristã como parte de uma estratégia mais ampla para suprimir seu crescimento e influência.

“Fazer doações financeiras, ofertas de caridade ou pagar dízimos para apoiar atividades da igreja são práticas comuns entre cristãos no mundo todo, mas tais atividades foram criminalizadas pelos Tribunais Revolucionários do Irã.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Trump perdoa manifestantes pró-vida presos por protestar em clínicas de aborto

Donald Trump, presidente eleito dos EUA em 2024 (Foto: Reprodução X/@realTrumpNewsX)
Donald Trump, presidente eleito dos EUA em 2024 (Foto: Reprodução X/@realTrumpNewsX)

O presidente dos EUA, Donald Trump, concedeu perdões completos e incondicionais a 23 ativistas pró-vida, que haviam sido processados pelo Departamento de Justiça sob a Lei de Liberdade de Acesso às Entradas de Clínicas (FACE), em razão de protestos pacíficos em frente a clínicas de aborto.

A assinatura da ordem executiva ocorreu nesta quinta-feira (23), um dia antes da Marcha Pela Vida. “É uma grande honra assinar este perdão”, afirmou Trump, ao criticar a legislação da administração Biden, que, segundo ele, tem como alvo específico “pessoas idosas”.

Segundo os advogados da Thomas More Society, uma organização defensora da vida e da liberdade religiosa, as condenações dos manifestantes foram “fatalmente falhas e claramente injustas”.

De acordo com uma petição apresentada pela organização, entre os presos estavam avós, pastores, um sobrevivente do Holocausto e um padre católico.

Steve Crampton, conselheiro sênior da Thomas More Society, declarou: “Esses heroicos defensores da vida, que se manifestaram pacificamente, foram tratados vergonhosamente pelo Departamento de Justiça de Biden, com muitos sendo marcados como criminosos e perdendo direitos fundamentais que consideramos garantidos como cidadãos americanos. Hoje, sua preciosa liberdade é restaurada.”

Alguns manifestantes foram poupados de penas de prisão, mas vários foram sentenciados a pelo menos dois anos em prisão federal, A pena mais longa dada a um desses manifestantes foi de quatro anos e nove meses, de acordo com a ACI Digital.

Marcha pela Vida

A Marcha Pela Vida aconteceu nesta sexta-feira (24), em Washington, D.C., e esperava-se reunir milhares de pessoas no evento, que tem como principal objetivo defender o direito à vida e aumentar a conscientização sobre as questões relacionadas ao aborto.

Desde sua primeira edição, em 1974, a marcha tem sido um marco para os defensores da vida, que se manifestam pacificamente contra a legalização do aborto e promovem uma visão que valoriza a vida humana desde a concepção.

Com a participação de grupos pró-vida de diversas origens, incluindo organizações religiosas, ativistas e cidadãos comuns, a marcha busca fortalecer a mensagem de que cada vida tem valor e merece ser protegida.

Fonte: Guia-me com informações de Life News e Daily Wire

Cristãos estão desaparecendo das terras bíblicas, diz pesquisadora

Igreja destruída com uma cruz em pé (Foto: IA do Canva)
Igreja destruída com uma cruz em pé (Foto: IA do Canva)

Os cristãos estão desaparecendo das terras bíblicas, nas últimas décadas, segundo uma pesquisadora do International Christian Concern (ICC), organização que monitora a perseguição no mundo.

Linda Burkle revelou que a população cristã nas regiões descritas na Bíblia, lugares onde o cristianismo nasceu e a Igreja foi estabelecida, estão diminuindo.

Hoje, Belém, a cidade em que Jesus nasceu em Israel, é controlada pelos palestinos e o número de cristãos caiu de cerca de 85% para cerca de 10%, de 1947 a 2017.

Segundo a pesquisadora, os seguidores de Jesus estão saindo da cidade em massa, devido à discriminação da população de maioria muçulmana e à falta de emprego.

Síria

Na Síria, país considerado o “berço do cristianismo” no primeiro século e onde aconteceu a conversão de Saulo na estrada para Damasco, a porcentagem de cristãos também caiu drasticamente.

“Historicamente, os cristãos constituíam uma porcentagem considerável da população, cerca de 12%. Em 2011, havia 1,5 milhão de cristãos na Síria. Devido à perseguição generalizada por terroristas islâmicos e à Guerra Civil Síria, o número de cristãos caiu para apenas 300 mil em 2022, menos de 2% da população”, afirmou Linda, em artigo no ICC.

