Dois adolescentes, de 12 e 13 anos, morreram afogados após uma cerimônia de “batismo” de uma igreja evangélica na represa Machado Mineiro, na zona rural de Ninheira, no Norte de Minas Gerais. O incidente ocorreu no domingo, 30 de abril, e os corpos foram enterrados na segunda-feira, 1º de maio, sob forte comoção.
O duplo afogamento aconteceu no lago da represa construída no Rio Pardo, na comunidade de Nogueira, a 35 quilômetros da sede de Ninheira, um município com cerca de 10.350 habitantes, localizado a 787 quilômetros de Belo Horizonte.
Renan e Isabella morreram afogados após batismo em represa em MG
Segundo uma testemunha, outras duas pessoas também se afogaram, mas sobreviveram. Uma delas, a menina Isabella, chegou a ser socorrida e levada para o Centro Municipal de Saúde de Ninheira, mas não resistiu.
O grupo da igreja evangélica foi até o lago de Machado Mineiro para realizar o “batismo” dos fiéis em um local raso do reservatório. Após a cerimônia, os presentes participavam de um churrasco quando algumas pessoas entraram na barragem. Os dois adolescentes se deslocaram para a parte mais funda do lago e acabaram se afogando.
Outras pessoas tentaram socorrer os adolescentes, mas não conseguiram salvá-los. Os corpos de Renan e Isabella foram velados em uma igreja evangélica de Ninheira. A morte dos dois adolescentes causou grande comoção na pequena cidade, e vários estudantes, colegas das vítimas, ficaram chocados e precisaram de atendimento médico durante o velório.
Extremistas Fulani e outros terroristas mataram 12 pessoas em 16 de abril em ataques a aldeias predominantemente cristãs da Nigéria central que continuaram até 19 de abril, disseram fontes.
Os agressores incendiaram a casa de um pastor e outras casas pertencentes a cristãos nos ataques a Tattara Mada, Migini, Angwan Barau e outras aldeias no condado de Kokona, estado de Nasarawa, disseram moradores da área.
“A casa do pastor da congregação local da ECWA [Igreja Evangélica Ganhando Todos] no vilarejo de Tattara Mada foi incendiada, e dezenas de outras casas pertencentes a cristãos também foram destruídas pelos pastores”, disse o Rev. Danladi Ndoh, morador do vilarejo e presidente do distrito de ECWA Angwan Takwa, disse ao Morning Star News por telefone. “Centenas de membros de nossa igreja foram deslocados, e isso sem contar os 12 cristãos mortos.”
Chorio Musa, morador da área, identificou os agressores como terroristas Fulani.
“As vítimas foram assassinadas como animais, enquanto alguns habitantes dessas comunidades ainda estão desaparecidos”, disse Musa. “Valores no valor de milhões de nairas foram perdidos. Mais de 50 casas foram reduzidas a cinzas, e alimentos e colheitas também foram reduzidos a cinzas.
Os sobreviventes ficaram presos sem qualquer assistência do governo do estado de Nasarawa, disse ele.
O pastor Elisha Tangwai disse que toda a aldeia de Tattara Mada estava confusa após os assassinatos de 16 de abril.
“Vamos orar pela intervenção de Deus, para que a paz seja restaurada e para que a sanidade prevaleça nesta comunidade”, disse o pastor Tagwai.
Pius Kyubeh, da Mada Development Association, disse que 86 casas foram destruídas nas comunidades da área.
“Tattara Mada é um assentamento que predominantemente tem uma coleção de milhares de cristãos Mada adjacentes a outras aldeias como Kama Yanda, Kama Madaki, Ngah Habu, Angwan Barrau, Angwan Takpa, etc.”, disse Kyubeh. “Esses ataques realizados por Fulani armados contra cristãos Mada desarmados de Tattara Mada e arredores são o auge do terrorismo desenfreado, como foi perpetrado em outras partes da Nigéria central”.
Kyubeh disse que nas visitas de sua equipe à área, os aldeões disseram que nada menos que 12 cristãos foram mortos por pastores/milícias Fulani bem armados.
“Muitos cristãos ficaram desabrigados e, em alguns casos, os cristãos foram forçados a fugir de suas casas”, disse ele.
Nanham Nansel, porta-voz do Comando de Polícia do Estado de Nasarawa, disse em um comunicado à imprensa que o pessoal de segurança foi enviado para a área.
