Pastores evangélicos de vários municípios do Estado estão articulando um encontro de todas as lideranças do segmento em Rondônia para que possam colocar a limpo toda a onda de denúncias que caíram sobre o deputado federal Agnaldo Muniz (PP), candidato que foi escolhido para representar a Assembléia de Deus nas eleições de 2006 para a Câmara Federal.
Agnaldo foi denunciado no final da última semana como um dos membros da nova lista dos parlamentares envolvidos no esquema das Sanguessugas, máfia que atuava na aquisição de ambulâncias através de emendas parlamentares. A nova lista foi publicada pela Revista Veja, em sua edição do último sábado e divulgada na segunda pela CPI dos Sanguessugas. Agnaldo nega, mas as investigações apontam sua participação no esquema.
O pastor Nelson Luchtemberg, presidente da Convenção das Assembléias de Deus do Estado de Rondônia (Cemaderon) também está sofrendo os efeitos do estrago provocado pela denúncia das Sanguessugas.
Sogro
Ele é sogro de Agnaldo Muniz e um dos principais articuladores para a escolha do genro como representante da Assembléia de Deus na Câmara Federal na convenção realizada em maio deste ano em Mirante da Serra. Com certeza, terá muito que ter muito jogo de cintura para demover os pastores da idéia de mudar a representação da Igreja na Câmara Federal nas eleições deste ano.
A lei espanhola sobre o casamento de pessoas do mesmo sexo — promovida pelos socialistas e considerada inconstitucional pelo conservador Partido Popular, de oposição — está gerando uma nova polêmica desde que o prefeito de Madri, do PP, resolveu casar hoje dois militantes gays de seu partido.
Alberto Ruiz Gallardón conseguiu atrair tanto as críticas da Igreja Católica, quanto de setores ligados ao seu partido e mesmo de socialistas (PSOE), que o acusam de celebrar o casamento sem exigir que o PP retire o recurso contra e lei diante do Conselho Constitucional.
— A lei existe e deve ser cumprida — disse Ruiz Gallardón.
O prefeito afirmou que, como já fez com outros casais heterossexuais de seu partido que lhe pediram, oficiará a boda de hoje. Os noivos são Javier Gómez, ativista dos direitos dos homossexuais, e Manuel Ródenas, advogado e responsável pelo Programa de Assessoramento de Gays, Lésbicas e Transexuais da região de Madri, governada pelo PP.
Ruiz Gallardón é considerado um político de centro, pertencente à ala moderada do PP. Ele declarou que sua decisão não geraria nenhum tipo de reprimenda, mas, segundo o jornal “El Pais”, o PP recomendou a seus integrantes que não compareçam ao casamento. O prefeito lembrou ainda que esta não é a primeira união de pessoas do mesmo sexo que autoriza.
Num comunicado, o Arcebispado de Madri criticou a união homossexual e disse que fiéis católicos, incluindo políticos, estavam sujeitos à doutrina da Igreja. O Fórum Espanhol da Família, ligado ao PP, criticou o apoio do prefeito a uma lei “que o próprio partido rechaça”. E o vereador socialista Pedro Zerolo — um dos primeiros a se casar segundo a nova lei— exigiu de Ruiz Gallardón coerência.
A lei foi aprovada no ano passado e desde então mais de 4.500 casais homossexuais — 80% deles do sexo masculino — já se uniram na Espanha.
Dez testemunhas de acusação foram ouvidas ontem no processo que apura três homicídios em Delta, Minas Gerais, tendo o pároco da cidade entre as vítimas.
O autor dos crimes é Marcos Antônio de Jesus Martins, 24 anos, réu confesso nos autos, tendo assumindo que tirou a vida do padre José Carlos Cearense, do braçal Wanderson Luís dos Santos e do pedinte Josimar Nunes Gonçalves.
O padre foi assassinado na madrugada de 9 de maio, enquanto os outros dois foram atacados por Marcos na noite do dia 28 para 29 de abril deste ano.
A motivação do crime seria a mesma nos três casos. Como o próprio autor vem sustentando, ele teria feito um pacto com o diabo para matar sete pessoas, das quais também deveria beber o sangue.
