Bispos católicos chilenos afirmaram que nem o Estado nem ninguém pode ter exclusividade sobre a educação dos mais pobres e que a superação da pobreza depende da qualidade da educação no país.
O Comitê Permanente do Episcopado pediu que se garanta por lei um sistema educacional plural, de boa qualidade, acessível a todos os chilenos e de acordo com os princípios morais e religiosos de cada pessoa.
A Igreja Católica interveio no debate educacional iniciado no Chile após milhares de estudantes do ensino médio se mobilizarem com protestos nas ruas e ocupações de escolas em todo o país para exigir uma educação de melhor qualidade.
A presidente Michelle Bachelet conseguiu deter os protestos estudantis, criando uma ampla comissão governamental com participação de todos os segmentos da sociedade que proporá as medidas de fundo para a reforma da educação.
“A qualidade de vida, a superação da pobreza, o nível cultural e a nobreza das relações humanas de um povo dependem da qualidade da educação”, disseram os bispos. Segundo os religiosos, a tarefa de educar deve ser sempre considerada como um serviço público inestimável, mas a mesma não pode ser exclusividade de nenhum setor.
“A nenhum setor educacional, nem sequer ao próprio Estado, pode ser outorgada a faculdade de conceder o privilégio e a exclusividade da educação dos mais pobres”, afirmaram os bispos.
De acordo com os religiosos, o Estado não só deve garantir a educação a todos os chilenos, mas também deve zelar para que esta seja plural, de boa qualidade, em concordância com a realidade de cada pessoa e respeitando seus princípios morais e religiosos.
Uma procuradoria da província na cidade de Shymkent, no centro regional da região sul do Cazaquistão, está tentando fechar totalmente uma faculdade teológica protestante local, argüindo que ela está ilegal, já que não tem uma licença do Ministério da Educação.
A procuradoria da província Enbekshin, de Shymkent, submeteu uma peça processual para a corte da província no início de julho exigindo o fechamento do Seminário Elim, mesmo se ele tiver tal licença.
A tentativa de fechamento do seminário vem em meio a uma crescente opressão sobre atividade religiosa, sem a aprovação do Estado. Líderes de congregações batistas que se recusaram a registrar, desde o início, estão enfrentando multas cada vez maiores. Houve também recentemente um boicote e uma campanha na mídia contra uma igreja não-registrada e uma comunidade Hare Krishna.
Um protestante que vive em Shymkent disse que a mesma procuradoria tentou fechar o Seminário Elim no ano passado, com os mesmos motivos. Ela lançou uma campanha simultânea contra o seminário na imprensa local. Contudo, nessa ocasião a corte da província de Enbekshin considerou que a queixa era sem fundamento, já que a lei não exigia uma licença do Ministério da Educação para ensinar em instituições religiosas.
Isto é parte de uma hostilidade estatal mais ampla contra a religião e a educação. O Ministério da Educação previamente ordenou que escolas impedissem as crianças de participar de todas as comunidades religiosas, assim como solicitou “trabalho educacional” obrigatório com crianças que desobedecerem esta proibição.
Um protestante local, que preferiu não ser identificado, contou à agência de notícias Forum 18 que em maio de 2006, “o governo emitiu um decreto solicitando que o ensino em instituições religiosas também tivesse uma licença do Ministério da Educação”.
O protestante contou que, quando soube disso, o seminário imediatamente parou de ensinar os alunos e apresentou seus documentos para obter licença do Ministério da Educação. “Então, o processo da procuradoria é um absurdo: o seminário agora não está engajado no ensino e está esperando pela decisão do Ministro da Educação”. A fonte de Forum 18 acredita que, na realidade, a procuradoria está agindo em nome das autoridades regionais, que está alarmada com o crescimento nos números de cristãos protestantes na região.
