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TRE proíbe Igreja Universal de pedir votos em Pernambuco

O desembargador do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) Bartolomeu Bueno concedeu liminar, na quarta-feira, 16, proibindo a Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) de fazer propaganda para candidatos durante os cultos no Estado –

como foi registrado no dia 9 de agosto, quando o bispo Emerson Carlos pediu votos para os candidatos a deputado pelo PFL pastor Evandro Garla (federal) e Dilma Lins (estadual).

Na terça-feira, o candidato a deputado estadual João Marcos Dourado (PSDB), que freqüenta a igreja, entrou com representação e o pedido de liminar contra os pefelistas e o bispo Emerson Carlos. Se descumprirem a decisão, cada um pagará multa diária de R$ 1.000. A Polícia Federal também receberá cópias da decisão.

O argumento defendido pelo desembargador é que o artigo 9º da resolução número 22.261/2006, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não permite, em hipótese alguma, veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral em bens considerados de uso comum, como igrejas e templos. Cópias da liminar e da representação serão encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral.

O desembargador não apreciou o pedido liminar para evitar constrangimento de João Marcos Dourado ao distribuir material de campanha em frente à igreja. O tucano denunciou que pastores e obreiros da Iurd tomaram das mãos de fiéis os panfletos que ele entregava, no último dia 23 de julho. O magistrado julgou que o caso é de competência do juiz da propaganda eleitoral.

Evandro Garla afirmou que foi notificado e seus assessores jurídicos apresentarão a defesa hoje ao TRE. Dilma Lins foi procurada, mas os telefones dela estavam programados para não receber chamadas. O bispo Emerson Carlos não foi encontrado até o fechamento desta edição.

Fonte: JC Online

Religiosos não querem sermões associando Aids e castigo divino

Líderes religiosos reunidos em Toronto, na 16ª. Conferência Internacional sobre Aids, fizeram um apelo para que padres e pastores evitem em seus sermões retratar a doença como castigo divino, preferindo utilizar sua palavra aos fiéis como um instrumento para disseminar informações que ajudem a combater a epidemia de Aids no mundo.

– Temos que encorajar os religiosos a não usarem o termo castigo em sentido bíblico – disse o reverendo Jape Heath, secretário geral da rede africana de líderes religiosos portadores do vírus HIV.

– Utilizar esta palavra significa reforçar o ponto de vista segundo o qual Deus está punindo a Humanidade com esta doença – completou Heth.

Outras autoridades religiosas presentes ao evento foram ainda mais longe. Defenderam a tese de que certos líderes religiosos deveriam pedir desculpas por sua letargia frente à pandemia que já matou 25 milhões de pessoas no mundo:

– Devemos publicamente nos confessar e nos arrepender de nossa cumplicidade na estigmatização e marginalização de pessoas atingidas pela Aids, em particular as mulheres e as crianças – disse o bispo Mark Hanson, representante da Igreja Luterana Evangélica americana.

Representantes da Igreja Católica e líderes religiosos muçulmanos não compareceram ao debate, no qual foram fortemente criticados por militantes do combate à Aids.

– Embora não se possa dizer que os católicos e os muçulmanos fecharam completamente os olhos para a batalha contra a Aids, o fato é que suas ações nesse campo sempre colaboraram mais para o mal do que para o bem – disse o reverendo Heath.

Criada rede internacional de líderes religiosos portadores do HIV/Aids

Na Conferência Internacional Aids 2006, que está reunida em Toronto, Canadá, foi anunciada a criação de uma rede internacional de líderes religiosos portadores do vírus HIV/Aids, que terá por objetivo combater o estigma que a doença gera.

A nova rede, que leva o nome de INERELA (a sigla em inglês), teve a inspiração de uma experiência africana exitosa iniciada há quatro anos sob o nome de ANERELA (Rede Africana de Lideres Religiosos afetados pelo HIV/Aids). Hoje, ANERELA+ conta com cerca de 1,5 mil pessoas, de 13 países do continente.

O presidente e co-fundador da ANERELA+, cônego Gideon Byamugisha, disse que a versão internacional da rede terá a mesma visão da rede africana, a de “mobilizar pessoas que, depois de superarem a auto-estigmatização e a negação, podem se converter em importante recurso no movimento em prol do combate do HIV e da Aids”.

O vice-presidente da ANERELA+, pastor Christo Greyling, da Visão Mundial Internacional, explicou que a rede recebeu pedidos para ampliar o seu alcance, procedentes do Canadá ao Brasil, da Grã-Bretanha a Tailândia. Por isso nasceu INERELA, explicou.

A proposta da rede é a de equipar e comprometer os líderes religiosos que vivem com HIV, para que se mostrem abertamente como agentes de esperança e mudança em suas comunidades de fé e países, e de atuar como uma comunidade fraternal, de apoio mútuo e de capacitação de seus membros.

