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Rodolfo, ex-Raimundos, lança CD Santidade ao Senhor

Rodolfo Abrantes, o ex-vocalista dos Raimundos e ex-líder do Rodox investe na carreira de músico evangélico e lança seu disco-solo “Santidade ao Senhor”, em show marcado para o dia 29, na igreja evangélica Bola de Neve.

O CD sai pelo selo da igreja, o Bola Music, com uma mistura de vários estilos musicais.

Aos 33 anos, Rodolfo mudou radical. Agora canta versos como “Te chamo de Pai/ Tu é tudo o que eu preciso / rei eterno e meu Deus vivo”.

Antes de se converter, Rodolfo foi vocalista dos Raimundos, banda que surgiu em Brasília em 1987 e marcou o hardcore dos anos 90, vendendo mais de 2,5 milhões de discos, com sucessos como “Nega Jurema”, “O Pão da Minha Prima”, “Esporrei na Manivela”, “Putero em João Pessoa”, “Lavô Tá Novo”, “Sanidade”, entre outras canções. Deixou o grupo no auge da carreira, em 2001, abandonou as drogas e virou evangélico. Em seguida, montou uma nova banda, Rodox, de new metal em 2001, que durou somente até 2003.

Santidade ao Senhor – Rodolfo Abrantes. Show de lançamento do CD. Igreja Evangélica Bola de Neve. Dia 29/8, às 20h30. Ingressos à venda das 15h às 19h. Preço: R$ 20,00. R. Turiassu, 734, Perdizes, SP

Fonte: Estadão

Londres investiga campanha anti-religiosa de policiais gays

A Scotland Yard iniciou nesta semana uma investigação sobre a publicação de um aviso publicitário da Associação de Policiais Gays (GPA, na sigla em inglês), no qual culpa-se a religião por um aumento de 74% nos crimes homofóbicos.

A Scotland Yard iniciou nesta semana uma investigação sobre a publicação de um aviso publicitário da Associação de Policiais Gays (GPA, na sigla em inglês), no qual culpa-se a religião por um aumento de 74% nos crimes homofóbicos.

A campanha publicitária mostra a imagem de uma Bíblia sobre uma poça de sangue, sob o título “Em Nome do Pai”.

Segundo o jornal “The Times”, a investigação começou após a publicação do aviso do GPA em outro jornal britânico, “The Independent”. A campanha publicitária, que coincide com a marcha do orgulho gay EuroPride de Londres, mostra a imagem de uma Bíblia sobre uma poça de sangue, sob o título “Em Nome do Pai”.

A Scotland Yard negou que os crimes homofóbicos tenham aumentado em 74% e disse que essa afirmação não representa as estatísticas da força policial. O detetive Gerry Campbell, que lidera a investigação, informou à parlamentar conservadora Ann Widdecombe, conhecida por sua fé católica, sobre o início dos trabalhos da Scotland Yard.

“Nos últimos 12 meses, a GPA registrou um aumento de 74% nos incidentes e crimes homofóbicos, nos quais o principal fator de motivação foi religioso”, diz o anúncio.

A deputada mostrou-se irritada com o aviso do GPA. “Parece que esta é uma campanha deliberada de ataque contra os cristãos. Ao utilizar a frase ‘Em Nome do Pai’, os cristãos são acusados como os únicos responsáveis por crimes homofóbicos’, disse Ann.

“Isso não está certo, os cristãos são ensinados a não odiar”, acrescentou a parlamentar, que questionou as razões pelas quais não se colocou o Alcorão (livro sagrado do islamismo) no aviso, visto que a religião islâmica proíbe e castiga a homossexualidade.

Fonte: Folha Online

Vaticano convoca conferência sobre doenças infecciosas

“Os aspectos pastorais dos cuidados a ter com as doenças infecciosas” é o tema escolhido para a XXI Conferência Internacional do Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde, que irá decorrer em Roma, de 23 a 25 de Novembro.

A conferência de abertura será proferida pelo Cardeal Javier Lozano Barragán, presidente do Dicastério organizador, estando subordinada ao tema “As doenças infecciosas à luz da palavra de Deus”. Seguem-se temáticas como “História do tratamento das doenças infecciosas”, “Principais doenças infecciosas da atualidade”, “Origem das doenças infecciosas da atualidade” e “As doenças infecciosas na Santa Escritura”.

O segundo dia da Conferência terá início com os “Testemunhos dos santos que se consagraram ao tratamento de doenças infecciosas” e continuará com a abordagem de assuntos que vão desde a “Epidemia e esperança cristã” ao ponto de vista dos profissionais de saúde sobre as patologias em questão, passando pelo “Diálogo inter-religioso sobre doenças infecciosas”, entre outros.

Na manhã de 25 de Novembro dar-se-á hipótese de vários representantes de fundações, dioceses, paróquias, ordens religiosas, associações e instituições de beneficência (etc.) falarem sobre o tema da Conferência.

As sessões vão ter lugar na Sala Nova do Sínodo, na Cidade do Vaticano, e os participantes serão recebidos pelo Papa Bento XVI.

O Cardeal Javier Lozano Barragán escreve, na apresentação do Congresso, que “o objetivo do nosso estudo será apresentar o magistério da Igreja relativamente aos aspectos morais e espirituais destas doenças (infecciosas) e expressar o cuidado e a preocupação da Igreja para com as pessoas doentes”.

