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Três membros de uma família cristã foram assassinados na Índia

Cristãos sofrem perseguição por causa da fé, na Índia. (Foto: Reprodução)
Cristãos sofrem perseguição por causa da fé, na Índia. (Foto: Reprodução)

A organização Christian Solidarity Worldwide (CSW) manifestou preocupação com a aparente falta de interesse na motivação religiosa por trás do brutal assassinato de três membros de uma família cristã na Índia.

Jitendra Soren, sua esposa Malati e sua filha de 15 anos foram assassinados em 25 de janeiro, supostamente por membros de sua família extensa que se opunham à sua conversão ao cristianismo.

A família Soren, que morava na vila de Nialijharan, no estado de Odisha, se converteu há cerca de um ano. Nas semanas que antecederam o assassinato, membros da família teriam feito ameaças de morte, dizendo que se os Soren continuassem a frequentar a igreja, seriam mortos. Eles também acusaram os Soren de praticar magia negra.

No dia dos assassinatos, os irmãos e sobrinhos de Jitendra Soren apareceram na casa da família e repetiram as acusações de magia negra. Eles também alegaram que outros membros da família estavam com problemas de saúde devido à frequência de Soren à igreja.

O Sr. Soren negou as acusações e foi empurrado ao chão. Sua filha tentou intervir, mas foi morta por um golpe de machado. A Sra. Soren também foi morta ao tentar salvar a filha. O Sr. Soren foi morto ao tentar escapar.

Uma filha mais nova conseguiu escapar do ataque. Os Sorens também tinham uma filha mais velha, que é casada, e um filho que estava estudando fora. Os membros sobreviventes da família estão atualmente escondidos na casa de um amigo da família.

A polícia registrou um Boletim de Ocorrência, necessário para o início de uma investigação, mas classificou o incidente como uma disputa de terras, e não como um ato de intolerância anticristã.

Mervyn Thomas, fundador e presidente da CSW, disse: “O brutal assassinato de Jitendra Soren, sua esposa Malati e sua filha pequena é um lembrete arrepiante da extrema vulnerabilidade enfrentada pelas minorias religiosas em Odisha e em toda a Índia.

“Desconsiderar esse ato horrível como uma mera disputa de terras não é apenas uma distorção dos fatos, mas também uma profunda injustiça para os sobreviventes que testemunharam sua família sendo alvo de ataques por causa de sua fé.”

“A CSW apela às autoridades para que garantam que o Boletim de Ocorrência reflita com precisão a animosidade anticristã e as falsas alegações de magia negra que motivaram este ataque. A justiça não pode ser feita se o motivo for obscurecido.”

Ele pediu ao governo que “aja imediatamente” para proteger as crianças sobreviventes e “combata a crescente onda de intolerância que continua a ceifar vidas nas comunidades tribais”.

Ele acrescentou: “A Índia não pode permitir que uma cultura de impunidade se enraíze, onde mudar de fé se torna uma sentença de morte.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Editora Mundo Cristão firma parceria com os Estúdios Globo

Vitória Souza e o romance “Círculos não são Infinitos” (Foto: Reprodução)
Vitória Souza e o romance “Círculos não são Infinitos” (Foto: Reprodução)

Uma parceria pioneira entre os Estúdios Globo e a Editora Mundo Cristão promete levar narrativas de ficção cristã para o formato audiovisual. A iniciativa, que visa atender ao crescente público evangélico no Brasil, tem como pontapé inicial a adaptação do romance “Círculos não são Infinitos”, da autora Vitória Souza. A parceria, conforme a editora, surgiu da identificação de interesses mútuos em produzir histórias que ressoem com valores cristãos.

O acordo estabelece uma preferência na aquisição dos direitos de adaptação, abrangendo tanto títulos já publicados quanto futuros lançamentos do catálogo da Mundo Cristão. O objetivo é transpor para produções televisivas obras de ficção que apresentem uma perspectiva cristã.

