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Igrejas evangélicas vão lançar Manual do Eleitor

O pastor Estevam Fernandes, da 1ª Igreja Batista de João Pessoa, defende que é fundamental a participação da Igreja na política eleitoral do País.

Para ele, os líderes evangélicos têm o dever de alertar os seus fiéis para a importância da eleição, orientando como proceder na escolha e sobretudo evidenciar o mérito da participação cívica.

E foi pensando nesses aspectos que, pela primeira vez, as igrejas evangélicas vão lançar, em setembro, o Manual do Eleitor Evangélico. A cartilha começará a ser confeccionada no próximo mês. Os trabalhos serão coordenados pelo Pastor Estevam e terão a participação de pastores de outras igrejas evangélicas de João Pessoa.

“Tivemos a idéia de chamar os nossos membros para que participem ativamente do processo eleitoral, mostrando a importância da participação de cada um na política do seu País, de seu Estado, de seu município. Nas eleições de outubro, vamos escolher quem vai comandar os Poderes Executivo e Legislativo. É uma eleição importantíssima, porque estaremos escolhendo quem faz as leis e quem as executa. Por isso, temos a obrigação de orientar e preparar os nossos fiéis para esse processo”, comentou o pastor.

Para confeccionar o manual, Pastor Estevam vai reunir pastores de outras igrejas. Ele afirmou que, a princípio, a cartilha terá quatro objetivos básicos. “Vamos mostrar alguns critérios, como: conscientizar o público evangélico de que a política é determinante na vida social do cidadão; traçar o perfil político dos candidatos evangélicos; conscientizar os fiéis para o fato de que para ser um bom político não basta ser evangélico, porque existem muitos políticos não-evangélicos bons e outros que se dizem evangélicos, apenas, para tirar proveito da situação, enganando o público evangélico; e por último, fazer uma campanha de conscientização para que os evangélicos votem corretamente, escolhendo os políticos comprometidos na defesa de políticas públicas”, disse pastor Estevam.

O pastor ainda afirmou que a política verdadeira é toda atividade e participação humana na sociedade. Ele disse que a igreja é povo e que a política desenvolve ações que beneficiam o povo. Por isso, a igreja tem a obrigação de orientar os fiéis, esclarecendo a diferença entre a verdadeira política e a politicagem, que, para ele, é o uso da política para o enriquecimento próprio ou da família. “A política abre para os cristãos a possibilidade de participação na caminhada do povo. O candidato verdadeiro é aquele que produz a política com ética, com ação de cidadania, trabalhando por educação, saúde, moradia digna, alimentação, transporte, trabalho e segurança para todos”, informou.

Fonte: Jornal da Paraíba

Promotor exige que USP retire crucifixo de clínica

O Ministério Público enviou ofício à USP (Universidade de São Paulo) cobrando a retirada de um crucifixo colocado na sala de espera da clínica odontológica, por onde passam cerca de 1.400 pessoas por dia, após receber queixa de uma pessoa que alegou ter ficado incomodada com o objeto.

Procurada desde quarta pela Folha, a USP não se manifestou. Se o crucifixo continuar na clínica, a universidade será acionada pelo promotor de Justiça Sérgio Turra Sobrane.

A representação foi protocolada por Vicente Ciccone, que não quis comentar o caso. A Promotoria vai apurar eventual desprestígio a outras crenças religiosas. A queixa segue o princípio institucional de que o Estado é laico, ou seja, não poderia ostentar nem demonstrar nenhuma preferência religiosa, como diz a Constituição.

Como a USP é um órgão público, não poderia, em tese, manter o crucifixo no local. A ligação entre Estado e a Igreja Católica chegou a constar na Constituição de 1824, ainda no Império, mas foi abolida na Constituição de 1890, a primeira da República.

Para o promotor, embora seja um costume arraigado, a legislação é clara ao não permitir que Estado e igreja se misturem, o que hoje ocorre normalmente em teocracias, como o Irã, de governo muçulmano. “No Brasil, até prédios da Justiça costumam manter crucifixos, mas sou contra”, diz.

O padre Juarez de Castro, secretário-geral do Viricato Episcopal de Comunicação da Arquidiocese de SP, concorda que o Estado deva ser laico, mas não vê problema em manter o crucifixo. “Deve-se perguntar o que o povo quer, o crucifixo leva conforto às pessoas.”

Ateu, o professor João Zanetic, diretor da Adusp (associação dos docentes da USP), considera a questão polêmica. “Nunca discutimos isso, mas a USP deve ser laica”, afirma.