A Comissão Nacional da Pastoral da Saúde conta formar uma delegação portuguesa que deverá ser presidida pelo Ministro da Saúde, Correia de Campos, e por D. José Alves, Presidente da Comissão Episcopal para a Pastoral Social.

Fonte: Agencia Ecclesia

Cristãos iranianos enfrentam perseguição

Os cristãos iranianos pedem nossas orações por dois incidentes semelhantes, um ocorrido no sul e outro no norte. Ambos envolvem cristãos sendo molestados pelo governo, de modo que os líderes eclesiásticos responsáveis por eles decidiram que esses irmãos deveriam se mudar para cidades maiores.

Na semana passada, em uma cidade do sul, a polícia agrediu duas mulheres que estavam em casa. Uma delas foi presa e libertada dias depois. Desde então, a polícia telefonava todos os dias ameaçando prendê-la outra vez. Eles também ameaçaram os irmãos e os pais das mulheres.

Em uma cidade do norte, um casal vinha sendo importunado. A polícia foi a casa deles para prendê-los. Entretanto, o casal tinha previsto que isso podia acontecer e deixou a cidade.

Em ambos os casos, os ministérios a que esses irmãos estão ligados buscam encontrar lugares para eles em cidades grandes o suficiente para que eles possam ser ativos no ministério sem ser notados pelos oficiais do governo.

Fonte: Portas Abertas

Será que a fé ajuda a curar ?

A questão é tão crucial que faculdades de medicina já têm no currículo a disciplina espiritualidade e saúde. Hospitais estimulam visitas de grupos de oração, pais-de-santo e gurus, além de formar núcleos de estudo sobre o assunto. Médicos, religiosos e pacientes discutem até que ponto a crença em uma força superior, seja ela qual for, influência na recuperação.

Há um ano, a arquiteta paulistana Suely Suchodolsky estava fazendo um curso em Miami para tirar sua licença profissional e trabalhar nos Estados Unidos. Em plena sala de aula, sentiu uma dor de cabeça muito forte e caiu no chão. “Na hora, percebi que teria de lutar pela vida e pedi ajuda e proteção aos anjos”, revela.

Encaminhada ao Baptist Hospital, ela foi atendida por um especialista em sistema cardiovascular, John Connor, que diagnosticou um aneurisma cerebral com hemorragia e submeteu-a a uma cirurgia. Fez um pequeno furo na perna e introduziu por ali um anel que tampou o aneurisma. Suely, 59 anos, ficou três dias em coma. “De repente, saí da escuridão e fui envolvida por uma luz branca e prateada. Ao abrir os olhos, na UTI, vi que meu filho estava de um lado da cama emeu namorado do outro”, lembra, emocionada.

O médico disse a ela que apenas 10% das pessoas que sofrem um aneurisma como aquele sobrevivem. Durante os dois meses que passou no hospital – incluindo os 27 dias que esteve na UTI -, a arquiteta se entregou a preces tradicionais de cura judaicas. Também contou com orações de amigos e parentes de várias religiões: do rabino e de sua comunidade nos Estados Unidos e no Brasil, de uma monja budista, de católicos e de devotos do guru indiano Sai Baba. “Eu me senti cercada por uma nuvem de amor o tempo todo. Minha cura foi uma graça, uma experiência profunda. Agora em minha vida só há espaço para fé, bem-estar, sucesso e desejo de compartilhar.”

Não existem provas científicas de que a fé cura, mas a idéia corrente nos grandes hospitais é de que ela predispõe o paciente a melhorar. Tanto que, em muitas faculdades nos Estados Unidos, estudantes de medicina e enfermagem têm aulas sobre a relação da espiritualidade com a saúde. No hospital onde Suely esteve, por exemplo, a equipe era preparada. “O pessoal transmitia a idéia de que havia uma força mais poderosa ali entre nós.

Isso me dava muita segurança”, conta a arquiteta. Para o médico Elias Knobel, vice-presidente da UTI do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, a palavra de um líder religioso pode ser muito importante no período de internação. “Ela alivia a grande angústia do paciente, que vem da sensação de estar entregue e dependente. Há 15 anos, aceitamos aqui no Einstein visitas de padres, rabinos, pastores, pais-de-santo, grupos de meditação ou orações, mestres de reiki…

Até estimulamos esse apoio espiritual, porque traz ânimo ao paciente e acalma os parentes, que em geral ficam muito estressados. Mas nada deverá alterar o tratamento médico, baseado nos recursos científicos e tecnológicos específicos para cada caso.” Como o Einstein, aliás, vários hospitais brasileiros abrem as portas para representantes das mais diversas crenças, convencidos de que eles são parte decisiva no processo de cura.

O médico Hamilton Camargo Rodrigues, 52 anos, homeopata e cirurgião coloproctologista do hospital da Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerais, aposta na meditação para controlar pelo menos três males. “Pesquisas já provaram que ela diminui a pressão arterial, acalma os batimentos cardíacos e alivia o stress”, diz. Ele medita diariamente há 32 anos, uma hora por dia, sempre pelas manhãs: nesse período, explica, o metabolismo desacelera e o corpo descansa como se estivesse dormindo.

