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Pastores são pressionados por gangues na Colômbia

Cristãos na Colômbia (Foto: Reprodução)
Cristãos na Colômbia (Foto: Reprodução)

Buenaventura é o principal porto da Colômbia. Mas as vantagens que uma vez lhe fizeram um dos dez portos mais importantes da América Latina – como seu acesso ao Oceano Pacífico ou seu grande número de rios – agora são fatores que aumentam a presença de gangues criminosas que buscam o controle das rotas de tráfico de drogas e armas.

De acordo com a Defensoria Pública, há pelo menos 39 grupos armados no distrito colombiano. A violência se estende por toda região, conhecida como departamento do Valle del Cauca e é classificada como a 24ª cidade mais violenta do mundo. Apenas em abril deste ano, houve um ataque de carro-bomba a um batalhão do exército, um massacre de cinco pessoas e o assassinato de dois vereadores municipais.

As áreas urbanas e rurais de Buenaventura enfrentam lutas constantes entre as gangues, com assassinatos, extorsões, confrontos e deslocamentos constantes. “Temos a sensação de que as pessoas não querem sair porque têm medo de serem mortas. Não há lugar seguro”, disse Pedro*, um pastor da área.

O que isso significa para a igreja?

Em geral, a igreja está exposta a violência e restrições causadas pelo conflito. Isso complica o trabalho com os cristãos perseguidos. Moisés*, um pastor local explica: “Nossos líderes tomaram a decisão de reduzir o apoio aos pastores porque é muito arriscado enviar trabalhadores às zonas de conflito. Cuidar dos irmãos é complicado com esses grupos.”

Em algumas regiões, os cultos da igreja precisam ser realizados mais cedo ou mais rapidamente. Em algumas áreas, é muito difícil fazer vigílias e as atividades podem ser suspensas quando os grupos armados impõem bloqueios. As igrejas cristãs também estão sob constante cerco e vigilância, especialmente os líderes e membros que se envolvem em ministérios voltados para jovens.

De acordo com a Portas Abertas, entre 2023 e 2024 houve pelo menos 35 casos de perseguição na região, afetando 960 irmãos e irmãs em Cristo. Dez desses incidentes foram relatados apenas este ano, e seis deles foram de Buenaventura. Devido a isso, muitos cristãos deixaram a região, o que afeta as igrejas.

“Deus está aqui, mas humanamente nos sentimos sozinhos. É por isso que pedimos que continuem nos acompanhando e fortalecendo”, acrescenta o pastor Pedro. Juan, outro pastor local, acrescenta: “Orem para que Deus levante trabalhadores e envie recursos físicos e espirituais para este trabalho. Nosso objetivo é continuar a expandir o Reino”.

*Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

Bíblia é o livro mais marcante para brasileiros, mostra pesquisa

Mulher lendo a Bíblia (Foto: Canva Pro)
Mulher lendo a Bíblia (Foto: Canva Pro)

A 6º edição da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil” foi divulgada nessa terça (19) e mostrou que a Bíblia Sagrada alcançou o primeiro lugar entre os livros mais marcantes para os brasileiros. O relatório foi coordenado pelo Instituto Pró-Livro e realizado pelo Instituto IPEC que apresentou livros que exercem influência na cultura literária brasileira.

O relatório constatou a importância de contextos culturais e literários brasileiros que estimulam o interesse dos leitores. Um exemplo é o recorde mundial alcançado pela Sociedade Bíblica do Brasil, que no início de novembro comemorou a impressão de 200 milhões de exemplares bíblicos em um período de 29 anos.

Esses dados referentes ao ano de 2024 ressaltam a importância de programas e iniciativas que incentivem a leitura. Pesquisadores também se preocuparam com o levantamento que apontou que em um período de três meses, apenas 27% dos brasileiros leram um livro inteiro. E pela primeira vez, o número de não leitores superou os leitores.

A pesquisa também identificou três principais razões pelas quais as pessoas ainda buscam a leitura: gosto pessoal, distração e atualização cultural. Outro dado é que o prazer pela leitura está em 38% de crianças e jovens até 10 anos, mas esse percentual acaba diminuindo com a idade.