A tarefa de seus integrantes consiste em romper o silêncio que rodeia o tema, estimular as comunidades de fé a desenvolverem respostas para erradicar o estigma e a discriminação, e advogar por mais medidas de prevenção, cuidado e tratamento.

A coordenadora regional de ANERELA+ para a África Oriental, Patricia Sawo, mencionou que a rede tornou possível a solidariedade com os soropositivos através de diferentes religiões. A crente bahai e coordenadora da rede na África do Sul, Regina Molokomme, afirmou que desde o surgimento de ANERELA+ notou uma diminuição nas atitudes condenatórias em comunidades religiosas mais inclusivas.

Fonte: Globo Online e ALC

Evo Morales é vaiado em festa católica na Bolívia

O presidente da Bolívia, Evo Morales, que até o mês passado contava com índices de popularidade de quase 80%, foi vaiado e acusado de ser “ateu” por católicos que participavam de uma festa tradicional.

O incidente aconteceu ontem, durante a festa para a Virgem de Urkupina, cidade do centro da Bolívia. O presidente participou de um ritual tradicional de retirar pedras de um morro, mas não assistiu a uma cerimônia religiosa ocorrida ali.

“A chegada do presidente fez com que algumas pessoas gritassem ‘ateu’, enquanto outras saudavam, em altos brados, a Igreja Católica”, afirmou o jornal La Razón. “Evo, por que você se cerca de ateus?”, perguntavam outros presentes no local, segundo a Rádio Panamericana. A celebração da Virgem de Urkupina é a maior festa católica da Bolívia.

O incidente parece ter relação com a atual disputa entre o governo de Morales e a Igreja Católica, em virtude de um projeto para acabar com as aulas de religião nas escolas.
O presidente, de origem indígena e no poder desde janeiro, diz ser católico.

Morales menosprezou as vaias, as primeiras que ouve desde que tomou posse, e as atribuiu a “pessoas pagas pela oposição”.

Disse também que o povo o recebe sempre bem. “Saio e as pessoas são muito carinhosas, muito amáveis. Esse é o povo”, afirmou, segundo o La Razón.

O vice-presidente boliviano, Alvaro García, também foi vaiado um dia antes na mesma festa. As vaias apareceram durante uma missa solene realizada pelo cardeal Julio Terrazas. Morales, apesar de ser o principal convidado da missão, não compareceu.

Fonte: Reuters

Magno Malta nega envolvimento com máfia das ambulâncias

O senador Magno Malta (PL-ES) negou nesta quarta-feira, em seu discurso em plenário, participação na máfia de ambulâncias, investigada pela CPI Mista dos Sanguessugas. “Eu nunca coloquei emenda, nunca participei de máfia de ambulância, nunca falei com ninguém”, reafirmou ele.

Em outras ocasiões, Malta afirmou que o carro que supostamente recebeu da Planam, empresa acusada de liderar o esquema, havia sido emprestado pelo ex-deputado Lino Rossi (PP-MT). Ele apresentou na tribuna recibo da Transgrancap, no qual comprova ter devolvido o carro ao ex-parlamentar há um ano e três meses.

O liberal disse ainda não compreender a razão de ter sido incluído no relatório parcial da CPI dos Sanguessugas.

O senador afirmou que não se enquadra nos critérios da comissão para incluir parlamentares, como ter recebido dinheiro em conta própria ou de assessores; ter permitido que assessor recebesse vantagens ou utilizar funcionários para receber dinheiro ilícito.

Nota à imprensa (divulgada no dia 10/08/2006)

O senador Magno Malta, diante da colocação de seu nome no relatório parcial divulgado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a alocação irregular de emendas ao Orçamento para compra de ambulâncias em licitações superfaturadas, e o encaminhamento do mesmo à Mesa do Senado Federal, tem a esclarecer:

1- A inclusão do nome do senador Magno Malta está em total desacordo com o objeto de investigação da CPMI e não se encaixa aos itens enunciados pelo presidente da mesma, deputado federal Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ) quais seriam: primeiro incluir todos os parlamentares que se utilizaram de prerrogativas do mandato, como apresentação de emendas, para auferir benefício financeiro e outras vantagens indevidas. Segundo, incluir todos que permitiram, por ação ou omissão, que servidores conseguissem benefícios financeiros ou outras vantagens junto ao grupo Planam sobre emendas do parlamentar. O terceiro, deverão ser enquadrados todos os parlamentares que utilizaram servidores ou terceiros para recebimento em suas contas bancárias, ou em espécie, recursos destinados ao parlamentar. O senador Magno Malta não se enquadra em nenhum dos critérios colocados.

2- Também não concorda com a citação de seu nome, diante da inexistência de provas de quaisquer espécies que pudessem aferir comprometimento do senador com negociações ilícitas ou mesmo que pudessem atentar contra a sua conduta ilibada no trato do seu mandato e da coisa pública.