Com isso, a pessoa fica revigorada e as emoções negativas – que desgastam o sistema nervoso e hormonal e baixam a resistência – são substituídas por outras, positivas. Mais: a sensação de paz e contentamento estimula o sistema imunológico. “Os cinco sentidos são ‘desligados’ e a energia voltada para o exterior reverte para o interior, espalhando-se pelo eixo cérebroespinhal, centro de percepção e inteligência”, assegura.

Cura

O carioca Marcio Amorim, morador da Flórida, afirma ser uma prova de que a visão cética do poder de cura da fé está equivocada. Há três meses ele deu fim a um tratamento para combater um linfoma de Hodkin (tipo de câncer), confirmado por intermédio de biópsia, menos de um mês antes. “Apareceram vários no pescoço, tanto lado direito e esquerdo, e parte do peito. Eu teria que fazer 12 quimioterapias e sessões de radioterapia. Comecei a fazer, tive muitas reações. Eu não estava conseguindo resistência física para superar”, lembra.

Amorim decidiu então voltar ao Rio de Janeiro e fazer uma consulta em um centro espírita Lar do Frei Luiz, por indicação do ator Carlos Vereza, que há anos afirma ter sido curado de um câncer após uma cirurgia espiritual. “Foram feitas orações e cirurgia espiritual, e quando saí de lá já não tinha mais o caroço. Pedi ao meu médico que fizesse novos exames, e os laudos constataram que já não havia mais doença nenhuma.

O meu caso está em estudo com médicos do Rio de Janeiro e de São Paulo, porque os médicos não conseguem entender a cura. Hoje, uma vez por mês vou à consulta médica e à consulta espiritual. Já não preciso mais de medicamentos, e faço exames uma vez por mês para me assegurar de que a doença não voltou”, conta Amorim.

Ele lembra com emoção os momentos vividos durante a cirurgia espiritual. “A expeirência é de muita energia dentro daquele quarto.

Eu sentia o corpo mexendo, as coisas mexendo por dentro do meu corpo, e por onde ele passava a mão era um calor e uma inquietação muito grande naquela parte do corpo. Hoje posso dizer que me curei pela fé, e pela intervenção do Dr. Frederic, que me operou”, afirma.

Amorim entende, no entanto, que a experiência vivida por ele não é uma garantia de cura permanente.

“O Dr. Frederic me disse que naquela hora eu estava curado, mas que não significava que estaria curado para sempre, porque essa é uma doença espiritual, que vem por merecimento, e pode retornar em proporções maiores ou menores, e que eu teria que fazer tratamento, e estou fazendo”, explica Amorim, que sente-se também agradecido às igrejas católica, evangélica e batista, que o reconfortaram e fizeram orações em sua intenção durante o período de doença.

As bênçãos do céu

Embora a Igreja Católica acredite em milagres, ela partilha da opinião dos médicos: não se pode dispensar o tratamento em hipótese alguma. “A fé tem o poder de curar. Está na Bíblia… Mas milagres são muito raros. O que nós, padres, recomendamos é que a pessoa faça tudo o que for possível, procure os melhores tratamentos que a ciência oferece e também reze e confie em Deus”, afirma o padre Pedro de Castro, teólogo e um dos nove párocos da Igreja de São Judas Tadeu, em São Paulo.

O padre Carlos Anklan, da Missão Católica Nossa Senhora Aparecida, em Pompano Beach, na Flórida, entende que qualquer pessoa com fé tende a ser mais centrada na vida, não apenas no aspecto religioso, o que facilita o enfrentamento de situações difíceis como doenças. “A fé é essa certeza de que Deus pode agir na vida da pessoa de muitas formas, e uma delas é através da cura. Os milagres são justamente a cura onde a ciência e a medicina não são capazes de chegar, e alí acontece uma cura pela presença da fé. Jesus quando se deparava com um enfermo também mencionava isso: – A tua fé te salvou”, observa o padre.

Ele entende que o fato de as escolas de medicina atualmente oferecerem aulas de “Espiritualidade e saúde” é um sinal de que a medicina está reconhecendo que não se pode compartimentar as pessoas. “Somos uma globalidade, e a espiritualidade faz parte disso. Reconhecer isso é olhar o paciente como um todo, e não como um pedaço de carne”, afirma o padre. Ele acredita que medicina e fé devem caminhar juntos. “Quando se fala que a fé pode curar, é para enriquecer a medicina e não para antagonizar. Os dois têm que caminhar juntos, e não separadamente. Se o homem adquiriu conhecimento através dos séculos, ignorá-lo seria um retrocesso, não seria sábio”, conclui.

O entendimento dos médicos hoje, de maneira geral, é muito semelhante ao defendido pelos católicos e por alguns evangélicos. “Não recomendo largar o tratamento, mas acrescentar coisas a ele. Adicionar, nunca excluir.

A cura não depende só da fé, depende também de ter um bom profissional para o diagnóstico e tratamento”, afirma a psiquiatra Alexandrina Meleiro, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, de São Paulo.

Em Deerfield Beach, na Flórida, o pastor evangélico Clewson Oliveira, da Catedral de Milagres, afirma que a fé em si não cura. “Quem cura é Deus. É Ele quem cura através da fé”. Em oposição, afirma, é correto dizer que a ausência de fé prejudica a cura. “A incredulidade limita o poder de Deus”, diz o pastor.