Na audiência de ontem, na 1ª Vara Criminal, cinco das dez testemunhas arroladas nada souberam informar ao juiz Ricardo Cavalcante Motta. Manoel Araújo Carneiro, Maria de Lourdes Pereira Carneiro, Júlio Lopes dos Santos, Camila Chagas e Maria Aparecida dos Santos se limitaram a informar que nada sabiam informar, testemunhando apenas o momento em que a polícia encontrou o corpo do padre Cearense.
Nos depoimentos, algumas testemunhas fizeram menção a comentário geral na cidade quanto ao comportamento do padre na intimidade, inclusive recebendo pessoas na casa paroquial “altas horas da noite”, como afirmaram a dona-de-casa Elisângela Lucas Ávila Santos e o comerciante Lucinélio Silva.
Diferente do alegado pelo réu quando de seu interrogatório, o comerciante Rubens Gonçalves dos Reis, dono de um bar em Delta, disse que Marcos costumava beber em seu estabelecimento, mas não ficava agressivo e “nunca se mostrou como doido”. Segundo ele, o réu se comportava normalmente, sorrindo e bebendo, sem nada que realçasse um comportamento estranho.
Ainda conforme o comerciante Rubens, antes do assassinato do padre e depois da morte das duas primeiras vítimas, o réu esteve no bar, se mostrando “meio aflito”. Mesmo assim, bebeu catuaba e conhaque. Numa das vezes chegou a pedir caldo de mocotó, ficando bravo pela demora, enquanto o alimento era aquecido.
O pastor que acompanhou o réu na apresentação na delegacia de polícia. Paulo Henrique Ferreira, 37 anos, identificou-se como operador de máquinas. Ele confirmou que Marcos confessou os crimes espontaneamente, sem qualquer tipo de pressão do delegado Heli Andrade. Já o PM José Antônio de Matos, que trabalhou nas diligências para apuração dos fatos, descreveu o réu como pessoa fria e calculista.
Nova audiência será marcada, desta vez para ouvir testemunhas de defesa. Marcus continua preso na cadeia do Parque das Américas, sem qualquer chance de livrar-se da prisão.
O senador evangélico Magno Malta (PL-ES), acusado pelo empresário Luiz Antônio Vedoin de receber um veículo como forma de pagamento pela apresentação de emendas para aquisição de ambulâncias a preço superfaturado, incluiu 14 emendas ao Orçamento da União, de 2002 a 2005, para “ações passíveis de serem utilizadas para aquisição de unidades móveis de saúde (ambulâncias)”, como descreve a página do Senado na internet.
As inclusões ao orçamento feitas pelo senador voltadas para a saúde totalizaram R$ 2,155 milhões. Entre as ações listadas há algumas genéricas, como, por exemplo, “estruturação do serviço de urgência e emergência do Hospital Evangélico” ou “implantação, aparelhamento e adequação de unidade de saúde”. Uma, no entanto, é clara no objetivo: “aquisição de unidade móvel de saúde”, o que os técnicos classificam de ambulância.
A emenda para a compra do equipamento, no valor de R$ 75 mil, foi feita no Orçamento de 2003 e tinha como destinatária a prefeitura de Pinheiros, no Espírito Santo. A verba autorizada foi de R$ 59 mil, mas, no fim, acabou não sendo liberada.
De acordo com a denúncia de Vedoin, Malta recebeu um Fiat Ducato para atuar em favor da Planam. No entanto, ainda segundo depoimento do empresário, o senador não teria cumprido o acerto.
As emendas de Malta na área da saúde contemplaram municípios como Cachoeiro do Itapemirim (R$ 600 mil), Muniz Freire (R$ 50 mil), Vila Velha (R$ 150 mil), Pinheiros (R$ 444,9 mil), Jaguaré (R$ 50 mil), São José do Calçado (R$ 260 mil), Vitória (R$ 200 mil), Divino do São Lourenço (R$ 100 mil) e Baixo Guandu (R$ 300 mil).
A assessoria de imprensa de Malta negou que ele tenha feito emendas em favor das empresas de Vedoin e até mesmo para a compra de ambulâncias. Sobre o carro, informou que o senador usou um veículo, de setembro de 2003 a julho de 2005, que teria sido emprestado pelo deputado Lino Rossi (PP-MT).