Fonte: Corumbá Online

Ordem dos Pastores Batistas aprova ordenação de mulheres

A Ordem dos Pastores Batistas do Espírito Santo realizou esta semana uma votação que determinou a ordenação de mulheres ao ministério pastoral. O resultado da assembléia extraordinária mostrou que quase metade dos eleitores foi contra a medida.

No entanto, por diferença de poucos votos, ao final da assembléia extraordinária da seção capixaba da Ordem dos Pastores Batistas, um passo importante foi dado em relação à participação feminina na sociedade. A ordem aprovou a ordenação de mulheres ao Ministério Pastoral.

Quando a ordenação feminina se tornar vigente, as mulheres pertencentes às igrejas ligadas à Convenção Batista do Espírito Santo poderão ser pastoras, exercendo de igual para igual as funções dos pastores, tais como celebrar casamentos e presidir cerimônias de batismo

Foram 65 votos favoráveis e 58 contrários, em uma assembléia com participação de 155 pastores.

Fonte: Jornal A Gazeta

Rádio de conteúdo cristão recorre ao sexo para aumentar audiência

O novo proprietário de uma emissora de rádio da Califórnia (oeste) tomou medidas radicais para aumentar a audiência, substituindo programas cristãos por emissões e canções relativas ao sexo, revelou nesta sexta-feira à AFP.

“As rádios cristãs nunca tiveram boa audiência”, disse Jerry Clifton, que acaba de comprar a KFWE-FM, instalada no vale vinícola de San Joaquin, no centro do estado. “A rádio funcionava bem no aspecto técnico, mas não tinha sucesso”, destacou.

Os sermões de domingo e os programas sobre a vida dos santos foram, então, substituídos por uma programação cujo lema é “uma rádio sobre sexo, todo o tempo”.

A lista de canções executadas vai desde “I Want Your Sex”, de George Michael, a “Sexual Healing”, de Marvin Gaye.

Clifton reconhece ter recebido algumas ligações de ouvintes incomodados com a mudança da programação, pois a faixa não mudou.

Mas “às vezes, é preciso ferir algumas suscetibilidades para desenvolver uma fórmula que funcione”, explicou.

Fonte: AFP

Evangélicos criticam declarações do presidente da Conferência Episcopal

Líderes de duas organizações representativas das igrejas evangélicas lamentaram as declarações do presidente da Conferência Episcopal Peruana (CEP), monsenhor Miguel Cabrejos, a respeito da presença de Alan García em cerimônia de ação de graças convocada para este domingo numa igreja evangélica.

Em declarações à CPN Radio, Cabrejos disse que embora a Igreja Católica respeite a liberdade de credo, “não seria o mais agradável” que García participasse da cerimônia evangélica pelas Festas Pátrias. O presidente da CEP afirmou que o Peru tem uma tradição católica, com a missa e o Te Deum, celebrado todo dia 28 de julho no país, dia da Independência peruana.

O presidente do Conselho Nacional Evangélico (CONEP), pastor Rafael Goto, qualificou as declarações de Cabrejos de discriminatórias e intolerantes. Disse que elas não condizem com os esforços realizados no país pela afirmação de uma sociedade democrática, inclusiva e de firme respeito às liberdades e à igualdade de direitos.

“O Estado peruano não é confessional e os governantes podem expressar suas preferências ideológicas e religiosas como uma opção pessoal”, agregou Goto, defensor de um Estado laico.

Nos últimos 20 anos, o Peru registrou um significativo crescimento da membresia evangélica. Segundo o último relatório do Instituto de Opinião Pública da Universidade Católica, divulgado em março deste ano, 13% da população professam a fé evangélica.

O presidente da União Nacional de Igrejas Cristãs Evangélicas (UNICEP), pastor Robert Barriger, disse que o “Peru já superou a etapa da intolerância religiosa. Vivemos novos tempos, com oportunidades para todos os peruanos, e o presidente García é livre para participar onde o desejar”.

“Agradeço ao presidente García, pois com seu gesto, ao participar (de celebração) na Igreja Aliança Cristã e Missionária, neste domingo, ele reconhece a importância das igrejas evangélicas, um setor religioso que foi postergado durante muito tempo pelas autoridades”, agregou Barriger.

Pela primeira vez em 120 anos de presença evangélica e protestante no Peru um presidente da República participará de culto de ação de graças numa igreja evangélica.