Para ele, a fé não significa necessariamente religião. “A religião é uma coisa que não resolve o problema da humanidade. O que resolve é a fé na pessoa certa”, afirma o pastor, acrescentando que a ciência é uma das formas utilizadas por Deus para a cura.”Nenhum médico pode se vangloriar em dizer que curou, porque se Deus não desse sabedoria ao homem, ele não poderia fazer nada em prol da humanidade”, conclui.

Para o neurocirurgião Nubor Facure, diretor do Instituto do Cérebro de Campinas (SP), a espiritualidade é mais do que um mero “auxílio”, é um atributo do ser humano e a essência da cura.

“Os recursos materiais têm poder de atuar na matéria, mas por trás de tudo, a essência da cura está na espiritualidade. Quem tem uma doença grave procura os recursos da medicina, mas nem sempre os resultados são eficazes porque a condição espiritual não está adequada à cura”, diz Facure.

O pneumologista Daniel Deheinzelin, diretor-clínico do Hospital do Câncer, no entanto, é mais cético em relação ao assunto. Para ele, a fé religiosa não tem impacto muito grande, a não ser pelo conforto psicológico. Deheinzelin considera, no entanto, a fé extremamente importante para aumentar a aderência ao tratamento.

Conversão

Buscar “forças” para enfrentar e superar uma doença é um comportamento comum observado pelos médicos. Diante de quadros crônicos ou terminais, pacientes que nunca tiveram uma crença recorrem às religiões em busca de conforto e apoio.

O pensamento do dramaturgo alemão Wolfgang von Goethe sobre imortalidade comprova o comportamento humano frente às doenças. Ele afirma que “a esperança de imortalidade não vem da religião, mas quase todas as religiões vêm desta esperança”.

Alexandrina Meleiro, do HC de São Paulo, confirma a peregrinação dos pacientes crônicos ou terminais por várias religiões. “A grande maioria, de 70% a 80%, não tem credo a vida inteira, mas quando descobre que tem uma doença grave procura alguma religião. É como se tivessem lembrado de pedir o visto para o passaporte”, afirma.

Sentimentos de angústia, de desesperança e de desânimo, que freqüentemente atingem pessoas doentes, diminuem e podem até desaparecer quando há fé, de acordo com a psiquiatra.

“Paciente com desesperança morre mais precocemente. Portadores de HIV, por exemplo, melhoram quando começam a freqüentar qualquer religião. Deixam de ter desesperança, passam a acreditar na cura e há uma transformação no cérebro.”

Pensamento positivo

No entanto, nem todos os pacientes seguem o caminho da religião. Alguns apenas se mantêm positivos e se enchem de esperança na luta contra a doença.

Este comportamento provoca reações positivas no organismo porque ajuda o sistema imunológico a se defender. Segundo os médicos, é possível falar em espiritualidade sem envolver o princípio religioso de cada um. Para Nubor Facure, por exemplo, no núcleo de todas as religiões está embutida a espiritualidade.

Fonte: Gazeta Brazilian News

Apoiado pela Universal, Lula cresce entre pentecostais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já foi comparado ao demônio por pastores, avança na preferência dos eleitores evangélicos pentecostais.

O percentual que pretende votar em Lula neste ano aumentou 59%, na comparação entre pesquisa Datafolha das eleições de 2002 e de julho deste ano –última a cruzar intenção de voto e religião. Lula aproxima-se dos evangélicos desde 2002, quando ganhou o apoio da Igreja Universal do Reino de Deus, neopentecostal ligada a membros do PRB.

Depois do apoio da Universal, Lula aproximou-se ainda mais dos evangélicos com medidas como a mudança no Código Civil que garantiu personalidade jurídica própria às igrejas e entidades religiosas e a inserção de evangélicos em conselhos de políticas públicas.

Para o professor do Departamento de Comunicação da PUC-RJ, César Jacob, especialista em análises sobre voto e religião, o crescimento de Lula entre pentecostais é resultado da adoção, pelo petista, de estratégia inaugurada pelo ex-presidente Fernando Collor de Mello: usar também a máquina das igrejas pentecostais como um dos meios para obter votos nas periferias urbanas.

Para Jacob, prova de que os apoios dos pentecostais têm impacto são os mapas eleitorais de Anthony Garotinho (PMDB), que teve votações mais expressivas em 2002 em anéis pentecostais das periferias urbanas.

A bancada de deputados evangélicos é cada vez maior: já tem 61 integrantes, contra 98 que se declaram católicos.

Até o momento, algumas das principais igrejas pentecostais, como a Assembléia de Deus e o Evangelho Quadrangular, ainda não oficializaram apoios a candidatos, mas fazem discursos de aprovação ao presidente.

“Quando ele era candidato, o Brasil não o conhecia, a população tradicional era assustada. Mas não foi ruim” diz o presidente do conselho político da Convenção Geral das Assembléias de Deus, Ronaldo Fonseca. Em 2002, a Convenção Geral, maior braço da Assembléia, apoiou José Serra (PSDB).

