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Encontro mundial inter-religioso acontecerá na Itália

Será realizado em Assis, Itália, nos dias 4 e 5 de setembro próximo, o “Encontro Mundial Inter-religioso” e o “Dia de Oração pela Paz”, organizados pela comunidade romana de Santo Egídio, juntamente com a Conferência Episcopal da Úmbria, região da Itália.

Em outubro de 1986, João Paulo II foi anfitrião, em Assis, do Dia Mundial de Oração pela Paz, ao qual acorreram os líderes religiosos provenientes de diversas partes do mundo: um acontecimento histórico, no qual se reuniram desde o Dalai Lama até o Arcebispo de Cantuária e Primaz da Igreja Anglicana.

A partir daquela iniciativa de João Paulo II, que completa 20 anos este ano, iniciou-se um novo percurso anual, com encontros nos quais se reúnem representantes das grandes religiões em torno do tema “Por um mundo de paz, religiões e culturas em diálogo”.

O diálogo constitui uma chave de leitura para um encontro entre civilizações, que resulta no respeito à liberdade de expressão religiosa, nas suas diferentes tradições, diálogo com a cultura atual e no empenho de cooperação entre os povos.

Fonte: Rádio Vaticano

Bandidos invadem igreja e espancam padre

Os bandidos voltaram a aterrorizar instituição religiosa da região de Umuarama, no Paraná. Na noite do último domingo o alvo foi a casa paroquial de Xambrê. Além de roubar R$ 3,2 mil os bandidos mantiveram reféns e espancaram o sacerdote.

Este foi o terceiro roubo contra o patrimônio da Igreja Católica em menos de um mês. Nos três eventos foram roubados aproximadamente R$ 9 mil.

Pedindo para ter o nome resguardado a vítima contou que chegava em casa, por volta das 23h, quando foi abordado por dois indivíduos encapuzados e armados de revólveres. “Não pude observar as características dos ladrões porque estava escuro e eles escondiam os rostos. Pedi calma, mas eles ignoraram e foram muito violentos. Chegaram a me agredir com socos, pontapés e coronhadas”, lamentou.

O religioso teria dito ainda, em depoimento, que onze pessoas foram amarradas e ficaram sob mira de revólver até que os assaltantes fossem embora com R$ 2,6 mil da igreja e outros R$ 600 dele. “Eles só levaram o dinheiro e quando saíram escutamos o barulho de uma motocicleta. Conseguimos nos soltar e acionamos a polícia”, explicou a vítima.

O investigador da delegacia de Xambrê, Cícero Lopes, salientou que a polícia está investigando o caso. A identificação dos bandidos, porém, é de grande dificuldade pela falta de dados passados pelas vítimas. “Poucas informações foram passadas pelo fato dos marginais estarem com capuzes. Mesmo assim, estamos trabalhando para por os assaltantes da cadeia. Esta foi a primeira vez que uma entidade religiosa foi alvo marginal em nossa cidade”, lembrou.

A polícia pede para que o clero redobre a segurança, pois os ladrões estão voltando a atenção às instituições filantrópicas e religiosas.

Reincidência – Há quase um mês roubo semelhante ocorreu em Perobal onde foram levados R$ 1,7. No último dia 17 o clima de oração e estudos do Seminário Bom Pastor, em Umuarama, foi interrompido com truculência pelos assaltantes. Na oportunidade foram roubados R$ 4 mil. A polícia não descarta a hipótese dos roubos terem sido promovidos pelas mesmas pessoas.

Fonte: Umuarama Ilustrado

Católicos e metodistas mais próximos

A Conferência Mundial Metodista, reunido de 20 a 24 de julho, deverá aprovar a adesão da Igreja à Declaração conjunta católico-luterana sobre a Doutrina da Justificação, de 1999, dando assim um passo significativo nas relações com a Igreja Católica.

O presidente do Conselho Pontifício para a promoção da unidade dos cristãos, Cardeal Walter Kasper, e o secretário-geral da Federação Luterana Mundial, Ismael Noko, vão marcar presença no ato em que a referida Declaração será estendida ao Metodismo.