O procurador-geral da província de Enbekshin, da cidade de Shymkent, insiste que foi guiado somente pela lei. “É uma mentira que o seminário parou de ensinar os estudantes”, disse Erzhan Ezaliev. “Segundo a nossa informação, há no momento seis alunos estudando lá. Pessoalmente, eu sou neutro em relação aos protestantes. Entretanto, a lei é a mesma para todos”.
A tentativa de fechar totalmente o Seminário Shymkent é um resultado do endurecimento da política religiosa do governo cazaque. Em julho de 2005, o presidente Nursultan Nazarbayev aprovou emendas de “segurança nacional”, que acrescentaram à lei um Artigo sobre religião, tornando o registro obrigatório. O Código de Ofensas Administrativas também teve emendas na adição de novas provisões que punem a atividade religiosa não-registrada. Este conjunto de mudanças legais foi um sinal do desejo do governo de aumentar nitidamente os controles sobre as atividades das comunidades religiosas.
Depois destas alterações, houve um abrupto aumento nas multas aplicadas sobre os membros do Conselho das Igrejas Batistas, que se recusaram a registrar suas congregações por questões de princípio. Eles consideram tais registros como “pecaminosos”. Já faz um ano que as multas impostas pelas cortes aos membros batistas raramente excediam a 109 dólares. Mas, recentemente elas têm aumentado dramaticamente.
Em 27 de junho, a corte administrativa da província de Zyryanovsk, leste do Cazaquistão, condenou o pastor batista Igor Prokopenko, com base no artigo 374-1 do Código de Ofensas Administrativas, que pune a liderança e a participação na atividade de uma comunidade religiosa não-registrada. A corte percebeu que ele não cumprira uma ordem de 2002 que bania a atividade da igreja. Ele foi multado em 870 dólares.
No mesmo dia, a corte também condenou um membro da congregação, Shevel, com uma multa de 435 dólares americanos.
A multa sobre Igor se iguala à multa recorde imposta em maio sobre um outro pastor batista, Yaroslav Senyushkevich, que lidera uma congregação na capital Astana.
A média do salário da população é estimada em 260 dólares.
Líderes religiosos lamentaram a decisão do 18° Concílio Geral da Igreja Metodista de se retirar de organismos ecumênicos que tenham a presença da Igreja Católica e de grupos não-cristãos. O momento é de “profunda indignação e tristeza”, disse o bispo Adriel de Souza Maia (foto), presidente do CONIC.
A medida tira os metodistas do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) e da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE).
O momento é de “profunda indignação e tristeza”, disse para a ALC o presidente do CONIC, bispo Adriel de Souza Maia (foto), que foi reeleito para o Colégio Episcopal da Igreja Metodista no 18° Concílio, reunido de 10 a 16 de julho na cidade capixaba de Aracruz. “Vivemos um momento de grande retrocesso”, agregou.
Na medida em que a Igreja Metodista decide se retirar de organismos ecumênicos, também o bispo está excluído dessa comunhão. A leitura é do bispo Adriel de Souza Maia, que não saberia dizer, hoje, se ainda é presidente do CONIC.
“Tem que ser feita uma profunda avaliação do caso sob o ponto de vista jurídico”, admitiu. Também estaria nessa condição o secretário executivo do organismo, pastor Western Clay Peixoto.
Embora tenha destacado que a CESE não recebeu qualquer comunicado oficial da Igreja Metodista anunciando a decisão conciliar, a secretária executiva do organismo de serviço, pesquisadora Eliana Rollemberg, afirmou que a medida é preocupante e “entra na contramão da história do ecumenismo”.
Rollemberg disse que a decisão da Igreja Metodista do Brasil é um passo atrás e tem conseqüências para o ecumenismo mundial. Ela reportou-se à IX Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), reunida em fevereiro deste ano em Porto Alegre, e que contou com a participação da Igreja Católica inclusive no comitê organizador local e nacional do evento. O CMI vem dando passos importantes no diálogo com os católicos, frisou.
