Culto em igreja evangélica ucraniana realizado no domingo, 27 de fevereiro de 2022, em meio à guerra, após invasão da Rússia.
Depois que a Guerra da Ucrânia explodiu, as igrejas pentecostais estão experimentando um rápido crescimento no país.
A missionária Jane M. Dollar, de 57 anos, testemunhou essa expansão com seus próprios olhos, quanto serviu em um centro para refugiados ucranianos na Polônia, no ano passado.
“As igrejas estão lotadas porque as pessoas estão buscando a Deus”, relatou Jane, ao AG News.
De acordo com Mykhailo Panochko, bispo sênior da Igreja Pentecostal Ucraniana, há uma grande fome espiritual no país. Ele contou que as conversões se multiplicaram tanto que faltaram ministros para atender os novos convertidos.
“As pessoas ouviram a mensagem das Boas Novas. Muitos se arrependeram, foram discipulados e batizados”, testemunhou Panochko.
Necessidade de mais obreiros
“A colheita é tão grande que nos faltam obreiros que possam alimentar e fazer crescer o povo, o amadurecendo em Cristo”.
O bispo citou o exemplo de uma pequena igreja em Kherson, cidade que já foi ocupada pelas forças russas.
“Todo mundo tem muitas perguntas sobre a situação atual, mas também sobre o destino futuro de suas almas. As pessoas estão procurando respostas”, disse Panochko.
Segundo ele, 1.700 congregações da Igreja Pentecostal Ucraniana se mobilizaram para levar ajuda aos moradores durante a guerra.
“A invasão em grande escala nos mostrou o incrível potencial da igreja no ministério para nossa nação”, afirmou Panochko.
“As igrejas começaram imediatamente grandes projetos sociais para ajudar as pessoas necessitadas. As igrejas pentecostais resgataram e evacuaram 100.000 pessoas das zonas de combate”.
Com o apoio das Missões Mundiais da Assembly of God, as igrejas pentecostais compraram gasolina para os ucranianos que tentavam fugir do país, no início do conflito. Os cristãos também transportaram idosos, mulheres e crianças para locais seguros.
Na cidade de Lyman, a 10 km da linha de frente, a equipe entregou comida e Bíblias em um vilarejo.
Uma moradora e sua filha testemunharam como encontraram apoio espiritual na igreja local durante a ocupação russa. “Agora toda a minha família vai à igreja. Eu não poderia viver sem igreja!”, declarou.
E Panochko concluiu: “A Igreja entendeu que este é o melhor momento para mostrar a compaixão de Jesus aos necessitados. Além de todo o apoio humanitário, demos às pessoas mais de 1 milhão de exemplares do Novo Testamento”.
cofundador da Missão Portas Abertas, Johan Companjen (Foto: Portas Abertas)
A Missão Portas Abertas Brasil celebrou 45 anos em culto de ação de graças, no último sábado (6), na Igreja Batista Boas Novas, em São Paulo (SP), reunindo 1.500 pessoas. O momento de gratidão a Deus também foi transmitido on-line.
O cofundador da Missão Portas Abertas, Johan Companjen, lembrou quando o irmão André, fundador da instituição, visitou o Brasil. Época em que ele conheceu a irmã Elmira Pasquini e, assim, percebeu que a igreja brasileira tinha potencial para ser uma grande intercessora da causa dos cristãos perseguidos.
“Viemos para o Brasil há 45 anos, porque havia uma igreja forte. E nós pensamos: ‘Essa igreja forte no Brasil tem que estar orando pela Igreja Perseguida’. Nós não tínhamos a menor ideia do que aconteceria, mas hoje, ao olhar em minha volta, Deus fez grandes coisas!”, salientou.
Johan também profetizou que “Deus ainda irá fazer coisas maiores. Talvez alguns de vocês acabem indo a lugares que nunca imaginaram. Vocês estão prontos para ir?”.
Companjen salientou ainda que até a volta do Senhor “há uma batalha espiritual sendo travada. Vamos todos participar desta batalha, porque juntos nós formamos o corpo de Cristo”.
Já o secretário-geral da Portas Abertas Brasil, Marcos Cruz, lembrou que este foi o primeiro aniversário da missão sem os fundadores, o irmão André e Elmira Pasquini. Ambos faleceram em 2022. No entanto, uma impactante pregação do irmão André há mais de 50 anos emocionou a todos.