O Cardeal Kasper preside, desde ontem, um seminário sobre o ecumenismo, organizado conjuntamente pelo seu Dicastério, pelo secretariado para as questões ecumênicas e inter-religiosas das Conferências Episcopais da África e pela Conferência Episcopal da Coréia. A iniciativa tem como tema “a busca da unidade dos cristãs: onde estamos juntos hoje”.

Segundo comunicado oficial da Santa Sé, a escolha da data foi feita de modo a que coincidisse com a Conferência Mundial Metodista, que só acontece de 8 em 8 anos, reunindo cristãos pertencentes à tradição de Wesley.

Fonte: Agencia Ecclesia

A eficácia das missões de paz da ONU é questionada

Na paisagem conturbada das operações de “manutenção da paz”, o Timor Leste era o exemplo do que a ONU pode realizar de melhor, ou seja, acompanhar um povo oprimido rumo à sua independência, ajudá-lo a se reerguer e, finalmente, acolhê-lo (em setembro de 2002) na qualidade de 191º país-membro das Nações Unidas.

Contudo, desde a onda de violência que tomou conta do seu território em maio e junho, o mais jovem Estado do mundo passou a simbolizar a fragilidade da empreitada das Nações Unidas: se ela não consegue consolidar a paz neste minúsculo território, como poderia ela esperar fazer isso na República Democrática do Congo (RDC) ou no Sudão, que possuem uma superfície gigantesca?

Integrado por cerca de 90.000 funcionários distribuídos em 18 missões espalhadas por quatro continentes, o departamento da ONU para operações de manutenção da paz é, depois dos Estados Unidos, a segunda força militar no mundo, envolvida em operações em territórios externos. De meros tampões entre Estados em conflito durante a guerra fria, os “capacetes azuis” (como são chamados os soldados da ONU) se tornaram, no Haiti, no Kosovo e em outros lugares, as ferramentas desta potência tutelar que reconstrói Estados, supervisiona eleições, desarma milícias ou julga criminosos. A tarefa é gigantesca – e os reveses são inevitáveis.

Kofi Annan, que ficou profundamente chateado com a “recaída” timorense, lamentou a “tendência da ONU a abandonar as zonas de conflito cedo demais”, Este comentário induziu a idéia de que se o Timor Leste estivesse situado numa região mais sensível aos interesses da comunidade internacional, aquela retirada precipitada não teria ocorrido.

Pressionado pelos Estados Unidos, o Conselho de Segurança havia decidido, no final de maio de 2005, retirar seus últimos “capacetes azuis” de Timor Leste, sem deixar no país a “força internacional de segurança” que o secretário-geral da ONU havia solicitado.

Inicialmente pouco inclinada ao “nation building” (a ajuda para a construção de um Estado), a administração Bush acabou se convertendo à manutenção da paz, que ela preconizou no Haiti, no Libéria ou no Sudão. As atividades das tropas da ONU pelo mundo afora e o número das suas missões quebraram um recorde. Mas o Congresso americano, que banca 27% do seu custo, exerce uma pressão constante para reduzir ou fechar missões.

O embaixador dos Estados Unidos na ONU, John Bolton, prometeu “racionalizar” as missões no Saara ocidental, na Etiópia e na Eritréia. Será que esta política escapou de todo controle no Timor Leste? “Não: os distúrbios que lá ocorreram nada têm a ver com o combate pela independência em relação à Indonésia, que foi a razão da intervenção da ONU”, afirma Bolton. O problema é de natureza política, e a ONU não pode, segundo ele, permanecer em Dili (capital do Timor Leste) “para sempre”.