No entanto, a reportagem apurou com integrantes da igreja que, apesar da proximidade de Fonseca com o presidente, a tendência é fechar com Geraldo Alckmin (PSDB).

Rui Barboza, secretário-geral de cidadania do Evangelho Quadrangular, com 1,3 milhão de fiéis, segundo o Censo, defendeu Lula das denúncias de corrupção –a igreja teve dois deputados envolvidos no escândalo dos sanguessugas.

“De uma forma ou de outra, com todas as denúncias, os partidos em geral foram envolvidos. No entanto, observa-se uma posição imparcial do presidente.”, diz Barboza.

Fonte: 24 Horas News

Pergaminhos do Mar Morto criam nova polêmica

Novos indícios arqueológicos colocam em dúvida a interpretação convencional de que os essênios, integrantes de uma seita judaica, seriam os autores dos Pergaminhos do Mar Morto.

Os textos, que descrevem práticas religiosas e doutrinas do Israel antigo, foram escritos presumivelmente na época de Jesus Cristo e descobertos em 1947, em excelente estado de conservação, em cavernas próximas de um antigo assentamento chamado Qumran.

As escavações sempre reforçaram a hipótese de que o local abrigava um mosteiro onde os essênios viviam reclusos. Agora, dois arqueólogos israelenses que vêm trabalhando no sítio há mais de dez anos afirmam que Qumran nada teve a ver com os essênios, nem com um mosteiro, nem tampouco com os pergaminhos. Segundo eles, ali funcionava uma olaria.

Yizhak Magen e Yuval Peleg, arqueólogos do Departamento de Antiguidades de Israel, recolheram em suas escavações fornos de olaria, vasilhas inteiras, rejeitos de produção e milhares de fragmentos de argila. Reservatórios de água abandonados continham grandes depósitos de argila de olaria.

De acordo com os arqueólogos israelenses, o primoroso sistema de fornecimento de água em Qumran parece ter sido projetado para transportar água misturada com argila para um local cuja finalidade seria abastecer a indústria de cerâmica. Em nenhum outro sítio da região foi encontrado um sistema de fornecimento de água semelhante .

Pólo ceramista

Os arqueólogos concluíram que, quando os romanos, ao reprimir uma grande revolta judaica, destruíram Qumran em 68 d.C., o assentamento era um centro da indústria de cerâmica há pelo menos um século.

Antes disso, há indícios de que o sítio tinha sido um posto avançado de um complexo de fortalezas ao longo da fronteira oriental de Israel.

“A associação feita entre Qumran, as cavernas e os pergaminhos é, portanto, uma hipótese carente de base arqueológica factual”, diz Magen em artigo publicado na última edição da Biblical Archaeology Review. Não é a primeira vez que a ligação dos pergaminhos com os essênios é questionada. Outros pesquisadores já haviam sugerido que Qumran foi uma mansão fortificada de um nobre, uma comunidade agrícola ou um entreposto comercial.

Norman Golb, professor de línguas e civilizações do Oriente Médio na Universidade de Chicago – um crítico de longa data do elo essênio -, diz que está impressionado com as novas descobertas e com a hipótese da fábrica de cerâmica. “Não existe nenhum evidência de que tenha sido um mosteiro. Passamos a não considerá-lo um local de orientação religiosa”, diz Golb, autor de Quem Escreveu os Manuscritos do Mar Morto? (publicado no País pela Editora Imago).

Criação coletiva

Durante anos, Golb vem argumentando que a multiplicidade de idéias e práticas religiosas judaicas registradas nos pergaminhos tornam improvável que sejam trabalho de uma única seita. Ele observa que poucos dos textos tratam de tradições específicas dos essênios – e nenhum pergaminho advoga o celibato, que era praticado pela seita.

“Os pergaminhos encontrados nas cavernas foram escritos provavelmente por muitos grupos diferentes e retirados de bibliotecas de Jerusalém por refugiados da guerra romana”, diz Golb. Fugindo para o leste, eles podem muito bem ter depositado os pergaminhos nas cavernas nas proximidades de Qumran para salvá-los. Pergaminhos parecidos foram encontrados em Massada, ao sul de Qumran, local da resistência suicida contra os romanos.

A nova pesquisa parece apoiar esse ponto de vista. De acordo com Magen, os jarros nos quais a maioria dos pergaminhos estavam guardados provavelmente tinha vindo da fábrica de cerâmica. Se assim for, isso talvez acabe sendo a única conexão estabelecida entre o assentamento de Qumran e os pergaminhos.

Fonte: Estadão

Dia do Maçom: integrante fala sobre a Ordem Secreta

Que o maçom é o único que consegue brigar com o lobisomem de igual para igual, que eles adoram ao demônio, que o primogênito de um maçom deve ser sacrificado ou que ele só morre com facada no umbigo são algumas das lendas que envolvem os membros da Maçonaria desde seu início.

Por ser uma Ordem Secreta, eles possuem os seus segredos, e segundo Lemerval Silva, secretário executivo da Loja Maçônica Cotinguiba (SE), são estes segredos que fizeram a sociedade não se extinguir e, assim, completar mais de mil anos de existência. No dia 20 de agosto é comemorado o Dia do Maçom e Lemerval Silva comenta que cada Loja irá festejar a data no dia e da forma que melhor convir a seus sócios.