A “Retratos da Leitura” é considerada a pesquisa mais abrangente na tarefa de medir o comportamento do leitor brasileiro. Ela foi feita pelo Instituto Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria) e ouviu 5.504 entrevistados durante visitas domiciliares em 208 municípios entre 30 de abril e 31 de julho de 2024.

A pesquisa é uma iniciativa do Instituto Pró-Livro (IPL) e contou com parceria da Fundação Itaú e apoio da Associação Brasileira de Livros e Conteúdos Educacionais (Abrelivros), da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL).

Quais os livros mais marcantes?
Abaixo estãos as obras mais citadas pelos entrevistados. Alguns estão com link para comprar na Amazon:

  1. Bíblia
  2. O Pequeno Príncipe
  3. Turma da Mônica
  4. Harry Potter
  5. Diário de um Banana
  6. A Culpa é das Estrelas
  7. Sítio do Pica-Pau Amarelo
  8. A Cabana
  9. Crepúsculo
  10. Violetas na Janela
  11. O Menino Maluquinho
  12. Gibis/História em Quadrinhos
  13. Dom Casmurro
  14. Pai Rico, Pai Pobre
  15. 50 Tons de Cinza
  16. Capitães da Areia
  17. As Crônicas de Nárnia
  18. O Diário de Anne Frank
  19. Como Eu Era Antes de Você
  20. Vidas Secas
  21. Cinderela
  22. Os Três Porquinhos
  23. Iracema
  24. A Arte da Guerra
  25. O Grande Conflito
  26. O Alquimista
  27. Chapeuzinho Vermelho
  28. Meu Pé de Laranja Lima

Fonte: Comunhão e G1

Escola remove referências ao Natal para ser mais “inclusiva” na Inglaterra

Wherwell Primary School in Andover. (Foto: Captura de tela/Google Maps).
Wherwell Primary School in Andover. (Foto: Captura de tela/Google Maps).

Uma escola decidiu remover referências ao Natal de um teatro tradicional encenado para os alunos, para ser mais “inclusiva”, na Inglaterra.

Segundo o Daily Mail, a decisão da Wherwell Primary School em Andover, no condado de Hampshire, provocou críticas de vários pais.

Em uma carta, a direção do colégio comunicou os responsáveis de seus 126 estudantes que a peça “João e o Pé de Feijão”, encenada pela companhia infantil “Chaplins Pantos”, não teria referências ao Natal.

A diretora, Mandy Ovenden, alegou que o objetivo era fazer um evento “inclusivo” para que crianças de todas as religiões participassem da pantomima – teatro de gestos realizado tradicionalmente na época de Natal.

Após os pais criticarem a ação, a diretora enviou uma segunda carta explicando a decisão da escola.

Mandy afirmou que pediu para que a companhia teatral retirasse as canções de Natal que estavam incluídas no espetáculo.

“Temos várias famílias que não celebram o Natal ou o fazem de uma maneira diferente. Os filhos dessas famílias são retirados de eventos como este, a pedido de seus pais”, afirmou a diretora.

“Como este não é um evento de Natal, mas um teatro, pode ser apreciado por todos com as mudanças que solicitamos. Estamos ansiosos para que todos os nossos filhos gostem da pantomima e, para que seja um evento totalmente inclusivo”, argumentou.

Mesmo assim, os pais ficaram insatisfeitos com a escola. “Isso não deveria ser permitido. O Natal é comemorado em todo o Reino Unido e no mundo, e você simplesmente não pode erradicá-lo para que algumas pessoas não se ofendam. Uma pantomima só é realizada no Natal, mas é uma loucura que não possa haver menção à palavra”, protestou um dos pais, em entrevista ao Daily Mail.

Outro responsável declarou: “A diretora está errada cedendo ao capricho de uma pequena minoria de pais. Ela ou a empresa de teatro deveriam ter dito ‘não’. Você não pode erradicar nossa história e cultura”.

A atitude de remover referências ao Natal em um teatro natalino acontece mesmo com a Escola Primária Wherwell afirmando em seu site que é uma instituição que valoriza os valores britânicos, como democracia, tolerância e liberdade individual.

À imprensa, um porta-voz da escola declarou: “Estamos muito entusiasmados por poder presentear nossos alunos com uma pantomima totalmente inclusiva este ano. Como fazemos todos os anos, também estamos realizando uma série de celebrações de Natal durante o restante do semestre, garantindo que, em geral, nossa programação planejada de eventos seja bem equilibrada e reflita toda a nossa comunidade escolar”.