“Como a irmã Elmira falou no discurso dos 40 anos, sabe por que a Portas Abertas cresceu e deu tão certo? Porque nós não fizemos nada, quem fez foi o Senhor. Nós estamos só começando”, enfatizou.
Marcos frisou também que “eu e você temos a responsabilidade de continuar esse legado, dos frutos da obediência do irmão André e da irmã Elmira. Nós somos a geração que têm essa responsabilidade”.
Visionária, a irmã Elmira Pasquini não mediu esforços para trazer a Missão Portas Abertas para o Brasil. Oficialmente, o ministério foi inaugurado em 1º de maio de 1978. Nos primeiros anos, a organização funcionou na casa dela.
Atualmente, a Portas Abertas Brasil está estabelecida em uma sede em São Paulo. A instituição possui mais de 40 colaboradores, 500 voluntários e 38 mil parceiros engajados.
Duca Tambasco, baixista da banda gospel Oficina G3 e o pastor Anderson Silva (Foto: Reprodução)
O baixista Duca Tambasco, integrante da banda gospel Oficina G3, entrou com um processo por danos morais contra o pastor Anderson Silva, líder da Igreja Vivo Por Ti.
De acordo com o texto do processo, o baixista não representava a banda Oficina G3 na ocasião do evento e o convite para participar foi prontamente aceito. No entanto, o músico afirma ter sido alvo de “uma enxurrada de ódio motivado pelas postagens do Pastor Anderson em suas redes sociais”.
O pastor Anderson Silva usou suas redes sociais em janeiro para criticar a participação de Duca Tambasco no evento e convocou um boicote às apresentações da banda Oficina G3.
Além disso, o religioso chamou o músico de “abutre” e “traidor” e afirmou que “apoia a esquerda é concordar com seus sistemas filosóficos que contrariam totalmente a fé evangélica”.
No processo, Duca Tambasco alega que as postagens de Anderson Silva vincularam sua imagem e a da banda Oficina G3 a textos de caráter exclusivo de ódio político, mascarado com um viés religioso. Além disso, o baixista afirma que o pastor imputou ideologias que não foram manifestadas por ele.
Em resposta à ação movida por Duca Tambasco, Anderson Silva publicou em suas redes sociais nesta quinta-feira (04/05), que não se importa com o valor da indenização solicitada e que nenhum valor será maior que a honra de proteger a Igreja de Jesus contra homens como o baixista, a quem chamou novamente de “traidor da sã doutrina”.
A participação de artistas evangélicos na cerimônia de posse do presidente Lula gerou polêmica entre os fiéis da comunidade cristã. Além de Duca Tambasco, outros nomes evangélicos também participaram do evento, como o cantor Leonardo Gonçalves, Kleber Lucas e Clóvis Pinho. Todos eles foram alvo de críticas por parte de Anderson Silva, que chegou a afirmar que eles não merecem mais sua atenção.
Até o momento, a assessoria da banda Oficina G3 não se pronunciou sobre o assunto.
Presidente da CNBB, arcebispo Dom Jaime Spengler (Foto: Divulgação/CNBB)
Em entrevista para a Folha de S.Paulo publicada neste sábado, 6 de maio, o presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Jaime Spengler, 62 anos, defendeu que a Igreja Católica no Brasil não segue uma orientação política e que deve ter como pauta o Evangelho, a doutrina pregada pelo Novo Testamento, da Bíblia.
“A Igreja não está dividida, estamos muito unidos. O que talvez chama atenção: somos seres políticos por natureza e temos nossas posições pessoais. E aí alguns as expressam de forma mais alargada, digamos assim. As leituras se pautam através desse modo de se posicionar. Mas não podemos jamais nos calar diante das situações em que a vida não é respeitada, independentemente de quem esteja no poder. Não seria digno de um discípulo de Jesus”, expôs o arcebispo.
Eleito presidente da CNBB no mês passado, Spengler foi questionado sobre a instituição ter emitido notas falando da “criminosa tragédia” contra os indígenas yanomamis e defendendo a importância da vacinação.
