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Cresce o número de evangélicos que fazem apostas esportivas, mostra pesquisa

Jogo de bets (Foto: Canva Pro)
Jogo de bets (Foto: Canva Pro)

O vício em apostas esportivas online, conhecidas como BETs, está se expandindo rapidamente entre os cristãos no Brasil. Segundo levantamento da PoderData, divulgado nesta semana, 41% dos evangélicos admitem apostar nessas plataformas em 2025, contra 29% no ano passado. Entre os católicos, o número também subiu, de 22% para 34%.

O dado acende um alerta não apenas econômico, devido ao alto índice de endividamento das famílias, mas também espiritual, já que igrejas apontam os jogos como uma prática que compromete valores bíblicos.

Para o pastor Bruno Caetano Simplício, presidente da Igreja Batista Atitude no Espírito Santo, os efeitos são profundos:

“Os efeitos são devastadores. Espiritualmente, a aposta alimenta a cobiça e desvia a confiança que deveria estar em Deus. Muitos começam gastando pouco, mas acabam presos em um ciclo viciante.”

Ele também ressalta os impactos dentro de casa:

“No aspecto familiar, as consequências vão desde dificuldades financeiras até brigas conjugais e distanciamento emocional. (…) A Bíblia ensina que o diabo veio ‘para roubar, matar e destruir’ (João 10:10), e esse é exatamente o rastro que as BETs têm deixado em muitas famílias.”

Cresce o endividamento entre apostadores

Os dados confirmam a preocupação. O número de endividados por conta das apostas quase dobrou em menos de um ano: passou de 16% em outubro de 2024 para 35% em setembro de 2025.

Outro recorte do levantamento mostra que eleitores de Lula (42%) apostam mais do que os de Jair Bolsonaro (30%).

Falta de ensino bíblico e pressão cultural

O pastor Simplício avalia que o fenômeno revela também uma lacuna de formação espiritual:

“Creio que falta ensino bíblico consistente sobre contentamento, mordomia cristã e a forma correta de lidar com recursos financeiros. Além disso, a pressão cultural e a normalização das apostas no futebol e em plataformas digitais fazem com que muitos não percebam o risco espiritual e moral envolvido.”

Ele lembra que, mesmo sem mencionar BETs ou loterias, a Bíblia condena a ganância e o amor ao dinheiro, reforçando que o trabalho honesto deve ser a base do sustento.

Pesquisa e metodologia

A sondagem da PoderData foi realizada entre 27 e 29 de setembro de 2025, com 2.500 pessoas em 178 municípios. As entrevistas foram feitas por telefone, utilizando sistema URA (Unidade de Resposta Audível). A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Pesquisas científicas reforçam a gravidade do problema. Um artigo da The Lancet Psychiatry mostrou que o vício em jogos online afeta áreas do cérebro ligadas à tomada de decisão, às emoções e ao sistema nervoso autônomo.

Além disso, estudos revelam que jogadores compulsivos liberam mais dopamina, intensificando a sensação de prazer e tornando mais difícil resistir ao impulso de apostar.

A psicóloga Julyanna Cardoso destaca:

“Psicólogos e psiquiatras podem fornecer apoio emocional, estratégias para lidar com a situação e ferramentas para superar a dependência em jogos de apostas. Conscientizar sobre os perigos desses jogos e promover alternativas saudáveis de lazer são passos essenciais na prevenção.”

Estratégias para vencer o vício

Especialistas sugerem nove passos práticos para quem deseja abandonar as apostas:

1. Reconheça o problema

O primeiro passo é admitir que o comportamento está prejudicando sua vida financeira, emocional ou social.

2. Bloqueie o acesso

Utilize ferramentas de bloqueio de sites e aplicativos de apostas no celular e no computador.

3. Evite gatilhos

Afaste-se de grupos, redes sociais ou amizades que incentivem apostas.

Preencha o tempo livre com esportes, leitura, trabalho voluntário ou hobbies.

4. Reestruture suas finanças

Crie metas de economia e destine parte do dinheiro que seria gasto em apostas para algo concreto (como quitar dívidas ou montar uma reserva).

5. Busque apoio emocional

Converse com familiares ou amigos de confiança sobre o problema.

Se sentir vergonha ou medo de julgamento, procure grupos de apoio anônimos (como Jogadores Anônimos).

6. Procure ajuda profissional

Psicólogos especializados em compulsões e psiquiatras podem ajudar a controlar a ansiedade e os impulsos.

7. Tenha consciência dos riscos

Entenda que BETs são desenhadas para favorecer a casa. Não existe “fórmula” ou “segredo”: no longo prazo, a perda é certa.

8. Reforce sua fé e espiritualidade 

Momentos de oração, leitura bíblica ou participação em grupos de fé ajudam a fortalecer a disciplina e reduzir a ansiedade que leva à recaída.

9. Celebre cada vitória

Reconheça cada dia sem apostar como uma conquista. Pequenos passos constroem uma grande mudança.

Fonte: Comunhão

Igrejas vazias viram restaurantes, academias e até casas de festas na Alemanha

Culto na Igreja Evangélica da Alemanha (EKD). (Foto: Reprodução / Facebook)
Culto na Igreja Evangélica da Alemanha (EKD). (Foto: Reprodução / Facebook)

A perda de fiéis na Alemanha tem levado igrejas católicas e protestantes a se reinventarem. Muitos templos, sobretudo os mais antigos, enfrentam custos anuais de manutenção que giram em torno de 26,5 mil euros, e como a frequência aos cultos despenca, parte deles passou a ser reaproveitada para atividades seculares – de centros esportivos a espaços culturais e até baladas.

A Igreja Evangélica na Alemanha Central (EKM) admite que grande parte dos templos já não é necessária apenas para o culto.

“Já não precisamos mais de metade das igrejas, e temos que encontrar outras possibilidades”, afirmou a entidade, que atua em regiões da Saxônia-Anhalt, Turíngia e Brandemburgo.

Segundo a pesquisadora Stefanie Lieb, do Instituto de História da Arte da Universidade de Colônia, a tendência é que “de cada dez igrejas, quatro ou cinco não sejam usadas exclusivamente para a prática religiosa”.