Fonte: Guia-me com informações de Daily Mail

Bola de Neve: pastora Denise é pressionada a renunciar durante velório do apóstolo Rina, seu ex-marido

Apóstolo Rina e a esposa Denise Seixas (Foto: Reprodução/Igreja Bola de Neve)
Apóstolo Rina e a esposa Denise Seixas (Foto: Reprodução/Igreja Bola de Neve)

A pastora e cantora gospel Denise Seixas acusa a Bola de Neve Church de tentar pressioná-la a renunciar à vice-presidência da igreja durante o velório de seu ex-marido, Rinaldo Luiz de Seixas Pereira, o apóstolo Rina, fundador da igreja, que faleceu em um acidente de moto no último domingo (17).

De acordo com um vídeo publicado pelo perfil O Fuxico Gospel nas redes sociais, Denise aparece em uma discussão com membros da igreja em uma sala localizada na sede da Bola de Neve, na Lapa, zona oeste de São Paulo, onde o velório estava sendo realizado.

A pastora afirma que os integrantes incluíram um documento de renúncia entre os papéis necessários para os trâmites do enterro do ex-marido.

Nas imagens, Denise relata que solicitou ler os documentos antes de assiná-los, mas foi impedida. Em reação, ela pediu a presença da polícia, embora não esteja claro se alguma ocorrência foi registrada.

Posicionamento da igreja

Em nota, a Bola de Neve Church declarou que a pastora já havia renunciado ao cargo de vice-presidente em agosto, após acusar o então marido de violência doméstica. Segundo a igreja, o documento de renúncia, datado de 27 de agosto, estava em um envelope usado para arquivamento administrativo. Esse envelope foi levado por uma funcionária que entregava os papéis relativos ao sepultamento para que a pastora e o filho do apóstolo assinassem.

Ainda segundo a igreja, o pai da pastora, que estava presente no velório, teria tomado o envelope das mãos da funcionária e encontrado o documento de renúncia.

“Frise-se que o pedido de renúncia não seria entregue à pastora Denise no dia do velório, em respeito ao clima de tristeza e consternação dos membros da Bola de Neve e da família do Apóstolo, e pelo fato de que ela já havia renunciado”, informou a igreja em comunicado.

Contexto das investigações e afastamento

Denise e Rina estavam afastados da liderança da igreja desde junho, quando começaram as investigações relacionadas às acusações de violência doméstica. O inquérito policial investigava suspeitas de “ameaça, difamação, injúria, lesão corporal, falsidade ideológica e violência psicológica contra a mulher”.

Desde o afastamento do casal, a gestão da igreja tem sido conduzida por um conselho. A Bola de Neve também destacou que todas as acusações contra o apóstolo Rina foram arquivadas pela Polícia Civil, e ele não foi formalmente indiciado.

Folha Gospel com informações de Folha de S. Paulo e Fuxico Gospel

Crimes de ódio contra cristãos mais que dobraram em dois anos na Turquia

Bandeira da Turquia (Imagem de Engin Akyurt por Pixabay
Bandeira da Turquia (Imagem de Engin Akyurt por Pixabay

Dados da Freedom of Belief Initiative (FOBI), um grupo que monitora a liberdade religiosa, indicam que os incidentes de ódio contra cristãos mais que dobraram em dois anos, na Turquia, passando de 10 em 2021 para 22 em 2023. Desde 2020, os cristãos têm sido as principais vítimas de crimes de ódio religiosos no país, com 52 casos registrados, envolvendo danos à propriedade, assédio e violência.

O FOBI alertou que o número real de ocorrências pode ser ainda maior, já que muitas vítimas preferem não denunciar por medo de represálias e ostracismo. A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) também registrou diversos incidentes contra cristãos. A crescente perseguição aos cristãos no país é alimentada por fatores como a opressão islâmica e a paranoia ditatorial.

Em outubro de 2023, um homem invadiu uma igreja, recitou uma oração islâmica e agrediu o pastor durante o culto. Em maio de 2022, dois idosos foram hospitalizados após serem agredidos com paus e pedras devido à sua fé. A OSCE também relatou outros casos de violência e intimidação contra cristãos, além de assédio a missionários estrangeiros.

