O evento ‘Espanha Oramos por Ti’ em Alicante. (Foto: España Oramos Por Ti)
Os evangélicos espanhóis participaram de reuniões de oração e marchas que a plataforma Spain We Pray for You (Espanha Oramos Por Ti, EOPT) organizou em todo o país no sábado, 10 de junho.
Mais de 40 encontros de oração foram realizados em 34 províncias e na cidade de Melilla.
Em alguns locais, “era possível realizar marchas de adoração e proclamação, e terminavam numa praça pública onde os cristãos oravam”, mas noutros, “os locais de uma igreja, centros cívicos ou praças públicas” foram os espaços utilizados.
O dia transcorreu “com muita alegria e felicidade”, disseram os organizadores. Em cada uma das reuniões foi cumprido o objetivo principal de orar junto com membros de diversas igrejas evangélicas.
A Grande Comissão na Espanha
O tema deste ano foi “A Grande Colaboração”, baseado em João 17:20-23.
Segundo a EOPT, a Espanha “precisa que a mensagem da salvação em Jesus Cristo chegue a todas as pessoas. Esperamos pacientemente para ver o fruto do esforço que a Igreja na Espanha está fazendo”.
Vários recursos podem ser encontrados no site do evento, e a data da próxima convocação nacional já foi anunciada: sábado, 8 de junho de 2024.
“Continuemos a trabalhar para que esta grande colaboração nos permita encorajar outros a juntarem-se a este tempo de oração e unidade”, concluiu a EOPT.
O relatório, publicado no mês passado pela Fundação Ferrer i Guardia, constatou que os não religiosos atingiram 39,3% da população em 2022, um salto dramático de 27,5% em 2019, antes do início da pandemia.
O número dos que se identificam como ateus, agnósticos ou simplesmente indiferente à religião é ainda maior entre os espanhóis mais jovens – 57,9% dos 25 a 34 anos, e sobe novamente para 60,3% entre os 18 a 24 anos.
Mesmo entre aqueles que se identificam como religiosos, a maioria agora não é praticante, disse o relatório.
A igreja Universal do Reino de Deus, liderada pelo bispo Edir Macedo, teve cerca de R$ 2,7 milhões bloqueados pela Justiça de São Paulo em razão de uma dívida de aproximadamente R$ 12 milhões com o canal 21, do Grupo Bandeirantes.
Este déficit, de aproximadamente R$ 12 milhões, surgiu de um acordo firmado em 2013 para transmitir programas religiosos.
Com a finalidade de antecipar receitas, a Bandeirantes vendeu ao fundo de investimento os direitos sobre uma parcela a ser paga em junho de 2020 pela Universal. Assim, de acordo com o processo, a igreja teria de fazer o pagamento dessa parcela ao fundo de investimento, e não à emissora.
A Universal não fez o pagamento, e isso resultou em um processo judicial com derrota para o Edir Macedo. A igreja recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), e aguarda uma decisão final.
O bloqueio dos R$ 2,7 milhões foi determinado pelo juiz Vitor Gambassi Pereira para garantir o pagamento dos honorários do escritório de advocacia que representa o fundo de investimento.
A igreja disse à Justiça que fez o pagamento da parcela diretamente ao Canal 21, pois não teria sido notificada por nenhuma das partes sobre “a suposta” cessão do crédito.
Cristãos sem acesso a materiais, ouvem a Bíblia em áudio.
Mesmo em meio à guerra no Sudão, a Igreja tem trabalhado para alcançar os muçulmanos através do Evangelho, conforme a Mission Network News (MNN).
De acordo com o missionário Ed Weaver, da Spoken Worldwide, na cultura do Sudão, entregar uma Bíblia em forma de livro para um sudanês muçulmano pode ser algo ofensivo: “A maioria não receberia como um presente”.
Mas, com a estratégia de entregar Bíblias em áudio, muitos deles aceitam ter conversas sem confronto. “O problema é que para eles somente o Alcorão é considerado um livro sagrado. Eles não querem se envolver com nada escrito que seja sagrado para outros”, explicou.