As mudanças são diversas. Em Bad Orb, perto de Frankfurt, uma igreja católica desativada virou centro de escalada para crianças e jovens, a “Boulder Church”, com investimento de 500 mil euros. Em Limburg, uma capela foi transformada em restaurante e espaço de eventos.

Na Renânia do Norte-Vestfália, a antiga Igreja Martini de Bielefeld passou a receber festas e jantares. Em Berlim, a Heilig-Kreuz, no bairro de Kreuzberg, abriga café, shows, espetáculos de dança e até noites de DJ. A vizinha St. Thomas já sediou raves.

A tendência também aparece em outros países: na Espanha, a antiga igreja de Santa Bárbara, em Llanera, virou o Kaos Temple, reduto de skatistas.

Caminhos para reduzir custos

Nem sempre a saída é secularizar os espaços. Em algumas regiões, como Oberpfalz (sudeste da Alemanha), católicos e protestantes dividem o mesmo templo em 51 casos já registrados. Há também o repasse de igrejas para comunidades ortodoxas.

Ainda assim, vender ou reformar prédios antigos não é simples. Muitos são tombados como patrimônio histórico e não podem ser demolidos ou modificados, o que limita compradores em potencial.

Queda de fiéis e impacto financeiro

Nos anos 1990, católicos e protestantes somavam 57 milhões de fiéis na Alemanha. Hoje, são pouco mais de 37 milhões (23,7% católicos e 21,5% protestantes). Projeções apontam que esse número pode cair para 23 milhões até 2060.

O encolhimento da base de fiéis pesa diretamente nas finanças. Isso porque a filiação religiosa no país está vinculada ao sistema tributário: quem declara oficialmente pertencer a uma religião reconhecida tem parte da renda (entre 8% e 9%) descontada em favor da denominação.

Enquanto igrejas protestante e católica dependem desse imposto, religiões como o Islã e a Ortodoxa prescindem dessa forma de arrecadação.

Cerca de 100 milhões de cristãos no mundo não têm acesso à Bíblia, mostra pesquisa

Mão segurando uma Bíblia aberta no alto de uma comunidade (Foto: Canva Pro)
Mão segurando uma Bíblia aberta no alto de uma comunidade (Foto: Canva Pro)

Uma nova avaliação global descobriu que cerca de 100 milhões de cristãos vivem sem acesso a uma Bíblia, revelando restrições legais e escassez severa em dezenas de países.

Lista de Acesso à Bíblia , divulgada na semana passada pela Iniciativa de Acesso à Bíblia, combina dados e análises de especialistas de 88 países para identificar onde as Escrituras são mais difíceis de obter. Quase três dúzias de países têm restrições “extremas” ou “severas” ao acesso à Bíblia, impedindo milhões de fiéis de ler a Palavra de Deus.

“Embora existam muitos equívocos sobre o acesso à Bíblia em todo o mundo, a Lista de Acesso à Bíblia destaca as complexidades e nuances da questão”, disse Ken Bitgood, fundador e CEO da Sociedade Bíblica Digital, uma das parceiras fundadoras da iniciativa. “O acesso irrestrito à Bíblia não é um padrão universal.”

Lista de Restrições Bíblicas mede barreiras como proibições governamentais, atividades extremistas e fatores socioeconômicos que impedem a distribuição da Bíblia. A Lista de Restrições Bíblicas estima o número de cristãos que desejam uma Bíblia, mas não conseguiram obtê-la.

“A fome moderna persiste, não devido à apatia, mas por causa das barreiras que impedem as pessoas de acessar a Bíblia”, disse Wybo Nicolai, cocriador da lista BAL, em uma declaração fornecida ao The Christian Post.

Essas barreiras diferem na forma, mas o resultado é o mesmo: milhões vivem isolados da Palavra de Deus. Muitos nunca viram uma Bíblia em seu idioma, no formato que preferem ou na faixa de preço que podem pagar, ou não têm como obtê-la com segurança.

Somália

A Somália foi classificada como o país com o pior acesso à Bíblia, com o país de maioria muçulmana da África Oriental tendo “restrições extremas de acesso” devido à perseguição legal, ameaças de violência e recursos econômicos limitados.

“O acesso à Bíblia na Somália não é apenas limitado; é proibido. Segundo uma interpretação estrita da Sharia, é ilegal imprimir, importar, armazenar ou distribuir Bíblias”, explicou o perfil do BAL sobre a Somália.

Além das restrições legais, a pobreza extrema na Somália agrava a crise. Com mais de 70% da população vivendo na pobreza e em insegurança alimentar generalizada após anos de seca e conflito, as necessidades básicas muitas vezes ofuscam a possibilidade de comprar uma Bíblia — mesmo que fosse possível.

No geral, a Somália é classificada como tendo o segundo pior ambiente para perseguição cristã na Lista Mundial de Observação anual da Portas Abertas, citando a presença do grupo extremista islâmico Al-Shabaab e abusos de familiares.

Afeganistão

O Afeganistão, sob domínio do Talibã desde 2021, foi classificado como o segundo pior país em termos de acesso à Bíblia. Com uma população de 43 milhões de habitantes, a comunidade cristã no Afeganistão representa cerca de 0,02% da população, sendo a maioria convertidos do islamismo que enfrentam severa perseguição. Todas as formas de impressão ou importação da Bíblia são ilegais e o acesso digital é proibido.

“O acesso à Bíblia no Afeganistão não é apenas limitado, é quase impossível”, afirma o relatório. “Especialistas estimam que menos de um terço dos cristãos afegãos têm acesso às Escrituras.”

“O retorno do Talibã ao poder em 2021 apenas reforçou as restrições, impondo uma interpretação mais severa da lei islâmica e monitorando ativamente a atividade online”, acrescenta o relatório. “Como resultado, até mesmo ler a Bíblia no celular é amplamente considerado inseguro. O risco não é teórico. Crentes de origem muçulmana (MBBs) frequentemente enfrentam pressão de suas próprias famílias, comunidades e autoridades locais. A exposição pode levar a casamento forçado, prisão ou execução.”

Iêmen

O Iêmen ficou em terceiro lugar na lista. Em um país com 35 milhões de habitantes, a comunidade cristã é “pouco visível”, afirma o relatório, acrescentando que menos de um terço dos estimados 17.000 cristãos têm acesso a uma Bíblia sob o sistema legal baseado na Sharia do Iêmen.