3- Nunca falou, reuniu-se, negociou ou teve contato com o sr Luiz Antônio Trevisan Vedoim, o pai dele ou qualquer pessoa ligada a Planam ou outra empresa que tivesse referência aos fatos investigados.

4- Não tem emendas alocadas para ambulâncias ou equipamentos de saúde em cujo processo licitatório houvesse participação da Planam ou qualquer empresa ligada aos Vedoim, no período aventado na acusação.

5- Nunca recebeu carro do esquema Vedoim, e a própria declaração dos Vedoin, que consta do relatório, evidencia o fato. Utilizou um carro do deputado federal Lino Rossi no período de setembro de 2003 a julho de 2005, data em que o veículo em questão, uma van Fiat/Ducato de cor preta, foi devolvida ao seu dono, deputado federal Lino Rossi, conforme atesta o mesmo em declaração anexa, muito tempo antes de as investigações sobre esse esquema terem sido iniciadas.

6- O documento apresentado a CPMI pelo sr. Vedoim, como “prova” do envolvimento do senador, é um Documento Único de Transferência (DUT) que passa a propriedade de um veículo Fiat/Ducato, placas KAM 4467, de cor branca, da empresa Santa Maria Comércio e Representação Ltda. para o deputado federal Lino Rossi, no ano de 2001 (em anexo).

7- O veículo em questão, a van Fiat/Ducato, de cor preta, ano 2001/2001, de acordo com documento do Departamento de Trânsito do Mato Grosso, Detran-MT, teve como proprietário de origem a Iveco Fiat Brasil Ltda., que o vendeu à empresa Santa Maria Com. E Rep. Ltda., em 14 de dezembro de 2001. Na seqüência, esse mesmo veículo, no dia 27 de dezembro de 2001 para o nome do deputado federal Laudinir Lino Rossi. Uma nova alteração de propriedade se dá em 04 de novembro de 2002, segundo consta, para o nome de José Luiz Cardoso. Em 11 de maio de 2006, uma nova troca, dessa vez, passando a propriedade para Querli Batistello. Em nenhum momento, em todos esses anos, o carro esteve em nome de Magno Malta, destoando totalmente do que diz o sr. Vedoin.

8- O senador não sabia e não tinha como saber se esse veículo, emprestado pelo deputado Lino Rossi, tinha impedimentos ou comprometimentos com factorings ou outra empresa. Tampouco poderia saber de qualquer possível negociação entre o deputado federal Lino Rossi e os Vedoin. Fato é que recebeu um veículo por empréstimo de Lino Rossi, em Vitória, no Espírito Santo, e o devolveu posteriormente a quem de direito, o deputado federal Lino Rossi, em Cuiabá, no Mato Grosso.

9- O deputado Lino Rossi jamais propôs qualquer tipo de negociação escusa ao senador Magno Malta, seja em relação a emendas ou qualquer outra. Também jamais falou em Vedoin, Planam ou qualquer outro fato relacionado a esquemas ilícitos.

10- Não recebeu no gabinete o senhor Darci Vedoin e nem sequer o conhece, além do que já foi mostrado pela imprensa.

11- O período de utilização por empréstimo do veículo Fiat/Ducato corresponde ao tempo em que o deputado Lino Rossi esteve em São Paulo. A devolução do mesmo se deu em virtude do retorno do deputado citado a Cuiabá, e não por qualquer outro motivo.

12- O senador Magno Malta vai entrar com uma interpelação judicial no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, CPMI das “Sanguessugas”, por ter incluído o nome dele no relatório parcial divulgado na data de hoje, 10 de agosto de 2006.

Sendo assim, o senador Magno Malta reitera que nunca participou e nem compactuaria com ações que pudessem lesar o erário público, com negociações escusas e com atos ilícitos. Reafirma que sempre lutou contra o crime organizado, o narcotráfico e a bandidagem, bandeira que empunha com orgulho. Espera que todos os fatos que injustamente lhe são imputados sejam brevemente esclarecidos. Responderá em todas as instâncias necessárias para comprovar a sua inocência e atuará, de forma efetiva, para que todos esses que o acusam respondam judicialmente por calúnia, injúria e difamação.

Acusado pela CPI, pastor Bengston, do PTB, desiste da reeleição

Acusado pela CPI das Sanguessugas de envolvimento na Máfia das Ambulâncias, o deputado federal e pastor evangélico Josué Bengston (PTB-PA) anunciou ontem sua desistência de concorrer à reeleição. “Este será meu último mandato. Saio por questão de foro íntimo. Estou tranqüilo e em paz “, disse Bengston.

A decisão de Bengston surpreendeu os fiéis. Ele se disse decepcionado com os últimos acontecimentos de sua vida como parlamentar. No meio da pregação, falou sobre as provações mencionadas na Bíblia e a capacidade de cada cristão para enfrentá-las. “Não se sintam desqualificados quando passarem por lutas. Enfrentem tudo de cabeça erguida.

