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Presidente do Chile pede ao Congresso projeto de lei para união civil gay

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, cumpriu sua promessa de campanha e pediu esta semana para que o Congresso Nacional prepare projeto de lei que permita a união entre pessoas do mesmo sexo no país.

Mesmo admitindo que o casamento gay é contrário às suas crenças pessoais e religiosas, Bachelet garantiu em campanha colocar a questão em debate, uma vez que esta era uma demanda de parte de seu eleitorado.

No país, casais formados por homossexuais têm alguns direitos garantidos, como a inclusão em plano de saúde.

Em janeiro, a posição de Bachelet foi contestada pela Igreja Católica e por membros conservadores do Congresso. A homossexualidade deixou de ser crime no país em 1998 e a lei que proibia gays doarem sangue foi removida em 2003.

Fonte: G (site direcionado ao público gay)

Cardeal condena pesquisadores que estudam células-tronco

Enquanto a Igreja Católica realiza seu Encontro Mundial de Famílias em Valência, Espanha, nesta semana, alguns estarão de olho para ver se o Papa Bento XVI apóia a excomunhão dos cientistas que trabalham com células-tronco embrionárias.

Os recentes comentários do cardeal Alfonso López Trujillo sobre os trabalhos com células-tronco sacudiram o mundo científico, junto com alguns católicos. “Destruir um embrião é o equivalente a um aborto”, disse Trujillo, um colombiano que preside o Pontifício Conselho para a Família, à principal revista católica da Itália, Famiglia Cristiana, em uma entrevista publicada em 2 de julho. “A excomunhão é válida para as mulheres, médicos e pesquisadores que destroem embriões”.

Carlos Bedate, um biólogo molecular da Universidade Autônoma de Madri, Espanha, – e padre jesuíta – acredita que Trujillo queria incluir, em seus comentários, todos os pesquisadores trabalhando com células-tronco embrionárias.

Mas Bedate espera que a Igreja mude em breve suas visões sobre o início da vida. “Trujillo é apenas uma pessoas e a liderança da Igreja está nas mãos do papa e em muitas outras. Eu não acredito que a declaração dele seja a declaração final”, disse em entrevista.

Fonte: Estadão

Evangélicos rechaçam inclusão de lei de liberdade sexual na Constituição

Setores evangélicos da Bolívia opuseram-se “energicamente” à lei de direitos sexuais proposta para ser incorporada à nova Constituição política do país, argumentando que ela iria contra “a família, a infância e a liberdade de expressão”.

Em declaração tornada pública na terça-feira, 27 de junho, a Associação Nacional de Evangélicos da Bolívia (ANDEB) também pronunciou-se contrária a “toda invasão forânea que queira se impor a todos, ideologias, formas de pensamento e de vida”, pois entendem que isso violenta a vontade pessoal e a soberania do país.

O documento, assinado por Bruno Ossio, pelo presidente da ANDEB, que representa igrejas, organizações educativas cristãs e pastores, demanda que sejam incluídos na Constituição os princípios de justiça, liberdade de culto, da vida, da educação e a liberdade de pensamento e expressão.

“Ratificamos publicamente nossa confiança em Deus, dando testemunho a todos os governantes e ao povo que nosso Senhor Jesus Cristo nos preservou da destruição há muitos anos e o seguirá fazendo por amor de seu povo sempre e enquanto respeitarmos seus preceitos e a fé de seu povo”, disse a ANDEB.

A ANDEB opõe-se a uma educação que não leve em conta a vontade dos pais e seu apoio à vida e rechaça “toda forma de promoção e prática do aborto”. O organismo evangélico propõe um Estado não confessional, “mas não anti-religioso”, que garanta a igualdade jurídica para as igrejas e com plena liberdade para a sua organização, prática de culto, escolha e expressão da fé e o seu ensinamento.

“Demandamos liberdade para ensinar e formar nossa gente e nossos líderes em princípios e valores provenientes da nossa fé; liberdade de evangelização, apresentando as boas novas de Jesus Cristo; e liberdade para receber missionários da comunidade internacional que compartilham nossa fé e nosso trabalho na Bolívia”, disse o comunicado.