Em 2023, a Alliance Defending Freedom (ADF) informou que as autoridades turcas estão cada vez mais direcionando ações contra pastores cristãos, missionários e seus familiares, com o objetivo de deportá-los e impor proibições permanentes de reentrada. Atualmente, a Turquia ocupa a 50ª posição na Lista de Observação Mundial da Portas Abertas.

Os cristãos na Turquia enfrentam perseguições há décadas, com um agravamento nos últimos tempos. Entre 1915 e 1916, ocorreu o genocídio armênio, quando cerca de 1 milhão de cristãos foram mortos por massacres, fome e assassinatos individuais, ordenados pelas autoridades otomanas.

De acordo com a organização World Without Genocide, os “perpetradores buscavam purgar o Império Otomano de todas as minorias cristãs”. Antes de 1914, os cristãos representavam 25% da população na região, mas hoje são menos de 0,5%.

Fonte: Comunhão com informações de International Christian Concern

Cristão é condenado a dez anos de prisão no Irã

Cadeia (Reprodução)
Cadeia (Reprodução)

O cristão Tomaj Aryan Kia foi condenado a dez anos de prisão pelos “crimes” de “propaganda contra a república islâmica por meio de evangelismo”, “colaboração com governos hostis (Israel, Reino Unido e EUA)” e “filiação a grupos antirregime”, em Karaj, no Irã. Após cumprir a pena, o seguidor de Jesus estará proibido de participar de qualquer grupo por dois anos.

De acordo com o site Mohabat News, o cristão de origem muçulmana apelou da decisão do juiz, mas o pedido foi negado. Então, ele apresentou outro recurso e aguarda uma resposta. Kia pode ter uma libertação temporária, desde que pague uma fiança no valor que equivale a 577 mil reais – uma quantia muito alta para casos que envolvem cristãos no país.

Em 2022, o cristão iraniano foi preso e teve a casa invadida por agentes de segurança, que apreenderam alguns pertences e Bíblias. Kia passou 28 dias preso na cela solitária e mais 40 na ala comum na prisão de Karaj. Porém, com o pagamento da fiança no valor equivalente a 433 mil reais ele aguardou a sentença em liberdade.

Segundo a organização Article 18, ele é o sexto cristão a receber uma sentença de dez anos de prisão, no mínimo. Em fevereiro, o cristão armênio Hakop Gochumyan foi condenado a ficar uma década preso e, em maio, Yasin Mousavi foi condenado a cumprir 15 anos em detenção.

A prisão de cristãos no Irã

Cristãos que evangelizam e que deixaram o islã para seguir a Jesus são considerados inimigos da República Islâmica do Irã, país em 9º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2024. Eles são monitorados, presos, torturados e condenados a longas penas por integrarem igrejas domésticas. Além disso, os cristãos são vistos como traidores da identidade nacional e apoiadores de países ocidentais e Israel, o que torna o exílio uma opção para viver a fé cristã com mais liberdade.

Fonte: Portas Abertas

Cristãos influenciaram a eleição presidencial de 2024 nos EUA, mostram dados

Donald Trump e Kamala Harris disputaram a eleição para presidente dos EUA em 2024 (Foto: Reprodução X/@realTrumpNewsX)
Donald Trump e Kamala Harris disputaram a eleição para presidente dos EUA em 2024 (Foto: Reprodução X/@realTrumpNewsX)

Os eleitores que se identificam como cristãos estão sendo creditados por fazerem a diferença no resultado da eleição presidencial de 2024, já que os dados mostram que os fiéis apoiaram de forma esmagadora o presidente eleito Donald Trump, de acordo com um novo relatório.

George Barna, diretor do Centro de Pesquisa Cultural da Universidade Cristã do Arizona, publicou um relatório na semana passada destacando os resultados da pesquisa pós-eleitoral de sua organização realizada nos três dias seguintes à eleição de 5 de novembro. Os dados incluídos no relatório são baseados em “entrevistas extensas com uma amostra nacional de 2.000 adultos em idade de votar”. A pesquisa teve uma margem de erro de +/- 3 pontos percentuais.