Embora negue a pressão que vinha sofrendo para renunciar à candidatura, o deputado admitiu que precisava dar uma satisfação aos evangélicos. “Como deputado, eu poderia tranqüilamente disputar a reeleição, mas como pastor, não me sinto numa posição confortável tendo que responder ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados”, explicou.

Outro deputado paraense – Raimundo Santos (PL) – diz que não pretende renunciar à candidatura, mesmo pressionado por pastores da Assembléia de Deus. “Sou inocente, tudo não passa de armação política e perseguição contra mim”, alega Santos.

Presidente de conselho do Senado desqualifica provas

O presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA), sinalizou ontem que deve arquivar os pedidos de cassação contra os senadores Ney Suassuna (PB), ex-líder de seu partido, e contra os senadores Magno Malta (PL-ES) e Serys Slhessarenko (PT-MT). João Alberto desqualificou os depoimentos que são a base da acusação feita pela CPI dos Sanguessugas.

“Não aceito a palavra do Vedoin como prova. Ele é um bandido”, afirmou João Alberto, referindo-se aos depoimentos de Darci Vedoin e de seu filho Luiz Antonio Vedoin, donos da Planam, empresa que encabeçou a fraude das ambulâncias.

Os depoimentos são o principal pilar do relatório da CPI, que pediu a cassação dos três senadores e de 69 deputados.

João Alberto argumentou também que supostos depósitos feitos pela quadrilha para um assessor de Suassuna não bastam para incriminá-lo.

“Tem que ver se o senador sabia, se participou”, disse ele, acrescentando: “Eu preciso de robustez de provas para abrir os processos”. O senador decide até a próxima quinta-feira se abre ou não os processos. Se ele arquivá-los, qualquer membro do conselho pode recorrer ao plenário da decisão.

Suassuna, Serys e Malta são acusados de receber propina para destinar recursos do Orçamento para a aquisição de ambulâncias superfaturadas.
Suassuna teria recebido R$ 222,5 mil por meio do ex-assessor Marcelo Carvalho. Os dois negam participação na fraude.

Malta usou um carro dado ao deputado Lino Rossi (PP-MT) pelos Vedoin. Além disso, há cópia de um cheque de R$ 50 mil com a anotação “Magno Mata” (sic). O senador nega relação com a quadrilha, dizendo que só usou o veículo devido a sua amizade com Rossi.

Os Vedoin afirmam ter pago ao genro de Serys R$ 35 mil. A senadora nega que seu genro tenha recebido o dinheiro.

Câmara

O presidente do Conselho de Ética da Câmara, Ricardo Izar (PTB-SP), marcou para as 11h de terça a instauração dos processos contra os deputados. Ele disse que cerca de dez acusados devem renunciar ao mandato até lá, seguindo o exemplo de Coriolano Sales (PFL-BA).

A Folha apurou que pelo menos outros três deputados -Reginaldo Germano (PP-BA), Nilton Capixaba (PTB-RO) e Marcelino Fraga (PMDB-ES)- já manifestaram a colegas que têm prontas as suas cartas de renúncia.

Ao renunciarem, os acusados evitam a inelegibilidade que viria em caso de cassação. Para que a investigação seja extinta, a renúncia tem que ocorrer antes da abertura do processo no conselho.

Lino Rossi admite que recebeu bens de Darci Vedoin

Campeão no recebimento de propina em troca de emendas ao Orçamento (cerca de R$ 3 milhões), segundo a CPI dos Sanguessugas, o deputado evangélico Lino Rossi (PP-MT) admitiu que recebeu do empresário Darci Vedoin -dono da Planam e apontado como chefe do esquema – colchões, camisetas, cestas básicas, cadeiras de rodas, eletrodomésticos e até 75 mil salsichas, além de um ônibus e uma carreta emprestados.

De acordo com Rossi, os bens foram usados em campanhas de assistência social, em Mato Grosso, patrocinadas pelo programa de TV “Cadeia Neles”, que ele apresentava em Cuiabá.

Rossi negou, porém, recebimento de propina em troca de emendas ao Orçamento.

“Estou na Serasa desde 2000. Eu não tenho dinheiro. Essa história de receber R$ 3 milhões não tem lógica”, afirmou.

“Mas ele [Darci] me ajudou muito. Deu muita cadeira de roda, muitos sacolões [cestas básicas], emprestou ônibus, uma carreta. Deu 75 mil salsichas e camisetas”, afirmou.

“Eu comprava um negócio. Ele ia lá e pagava o que eu pedia”, contou ainda o deputado.

Luiz Antônio Vedoin, filho de Darci, diz que todo esquema começou com Rossi em 1999. O deputado apresentou aos Vedoin ao menos 19 congressistas, que entraram no esquema.

“Eu o apresentei ao Congresso, como apresentaria qualquer empresário que precisasse de ação política. Eu faria isso mesmo”, disse Rossi.