As eleições para a Assembléia Constituinte foram realizadas no país neste domingo. O Movimento ao Socialismo (MAS), partido do governo, recebeu mais de 50% dos votos, enquanto a Concertación Nacional, com forte apoio evangélico, conseguiu oito lugares na Assembléia Constituinte.

Fonte: ALC

Sacerdote português detido por pedofilia na Colômbia

Um sacerdote, identificado pela agência espanhola EFE como sendo português, foi detido ontem, terça-feira por abusos sexuais de menores residentes na casa de assistência a crianças e pobres em Cali, no Sudoeste da Colômbia, de que era diretor.

A agência Lusa tentou confirmar a prisão junto da Embaixada de Portugal na Colômbia, mas a representação diplomática portuguesa encontrava-se encerrada.

Segundo a EFE, que cita fontes judiciais, Víctor Blanco Rodríguez, 65 anos, que vive na Colômbia há 36, foi acusado de “ato sexual abusivo e agravado em menores de 14 anos” e detido por ordem do Ministério Público.
Segundo a confissão do próprio religioso, a um delegado do Ministério Público, os abusos eram cometidos há 15 anos, na instituição que dirigia.

Na sua confissão, o sacerdote pediu perdão às vítimas e às suas famílias, bem como à Igreja Católica e à sociedade.

O suspeito ficou detido na prisão de Villahermosa de Cali, depois do Ministério Público considerar que, devido à gravidade das infrações cometidas, ele representa “um perigo para a sociedade”

O antigo diretor da “Fundação Minha Casa” pediu para ser abrangido por um sentença antecipada, depois de reconhecer as acusações, figura que o favorece numa redução de pena.

Vários jovens, que na sua infância estiveram internados na “Minha Casa”, sendo depois adotados por estrangeiros, contaram ter sido alvo de abusos por parte de Blanco, noticiou, na semana passada, o diário El País de Cali.

Fonte: Diário Digital / Lusa

Vaticano: Arquivos devem revelar mais sobre Pio 12 e judeus

VaticanoAs opiniões do papa Pio 12, no comando da Igreja durante a Segunda Guerra Mundial, sobre os judeus, um dos pontos mais conturbados da relação católico-judaica, podem ser reavaliadas quando os arquivos sobre seus anos à frente do cargo de primeiro-ministro do Vaticano forem abertos, em setembro, em Roma.

O Vaticano afirmou na sexta-feira que divulgará todos os seus arquivos a respeito do papado de Pio 11 referentes ao período que vai de 1922 a pouco antes do começo da guerra, em 1939.

Alguns afirmam que Pio 12, sucessor de Pio 11, omitiu-se durante a guerra e não tomou medidas enérgicas para impedir a matança de judeus na Europa. Os arquivos devem retratar as opiniões de Pio 12 quando ele ainda não havia assumido o comando do Vaticano.

Há uma distância imensa entre os que apóiam e os que criticam o papa do tempo da guerra. João Paulo 2o, morto em 2005, desejava santificá-lo, mas muitos, entre os quais grupos judaicos, o chamam de o “papa de Hitler”.

Os arquivos contêm documentos internos mostrando como o cardeal Eugenio Pacelli, que mais tarde se transformaria em Pio 12, atuou no cargo de secretário de Estado, que ocupou de 1930 a 1939, quando confrontado com importantes questões de política.

“Isso fará com que os estudos sobre Pacelli ganhem uma nova dimensão”, afirmou o professor Hubert Wolf, um historiador da Universidade Muenster, na Alemanha, e importante especialista a respeito dos arquivos secretos do Vaticano.

“Teremos nove anos para vê-lo lidando com os assuntos da Igreja no mundo todo”, disse Wolf à Reuters. Os arquivos devem mostrar discussões dele dentro do aparato burocrático do Vaticano e instruções para os núncios papais (embaixadores).