Fonte: ALC

Las Vegas proíbe caridade para com os sem-teto

Entrou em vigor na cidade americana de Las Vegas nesta sexta-feira uma lei que proíbe que obras de caridade ofereçam comida aos sem-teto. Infratores estão sujeitos a uma multa de até US$ 1.000 e a pena de prisão de até seis meses.

Longe das luzes vibrantes e dos enormes cassinos, há cerca de 12 mil sem-teto na cidade – uma população que dobrou nos últimos dez anos.

Políticos locais dizem que a grande quantidade de cozinhas ambulantes que circulam pelos parques da cidade à noite para oferecer alimentos e bebidas a quem não tem onde morar só agrava o problema.

Organizações de defesa dos direitos humanos dizem que vão contestar a norma nos tribunais, mas as autoridades municipais alegam que há tantas cozinhas ambulantes que residentes e turistas evitam freqüentar áreas que deveriam ser públicas.

A administração espera que a lei estimule os sem-teto a procurarem centros apropriados de assistência social.

Mas críticos da medida dizem que o que se deseja com ela é esconder os problemas sociais de Las Vegas. Há três anos, a cidade foi considerada por uma organização assistencial como a mais mesquinha dos Estados Unidos.

A nova lei certamente não vai ajudar a melhorar a reputação da cidade.

Fonte: BBC Brasil

Oriente Médio: cristãos se mantêm divididos

Refugiados do LíbanoNo Líbano, os cristãos não escondem que estão divididos. Uma parte ressalta o papel de Israel na extensão do atual conflito e a importância do Hezbollah como uma força de resistência. A outra argumenta que o pior inimigo é a Síria e demonstra temer a criação de uma república islâmica no Líbano.

“A culpa do Hezbollah é de três centímetros. Já a de Israel tem 3 mil quilômetros”, diz o médico Mounir Rahmé, debaixo do caramanchão de seu jardim depois de dar as últimas ordens aos pedreiros que reformam o pátio de sua casa de veraneio na cidade de Hrajel, na região cristã de Monte Líbano.

Horas antes, a alguns quilômetros dali, em Baabdat, também nas montanhas, o general reformado do Exército Kamal Karam perguntou: “Por que a Síria, que está por trás do Hezbollah e teve as Colinas do Golan invadidas por Israel, não mexe um dedo para entrar nessa guerra?”

Até agora nenhuma pesquisa de opinião tentou medir o tamanho de cada grupo.

Na verdade, a divisão dos cristãos já vem de antes do início da guerra. As Forças Libanesas, com cinco deputados, estão ao lado do grupo da família Hariri, que é sunita. Já o general Michel Aoun, líder cristão histórico com 14 deputados e o apoio de outros 7 independentes, decidiu se juntar ao bloco dos xiitas, composto pelo Hezbollah e a Amal.

Nos últimos dias, Aoun tem tentado deixar claro que não foi consultado nem aprovou a decisão do Hezbollah de capturar soldados israelenses, o que acabou sendo o estopim do atual conflito.

“Desconfio que o grupo majoritário entre os cristãos é o que critica a ação do Hezbollah. É difícil saber se o general Aoun será punido nas urnas por ter se aproximado dos xiitas”, diz Boutros Labaki, presidente do Instituto para o Desenvolvimento Econômico e Social Libanês.

Os xiitas foram unificados por Hezbollah e Amal na base da força. No sul, durante a ocupação israelense, o Hezbollah acabou com as outras facções que faziam parte da resistência, como a dos comunistas. Os sunitas, nos últimos anos, caíram sob a influência da família Hariri.

O único grande grupo libanês a se manter dividido é o cristão. “A educação cristã no Líbano tem forte influência européia. Por isso, discordar e respeitar as diferenças é mais comum entre esse grupo religioso”, diz Labaki.

Nos últimos meses, a comunidade cristã se sentiu, pelo menos uma vez, ameaçada pelos xiitas, que são cerca de 40% da população e a base de apoio do Hezbollah.

No começo de fevereiro, milhares de xiitas invadiram o bairro cristão de Beirute onde está o consulado da Dinamarca. Antes de atacar o prédio para protestar contra a publicação das charges do profeta Maomé, incendiaram carros, atacaram uma igreja cristã maronita e brigaram com jovens cristãos, o que trouxe de volta lembranças da guerra civil.

“Eles querem fundar uma república fundamentalista”, diz Karam, o general reformado.