A família Vedoin entregou 152 páginas de documentos à Justiça Federal, relacionando comprovantes de pagamento de dívidas de Rossi, depósitos de R$ 197 mil feitos na conta do deputado, e outros benefícios.

“Alguém oferece a ele [o benefício da delação premiada] e ele foi defender a família”, disse Rossi. “Quando passar tudo isso, ele vai restabelecer a verdade.”

Fonte: Folha de São Paulo, Paraná Online e Site do senador Magno Malta

Igreja Cristã acusa Israel de planejar ataque no Líbano

O feroz ataque de Israel contra o Líbano foi planejado com antecedência a fim de provocar cisão entre as diferentes seitas que vivem em harmonia no país, e a ação do Hezbollah foi apenas uma desculpa para o lançamento da operação, denunciou nesta quarta-feira (16) uma delegação do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) depois de retornar de uma visita a Beirute e Jerusalém.

“Voltamos do Líbano compartilhando a impressão de que essa destruição foi planejada. E se a ação do Hezbollah foi o gatilho, essa era uma operação planejada pronta para ser lançada”, afirmou Jean-Arnold de Clermont, presidente da Conferência de Igrejas Européias.

“Todos os representantes de diversas comunidades do Líbano com os quais nos encontramos concordaram que a destruição foi tanto deliberada quanto planejada”, afirmou num comunicado a Aliança Mundial das Igrejas Reformadas. A aliança foi uma das patrocinadoras do envio da delegação pelo conselho.

De Clermont, um pastor aposentado da Igreja Reformada da França, integrou a delegação de três membros junto com um protestante e um católico romano que se reuniu com líderes religiosos e autoridades libanesas e palestinas. Eles lamentaram não ter sido recebidos pelo governo israelense, mas se encontraram com um dos dois rabinos-chefe de Israel, Yonah Metzger. O trio visitou em cinco dias o Líbano, Israel e os territórios palestinos.

De Clermont, numa entrevista coletiva na sede do conselho ao lado dos dois outros participantes da viagem, disse que Israel não quer a existência de um Líbano democrático onde judeus, cristãos e muçulmanos vivam em paz porque o Estado judeu não quer ver seu vizinho sendo bem sucedido naquilo que Israel tem tentado sem sucesso alcançar. O Hezbollah, para De Clermont, foi apenas um bode expiatório. “É o conflito israelense-palestino e não o papel e ações do Hezbollah que está no centro da atual crise”, estimou a aliança no comunicado.

“Todos os líderes religiosos em Israel e na Palestina, assim como (o presidente palestino) Mahmoud Abbas, nos disseram que chegou o momento de todos aceitarem negociar com todos”, afirmou De Clermont, acrescentando ser necessário “desmilitarizar o pensamento” dos líderes políticos.

O Conselho Mundial de Igrejas congrega mais de 340 igrejas e denominações protestantes, ortodoxas, anglicanas e outras e desenvolve trabalhos conjuntos com a Igreja católica. O conselho representa mais de 400 milhões de fiéis presentes em mais de 120 países.

Cardeal: Cristãos e muçulmanos estão prontos a reconstruir Líbano

O cardeal francês Roger Etchegaray, enviado especial do Papa ao Líbano, acredita que “cristãos e muçulmanos estão preparados para fazer tudo o necessário para reconstruir seu país ferido”, segundo uma declaração publicada hoje pelo Vaticano.

Etchegaray, que concluiu ontem a visita oficial que começou na segunda-feira, disse que “é preciso agradecer a todos que, dos diferentes níveis nacionais e internacionais, conseguiram abrir com obstinação um caminho” para a paz.

O cardeal se referia assim ao fim das hostilidades, que entrou em vigor na segunda-feira, em cumprimento da resolução 1701 das Nações Unidas.

“Este caminho, longo e abrupto, é também e, sobretudo, um caminho espiritual”, afirma o cardeal na declaração, acrescentando que “nenhum esforço se sustentará se não estiver acompanhado pela paz do espírito e dos corações”.

O enviado do Papa Bento XVI também fez uma chamada para ajudar os deslocados do sul do Líbano “que buscam, freqüentemente entre soluços, voltar para sua casa e sua terra”, e pediu que a comunidade internacional “não desacelere, mas intensifique uma ajuda que será necessária ainda durante muito tempo”.

Fonte: EFE e Paraná Online

Pastor acusado de abusar criança é libertado pela Justiça

Na manhã desta terça-feira, foi posto em liberdade o pastor Agnaldo Pereira dos Santos, 41, que se encontrava preso desde quinta-feira da semana passada por decreto de prisão preventiva do juiz da 11a Vara Criminal.

Ele é acusado de abusar sexualmente de uma menor de sete anos, que estava sob sua guarda por determinação do Juizado da Criança e do Adolescente.

Desde o momento de sua prisão, o pastor Agnaldo contava com o trabalho de quatro advogados que passaram a lutar para que o mesmo fosse liberado.