O governador de Nasarawa, Abdullahi Sule, divulgou um comunicado afirmando: “Não é apenas a comunidade Tattara que é afetada. Há também outras comunidades, Angwan Takpa, Angwan Ayaba e outras comunidades vizinhas, que foram deslocadas.”
A Nigéria liderou o mundo em cristãos mortos por sua fé em 2022, com 5.014 óbitos, de acordo com o relatório da Lista Mundial da Perseguição de 2023 da Portas Abertas. Também liderou o mundo em cristãos sequestrados (4.726), agredidos ou assediados sexualmente, casados à força ou abusados física ou mentalmente, e teve o maior número de casas e empresas atacadas por motivos religiosos. Como no ano anterior, a Nigéria teve o segundo maior número de ataques a igrejas e pessoas deslocadas internamente.
Na Lista Mundial da Perseguição de 2023 dos países onde é mais difícil ser cristão, a Nigéria saltou de 7º para o sexto lugar, sua classificação mais alta de todos os tempos.
“Militantes do Fulani, Boko Haram, Província do Estado Islâmico da África Ocidental (ISWAP) e outros conduzem ataques a comunidades cristãs, matando, mutilando, estuprando e sequestrando para resgate ou escravidão sexual”, observou o relatório WWL. “Este ano também viu essa violência se espalhar para a maioria cristã ao sul da nação… O governo da Nigéria continua a negar que isso seja perseguição religiosa, então as violações dos direitos dos cristãos são realizadas com impunidade.”
Contando com milhões na Nigéria e no Sahel, os Fulani predominantemente muçulmanos compreendem centenas de clãs de muitas linhagens diferentes que não possuem visões extremistas, mas alguns Fulani aderem à ideologia islâmica radical, o Grupo Parlamentar de Todos os Partidos do Reino Unido para a Liberdade Internacional ou Crença (APPG) observou em um relatório recente .
“Eles adotam uma estratégia comparável ao Boko Haram e ISWAP e demonstram uma clara intenção de atingir os cristãos e símbolos poderosos da identidade cristã”, afirma o relatório do APPG.
Líderes cristãos na Nigéria disseram acreditar que os ataques de pastores às comunidades cristãs no Cinturão Médio da Nigéria são inspirados por seu desejo de tomar à força as terras dos cristãos e impor o Islã, já que a desertificação tornou difícil para eles sustentar seus rebanhos.
Folha Gospel com informações de Christian Headlines
Uma pesquisa realizado pelo Institute for Family Studies (Instituto de Estudos da Família) demonstrou a importância da figura dos pais biológicos para o desenvolvimento infantil.
De acordo com o resultado da pesquisa realizada nos Estados Unidos, crianças que crescem na ausência de pais biológicos tem uma probabilidade menor em realizar uma formação na faculdade em decorrência daqueles que convivem com os pais biológicos.
Quando o estudo equiparou raça, renda familiar, QI (Quociente de Inteligência) e outros fatores, nenhum foi tão decisivo quanto a base familiar. Os dados levantados pelo intituto analisou que o fator de ausência paterna gera duas vezes mais propensões em “ociosidade” – sem vínculo empregatício – em meninos da faixa de 20 anos de idade.
Do mesmo modo, outro indicativo foram problemas com autorisades ou leis em geral no período em que esses jovens adultos completam 35 anos. Segundo apresentação dos dados, a “ausência do pai” é uma das crises enfrentadas no Brasil e no mundo.
A pesquisa apresentou que 32% dos meninos dos Estados Unidos estão crescendo em lares sem seus pais biológicos.
Abandono paterno
De acordo com John Stonstreet, autor e palestrante que atua como presidente do Colson Center for Christian Worldview (Centro de Aconselhamento Bíblico), uma das causas para o abandono paterno é a revolução sexual e novas ideologias que infiltraram-se no mundo.
Segundo ele, a onda de divórcios e o aumento do casamento de pessoas do mesmo sexo, entre outros fatores contribuiu para a diminuição de crianças e o contato com os pais biológicos. Para John Stonstreet o crescimento social, emocional e espiritual de maneira saudável depende da presença dos pais, por comportamentos saudáveis e não saudáveis.