Igrejas foram destruídas, confiscadas e convertidas em quarteis-generais militares no país. Atualmente, os cristãos sírios estão enfrentando um clima de incerteza após a queda do regime de Bashar al-Assad com a tomada do governo por extremistas islâmicos do Hayat Tahrir al-Sham (HTS), no início de dezembro de 2024.

Segundo a Missão Portas Abertas, os cristãos vivem uma mistura de otimismo cauteloso e ceticismo em relação ao futuro do país nas mãos dos rebeldes.

Turquia

A Turquia também foi uma região importante no início do cristianismo. Citada na Bíblia como Ásia Menor e um dos destino das viagens missionárias do apóstolo Paulo, hoje o país possui um governo islâmico e apenas 0,02% a 0,04% da população é cristã, entre 180.000 e 370.000 pessoas.

“O principal fator do encolhimento da presença cristã foi o genocídio realizado pelo Império Otomano: o genocídio armênio, o genocídio grego e o genocídio assírio seguidos pela emigração em massa no início dos anos 1900”, informou a pesquisadora Linda.

Hoje, com o risco de discriminação e perseguição por parte dos muçulmanos, muitos cristãos precisam manter sua fé em segredo na Turquia.

“Desde um golpe abortado em 2016, há uma campanha de propaganda anticristã orquestrada pelo governo, acompanhada por crescentes restrições à liberdade religiosa na Turquia”, destacou Linda.

Egito

O Egito, que foi evangelizado pelo apóstolo Marcos anos após a ressurreição e ascensão de Jesus, também foi berço das primeiras comunidades cristãs, que evoluíram para três denominações: a Igreja Ortodoxa Copta, a Igreja Ortodoxa Grega e a Igreja Católica Copta.

“Sob o domínio romano, os cristãos enfrentaram extrema perseguição por várias centenas de anos. Desde oséculo 7, o Egito está sob domínio muçulmano. Ao longo dos anos, os cristãos coptas sofreram vários graus de discriminação sob vários governos”, explicou a estudiosa.

Hoje, a população cristã no Egito é estimada em cerca de 10%. Para Linda, o exemplo desses três países mostra que a principal causa do desaparecimento dos cristãos em terras bíblicas é a perseguição islâmica.

“Outro fator das reduções é que, proporcionalmente, os muçulmanos tendem a ter famílias muito maiores do que os cristãos”, observou ela.

E a pesquisadora concluiu: “Dadas essas tendências, a Igreja global deve chamar a atenção e apoiar nossos irmãos e irmãs sob a opressão islâmica. Oramos diariamente por sua proteção, provisão e liberdade”.

Fonte: Guia-me com informações de International Christian Concern

Autoridades prendem e torturam sete cristãos no Sudão

Cristãos no Sudão
Cristãos no Sudão

Agentes de inteligência das Forças Armadas do Sudão (SAF) prenderam e torturaram pelo menos sete cristãos em Shendi, cerca de 150 quilômetros (93 milhas) a nordeste de Cartum, disseram fontes.

Os membros da Igreja de Cristo Sudanesa buscaram refúgio em áreas controladas pelas SAF dos combates militares em Cartum, mas ao chegarem em Shendi, estado do Rio Nilo, foram presos por agentes da Inteligência Militar (MI), de acordo com a União da Juventude Cristã Sudanesa.

Agentes do MI acusaram os cristãos de apoiar as Forças de Apoio Rápido (RSF) paramilitares rivais e de receber dinheiro roubado, com os cristãos negando ambas as alegações. O sindicato da juventude afirmou que as falsas acusações eram uma desculpa para prender os cristãos, e um advogado que acompanha o caso disse que as autoridades os torturaram para confessar.

O advogado cristão, Shinbago Mugaddam, disse que os sete jovens cristãos tiveram assistência jurídica negada, foram torturados e levados a um julgamento falso no mesmo dia de sua prisão.