Ontem (16), ele foi beneficiado com um alvará de soltura, por determinação da desembargadora Nelma Sarney, e posto em liberdade imediatamente.

O pastor Agnaldo Pereira dos Santos é líder da Igreja Pentecostal Cristã Evangélica, sediada na Rua 6, São Francisco. Ele está sendo processado na 11a Vara Criminal desde o ano passado, depois que foi denunciado de ter violentado, por diversas vezes, a menina de sete anos que estava sob sua guarda, juntamente com uma irmã de seis anos.

A vítima contou com riqueza de detalhes na polícia toda a violência que vinha sofrendo nas garras daquele homem, que todas as vezes que abusava da mesma dizia-lhe que aquela seria a última vez.

O pastor Agnaldo Pereira dos Santos foi beneficiado sem prejuízo do processo, a que continuará a responder em liberdade.

Promotora deverá pedir novamente prisão de pastor

A promotora de Justiça, Fátima Travassos, disse que poderá ou não pedir a prisão preventiva do pastor Agnaldo Pereira dos Santos, solto na manhã desta terça-feira, por decisão judicial.

A promotora Fátima Travassos aguarda para esta sexta-feira, o inquérito policial. Segundo informações, o documento deverá ser concluído em trinta dias. As investigações estão sendo feitas pela Superintendência de Policia Civil.

Ele foi preso na quinta-feira passada, por decreto de prisão preventiva do juiz da 11ª Vara Criminal.

Agnaldo Pereira dos Santos é líder da Igreja Pentecostal Cristã Evangélica, localizada no bairro do São Francisco.

Fonte: Badauê Online

Igrejas parceiras lamentam decisão de Concílio metodista

A decisão do 18. Concílio Geral da Igreja Metodista do Brasil, realizado em julho, de que a instituição deve deixar os organismos ecumênicos dos quais participem a Igreja Católica e as religiões não-cristãs, repercutiu intensamente no Seminário Teológico promovido pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), realizado no começo de agosto em Guarulhos, São Paulo.

A Igreja Metodista é uma das fundadoras do Conselho, que completa 25 anos em 2007.

Para o presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), pastor Walter Altman, o cenário religioso no país e no mundo “torna cada vez mais urgente o esforço ecumênico”, pois “existem forças que também estão colocando pontos de interrogação sobre a sua validade e autenticidade”.

Altmann, que é também moderador do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), disse que o episódio da decisão do Concílio metodista “é doloroso para as igrejas parceiras, que muito têm se beneficiado do testemunho e do envolvimento ecumênico da Igreja Metodista”.

O caso também “realça a importância de que, se for preciso, estabeleçamos novas linhas de diálogo entre as igrejas sobre a natureza do nosso compromisso com a unidade, conforme o desejo do próprio senhor Jesus Cristo, e que dialoguemos com franqueza fraterna sobre as divergências que temos, na busca de um entendimento possível”, agregou.

Um dos palestrantes do seminário em Guarulhos, Altmann reafirmou ter “esperança de que no futuro a Igreja Metodista possa reavaliar com serenidade a decisão tomada e o cenário religioso no país, porque certamente de nossa parte não desejamos de forma alguma um afastamento, mas uma integração, em fidelidade ao próprio Evangelho de Jesus Cristo”.

Para o padre José Bizon, assessor do setor de Ecumenismo e Diálogo Religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o momento é de lamento e de tristeza. “A mim me deixou entristecido quando li que uma das razões da saída era a presença da Igreja Católica. Não haveria uma razão para isso, mas a gente compreende e aceita”, assinalou.

Bizon afirmou que desde o Concílio Vaticano II, nos anos 60, a Igreja Católica tem procurado entendimentos bilaterais com várias confissões. “Sei que no passado já se propôs à Igreja Metodista formar uma comissão bilateral, e diante da atual situação a Igreja Católica não está fechada a sentar-se com as lideranças metodistas e trabalhar no que for necessário para o melhor entendimento e para que isso ajude as nossas comunidades a colocar-se a serviço do reino de Deus pela construção da paz, da justiça e da solidariedade”, disse.

O assessor de Ecumenismo da CNBB lembrou que, também em julho, o Conselho Mundial Metodista aderiu à Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação, firmada originalmente pela Igreja Católica e pela Federação Luterana Mundial em 1999.

Para o padre, cabe dar passos para que as coisas não permaneçam como estão. “Uma das virtudes do cristianismo é a esperança, e não podemos perdê-la. Esperamos que esse período, para a Igreja Metodista e para o movimento ecumênico, seja um momento de purificação, de revisão e também de retomada de algumas questões”, defendeu.

O pastor luterano Rolf Schünemann, que assumiu a presidência do CONIC com a saída do bispo metodista Adriel de Souza Maia, disse que o episódio “afeta o movimento ecumênico e levanta uma série de interrogações acerca da realidade religiosa contemporânea”.