Será que esta regra se aplica quando os interesses dos países ricos estão em jogo? “Nós estamos em Chipre, no Kosovo ou na Bósnia já faz muito tempo. Por que então abandonamos com tanta freqüência outros lugares depois de dois ou três anos?”, indagou Kofi Annan, referindo-se ao risco de que alguns passem a enxergar um “conteúdo racista no pensamento da ONU”. De fato, os ocidentais se descomprometeram das missões das Nações Unidas, que hoje são realizadas por tropas de países tais como o Bangladesh, o Paquistão ou a Índia.

A posição norte-americana não deixa de estar embasada, ao menos em parte: presente em Chipre desde 1964, ou no Saara ocidental desde 1991, a ONU vem sendo uma testemunha tão cara quanto impotente de conflitos fossilizados.

“Por vezes, as partes estimam que elas não têm mais a obrigação de resolver suas divergências, já que os “capacetes azuis” estão presentes”, explica Edward Luck, um professor de relações internacionais na Columbia University. “A manutenção da paz não pode se substituir à boa-vontade dos atores locais”. Ele admite, contudo, que “no Timor Leste, no médio prazo, nós teríamos economizado ao permanecer por um período um pouco maior”.

O orçamento anual das operações de manutenção da paz é de cerca de US$ 5 bilhões (R$ 10,82 bilhões), o que representa 0,5% das despesas militares mundiais e o equivalente a um mês de intervenção americana no Iraque. Segundo Paul Collier e Anke Hoeffler, da universidade de Oxford, essas operações são a solução a mais rentável para reduzir os custos das guerras civis.

Mas Edward Luck considera este balanço “muito limitado”, além de manchado por fracassos trágicos tais como os do genocídio ruandês em 1994, do massacre de Srebrenica na Bósnia em 1995, e, mais recentemente, da exploração sexual de populações vulneráveis por parte de “capacetes azuis”. Antes do Timor Leste, o Haiti e a Libéria tiveram uma recaída depois de uma intervenção das forças da ONU.

Hoje, os mandatos da ONU são mais claros e lhe oferecem uma maior margem de manobra. Os “capacetes azuis” recorrem mais facilmente à força para restabelecer a ordem, na RDC ou no Haiti. Uma vez que metade dos Estados que emergem de um conflito costumam sofrer uma recaída no decorrer de um período de cinco anos, a ONU criou, em dezembro de 2005, uma comissão de consolidação da paz, destinada a ajudar na estabilização dos países.

“O exemplo do Timor prova a necessidade desta comissão”, estima Carolyn McAskie, a subsecretária-geral para a consolidação da paz. A sua primeira reunião foi realizada em 23 de junho: a Sierra Leone e o Burundi serão os primeiros países beneficiados pelas suas intervenções. A Libéria, o Haiti e o Timor Leste são os próximos na sua agenda.

Enquanto isso, em relação ao Timor Leste, o Conselho de Segurança resolveu retroceder e acaba de pedir a Kofi Annan para aconselhá-lo sobre a necessidade de “uma presença reforçada das Nações Unidas”.

Para Ian Martin, um delegado da ONU no Timor Leste, vai ser preciso enviar para este país, “no curto prazo, um número significativo de policiais internacionais, principalmente para garantir a segurança das eleições de 2007”. A decisão caberá ao Conselho de Segurança. Mas, conforme adverte David Harland, um alto responsável do departamento da manutenção da paz, “em meio à adversidade, quem não protege seu investimento inicial pode perder todo o benefício que dele retiraria”.

Fonte: Le Monde

Fiéis protestam contra violência na Marcha para Jesus de Guarulhos

As cerca de 2 mil pessoas que estiveram presentes na 3ª edição da Marcha para Jesus da cidade de Guarulhos, neste sábado, aproveitaram para protestar contra a violência em São Paulo.

A Marcha representa a vontade do povo de abençoar a cidade com orações conjuntas a Jesus disse o pastor Levi Capellari, presidente do Conselho de Ministros Evangélicos de Guarulhos (Comeg).

– Nosso objetivo também é protestar contra a violência e a corrupção no país – afirmou ele.