Primeira obra a ganhar adaptação audiovisual

Círculos não são Infinitos” foi selecionado para integrar o núcleo de Filmes dos Estúdios Globo. A trama acompanha Maeve, uma escritora que lida com uma crise matrimonial e um bloqueio criativo que a aproximam do divórcio de seu marido, William. Uma licença de 30 dias oferecida por seu editor a leva a redescobrir memórias de seu passado através de um caderno encontrado em um sebo. Ao revisitar momentos cruciais de sua juventude, faculdade e conversas com a tia Josi, a história explora os temas de encerramento de ciclos e recomeços.

Mark Carpenter, diretor-presidente da Editora Mundo Cristão, vê na adaptação uma expansão significativa para a circulação das obras. “Nosso catálogo reúne histórias envolventes com qualidade literária e fundamentadas em valores cristãos. Acreditamos que essas histórias têm o potencial de alcançar novos públicos, promovendo reflexão e inspiração, sem renunciar à integridade de seu conteúdo”, pontua.

Betina Paulon, produtora executiva de Filmes dos Estúdios Globo, ressalta o papel histórico da literatura como base para o audiovisual. “Boas histórias despertam emoções e permanecem vivas na memória. Histórias bem construídas podem ser reinterpretadas a cada novo formato, mantendo sua essência e, ao mesmo tempo, alcançando novos públicos”, comenta.

Para a Mundo Cristão, a parceria representa um reconhecimento da qualidade literária do seu acervo e um avanço na consolidação da ficção cristã como um segmento cultural relevante no Brasil. A editora enfatiza que uma adaptação bem-sucedida deve manter a integridade da mensagem e a essência da obra original, respeitando as particularidades da linguagem audiovisual e preservando a profundidade das reflexões sobre fé.

Crescimento do gênero e expectativa da autora

O gênero de ficção cristã tem demonstrado um desempenho comercial notável no catálogo da Mundo Cristão. Em 2025, metade dos vinte títulos mais vendidos da editora pertencia a este gênero. A série “Corajosas”, lançada em 2024, já ultrapassou a marca de 200 mil exemplares vendidos.

Vitória Souza, autora de “Círculos não são Infinitos”, expressou entusiasmo com o projeto, apesar de ainda não ter detalhes sobre sua participação direta nas etapas de desenvolvimento. A autora destacou a importância de a adaptação preservar o caráter cristocêntrico da narrativa, afirmando que a essência da história reside na compreensão do amor constante de Deus como fundamento para o desfecho feliz da personagem.

Até o momento, não há um cronograma definido para a produção e exibição do telefilme, nem informações sobre outros títulos que poderão ser adaptados, decisões que ficam a cargo dos Estúdios Globo.

Sobre a autora

Natural de Belém, Vitória Souza tem 26 anos e é formada em administração. Começou a escrever histórias na pandemia e tem publicadas as obras Aurora (2024) e Círculos não são Infinitos (2025), ambas pela Editora Mundo Cristão.

Sobre a Editora Mundo Cristão

Considerada um dos principais selos editoriais do país, a EMC publica bíblias e livros de autores nacionais e estrangeiros, de diversas categorias literárias, sempre orientada por uma postura teológica cristã, histórica e equilibrada.

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Com informações de Comunhão

Coreia do Sul debate lei que pode permitir fechamento de igrejas

Igreja Presbiteriana Namdaemun, em Seul, Coreia do Sul. (Foto: Guillermo Pérez/Unsplash)
Igreja Presbiteriana Namdaemun, em Seul, Coreia do Sul. (Foto: Guillermo Pérez/Unsplash)

A Coreia do Sul está imersa em um debate legislativo que pode alterar o panorama da liberdade religiosa no país. Parlamentares discutem uma proposta de lei que, se aprovada, daria ao governo a prerrogativa de iniciar processos para a dissolução de organizações religiosas, como igrejas, sob determinações específicas.

Essa movimentação ocorre em um contexto de investigações que envolvem alguns grupos religiosos e suas potenciais ligações políticas. Autoridades argumentam que a medida visa a responsabilizar instituições que incorram em irregularidades ou que ajam em desacordo com o interesse público.