“Qualquer esforço percebido para compartilhar a fé cristã é considerado blasfêmia ou apostasia, punível com a morte”, observa o relatório.

Coréia do Norte

Na Coreia do Norte, que ocupa o quarto lugar entre os piores países em termos de acesso à Bíblia, o controle e a censura da religião estão longe de ser um segredo. Sob o controle da monarquia da família Kim, a Coreia do Norte é constantemente observada como um dos principais perseguidores de cristãos do mundo e “continua sendo um dos ambientes espiritualmente mais isolados e hostis para os cristãos no mundo”, de acordo com a lista.

“Na Coreia do Norte, a Bíblia não é apenas proibida — é temida”, observaram os pesquisadores. “O regime vê o cristianismo como uma ameaça ao culto à personalidade que cerca Kim Jong-un e sua família, um desafio direto ao controle ideológico do Estado.”

Mauritânia

A República Islâmica da Mauritânia, localizada no Norte da África, ficou em quinto lugar na lista. Com uma população de cerca de 5 milhões, apenas 11.000 são cristãos, com menos de 40% tendo acesso à Bíblia devido às severas restrições.

As políticas do país proíbem a impressão, importação, distribuição e exibição de materiais cristãos, e possuir múltiplas cópias “pode ​​resultar em processo, com acusações que, em alguns casos, podem levar à pena de morte por proselitismo ou apostasia”.

“A posição firme do governo está enraizada na identidade constitucional da Mauritânia como um Estado islâmico”, explica o relatório. “A apostasia é um crime punível com a morte. Até mesmo o acesso à internet é monitorado de perto; embora quase metade do país tenha conexão com a internet, o risco de ser vinculado a atividades cristãs online pode ter consequências graves e fatais.”

Eritreia

Em sexto lugar na Lista de Acesso à Bíblia está a Eritreia, que se tornou conhecida como a “Coreia do Norte da África” ​​devido às suas políticas autoritárias e repressões à liberdade religiosa, que estão entre as mais severas do mundo. Embora quase metade do país se identifique como cristão (1,7 milhão), pesquisadores relatam que estimativas mostram que nem mesmo 40% dos cristãos têm acesso a uma Bíblia devido às restrições.

O relatório observa que “o controle governamental permeia quase todos os aspectos da vida religiosa”.

“A posse, a distribuição e até mesmo a leitura privada da Bíblia são severamente restringidas pela lei eritreia. Embora cristãos ortodoxos e católicos (que representam cerca de 95% da população cristã) possam encontrar um pouco menos de obstáculos, seu acesso continua rigorosamente monitorado”, afirma o relatório. “Para igrejas domésticas protestantes e fiéis de origem muçulmana (MBBs), a situação é drasticamente pior.”

Líbia, Argélia, Irã e Turcomenistão completam o top 10 dos piores países para acesso à Bíblia. No total, o relatório identificou 15 países com “restrições extremas”. Para a categoria logo abaixo, conhecida como “restrições severas”, o relatório listou 18 nações.

O Butão liderou a lista de países com “severas restrições” ao acesso à Bíblia e ficou em 16º lugar no geral, com o relatório citando “restrições religiosas rigorosas” e uma taxa de alfabetização de apenas 70% como fatores.

Outras nações listadas como tendo “severas restrições” à Bíblia incluem Arábia Saudita (nº 18), Paquistão (nº 20), China (nº 25), Azerbaijão (nº 30) e Kuwait (nº 32).

A Armênia, que foi a primeira nação a adotar o cristianismo como religião oficial no século IV, ocupa a 87ª posição na lista. Com 95% da população se identificando como cristã, não há restrições à posse ou distribuição de Bíblias na Armênia. No entanto, uma “crise silenciosa de escassez de Bíblias” surgiu devido a “dificuldades econômicas, à redução da infraestrutura das igrejas e a redes de distribuição obsoletas ou limitadas”, relatam os pesquisadores.

“Mesmo em um país onde o cristianismo é culturalmente dominante, a capacidade real de ler e se envolver com a Palavra de Deus continua limitada para a maioria”, afirma o relatório .

No final da lista, na 88ª posição, ficou o Brasil, um país sul-americano de maioria cristã que, segundo pesquisadores, enfrenta dificuldades de acesso à Bíblia em certas áreas do país devido à “extrema pobreza”.

“Mesmo quando as Bíblias estão disponíveis para compra, muitas famílias são forçadas a priorizar comida e abrigo em detrimento de recursos espirituais”, afirma o perfil do Brasil. “Para piorar a situação, os altos impostos e a corrupção elevam os custos dos materiais impressos, incluindo as Bíblias.”

Além da Portas Abertas e da DBS, o relatório de 2025 contou com a participação de parceiros como Frontlines International, Bible League International, Biblica, Bible League Canada e OneHope.

Folha Gospel com informações de The Christian Post e Christian Daily

Café com Deus Pai alcança 10 milhões de cópias e lança volume 6 com páginas interativas

Livro Café com Deus Pai - Volume 6 (Foto: Reprodução)
Livro Café com Deus Pai - Volume 6 (Foto: Reprodução)

Um marco histórico foi revelado no lançamento do Café com Deus Pai – Volume 6: a obra best-seller escrita por Junior Rostirola superou a marca de 10 milhões de exemplares vendidos. O anúncio, feito durante a transmissão oficial no YouTube e em um jantar exclusivo na Casa de Destino, em Alphaville (SP), reforça a dimensão cultural que o projeto alcançou.

Mais do que um devocional, Café com Deus Pai se tornou um movimento global de fé, identidade e esperança. O novo volume, intitulado “Porções diárias de amor”, traz como novidade páginas interativas que convidam os leitores a participar de uma corrente de atos de amor, além de incluir frases inspiradoras destacadas, um plano de leitura bíblica e marcador de página personalizado.

Durante o evento, Junior Rostirola destacou a urgência do amor como mensagem central da nova edição:

“Vivemos em um mundo em que, a cada dia, está mais difícil. Precisamos amar mais e atentar para os detalhes. Não tropeçamos em grandes montanhas, mas em pequenas pedras. É nos detalhes, nas pequenas coisas, que demonstramos o amor de Deus Pai. Por isso, neste livro, cada mensagem desafia o leitor a praticar um ato de bondade: pagar um café para alguém, deixar um bilhete carinhoso, ligar para uma pessoa esquecida, declarar amor em casa. Esses pequenos gestos podem se transformar em uma corrente do bem, não só no Brasil, mas no mundo.”