A concentração dos fiéis partiu às 10h30 do Bosque do Maia, no centro da cidade, em direção ao Parque Continental 2, totalizando 3,5 quilômetros percorridos pelos evangélicos. Por volta das 12h, o público alcançou o destino final da Marcha, onde várias bandas de música gospel se apresentaram sobre um palco montado. Os shows se estenderam até às 22h.

Durante todo o trajeto, os fiéis acompanharam quatro trios elétricos que transportavam bandas evangélicas. Entre uma música e outra, os pastores incentivavam gritos de protesto contra a violência e a precariedade do sistema público de ensino no município.

– Governadores, autoridades, é Jesus Cristo quem comanda esta cidade – entoavam os fiéis repetidas vezes.

– Eu vim para orar pela minha cidade – disse o pedreiro Adaério Santos Silva, que acompanhou a marcha ao lado de sua mulher grávida de sete meses, a filha de quatro anos e uma sobrinha.

Uma vida melhor em Guarulhos também era o objetivo da participação da dona-de-casa Daniela Soares da Silva, de 30 anos, na Marcha para Jesus. Ela levou seu filho de dez meses para participar do evento.

– Assim ele já vai crescendo ao lado da palavra do Senhor – disse a dona-de-casa, que pedia mais oportunidades de emprego.

Fonte: Globo Online

Ataques israelenses deixam as igrejas católicas de Beirute vazias

Algumas das mais importantes igrejas católicas de Beirute celebraram ontem a missa de domingo para um número escasso de fiéis, num dia em que, normalmente, centenas de pessoas assistem à cerimônia nos templos católicos.

A igreja de São Francisco dos Capuchinhos celebrou a missa para apenas 30 fiéis, em sua grande maioria cidadãos de origem filipina.

“Fiquei porque trabalho aqui e se o meu chefe fica, eu não posso ir. Ele está pensando em ir para as montanhas, mas quer esperar um pouco”, comentou um jovem que se identificou como George e que trabalha para uma família libanesa.

George reconheceu que a missa deste domingo foi atípica porque normalmente a igreja fica lotada e é difícil encontrar um lugar para sentar. O sermão, falado em inglês, não fez referências explícitas ao que acontece no Líbano.

Na igreja do Rosário, onde normalmente os fiéis têm que assistir à missa do lado de fora, a situação foi semelhante.

Nabil, que trabalha na igreja, disse que os fiéis estão “a favor do Líbano”. “Esperamos que todos os presos libaneses sejam libertados em breve das prisões israelenses e que os dois soldados (de Israel) voltem em breve para suas famílias”.

O jovem acrescentou que sua congregação “deseja que a União Européia intervenha e que detenha a agressão israelense contra os territórios libaneses”.

“O Hisbolá não está aqui, por isso está mais tranqüilo. Mas o Hisbolá e os xiitas são libaneses, cidadãos e irmãos. Por isso hoje rezamos pela paz no Líbano e em todo Oriente Médio”, ressaltou.

Fonte: Último Segundo

Líderes cristãos comentam a sharia na Nigéria

Bandeira da NigériaO reverendo Joseph Hayap, secretário da Associação Cristã da Nigéria e pastor da Convenção Batista Nigeriana , tem testemunhado conflitos religiosos no estado de Kaduna, norte da Nigeria, desde 1987 e, segundo ele, esses conflitos resultaram na morte de mais de 25 mil cristãos e na destruição de cerca de 500 igrejas.

Joseph faz alusão à crise constitucional desencadeada com a imposição da sharia (código legal islâmico) em 12 Estados do norte do país. Ele identifica o desejo muçulmano de colocar o Alcorão acima da Constituição nigeriana como a causa principal do conflito religioso.

Para Joseph, essa atitude leva os muçulmanos a acreditarem que estão acima da lei.

“O problema que nós temos na Nigéria é a falta de aplicação da lei”, disse ele. O islamismo é visto como uma religião cujos seguidores não podem estar sujeitos à lei.

O Estado de Kaduna agora opera com um sistema legal duplo: o sistema legal comum e o da sharia. O governo de Kaduna afirma ter estabelecido cortes comuns para servir os cristãos e os animistas.