“Poderemos ver os comentários dele às margens de um relatório. Teremos a pequena e trêmula caligrafia dele escrita quando avaliava várias questões. Não se pode chegar mais perto de Pacelli do que isso,” disse.

Wolf, um padre católico, não quis dizer como acreditava que o Pio 12 seria visto depois da leitura dos arquivos: “Sou um historiador, não um profeta. Cabe aos documentos responder essa pergunta.”

Mudança de opiniões

O dirigente da Igreja Católica pisou em ovos durante a guerra para evitar represálias contra católicos na Alemanha e nos territórios ocupados pelos nazistas. Inicialmente, ele foi elogiado por falar o mais abertamente que podia a respeito da represália aos judeus e por auxiliar secretamente os judeus.

Essa imagem mudou radicalmente em 1963, quando o dramaturgo alemão Rolf Hochhuth retratou-o na peça “O Vigário” como um homem cínico que preferiu manter-se em silêncio apesar de saber sobre o Holocausto.

Os dois lados travam uma batalha desde então. Os defensores de Pio 12, entre os quais alguns historiadores judeus, citam comentários anti-Hitler feitos reservadamente pelo papa. Adversários o apresentam como uma figura anti-semita.

Os arquivos que vão de 1922 a 1939 também incluem notas mantidas até agora em segredo e usadas nas sessões do Secretariado de Estado do Vaticano, incluindo o que Pacelli — o “cérebro político” da Santa Sé, nas palavras de Wolf — disse nas reuniões sobre as questões judaicas.

Edith Stein, por exemplo, uma alemã convertida ao judaísmo morta em Auschwitz, escreveu a Pacelli em abril de 1933 denunciando a repressão aos judeus nos primeiros anos da Alemanha nazista. Ele respondeu uma semana mais tarde afirmando ter repassado a carta a Pio 11.

“Alguma coisa aconteceu em Roma entre essas duas cartas”, afirmou Wolf. “Agora, poderemos perguntar qual efeito a carta de Stein teve sobre a Cúria. Quem a viu? Pacelli pediu conselho a alguém a respeito dela?”

Especulações

Os novos documentos também devem revelar as opiniões particulares de Pacelli a respeito do acordo de 1933 com a Alemanha nazista, sobre as relações com os fascistas da Itália, a respeito da Guerra Civil Espanhola (1936-39), sobre a anexação nazista da Áustria e a respeito do Acordo de Munique de 1938.

Wolf afirmou ter certeza de que o Vaticano não ocultará documentos considerados comprometedores e que pedirá desculpas se erros graves vierem à tona.

“O papa Bento 16 diz não fazer sentido continuar alimentando as especulações com a manutenção do segredo”, disse Wolf, que, em março, conversou sobre os arquivos com o papa nascido na Alemanha.

O rabino Marvin Hier, reitor do Centro Simon Wiesenthal em Los Angeles, recebeu com satisfação a notícia sobre a divulgação dos arquivos da época de Pio 11, mas pediu que o Vaticano se apresse na divulgação dos documentos realmente cruciais — os que tratam do papado de Pio 12 (1939-1958).

Fonte: Reuters

Líderes religiosos do mundo se reúnem em Moscou

Mais de 200 líderes das mais importantes correntes religiosas provenientes de quarenta países se reuniram em Moscou, em uma cúpula mundial que tem como objetivo estabelecer um diálogo global entre forças políticas e comunidades religiosas.

Organizada pela Igreja Ortodoxa Russa com o apoio do Kremlin, a cúpula debaterá durante três dias problemas globais como a luta contra o terrorismo e o extremismo, e os esforços pela superação da pobreza.

O Patriarca russo, Alexei II, pediu aos líderes religiosos que se unam para “proteger a moral”, sem a qual é impossível combater os “conflitos fratricidas, as ameaças terroristas, as manifestações xenófobas e a crise ecológica”.

A hierarquia ortodoxa adiantou que o fórum não tratará de assuntos teológicos, mas sim da opinião das igrejas sobre o desenvolvimento do mundo às vésperas da reunião dos líderes do grupo dos países mais ricos do mundo mais a Rússia (G-8), que será realizada em São Petersburgo.