“A nota talvez tenha causado desconforto em alguns setores. Algo muito bonito que está no Evangelho de Mateus, mas que é extremamente desafiador: lá diz que seremos avaliados diante de situações muito simples. Estava com fome, me destes de comer. Tinha sede, me destes de beber. Não podemos jamais perder isso de vista”, disse o arcebispo de 62 anos.
Bolsonaro e Lula
Spengler também negou que tenha direcionado uma mensagem diretamente a Jair Bolsonaro, então presidente do Brasil, em 2022, quando ele falou sobre “quem divulgar mentiras não ser digno de assumir um cargo público”.
“Não colocaria aquela minha fala dirigida objetivamente a uma pessoa, mas a um contexto social que estávamos vivendo. E eu a repetiria no momento atual também, viu? É algo que está aí no cotidiano. A verdade abre horizontes. A mentira fecha”, declarou.
O arcebispo ainda falou sobre a sua declaração à rádio Vaticano, em 2018, de que “a justiça deveria ser feita” ao mencionar o julgamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na 2ª Instância.
“Confesso que fico me perguntando como que num determinado momento existiam tantos elementos que levavam necessariamente à condenação deste ou daquele personagem, e depois de dois ou três anos simplesmente se diz que aqueles elementos não foram suficientemente avaliados, e aquela condenação de repente não foi justa. Não sei se me explico. Essa espécie de contradição jurídica é algo que também nos preocupa, sim. Porque a justiça, claro, precisa ser feita. Agora, não podemos nos deixar levar pelo calor do momento. Aliás, você que é jornalista pode até me ajudar, porque o meio jurídico não é meu âmbito”, afirmou.
LGBT
Quanto à comunidade LGBTQIA+, Spengler afirmou que, assim como heterossexuais precisavam manter um comportamento ético a partir do que a Igreja prega, integrantes da comunidade também: “São pessoas humanas e merecem nosso respeito. O próprio Evangelho diz que há pessoas que foram feitas assim”.
O papa Francisco já se manifestou sobre a questão. Criticou a criminalização da homossexualidade, além de pedir para que os pais não condenassem os filhos por conta de sua orientação sexual e defendeu que pessoas LGBTQIA+ tivessem os mesmos direitos legais que os casais heterossexuais.
Aborto
Spengler disse que eram necessários “espaços amplos” para o debate acerca da questão do aborto. O arcebispo lembrou que a posição da Igreja é “consolidada” sobre o tema, mas que existem situações, como violência e abusos, principalmente o de menores, que precisam de consenso.
Jaime Spengler estará à frente da presidência da CNBB até 2027.
Pelo menos seis pessoas morreram e 25 igrejas foram incendiadas em meio à violência em Manipur, na Índia.
Conforme relatado por Christianity Today, os ataques incendiários resultam da crescente influência do nacionalismo hindu dentro da comunidade Meite predominante.
N. Biren Singh, ministro-chefe de Manipur, disse que o incidente foi um “mal-entendido predominante entre duas comunidades” e afirmou que “as vidas e propriedades de todo o nosso povo” permanecerão sob a proteção de seu governo.
“Não devemos permitir que a cultura da harmonia comunal no estado seja perturbada por interesses escusos”, disse Singh.
O ministro-chefe também planeja discutir as “reclamações de longo prazo” da comunidade.
Os ataques decorrem de tensões de longa data entre os grupos étnicos do estado sobre recursos e interesses econômicos. Os líderes da igreja acreditam, no entanto, que os incêndios da igreja foram por motivos religiosos.
“Neste massacre, os hindus Meiteis não apenas queimaram igrejas pertencentes a tribos, mas também igrejas que pertencem exclusivamente aos cristãos Meitei”, explicou Ngaineilam Haokip, natural de Manipur e acadêmico de uma universidade em Calcutá. “Eles visaram seus próprios irmãos que seguem a Cristo queimando suas igrejas”.
“Se isso não é um massacre, o que é? Eles estão queimando igrejas quando a manifestação de protesto era simplesmente contra a inclusão de Meiteis como tribo agendada por All Tribal Student Union Manipur (ATSUM). Há definitivamente um ângulo religioso aqui”, observou um líder cristão na área identificado apenas como Lien por razões de segurança.