Há várias décadas o Líbano não faz um censo com classificação por religião justamente para evitar problemas. Estima-se que os cristãos sejam por volta de 30% da população, ou cerca de 1,4 milhão de pessoas. No começo do século 20, já foram mais da metade. Com a guerra civil, muitos emigraram e os que ficaram perderam a corrida da taxa de natalidade, muito maior entre os xiitas.

Ainda assim, o Líbano continua sendo o país árabe com a maior proporção de cristãos. Eles são, na sua maioria, católicos das igrejas orientais e, assim como os xiitas, sunitas e drusos, levam vidas segregadas para os padrões brasileiros. Moram em bairros cristãos, estudam em escolas cristãs e casam entre si.

Bush e Blair propõem força de paz

O presidente dos EUA, George W. Bush, e o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, chegaram a um acordo ontem para propor à ONU o envio de uma força multinacional ao sul do Líbano, como parte de um conjunto de medidas para pôr fim ao conflito entre Israel e o grupo xiita Hezbollah. Ontem a guerra completou 17 dias. A proposta consiste no retorno, hoje, da secretária americana de Estado, Condoleezza Rice, ao Oriente Médio; reuniões na ONU, a partir de segunda-feira, para discutir a formação de uma força multinacional para envio ao sul do Líbano; e apresentação de uma resolução no Conselho de Segurança da ONU, no fim da próxima semana, definindo os termos para o fim das hostilidades.

Condoleezza se reunirá com o governo israelense e o libanês (do qual o Hezbollah faz parte). Sua missão será buscar um acordo para o texto da resolução que EUA e Grã-Bretanha pretendem propor, com base num capítulo da Carta da ONU que prevê sanções ou uso da força se não for cumprida.

Ao lhe perguntarem se a força de paz iria “impor” ou “policiar” o cessar-fogo, Blair admitiu que a propsota só funcionará se o Hezbollah o aceitar. “O Hezbollah tem de avaliar. Se forem contra, não estarão só prestando um desserviço ao povo do Líbano, mas novamente ficarão diante do fato de que uma ação terá de ser tomada contra eles”, respondeu Blair. Ficou claro mais uma vez que Blair e Bush endossam a posição de Israel e não pressionarão por um cessar-fogo incondicional, como defendem líderes europeus e árabes. Seu objetivo principal é fazer com que o Exército libanês passe a patrulhar o sul, fronteira com Israel – hoje controlado pelo Hezbollah -, e que o grupo seja desarmado, conforme resolução do Conselho de Segurança de 2004.

O Washington Post observou que a proposta não responde às perguntas “como fazer isso, quando e com que tropas estrangeiras”. Além disso, Israel insiste que só porá fim aos bombardeios e a seu plano de criar uma zona de segurança no sul do Líbano se o Hezbollah libertar os dois soldados israelenses que capturou no dia 12, recuar da fronteira e for desarmado.

Já o Hezbollah – que deu origem ao conflito ao invadir Israel e capturar os dois militares – é taxativo: só vai soltá-los se os israelenses libertarem os libaneses capturados em 18 anos de ocupação no Líbano (encerrada em 2000). Diplomatas europeus avaliam que é mínima a perspectiva de trégua próxima.

Condoleezza no Líbano

O Hezbollah aceitou na semana passada que o governo do país negocie a questão. Ontem o gabinete libanês se reuniu para definir um pacote de propostas a ser entregue a Condoleezza. Segundo funcionários, o Hezbollah aceitou uma força de paz no sul e a promessa de desarmar-se no futuro. Mas o pacote também incluiria trégua imediata, troca de prisioneiros com Israel e retirada israelense de Fazendas de Shebaa, pequena área síria cedida ao Líbano e ocupada por Israel desde 1967.

Blair e Bush disseram que qualquer plano de paz duradouro tem de contemplar “antigas disputas regionais” e seu objetivo é aproveitar a oportunidad para uma mudança ampla na região. Eles voltaram a acusar a Síria e o Irã de patrocinar o terrorismo internacional. “Minha mensagem para a Síria é: torne-se um participante ativo pela paz na vizinhança.”

ONU pede trégua para envio de ajuda humanitária no Líbano. Israel nega

A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu uma trégua de três dias entre Israel e o Hezbollah para levar ajuda humanitária e remoção de feridos.

O coordenador de ajuda humanitária da ONU, Jan Egeland, disse que crianças, idosos e mulheres estão indefesos depois de duas semanas de combate no sul do país, ao completar uma visita ao Líbano, Israel e à Faixa de Gaza.