Críticos, contudo, veem a proposta como um precedente perigoso, que pode abrir portas para o controle estatal sobre a prática religiosa. A preocupação central reside na possibilidade de ações individuais de líderes ou erros atribuídos a eles terem repercussões sobre toda uma comunidade religiosa, levantando receios sobre abusos e interferências governamentais indevidas em instituições de fé.

A justificativa oficial da proposta, conforme divulgado pelo site Bitter Winter, aponta que a lei atual permite a revogação de licenças de organizações sem fins lucrativos que “realizam atividades fora de sua finalidade declarada, violam as condições de sua licença de funcionamento ou se envolvem em atos prejudiciais ao interesse público”.

O portal de defesa da liberdade de crença critica a redação, descrevendo-a como uma tática com boa intenção aparente que “esconde um plano para uma intromissão governamental sem precedentes na vida religiosa”, transformando-se em uma “ferramenta para dissolver igrejas arbitrariamente, realizar buscas sem mandado e confiscar seus bens”.

A Constituição sul-coreana, que salvaguarda a liberdade religiosa e a separação entre Estado e religião, pode apresentar um obstáculo significativo. Juristas apontam que qualquer legislação aprovada nesse sentido provavelmente enfrentará contestações judiciais por violar esses princípios fundamentais.

O presidente Lee Jae Myung, em dezembro passado, declarou que organizações religiosas que “se envolvam em atos violando a Constituição e as leis” devem ser dissolvidas. Ele indicou que o Ministério da Cultura, Esportes e Turismo tem a faculdade de iniciar tais procedimentos, com o julgamento final cabendo aos tribunais. A discussão reflete um cenário internacional onde governos no Leste Asiático têm aumentado a intervenção em instituições religiosas.

Um exemplo citado por Lee foi o caso no Japão, onde um tribunal ordenou a dissolução da Family Federation for World Peace and Unification (Igreja da Unificação) em março de 2025, após um pedido governamental. A decisão retirou o status legal e os benefícios fiscais da organização, intensificando-se após investigações sobre práticas de arrecadação consideradas abusivas e em decorrência do assassinato do ex-primeiro-ministro Shinzo Abe.

A proposta de alteração ao Artigo 37 é vista como um ponto de alarme por defensores da liberdade religiosa. Ela prevê que autoridades possam exigir registros financeiros e operacionais de organizações religiosas com pouca antecedência, criando um “ônus constante de conformidade” e o risco de que qualquer hesitação ou falha na apresentação de documentos possa levar a igreja a ser vista como não cooperativa ou suspeita.

O Artigo 38 revisado, por sua vez, permitiria a revogação da licença de funcionamento se a organização “violou a separação entre religião e Estado” ou “prejudicou o interesse público”, termos considerados amplos o suficiente para abranger qualquer manifestação política, como críticas a políticas governamentais ou posicionamentos sobre direitos humanos, o que poderia culminar na dissolução de um grupo religioso inteiro pelas ações de um único indivíduo.

Diante dessas preocupações, a proposta enfrenta resistência de líderes religiosos, juristas e ativistas de direitos civis, que clamam por cautela para que eventuais alterações legislativas não comprometam a liberdade religiosa, um pilar democrático essencial.

Folha Gospel com informações de Guia-me e Bitter Winter

Fé ajuda a vencer vícios, aponta estudo de Harvard e Stanford

Pessoas louvando durante culto em igreja (Foto: Canva Pro)
Pessoas louvando durante culto em igreja (Foto: Canva Pro)

Um amplo estudo conduzido por especialistas de Harvard e Stanford, divulgado recentemente, aponta a fé como um fator crucial na batalha contra dependências químicas e na prevenção do uso de substâncias. A pesquisa, intitulada “Espiritualidade e Uso de Álcool e Outras Drogas Nocivos ou Perigosos” e publicada na prestigiada revista JAMA Psychiatry, solidifica a espiritualidade como um pilar na recuperação e na prevenção do consumo de álcool e outras drogas.

Os pesquisadores analisaram dados de mais de meio milhão de participantes, correlacionando a frequência em atividades religiosas, o engajamento em práticas espirituais e a relevância pessoal da fé com indicadores de uso problemático de substâncias. Os resultados indicam que grupos de apoio que integram a fé e a conexão com um “poder superior”, como o Alcoólicos Anônimos, demonstram alta eficácia na superação de vícios.