As organizações nacionalistas hindus Rashtriya Swayamsevak Sangh (RSS) e o Partido Bharatiya Janata (BJP) pressionaram para que o hinduísmo fosse a principal religião da Índia e usaram a comunidade Meitei para realizar sua agenda política, informa o Christianity Today.
No mês passado, o Supremo Tribunal de Manipur decidiu que o governo do estado deve responder ao pedido da comunidade Meitei para obter o status de tribo agendada.
A comunidade também receberá proteções especiais com respaldo constitucional, como ter assentos reservados para eles no parlamento e nas legislaturas estaduais e implementar ações afirmativas na educação e no emprego.
Grupos tribais de Manipur, no entanto, argumentaram que as decisões diminuiriam sua representação política e proteção pessoal.
De acordo com a organização Portas Abertas, a Índia ocupa o 11º lugar em sua lista dos 50 principais países onde é difícil ser cristão. As igrejas enfrentam perseguição de nacionalistas hindus que acreditam ser “verdadeiros indianos” e aqueles que seguem outras religiões, incluindo o cristianismo e o islamismo, devem ser “expulsos”. Em alguns casos, os nacionalistas hindus até praticam extrema violência contra outras comunidades religiosas.
Folha Gospel com informações de Christian Headlines
Mahsa Amini, jovem iraniana morta por policiais em 2022 por não usar o véu islâmico de maneira adequada é capa do relatório 2023 da USCIRF (Foto: USCIRF)
A Comissão de Liberdade Religiosa Internacional dos EUA (USCIRF, sigla em inglês), órgão de vigilância da liberdade religiosa global, divulgou seu novo relatório anual na segunda-feira, 1º de maio.
De acordo com a USCIRF, “a liberdade religiosa está sendo atacada de maneira sistemática, contínua e flagrante”.
“As violações estão aumentando”, disse o rabino Abraham Cooper, vice-presidente da USCIRF à CBN News. “As ameaças, detenções e coisas piores estão aumentando em todo o mundo”, observou.
As recomendações deste ano incluem a manutenção de 12 países de preocupação especial (CPCs, na sigla em inglês) na lista. Eles incluem infratores reincidentes, como Mianmar (que o departamento e o USCIRF chamam de Birmânia), China, Cuba, Irã, Coreia do Norte, Rússia e Arábia Saudita. Cinco novos países também foram notificados: Afeganistão, Índia, Nigéria, Síria e Vietnã.
Críticas ao Irã
A USCIRF usou seu novo relatório anual para criticar o governo iraniano por atacar manifestantes pelos direitos das mulheres durante as manifestações do ano passado. O relatório também aponta a “campanha de décadas” do país contra as minorias religiosas.
A Comissão de Liberdade Religiosa Internacional dos EUA criticou o Irã por reprimir os direitos religiosos de pessoas de várias fés e comunidades não religiosas e condenou o uso de violência contra meninas e mulheres jovens que protestaram após a morte de Mahsa Amini. Amini, 22, escolhida como capa do relatório deste ano, morreu depois que a polícia de moralidade do país a deteve no ano passado sob a acusação de que seu cabelo visível violava a lei do véu.
“Embora as condições de liberdade religiosa no Irã fossem extremamente ruins mesmo antes do início dos protestos em setembro de 2022, elas se deterioraram consideravelmente devido à severa brutalidade do governo contra os iranianos que afirmavam pacificamente sua liberdade religiosa”, disse o presidente da USCIRF, Nury Turkel, durante um evento virtual na segunda-feira, 1º de maio, quando o relatório USCIRF de 2023 foi divulgado.
“As forças de segurança do Irã atiraram e mataram manifestantes pacíficos, detiveram e torturaram outros e se engajaram em uma campanha sistemática de violência sexual e de gênero contra não apenas mulheres e homens, mas também meninos e meninas”.
Essas circunstâncias foram determinadas pela USCIRF como violações “sistemáticas, flagrantes e contínuas” da liberdade religiosa, que qualificam o Irã a permanecer na lista do Departamento de Estado de “países de preocupação particular” ou CPCs.
Cuba e Nicarágua
Além do Irã, a USCIRF chamou atenção especial para as violações observadas em Cuba e na Nicarágua, duas nações que foram adicionadas à lista do Departamento de Estado no ano passado.