Em carta dirigida, ontem, à Igreja Metodista, o pastor presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e moderador do CMI, Walter Altmann, disse que, embora a decisão conciliar deva ser respeitada integralmente, tomada de acordo com a convicção majoritária dos conciliares, a notícia “entristeceu profundamente o nosso coração”.
Altmann expressou o agradecimento da IECLB à “rica contribuição da Igreja Metodista para a prática eclesial e ecumênica em nosso país”. Frisou que uma das características primordiais dos metodistas mundo afora tem sido a conjugação de evangelização e compromisso social.
Num contexto de difíceis e lentos avanços, a decisão do Concílio de Aracruz representa um “forte baque no movimento ecumênico no Brasil, que assim enfrenta um desafio adicional em sua caminhada muitas vezes espinhosa, mas sempre necessária”, arrolou o pastor presidente da IECLB.
Falando em nome pessoal, o assessor do setor de Ecumenismo e Diálogo Religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre José Bizon, declarou que a medida representa um retrocesso para uma igreja, como a metodista, que tem uma caminhada ecumênica. “A gente fica perplexo e dói o coração de ouvir uma decisão dessas, quando o mundo se abre ao diálogo”, assinalou.
A decisão do Concílio de Aracruz é lamentável, pois vai contra os princípios doutrinários e pastorais da Igreja Metodista, argumentou o secretário executivo do CONIC, Clay Peixoto. “Foi uma decisão política”, acrescentou, referindo-se ao crescimento do movimento carismático de corte sectário e fundamentalista na Igreja Metodista brasileira.
O bispo Adriel de Souza Maia lembrou a carta pastoral que o Colégio Episcopal remeteu ao 18. Concílio, na qual destacou a caminhada ecumênica da Igreja Metodista desde John Wesley, seu fundador, até os dias de hoje, reafirmando a importância do envolvimento dos metodistas em organismos que lutam em favor da vida.
Mas o apelo dos bispos não encontrou eco no Concílio, que aprovou, em debate iniciado na noite de sexta-feira, 14, avançando madrugada adentro, a retirada da Igreja Metodista de organismos ecumênicos por 79 votos a favor, 50 contra e quatro abstenções. “No afã de olhar para a Igreja Católica não avaliaram o prejuízo que o movimento neopentecostal provoca em nossas igrejas”, lastimou Souza Maia.
A realidade exige cada vez mais uma ação unitária das igrejas, frisou Eliana Rollemberg. “Talvez a realidade acabe nos educando a respeito da atuação conjunta”, disse.
Para Souza Maia, o momento é de parar, reavaliar tudo e redesenhar o momento sem perder a visão do futuro. “Deus e Jesus Cristo vão além dos dogmas. A instituição não pode embaçar o movimento do Espírito na Igreja”, afiançou.
O excesso de confiança derrubou o Brasil. A avaliação é de alguém que viveu diariamente os bastidores da campanha brasileira na Copa do Mundo da Alemanha.
Convidado pelos Atletas de Cristo da equipe para exercer a função de “treinador espiritual”, o pastor Anselmo José Richardt Alves, da 1.ª Igreja Batista de Curitiba, acompanhou todos os passos da equipe de Carlos Alberto Parreira no Mundial. E, após a decepção, não vê outra explicação para o insucesso dos favoritos ao título.
Mas que fique bem claro, não se tratou de salto alto, tido pela torcida como o maior pecado de uma seleção recheada de atletas consagrados e milionários. “Eu sentia que todos sabiam das dificuldades. Além do mais, eles (os jogadores do Brasil) eram os campeões mundiais, da Copa América, da Copa das Confederações e das Eliminatórias. A confiança foi natural”, explicou pastor Anselmo, 47 anos, que viajou e assistiu a todos os jogos bancado pela Associação Missionária de Capelania e Discipulado a Esportistas (Amcades), mantida pelo zagueiro Lúcio. O mesmo trabalho Anselmo já havia realizado na Copa do Japão e da Coréia do Sul, em 2002.