Egeland afirmou que um terço das 600 pessoas mortas pelos ataques israelense sao Líbano são crianças.

“É uma coisa horrível. Há algo fundamentalmente errado com uma guerra onde morrem mais crianças do que homens armados”, disse Egeland.

O coordenador da Onu pediu que os dois lados cessassem as agressões por pelo menos “72 horas para que seja possível a evacuação de mulheres, crianças, feridos e idosos” do sul do Líbano.

Segundo Egeland, os atuais corredores por onde passa a ajuda humanitária não são suficientes para atender as imensas necessidades dos atingidos pelo conflito,

Mark Malloch-Brown, vice-secretário-geral das Nações Unidas, disse que a ONU não se sente impotente depois que quatro observadores da entidade foram mortos por um bombardeio israelense, mas sim “preocupada e frustrada”.

Segundo o governo israelense, não há necessidade para uma trégua, pois o Exército israelense já mantém um corredor aberto para a passagem de ajuda humanitária.

Ele disse que o Hezbollah é que estava criando problemas para a passagem dos medicamentos e alimentos para criar uma crise humanitária – e depois culpar Israel.

Envio de tropas

O presidente americano, George W. Bush, voltou a repudiar novos pedidos por uma trégua, argumentando que uma força de paz internacional deveria ser enviada para a região.

A secretária de estado americana, Condoleezza Rice, está voltando ao Oriente Médio neste sábado, para se encontrar com líderes de países da região.

Bush disse que a secretária de estado “trabalharia com os líderes de Israel e Líbano para chegar a uma solução que traga a paz de maneira definitiva”.

O presidente americano disse que seu país e a Grã-Bretanha pressionariam por uma “resolução que delimitasse claramente as condições de um cessar-fogo imediato e o envio de uma força internacional”.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, que se encontrou com Bush em Washington nesta sexta-feira, disse que o envio de tropas à região seria discutido em um encontro nas Nações Unidas, na próxima segunda-feira.

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse que os países em condições de enviar tropas à região tomariam parte no encontro.

“Por hora, são discussões preliminares, porque nós não temos uma determinação do Conselho de Segurança”, afirmou Annan.

Ataques continuam

O chefe do Exército israelense, Dan Halutz, afirmou que Israel matou 26 militantes do Hezbollah em Bint Jbeil, causando “enormes perdas” para o grupo radical xiita.

Pelo menos dez civis, incluindo um jordaniano, morreram durante os ataques israelenses ao sul do Líbano nesta sexta-feira.

Em Rmeish, cidade próxima à fronteira com Israel, um comboio que evacuava civis foi atingido por um ataque, ferindo dois passageiros do carro de uma estação de TV alemã.

Relatos de refugiados da cidade dão conta de que a situação em Rmeish está se deteriorando rapidamente.

Fonte: Estadão e BBC Brasil

Cientista norte-americano ataca teoria evolucionista

Big Bang, seleção natural, evolucionismo, conceitos muito difundidos no meio científico internacional, seriam idéias falsas e ultrapassadas. A afirmação é do conferencista norte-americano Grady Mc Murdry, mestre em ciências pela Universidade do Estado de Nova York.

Ele está em Bauru desde quinta-feira, para realizar uma série de palestras sobre temas como a idade da terra, dinossauros, a Bíblia, registro fóssil, etc. Mc Murdry é inimigo declarado das teorias evolucionistas, as quais classifica como pseudociências.

“O que os defensores dessa doutrina querem é convencer as pessoas de que o universo não foi criado todo de uma vez, perfeito e acabado, mas sim que evoluiu de estruturas simples para outras mais complexas. Isso é uma loucura, sem base metodológica alguma”, ataca.

Mc Murdry qualifica da teoria do Big Bang como um “antigo conceito, que há muito tempo já está superado”. Ele também não suporta ouvir falar no cientista inglês Charles Darwin, morto em 1882 e autor da famosa teoria da seleção natural.

Mc Murdry, que reconhece ter sido defensor no evolucionismo na juventude, hoje é cristão evangélico e adepto do criacionismo. “É que fui doutrinado durante toda minha infância, por isso não era capaz de enxergar a verdade científica”, conta.

A “verdade científica” de Mc Murdry, ou criacionismo, é uma concepção que predominou no pensamento ocidental até o século 18. De acordo com a doutrina, a vida, o planeta, enfim, todo o universo, teriam sido criados ao mesmo tempo, em sua forma acabada, por um ato divino.