A principal conclusão do relatório é que os cristãos autoidentificados ajudaram a entregar a Casa Branca a Trump, o candidato presidencial republicano, que derrotou a vice-presidente democrata Kamala Harris: “Entre os cristãos autoidentificados, o presidente Trump obteve 56% de seus votos. E como os cristãos representaram 72% dos eleitores que compareceram às urnas, seu apoio ao republicano reeleito fez a diferença na disputa.”

“Embora Harris tenha conquistado uma parcela maior de votos não cristãos do que a parcela de votos cristãos de Trump, os cristãos superaram os eleitores não cristãos por uma margem de mais de cinco para dois – entregando a vitória decisiva de 5 de novembro ao presidente Trump”, acrescentou o relatório.

Os dados coletados pelo Cultural Research Center detalharam informações sobre o comparecimento entre as denominações cristãs e determinados grupos de eleitores cristãos, bem como o apoio aos dois principais candidatos entre os eleitores de subgrupos religiosos. Com 99%, o comparecimento foi maior entre o grupo de eleitores definidos como Cristãos Conservadores Engajados em Governança Espiritualmente Ativa, também conhecidos como SAGE Cons.

As características do SAGE incluem “participação consistente e crença em princípios cristãos fundamentais e esforços religiosos, além de atenção e participação política acima da média, possuindo ideologia política conservadora e um compromisso com Jesus Cristo como Senhor e Salvador”. Embora a taxa de comparecimento não tenha se alterado entre os conservadores do SAGE de 2020 a 2024, a maioria dos outros grupos de eleitores cristãos examinados viu suas taxas de comparecimento caírem ou permanecerem estagnadas entre as duas eleições presidenciais.

As exceções foram os católicos, cuja taxa de comparecimento aumentou de 67% para 70%, e os discípulos integrados, definidos como aqueles que possuem uma visão bíblica do mundo. Sessenta e sete por cento dos Discípulos Integrados compareceram às urnas em 2024, em comparação com 64% em 2020.

A taxa de participação entre aqueles que frequentam uma igreja pentecostal foi medida em 62% em 2020 e 2024. A participação caiu ligeiramente de 66% para 65% entre os cristãos que frequentam as principais igrejas protestantes, enquanto uma queda maior, de 65% para 59%, foi registrada entre os que frequentam igrejas evangélicas. Cinquenta e nove por cento dos protestantes como um todo compareceram às urnas em 2024, em comparação com 62% quatro anos atrás.

Aqueles teologicamente definidos como cristãos nascidos de novo, que estão “confiantes de que viverão eternamente no céu somente porque confessaram seus pecados a Deus, se arrependeram e confiaram em Jesus como seu Salvador”, constituíram 58% do eleitorado em 2024, em comparação com 64% em 2020. Entre os cristãos autoidentificados, o comparecimento caiu de 64% para 56%.

Na eleição de 2024, Trump foi o candidato preferido entre todos os subgrupos de eleitores cristãos. Ele garantiu a maioria esmagadora dos votos dos SAGE Cons (90%), juntamente com 75% dos votos dos Discípulos Integrados e 74% dos votos dos frequentadores de igrejas pentecostais. Trump também recebeu apoio de uma maioria substancial de frequentadores de igrejas evangélicas (64%), cristãos nascidos de novo definidos teologicamente (64%) e protestantes (60%).

Maiorias menores de frequentadores de igrejas protestantes tradicionais (56%), cristãos autoidentificados (56%) e católicos (51%) apoiaram Trump em vez de Harris. Isso entra em conflito com as pesquisas de boca de urna que mostravam que 56% dos católicos votaram em Trump na eleição de 2024.

Barna emitiu uma declaração refletindo sobre o motivo pelo qual o apoio dos cristãos a Trump foi tão alto, explicando que o candidato “fez um trabalho melhor do que Kamala Harris ao representar características cristãs consagradas, como a importância e o apoio à família, o estado de direito, a autoridade limitada do governo, a responsabilidade financeira e coisas do gênero”.

“Em contraste, o fato de a vice-presidente Harris ter dobrado a aposta no aborto sob demanda, nas fronteiras abertas, no transgênero e nos princípios centrais da governança socialista chocou-se com os valores fundamentais das perspectivas espirituais dominantes da nação”, observou ele.