Para o Conselho, o fato “é bastante doloroso, uma vez que a Igreja Metodista foi uma das fundadoras e vanguarda em muitos processos que envolviam as instituições eclesiásticas no cenário brasileiro”, afirmou Schünemann. O pastor assinalou que seria positiva uma reversão da decisão na continuidade do Concílio, em outubro, mas salientou que o CONIC “não tem ingerência na vida interna das igrejas-membro”.

Para a pastora Margarida Ribeiro, professora da Faculdade de Teologia da Igreja Metodista, em São Bernardo, São Paulo, “a notícia ainda está sendo trabalhada nas comunidades”. “Houve muito impacto e ele aos poucos está chegando, de diversas maneiras”, relatou.

Especialmente no que diz respeito à participação nos órgãos ecumênicos, “estão ocorrendo esses constrangimentos de alguns membros terem que sair, mas isso não impede que possam participar como assessores ou em outras situações”, frisou. A pastora também salientou que as mãos devem continuar estendidas “nos trabalhos que envolvam atos de solidariedade, de justiça, de paz e de dignidade de vida”.

Dentro do meio ecumênico, afirmou, os metodistas contrários à decisão conciliar têm sentido “solidariedade, acolhida e possibilidade de diálogo e caminhada em conjunto, apesar de toda essa situação”. Há também um clima de expectativa, pois o Concílio Geral terá continuidade em outubro.

Fonte: ALC

RedeTV! vai indenizar operador de câmera evangélico

O moço é evangélico, casado e bem comportado. Mas em função de sua profissão operador de câmera de televisão, acabou se transformando em uma espécie de astro pornô involuntário.

Em vez de fazer inveja nos amigos depois de aparecer na televisão contracenando com mulheres seminuas, no programa Noite Afora, apresentado pela ex-modelo Monique Evans na Rede TV!, Alexandre Peixoto dos Santos preferiu mover uma ação contra a emissora por danos morais. E ganhou.

Embora não fosse sua função, o câmera conta que era frequentemente chamado para servir de modelo para as brincadeiras eróticas, ao lado de mulheres em trajes sumários na cama onde Monique apresentava o programa.

As brincadeiras de Monique foram consideradas constrangedoras por Toddynho, o apelido com o qual Peixoto era conhecido. Ele alegou também, que a exposição acabou interferindo no relacionamento com sua mulher, também evangélica, que não gostou nada de ver o marido em rede nacional de TV naquela situação.

Não bastasse isso, Toddynho conta que a apresentadora costumava explicar o sentido de seu apelido, Toddynho : “Ele é marronzinho e tem um canudinho pequenininho”, dizia com a malícia que caracterizava o programa.

Em sua defesa, a emissora de televisão argumentou que o câmera já tinha o apelido antes mesmo de começar a participar do programa e que nunca se mostrou incomodado com isso. Claro, o apelido não é auto-explicativo.

Mesmo assim, por maioria de votos, a 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (São Paulo) considerou que houve sim constrangimento público, daí a necessidade de indenização por danos morais. Tanto o pedido da RedeTV para descaracterizar o dano moral como o de Toddynho para aumentar o valor foram negados pelo tribunal.

A emissora ainda terá de pagar para o ex-funcionário férias devidas e horas extras, além de multa pelo atraso do pagamento das verbas rescisórias e por litigância de má-fé, por retardar o pagamento das verbas.

Fonte: Último Segundo

Morador acusa padre de irregularidades em Igreja e denuncia ao MP

O morador da Zona Leste de Porto Velho, Mário de Oliveira protocolou denúncia junto ao Ministério Público de Rondônia, acusando o Padre Inocenzo Mângano, pároco da Igreja São Tiago Maior Apóstolo, de uma série de irregularidades na administração da paróquia.

Segundo o morador, a igreja que é um símbolo na região, é um antro de aproveitadores e criminosos, devido ao grande numero de irregularidades. Ele explica que a escola de ensino básico Lar de Nazaré, que a Igreja possui, apesar de receber verbas através de um convênio com a Secretaria Municipal de Educação, e de mais um país estrangeiro, o padre não diria que todas as crianças pagam taxa para estudarem, e que se ocorrer o atraso do pagamento das mensalidades, os pais seriam humilhados, maioria deles de pouca renda.

Na denúncia ao MP, Mário de Oliveira diz que a Paróquia nunca teria prestado conta à comunidade da zona leste, pois alegam que toda a prestação é realizada diretamente Diocese de Porto Velho, não sabendo, porém a comunidade que haveria um esquema de notas frias realizada pelo tesoureiro da igreja, para preencher os chamados “furos” na arrecadação da igreja. Nas prestações de contas à população, nunca apresentariam documentos, apenas as informações seriam passadas oralmente por um homem de confiança do padre.