Stonstreet concluiu seu apelo destacando a importância do posicionamento da igreja, e que os cristãos devem desafiar os homens e mulheres assumirem o seu lugar na paternidade. Assim, assumindo suas responsabilidades como pais e mães independente da pressão cultural que possam enfrentar.
Um grupo de lideranças evangélicas e católicas favoráveis ao PL 2630, que visa a regular a atividade das plataformas das redes sociais, esteve na Câmara dos Deputados, nesta terça, 2 de maio, para tentar convencer parlamentares a endossarem o projeto previsto para ser votado ainda hoje. Eles vão na contramão da maioria da Bancada Evangélica, que é contra o chamado PL das Fake News.
“Nós, como cristãos, estamos aqui para dizer que é da maior importância pessoas que se identificam com a mensagem de Jesus não deixarem que as redes sejam uma terra selvagem. Uma terra em que predadores, pedófilos e nazistas tenham franca liberdade para dizer e fazer o que quiserem”, afirma à coluna o pastor Ricardo Gondim, presidente da Igreja Betesda, considerado referência entre teólogos evangélicos.
O grupo se encontrou com o pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ), da Igreja Batista do Caminho, e outros deputados federais.
Para Gondim, a presença do grupo no parlamento mostra que os deputados que se opõem ao PL 2630 não têm voz unânime entre esse segmento cristão no país. Lideranças da bancada evangélica na Câmara têm criticado o PL e afirmado que, mesmo com as mudanças feitas no texto pelo relator Orlando Silva (PC do B-SP), o projeto ainda não conta com o seu apoio.
“Estamos aqui para mostrar que há um segmento religioso cristão, evangélico e católico, que vê esse projeto de lei como uma defesa das crianças, dos mais vulneráveis e de pessoas menos informadas, mas também da soberania nacional”, diz o pastor.
Nos últimos dias, uma campanha de desinformação, promovida inclusive por parlamentares e que encontrou tração nas próprias plataformas, difundiu mentiras como a que diz que o PL permitirá que sejam censuradas postagens com trechos da Bíblia que tratam da homossexualidade. O projeto não altera a liberdade religiosa, garantida pela principal lei do país, a Constituição.
O deputado federal e ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Podemos-PR), por exemplo, publicou que versículos serão banidos das redes sociais com aprovação do PL, sendo desmentido por agências de checagem.
A regulação da qual trata o projeto não afeta postagens individuais, nem regula o que é verdade ou mentira. Mas obriga as empresas donas de redes sociais a adotarem controles mais rigorosos para evitar conteúdos que promovam racismo e violência contra mulheres, que façam apologia a massacres em escolas e defendam golpes contra a democracia. Para implementar essas medidas, as redes sociais vão ter um aumento considerável em suas despesas.
As plataformas de redes sociais e grandes empresas de tecnologia que vêm pressionando o Congresso Nacional contra a aprovação do projeto. Nesta segunda (1), reportagem da Folha de S.Paulo traz elementos que indicam que o Google vem promovendo em suas plataformas críticas ao PL em detrimento à posição favorável.
“Não podemos permitir que empresas transnacionais, donas de segmentos da informação em escala mundial, pautem o que pode ou não acontecer dentro de um país”, afirma Ricardo Gondim.
O líder da igreja Betesda está acompanhado de Sérgio Dusilek, da Igreja Batista Marapendi, da bispa Marisa, da Igreja Metodista, da pastora Camila Oliver, da Igreja Batista Nazareth, mas também de religiosos católicos, como o frei Lorrane, da Ordem Franciscana dos Frades Menores, entre outros.
“A ideia é mostrar a cara se um segmento evangélico que não abraça um partido, mas sim questões caras à nossa humanidade e critérios éticos”, diz.
Wanderson fazia dupla com sua irmã Thallya. (Foto: Instagram/Wanderson e Tallya).
O cantor cristão Wanderson Mota, que fazia dupla com sua irmã Thallya, morreu no sábado (29), após sofrer um infarto.
Ele estava hospedado em um hotel na cidade de Estreito, no Maranhão, onde havia cantado em um evento de jovens da igreja Assembleia de Deus, segundo o Portal Pop Mais.
A morte repentina do jovem chocou fãs e amigos, que deixaram homenagens nas redes sociais e condolências à família.
O funeral aconteceu na segunda-feira (01) em uma congregação da Assembleia de Deus em Imperatriz, onde Wanderson congregava.