O metropolita Cirilo, responsável pelas relações exteriores do Patriarcado de Moscou, anunciou que a cúpula religiosa elaborará uma série de propostas que serão apresentadas ao G-8. Putin prometeu levar a seus colegas as idéias e documentos formulados no fórum.

O secretário-geral da ONU, Kofi Anan, enviou uma mensagem à Cúpula Mundial, no qual pediu aos líderes religiosos que “ajudem a superar as barreiras da ignorância, do medo e da incompreensão, dando um exemplo de respeito e de diálogo ecumênico”.

As diferenças existentes entre as religiões “não impedem sua aproximação mútua sobre a base de valores universais como a misericórdia, a tolerância e o amor ao próximo”, ressaltou Anan, que pediu que os chefes espirituais “dêem uma nova vida” a esses conceitos e confirmem o “papel integrador da religião”.

O chefe do Conselho de Muftis da Rússia, Ravil Gainutdin, pediu que a ONU aumente a cooperação com os líderes religiosos, enquanto o Grande Rabino israelense, Yona Metzger, pediu que o fórum “condene” aqueles que se recusem a reconhecer o direito de existência de Israel.

A Igreja Ortodoxa Russa não convidou o Papa Bento XVI para a Cúpula, sob o argumento de que uma visita à Rússia do líder da Igreja Católica é um acontecimento histórico que não pode ser misturado com outras atividades.

Há anos o Patriarcado de Moscou se opõe a uma visita papal à Rússia, sob a acusação de que o Vaticano exerce uma política de proselitismo agressivo pela abertura de templos católicos em territórios ortodoxos.

Ao mesmo tempo, a presença em Moscou de uma ampla delegação do Vaticano, liderada pelo cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos, foi interpretada como uma boa oportunidade para impulsionar o diálogo entre as duas igrejas.

“É evidente que nos dividimos em alguns momentos ao longo da história; mas estamos trabalhamos juntos para superar estas dificuldades”, disse o cardeal Kasper, que afirmou ter esperanças de realizar uma reunião especial com o metropolita Cirilo.

O Dalai Lama também não foi convidado ao evento, supostamente para não atrapalhar o início de “uma possível negociação entre o líder espiritual tibetano e a China”.

Presidente russo pede diálogo religioso

O presidente russo, Vladimir Putin, inaugurou ontem a Cúpula Mundial de líderes religiosos em Moscou com um pedido de diálogo entre os credos para evitar um choque de civilizações entre o Cristianismo e o Islã.

“Tentar dividir o mundo segundo critérios religiosos e étnicos, é aumentar a distância entre o Cristianismo e o Islã”, assegurou Putin durante seu discurso no fórum eclesiástico.

O presidente russo afirmou que “o mundo está impondo, de fato, um conflito entre civilizações”, um confronto que poderia ter “conseqüências catastróficas”.

O chefe do Kremlin ressaltou o quão “tênue é o limite que separa o mundo da guerra e da violência”.

Segundo o presidente russo, a religião pode ser “uma grande força unificadora” frente aos líderes extremistas e aos ideólogos do terror que manipulam os sentimentos dos fiéis.

Putin manifestou seu apoio à “Aliança de Civilizações” proposta pelo presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero.

“Espero que esta coalizão seja um mecanismo efetivo para a cooperação entre as comunidades cristã e muçulmana”, afirmou o líder russo.

Fonte: EFE

Escolas municipais de São Paulo terão ensino religioso

As escolas municipais de São Paulo terão aulas de ensino religioso a partir do ano que vem. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, sancionou a lei do vereador Domingos Dissei (PFL) que prevê a obrigatoriedade da disciplina – que havia sido vetada por Marta Suplicy.

As escolas deverão oferecer religião, mas os pais decidirão se seus filhos vão ou não participar das aulas.