A assessoria informou, ainda, que das emendas apresentadas pelo senador na área da saúde apenas cinco foram contempladas pelo governo federal e nenhuma delas foi para a compra de veículos. No total, segundo a assessoria de imprensa de Malta, os recursos liberados atingiram a soma de R$ 383,7 mil. “Volto a informar que nos dois mandatos, de deputado federal e de senador, jamais dirigi emendas especificamente para ambulâncias. Tampouco tive emendas para a área de Ciência e Tecnologia pagas, e não fiz emendas para o setor de Comunicações”, diz a nota.
Nota à imprensa
O senador evangélico Magno Malta publicou um nota à imprensa falando sobre as novas acusações contra ele. Confira a íntegra da nota abaixo:
Diante de novas declarações publicadas pela imprensa, mais uma vez me vejo no dever de informar que todo e qualquer tipo de acusação contra a minha pessoa, aventando a possibilidade de uma ligação com o esquema de fraudes para aquisição de ambulâncias, a partir de emendas ao Orçamento, é improcedente, caluniosa e sem a menor possibilidade de respaldo, diante do que venho a expor abaixo:
1- Reafirmo que nunca, em tempo algum, durante meus mandatos de deputado federal e de senador tive qualquer tipo de contato, relação ou mesmo conversa com os empresários, funcionários, ou pessoa ligada a Planam, ou mesmo à família Vedoim.
2- Nunca ganhei ou me foi ofertado qualquer carro pela família Vedoin ou qualquer funcionário da empresa Planam.
3- Todos os veículos em meu nome e em nome de meus familiares têm procedência legítima, e estão devidamente registrados e declarados à Receita Federal.
4- Parece-me um tanto absurdo que mafiosos, que comprovadamente agiram de forma espúria, subtraindo o dinheiro público através de licitações fraudulentas, incorram no erro de “dar” um veículo para um parlamentar em troca de uma possível alocação de emenda, conforme o suposto depoimento do sr. Vedoim.
5- Volto a informar que não tive emendas para ambulâncias pagas nos meus mandatos de deputado federal e de senador. Também não tive emendas para a área de Ciência e Tecnologia pagas, e não fiz emendas para a área de Comunicações.
6- Mantenho a convicção de que não tenho do que me defender. Afinal, trata-se de uma acusação infundada e sem a menor possibilidade de fundo verídico. Todos os meus sigilos estão à disposição da Justiça Federal, do Ministério Público e da Polícia Federal.
7- Da mesma forma, constituí advogado para acompanhar esse caso de perto, para que possa ter mais informações sobre a origem dessas ilações.
Fica claro, portanto, que essas “denúncias” têm o propósito único de denegrir minha imagem e macular uma história de combate ao crime organizado e ao narcotráfico no país. Estranho o fato de tudo isso acontecer em um momento em que me encontro fora do País, em atividade parlamentar, representando o Congresso Nacional. Não vou deixar impunes esses que torcem pela criminalidade. Ao contrário, tomarei todas as providências para que os fatos sejam esclarecidos. E mais: vou me empenhar pessoalmente, ainda com mais afinco, para que esses que participaram, de uma forma ou de outra, desse esquema ilícito tenham a punição legal mais severa.
Magno Malta
Senador da República
Fonte: Estadão e site do senador Magno Malta (www.magnomalta.com.br)
O pastor Ricardo Luiz Duarte, de 43 anos, foi preso ontem, após ser surpreendido pelo pai de uma menina de seis anos, que estava sem calcinha e sendo bolinada sexualmente pelo pastor, em sua casa, no bairro Portão do Rosa, em São Gonçalo.
Ricardo, que é da Igreja Assembléia de Deus daquele bairro, fugiu, mas foi localizado escondido no quintal de casa, perto da residência dele, por PMs que foram chamados pelo pai da criança.
Ricardo foi levado para a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher – Deam – de São Gonçalo, onde a delegada titular Aparecida Mallet, após ouvir o relato da menina e do pai, autuou em flagrante o pastor por atentado violento ao pudor. A criança disse à delegada que o “tio Ricardo” já tinha feito carícias nela várias vezes.
De acordo com a delegada, o pai da menina disse que estava estranhando o comportamento da filha que andava muito arredia e em uma determinada ocasião comentou que o “ tio Ricardo” pedia para que ela arrumasse a casa dele. Ainda segundo o pai, inicialmente, não desconfiou que tal crime estivesse acontecendo, porque sua filha brincava com as filhas do pastor, da mesma faixa etária.