A cada página, o leitor é convidado a desfrutar de um momento íntimo com Deus, refletir, anotar suas próprias inspirações e compartilhar experiências. São 365 devocionais diários, que fortalecem a espiritualidade e ampliam a conexão pessoal com a fé.

Além do volume 6, Rostirola anunciou a chegada de novos títulos que expandem o universo da obra, como o Café com Deus Pai Teens e a coleção Café com Deus Pai Kids, formada por quatro livros com conteúdos preparados especialmente para as crianças.

“Se eu tivesse esse material na minha infância, minha história teria sido diferente. Por isso, preparei um conteúdo lindíssimo para abençoar as crianças e adolescentes. Precisamos investir nelas, porque o amor de Deus Pai precisa ser experimentado desde cedo.”

Traduzido para sete idiomas, incluindo português, italiano, francês, espanhol, inglês e alemão, o livro alcança leitores em mercados como Europa, Estados Unidos e América Latina. Com uma narrativa emocionante e repleta de significados, a obra transcende barreiras culturais e linguísticas, levando ao mundo uma mensagem de fé, superação e transformação pessoal.

O fenômeno editorial se expandiu também para o digital. O podcast Café com Deus Pai, apresentado por Rostirola, tornou-se o maior do Brasil, ultrapassando 170 milhões de reproduções no Spotify e figurando no Top 10 mundial em todas as categorias. Trechos do livro circulam diariamente nas redes sociais, compartilhados por leitores e influenciadores, consolidando o projeto como uma verdadeira corrente de inspiração.

A trajetória de Junior Rostirola também é parte fundamental desse impacto. Nascido em Itajaí (SC), enfrentou uma infância marcada por abusos, violência doméstica e bullying escolar. Aos 13 anos, abandonou os estudos e mergulhou em depressão. Anos depois, encontrou na fé cristã a força para ressignificar suas dores e transformá-las em projetos sociais e em uma mensagem que hoje alcança milhões de pessoas.

“Quando escrevi o primeiro Café com Deus Pai, jamais imaginei que tantas pessoas iriam se identificar com a minha história. Chegar a 10 milhões de exemplares vendidos mostra que a fé não conhece fronteiras e que Deus ainda fala ao coração de cada um de nós”, afirma o autor.

Com o volume 6, Café com Deus Pai consolida-se como o devocional mais lido do Brasil e um dos maiores sucessos editoriais de língua portuguesa, reafirmando sua missão de espalhar amor e esperança em cada página.

Ficha técnica:
Título: Café com Deus Pai 2026
Subtítulo: Porções Diárias de Amor
Autor: Júnior Rostirola
Editora: Kit de Livros
Onde encontrar: Amazon (clique aqui)

Nigéria é o pais mais violento contra cristãos

Culto em uma igreja cristã após o incêndio causado por grupos extremistas islâmicos na Nigéria (Foto: Portas Abertas)
Culto em uma igreja cristã após o incêndio causado por grupos extremistas islâmicos na Nigéria (Foto: Portas Abertas)

A violência jihadista continua a crescer na Nigéria, e os cristãos estão particularmente em risco por causa dos ataques de extremistas islâmicos, como radicais entre o povo fulani, Boko Haram e ISWAP (Estado Islâmico da Província da África Ocidental). Houve um aumento desses ataques durante o governo do ex-presidente Muhammadu Buhari, colocando a Nigéria no epicentro da violência contra a igreja. A falha do governo em proteger os cristãos e punir os agressores tem fortalecido a influência dos militantes na região.

O país ocupa a 7ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2025, ranking que classifica os 50 países onde os cristãos são mais perseguidos.

Enquanto os cristãos costumavam ser vulneráveis apenas nos estados do Norte, predominantemente mulçumano, essa violência continua a se espalhar no Cinturão Médio e até o Sul do país. Muitos cristãos são mortos, principalmente os homens, enquanto as mulheres são sequestradas e alvos de violência sexual. Mais cristãos são mortos por sua fé na Nigéria do que em qualquer outro lugar no mundo. Os militantes também destroem casas, igrejas e meios de subsistência, como as roças das famílias cristãs.

Ao todo, mais de 16,2 milhões de cristãos na África Subsaariana foram expulsos de suas casas por causa de violência e de conflitos nos últimos anos, sendo a maioria da Nigéria. Milhões vivem agora em acampamentos de deslocados internos. Por outro lado, cristãos que vivem nos estados do Norte da Nigéria vivem sob a sharia (conjunto de leis islâmicas) e podem enfrentar discriminação e opressão como cidadãos de segunda classe. Os cristãos de origem muçulmana geralmente experimentam rejeição da família e pressão para renunciar à fé em Jesus. Eles frequentemente têm de fugir de casa sob ameaça de morte.

Em meados de 2025, extremistas entre o povo fulani atacaram várias comunidades no estado de Benue, Nigéria. Em uma semana aterrorizante, mais de 200 pessoas foram mortas e milhares foram forçadas a abandonar suas casas e vilarejos. A maioria das comunidades atacadas é composta por cristãos.

Essa brutalidade reflete um padrão contínuo na Nigéria: grupos extremistas atacam desproporcionalmente comunidades cristãs, deixando mortos, deslocados e traumatizados. O impacto pode ser devastador para a igreja na Nigéria. A fé resiliente dos cristãos nigerianos é posta à prova repetidamente. Os ataques direcionados deixam os cristãos feridos, agarrando-se à sua fé.

Resistindo em Cristo à violência

Recentemente, parceiros locais da Portas Abertas, organização que atende cristãos em mais de 70 países, passaram um tempo com algumas das pessoas deslocadas. Nas conversas impactantes, os cristãos compartilharam em primeira mão como foram os ataques. “Eles mataram muitos do nosso povo, incluindo muitos da família do meu marido. Por causa do caos, estávamos apenas correndo sem rumo”, relata Imma*, uma das sobreviventes em Benue, Nigéria.