De acordo com o reclamante, já estaria sendo realizado o terceiro arraial consecutivo, e ninguém saberia quanto foi gasto, os lucros, e nem quanto a paróquia arrecada com os dízimos dos fiéis, dinheiro que os próprios moradores depositam, esperando um investimento na igreja, e quando pedem explicações, sempre alegam falta de dinheiro, sendo que a lucro das festas juninas realizadas são sempre em torno de R$40 mil.

Segundo a acusação, a paróquia receberia ainda cestas básicas de infratores, com o cadastramento no sistema de penas alternativas da justiça, mas nunca repassaria à comunidade carente. Quando repassadas seriam fracionadas, nunca sendo passadas por completo.

Oliveira afirma que o padre da paróquia estaria envolvido em um grande esquema de lavagem de dinheiro, já que ele diria que grande quantidade de bens que possui não são da paróquia, e sim particular. Entre eles estaria um imóvel no valor de R$ 120 mil, um terreno avaliado em R$ 30 mil e um sítio na bairro Jardim Santana, que segundo declarações de pessoas próximas ao padre, possui ainda R$ 1 milhão para investimento. Recentemente, o tesoureiro da paróquia teria adquirido uma casa no valor de R$ 10 mil e ainda um sítio perto de Candeias do Jamari, onde estaria desenvolvendo a criação de alevinos.

Ele destaca que nenhum desses patrimônios estariam no nome da paróquia ou mesmo do padre Enzo, pois também funcionaria o esquema de “laranjas”, onde os próprios assessores passariam como proprietários dos bens. Como não bastasse, Oliveira denuncia também a falta de carteira assinada dos funcionários da paróquia e do descaso com os mesmos, já que mesmo sabendo que um deles, com problemas epiléticos, sofreu acidente no trabalho quando queimavam materiais inutilizados, e na ajuda, o funcionário conhecido como “Marcão”, teria caído na fogueira e teve 80% do corpo queimado. Ao encaminharem a vítima para o Hospital de Base, onde se encontra ainda hoje, o pároco anunciou à comunidade que todas as despesas seriam pagas pela paróquia, o que não seria verdade. O médico constatou que o paciente necessita de um a cirurgia plástica, mas a igreja não estaria disposta a bancar as despesas. “A família do acidentado clama por justiça, mas nenhuma providência foi tomada ainda”, ressalta Oliveira.

No relatório encaminhado ao Ministério Público, Mário afirma ainda que a quadra esportiva construída na época do Chiquilito Erse, que tinha como finalidade tirar a juventude das ruas, está irregular, pois todos que pretendem jogar, teria que pagar por hora de uso, uma taxa de R$ 8 reais de dia e R$ 12,50 no período noturno.

Indignado com a afirmação do próprio padre Enzo, onde ele teria dito que “está saindo da direção da paróquia com a vida feita”, Mário de Oliveira denunciou ao Ministério Público, todas as irregularidades que o pároco estaria cometendo. Onde ele cita ainda que muitos dos “coroinhas” da igreja já passaram na Casa de Detenção.

Fonte: Rondoniagora

Papa diz que homem de hoje vive como se Deus não existisse

O papa Bento XVI disse nesta quarta-feira que no mundo atual alguns se comportam como se o homem fosse “o único responsável por seu próprio destino, como se Deus não existisse”.

O Pontífice, que celebrou a tradicional audiência pública das quartas-feiras na cidade italiana de Castelgandolfo, disse que a sede de verdade e felicidade do coração humano só pode ser preenchida pelo mistério de Deus.

Há homens que vivem “como se nunca fossem morrer ou como se tudo fosse acabar com a morte”, enquanto “só a perspectiva da eternidade pode dar um valor autêntico aos fatos históricos e, sobretudo ao mistério da fragilidade humana, do sofrimento e da morte”, afirmou.

Segundo o papa, as grandes conquistas da tecnologia e da ciência deixam “as perguntas mais profundas do espírito humano sem resposta”.

Bento XVI disse que na terça-feira foi celebrada a festividade que lembra a subida da virgem Maria ao céu. Ele acrescentou que “contemplá-la na glória celeste” permite compreender que “para nós a Terra não é a pátria definitiva” e que se o homem vive “constantemente dirigido para os bens eternos”, um dia compartilhará a glória.

O papa disse ainda que apesar das dificuldades cotidianas, “não devemos perder a serenidade e a paz”.

O Pontífice declarou ainda que a celebração da assunção da virgem Maria “evoca um mistério que afeta cada um de nós”. Disse também que a mãe de Jesus acompanha os passos de todos para ajudar “com sua mão materna, especialmente nas dificuldades diárias e situações de dor ou violência”.

Bento XVI lembrou o padre Roger Schutz, conhecido como irmão Roger, assassinado há um ano, e pediu que seu exemplo ajude “a consolidar o compromisso de paz e solidariedade de todos os que têm o futuro da humanidade no coração”.

O irmão Roger, fundador da comunidade ecumênica de Taizé, na França, foi assassinado em 2005 por uma mulher com problemas psiquiátricos.

Fonte: EFE

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