Em entrevista ao Portal Infonet, Silva desmistifica muitas das dúvidas que envolvem a Ordem e surpreende também ao revelar ‘segredos’, a exemplo de D. Pedro I ter assinado a Independência em agosto dentro de uma Loja Maçônica, porque ele também era maçom.

O que é Maçonaria?
Lemerval Silva – A Maçonaria não é seita e nem religião. Ela é uma Ordem Secreta e não tem nada haver com religiosidade. Embora, um dos princípios básicos para ser maçom é que a pessoa acredite em Deus. Tanto que para nós, para não confundir com a religião católica, nós o chamamos de ‘Grande Arquiteto do Universo’, pois foi ele que criou tudo que existe. Os maçons também se baseiam na Bíblia, ela é nosso livro de Lei. Mas, não debatemos religião aqui dentro, como também não tratamos de política. É proibido pelo nosso código de honra tratar destes assuntos dentro de uma Loja Maçônica. E a palavra maçom quer dizer pedreiro, aquele que constrói, desenvolvendo o princípio da fraternidade e da filantropia.

Quais são os princípios de um maçom?
Que o homem seja livre e de bons costumes. Então, temos como lema básico a Igualdade, Fraternidade e Liberdade. E nós nos reunimos para fazer a fraternidade. Para educar e lapidar o homem para estes princípios de moral, de ética, mas sempre baseado no lema. A filantropia é o primeiro passo do que procuramos fazer para a sociedade. A maçonaria é uma sociedade secreta, porque temos nosso lema, nossas leis que não são divulgadas. Até porque se fosse, a Ordem já teria acabado como tantas outras. Hoje em dia temos apenas duas ‘entidades’ que sobrevivem a mais de mil de anos: a Maçonaria e a Igreja Católica. Elas não se extinguiram, porque têm os seus segredos. As outras, que se abriram, acabaram. Foram muito divulgadas, vulgarizou e acabou.

Mas é verdade que a maçonaria já atuou na política?
Sim. Já atuamos em várias áreas, como também, na política. A Independência do Brasil foi em decorrência da maçonaria. Ela, como também a abolição da escravatura, ocorreu porque a maçonaria atuou diretamente. Nós sabemos pela história e em todos os livros que a Independência do Brasil ocorreu em 7 de setembro por Dom Pedro I. Mas, anteriormente, ele já havia assinado a Independência em agosto dentro de uma Loja Maçônica, porque ele também era maçom. E somente em setembro que ele foi divulgar. São esses tipos de coisa que não falamos e não temos porque falar. A Maçonaria procura fazer, sem alardar.

Mas não é contraditório dizer que vocês não tratam de política e saber que os Maçons estiveram presentes em atos políticos importantes da história?
Nós não participamos politicamente. Como fazemos parte da sociedade acabamos participando da política quando ocorre necessidade. Quando existiu a opressão, no tempo do Império, nós atuamos baseados na Liberdade. O homem tem que ser livre.

É proibido o maçom ser candidato em eleições ou fazer parte de alguma religião?
Não, o homem é livre. Ele faz o que acha que deve. Mas, não pode chegar dentro de uma Loja Maçom, num dia de uma reunião, e ficar falando de política. Isto, porque, do mesmo jeito que ele pode ser um político, o outro pode não ser. E para que não haja desarmonia e nem infrinja o direito do próximo, não se fala. E cada um pode ter a sua religião, o indispensável aqui é que ele acredite em Deus.

Explique a formação de uma Loja Maçônica?
As Lojas são pessoas jurídicas, porque são entidades filantrópicas e temos o dever com Estado de pagamento de tributos. Todas elas têm um nome como Loja Simbólica Cotinguiba ou Loja Simbólica Clodomir Silva. Nós não somos um estabelecimento comercial e não vendemos nada. Este nome, Loja, porque por volta de 1.700 a maçonaria trabalhava escondida, não tínhamos porta aberta e nem letreiros. E os membros se reuniam nos estabelecimento de algum maçom. Principalmente no tempo que a Monarquia na Inglaterra era muito acirrada. E com isto foi pegando o nome Loja que ficou até hoje. Em Sergipe temos cerca de 26 lojas e a Loja Cotinguiba é a mais antiga com 134 anos de existência.

Por que somente homens participam na maçonaria?
Isso é um conceito tradicional. Quando a maçonaria iniciou, as mulheres não participavam de nada. Mesmo com a evolução da posição da mulher na sociedade, algumas coisas se mantêm por tradição. E uma delas é a Maçonaria ter essencialmente homens. Embora existam alguns princípios de evoluir para que as mulheres possam participar, mas ainda não existe nada definido neste sentido.

Mas existem Lojas Mistas, com homens e mulheres?
Sim, existem tanto fora quanto dentro do país. Mas, elas não são reconhecidas pela Maçonaria tradicional.