Práticas espirituais influenciam o cérebro e reduzem riscos

Evidências da neurociência corroboram essas descobertas, sugerindo que práticas espirituais podem modular regiões cerebrais associadas ao controle do estresse e ao sistema de recompensa, facilitando assim o processo de reabilitação. O envolvimento espiritual mostrou-se ligado a uma diminuição de 13% no risco de desenvolvimento de dependência. Esse benefício se expande para 18% em indivíduos que participam de serviços religiosos semanalmente, atuando como uma barreira protetora contra o consumo de drogas e adiando o início do uso, o que pode prevenir vícios crônicos na vida adulta.

Os autores do estudo ponderam que os efeitos positivos da fé também podem advir de fatores complementares, como redes de suporte social mais robustas, um maior senso de pertencimento comunitário e a adoção de estilos de vida mais organizados.

Espiritualidade como ferramenta terapêutica no tratamento de dependência

Diante dos resultados, os pesquisadores recomendam a inclusão da espiritualidade como um componente nos atendimentos médicos a dependentes químicos, sempre com respeito à autonomia e às crenças individuais de cada paciente. A sugestão é que profissionais de saúde possam abordar o tema de forma sensível, por meio de perguntas como “A religião ou espiritualidade são importantes para você ao pensar sobre sua saúde?” ou “Você gostaria de ter alguém com quem conversar sobre assuntos espirituais?”.

A pesquisa também endossa a formação de parcerias entre os sistemas públicos de saúde e comunidades religiosas. A relevância do tema é acentuada pelas estatísticas globais da Organização Mundial da Saúde (OMS), que registram mais de 3 milhões de mortes anuais devido ao consumo de álcool e drogas. No Brasil, dados recentes apontam para quase 9 mil mortes por overdose em 2023, com um investimento governamental significativo em tratamentos nos anos anteriores.

Relatório dos EUA classifica Nigéria como um dos países mais perigosos para cristãos

Cristãos durante culto em igreja na Nigéria (Foto: Gracious Adebayo/Unsplash.com )
Cristãos durante culto em igreja na Nigéria (Foto: Gracious Adebayo/Unsplash.com )

Um novo e contundente relatório apresentado ao governo americano lança um alerta internacional sobre a escalada da perseguição a cristãos na Nigéria, classificando o país africano como um dos ambientes mais hostis para a prática da fé. O documento, fruto de um esforço conjunto de comitês da Câmara dos Representantes, detalha um aumento significativo em ataques violentos direcionados a membros de igrejas, líderes religiosos e comunidades cristãs em diversas regiões.

O material foi concebido para expor a crise humanitária e religiosa que aflige milhares de nigerianos, reunindo dados, análises e depoimentos que pintam um quadro sombrio de assassinatos, destruição de vilarejos e deslocamentos forçados.

O objetivo primário da iniciativa, conforme destacado pelo deputado Riley Moore, é instigar uma resposta mais enérgica por parte dos Estados Unidos frente à grave situação. Ele enfatiza que o reconhecimento formal da perseguição é um passo crucial para a ativação de medidas diplomáticas e políticas eficazes na proteção da liberdade religiosa. Brian Mast, presidente do Comitê de Relações Exteriores da Câmara, reforça a urgência, afirmando que os Estados Unidos não podem se omitir diante do sofrimento da comunidade cristã nigeriana.

Tom Cole, presidente do Comitê de Orçamento da Câmara, ressaltou a natureza multifacetada do relatório. “Nosso relatório conjunto se concentra na defesa de vidas, na preservação da liberdade religiosa e na luta contra o terrorismo. Afirmamos uma dualidade necessária, não importa onde estejamos: defendemos os princípios dos EUA reforçando a segurança. Protegemos a fé desmantelando o terrorismo.” Ele complementou, “E reconhecemos que um mundo em que os fiéis estejam seguros não é alcançado apenas pela esperança – ele é garantido por uma vigilância que dissuade o mal, enfrenta a violência e permanece de guarda para que a oração nunca fique indefesa.”