O pai da menor relatou também que quando saía de sua casa pela manhã, viu Ricardo chamar sua filha, e em seguida foi até a porta dos fundos da casa do pastor, quando ouviu ele dizer para a menina tirar a calcinha e sentar no seu colo.
O pai da menina invadiu a casa de Ricardo, que fugiu. A polícia militar foi chamada. O pastor foi localizado e levando para a Deam de São Gonçalo.
A Igreja Católica denunciou nesta quinta-feira que pelo menos 5 milhões de colombianos passam fome e que a falta de comida afeta especialmente para a população infantil, ao anunciar o início de uma campanha em conjunto com as Nações Unidas para combater o drama.
“Queremos chamar atenção para o fato de que pelo menos 5 milhões de colombianos vão dormir todos os dias com fome”, disse o diretor da Pastoral Social da Igreja Católica, monsenhor Héctor Fabio Henao.
Ele acrescentou que pelo menos “33% dos menores de 4 anos, 1,3 milhão de crianças, sofrem de anemia aguda”. “Podemos dizer que o país está sacrificando seu futuro, pois cada criança que cresce nestas condições será um adulto com limitações”, acrescentou Henao.
“É preciso fazer um forte apelo à consciência dos colombianos sobre sua realidade social e o que podemos fazer para evitar que este drama continue aumentando”, disse Henao, ao citar números do Instituto Colombiano de Bem-estar Familiar (federal) e do Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU.
Segundo estes números, “temos 6 a 7 milhões de pessoas a mais com riscos de cair em situação de fome”, alertou, afirmando que o problema afeta especialmente as crianças e a população deslocada por causa da guerrilha.
Henao disse que junto com o PMA foi iniciada uma campanha para distribuir em cinco regiões do país um total de 5.621 toneladas de alimentos para as famílias mais afetadas.
Ele destacou que o problema da fome está estreitamente vinculado na Colômbia com o fenômeno do deslocamento causado pela violência e pela pobreza que afeta quase a metade dos 41,7 milhões de habitantes do país.
Só na capital colombiana, 8% de seus sete milhões de habitantes são afetados pela fome e a prefeitura da cidade criou um programa para atender 263.000 pessoas com refeitórios comunitários.
O relatório sobre a fome na Colômbia foi divulgado no âmbito da assembléia anual da Conferência Episcopal Colombiana, na qual os 90 bispos do país se reúnem para fazer um pronunciamento sobre a situação do país e que deve ser encerrada nesta sexta-feira.
O presidente da Bolívia, Evo Morales, denunciou na quinta-feira que os protestos de setores da Igreja Católica contra um projeto de reforma educacional são “manipulados” por “grupos da oligarquia” que tentam desgastar o seu governo de esquerda.
Mas as mudanças na educação, bem como as transformações políticas e econômicas iniciadas com a posse, em janeiro, de um indígena pela primeira vez na presidência boliviana, continuarão avançando por causa do grande apoio popular, disse Morales à TV Reuters.
“A Igreja não pode ser um instrumento de grupos oligárquicos que, historicamente, fizeram tanto dano ao país. Só peço isso,” disse Morales, que costuma se declarar católico e, ao mesmo tempo, praticante de ritos andinos tradicionais. O distanciamento entre governo e Igreja surgiu devido à posição anticlerical apoiada pelo ministro da Educação, Félix Patzi, quem chamou de “mentirosos” e “oligarcas” os bispos que criticam o projeto que elimina o ensino religioso nas escolas.
Apesar de uma recente promessa de Morales de manter a religião no currículo escolar, o bispo de Pando, na Amazônia boliviana, Luis Casey, pediu na quarta-feira a demissão de Patzi. Em Santa Cruz, ao leste do país, milhares de pais e alunos realizaram um protesto contra o governo.
“Estão tentando usar o tema da religião para desgastar o governo que, finalmente, está com o povo. Tentam manipular e usar a juventude nessas mobilizações,” acrescentou Morales, que prometeu buscar consenso sobre a reforma educacional.
“Não está em debate, a fé religiosa não está em discussão, mas parece que o debate é sobre o poder da Igreja Católica,” afirmou.