E a mulher faz parte de alguma atividade como esposa de um maçom?
Exatamente por estarmos sempre nos atualizando sabemos que o homem sem a mulher não é nada. O homem só é aceito na Ordem se a mulher concordar que ele entre. Não adianta você ser uma excelente pessoa, ter todo o perfil de maçom, mas se a esposa não aceitar a Maçonaria ele não entra. Não iremos causar desarmonia no casal. Atualmente, nós trazemos para o nosso meio a mulher participativa, mas como um ‘braço’ para-maçônico. Elas participam da Associação Fraterna Amigas do Grande Oriente onde se reúnem, fazem filantropia e também organizam todas as festas. Nós também temos o braço dos jovens onde participam da Ação Para-maçônica Juvenil. São jovens de ambos os sexos de 7 a 21 anos que se reúnem com freqüência e acompanhados por um casal do grupo debatem os princípios de moral e ética, como também assuntos como drogas.

Vocês se chamam de irmãos? E a família de vocês também tem este ‘parentesco’?
Nós nos chamamos de irmãos e todos os seus filhos são chamados de sobrinhos. As esposas dos irmãos são cunhadas. Esta denominação acontece em todo lugar. Somos reconhecidos como se fôssemos de sangue.

Para ser maçom necessita ser convidado? E o que ele necessita ter para ser convidado?
Só entra aquele que foi convidado. Isto porque se eu conheço a pessoa tenho condições de saber se ele é uma pessoa íntegra e justa e tem todas as qualidades necessárias ao maçom. Para ser um maçom é necessário basicamente conhecer a pessoa sabendo que ele é responsável dentro e fora de casa, tem os princípios da moralidade, que crê em Deus, aquele que entra para Ordem vai poder ajudar e gostar de fazer filantropia. Mesmo indicando isso não quer dizer que ele será aceito. No início ele será sindicado. Ele será apresentado para minha Loja e esta fará uma sindicância dele. Se no ambiente familiar, de trabalho e outros, se ele é aquilo que esperávamos. E aí efetivamos ele como maçom. E uma vez entrando, a pessoa não deixa de ser maçom. Depois de um, cinco ou dez anos ele quer parar de freqüentar e deixará de participar, mas nunca deixará de ser maçom, porque já conheceu os nossos mistérios.

Vocês fazem juramento?
Nós fazemos um juramento para não divulgar o que acontece dentro das lojas. Os nossos segredos.

Os maçons utilizam sinais e linguagem próprias?
Sim. por isso nós somos reconhecidos em qualquer lugar do mundo. É universal. Em qualquer lugar do mundo que eu estiver e necessitar de algum auxílio ou socorro eu vou fazer um determinado sinal e vou ser ajudado por uma pessoa que nunca me viu na vida.

É verdade que vocês se cumprimentam de forma diferente? Pode dizer como é?
Sim, por meio deste cumprimento, não só nos reconhecemos como maçom como também reconhecemos em que estágio dentro da maçonaria nós estamos. Quando você entra é um aprendiz e na medida que vai evoluindo você vai tendo formas de comunicar com os irmãos e transmite que você evoluiu. Eu não posso mostrar como é este cumprimento, porque faz parte dos nossos segredos. E o nosso símbolo principal é o esquadro e o compasso. O primeiro, simboliza a rentidão do homem, reto e justo. Com o esquadro você faz traços retos e ângulos perfeitos. E o compasso é a forma mais perfeita que existe, o círculo. E a letra ‘G’ é o Grande Arquiteto do Universo, ou seja, Deus.

E quanto aos comentários que vocês matam as pessoas com ferro, adoram o diabo, entre tantos outros. A que se deve isso e até que ponto é verdade?
São coisas que surgiram por volta de 1.600, em função da própria Igreja. Isto porque, muitos padres estavam entrando para Ordem e ao verem que os nossos princípios naquela época estavam sendo melhores do que o da igreja. Nós seguimos mais a bíblia do que a própria igreja. Ela tinha o poder e queria dominar inclusive politicamente e os maçons não aceitaram. E os padres que entraram para a Maçonaria viam isto e começavam a ser contra a própria Igreja. Então, veio uma bula papal que proibiu todos os padres a entrar na Maçonaria, determinando que eles escolhessem entre as duas. E a partir daí começou a se criar todos estes mitos. Eles são apenas mitos, como eu poderia cultuar ao diabo e seguia a bíblia? Não tem sentido.

Fonte: Infonet

Americanos promovem encontro de famílias polígamas

Quinze filhos de famílias polígamas falaram publicamente pela primeira vez neste sábado sobre o seu estilo de vida, num encontro em Utah, nos EUA. Elas pediram mais compreensão.

“Sou o 14o filho de uma grande família e tenho diversas mães”, disse Mary, de 18 anos. “Todas as minhas mães me amam”.

Usando apenas os seus primeiros nomes para protegerem suas famílias, 15 jovens com idades de 10 a 20 anos falaram em uma reunião a favor da poligamia no centro de SaltLake City, da qual participaram de 200 a 300 pessoas.

“Não vim aqui hoje pedir permissão para viver de acordo com o que acredito. Não tenho que fazer isso. Vim aqui para defender um princípio”, disse Tyler, de 19 anos. Os organizadores do encontro realizado hoje afirmam que famílias plurais historicamente evitaram chamar a atenção sobre si mesmas, por medo de serem levadas à Justiça e de serem ridicularizadas. A poligamia é ilegal em todos os Estados Unidos, mas pesquisadores estimam que haja mais de 30 mil polígamos praticantes no Estado de Utah.