Chris Smith, outro congressista envolvido na elaboração do documento, aponta para uma falha persistente das autoridades nigerianas em conter a violência perpetrada por grupos radicais ao longo de quase duas décadas. A ausência de responsabilização para os agressores, segundo ele, tem sido um fator determinante para a contínua intensificação dos ataques. O parlamentar criticou a postura do governo nigeriano, afirmando que a omissão em punir extremistas islamistas que atacam indiscriminadamente cristãos e muçulmanos não radicalizados tem encorajado ainda mais atos de terror e sofrimento.

Em resposta à classificação da Nigéria como um “lugar perigoso para os cristãos”, o governo nigeriano, por meio do ministro da Informação e Orientação Nacional, Mohammed Idris, declarou que está comprometido em salvaguardar todos os seus cidadãos. Idris assegurou que a violência observada não é resultado de políticas governamentais ou discriminação religiosa, mas sim de complexas ameaças à segurança, incluindo terrorismo, criminalidade organizada e tensões comunitárias históricas. No entanto, essa narrativa contrasta com a visão expressa por figuras como o ex-presidente Donald Trump, que anteriormente designou a Nigéria como “País de Preocupação Especial” em 2025, citando recorrentes violações à liberdade religiosa.

Os autores do relatório veem a situação como um chamado urgente à comunidade internacional, com a expectativa de que o documento sirva para aprofundar o debate global sobre perseguição religiosa e catalisar ações concretas em defesa dos cristãos nigerianos. A comunidade internacional acompanha com apreensão, enquanto líderes religiosos e organizações humanitárias continuam a denunciar a grave crise de liberdade religiosa no país.

Fonte: Tribuna Gospel

Congresso de Honduras aprova incentivo à leitura da Bíblia em escolas

Congresso Nacional de Honduras. (Foto: Imagem ilustrativa/Facebook/Congreso Nacional HN).
Congresso Nacional de Honduras. (Foto: Imagem ilustrativa/Facebook/Congreso Nacional HN).

O Congresso Nacional de Honduras deu um passo inédito ao aprovar um incentivo para a leitura da Bíblia em escolas públicas do país. A iniciativa, apresentada pelo presidente da casa legislativa, Tomás Zambrano, visa reintroduzir princípios éticos e cívicos que, segundo ele, têm se desvanecido na sociedade, contribuindo para o aumento da violência.

Em sessão realizada no dia 3 de fevereiro, os deputados debateram e endossaram a proposta, que Zambrano classificou não como uma questão religiosa, mas sim de fomento a valores essenciais nas crianças.

O deputado Arnold Burgos reforçou o argumento, enfatizando a importância da formação espiritual para a construção de cidadãos com forte caráter ético em Honduras. Ele ressaltou que, embora nem todos tenham tido a oportunidade de frequentar aulas bíblicas, a inculcação de valores cristãos é crucial, pois muitos se perdem no percurso de vida. Godofredo Fajardo, outro deputado, complementou que a educação tradicional, focada apenas em disciplinas como matemática e leitura, não é suficiente para formar indivíduos mais completos.

“Não basta ensinar adição e leitura, precisamos de princípios e valores para formar cidadãos melhores”, argumentou Fajardo, ecoando a necessidade de um componente moral no desenvolvimento educacional. A decisão do Congresso foi unânime, culminando na criação de uma comissão especial multipartidária. Este grupo terá a tarefa de definir os moldes da implementação da leitura bíblica nas instituições de ensino, sendo composto por nove legisladores, representantes do Ministério da Educação e líderes das igrejas evangélica e católica.

A inclusão da Bíblia nos currículos educacionais demandará uma alteração em artigos específicos da Constituição de Honduras. Os artigos 77 e 151, que tratam do caráter secular do Estado hondurenho, precisarão ser revistos para acomodar a nova diretriz. Paralelamente ao avanço legislativo, a Associação Hondurenha de Pais manifestou apoio à proposta, mas com ressalvas importantes. A associação solicitou que qualquer medida educacional semelhante envolva consulta prévia a pais, diretores e conselhos de professores.