Em uma posterior declaração a jornalistas, Morales disse ver muitas afinidades entre o governo e a cúpula católica sobre a liberdade religiosa e afirmou confiar no estabelecimento de um diálogo “o antes possível.”
“Estamos dispostos a escutar. Antes os bispos eram mediadores, agora acho que vamos entrar na mediação”, acrescentou o presidente, que dois dias antes deu forte respaldo a Patzi e chamou alguns bispos –que ele não identificou– de “inquisidores”. A Igreja respondeu com um cauteloso apelo ao diálogo “sem insultos.”
Os atritos entre o governo e a Igreja monopolizam a atenção da imprensa local quando faltam menos de duas semanas para a posse de uma Assembléia Constituinte, dominada pelo oficialismo, com a qual Morales pretende “refundar” o país.
A atual Constituição diz que o Estado boliviano “reconhece e sustenta” a religião católica, embora admita a liberdade de culto. A Conferência Episcopal boliviana disse que aceitaria o fim desse reconhecimento oficial desde que não se restrinjam as práticas religiosas nem se proíba o ensino do catolicismo e de outras religiões nas escolas.
A Constituinte, que segundo Morales deve garantir a participação plena dos povos indígenas na vida do Estado e consolidar as reformas econômicas, como a nacionalização do gás, toma posse no dia 6 de agosto, data da independência do país.
Kathleen McGowan, escritora americana que afirma ser descendente da união entre Jesus e Maria Madalena, lançou no último dia 25 um livro chamado “The Expected One” (A aguardada). A primeira edição sairá com 250.000 cópias.
McGowan, que é casada e tem três filhos, afirma que seu livro foi escrito muito antes da obra “O Código da Vinci”, de Dan Bronw. Em “The Expected One”, a personagem tem visões de Maria Madalena e descobre que é descendente de Maria e Jesus. A escritora diz que, para nomear sua obra, inspirou-se numa antiga profecia que fala de uma mulher escolhida pela divina providência para trazer a verdadeira história da vida de Maria Madalena ao mundo.
Formada em jornalismo, ela conta que sua primeira visão de Maria Madalena aconteceu durante uma visita a Jerusalém, em 1997. Kathleen conta que sentiu uma vertigem e viu uma luz muito forte. Em seguida, viu Madalena cercada por uma multidão irada, seguindo em direção ao monte onde Jesus foi crucificado.
Kathleen afirma que, além das visões, possui provas de sua ligação sanguínea, pois diz que sua família é ligada à antiga linhagem francesa que traça suas raízes a descendentes de Jesus e Maria Madalena.
Apesar de o relatório de uma equipe representante da minoria nacional confirmar a violência contra os cristãos em Madhya Pradesh, o governo do Estado aprovou, em 25 de julho, uma emenda que torna mais rígida a lei anticonversão, que aumentou a perseguição aos cristãos.
A emenda, apresentada à Assembléia em 21 de julho, exige que clérigos e “potenciais convertidos” notifiquem as autoridades da intenção de mudar de religião um mês antes da “cerimônia de conversão”. Na forma atual, o Ato de Liberdade Religiosa de 1968 exige que a notificação seja enviada à magistratura distrital no prazo de sete dias depois da conversão.
A informação antecipada deve trazer o nome e endereço da pessoa que se converte, além da data e local da cerimônia de conversão. A partir daí, as autoridades decidem se a conversão foi “forçada” ou aconteceu “por aliciamento”.
A penalidade por deixar de notificar à administração é de até um ano de prisão ou multa de até mil rúpias (21 dólares), ou ambas.
Aprovação controversa
Apresentada pelo ministro do Interior Nagendra Singh, a emenda foi aprovada por aclamação, sem ser discutida, em meio ao tumulto na Assembléia provocado por membros oposicionistas do Partido do Congresso, segundo informou a agência de notícias Indo-Asian. A emenda precisa ser assinada pelo governador antes de se tornar lei.
“Isso viola o direito fundamental das pessoas, já que o governo é que passa a decidir se uma pessoa pode se converter ou não”, declarou Indira Iyengar, membro da Comissão de Minorias de Madhya Pradesh.
Ela questionou a necessidade da emenda. “Apesar do fato de numerosos casos terem sido registrados contra os cristãos sob acusações de conversão, ninguém foi condenado por uma corte”, ela disse. “Dá impressão de que isso serve para dar aos fundamentalistas uma ferramenta para agredir os cristãos”.