“Milhões dos votos do Presidente Trump vieram de pessoas que não votariam nele como pastor da nação ou como modelo de comportamento para seus filhos, mas que perceberam que ele protegeria seus valores tradicionais e estimados e suas preferências de estilo de vida, enquanto Harris estava mais propenso a limitar ou banir tais modos de vida.”

A pesquisa também perguntou aos eleitores que papel suas igrejas desempenharam em atividades relacionadas às eleições antes da eleição de 2024. A maioria de todos os eleitores cristãos disse que suas igrejas ensinaram sobre a posição da Bíblia em questões específicas (54%), com uma parcela maior de frequentadores de igrejas pentecostais e carismáticas (69%), evangélicos (67%) e protestantes tradicionais (56%) indicando que suas igrejas tomaram essa atitude do que os frequentadores de igrejas não denominacionais (52%) e católicos (41%).

A maioria de todos os cristãos (53%) relatou que suas igrejas incentivaram os fiéis a votar, sem endossar um candidato específico.A maioria dos frequentadores de igrejas pentecostais e carismáticas (65%), de igrejas evangélicas (61%) e de igrejas protestantes tradicionais (53%) afirmou que suas igrejas incentivavam a participação cívica, assim como metade dos frequentadores de igrejas não denominacionais (50%) e um pouco menos da metade dos católicos (48%).

Por outro lado, menos da metade dos cristãos disse aos pesquisadores que suas igrejas forneciam informações por escrito sobre a posição da Bíblia em relação a questões específicas (46%), convidavam ou recebiam candidatos para falar na igreja (30%), forneciam guias do eleitor (28%), registravam novos eleitores (26%) e endossavam ou recomendavam determinados candidatos (23%).

Embora a maioria dos frequentadores de igrejas pentecostais e carismáticas (65%) e de igrejas evangélicas (54%) tenha afirmado que suas igrejas lhes forneceram informações escritas com uma perspectiva bíblica sobre questões contemporâneas, menos da metade dos cristãos que frequentam todos os outros tipos de igrejas relataram o contrário. Menos da metade dos cristãos de todos os subgrupos religiosos lembraram que suas igrejas se envolveram nas demais atividades relacionadas às eleições.

Barna também incentivou os pastores a assumirem um papel mais ativo na esfera política.“Pais, pastores e outras pessoas de influência devem se comprometer de forma intencional e estratégica a moldar a visão de mundo e os valores da nação – especialmente entre as crianças – para que coincidam com as crenças e os valores que acabaram de votar para proteger”, disse ele.

“Refinar com sucesso a visão de mundo e os valores do povo americano é a base necessária para facilitar os resultados nacionais desejados, como unidade, igualdade, oportunidade, segurança, paz, justiça e alegria.”

Folha Gospel com texto original de The Christian Post

Acusações de blasfêmia acirram linchamentos de cristãos na Nigéria

Cristãos durante culto na Nigéria (Foto: World Watch Monitor)
Cristãos durante culto na Nigéria (Foto: World Watch Monitor)

A violência de multidões é uma estratégia usada contra cristãos na Nigéria. A partir de acusações de blasfêmia, os seguidores de Jesus são insultados, discriminados, agredidos e até mortos.

De acordo com a Anistia Internacional, 555 pessoas foram vítimas de ataques de multidões no país em dez anos. O número de assassinatos chegou a 55, mas é possível que haja mais casos, pois muitas mortes em áreas rurais não foram relatadas. O estudo também revela que ao menos treze mulheres, seis crianças e duas vítimas com transtornos mentais ou dificuldade de aprendizagem foram alvos de linchamentos.

Em 2022, a estudante cristã Deborah Samuel Yakubu foi apedrejada e queimada por colegas da Shehu Shagari College em Sokoto. Apesar dos assassinos serem visíveis no vídeo do linchamento, nenhum foi julgado porque os promotores não comparecerem ao tribunal. Dessa forma, os agressores foram libertos.

A enfermeira cristã Rhoda Jatau se manifestou contra o assassinato de Deborah nas redes sociais e também foi acusada de blasfêmia. A cristã foi alvo da fúria de multidões. Por não a encontrarem, os muçulmanos radicais atacaram casas de outros seguidores de Jesus da vizinhança. Rhoda foi levada sob custódia policial e ficou presa por dezoito meses. Ela foi solta após pagamento de fiança, mas ainda enfrenta julgamento.