“Em Cuba, as condições de liberdade religiosa em 2022 pioraram consideravelmente, com o governo buscando o domínio total sobre a vida religiosa no país”, disse o órgão de vigilância em seu relatório. “Além disso, o regime na Nicarágua aumentou acentuadamente sua perseguição à Igreja Católica ao prender o clero, fechar organizações afiliadas à igreja e proibir os rituais católicos”.
Nigéria e Índia
O presidente da USCIRF, Nury Turkel, expressou o desapontamento dos comissários pelo fato de o Departamento de Estado não ter listado a Nigéria nem a Índia em suas listas recentes de CPCs.
Ele observou que partes da Nigéria são “focos de perseguição” e disse que o governo indiano “aplica políticas nacionalistas religiosas, incluindo restrição à cidadania, conversão religiosa, casamento inter-religioso e matança de vacas” que afetam negativamente pessoas de várias religiões.
Mais esforços do governo Biden
O vice-presidente da USCIRF, Abraham Cooper, acrescentou que, embora os comissários apreciem os esforços do governo Biden e do Congresso para lidar com a liberdade religiosa, eles gostariam de ver o governo dos EUA fazer mais para lidar com as violações mais flagrantes.
“Por exemplo, continuamos a instar o governo a usar a ferramenta de designação do CPC de forma mais eficaz, já que muitos dos países do CPC do Departamento de Estado são repetidamente nomeados como tal a cada ano, mas resulta em pouca ou nenhuma mudança substantiva”, disse ele durante o evento. “Assim, recomendamos que o Departamento de Estado imponha consequências significativas aos governos infratores quando ele realmente nomear sua lista do CPC, como não reemitir as renúncias com base em outros interesses dos EUA que até agora permitiram que Paquistão, Arábia Saudita, Tadjiquistão e Turcomenistão evitassem penalidades e outras repercussões”.
Outros comissários falaram sobre as preocupações contínuas com as leis de blasfêmia em todo o mundo e a islamofobia e o anti-semitismo contínuos, especialmente na Europa. Eles também abordaram a violência contra o clero e as instituições religiosas na Ucrânia desde a invasão da Rússia, bem como a destruição de locais sagrados no local.
A USCIRF também está buscando pela primeira vez que o Sri Lanka seja colocado na “lista de observação especial” de segundo nível do Departamento de Estado, citando “discriminação contra minorias religiosas na forma de prisões direcionadas usando legislação problemática e apropriação de terras e propriedades”.
O órgão de vigilância disse que dois países, Argélia e República Centro-Africana, devem ser mantidos na lista especial de observação e o Sri Lanka deve ser adicionado junto com outros oito: Azerbaijão, Egito, Indonésia, Iraque, Cazaquistão, Malásia, Turquia e Uzbequistão.
O Departamento de Estado atualmente inclui Comores e Vietnã nessa lista de segundo nível.
No geral, o órgão consultivo bipartidário e independente avaliou 28 países para seu relatório anual de 2023.
O relatório da USCIRF inclui outras recomendações ao governo Biden e ao Congresso.
Entre eles estava um pedido para que o governo fortalecesse o Programa de Admissão de Refugiados dos Estados Unidos e “priorizasse o reassentamento de sobreviventes das formas mais flagrantes de perseguição religiosa”. Também pediu ao Congresso que tornasse permanente a reautorização do USCIRF.
Folha Gospel com informações de The Christian Today
A Renascer Arena será palco de um show que reunirá Thalles Roberto, Renascer Praise e o grupo de louvor internacional Lakewood Music. O evento acontece no próximo dia 10 de junho, a partir das 18h.
Todas as atrações do festival também são presenças confirmadas na Marcha para Jesus, evento que terá sua 31ª edição no dia 08 de junho. Além disso, todos esses nomes possuem relevância no cenário gospel.
Atrações
Lakewood Music é o grupo de louvor da Lakewood Church, a maior congregação evangélica dos Estados Unidos. Na formação do grupo, há artistas indicados ao GrammyAwards, como Tauren Wells, Travis Greene, Kim Walker-Smith e Pat Barrett.
Já a Renascer Praise, com 30 anos de formação, é o maior grupo de louvor da América Latina. Já gravou 22 álbuns inéditos, foi premiado diversas vezes nos troféus Talento e Promessas e recebeu uma indicação ao Grammy Latino, pelo álbum Canto de Sião, gravado em 2013 em Israel.