Quanto à motivação dos ataques, os deslocados relatam: “Acho que eles querem nos converter à força ao islã, mas como não estamos fazendo isso, continuam nos atacando até que talvez percamos a fé”. Os parceiros locais da Portas Abertas conseguiram fornecer ajuda emergencial para cerca de 300 famílias após os ataques.

Para conhecer mais do trabalho da Portas Abertas e como ajudar os cristãos perseguidos na Nigéria clique aqui.

A perseguição a cristãos na África Subsaariana

Os cristãos que vivem em países da África Subsaariana, como Nigéria e Burkina Faso, estão sendo caçados por extremistas islâmicos. Vilas inteiras são destruídas, os homens são mortos, as mulheres e meninas são abusadas sexualmente e os meninos, quando não são assassinados, são obrigados a se juntarem ao exército de jihadistas.

Mais de 4.400 seguidores de Jesus foram mortos na região no período de pesquisa da Lista Mundial da Perseguição 2025, entre 1 de outubro de 2023 e 30 de setembro de 2024.

Violência contra cristãos

De acordo com dados da Lista Mundial da Perseguição 2025, 4.476 cristãos foram mortos por amarem e seguirem a Cristo. A Nigéria foi responsável por 69% das execuções, chegando ao total de 3.100 cristãos mortos. Outros países do continente africano também contribuíram para o número total de cristãos assassinados. Entre os dez países onde mais cristãos foram mortos, oito são africanos: República Democrática do Congo, Burkina Faso, Camarões, Níger, República Centro-Africana, Uganda e Moçambique, além da Nigéria.

A Nigéria também lidera o número de sequestros de cristãos: 2.830, o que equivale a 75% dos 3.775 casos na LMP 2025. Os sequestros são uma forma de amedrontar a comunidade cristã, conseguir dinheiro com os resgates e silenciar líderes cristãos. Além da Nigéria, outros países do continente africano: República Centro-Africana, República Democrática do Congo e Mali.

Forçados a Fugir

Por causa da violência e da pressão, o número de cristãos forçados a fugir de casa ou que precisaram se esconder dentro do próprio país por questões religiosas foi de 183.709. Nigéria lidera essa categoria com uma estimativa de 100 mil casos, o que representa mais de 50% do total. Mianmar, Burkina Faso, República Democrática do Congo e Índia juntos totalizam quase 70 mil casos, representando outros 38%. Além desses, outros países da África tiveram uma estimativa de ao menos mil casos cada: Camarões, República Centro-Africana, Chade, Etiópia, Mali, Moçambique, Níger, Sudão do Sul e Sudão.

Campanha Desperta África

A perseguição aos cristãos na África Subsaariana deixou rastros, como insegurança alimentar, traumas, pobreza e desespero. Em resposta às necessidades dos cristãos perseguidos na região, a Portas Abertas lançou a Campanha Global Desperta África (para saber mais, acesse o link)

Fonte: Portas Abertas

“Uma Nova História”, filme sobre fé, cura e superação divulga trailer oficial

Cena do filme "Uma Nova História" (Foto: Reprodução)
Cena do filme "Uma Nova História" (Foto: Reprodução)

O cinema cristão brasileiro se prepara para receber, no dia 6 de novembro de 2025, uma produção que promete emocionar e inspirar. O longa Uma Nova História, produção brasileira, acaba de lançar seu trailer oficial, trazendo à tona narrativas que dialogam com dores profundas da vida real: o vazio existencial, os traumas reprimidos e o luto. Mais do que entretenimento, o filme é um convite à reflexão sobre como feridas podem se transformar em pontos de partida para um futuro de fé e superação.

Nos últimos três meses, termos como “dores emocionais” e “saúde mental” estiveram entre os mais pesquisados no Google no Brasil. Esse movimento revela uma sociedade cada vez mais atenta ao autoconhecimento e aberta à busca por ajuda terapêutica para enfrentar traumas e feridas da alma. É nesse cenário que Uma Nova História se apresenta: um filme que dá voz a essas dores, transforma histórias em reflexão e aponta para o caminho da cura e da esperança de uma vida renovada.

Histórias que refletem a vida

A trama se desenvolve a partir de três personagens femininas que representam dilemas universais:

Janete, uma influencer que, apesar da fama e do reconhecimento online, enfrenta um vazio interior que nenhuma curtida consegue preencher.

Roberta, jovem que sofre convulsões enigmáticas, revelando memórias e traumas que insistem em permanecer escondidos.

Flávia, uma mulher em luto, que luta para reencontrar sentido após a perda de alguém amado.

Cada uma dessas histórias ecoa experiências comuns na sociedade atual. O filme mostra que, mesmo diante de dores aparentemente insuportáveis, existe um caminho de cura e esperança. Você se conecta com alguma dessas histórias? A terapeutae pastora Angela Sirino, reconhecida por seu trabalho na área de saúde emocional e espiritual, estreia como diretora e protagonista do filme.

Um filme que toca além da tela

A força de Uma Nova História não está apenas em sua narrativa cinematográfica, mas no impacto que ela pode gerar na vida de quem assiste. Ao trazer temas sensíveis como saúde emocional, pressões sociais e enfrentamento do luto, a obra cria um espaço de identificação e diálogo dentro das famílias e também nas comunidades de fé.

É um lembrete poderoso de que nenhuma dor é definitiva e que cicatrizes podem carregar novos significados — não como marcas de derrota, mas como símbolos de sobrevivência e transformação.

Um marco no cinema cristão

O lançamento de Uma Nova História marca um momento importante para o cinema cristão brasileiro, que tem ampliado seu alcance ao abordar temas contemporâneos com profundidade espiritual. O longa reforça que contar histórias de dor e recomeço é também uma forma de ministério, oferecendo esperança para quem precisa reescrever sua própria jornada.

Assista o trailer:

Tradução da Bíblia cresce e faz milhões de pessoas receberem as Escrituras em seu próprio idioma

Bíblia Sagrada (Foto: Reprodução)
Bíblia Sagrada (Foto: Reprodução)

O movimento global para tornar a Bíblia disponível em todos os idiomas está ganhando força notável, com novos números mostrando progresso histórico nos esforços de tradução.