Para o religioso, o problema que ocasionou a desclassificação nas quartas-de-final contra a França é típico do jogador brasileiro. “Eles imaginam que podem resolver a qualquer momento, que quando a partida ficasse apertada dariam um jeito. Mas não foi o que aconteceu, e nem sempre isso é possível”, disse pastor Anselmo, que descartou uma possível falta de união no grupo, supostamente dividido entre os festeiros e os evangélicos.
Perguntado se foi o caso específico dos dois Ronaldos – ambos não participavam das reuniões, que contavam com Lúcio, Kaká, Gilberto, Cicinho, Luisão, Cris, Gilberto, Zé Roberto e até o preparador físico Moraci Sant’Anna – o missionário paranaense não confirmou. “Não creio que o Ronaldo e o Ronaldinho Gaúcho tenham sido os maiores exemplos. Aconteceu na seleção como um todo”.
Outro ponto que despertou polêmica foi a reação dos atletas após o apito final do árbitro espanhol Luiz Medina Cantalejo, que decretou o fim do sonho de bordar a sexta estrela na camisa amarela. Enquanto Cafu, Roberto Carlos, Ronaldo, Robinho e Ronaldinho Gaúcho pareciam indiferentes, Lúcio, Zé Roberto e Gilberto Silva quase desabaram no gramado.
Curiosamente, exceto pelo volante do Arsenal, dois assíduos freqüentadores dos encontros espirituais. “Eu creio que eles sentiram mais pelo fato de não terem apenas o compromisso com o treinador. Eles queriam agradar não só ao Parreira, mas ao treinador dos treinadores: Jesus”, apontou o pastor.
O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) somou sua voz à demanda internacional para o cessar imediato dos confrontos no Oriente Médio, pela garantia de proteção aos civis e pelo abandono da retórica da guerra.
“O CMI insta com firmeza todas as partes para que detenham e revertam a escalada do conflito e que se abstenham de todo uso da retórica belicista”, afirmou o secretário geral do CMI, pastor Dr. Samuel Kobia, em declaração difundida no dia 13 de julho.
A petição do CMI une-se aos chamados de todo o mundo após os ataques militares de forças israelenses sobre alvos libaneses em represália ao seqüestro de dois soldados, perpetrado pela guerrilha do Hezbolah, e depois de ataques às forças armadas, a cidades israelenses e na Faixa de Gaza.
“Insistimos na necessidade de que todas as partes se comprometam em proteger os civis – libaneses, palestinos e israelenses – de acordo com as normas internacionais. Pedimos pelo fim das ações violentas, condenamos a destruição de estradas, pontes, pistas de aterrissagem e o bloqueio ao Líbano por mar”.
Segundo o CMI, a aplicação do direito internacional é “a alternativa inevitável ao reiterado ciclo de invasões, ocupações, contra-ataques violentos e inércia internacional que predomina novamente no Oriente Médio”.
Conferência Islâmica prevê mais extremismo após conflito libanês
A Organização da Conferência Islâmica (OCI) exigiu neste domingo o fim “imediato da agressão” israelense ao Líbano, advertindo que a ampliação do conflito acentuará o extremismo religioso e o terrorismo islâmico.
Em um comunicado difundido na sede da organização, em Jidá, o secretário-geral da OCI, Ekmeleddin Ihsanoglu, pediu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que “assuma sua responsabilidade política e moral para deter imediatamente o derramamento de sangue e a destruição” no Líbano.
O prosseguimento das hostilidades entre Israel e o grupo Hezbollah libanês “conduzirá a uma ampliação do conflito e envolverá outras partes, ameaçando enormemente a paz e a segurança internacionais”.
“Isto resultará (…) em um crescimento do extremismo e do terrorismo no mundo, o que não interessa a ninguém neste momento em que a região do Oriente Médio precisa de tranqüilidade”, destaca o comunicado.