‘Mais fácil de entender e de compartilhar’
Ed conta que líderes cristãos fazem parceria com a Spoken para desenvolver uma tradução oral da Bíblia em árabe sudanês: “Os crentes criam esta versão da Palavra de Deus em áudio em vez de texto escrito, tornando-a mais fácil de entender e compartilhar”.
“Se entregarem um arquivo mp3 a um muçulmano, ele será recebido. É inesperado que informações sagradas venham por meio de um arquivo de áudio”, disse o missionário.
“Depois que os crentes compartilham o material com amigos muçulmanos, eles montam pequenos grupos de discussão para falar das Escrituras. Eles acabam conversando com seus amigos muçulmanos sobre coisas de Deus”, explicou.
Conforme a MNN, tanto no Sudão quanto em outros países de contexto muçulmano, líderes locais estão usando a Bíblia em áudio para cruzar fronteiras. “Antes isso era impossível. Louvado seja Deus por esses avanços inesperados”, concluiu Ed.
Fonte: Guia-me com informações de Mission Network News
Desenho infantil “We Baby Bears”. (Foto: Captura de tela/YouTube/Cartoon Network)
A série infantil animada do Cartoon Network, “We Baby Bears”, vai incluir pronomes “não-binários” em seu próximo episódio para comemorar o mês do Orgulho LGBT.
Os próximos desenhos infantis destinados a crianças a partir de 6 anos estão sendo adaptados para fazer parte do “episódio inclusivo LGBT”, conforme a Faithwire.
Quando os novos personagens entram em cena, eles se apresentam com seus “pronomes preferidos”. Um deles, conhecido como Grande Winnifred, diz que prefere ser chamado de “ela”.
O episódio gerou uma rápida reação online, com a proeminente conta do Twitter Libs of TikTok condenando a cena: “Eles estão atrás de seus filhos”.
Ditadura LGBT em desenhos infantis
Executivos do Cartoon Network defenderam a decisão de incluir pronomes “não binários” na programação infantil.
“Durante a produção de ‘We Baby Bears’, alguns membros da equipe usaram os pronomes eles/elas, e sentimos que era importante refletir isso no programa”, afirmou a rede.
“Nossa equipe do programa valoriza a representação porque é algo com o qual todos no programa se preocupam profundamente, e é por isso que pretendemos lançar talentos LGBTQ, como Alok Vaid-Menon, Harvey Guillén e Dominique Jackson”, continuou.
O ativista Dominique Jackson, um homem que se identifica como transgênero, foi apresentado em um episódio de “We Baby Bears” que foi ao ar no mês passado.
Os clipes do episódio em questão vêm em meio a novos dados que mostram que a maioria dos americanos acredita na realidade biológica de que existem apenas dois sexos — masculino e feminino.
A pesquisa Rasmussen Reports, que questionou 1.116 adultos americanos online e por telefone de 24 a 25 de maio de 2023, descobriu que 71% dos entrevistados americanos concordam que homem e mulher são os únicos dois sexos.
‘Ideologia de gênero é destrutiva’
Maria Keffler, autora do livro “Desistir, Parar a Transição & Desintoxicar: Tirando o Seu Filho do Culto de Gênero”, disse que crianças não deveriam ser motivadas ao interesse por sexualidade ou identidade de gênero.
Durante um comentário sobre o desenho infantil da Nickelodeon, que mostrou um personagem drag queen apresentando um desfile LGBT, a escritora disse que profissionais éticos que trabalham com crianças há muito tempo, reconheceram que quando os pequenos estão familiarizados com comportamentos sexuais, isso é um forte indício de que foram induzidos por adultos mal intencionados.
Ela acrescentou que uma “tática bem documentada que os predadores sexuais infantis empregam, ao preparar uma criança para o abuso sexual, é apresentar tópicos e materiais sexuais a ela.
Além disso, alertou que isso indica uma perturbadora falta de compreensão sobre os fundamentos do desenvolvimento psicológico infantil.
A autora ainda argumentou que em uma época de confusão desenfreada de gênero entre os adolescentes, é hora de reconhecer o quão destrutiva a ideologia de gênero é, e como ela pode levar à medicalização experimental e cirurgias mutilantes.