Contudo, Joseph disse que as cortes comuns estão atuando conforme as práticas religiosas de animistas e, conseqüentemente, não atendem aos interesses dos cristãos. Ao permitir o sistema dual, o governo apenas tenta criar a impressão que estava se dirigindo à injustiça feita aos cristãos.

“A verdade é que a lei da sharia, ou as cortes da sharia no Estado de Kaduna, foi dada muçulmanos. Mas, os cristãos não receberam nada, porque que as cortes comuns não são para eles”, disse Joseph.

Ele diz que os cristãos rejeitam a sharia não por oposição às cortes ou às suas proibições. Os cristãos na Nigéria rejeitaram a sharia porque ela impede o evangelismo. “Com a sharia, se um muçulmano ouvir o evangelho e decidir receber Jesus, ele será morto pelos muçulmanos por se converter ao cristianismo”.

Desvio de Fundos Sociais

Uma outra razão que os líderes cristãos se opõem à sharia é que os recursos doados para serviços sociais podem ser desviados para a propagação do islamismo.

Além de Joseph, outras pessoas pensam assim: Ali Buba Lamido (bispo anglicano da diocese de Wusasa em Zaria); o diácono Saidu Dogo (secretário-geral do CAN no norte da Nigéria); e o Dr. Bitrus Gani (presidente dos Governadores da Esperança para o Centro de Cegos em Zaria). Esses líderes cristãos afirmam que os recursos destinavam-se para serviços tais como hospitais, escolas, estradas e utilidades públicas. Os recursos são desviados agora para a construção de instituições islâmicas, pagamento de juízes muçulmanos e para atrair ao islamismo cristãs e órfãos pobres.

Eles declaram que os cristãos inocentes e incultos são levados diariamente para as cortes islâmicas. São citados numerosos casos de cristãos processados e presos por cortes islâmicas – ou julgados nessas cortes – enquanto o governo nigeriano parece incapaz de intervir.

O diácono Saidu confirma o fato de que os cristãos do campo, inocentes e pouco instruídos, se tornam vítimas da lei islâmica.

“De maneira geral, descobrimos que a sharia foi introduzida para enganar pessoas que não são cultas o suficiente para entender a implicação dessa lei”, disse Saidu. Ele conta que líderes muçulmanos, com o uso da sharia, punem de maneira injusta os menos privilegiados no norte da Nigéria, principalmente os cristãos.

Saidu acrescentou que os governos controlados por muçulmanos proíbem o ensino do Conhecimento Religioso Cristão aos alunos cristãos em escolas, e as agências de mídia nestes Estados são proibidas de transmitir programas cristãos.

Ele disse que as autoridades de planejamento da cidade não permitem que igrejas construam em suas propriedades, e, por isso, os prédios de igrejas foram demolidos.

“Agora as igrejas tornaram-se alvos dos responsáveis pelo planejamento da cidade”, disse ele. “Essas agências de governos islâmicos derrubam igrejas à vontade, alegando que tais igrejas são estruturas ilegais”.

Além disso, disse ele, sempre que os cristãos constroem casas e as convertem em igrejas, (já que o governo reprova as solicitações para os prédios de igrejas), essas casas são marcadas como estruturas ilegais e demolidas.

“Todavia, muçulmanos em todos os lugares constroem mesquitas e sem precisar de aprovação”, disse Saidu. “Isso é o que significa ser um cristão em Estados islâmicos como o de Kaduna.”

Cristãos sentem-se discriminados no Oriente Médio

Muitos cristãos estão fugindo do Oriente Médio e de alguns países asiáticos devido à discriminação social e econômica, segundo um relatório da organização católica “Ajuda à Igreja que Sofre”, apresentado recentemente numa conferência em Lisboa.