Divulgadas no Dia Internacional da Tradução das Nações Unidas, 30 de setembro, as últimas estatísticas da Wycliffe Bible Translators destacam como uma das maiores barreiras à missão cristã — a ausência das Escrituras nas línguas nativas das pessoas — está sendo rapidamente superada.

Somente no ano passado, 118 novas traduções da Bíblia e do Novo Testamento foram lançadas — uma média de uma a cada três dias.

Destes, 23 eram Bíblias completas e 95 eram Novos Testamentos, marcando o maior total anual até hoje.

Os avanços estão aproximando o dia em que cada comunidade poderá acessar a palavra de Deus em seu próprio idioma.

Apenas 12 meses antes, 985 idiomas foram identificados como adequados para tradução, embora nenhuma parte da Bíblia tivesse sido iniciada neles.

Esse número caiu drasticamente em 44%, para 550.

Em 2021, o número era de 1.892.

“Durante séculos, bilhões de pessoas viveram sem um único versículo da Bíblia em sua língua”, afirmou o diretor executivo da Wycliffe Bible Translators, James Poole. “A ausência da Palavra de Deus na língua nativa das pessoas é uma das maiores barreiras para que as boas novas cheguem a todos. Mas essa história está mudando.”

Nos últimos anos, temos visto um aumento extraordinário na tradução da Bíblia. O progresso está acontecendo em um ritmo e escala nunca antes vistos, e comunidades inteiras estão começando a receber as Escrituras muito mais cedo do que poderíamos imaginar.

“Este é um momento extraordinário na missão mundial. Deus está trabalhando, e temos o privilégio de fazer parte disso.”

O progresso deste ano significa que, pela primeira vez, 197 milhões de pessoas agora têm a Bíblia completa disponível em sua língua materna — um número equivalente à população do Brasil. Outros 54 milhões de pessoas receberam acesso ao Novo Testamento.

Programas de tradução também foram iniciados em 461 novos idiomas, com uma média de um novo idioma sendo iniciado a cada 19 horas.

Wycliffe observa que trechos das Escrituras foram publicados pela primeira vez em 174 idiomas, o que significa que comunidades inteiras agora estão encontrando a palavra de Deus em sua própria língua.

Para muitas comunidades, a chegada das Escrituras foi transformadora.

No Togo e no Benim, o falecido Kaleb Edoh, que liderou o projeto de tradução de Ifè, explicou a importância do Antigo Testamento para seu povo: “Há muitas histórias no Antigo Testamento que nos ajudam a entender o Novo Testamento. Os sacrifícios descritos no Antigo Testamento são muito semelhantes aos sacrifícios animistas realizados na vida tradicional de Ifè.

“Ler o que Levítico tem a dizer sobre sacrifícios ajudará nosso povo a entender o que eles eram antes de vir a Cristo e como eles mudaram desde então.

“Por isso é muito importante que o nosso povo tenha toda a Bíblia traduzida para Ifè.”

Em Papua Nova Guiné, o povo Nobonob marcou o lançamento de sua Bíblia completa em junho, décadas depois de receber o Novo Testamento em 1990.

Ulys, um tradutor, descreveu a dedicação: “Em 1990, o Novo Testamento Nobonob foi dedicado, mas os líderes Nobonob queriam a Bíblia inteira. Mas tudo isso não foi justo para que se pudesse dizer: ‘A Bíblia está traduzida para a língua Nobonob’.”

Não, isso foi feito para que o povo Nobonob, e outros que podem lê-lo, entendam seu significado e o sigam. A palavra de Deus não é para ser lida casualmente. Não, é para nos dar orientação.

Os esforços de tradução também tiveram efeitos colaterais inesperados. Em alguns casos, a tradução da Bíblia preservou línguas que corriam o risco de desaparecer.

O povo Label da Papua Nova Guiné enfrentou a extinção de sua língua, mas um grupo determinado de crentes insistiu em traduzir as Escrituras para ela.

Duas décadas depois, não apenas a língua está prosperando na forma escrita, mas a comunidade também tem o Novo Testamento em formato Label.

Em Uganda, a tradução tem sido a base da educação e da alfabetização. Por meio do programa “Vamos Ler Juntos”, as pessoas aprenderam a ler usando as Escrituras em sua língua materna. Como resultado, as comunidades relataram melhorias no comportamento, na higiene e no desempenho escolar, além de um maior engajamento com a fé.

Poole enfatizou o impacto duradouro desses acontecimentos: “À medida que as pessoas passam a compreender claramente a profundidade do amor de Deus e a grandeza da obra de Cristo por elas, vidas e comunidades serão transformadas. Que privilégio é ver isso acontecer em nossa geração.”

Apesar do rápido progresso, a Wycliffe relata que cerca de 1 em cada 5 pessoas no mundo — cerca de 1,5 bilhão de indivíduos — ainda não tem a Bíblia em seu idioma. A organização pede apoio contínuo até que todos os idiomas sejam cobertos.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Pesquisa revela que milhares de igrejas no Reino Unido podem fechar até 2030

Porta de igreja fechada (Foto: Canva pro)
Porta de igreja fechada (Foto: Canva pro)

Uma pesquisa nacional realizada pela instituição de caridade britânica National Churches Trust levantou preocupações de que até 2.000 igrejas em todo o Reino Unido podem fechar nos próximos cinco anos.

A instituição de caridade, que trabalha para ajudar e preservar edifícios históricos de igrejas, reuniu 3.600 respostas de congregações na Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte em maio e junho.

As descobertas, publicadas na edição de outubro do Future First , revelam que, embora a maioria das congregações permaneça otimista sobre o futuro de seus edifícios, uma pequena, mas significativa proporção teme que o fechamento seja iminente.

De acordo com a pesquisa, quase 70% dos entrevistados estão confiantes de que sua igreja ainda estará aberta para cultos em 2030, com outros 26% dizendo que ela é “provavelmente” segura.

No entanto, 5% disseram que não tinham certeza se sua igreja sobreviveria, um número que, se aplicado nacionalmente, equivaleria a cerca de uma em cada 20 congregações fechando suas portas.

Igrejas em áreas rurais emergiram como as mais vulneráveis, com 7% dos entrevistados de áreas rurais prevendo fechamento.

Se confirmado, isso equivaleria ao fechamento de cerca de 900 igrejas rurais nos próximos cinco anos.