Homem-Aranha: Através do Aranhaverso (Imagem: Sony Picture Animations)
O filme “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso” foi proibido nos Emirados Árabes Unidos (EAU) porque em uma cena aparece um cartaz que apoia as crianças transgêneros, informou uma distribuidora.
O longa-metragem de animação tinha data de lançamento para o final do mês nos EAU.
A distribuidora VOX Cinema confirmou que o filme não será lançado nos cinemas dos Emirados, sem revelar mais detalhes.
O filme de animação da Sony gerou debate ao incluir uma cena em que uma bandeira azul, rosa e branca é vista com a legenda em inglês “Proteja as crianças trans”.
Uma publicação amplamente divulgada nas redes sociais “alertou mães e pais” de que o filme que seria lançado nos cinemas dos Emirados “promove a homossexualidade e a transição de gênero”. “Protejam seus filhos”, acrescentou.
A conta oficial do Conselho de Mídia dos Emirados Árabes Unidos no Twitter informou na semana passada, que “não permitirá a circulação ou publicação de conteúdo contrário aos valores e princípios dos Emirados Árabes Unidos e aos padrões de conteúdo de mídia em vigor no país.”
Pastor Samuel Câmara durante as comemorações dos 112 anos da Assembleia de Deus (Foto: Reprodução Instagram @adbelempaoficial)
Neste domingo (18), a Igreja Assembleia de Deus completou 112 anos, um ministério que foi inaugurado em 18 de junho de 1911 pelos missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren, na cidade de Belém do Pará.
As celebrações do aniversário da maior igreja evangélica do país começaram na sexta-feira (16), culto de abertura das festividades que atraiu milhares de pessoas no Centenário Centro de Convenções, localizado na capital paraense.
No sábado pela manhã, a Igreja Mãe das Assembleias no Brasil organizou a tradicional peça teatral que reconstitui a chegada dos fundadores em Belém do Pará. Berg e Vingren chegaram em 19 de novembro de 1910 após receberem um chamado de Deus para evangelizar o Brasil.
No período da noite, o pastor Samuel Câmara, presidente da Assembleia de Deus em Belém, realizou um culto de comemoração, celebrando a história centenária da denominação que nasceu naquela cidade e hoje está presente em todos os estados brasileiros.
As celebrações acontecem até esta terça-feira, 20, com um culto no Centenário Centro de Convenções.
Cristãos enlutados após um ataque na Nigéria. (Foto: International Christian Concern)
Pelo menos 700 cristãos foram mortos por pastores Fulani na Nigéria somente em maio de 2023, indica um relatório investigativo publicado na segunda-feira (12) pela Intersociety (Sociedade Internacional para Liberdades Civis e Estado de Direito).
De acordo com o levantamento, 700 cristãos foram massacrados em maio, 1.100 em 60 dias (de 12 de abril a 12 de junho) e 2.150 em 160 dias (de 1º de janeiro a 12 de junho).
Em média, 17 cristãos são mortos por dia na Nigéria.
O relatório apontou ainda que os cristãos perderam suas vidas como “presentes de despedida” para Muhammadu Buhari, o predecessor de Bola Ahmed Tinubu, o novo presidente da Nigéria, que tomou posse em 29 de maio.
“Os líderes islâmicos radicais nigerianos, que marcaram o fim de seus mandatos em 29 de maio de 2023, receberam uma despedida pelos pastores Fulani jihadistas, que marcaram o fim de seu governo massacrando nada menos que 700 cristãos indefesos. em maio de 2023”, dizem os autores do relatório da Intersociety.
De acordo com o relatório do grupo de direitos humanos, que faz pesquisas e investigações por contatos com vítimas e testemunhas oculares, cerca de 300 cristãos foram massacrados somente no estado de Plateau, entre 15 e 17 de maio.
O segundo estado mais atingido é Benue, onde 110 cristãos foram massacrados em maio de 2023 — destes, 40 foram mortos entre 3 e 4 de junho, 18 cristãos foram mortos em 21 de maio e outros 28 foram mortos entre 7 e 10 de maio.