Segundo John Samuel (pseudônimo), especialista jurídico da Portas Abertas na África Subsaariana, as histórias das cristãs são um reflexo da cultura de impunidade em relação aos perpetradores da perseguição. “A criminalização legal da blasfêmia, que é contra a Constituição nigeriana e os padrões internacionais de direitos humanos, contribuiu para o aumento da violência de multidões”, explica Samuel.

O diretor da Anistia Internacional, Isa Sanusi, completa: “A falha das agências de aplicação da lei, especialmente a força policial da Nigéria, em prevenir a violência de multidões, investigar alegações de tortura e assassinatos e levar os suspeitos à justiça está capacitando as multidões a matar”.

Fonte: Portas Abertas

Bíblia Filament usa aplicativo para unir leitura tradicional à tecnologia

Bíblia Filament da Editora Mundo Cristão. (Foto: Reprodução YouTube Mundo Cristão)
Bíblia Filament da Editora Mundo Cristão. (Foto: Reprodução YouTube Mundo Cristão)

A Bíblia Filament une o tradicional ao digital e traz um novo conceito para o mercado de aplicativos religiosos. Com um design pensado para facilitar a leitura, oferece uma experiência física que é amplificada por um App complementar. A partir de um simples escaneamento do número da página da Bíblia, o usuário acessa um hub de conteúdos exclusivos que inclui notas explicativas, estudos aprofundados, planos de leitura, vídeos, áudios e mapas interativos.

O aplicativo já ultrapassou 100 mil downloads globais no Android nos Estados Unidos. Uma versão em espanhol foi lançada em setembro para toda a América Latina e, simultaneamente, a Editora Mundo Cristão traduziu a ferramenta para o português brasileiro, em parceria com a editora norte-americana Tyndale.

Funciona assim: ao adquirir a versão impressa, o usuário acessa gratuitamente o app, que expande a experiência de leitura. Com aproximadamente três milhões de exemplares da Nova Versão Transformadora (NVT) vendidos entre livros físicos, e-books e audiobooks, a Filament representa um novo marco no mercado tecnológico religioso e de materiais bíblicos.

Renato Fleischner, diretor de operações da Editora Mundo Cristão, aponta que a aceitação do mercado brasileiro por novos recursos e o crescimento do público evangélico tornam a Filament uma aposta no segmento de leitura bíblica digital. “Acreditamos que a clareza e a aceitação do texto NVT aliadas à inovação da Filament nos permitem apresentar um produto disruptivo e inédito”.

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Fonte: Guia-me

Projeto de Lei quer proibir cultos em igrejas domésticas na Rússia

Uma mulher segura uma Bíblia em russo que lhe foi dada por missionários da IMB. (Foto ilustrativa: IMB)
Uma mulher segura uma Bíblia em russo que lhe foi dada por missionários da IMB. (Foto ilustrativa: IMB)

Em 30 de outubro de 2024, um projeto de lei foi apresentado à Duma do Estado, câmara baixa do parlamento russo, para proibir a realização de cultos religiosos em instalações não residenciais de prédios de apartamentos.

A proposta, de autoria de deputados do partido Novo Povo, conhecido por suas posições liberais e pró-reformas, provocou intensa discussão entre líderes religiosos, especialmente de comunidades protestantes, segundo Vitaly Vlasenko, secretário-Geral da Aliança Evangélica Russa.

Esses grupos, segundo a entidade cristã, frequentemente utilizam espaços em edifícios residenciais para reuniões religiosas, uma prática que, segundo eles, é motivada pela escassez de locais específicos para culto em várias regiões da Rússia.

Representantes religiosos destacaram que a medida pode prejudicar o direito à liberdade de culto e aumentar as dificuldades enfrentadas por comunidades menores e menos assistidas pelo poder público.

O projeto reacendeu o debate sobre a relação entre o Estado e as religiões na Rússia, levantando questionamentos sobre a adequação da infraestrutura religiosa disponível e a tolerância às práticas de fé em um contexto urbano.