Durante o ato fúnebre, Thallya destacou a amizade com o irmão e o exemplo de fé que deu a ela, e relembrou da última agenda juntos, em Estreito.
“Antes da gente cantar, nós dobramos os joelhos, oramos e ele falou, toda a agenda ele falava: ‘Thallya, faz de conta que é a nossa última oportunidade que vamos ter, porque não sabemos o dia de amanhã, então dá o teu melhor para Jesus”.
E continuou: “Este ano tínhamos muitos projetos, em julho íamos lançar dois clipes, já tínhamos canções novas, tínhamos tantos projetos para esse ano, mas eram só os nossos projetos, não os de Deus”.
A cantora revelou que o irmão queria que ela continuasse cantando mesmo sem ele. “Quando ele pegou Covid, ele me disse: ‘Thallya, se eu morrer, não desiste de cantar, continua fazendo a obra do Senhor’”, contou.
E concluiu: “Ele morreu fazendo o que mais gostava de fazer: cantar. Ele gostava de viajar. Não tenho lembranças ruins com ele, ele sempre me dava conselhos, me incentivava”.
Um vídeo postado nas redes sociais mostra Wanderson cantando a música “Dependente” de Alisson e Neide, que fala sobre a chegada do cristão no Céu, em sua última escala, em Estreito.
“E quando eu chegar no Céu. O rosto do meu Deus eu quero ver. E quando eu chegar lá em Israel. Eu quero abraçar o Dono do Céu”, louvou ele.
Líder do Templo Satânico rasga uma Bíblia (Foto: Reprodução Instagram)
Entre os dias 28 e 30 de abril aconteceu a SatanCon 2023, uma conferência satânica realizada pelo Templo Satânico (TST) na cidade de Boston, Massachusetts (EUA), atraindo centenas de pessoas.
No primeiro dia de evento, dois líderes do TST aparecem em vídeos rasgando dólares, uma Bíblia, uma bandeira e um teclado.
Nos vídeos compartilhados nas redes sociais, é possível ouvir eles dizendo: “Estamos destruindo os símbolos que causam o mal”.
Durante os três dias de eventos, vários assuntos foram tratados, sendo que o primeiro deles foi chamado de “pânico satânico no Brasil”, dando destaque para a onda de ataques em escolas.
Outros assuntos discutidos foram como o corpo trans, desconstrução da educação religiosa (cristã), reimaginando Lilith como um arquétipo para a justiça reprodutiva, entre outras.
Aproveitando a repercussão do evento nas redes sociais, o TST divulgou o lançamento de um livro infantil, um público bastante disputado pelo grupo que tem projetos em algumas escolas dos EUA.
Esta foi a segunda edição do SatanCon, a primeira foi realizada em 2021 e os organizadores a chamam de “maior evento satânico do mundo”.
Bandeira de Uganda tendo ao fundo a cidade de Kampala (Foto: Montagem FolhaGospel/Canva Pro)
Um estudante universitário cristão foi morto no norte de Uganda em 14 de abril por compartilhar sobre Cristo com os muçulmanos, disse um colega.
Jeremiah Mwanga, um estudante do segundo ano da Escola Cristã de Profissionais de Uganda em Lira, Região Norte, foi morto em seu quarto na escola na cela de Gwangabara, distrito de Boroboro, Divisão Leste em Lira. Ele tinha 24 anos.
Mwanga era natural do distrito de Kapchorwa, no leste de Uganda, onde também morava o aluno muçulmano da escola acusada de matá-lo.
“Jeremiah reclamou de mensagens de um dos alunos ameaçando matá-lo por enganar os muçulmanos, pregando-lhes o evangelho de Cristo, bem como convertendo-os à fé cristã na escola”, disse um amigo do falecido ao Morning Star News. “Ele pediu orações à comunidade da União Cristã.”
O amigo, cujo nome não foi divulgado por questões de segurança, disse que no dia 14 de abril ouviu gritos vindos de uma sala da escola por volta das 22h.
“Depois de 30 minutos, corri para o local do incidente e descobri que era o quarto de Jeremiah”, disse ele. “Dentro da sala havia uma poça de sangue.”
Mwanga já havia sido levado às pressas para uma clínica médica perto da escola, disse ele.