“Ao todo, o estado de Benue foi responsável por mais de 190 mortes de cristãos entre 12 de abril e 12 de junho de 2023”, diz o relatório.
O terceiro estado mais atingido é Kaduna, onde cerca de 100 cristãos foram massacrados entre 12 de abril e 12 de junho de 2023.
Comunidades saqueadas e ocupadas
Na investigação, os pesquisadores da Intersociety descobriram que 245 comunidades do sul de Kaduna foram saqueadas e violentamente ocupadas por jihadistas Fulani em seis anos, entre 2017 e 2023.
Muitos cristãos acabam sendo mortos durante as invasões.
Segundo o relatório, assinado pelo presidente do conselho e pesquisador principal, Emeka Umeagbalasi, o período analisado foi um “dos mais sangrentos ataques anticristãos na Nigéria”.
Os pesquisadores relatam que de 1.100 mortes de cristãos indefesos, os pastores Fulani foram responsáveis por cerca de 800 assassinatos.
Além disso, “mais de 1.400 pessoas foram sequestradas; dos quais 10% podem ser incapazes de retornar vivas para suas famílias. O estado de Kaduna lidera a lista de sequestrados com pelo menos 700, seguido pelo estado de Níger, com 300.”
Eles observam que o governo liderado por Buhari “protegeu os jihadistas e suas forças de segurança pró-Jihad” enquanto comunidades cristãs eram saqueadas.
O relatório também indica que cerca de 100 igrejas foram danificadas, incendiadas ou destruídas por jihadistas islâmicos entre 12 de abril e 12 de junho.
Uma escola no distrito de Kasese, no oeste de Uganda, foi atacada na noite desta sexta-feira (16). Pelo menos 42 pessoas, a maioria crianças, morreram no ataque, de acordo com fontes locais da Portas Abertas. Várias meninas foram sequestradas, e outras estão gravemente feridas. A polícia classificou o ato como “terrorista”.
A instituição missionária revela que, perto da meia-noite, pelo menos cinco militantes do grupo extremista islâmico Forças Democráticas Aliadas (ADF, da sigla em inglês) atacaram a Escola Secundária Lhubiriha, localizada no Oeste do país, que está na 69ª posição na Lista de Países em Observação. A Força Policial da Uganda confirma que o ataque foi promovido por rebeldes ADF, a organização é ligada ao Estado Islâmico e considerada terrorista pelo governo da Uganda.
“Temos informações de que militantes passaram duas noites aqui antes de invadirem a escola. Enviamos helicópteros para serem usados em nossa busca e operação de resgate aos alunos que foram sequestrados”, afirma Maj Gen Olum, das Forças de Defesa Popular de Uganda (UPDF, da sigla em inglês).
Segundo a polícia, a maior parte dos corpos encontrados estava dentro da escola secundária. Além disso, as autoridades afirmaram que o grupo incendiou um dormitório e roubou comida. Os estudantes sequestrados foram usados, justamente para transportar a comida saqueada para o Parque Nacional de Virunga, diz Portas Abertas.
Uma perseguição contra o grupo, de acordo com a polícia, foi iniciada na região para encontrar os responsáveis pelo ataque. Os suspeitos fugiram na direção da República Democrática do Congo. A cidade onde as mortes aconteceram fica a 2 km da fronteira.
O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Antônio Guterres, condenou fortemente o ataque. O porta-voz de Guterres disse que os responsáveis por este ato terrível devem ser julgados.
A Escola Secundária Lhubiriha está localizada em uma região, onde a ADF atua. Fontes da Portas Abertas informam que a maioria das crianças que frequentam a escola, se não todas, é cristã. O grupo realizou o ataque queimando os prédios da escola, enquanto as crianças ainda estavam dentro.
A Forças de Defesa Popular de Uganda (UPDF) continua comprometida com a proteção do povo de Uganda e suas propriedades, conforme informação do porta-voz Brig Geb Felix Kulayigye. Vale salientar que a UPDF, como também o exército nacional da República Democrática do Congo (RDC), esteve por quase dois anos perseguindo a ADF em uma operação conjunta.