E o cantor Thalles Roberto está entre os maiores nomes da música gospel da atualidade. Recebeu indicação ao Grammy Latino e já foi vencedor do Troféu Promessas e Melhores do Ano em diversas categorias. Além de cantor, compositor e produtor, é pastor e mora nos Estados Unidos.
Ingressos
Os ingressos para o evento é vendido online, clique aqui para acessar. Também podem ser adquiridos nas igrejas Renascer em Cristo. O ginásio é situado na Av. Marginal Tietê, 3712 – Tatuapé, São Paulo – SP.
Sobre a igreja Renascer em Cristo
A igreja Renascer em Cristo é conhecida por promover o movimento Marcha para Jesus. A Arena Renascer é uma das maneiras que a igreja incentiva as expressões artísticas, com as apresentações. A instituição possui 35 anos de existência e está representada no Brasil, como também na Angola e Estados Unidos. No Instagram: @igrejarenasceremcristo.
Veículo da Polícia Federal na frente do templo da Assembleia de Deus em Ilhéus, sul da Bahia (Foto: Reprodução)
A Polícia Federal realizou uma operação de busca e apreensão na Igreja Assembleia de Deus em Ilhéus, sul da Bahia, numa investigação de crime eleitoral que envolve o prefeito municipal, Mário Alexandre. A residência do tesoureiro da igreja local também foi alvo da operação. A ação aconteceu nesta sexta-feira (5).
Segundo a investigação, o prefeito teria visitado a igreja e participado de atendimentos sociais promovidos pela Assembleia de Deus durante a campanha do “Outubro Rosa”, durante o período eleitoral.
Em nota, a Assembleia de Deus informou que não há nenhum processo contra a instituição e que os atendimentos sociais acontecem em todos os grandes eventos da igreja, “não apenas em período eleitoral”.
Ainda no texto, a igreja afirma que “o objetivo é colaborar com as autoridades” e “esclarecer todos os fatos necessários”.
Leia a íntegra da nota:
Por meio desta nota, gostaríamos de comunicar que a Polícia Federal realizou uma busca e apreensão em nossa Instituição, assim como na residência do nosso tesoureiro, no intuito de encontrar documentos relacionados a um processo de crime eleitoral que envolve o chefe do executivo municipal de Ilhéus. No entanto, é importante esclarecer que não há nenhum processo contra nossa instituição. Trata-se de um processo que diz respeito ao Prefeito em período eleitoral, quando o mesmo visitou a igreja em um evento extraordinário com atendimentos sociais que foi realizado no evento denominado outubro rosa.
É importante destacar que esses atendimentos sociais acontecem em todos os grandes eventos da igreja, não apenas em período eleitoral. Ressaltamos que tanto a igreja como o tesoureiro são apenas colaboradores, não acusados. Assim, os documentos que a Polícia Federal busca não têm relação direta com nossa instituição, mas sim com o processo em questão.
Nosso objetivo é colaborar com as autoridades, dentro dos limites da lei, e esclarecer todos os fatos necessários para a resolução deste caso.
Caso tenham alguma dúvida ou necessitem de mais informações, estamos à disposição para esclarecer quaisquer questionamentos.
A exposição da artista sueca Elisabeth Ohlson no Parlamento Europeu, em Bruxelas. (Foto: Facebook Elisabeth Ohlson)
Vários deputados do Parlamento Europeu em Bruxelas (Bélgica) manifestaram o seu descontentamento com uma exposição de fotografia artística no interior do edifício do parlamento que, entre outras coisas, retrata um Jesus rodeado de ‘discípulos sadomasoquistas’.
As imagens, da autoria da artista sueca Elisabeth Ohlson, só podem ser visitadas por funcionários parlamentares, políticos e outros com acesso à área reservada do edifício.
Ohlson também falou em um evento organizado em uma das salas do Parlamento Europeu alguns dias antes do final da curta exposição de 4 dias, em 5 de maio.
A artista aponta que a apresentação de sua obra no Parlamento Europeu foi promovida pela parlamentar Malin Björk, do Partido de Esquerda da Suécia. Ela agradeceu “Malin Björk e toda a sua equipe que trabalharam duro contra as regras estritas da União europeia (UE) sobre o que pode ser mostrado”.