Segundo o documento intitulado “Relatório 2006 Sobre A Liberdade Religiosa no Mundo”, o êxodo dos cristãos no Oriente Médio e em alguns países asiáticos deve-se, em larga medida, à pressão e à discriminação social e econômica das minorias cristãs em países onde o islamismo é considerado (constitucionalmente) religião oficial do Estado.

“Atingidos também pela ameaça do terrorismo, os cristãos escolhem, em muitos casos, o caminho do exílio para o Ocidente. É o caso do Iraque e da Palestina, onde é elevado o risco de extinção das comunidades católicas de rito oriental”, refere o documento.

No Irão, os católicos batizados que em 1973 representavam 0,1% da população hoje são apenas uma ínfima percentagem (0,01%).

No mesmo período, no vizinho Iraque, a presença cristã diminuiu em dois terços e na Palestina passou de cerca de 12% para 1%.

Contudo, a perseguição às minorias religiosas não é uma exclusividade dos países islâmicos, verificando-se igualmente em alguns países majoritariamente budistas ou ateus na Ásia e na Europa de Leste, na América Latina e até mesmo em alguns países ocidentais, ainda que em menor expressão.

Na Índia a atividade missionária é objeto de violência sistemática, chegando ao homicídio, como no caso de um sacerdote católico e de um pastor protestante.

Dependente do Vaticano, a organização católica Fundação Ajuda à Igreja que Sofre foi criada em 1945 pelo padre belga Werenfried para dar auxílio a pessoas perseguidas pelas suas crenças religiosas.

O relatório aborda a situação em 190 países ao nível dos direitos constitucionais e da legislação nacional em matéria religiosa e foi elaborado com base em testemunhos de representantes religiosos, documentos oficiais, dados de agências noticiosas internacionais e organizações de defesa dos direitos humanos.

Os extremismos da perseguição por motivos religiosos e das violações à liberdade de culto encontram-se referenciados ao longo de todo o relatório, que indica a ocorrência de assassinatos, atentados, seqüestros e detenções de representantes religiosos ou de crentes.

Relativamente ao Oriente Médio, o relatório refere que as violações à liberdade religiosa praticadas derivam de legislação restritiva e discriminatória, como as leis contra as conversões (mudança de uma religião para outra) e contra a blasfêmia (difamação de caráter religioso), que na prática muitas vezes são utilizadas para outro fim: a discriminação das minorias religiosas.

Na Europa, o documento analisa 14 países, dando especial destaque aos países de Leste e à Turquia.

Diz o relatório que em alguns países da antiga União Soviética é ainda difícil abrir-se o caminho à idéia da autonomia da religião em relação ao Estado, embora na Geórgia e na Rússia se registrem alguns avanços na desnacionalização das Igrejas.

Na Rússia, a posição do Estado a respeito das comunidades religiosas registrou melhorias, sendo apoiado o diálogo entre as igrejas, mas no interior da sociedade russa surge ainda com alguma expressão o anti-semitismo, que registrou u m ponto alto no grave atentado à Sinagoga de Moscovo, no dia 11 de Janeiro de 2006.

Na Turquia, foram dados passos no sentido de atribuir mais direitos às comunidades religiosas cristãs, tendo sido aprovado em Junho de 2005, pelo Parlamento, um pacote de reformas que reafirma o respeito pela liberdade religiosa, instituindo como delito o impedimento à expressão do credo religioso, que passou a ser punido com uma pena até três anos de prisão.

A Comissão Européia, na proposta para a admissão da Turquia como parceiro, especificou que Ankara terá de assegurar o reconhecimento da plena “liberdade de religião”.

No entanto, em 05 de fevereiro de 2006, na cidade de Trebisonda, um rapaz muçulmano matou a tiro um sacerdote católico italiano na Igreja de Santa Maria.

O relatório faz ainda uma referência a França, país europeu que baniu inteiramente o ensino da religião das escolas públicas, por ter aplicado com dureza a lei de Março de 2004 sobre a ostentação dos símbolos religiosos em ambientes públicos, levando a inflamadas polêmicas conseqüentes à proibição de usar o véu feminino islâmico nas escolas da república.