A pesquisa também destacou diferenças denominacionais, com os metodistas sendo os mais incertos e 12% deles prevendo que sua igreja poderá fechar até 2030. Os presbiterianos foram os próximos, com 9% expressando dúvidas.

Batistas e independentes demonstraram níveis menores, mas notáveis, de preocupação, enquanto os anglicanos — que representam a maior parcela das congregações — relataram um risco menor de fechamento, de 4%.

Apesar da porcentagem menor, o grande número de igrejas anglicanas significa que isso ainda pode significar quase 700 fechamentos, incluindo cerca de 40 no País de Gales.

O status listado também parece desempenhar um papel nos níveis de confiança.

Congregações que cultuavam em igrejas históricas tombadas como Grau I eram mais propensas a acreditar que seus prédios permaneceriam abertos em comparação àquelas em propriedades não tombadas.

As catedrais, por sua vez, expressaram total certeza de que ainda estariam operando em 2030.

No geral, a pesquisa sugere que, embora a maioria dos prédios de igrejas deva permanecer aberta, o efeito combinado do declínio rural, das pressões denominacionais e dos desafios financeiros pode causar cerca de 2.000 fechamentos nos próximos anos.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Fotógrafa cristã não é obrigada a trabalhar em casamentos do mesmo sexo, decide tribunal nos EUA

Chelsey Nelson é fotógrafa e blogueira de casamento em Louisville, Kentucky. | Foto: Cortesia de Chelsey Nelson
Chelsey Nelson é fotógrafa e blogueira de casamento em Louisville, Kentucky. | Foto: Cortesia de Chelsey Nelson

Um tribunal federal decidiu a favor de uma fotógrafa cristã que contesta disposições antidiscriminatórias que, segundo ela, a forçariam a trabalhar em casamentos entre pessoas do mesmo sexo, apesar de suas objeções religiosas. Este é o exemplo mais recente de tribunais americanos decidindo a favor da proteção da liberdade religiosa.

Em uma opinião publicada na terça-feira, o Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Oeste de Kentucky deu razão à fotógrafa Chelsey Nelson em sua disputa legal em andamento com a cidade de Louisville sobre a proibição de discriminação com base na orientação sexual e identidade de gênero ou a negação de serviços com base nessas características.

O juiz Benjamin Beaton, nomeado para o tribunal pelo presidente Donald Trump, foi o autor da decisão.

Nelson, uma cristã praticante que acredita que o casamento é uma união sacramental entre um homem e uma mulher, informa a potenciais clientes que não presta serviços de fotografia para casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Ela entrou com uma ação judicial alegando que as disposições de não discriminação violavam as cláusulas de Liberdade de Expressão e Livre Exercício da Primeira Emenda da Constituição dos EUA, bem como a Lei de Restauração da Liberdade Religiosa do Kentucky.

Embora o tribunal federal tenha decidido a favor de Nelson em 2022, proibindo Louisville de aplicar as disposições de não discriminação contra ela, ela apelou da rejeição de seu pedido de indenização nominal, enquanto a cidade também recorreu ao Tribunal de Apelações dos EUA para o Sexto Circuito em um esforço para reverter a decisão contra as leis locais.

Em 2023, após o tribunal distrital decidir contra as disposições de não discriminação e enquanto o caso estava em apelação perante o Sexto Circuito, a Suprema Corte dos EUA emitiu uma decisão importante no caso 303 Creative v. Elenis . Essa decisão, que determinou que a Constituição dos EUA proíbe os estados de usar “atividade expressiva para obrigar a expressão”, tornou-se um precedente vinculativo para casos envolvendo liberdade religiosa.

Como resultado da decisão do caso 303 Creative , o Sexto Circuito devolveu o caso de Nelson ao tribunal inferior para novos procedimentos. A decisão de terça-feira marca o ápice desses esforços legais. Além de apoiar Nelson, mantendo as decisões anteriores que proibiam a cidade de Louisville de aplicar as leis locais contra ela, Beaton concedeu-lhe uma indenização nominal.

Conforme explicado pela organização jurídica conservadora sem fins lucrativos Alliance Defending Freedom, que representou Nelson em seu litígio, “danos nominais são um tipo de compensação que remedia danos passados, previne má conduta futura e reivindica liberdades constitucionais”. Em uma declaração reagindo à decisão, o conselheiro sênior da ADF, Bryan Neihart, disse: “A liberdade de expressão é para todos”.

“Como a Suprema Corte decidiu há dois anos no caso 303 Creative v. Elenis , os americanos têm a liberdade de expressar e criar mensagens que se alinhem às suas crenças sem medo de punição governamental”, acrescentou. “Por mais de cinco anos, autoridades de Louisville afirmaram que podiam forçar Chelsey a promover visões sobre o casamento que violassem suas crenças religiosas.”

Segundo Neihart, “a Primeira Emenda deixa a decisão sobre o que dizer a cargo do povo, não do governo. A [decisão] do tribunal distrital se baseia neste princípio fundamental da Primeira Emenda e se baseia na vitória no caso 303 Creative. ”

Nelson reagiu à decisão declarando: “O governo não pode forçar os americanos a dizerem coisas em que não acreditam, e as autoridades estaduais pagaram e continuarão a pagar um preço quando violam essa liberdade fundamental”.

Ela acrescentou que “a liberdade de falar sem medo de censura” é um “direito constitucionalmente garantido”.

“Sou grata à minha equipe jurídica na Alliance Defending Freedom que levou meu caso à vitória não apenas para mim, mas para todos os outros artistas em Louisville”, afirmou ela.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Sarah Mullally é nomeada a primeira mulher arcebispa de Canterbury

Sarah Mullally é a primeira mulher arcebispa de Canterbury (Foto: Palácio de Lambeth)
Sarah Mullally é a primeira mulher arcebispa de Canterbury (Foto: Palácio de Lambeth)

A Bispa de Londres, Sarah Mullally, foi anunciada como a 106ª Arcebispa de Canterbury após um processo de seleção que durou vários meses.

Ela é a primeira mulher arcebispa de Canterbury e, antes de sua nomeação, era bispa de Londres desde 2018.