A Associação também defendeu que a participação nas leituras bíblicas seja opcional, não obrigatória, como forma de respeitar a diversidade religiosa e de crenças presente no país. A medida busca garantir que a iniciativa promova valores sem impor uma doutrina específica, preservando a pluralidade da sociedade hondurenha.

André Valadão nega rótulo de “bolsonarista”

Presidente Bolsonaro visita igreja evangélica Lagoinha Church, em Orlando nos EUA, liderada pelo pastor, cantor e empresário André Valadão
Presidente Bolsonaro visita igreja evangélica Lagoinha Church, em Orlando nos EUA, liderada pelo pastor, cantor e empresário André Valadão

O líder da Lagoinha Global, pastor André Valadão, utilizou suas redes sociais para desmentir qualquer filiação partidária fixa, especialmente o rótulo de “bolsonarista”, que tem sido atribuído a ele por parte da mídia. A declaração surge em meio a discussões sobre a relação entre lideranças religiosas e a esfera política.

Ao ser questionado por um seguidor sobre um possível abandono do ex-presidente Jair Bolsonaro ou sobre um retorno de apoio a candidatos da direita, Valadão foi enfático em sua resposta. “Nunca, nunca, nunca abandonei Bolsonaro, até porque eu não sou bolsonarista, como muitas mídias soltaram”, esclareceu. Ele reiterou sua posição, afirmando: “Não sou bolsonarista”.

Segundo o pastor, não existe uma filiação partidária ou um alinhamento automático com qualquer grupo político. Ele explicou que, em cada processo eleitoral, o eleitor tem a liberdade de se posicionar em relação ao candidato que considera mais próximo de seus próprios valores cristãos.

Valadão criticou o que percebe como uma tentativa de rotulação por parte de meios de comunicação e redes sociais, alertando para a existência de vínculos inexistentes. “As pessoas às vezes querem fazer um vínculo que não existe. Toma cuidado, hein?”, alertou.

Apesar das declarações, a fala gerou repercussão imediata nas plataformas digitais, com internautas compartilhando registros fotográficos e vídeos do pastor em eventos ao lado de membros da família Bolsonaro desde 2022. Um dos momentos mais citados foi a participação do senador Flávio Bolsonaro em um culto da Lagoinha em Orlando, nos Estados Unidos, em dezembro de 2025. Na ocasião, Valadão realizou uma oração pública pelo senador, pedindo sua reconciliação com Deus. O episódio reacende o debate sobre a interação entre líderes evangélicos e figuras políticas.

Fonte: Comunhão

México: igrejas suspendem atividades em meio à onda de violência

A onda de violência no estado de Jalisco, México, após a morte de "El Mencho", espalha temor entre cristãos (Foto: Portas Abertas)
A onda de violência no estado de Jalisco, México, após a morte de "El Mencho", espalha temor entre cristãos (Foto: Portas Abertas)

Em 22 de fevereiro de 2026, ataques coordenados atingiram 20 estados do México, principalmente Jalisco. Autoridades afirmam que o cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG, da sigla em espanhol) é responsável pela onda de violência. O medo rapidamente alcançou a comunidade cristã local.

O motivo da agitação teria sido a morte de Nemesio Oseguera, líder do CJNG, durante uma operação militar federal em Tapalpa, Jalisco.

Horas após a morte de Nemésio, também conhecido como “El Mencho”, veículos foram incendiados, comércios queimados, rodovias bloqueadas e tiroteios ocorreram em áreas comerciais e residenciais.

“As ruas estão vazias. Escolas e comércios estão fechados. As pessoas não conseguem sair de suas casas”, disse Evelyn Ramírez*, da equipe da Portas Abertas no México.

Jalisco foi o estado mais afetado. O governo declarou alerta vermelho, ativou protocolos de emergência e aumentou a presença militar. Em Guadalajara, o aeroporto e um hospital foram evacuados por motivos de segurança. As autoridades pediram que os moradores permanecessem em casa.