O Banco Islâmico de Desenvolvimento, organismo financeiro da OCI, contribuirá para “a reconstrução do que foi destruído pelo Exército israelense no Líbano”, acrescenta a nota.
O presidente egípcio, Hosni Mubarak, disse hoje que Israel não sairá ganhando “esta guerra” que, na sua opinião, aumentará a inimizade dos árabes.
Em declarações à agência Mena, Mubarak pediu um “cessar-fogo imediato” e afirmou que Israel deve “deter a morte de civis libaneses indefesos e as destruições”.
Egito e Jordânia são os únicos dois países árabes que firmaram acordos de paz com Israel.
O obreiro Domingos Nazareno, da congregação evangélica Jarbas Passarinho, localizada no bairro do Atalaia, no Pará, é acusado de violentar um adolescente de 15 anos. O crime ocorreu às 20 horas do último domingo, em uma rua do bairro.
Ontem pela manhã, o investigador Leite, o cabo Bezerra e o soldado Magno estiveram na residência do acusado, no conjunto Oásis, na rodovia do 40 Horas, mas não o encontraram.
Os policiais acreditam que ele está escondido, para tentar fugir do flagrante. Para escapar, Domingos utilizou um Fiat Uno, placas JTJ-3847, que pertence à sogra dele. Esse é o mesmo veículo foi usado para a prática do crime.
A vítima contou que chegou na igreja sem os seus pais na noite de domingo e só encontrou o acusado. Domingos perguntou ao garoto pelos seus pais e disse que era para ele não se incomodar que ele o levaria em sua casa, após o culto. O menino aceitou a oferta. No caminho, Domingos, munido de uma faca, abusou sexualmente do garoto, forçando-o a praticar sexo oral e anal com ele.
O crime foi registrado no Pró-Paz, na Santa Casa de Misericórdia do Pará. Os exames de atos libidinosos diversos da conjunção carnal feitos no jovem no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves constataram o abuso sexual. O adolescente foi atendido por médicos e psicólogos do Pró-Paz. Os dirigentes da igreja já tinham desconfiado de que o obreiro não era ‘gente do bem’. Ele já havia tentado assediar uma moça da congregação evangélica.
Segundo um pastor, que preferiu não ser identificado, as meninas já tinham feito comentários de que ele era ‘abusado’. O pastor comentou que Domingos chegou na igreja há cinco meses junto com a família, sogra e esposa, e a partir de então foi aos poucos ganhando a confiança dos ‘irmãos’.
O Estado de Goiás será o nono do Brasil a sediar a Igreja da Comunidade Metropolitana do Brasil (ICM), a qual defende a homossexualidade.
Segundo o Diário da Manhã publicou nesta segunda-feira, dia 17 de julho, a Igreja terá sede na capital Goiânia, em local a ser definido ainda pela coordenação da matriz, situada em Niterói (Rio de Janeiro).
A ICM, que existe há 38 anos nos Estados Unidos e há quatro no Brasil, prega que a Bíblia em nenhum momento proíbe a homossexualidade e que Deus não diferencia ninguém devido à orientação sexual.
A igreja deverá ser inaugurada em Goiânia no próximo mês de dezembro. Atualmente ela já existe em Niterói, Rio de Janeiro (capital), São Paulo (SP), Salvador (BA), São Luís (MA), Fortaleza (CE), Teresina (PI) e Brasília (DF).
Será realizado em Assis, Itália, nos dias 4 e 5 de setembro próximo, o “Encontro Mundial Inter-religioso” e o “Dia de Oração pela Paz”, organizados pela comunidade romana de Santo Egídio, juntamente com a Conferência Episcopal da Úmbria, região da Itália.
Em outubro de 1986, João Paulo II foi anfitrião, em Assis, do Dia Mundial de Oração pela Paz, ao qual acorreram os líderes religiosos provenientes de diversas partes do mundo: um acontecimento histórico, no qual se reuniram desde o Dalai Lama até o Arcebispo de Cantuária e Primaz da Igreja Anglicana.