Comentando sobre sua nomeação, ela disse: “Ao responder ao chamado de Cristo para este novo ministério, faço-o com o mesmo espírito de serviço a Deus e aos outros que me motivou desde que cheguei à fé, quando era adolescente.

“Em cada etapa dessa jornada, ao longo da minha carreira de enfermagem e do ministério cristão, aprendi a ouvir atentamente as pessoas e a gentil inspiração de Deus para buscar unir as pessoas e encontrar esperança e cura.

“Quero, muito simplesmente, encorajar a Igreja a continuar a crescer na confiança no Evangelho, a falar do amor que encontramos em Jesus Cristo e a que ele molde as nossas ações.

“E estou ansioso para compartilhar esta jornada de fé com milhões de pessoas que servem a Deus e suas comunidades em paróquias por todo o país e em toda a Comunhão Anglicana global.

“Sei que é uma responsabilidade enorme, mas a encaro com uma sensação de paz e confiança em Deus para me carregar como Ele sempre fez.”

Ela foi confirmada após um longo processo de seleção liderado pela Comissão de Nomeações da Coroa, um órgão de 20 membros que incluía o Arcebispo de York, Stephen Cottrell, a segunda figura mais importante da Igreja da Inglaterra.

Lord Evans de Weardale, presidente da Comissão de Nomeações da Coroa, recebeu bem a notícia, dizendo: “Foi um grande privilégio presidir a Comissão de Nomeações da Coroa, que buscava discernir quem Deus está chamando para liderar a Igreja da Inglaterra e a Comunhão Anglicana como Arcebispo de Canterbury.

“Esse discernimento começou com a consulta pública, que ouviu as vozes de milhares de pessoas expressando suas esperanças por essa nomeação, e continuou até a reunião final da Comissão.

“Gostaria de agradecer a todos que participaram deste processo, especialmente aqueles que reservaram um tempo para compartilhar suas opiniões na consulta e aos membros da Comissão que trabalharam tão diligentemente ao longo de vários meses, habilmente auxiliados pelos Secretários de Nomeações e pela equipe de Nomeações e Vocações do Lambeth Palace.

“Estarei orando pela Bispa Sarah enquanto ela se prepara para assumir este novo ministério nos próximos meses.”

A Bispa de Dover, Rose Hudson-Wilkin, disse que sua nomeação foi “um momento significativo para a Igreja da Inglaterra, a Comunhão Anglicana Mundial e a Diocese de Canterbury”.

“Hoje testemunhamos a história sendo feita, a primeira mulher a ser nomeada para esta função que existe há mais de 1.400 anos”, disse ela.

Os evangélicos têm sido bem menos efusivos, com o presidente do movimento ortodoxo Gafcon, o arcebispo Laurent Mbanda, pedindo que ela se “arrependa” por seu apoio às bênçãos para pessoas do mesmo sexo.

“Esta nomeação abandona os anglicanos do mundo todo, pois a Igreja da Inglaterra escolheu um líder que dividirá ainda mais uma Comunhão já dividida”, disse ele.

O Conselho Evangélico da Igreja da Inglaterra apelou a Mullally para “manter a fé apostólica e convocar a Igreja da Inglaterra a se comprometer novamente com as doutrinas e formulários históricos que lhe foram confiados”.

O cargo de Arcebispo de Canterbury ficou vago por muitos meses após a renúncia do antecessor de Mullally, Justin Welby, que renunciou após o relatório Makin acusá-lo de não denunciar à polícia os abusos prolíficos cometidos pelo falecido John Smyth. Ele deixou o cargo formalmente em janeiro.

Esta foi a primeira vez que homens e mulheres foram elegíveis para o cargo depois que a Igreja da Inglaterra permitiu bispas em 2014.

Outras candidatas importantes foram a Bispa de Chelmsford, Guli Francis-Dehqani, e a Bispa de Gloucester, Rachel Treweek.

A nomeação de Arcebispo de Canterbury é significativa, pois ele também atua como líder espiritual da Comunhão Anglicana mundial, grande parte da qual tem uma visão mais conservadora sobre questões como sexualidade e mulheres ordenadas.

O bispo Anthony Poggo, secretário-geral da Comunhão Anglicana, disse: “Acolho e elogio a nomeação da Bispa Sarah como a próxima Arcebispa de Canterbury e convido as igrejas da Comunhão Anglicana global a orar por ela enquanto ela se prepara para assumir este importante ministério.

Que Deus lhe conceda sabedoria e discernimento, enquanto ela busca ouvir as igrejas-membro, incentivar o apoio mútuo e promover a unidade.

“O Escritório da Comunhão Anglicana está totalmente comprometido em apoiar seu ministério enquanto ela trabalha com outras Províncias e os Instrumentos da Comunhão Anglicana.

“Oremos para que Deus derrame Seu Espírito sobre a Comunhão Anglicana para compartilhar corajosamente o amor transformador de Cristo e a esperança do Evangelho no mundo de hoje.” 

Mullally será empossado em um culto na Catedral de Canterbury em 25 de março de 2026.

Ela assume a liderança da Igreja da Inglaterra em um momento de profundas divisões sobre as recentes medidas para abençoar casais do mesmo sexo. Essa divisão se estende a grandes partes da Comunhão Anglicana, particularmente às províncias do Sul Global, muitas das quais rejeitaram a liderança de Welby sobre as bênçãos para casais do mesmo sexo.

Em uma carreira e ministério abrangentes, Mulllally foi a pessoa mais jovem a ser nomeada Diretora de Enfermagem do governo para a Inglaterra antes de ser ordenada sacerdote em 2002. Em 2018, ela se tornou a primeira mulher a ser nomeada Bispa de Londres.

Por muitos anos, ela liderou o projeto Viver no Amor e na Fé, uma consulta na Igreja da Inglaterra sobre sexualidade, casamento e identidade de gênero que abriu caminho para a aprovação de bênçãos para pessoas do mesmo sexo.

O Primeiro Ministro Sir Keir Starmer disse: “A Igreja da Inglaterra é de profunda importância para este país. Suas igrejas, catedrais, escolas e instituições de caridade fazem parte da estrutura de nossas comunidades.

“A Arcebispa de Canterbury desempenhará um papel fundamental em nossa vida nacional. Desejo a ela todo o sucesso e estou ansioso para trabalharmos juntos.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

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