BJörk disse na inauguração que a exposição no Parlamento Europeu “mostra que nossas sociedades evoluíram nos últimos 25 anos em relação aos direitos LGBT”. Segundo a mídia italiana Open, uma tentativa anterior de trazer esta exposição (que foi apresentada pela primeira vez em 1999) para o mesmo prédio no início dos anos 2000 foi recusada por ser ofensiva.
Críticas de parlamentares
A exposição desta semana provocou críticas de eurodeputados como Jorge Buxadé (do partido de direita Vox, na Espanha), que twittou: “O Parlamento Europeu tornou-se um lugar de impunidade para o lobby LGTBIQ+ com a cumplicidade de partidos de esquerda, populares e liberais”.
Anteriormente, a eurodeputada Maria Veronica Rossi (Lega Nord, Itália), havia protestado contra a “falta de respeito para com milhões de crentes em toda a Europa”.
De dentro do prédio, o fotógrafo respondeu dizendo: “Existem milhões de pinturas de artistas famosos de Jesus com pessoas homossexuais. Estas são apenas 12 fotos de Jesus amando os direitos LGBT. Não deveria ser tão assustador”.
Esta não é a única obra da fotógrafa sueca que gerou polêmica sobre os limites da liberdade de expressão. No primeiro Domingo do Advento de 2019, o padre da Luterana Sankt Pauli kyrka (Igreja de São Paulo) em Malmö (Suécia) pendurou no altar da igreja uma pintura do jardim do Éden que substituiu Adão e Eva por dois casais homossexuais e um pessoa trans. A pintura também foi de autoria de Elisabeth Ohlson.
Valdemiro Santiago é líder e fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus
A Justiça de São Paulo determinou o despejo de dois templos da Igreja Mundial do Poder de Deus por dívidas no pagamento de aluguéis.
As decisões, tomadas em processos abertos por diferentes locadores, atingiram templos localizados nas cidades de Guarulhos e Osasco.
Fundada em 1998 pelo apóstolo Valdemiro Santiago, a Mundial passa por uma grave crise financeira, que foi agravada pela pandemia do coronavírus. Na Justiça paulista há centenas de ações de cobrança em curso.
Uma das ordens de despejo foi determinada na 6ª Vara Cível de Guarulhos em um processo movido por um aposentado que cobra uma dívida de R$ 20.365 pelo aluguel de um imóvel situado no município de Guarulhos.
“O locador é pessoa física e humilde, um senhor de idade que depende de sua modesta aposentadoria e do dinheiro do aluguel para sobreviver”, afirmou a defesa do proprietário no processo. “A falta do pagamento dos aluguéis há mais de um ano e três meses está causando graves prejuízos a sua subsistência”.
A Igreja Mundial se defendeu no processo questionando o cálculo da dívida. Disse que valores foram indevidamente acrescentados, bem como declarou que o montante pago a título de caução deveria ser descontado. Afirmou ainda que vem passando por dificuldades financeiras, citou a pandemia e disse ter o direito, pela lei, como entidade religiosa, de desocupar o imóvel em apenas um ano.
A Justiça condenou a igreja a fazer o pagamento, descontando apenas o valor da caução e estabeleceu um prazo de 15 dias para a Mundial desocupar o imóvel. Caso isso não aconteça, autorizou o uso de força policial para o cumprimento da ordem de despejo.
Uma segunda decisão foi tomada contra a Mundial em processo aberto por em empresário que alugou um imóvel em Osasco para a Igreja. De acordo com o proprietário, desde março de 2021 não houve mais pagamento. A dívida seria de cerca de R$ 57 mil, incluindo multa e juros.
Em documento encaminhado à Justiça, a Mundial também discordou do cálculo dos valores cobrados, bem como argumentou que, pela legislação, tem direito de desocupar o imóvel em um ano.
Na sentença em que condenou a igreja, a 3ª Vara Cível de Osasco determinou o despejo e estabeleceu um prazo de 15 dias para que a Mundial desocupe o imóvel. Neste caso, não houve autorização expressa para o uso de força policial.
A Mundial, que diz em seu site possuir cerca de 6.000 templos em diversos países, ainda pode recorrer das decisões.