O partido Bharatiya Janata (BJP), ligado aos extremistas hindus, tem maioria na assembléia estadual.
Conivência da polícia
Defensores da emenda disseram que ela era necessária porque a lei atual não exige a notificação antecipada, essencial para prevenir conversão por força, indução ou fraude.
Eles também citaram reportagens sobre conversões de povos tribais, principalmente ao cristianismo, e o freqüente confronto entre missionários e “ativistas hindus” como evidência da necessidade da legislação.
Frequentemente os extremistas hindus invocaram a lei estadual “anticonversão” como um meio de incitar as multidões contra cristãos ou para prendê-los sem provas. Dois membros da Comissão Nacional para as Minorias, Harcharan Singh Josh e Lama Chosphel Zotpa, visitaram Madhya Pradesh e o Estado vizinho de Chattisgarh, de 13 a 18 de junho, para investigar relatos dos crescentes incidentes de violência anticristã.
“Obviamente, a vida dos cristãos se tornou horrível nas mãos dos vilões em conivência com a polícia”, registrou a comissão em seu relatório. “Existem alegações de que quando as atrocidades contra os cristãos são cometidas por esses elementos, a polícia permanece como mera espectadora e, em certos casos, sequer registra os boletins de ocorrência”.
Desapontamento
Em alusão à lei anticonversão, o relatório recomendou que “em um país secular como a Índia, o direito fundamental de professar e praticar uma religião não deve ser desrespeitado”.
O relatório concluiu que se nenhuma ação severa for tomada contra os “responsáveis pela desarmonia religiosa e se suas atividades não forem cortadas pela raiz, isso acarretará uma conseqüência adversa para as minorias”.
Entre outros incidentes de cristãos presos sob a lei anticonversão, em outubro passado um trabalhador cristão foi preso em Indore, Madhya Pradesh, depois que membros do Dharma Raksha Samiti (DRS ou Comitê de Proteção Religiosa), um grupo extremista hindu, cercou a delegacia de Heera Nagar protestando contra “conversões”. John, que administrava três escolas para crianças, foi acusado de converter 11 crianças, com idades entre 5 e 10 anos, apesar de nenhuma delas ter se convertido ao cristianismo ou reclamado de tentativa de conversão. (Leia essa notícia aqui.)
O ministro chefe Shivraj Singh Chouhan, entretanto, negou que os cristãos enfrentem perseguição no Estado. “Não há importunação; a justiça é feita a todos. Não há discriminação no campo religioso ou público”, ele declarou à agência Indo-Asian, em 23 de julho.
No debate que surgiu depois da introdução da emenda, a Comunidade Evangélica da Índia resumiu seu desapontamento com os oponentes da legislação.
“Enquanto existe a necessidade de providenciar proteção à comunidade em meio à crescente violência anticristã, o governo do Estado, em vez disso, prefere tornar a lei anticonversão mais severa”, declarou a organização em um pronunciamento em 22 de julho. “Isso é claramente uma interferência da administração no direito das pessoas de escolher sua religião”.
Os bispos europeus se insurgem: “A instrumentalização dos embriões humanos para fins de pesquisa, ou seja, para a sua destruição, não é aceitável.”
O bispo de Roterdã, Dom Adrianus Herman van Luyn, e Mons. Noel Treanor, respectivamente presidente e secretário-geral da Comissão dos Episcopados da União Européia (COMECE), fizeram um apelo, em nome das 34 conferências episcopais européias, à opinião pública, para que esteja atenta ao texto do sétimo programa de pesquisa submetido, na última segunda-feira, ao Conselho de Ministros da União Européia.
“A gravidade da decisão tomada nos obriga a sublinhar, uma vez mais, as implicações éticas, sociais e bioéticas desse debate, para a Europa do futuro” _ afirmam.
Numa nota, os bispos europeus convidam os católicos a tomar consciência do desafio antropológico que se insere nesse debate. “Um desafio _ acrescentam os bispos _ que implica a defesa da dignidade humana.”
Os bispos sublinham que “o embrião humano tratado como um objeto de pesquisa não é compatível com o respeito à dignidade humana” e que este é um aspecto “não aceitável” no âmbito dessa questão.