“Chegando à clínica, fui informado pela equipe médica que ele havia sido encaminhado ao Hospital Regional de Lira, onde foi declarado morto ao chegar”, disse ele. “Eu o encontrei deitado na cama do hospital, morto.”
O amigo solicitou que ele recebesse os pertences pessoais de Mwanga, incluindo seu telefone celular.
“Pesquisando o telefone, descobri que a mensagem ameaçadora era de um estudante muçulmano que também veio de Kapchorwa”, disse ele. “Então levei o telefone para a administração da escola, que relatou o caso à polícia.”
O suspeito, identificado apenas como Chengalat, estava desaparecido da escola. A polícia em Lira contatou oficiais do posto policial da cidade de Kapchorwa, que prenderam Chengalat na cidade. Chengalat foi levado a Lira para enfrentar acusações de assassinato, disse o amigo do falecido.
O assassinato foi o último de muitos casos de perseguição de cristãos em Uganda.
A constituição de Uganda e outras leis preveem a liberdade religiosa, incluindo o direito de propagar a própria fé e converter-se de uma fé para outra. Os muçulmanos representam não mais do que 12% da população de Uganda, com altas concentrações nas áreas orientais do país.
Folha Gospel com informações de Christian Headlines
O Quirguistão faz parte da Lista de Países de Observação na Ásia Central. Nas últimas semanas, recebemos relatos de novos casos de perseguição na região.
As cristãs Jena* e Relinda* são irmãs e vivem em um pequeno vilarejo no Quirguistão. Desde que os vizinhos descobriram a conversão delas ao cristianismo, começaram a persegui-las.
Relinda é casada com um cristão que tem ajudado as irmãs nesse momento de grande pressão. Há algumas semanas, os vizinhos proibiram que as pessoas falassem com eles e ameaçaram incendiar a casa deles. Eles também estão sendo difamados em chats das redes sociais com falsas informações diariamente.
Os vizinhos estão tentando expulsá-los do vilarejo de todas as formas. Eles afirmam que os cristãos são uma desgraça para a comunidade local. Parceiros locais da Portas Abertas estão acompanhando a família, mas acreditam que eles não aguentarão permanecer no vilarejo por muito tempo.
Expulsa de casa
A cristã Riana também está sob perseguição, no entanto, diferente de Relinda, o marido dela é um muçulmano radical que não crê em Jesus. Ela tem quatro filhos, dois adultos e duas crianças, e está abalada pelas constantes investidas do marido contra ela, com calúnias e agressões, por causa da fé em Jesus. Ela contou que está difícil continuar vivendo dessa forma.
O iman, líder islâmico local, foi à casa de Riana há algumas semanas e exigiu que ela renunciasse à fé em Jesus diante de toda a família. Ela se recusou e foi expulsa de casa com os dois filhos que ainda são menores de idade.
Riana não teve tempo de juntar as roupas ou outros pertences. Saiu apenas com os próprios documentos e sem perspectiva de um lugar para ficar, pois não há casas disponíveis para aluguel na região.
Quando estava sem esperança alguma, a igreja local a encontrou e providenciou um abrigo para a cristã. Quando os parentes descobriram isso, foram atrás de Riana para ameaçar tomar os dois filhos. Os irmãos mais velhos foram ameaçar os pequenos avisando que estão observando-os.
A filha mais nova de Riana está reclusa e deprimida. O filho mais velho também se fechou e não está conversando com ninguém. O objetivo de Riana agora é alugar um apartamento e começar uma nova vida com os filhos. Os cristãos perseguidos no Quirguistão precisam de ajuda em oração para que permaneçam firmes em Jesus. Ore fervorosamente por eles.
Autoridades iniciaram a discussão de um novo projeto de lei que pretende isentar a intervenção policial em “assuntos inconstitucionais” na Colômbia. O objetivo da medida é diminuir a crise penitenciária do país que está com diversas prisões superlotadas, o que viola os direitos humanos.
Apesar do objetivo plausível, o caminho para alcançá-lo preocupa os cristãos, pois alguns grupos pretendem usar a nova medida para garantir a impunidade em casos de perseguição aos cristãos.
A proposta revoga como crimes do Código Penal da Colômbia os artigos 201 a 203, que incluem violação da liberdade de religião; impedir ou perturbar cerimônias religiosas e danos ou lesões a pessoas enquanto realizam cultos.