Em Jalisco e Guanajuato, algumas igrejas suspenderam cultos. Outras encerraram as atividades mais cedo após o primeiro ataque. Uma igreja em Guanajuato foi afetada quando membros do cartel incendiaram um veículo do lado de fora durante um funeral.

“A situação é crítica. Por favor, continuem orando por nosso país, para que a ordem seja restaurada”, conclui Evelyn.

“Disseram para ficarmos em casa e cancelar as atividades. Se desobedecermos, podemos ser mortos”, afirmou o pastor Juan Manuel Ruiz*.

À medida que a violência se espalhava, muitos cristãos se dedicaram à oração. Em Guadalajara, líderes cristãos foram vistos orando do alto dos telhados das igrejas sobre a cidade quase deserta.

Como orar pelos cristãos em Jalisco? 

  • Ore pela paz e pela restauração da ordem em Jalisco e nos outros estados afetados pela violência no México
  • Interceda por proteção das famílias e comunidades afetadas. 
  • Clame para que em meio à instabilidade, os cristãos possam testemunhar a esperança e a segurança que Cristo traz e vidas sejam salvas. 

*Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

Brunei: o último país no ranking da Lista Mundial da Perseguição 2026

Bandeira de Brunei (Foto: Portas Abertas)
Bandeira de Brunei (Foto: Portas Abertas)

A Lista Mundial da Perseguição (LMP) reúne e classifica os 50 países onde os cristãos são mais perseguidos. A pesquisa da Portas Abertas é feita anualmente, assim, os resultados de 2026 refletem a análise feita no período entre outubro de 2024 e setembro de 2025.

Na LMP 2026, Brunei é o último país do ranking. A 50ª posição não indica que a perseguição não seja preocupante no país, mas que os índices de pressão e violência contra cristãos em outras nações foram ainda maiores. Isso fica evidente pois entre os três níveis de pressão classificados pela LMP – alta, severa e extrema – Brunei apresenta perseguição extrema aos cristãos.

Na pequena nação de Brunei, país governado por um monarca e sob a lei da sharia no Sudeste Asiático, os seguidores de Jesus enfrentam grandes dificuldades. Existem apenas algumas igrejas e não é permitido construir novas nem reformar as existentes.

Parceiros locais da Portas Abertas têm ajudado os líderes a treinar e discipular jovens, preparando-os para assumir papéis de liderança em Brunei. Homens e mulheres estão sendo capacitados por meio de treinamentos contínuos e mobilização para que a igreja sobreviva e continue a missão no país.

“Nunca pensei que poderia liderar antes, mas o treinamento me deu confiança para dar um passo adiante. Percebi que Deus colocou dons em mim que eu não via antes”, admitiu um dos jovens treinados.

Essa jornada também incentiva a mentoria, em que líderes experientes caminham ao lado de jovens adultos e adolescentes, oferecendo orientação, encorajamento e prestação de contas. Esse relacionamento constrói caráter e força, além de transmitir sabedoria e experiência de forma natural, moldando um legado de fé passado de geração em geração.

A igreja em Brunei continua crescendo, mesmo sob restrições

Em uma nação onde a fé, muitas vezes, é vivida silenciosamente, a próxima geração está se levantando com humildade, coragem e ancorada no propósito de Deus. Eles testemunham que até o menor começo, quando colocado nas mãos de Deus, pode acender um movimento que transforma vidas.

“Não pensei que poderia ser alguém que Deus usaria para fazer diferença na vida de outra pessoa. Mas nesse acampamento, um adolescente abriu o coração sobre sua luta com autoestima, e eu compartilhei como já me senti assim e como Deus me transformou”, relata um dos participantes do treinamento.

“Esse momento me lembrou: é para isso que somos chamados. Sou realmente grato pela oportunidade de servir e fazer parte de algo eterno”, conclui o jovem líder.