Posições pró liberdade religiosa

Vladimir Ryakhovsky, advogado e defensor de direitos humanos, destacou que propostas como essa podem infringir a Constituição russa, violando os direitos dos cidadãos à liberdade de consciência e religião.

Com experiência em defender casos similares no Tribunal Constitucional, Ryakhovsky alerta para os riscos jurídicos da medida.

Sergey Ryakhovsky, bispo presidente da União Russa das Igrejas Cristãs de Fé Evangélica (pentecostais), também manifestou preocupação.

Ele afirmou que a proibição de cultos em espaços não residenciais de prédios de apartamentos limita gravemente a atuação de comunidades religiosas, especialmente daquelas que não possuem templos próprios.

Relação do Conselho Consultivo com o Projeto de Lei

O Conselho Consultivo dos Líderes das Igrejas Protestantes da Rússia expressou preocupação com o projeto, afirmando que ele ameaça a liberdade religiosa de várias confissões.

Ressaltaram que espaços não residenciais em prédios de apartamentos são usados há anos para cultos sem gerar queixas significativas e pediram a retirada da proposta.

A Igreja Ortodoxa Russa também pediu revisão do texto, alertando que sua aprovação poderia levar ao fechamento de capelas domiciliares e dificultar ritos religiosos para enfermos.

O bispo luterano V.A. Provorov destacou que a fé genuína não prejudica o próximo e criticou tentativas históricas de limitar a liberdade religiosa, afirmando que a Rússia já possui leis suficientes para lidar com abusos sem restringir direitos.

Justificativa do projeto

Segundo a Aliança Evangélica Russa, os autores do projeto de lei apresentado no Parlamento justificam a proposta de proibir cultos religiosos em prédios de apartamentos com base em preocupações relacionadas à segurança pública, à conformidade com normas de segurança contra incêndios e ao conforto dos moradores.

De acordo com os parlamentares, a realização de encontros religiosos em ambientes residenciais pode atrair um grande número de pessoas, incluindo, possivelmente, migrantes irregulares, o que, na visão deles, aumentaria o risco de problemas relacionados à criminalidade e afetaria a ordem pública.

Além disso, argumentam que a presença de aglomerações em espaços projetados para uso residencial frequentemente infringe normas de segurança contra incêndios, representando uma ameaça tanto para os participantes quanto para os moradores do edifício.

Também destacam o impacto no cotidiano dos vizinhos, que podem se sentir incomodados pelo barulho e pelo fluxo elevado de pessoas, o que, segundo os autores, contribui para conflitos domésticos e afeta a harmonia nos condomínios.

Contexto Histórico

Iniciativas semelhantes, segundo a Aliança Evangélica Russa, já ocorreram no passado.

Em novembro de 2019, houve tentativas de proibir cultos em residências particulares, mas, graças à atuação de juristas e defensores de direitos liderados por Vladimir Ryakhovsky, o Tribunal Constitucional da Rússia declarou tais propostas inconstitucionais.

O tribunal destacou que os ritos religiosos atendem às necessidades espirituais dos cidadãos e são essenciais para pequenas comunidades religiosas sem propriedades destinadas ao culto.

Assim, o novo projeto de lei pode novamente violar os direitos constitucionais à liberdade de consciência e religião.

Opinião dos líderes religiosos

Líderes protestantes criticaram o projeto, destacando a falta de espaços próprios para muitas comunidades religiosas se reunirem.

O pastor Alexander Fedichkin, de uma igreja batista em Moscou, afirmou que a proibição viola o direito à liberdade de reunião e vai contra o interesse do Estado em apoiar organizações que contribuem para o bem comum.

O pastor Sergey Filinov alertou que a medida dificultaria o trabalho de diversas entidades religiosas, que utilizam legalmente espaços não residenciais em prédios de apartamentos. Ele ressaltou que leis já existentes são suficientes para lidar com eventuais problemas de ordem pública.

O pastor Oleg Goncharov, da Igreja Adventista do Sétimo Dia, declarou que a proposta fere princípios constitucionais de liberdade de consciência e poderia intensificar conflitos sociais e inter-religiosos.

Para ele, a fé está intrinsecamente ligada à vida cotidiana: “A religião não pode ser separada da vida das pessoas, pois a fé está onde as pessoas vivem.”

Fonte: Guia-me com informações de Protestant TV

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