Crise de impunidade
Ou seja, se aprovada, a pequena base legal que cristãos tinham para se defender quando atacados ou perseguidos será extinta. Com isso, crimes que violam a liberdade religiosa poderão ficar impunes. O governo justifica a decisão afirmando que o número de denúncias desses crimes é muito pequeno.
Um pesquisador da Portas Abertas, no entanto, analisou a situação e afirma que “garantir benefícios para perseguidores aumenta o problema da impunidade. Muitos dos crimes relacionados à perseguição religiosa não podem ser denunciados. Pastores e líderes que já enfrentam insultos, calúnias e pressão em silêncio, agora estarão desemparados pela justiça. A decisão é arriscada e pode gerar o aumento de ataques físicos, verbais e emocionais contra cristãos sem nenhum tipo de punição”.
A lei ainda está em análise. Os cristãos perseguidos na Colômbia contam com nossas orações para que a melhor decisão tanto para resolver a crise penitenciária quanto para frear a perseguição religiosa seja tomada.
Um novo estudo mostra que a maioria dos adultos em 16 países diz que não é necessário acreditar em Deus para levar uma vida moral ou ter bons valores.
A Pesquisa Global de Atitudes do Pew Research Center descobriu que a maioria dos entrevistados disse que “não é necessário acreditar em Deus para ser moral e ter bons valores”.
Entre os entrevistados estão pessoas da Austrália (85%), Canadá (73%), Estados Unidos (65%), Suécia (90%), França (77%), Reino Unido (76%), Malásia (22%), Holanda (76%), Cingapura (54%), Espanha (74%), Bélgica (69%), Israel (50%), Itália (68%), Alemanha (62%), Grécia (60%), Hungria (63%) e Polônia (67%).
Os israelenses estavam quase igualmente divididos sobre se a crença em Deus é necessária para ser moral, com 47% dizendo que é necessário e 50% dizendo que não é.
Entre os protestantes dos EUA, o número foi dividido igualmente sobre a crença de que acreditar em Deus era necessário para viver uma vida moral, com 49% dizendo que é e 49% dizendo que não é.
Cerca de 69% dos protestantes brancos não evangélicos disseram que não é necessário acreditar em Deus para viver uma vida moral, enquanto cerca de 59% dos protestantes negros e 57% dos protestantes evangélicos brancos têm a opinião oposta.
Entre os católicos, 63% disseram que não é necessário acreditar em Deus para viver uma vida moral.
A pesquisa também analisou a crença pelas lentes da política.
Os resultados mostram que os democratas e aqueles que se inclinam para a esquerda são mais propensos do que os republicanos e aqueles que se inclinam para a direita a pensar que uma crença em Deus não é necessária para viver uma vida moral, com 71% e 59% dizendo que não é necessário, respectivamente.
Para outros países pesquisados fora dos EUA, “as pessoas que se colocam na esquerda política são mais propensas do que aquelas na direita política a dizer que a crença em Deus não é necessária para ter bons valores”, disse a pesquisa.
Os americanos com menos de 50 anos também pareciam menos propensos do que os americanos mais velhos a dizer que acreditar em Deus é necessário para viver uma vida moral.
Uma diferença de pontos de vista entre os filiados religiosos e os não afiliados religiosos sobre a necessidade de uma crença em Deus para viver uma vida moral com bons valores se estendeu por todos os países pesquisados, embora em todos os casos, exceto um, as maiorias pertencentes a ambos os grupos não pensassem que a crença em Deus era um requisito para alcançar tal vida.
A diferença entre a parcela dos religiosos não filiados que viam a crença em Deus como desnecessária para uma vida moral com bons valores e os filiados religiosos que concluíram o mesmo variou de 37 pontos percentuais na Grécia a 10 pontos percentuais na Suécia.
A parcela de entrevistados afiliados religiosos que consideravam a crença em Deus necessária para alcançar uma vida moral com bons valores variou de 49% em Cingapura a 86% na Suécia.
A porcentagem de entrevistados sem filiação religiosa que disseram o mesmo variou de 76% em Cingapura a 97% na Austrália.
A Pesquisa Global de Atitudes é baseada em respostas coletadas de 3.581 adultos nos Estados Unidos de 21 a 27 de março de 2022 e 18.782 adultos de outros 16 países de 14 de fevereiro a 3 de junho de 2022.
Folha Gospel com informações de Christian Headlines