O vereador Dissei não soube dizer qual será o conteúdo da disciplina. Afirmou apenas que será “preciso respeitar a diversidade religiosa”. “A presença de Deus é importante na vida da criança”, disse. A lei prevê que as aulas sejam dadas no último horário escolar. A secretaria municipal divulgou nota ontem informando que vai regulamentar a lei “sem ferir os princípios constitucionais de liberdade de credo”. Ainda não se sabe se todas as séries do ensino fundamental terão aulas de ensino religioso. Também não foi decidido quais professores darão a disciplina.

O ensino religioso já existe na rede estadual de ensino paulista, apenas para a 8ª série, desde 2002. O conteúdo das aulas não é confessional e trata da história das religiões, dos pontos em comum entre elas e de tolerância. O aluno também não é obrigado a participar e a secretaria estadual de Educação não sabe informar quantos dos 470 mil estudantes da 8ª série o fazem. Segundo o governo, os professores de história, filosofia e ciências sociais estão habilitados para dar a disciplina. Hoje, são 3.063 professores de ensino religioso na rede.

O ensino religioso é previsto pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996. Segundo o texto, o conteúdo da disciplina deve ser oferecido de acordo com as preferências dos alunos ou de seus responsáveis. A LDB permite que as aulas sejam confessionais ou interconfessionais.

A maior polêmica sobre o assunto ocorreu no Rio, em 2004. A governadora Rosinha Matheus decidiu que os alunos da rede estadual seriam separados por credo, para receber ensino religioso. E contratou professores para ensinar as doutrinas católica, evangélica, espírita, umbandista e messiânica.

Rosinha permitiu inclusive lições sobre criacionismo, teoria que se opõe ao evolucionismo e defende que o homem descende de Adão e Eva. Na época, a governadora afirmou que não acreditava na teoria de Charles Darwin.

Fonte: Estadão

Visita do papa Bento 16 faz igreja investir R$ 7 milhões

A visita do papa Bento 16 ao Brasil, programada para maio de 2007, desencadeou a realização de uma série de obras em Aparecida (167 km de São Paulo), no Vale do Paraíba, até agora o único destino do pontífice no país confirmado pelo Vaticano. De calçadões à construção de um palco, passando pelo revestimento da Basílica de Aparecida, os investimentos ultrapassam R$ 7 milhões.

Para conseguir dinheiro para as obras, o santuário deu início a uma campanha chamada “Seja um tijolinho vivo na casa da Mãe Aparecida”, pedindo doações aos fiéis. “Estamos tendo muito sucesso. Nossas receitas aumentaram 15% desde o início [da campanha]”, disse o administrador do santuário, padre Hélcio Vicente Testa. A arrecadação mensal da basílica varia entre R$ 4 e R$ 5 milhões.

Conferência

Ainda não foi definido o dia da chegada de Bento 16 ao Brasil. Mas o papa já está sendo esperado para a abertura da 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, que será realizada entre os dias 13 e 31 de maio e reunirá 350 bispos da região.

O administrador do santuário disse que a principal obra programada para o local, devido à visita do papa, é a construção de um palco de alvenaria de 180 metros quadrados, que contará com cobertura de 350 metros quadrados. Nele, Bento 16 deverá rezar uma missa.

Também foram iniciadas as obras para colocação do revestimento –em tijolos à vista– do interior da basílica. A obra, orçada em R$ 2,1 milhões, exigirá a colocação de 1,176 milhão de tijolos na basílica durante três anos. Mas a administração do santuários espera que, até a chegada do papa, ao menos o acabamento da nave sul, onde fica a imagem de Nossa Senhora Aparecida, esteja concluído.

A cidade espera receber entre 400 mil e 500 mil fiéis, o que também preocupa. A prefeitura projetou a construção de uma avenida de 1 km, paralela à via Dutra, para desafogar o trânsito da cidade, e quatro estacionamentos para 2,5 mil ônibus.

Fonte: Folha Online

Deputado quer gratuidade de passagens para ministros evangélicos

Se depender do deputado Nataniel de Jesus (PMDB), as igrejas e seus ministros terão um reforço para as atividades de divulgação da palavra de Deus em Mato Grosso.