“Houve tanta publicidade negativa sobre o estilo de vida polígamo que sentimos que estava na hora de apresentar o outro lado da história”, disse Anne Wilde, porta-voz do grupo de defesa da poligamia Principal Voices.

“Não acho que sirva para todos, mas também acho que deve ser uma escolha livre e o que gostaríamos de ver é direitos civis iguais, de forma que as pessoas não percam seus empregos ou sejam banidas por qualquer razão”.

Sarah, de dez anos, disse para a multidão barulhenta que ela faz o seu dever de casa mais rápido porque tem a ajuda de “muitos irmãos e irmãs”. Jessica, de 17 anos, disse que suas dezenas de irm ãos são seus melhores amigos. “Não sofremos lavagem cerebral e não somos mal tratados, negligenciados, mal nutridos, analfabetos, defeituosos ou disfuncionais”, disse ela.

Katherine, de 16, disse que espera se tornar um dia advogada para “lutar pelos direitos dos outros”. Depois da reunião, a mãe de Katherine, Rachel, disse em entrevista que quando ela foi criada na poligamia existia muito menos abertura.

“É muito histórico. Estou muito orgulhosa porque a geração mais jovem está se apresentando e dizendo o que acredita”, disse Rachel, que tem três “esposas-irmãs”. “Acho que o que a próxima geração está dizendo é ‘não vou mais me esconder, não quero viver com medo, como viveram meus pais”.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, com sede em Utah, parou com a prática da poligamia em 1890, como condição para que o território se tornasse um Estado. Agora a igreja excomunga quem praticar a poligamia, mas vários grupos dissidentes ainda a praticam.

Fonte: Reuters

Pastor afirma que Agnaldo envergonhou os evangélicos

Para o Pastor Jaime Fernandes da Silva, 2ª Igreja Batista de Ji-Paraná, Rondônia, é necessário apoiar e acompanhar a política, pois homens do passado estiveram e cresceram dentro da política.

Mas, com o passar do tempo a boa política foi se transformando em uma política suja, de péssima qualidade. “-Foi o que aconteceu com o Agnaldo”, disse, se referindo ao deputado Agnaldo Muniz que está envolvido no escândalo das ambulâncias e que pode ter o mandato cassado.

“Existem aqueles que nos representam não tem se preocupado em nos representar com dignidade, com sinceridade e honestidade. A partir de agora, infelizmente vem ocorrendo, o mais recente foi o caso da Operação Dominó, o povo de Rondônia viu e o Brasil inteiro também, o envolvimento dos três poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário em escândalos”, afirma Pastor Jaime.

Segundo Jaime Fernandes, “com todos esses escândalos os eleitores tanto evangélicos, quanto os católicos ficam querendo ou não numa situação complicada, haja vista que os anseios do povo são na maioria das vezes esquecidos e isso os levam a perder as esperanças em tempo de eleições”.

O pastor diz ainda que muitos cidadãos de bem têm o procurado para dizer que não tem mais jeito, não confia em ninguém, não vale a pena votar e tem aconselha: “Passamos sim por uma vergonha nacional, mas precisamos ter esperanças, ainda depende de nós a mudança dessa realidade, termos sabedoria ao ir as urnas, buscando a orientação de Deus, escolhendo assim pessoas honestas (ainda se tem) que podem nos representar com dignidade, sinceridade e justiça”, recomenda Jaime Fernandes.

Caso Agnaldo Muniz

“Agnaldo Muniz (PP) foi e ainda é manchete em diversas páginas de revistas, jornais e sites de grande relevância dizendo categoricamente que é culpado de envolvimento na Máfia dos Sanguessugas e que ele se corrompeu. Se esta informação é verdadeira ele merece ser punido da mesma forma que os demais envolvidos em corrupção”, afirma Pastor Jaime.

Pastor Jaime diz que Agnaldo envergonhou sua cidade de origem e que já até recebeu em sua Igreja. “Ele não apenas envergonhou Ji-Paraná, onde tem um grande pleito eleitoral, mas o Estado de Rondônia, especialmente envergonhou os evangélicos, por que ele é ‘um´, e ainda já tive a oportunidade de tê-lo pregando na nossa 2ª Igreja Batista”.

“Certamente o nome de Agnaldo tenha caído em grande proporção entre seu eleitorado, assim como os demais também precisam receber a punição devida”, ressaltou Jaime.

Ao ser questionado se Agnaldo poderia ser expulso de sua Congregação por causa dos escândalos, ele foi perspicaz: “Neste caso ele passaria por uma disciplina muito forte por levar o nome do Evangelho, da Igreja. Não o deixariam de amar e orar por ele, mas passaria a ter a oportunidade de se regenerá-lo”.

“Os nossos parlamentares foram escolhidos pelo povo, os eleitores, que os escolheram para exercerem um trabalho voltado para os anseios da população, lutando pelos direitos do povo, com honestidade e dignidade, e de repente surge uma “bomba” na mídia estadual e nacional envolvendo os mesmos que afirmavam fazer um trabalho voltado ao interesse coletivo. Isso tudo no traz vergonha”. Por isso aconselho, classifique e conheça seus canditatos, zelo pelo seu voto, ele é muito importante, não troque e nem vende por nada”, conclui Pastor Jaime.

Fonte: Rondonotícias / RO

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