A partir daquela iniciativa de João Paulo II, que completa 20 anos este ano, iniciou-se um novo percurso anual, com encontros nos quais se reúnem representantes das grandes religiões em torno do tema “Por um mundo de paz, religiões e culturas em diálogo”.
O diálogo constitui uma chave de leitura para um encontro entre civilizações, que resulta no respeito à liberdade de expressão religiosa, nas suas diferentes tradições, diálogo com a cultura atual e no empenho de cooperação entre os povos.
Os bandidos voltaram a aterrorizar instituição religiosa da região de Umuarama, no Paraná. Na noite do último domingo o alvo foi a casa paroquial de Xambrê. Além de roubar R$ 3,2 mil os bandidos mantiveram reféns e espancaram o sacerdote.
Este foi o terceiro roubo contra o patrimônio da Igreja Católica em menos de um mês. Nos três eventos foram roubados aproximadamente R$ 9 mil.
Pedindo para ter o nome resguardado a vítima contou que chegava em casa, por volta das 23h, quando foi abordado por dois indivíduos encapuzados e armados de revólveres. “Não pude observar as características dos ladrões porque estava escuro e eles escondiam os rostos. Pedi calma, mas eles ignoraram e foram muito violentos. Chegaram a me agredir com socos, pontapés e coronhadas”, lamentou.
O religioso teria dito ainda, em depoimento, que onze pessoas foram amarradas e ficaram sob mira de revólver até que os assaltantes fossem embora com R$ 2,6 mil da igreja e outros R$ 600 dele. “Eles só levaram o dinheiro e quando saíram escutamos o barulho de uma motocicleta. Conseguimos nos soltar e acionamos a polícia”, explicou a vítima.
O investigador da delegacia de Xambrê, Cícero Lopes, salientou que a polícia está investigando o caso. A identificação dos bandidos, porém, é de grande dificuldade pela falta de dados passados pelas vítimas. “Poucas informações foram passadas pelo fato dos marginais estarem com capuzes. Mesmo assim, estamos trabalhando para por os assaltantes da cadeia. Esta foi a primeira vez que uma entidade religiosa foi alvo marginal em nossa cidade”, lembrou.
A polícia pede para que o clero redobre a segurança, pois os ladrões estão voltando a atenção às instituições filantrópicas e religiosas.
Reincidência – Há quase um mês roubo semelhante ocorreu em Perobal onde foram levados R$ 1,7. No último dia 17 o clima de oração e estudos do Seminário Bom Pastor, em Umuarama, foi interrompido com truculência pelos assaltantes. Na oportunidade foram roubados R$ 4 mil. A polícia não descarta a hipótese dos roubos terem sido promovidos pelas mesmas pessoas.
A Conferência Mundial Metodista, reunido de 20 a 24 de julho, deverá aprovar a adesão da Igreja à Declaração conjunta católico-luterana sobre a Doutrina da Justificação, de 1999, dando assim um passo significativo nas relações com a Igreja Católica.
O presidente do Conselho Pontifício para a promoção da unidade dos cristãos, Cardeal Walter Kasper, e o secretário-geral da Federação Luterana Mundial, Ismael Noko, vão marcar presença no ato em que a referida Declaração será estendida ao Metodismo.
O Cardeal Kasper preside, desde ontem, um seminário sobre o ecumenismo, organizado conjuntamente pelo seu Dicastério, pelo secretariado para as questões ecumênicas e inter-religiosas das Conferências Episcopais da África e pela Conferência Episcopal da Coréia. A iniciativa tem como tema “a busca da unidade dos cristãs: onde estamos juntos hoje”.
Segundo comunicado oficial da Santa Sé, a escolha da data foi feita de modo a que coincidisse com a Conferência Mundial Metodista, que só acontece de 8 em 8 anos, reunindo cristãos pertencentes à tradição de Wesley.