“Eles foram presos pela inteligência do exército e foram submetidos a espancamentos e interrogatórios”, disse Mugaddam, seguindo o caso de outro país como refugiado da guerra, ao Morning Star News. “Um caso foi aberto contra eles onde o reclamante e as testemunhas da acusação eram todos membros das forças armadas. O tribunal não perguntou se eles precisavam de um advogado ou tinham testemunhas para negar este incidente, sabendo que eles foram espancados e forçados a confessar e fornecer evidências contra si mesmos.”

Os acusadores e a testemunha eram todos da Inteligência Militar e forçaram os cristãos a se declararem culpados contra sua vontade, disse ele.

“Esses jovens foram julgados sob o Artigo 174 do Código Penal Sudanês de 1994, relativo a roubo, em um julgamento sumário no Tribunal Shendi, estado do Rio Nilo, onde as condições para um julgamento justo não foram atendidas”, disse Mugaddam.

A Union of Sudanese Christian Youth condenou as prisões e pediu sua libertação imediata. Descrevendo as prisões como uma violação dos direitos humanos e religiosos no Sudão, o órgão instou todos os grupos de direitos, organizações regionais e internacionais a intervir e proteger aqueles que foram presos sem evidências.

“Nós, da União da Juventude Cristã Sudanesa, condenamos essas violações baseadas na religião, cor e etnia”, diz a declaração emitida na terça-feira (21 de janeiro).

Em 26 de outubro, cristãos foram presos pela Inteligência Militar em Shendi depois de fugir de áreas sob controle da RSF em Cartum.

Em maio, o governo militar do Sudão aprovou uma lei restaurando amplos poderes e imunidades aos agentes de inteligência que haviam sido retirados após a deposição do presidente Omar al-Bashir em abril de 2019. A Lei do Serviço Geral de Inteligência (GIS) (Emenda de 2024) autoriza agentes de inteligência a convocar e interrogar indivíduos, conduzir vigilância e buscas, deter suspeitos e apreender bens, de acordo com o Sudan War Monitor .

A emenda concedeu imunidade extensiva, protegendo agentes de processos criminais ou civis sem a aprovação do chefe do GIS. Em casos de pena de morte, deu ao diretor autoridade para formar um tribunal especial.

“Qualquer ato cometido por qualquer membro da agência de boa-fé durante ou por causa do desempenho de suas funções, ou do desempenho de qualquer dever imposto a ele, ou de qualquer ato emitido por ele sob qualquer autoridade autorizada ou concedida a ele sob esta lei, não será considerado um crime”, afirma o Artigo 52 da lei, de acordo com o Sudan War Monitor.

O Sudão foi classificado em 5º lugar entre os 50 países onde é mais difícil ser cristão na Lista Mundial da Perseguição de 2025 da Portas Abertas, abaixo da 8ª posição do ano anterior.

As condições no Sudão pioraram à medida que a guerra civil que eclodiu em abril de 2023 se intensificou. O Sudão registrou aumentos no número de cristãos mortos e abusados ​​sexualmente e casas e empresas cristãs atacadas, de acordo com o relatório da WWL.

“Cristãos de todas as origens estão presos no caos, incapazes de fugir. Igrejas são bombardeadas, saqueadas e ocupadas pelas partes em guerra”, afirmou o relatório.

Desde abril de 2023, militantes do grupo paramilitar RSF lutam contra as SAF, e cada força islâmica atacou cristãos deslocados sob acusações de apoiar os combatentes da outra.

O conflito entre a RSF e a SAF, que compartilhavam o governo militar no Sudão após um golpe em outubro de 2021, aterrorizou civis em Cartum e outros lugares, matando dezenas de milhares e deslocando mais de 12,36 milhões de pessoas dentro e fora das fronteiras do Sudão, de acordo com o Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUR).

O general Abdelfattah al-Burhan, das SAF, e seu então vice-presidente, o líder das RSF, Mohamed Hamdan Dagalo, estavam no poder quando os partidos civis concordaram, em março de 2023, com uma estrutura para restabelecer uma transição democrática no mês seguinte, mas divergências sobre a estrutura militar prejudicaram a aprovação final.

Burhan tentou colocar a RSF — uma organização paramilitar com raízes nas milícias Janjaweed que ajudaram o ex-líder Omar al-Bashir a reprimir os rebeldes — sob o controle do exército regular em dois anos, enquanto Dagolo aceitaria a integração em nada menos que 10 anos.

Ambos os líderes militares têm origens islâmicas enquanto tentam se apresentar à comunidade internacional como defensores da democracia e da liberdade religiosa.