Ele apresentou, na Assembléia Legislativa, um projeto de lei que concede gratuidade no transporte coletivo, tanto na capital como no transporte intermunicipal – ao município de Várzea Grande, para ministros evangélicos ligados a uma Confederação. Para ter acesso ao benefício o ministro deve portar documentos de identificação, que servirá como credencial, cabendo sua fiscalização às entidades.

A atividade desenvolvida pelos ministros evangélicos, em todas as áreas sociais do Estado, já é reconhecida por meio da Lei nº. 8.013, de 28 de Novembro de 2003, que alterou e acrescentou dispositivo à Lei nº. 6.376, de 21 de Dezembro de 1993. Esta lei assegura o livre acesso aos ministros de todos os cultos, missionários, evangelistas, diáconos, obreiros e outros prepostos nas dependências de internação particular ou coletiva dos hospitais públicos e privados de Mato Grosso, para prestar assistência religiosa a enfermos.

O pastor Edvaldo, da Igreja Evangélica Assembléia de Deus, do bairro Santa Cruz, considerou a matéria importante. Segundo ele, “a ação pode ampliar os serviços voluntários prestados em asilos, hospitais, creches, presídios, orfanatos”. Além de avaliar positivamente o projeto, o pastor sugeriu ao parlamentar, a inclusão de uma emenda ao projeto inicial ampliando os benefícios para padres e ministros da Igreja Católica. “É importante que todas as religiões sejam contempladas, para que a lei seja ainda mais justa”, salientou o pastor.

O deputado Nataniel também lembrou que, ministro do evangelho é sempre uma expressão de assistência social e espiritual ao indivíduo e a família. Um trabalho feito, na maioria das vezes, de forma voluntária e gratuita. “Apesar das intempéries do tempo, da distância, do orçamento reduzido, esse trabalho nunca foi feito de maneira secundária ou relapsa, pelo contrário, o atendimento acontece de forma voluntária e gratuita, em todos os municípios do Estado”, citou.

Fonte: Jornal Documento

Pastor americano pedala mil quilômetros pelos direitos civis de gays

Simpatizante ao extremo, o “pastor protestante” norte-americano Lars Clausen percorreu mil milhas em um uniciclo para chamar a atenção para os direitos civis de gays e lésbicas.

Agora, ele conta sua experiência no livro Hétero na América Gay: Minha Jornada de Uniciclo pelos Direitos Iguais (Editora Soulscapers), que acaba de ser lançado nos Estados Unidos.

“As diferenças de orientação sexual são tão simples quando a de uma bicicleta e um uniciclo. No meio de tantas rodas, eu escolhi uma maneira de mostrar que gays são pessoas normais. Todo dia, eu pedalava em busca de histórias e para dizer aos homossexuais que eles não devem ter medo. A condenação das igrejas à homossexualidade está completamente errada”, afirma Clausen no livro.

Sobre o fato de ser hétero, o pastor afirma que tem “um coração gay”. “Sou branco, hétero, casado, universitário: não estou à margem da sociedade. Por isso mesmo, encontro-me em posição privilegiada para defender gays e lésbicas”, afirma. “E também como leitor cuidadoso da Bíblia, sei que não há motivos para preconceito. Como cristão, devo buscar as pessoas que estão nas margens da sociedade, assim como fez um certo cara chamado Jesus”.

Clausen foi expulso do seminário da Igreja Luterana Evangélica em 1990 porque vivia maritalmente com sua namorada, com quem se casou oito meses depois da expulsão. “Lá eu já tinha amigos gays e lésbicas que tinham de escolher ou deixar a igreja ou mentir. Não entendo como é possível proclamar o amor de Jesus e excluir pessoas da Igreja”.

Depois da expulsão, Clausen procurou outras igrejas e serviu como pastor no Alaska e em Michigan. Em 2005, resolveu iniciar sua pedalada, de Vermont a Virginia, na costa leste dos Estados Unidos. Com a experiência posta em livro, ele pretende dar mais visibilidade aos direitos da comunidade GLBT.

Fonte: Reuters

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