Na América, o relatório destaca a Venezuela, Cuba e Colômbia.

Apesar dos esforços de pacificação, prosseguem os homicídios e a violência por parte de organizações terroristas contra os expoentes religiosos na Colômbia.

Na Venezuela, é visível o agonizar das tensões entre o Estado e a Igreja Católica, enquanto Cuba reduz fortemente o papel da igreja nos espaços educativos e social, impedindo a livre evangelização.

O “Relatório 2005 Sobre a Liberdade Religiosa no Mundo” foi apresentado em junho, pelo diretor da ACS na Itália, Attilio Tamburrini, pelo diretor da AsiaNews, Bernado Cervellera, pelo presidente da ACS internacional, Hans-Peter Roethlin, e pelos jornalistas Magdi Allam e Orazio Petrosillo.

Fonte: Portas Abertas e Diário Digital/Lusa

Arcebispo pivô de escândalo diz que voltou para a mulher

Um arcebispo africano cujo casamento em 2001 causou um escândalo na Igreja Católica Romana disse nesta sexta-feira em uma entrevista que voltou com a esposa e que estaria preparado para as conseqüências.

O arcebispo Emmanuel Milingo, que no mês passado desapareceu de sua residência nas imediações de Roma, reapareceu ontem em uma entrevista coletiva em Washington D.C. dizendo estar vencendo a causa dos padres casados.

Milingo chocou a igreja ao se casar com a acupunturista sul-coreana Maria Sung, em uma cerimônia presidida pelo reverendo Sun Myung Moon, da Igreja da Unificação. Depois ele renunciou ao matrimônio, com as ameaças do Vaticano de que iria excomungá-lo.

Agora, na entrevista televisiva, Milingo disse que considera que o casamento “é para toda a vida”, acrescentando acreditar estar fazendo o que é certo. Ele adiantou ainda que seu novo objetivo, a partir de agora, será lutar para acabar com o celibato na Igreja.

O Vaticano informou ontem que está preparado para agir e que não haveria outra alternativa senão a de condenar o religioso.

Vaticano lamenta declarações do ex-arcebispo de Lusaka

O Vaticano lamentou, sábado num comunicado, as declarações atribuídas ao ex-arcebispo zambiano controverso, Emmanuel Milingo, que sugere que os padres católicos sejam autorizados a casar-se.

Desaparecido em 2001, o ex-arcebispo de Lusaka, que tem actualmente mais de 70 anos de idade, chocou com o mundo católico quando reapareceu em Nova Iorque (Estados Unidos) para se casar com Maria Sung, uma acupuntora sul-coreana de 43 anos de idade, durante uma e missa presidida pelo reverendo Sun Myung Moon, da Igreja da Unificação.

O defunto Papa João Paulo II interveio pessoalmente para salvar Milingo duma possível excomunião e, depois dum ano de reabilitação na América do Sul, partiu para um convento perto de Roma, capital italiana.

Mas, Milingo deu novamente que falar quando desapareceu em Junho passado para reaparecer quarta-feira última em Washington DC (Estados Unidos), onde teria dado uma conferência de imprensa sugerindo que os padres católicos sejam autorizados a renunciar ao seu voto de celibato eclesiástico.

Ter-se-ia casado com Maria Sung apesar de a Santa Sé se ter oposto a esta união em 2001.

O Vaticano disse, num breve comunicado, não ter recebido ainda “informações precisas sobre o objetivo da viagem para os Estados Unidos do monsenhor Emmanuel Milingo, arcebispo emérito de Lusaka, na Zâmbia”.

“No entanto, se as declarações que lhe foram atribuídas relativamente ao celibato eclesiástico forem verdadeiras, a Igreja só as vai deplorar”, acrescentou o comunicado do Vaticano.

O celibato eclesiástico é uma doutrina única que distingue os católicos das outras confissões cristãs mas os peritos religiosos estimam que o questionamento desta doutrina só poderá complicar o problema dos padres abusivos que a Igreja Católica, que possui cerca de um bilhão de fiéis, tenta controlar.