Após dois anos de avanços na liberdade religiosa no Sudão após o fim da ditadura islâmica sob Bashir em 2019, o espectro da perseguição patrocinada pelo estado retornou com o golpe militar de 25 de outubro de 2021. Depois que Bashir foi deposto de 30 anos de poder em abril de 2019, o governo civil-militar de transição conseguiu desfazer algumas disposições da sharia (lei islâmica). Ele proibiu a rotulagem de qualquer grupo religioso como “infiel” e, assim, efetivamente rescindiu as leis de apostasia que tornavam o abandono do islamismo punível com a morte.

Com o golpe de 25 de outubro de 2021, os cristãos no Sudão temeram o retorno dos aspectos mais repressivos e severos da lei islâmica. Abdalla Hamdok, que liderou um governo de transição como primeiro-ministro a partir de setembro de 2019, foi detido em prisão domiciliar por quase um mês antes de ser libertado e reintegrado em um tênue acordo de compartilhamento de poder em novembro de 2021.

Hamdock enfrentou a tarefa de erradicar a corrupção de longa data e o “estado profundo” islâmico do regime de Bashir — o mesmo estado profundo que é suspeito de erradicar o governo de transição no golpe de 25 de outubro de 2021.

O Departamento de Estado dos EUA removeu o Sudão da lista de Países de Preocupação Particular (CPC) que se envolvem ou toleram “violações sistemáticas, contínuas e flagrantes da liberdade religiosa” em 2019 e o atualizou para uma lista de observação. O Sudão havia sido designado anteriormente como um CPC de 1999 a 2018.

Em dezembro de 2020, o Departamento de Estado removeu o Sudão de sua Lista de Vigilância Especial.

A população cristã do Sudão é estimada em 2 milhões, ou 4,5% da população total de mais de 43 milhões.

Folha Gospel com informações de Christian daily

Fernanda Brum diz que seu marido foi diagnosticado com leucemia

Fernanda Brum, ao lado do esposo, Emerson Pinheiro. (Foto: Reprodução)
Fernanda Brum, ao lado do esposo, Emerson Pinheiro. (Foto: Reprodução)

O pastor e músico Emerson Pinheiro, esposo da cantora gospel e pastora Fernanda Brum, foi diagnosticado com leucemia. A informação foi divulgada pela própria cantora durante entrevistas recentes sobre o lançamento de seu novo álbum, “Milagres”. Segundo ela, o diagnóstico representa um momento desafiador para a família, que tem buscado força na fé.

A cantora revelou que os últimos lançamentos, “Enquanto Dói” e “Lamparinas”, foram profundamente marcados por um período desafiador que a família enfrentou após o diagnóstico de leucemia de seu esposo e produtor musical, Emerson Pinheiro.

De acordo com Fernanda, o álbum “Milagres” foi inspirado nas experiências vividas recentemente pela família. Apesar de ser um tipo menos agressivo de leucemia, o tratamento de Emerson tem exigido resiliência e esperança.

“O novo álbum se chama ‘Milagres’ porque temos vivido um tempo muito difícil aqui em casa. Apesar de ser um tipo menos agressivo de leucemia, o diagnóstico do Emerson tem sido um grande desafio. Estamos esperando por um milagre”, afirmou Fernanda.

“O álbum inteiro foi inspirado no milagre e na adoração. É um álbum para orarmos, receber e experimentar milagres em diversas situações: no CTI, no hospital, em casa, na família. Tenho certeza de que será muito especial compartilhar esses momentos com vocês e viver os milagres de cada um”, completou a cantora.

Ao falar sobre a união da família para enfrentar os desafios do ministério, Fernanda destacou: “Não fazemos nenhum esforço para aparentar algo que não somos. Somos genuínos em nosso chamado ministerial, assim como nossos filhos, que também estão seguindo a vontade de Deus”.

Com mais de trinta anos de carreira, Fernanda Brum compartilhou os desafios e as vitórias dessa jornada. “Um dos maiores desafios foi me reinventar a cada geração. A música evolui e os gostos mudam, mas sempre busquei ser fiel à mensagem de Deus e me conectar com o público mais jovem”.

Confira abaixo a entrevista para a Revista Comunhão:

Fonte: Fuxico Gospel e Comunhão

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