O ADF é originária do leste de Uganda nos anos 1990. Depois, a organização migrou para o nordeste da RDC, onde desde então cresceu em número e força. O grupo extremista não tinha uma lealdade clara ao Estado Islâmico, no entanto, em 2019, o EI reivindicou a responsabilidade por um ataque do ADF e fez referência pela primeira vez a uma “Província da África Central” (braço do Estado Islâmico na África).
Desde 2003, a Portas Abertas está envolvida com os cristãos perseguidos em Uganda. Para ajuda a instituição cristã nessa obra de amor, clique aqui.
Mensageiros seguram cédulas enquanto votam durante a Reunião Anual da Convenção Batista do Sul em Nova Orleans, Louisiana, realizada de 11 a 14 de junho de 2023. | Imprensa Batista
A maior denominação protestante dos Estados Unidos, a Convenção Batista do Sul (SBC, sigla em inglês) decidiu a favor de uma medida que impede as mulheres de servirem como “pastoras de qualquer tipo”.
A proposta de emenda à Constituição da SBC, liderada pelo pastor Mike Law, da Igreja Batista de Arlington, na Virgínia, foi aprovada na última quarta-feira (14), após votação de mais de 12 mil mensageiros batistas presentes na reunião anual da denominação, que ocorreu em Nova Orleans.
O pastor Mike Law afirmou que não sente vergonha de 1 Timóteo 2.12 nem teme o que a Bíblia ensina. Segundo ele, a Declaração de Fé e Mensagem Batista 2000 da afirma que “o cargo de pastor é limitado a homens qualificados pelas Escrituras”.
A emenda proposta foi aprovada por aproximadamente 80% dos votos. A nova medida estabelece uma condição para que as igrejas se afiliem à SBC: nenhuma mulher no ministério pastoral. Vale salientar que para que a medida seja permanentemente incorporada à Constituição da Convenção Batista do Sul, ela deve ser aprovada também na reunião de 2024.
Exclusão de igrejas
A organização também votou para finalizar a expulsão de duas igrejas por terem pastoras, a Saddleback Church no sul da Califórnia, e a Fern Creek Baptist Church, em Louisville, Kentucky. A exclusão da Saddleback, fundada pelo pastor Rick Warren, foi confirmada por 9.437 votos (88,46%) a 1.212 votos (11,36%), com 19 cédulas anuladas.
O presidente do Seminário Teológico Batista do Sul, Al Mohler, alertou que a discussão sobre a ordenação de mulheres provoca divisão na denominação. Por isso, de acordo com ele, a proibição de pastoras foi incluída na Declaração de Fé e Mensagem da SBC.
“Não é apenas uma questão de política da igreja, não é apenas uma questão de hermenêutica. É uma questão de compromisso bíblico, um compromisso com as Escrituras que inequivocamente acreditamos limitar o ofício de pastor aos homens”, afirmou Mohler.
Ele ainda declarou que a exclusão da Saddleback Church acontece, porque a igreja não está em concordância com a Convenção. “O próprio Dr. Warren fez repetidas declarações e a igreja tomou repetidas ações que deixam muito claro que rejeita o entendimento confessional da Convenção Batista do Sul sobre esse assunto. Esta não é uma questão de mal-entendido”.
Em defesa das pastoras
Durante a Convenção Batista do Sul, anteriormente à votação, o pastor Rick Warren defendeu que mulheres sejam pastoras. Ao discursar para mais de 12.700 pessoas, ele argumentou que o pastorado feminino em sua igreja, a Saddleback Church, não é motivo para excluí-la da Convenção.
“Por 178 anos, a SBC tem tido pelo menos uma dúzia de tipos diferentes de batistas, se você acha que todo batista pensa como você, está enganado”, afirmou, acrescentando que os batistas do sul discordaram de diversas doutrinas, ao longo da história. “Por que essa questão deveria cancelar nossa irmandade?”, perguntou.