Fonte: Portas Abertas

Guerra na Ucrânia completa 4 anos com perseguição religiosa intensa contra igrejas protestantes em áreas ocupadas pela Rússia

Igreja destruída na Ucrânia em meio à guerra com a Rússia (Foto: ICC)
Igreja destruída na Ucrânia em meio à guerra com a Rússia (Foto: ICC)

Com a guerra entre Rússia e Ucrânia completando quatro anos hoje, relatos de líderes religiosos e grupos de direitos humanos indicam um cenário de crescente assédio e violência contra comunidades religiosas em territórios sob controle russo. As congregações protestantes na Ucrânia têm sido alvos específicos de operações, fechamentos e intimidação, em um esforço para remodelar o panorama religioso local de acordo com os interesses políticos e militares de Moscou.

Desde a invasão em larga escala iniciada em fevereiro de 2022, as autoridades de ocupação têm sistematicamente restringido ou removido grupos religiosos considerados desleais. Em diversas regiões controladas pela Rússia, igrejas protestantes foram forçadas a encerrar suas atividades ou a se registrar sob regulamentações russas, o que muitas congregações se recusam a aceitar.

Pastores e fiéis relataram casos de detenção, interrogatório e confisco de propriedades de igrejas. Um caso amplamente divulgado envolveu o pastor batista Sergey Ivanov, que liderava uma congregação no sul da Ucrânia ocupada. Segundo redes eclesiásticas e observadores de direitos humanos, as forças russas detiveram Ivanov sob a acusação de cooperar com autoridades ucranianas e de recusar o registro de sua igreja conforme as leis russas.

Membros da congregação de Ivanov informaram que os cultos foram interrompidos e o templo foi efetivamente fechado enquanto o pastor era interrogado. Esta situação reflete uma tendência mais ampla de pressão sobre comunidades batistas e evangélicas, muitas das quais se opõem ao controle imposto pela ocupação sobre suas atividades religiosas.

Clérigos ortodoxos também enfrentaram restrições ao resistirem ao controle russo. Na Crimeia, o padre Serhii Mykhalchuk, da Igreja Ortodoxa da Ucrânia, reportou assédio recorrente e pressão legal das autoridades russas após a anexação da península. Tribunais ordenaram o despejo de sua paróquia da catedral em Simferopol, e propriedades da igreja foram apreendidas após a recusa da comunidade em se registrar sob as novas leis religiosas russas, vinculadas às estruturas eclesiásticas de Moscou.

Ativistas pela liberdade religiosa apontam que essa atuação faz parte de uma campanha para erradicar a sociedade civil independente e substituí-la por instituições alinhadas a Moscou. Comunidades protestantes, historicamente ativas em ajuda humanitária e ações comunitárias na Ucrânia, têm sido objeto de escrutínio por parte das autoridades de ocupação, que frequentemente as acusam de ligações com governos ocidentais.

Paralelamente, autoridades russas têm utilizado estruturas ligadas à Igreja Ortodoxa Ucraniana (UOC), historicamente associada à Igreja Ortodoxa Russa, para promover sua agenda. Em áreas ocupadas, a UOC tem sido cada vez mais empregada como um canal para mensagens políticas e controle administrativo, obscurecendo a distinção entre a vida religiosa e as políticas estatais. Críticos argumentam que essa abordagem representa uma cooptação explícita de instituições religiosas para legitimar a autoridade russa em territórios ocupados.

Enquanto muitos fiéis ortodoxos na Ucrânia mantêm sua prática religiosa de forma independente da política, as autoridades de ocupação têm promovido clérigos alinhados a Moscou e marginalizado ou removido líderes religiosos que expressam lealdade a Kyiv. Observadores de direitos humanos alertam que o resultado é um estreitamento da liberdade religiosa nas áreas ocupadas da Ucrânia.

Igrejas que não cooperam com os oficiais de ocupação enfrentam assédio, fechamento ou expulsão. Em contrapartida, estruturas religiosas percebidas como favoráveis à governança russa recebem tratamento privilegiado. Com o prolongamento da guerra, líderes religiosos afirmam que o alvo contra igrejas reflete uma tentativa mais ampla de moldar a sociedade ucraniana sob o controle russo.

A situação das comunidades religiosas em territórios ocupados permanece como um importante indicador da situação geral dos direitos humanos no conflito.

Fonte: Tribuna Gospel (Leia mais clicando aqui)

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