A religião cristã em geral atravessa momentos difíceis face à profunda divisão da comunidade anglicana entre os seus pastores puritanos africanos e os seus homólogos europeus mais liberais no que diz respeito à ordenação oficial dos padres homossexuais.

Fonte: PanaPress

Evangélicos retiram-se do Congresso de Educação

Os líderes evangélicos que participavam do Congresso Nacional de Educação, reunido em Sucre, na Bolívia, de 10 a 14 de julho e que tinha por propósito redigir o anteprojeto da Nova Lei da Educação Boliviana, abandonaram a reunião na manhã desta sexta-feira, 14, por “não terem sido levados em conta”.

A retirada da delegação da Associação Nacional de Evangélicos da Bolívia (ANDEB) foi informada em comunicado, assinado pelo presidente da organização, Bruno Ossio e outros diretores. O texto assinala que a decisão foi tomada depois que seus delegados expuseram ao Congresso de Educação a posição das igrejas evangélicas, que, no entanto, na foram consideradas.

“Acreditamos firmemente que não podemos firmar e respaldar um documento que é contrário à vontade manifestada pelo povo boliviano e que vai contra os nossos princípios e valores, negando-nos a liberdade de formar os nossos filhos conforme a nossa fé”, indicou a ANDEB.

Os evangélicos também lançaram um chamado público pedindo a participação de todos os setores da igreja para coordenar ações que coadunem na mudança do novo sistema educativo.

“Esperando seus aportes e respaldo, pedimos a todo o povo cristão-evangélico que dedique um tempo especial de oração pela educação na Bolívia, pedindo a Deus que nos ajude a fazer respeitar a liberdade necessária para formar nossas crianças e jovens dentro dos princípios e valores estabelecidos pela Palavra de Deus”, conclui o comunicado.

A retirada dos evangélicos ocorreu após uma série de desencontros que ganharam vigor na quinta-feira, quando a ANDEB lamentou que seus posicionamentos tinham sido rechaçados, “apesar do veemente pedido e explicação por nossa parte, o que nos mostra que há uma consigna ideológica em todo o anteprojeto”.

As posições dos evangélicos centraram-se numa liberdade plena e integral de culto, na tutoria dos pais sobre os filhos para formá-los conforme a sua fé, e na defesa do pluralismo nas escolas. Também reivindicaram a substituição no documento do termo “laico” por “pluralismo religioso”, e que os mestiços fossem considerados como uma categoria entre as etnias do país.

Outro ponto demandado pelos evangélicos, e que também não encontrou eco, foi a observação de que estavam procedendo ao contrário da vontade da grande maioria do povo boliviano ao não admitirem o termo Religião no sistema educacional.

Fonte: ALC

Papa denuncia atos terroristas e represálias no Oriente Médio

O Papa Bento XVI denunciou neste domingo os “atos terroristas” e as “represálias” executadas pelas diferentes partes no conflito do Oriente Médio.

“As informações procedentes da Terra Santa nos últimos dias representam para todos uma razão de grave preocupação, particularmente devido ao aumento das ações de guerra no Líbano e às numerosas vítimas entre a população civil”, declarou o Papa durante o Angelus celebrado em Les Combes, no vale de Aosta (norte da Itália), onde passa férias.

“Há infelizmente situações objetivas de violação do direito e da justiça na origem destes confrontos sem piedade”, prosseguiu Bento XVI.

“Porém, nem os atos terroristas nem as represálias, sobretudo quando existem conseqüências trágicas para a população civil, são justificáveis”, opinou.

“A experiência amarga demonstra que este caminho não leva a resultados positivos”, afirmou Bento XVI.

O Papa convidou as Igrejas do Oriente Médio a uma oração especial pela paz na Terra Santa e em toda a região. Também pediu aos políticos que sejam razoáveis e abram novas possibilidades de diálogo e entendimento.

Fonte: AFP

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