Warren salientou ainda: “Devemos remover igrejas por todos os tipos de pecados sexuais, pecados raciais, pecados financeiros, pecados de liderança, pecados que prejudicam o testemunho de nossa convenção. Mas as 1.129 igrejas com mulheres na equipe pastoral não pecaram”.
Segundo o líder religioso, é impossível que todos os membros e líderes da convenção concordem totalmente nas questões doutrinárias. “Se as divergências doutrinárias entre os batistas forem consideradas pecado, todos nós seremos expulsos. Você nunca conseguirá que 100% dos batistas concordem 100% em 100% de todas as doutrinas”.
Batistas no Brasil
No Brasil, a Ordem dos Pastores Batistas tomou a seguinte decisão: as convenções estaduais que decidem a respeito da ordenação ou não de pastoras. Assim, nas localidades permitidas, a consagração é da competência da igreja local, que reporta a decisão à convenção. No entanto, se uma igreja consagra uma pastora sendo ligada a uma convenção que não permite, ela pode ser expulsa.
“Temos muitos grupos que aceitam a ordenação de mulheres ao ministério pastoral, como na Paraíba e no Rio de Janeiro, e outros radicalmente contra, como São Paulo e Bahia”, diz o pastor Celso Godoy, da Primeira Igreja Batista em Medeiros Neto (BA).
Ele afirma que, apesar de ser favorável, é submetido à orientação da convenção. “Aqui na Bahia, eu não consagraria, porque estaria desrespeitando a recomendação da minha convenção”, pontua. No entanto, o líder religioso admite que, se estivesse em outro estado em que a convenção aceitasse pastoras, provavelmente consagraria se ela tivesse todas as características para a ordenação pastoral.
Segundo o pastor Celso, o principal argumento utilizado pelos que são contrários é o fato de não estar escrito na Bíblia que a mulher pode ser pastora. “Só que também não está escrito que é vetado à mulher o ministério pastoral. Na Palavra de Deus não está escrito que a mulher pode ser musicista, mas ela é. Também não diz que pode ser educadora cristã, e é”.
O líder religioso salienta que as Sagradas Escrituras destacam que as mulheres devem ficar caladas na igreja e sem frequentar escola bíblica. Isto porque elas devem aprender em casa com o marido. “É tudo uma questão de interpretação. Infelizmente, os fundamentalistas interpretam alguns textos a partir da própria perspectiva, daquilo que desejam”, finaliza o pastor Celso.
Não é verdade que o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), tenha ameaçado prender o arcebispo Paulo Garcia, da Igreja Episcopal Carismática do Brasil, Catedral da Trindade, em Recife (PE).
Também não é verdade que o governo Lula (PT) esteja perseguindo católicos, como está escrito nas mesmas publicações sobre o arcebispo que circulam nas redes.
“Alguém tem que parar essa perseguição! Dom Paulo Garcia. Igrejas Católicas estão sendo perseguidas pelo atual governo. Alexandre de Moraes ameaçou prender Dom Paulo Garcia por causa desse vídeo. Desabafa sobre situação no Brasil”, diz a falsa publicação.
Peças utilizam trecho de um vídeo publicado no YouTube da Catedral da Trindade, em Recife, no dia 22 de agosto de 2021, no qual o arcebispo compartilha sua opinião com fiéis sobre bloqueios de perfis em redes sociais e ações do Judiciário brasileiro.
Publicações com o conteúdo enganoso acumulavam mais de 350 mil visualizações no TikTok e ao menos 77 mil compartilhamentos no Facebook até a tarde desta sexta-feira, 16.
Estas publicações também mentem ao alegar perseguição contra a igreja católica por parte do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Não há qualquer indício de que o governo federal esteja perseguindo católicos ou qualquer denominação religiosa do país. Além disso, Dom Paulo Garcia, na verdade, faz parte da Igreja Episcopal Carismática do Brasil, que não tem relação com a Igreja Católica Apostólica Romana.
Um representante da Igreja Episcopal Carismática do Brasil, da qual Dom Paulo Garcia faz parte, informou que a alegação se trata de uma mentira inventada nas redes sociais. Em nota, o STF informou não ter localizado inquérito em nome do arcebispo.