Nos séculos seguintes, a teoria perdeu espaço para as idéias evolucionistas. Hoje em dia, a tese está restrita principalmente aos meios religiosos. Mc Murdry, que também é líder religioso da igreja New Life Church, espera que sua visita ajude a difundir criacionismo.

“Nas escolas, só ensinam evolucionismo, porque é uma tese popular e fácil de ser aceita pelos que não conhecem as verdades científicas”, coloca. Mc Mudry já ministrou duas palestras em Bauru. Amanhã, ele participa de uma café da com pastores evangélicos, na parte da manhã.

Haverá também palestras à tarde e à noite, tanto no sábado quanto no domingo, em igrejas evangélicas da cidade. Durante os eventos, Mc Murdry tentará convencer o público de que relatos bíblicos como o Adão e Eva ou o Dilúvio Universal podem ser comprovados cientificamente.

Fonte: Jornal da Cidade de Bauru

Pastores evangélicos querem explicações de Aguinaldo Muniz

Pastores evangélicos de vários municípios do Estado estão articulando um encontro de todas as lideranças do segmento em Rondônia para que possam colocar a limpo toda a onda de denúncias que caíram sobre o deputado federal Agnaldo Muniz (PP), candidato que foi escolhido para representar a Assembléia de Deus nas eleições de 2006 para a Câmara Federal.

Agnaldo foi denunciado no final da última semana como um dos membros da nova lista dos parlamentares envolvidos no esquema das Sanguessugas, máfia que atuava na aquisição de ambulâncias através de emendas parlamentares. A nova lista foi publicada pela Revista Veja, em sua edição do último sábado e divulgada na segunda pela CPI dos Sanguessugas. Agnaldo nega, mas as investigações apontam sua participação no esquema.

O pastor Nelson Luchtemberg, presidente da Convenção das Assembléias de Deus do Estado de Rondônia (Cemaderon) também está sofrendo os efeitos do estrago provocado pela denúncia das Sanguessugas.

Sogro

Ele é sogro de Agnaldo Muniz e um dos principais articuladores para a escolha do genro como representante da Assembléia de Deus na Câmara Federal na convenção realizada em maio deste ano em Mirante da Serra. Com certeza, terá muito que ter muito jogo de cintura para demover os pastores da idéia de mudar a representação da Igreja na Câmara Federal nas eleições deste ano.

Fonte: Folha de Vilhenar

Prefeito de Madri provoca igreja com casamento gay

A lei espanhola sobre o casamento de pessoas do mesmo sexo — promovida pelos socialistas e considerada inconstitucional pelo conservador Partido Popular, de oposição — está gerando uma nova polêmica desde que o prefeito de Madri, do PP, resolveu casar hoje dois militantes gays de seu partido.

Alberto Ruiz Gallardón conseguiu atrair tanto as críticas da Igreja Católica, quanto de setores ligados ao seu partido e mesmo de socialistas (PSOE), que o acusam de celebrar o casamento sem exigir que o PP retire o recurso contra e lei diante do Conselho Constitucional.

— A lei existe e deve ser cumprida — disse Ruiz Gallardón.

O prefeito afirmou que, como já fez com outros casais heterossexuais de seu partido que lhe pediram, oficiará a boda de hoje. Os noivos são Javier Gómez, ativista dos direitos dos homossexuais, e Manuel Ródenas, advogado e responsável pelo Programa de Assessoramento de Gays, Lésbicas e Transexuais da região de Madri, governada pelo PP.

Ruiz Gallardón é considerado um político de centro, pertencente à ala moderada do PP. Ele declarou que sua decisão não geraria nenhum tipo de reprimenda, mas, segundo o jornal “El Pais”, o PP recomendou a seus integrantes que não compareçam ao casamento. O prefeito lembrou ainda que esta não é a primeira união de pessoas do mesmo sexo que autoriza.

Num comunicado, o Arcebispado de Madri criticou a união homossexual e disse que fiéis católicos, incluindo políticos, estavam sujeitos à doutrina da Igreja. O Fórum Espanhol da Família, ligado ao PP, criticou o apoio do prefeito a uma lei “que o próprio partido rechaça”. E o vereador socialista Pedro Zerolo — um dos primeiros a se casar segundo a nova lei— exigiu de Ruiz Gallardón coerência.

A lei foi aprovada no ano passado e desde então mais de 4.500 casais homossexuais — 80% deles do sexo masculino — já se uniram na Espanha.

Fonte: Globo Online

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