Início Site Página 50

Mais de 400 atos de hostilidade contra igrejas foram registrados nos EUA em 2024

Cruz caída no chão após vandalismo em igreja evangélica (Foto: Reprodução/YouTube)
Cruz caída no chão após vandalismo em igreja evangélica (Foto: Reprodução/YouTube)

Mais de 400 atos de hostilidade foram registrados contra igrejas nos Estados Unidos em 2024, com um aumento acentuado em incidentes relacionados a armas de fogo, de acordo com um novo relatório divulgado pelo Family Research Council.

Os incidentes destacados no relatório do grupo ” Hostilidade contra Igrejas nos Estados Unidos “, divulgado na manhã de segunda-feira, variaram de vandalismo e incêndio criminoso a ameaças relacionadas a armas, ameaças de bombas e agressões físicas.

A organização conservadora de defesa dos cristãos sediada em Washington documentou 415 atos hostis em 43 estados, afetando 383 igrejas, com base em documentos de código aberto, reportagens da mídia e registros oficiais.

O total foi ligeiramente inferior aos 485 incidentes identificados em 2023 , mas permaneceu bem acima dos totais anuais de 2018 a 2022. Desde janeiro de 2018, a organização rastreou 1.384 incidentes.

“Embora as motivações para muitos desses incidentes permaneçam desconhecidas, o aumento de crimes contra igrejas está ocorrendo em um contexto em que menos americanos estão frequentando serviços religiosos ou se identificando com uma fé específica”, observa o relatório.

De acordo com dados da Gallup , menos de um terço da população dos EUA frequenta regularmente cultos religiosos, e pesquisadores dizem que “menos americanos compartilham um entendimento comum sobre o que os prédios das igrejas representam”.

“É importante notar que nem todos os crimes contra igrejas são motivados pelo ódio ao cristianismo. Alguns vândalos parecem ser motivados por ganho financeiro por meio de roubo, enquanto outros culpados são adolescentes envolvidos em um passatempo destrutivo”, afirma o relatório.

No entanto, ainda existem incidentes que parecem ter como alvo igrejas intencionalmente e com más intenções. Independentemente da motivação do perpetrador, tais crimes podem deixar as igrejas em desordem física, financeira e emocional. Algumas igrejas têm dificuldade para cobrir os custos dos reparos e temem futuras infrações.

Os incidentes relacionados a armas aumentaram de 12 em 2023 para 28 em 2024.

Em um caso perto de Pittsburgh, Pensilvânia, um homem entrou na Igreja Jesus’ Dwelling Place durante um sermão e apontou uma arma para o pastor antes de ser abordado por um diácono.

Na Geórgia, um homem armado interrompeu cultos em três igrejas, filmando suas ações e incentivando outros a se juntarem a ele.

Em São Francisco, Califórnia, um homem disparou vários tiros contra a porta principal da Igreja Católica de Santo Agostinho enquanto pessoas estavam lá dentro. Em Houston, Texas, uma mulher portando uma arma longa na Igreja de Lakewood, de Joel Osteen, feriu duas pessoas antes de ser baleada e morta pela polícia.

O vandalismo foi o crime mais frequente, respondendo por 284 casos. Igrejas relataram janelas quebradas, estátuas destruídas, propriedades danificadas e roubo de materiais valiosos, como fiação de cobre e aparelhos de ar condicionado.

Em Portland, Oregon, a Igreja Batista Bethel, com cerca de 25 fiéis, sofreu repetidos atos de vandalismo, incluindo pedras atiradas contra janelas e um ataque recente que deixou o prédio coberto de produtos químicos de extintores de incêndio.

“Não sei quem irritamos. É desconcertante”, disse a diácona Mary Brown, segundo a citação.

Em Brenham, Texas, a Primeira Igreja Cristã teve mais de 15 janelas recém-restauradas estilhaçadas por pedras e tijolos. O pastor Charles Topping disse que o dano pareceu “raivoso, intencional” e o deixou “de coração partido” ao pensar que alguém pudesse direcionar tanta raiva contra uma igreja e Deus.

As perdas financeiras decorrentes desses ataques às vezes eram severas.

Em San Diego, Califórnia, a Primeira Igreja de Cristo relatou danos estimados em US$ 10.000 quando um invasor saqueou um escritório e arrancou tubos de órgão de seus encaixes. Em Oklahoma, a Igreja de Cristo de North Peoria perdeu unidades de ar-condicionado em um roubo que causou US$ 100.000 em danos.

Incêndios criminosos e suspeitas de incêndio criminoso foram responsáveis por 55 incidentes.

Em Athens, Tennessee, a Igreja Metodista Episcopal de São Marcos (AME Zion) foi severamente danificada após um incêndio destruir seu telhado e interior. O suspeito, que também matou a secretária da igreja, Lina Buchanan, antes de fugir, foi preso após ser identificado em imagens de segurança.

O culto Believer’s Joy em Jacksonville, Flórida, foi incendiado por uma mulher que a congregação havia tentado ajudar durante seus problemas de saúde mental, com as chamas atingindo 9 metros antes que os bombeiros as controlassem.

Em Ohio, quatro igrejas em dois condados vizinhos foram destruídas em um período de quatro meses; os investigadores acreditam que o mesmo indivíduo foi o responsável.

Houve 14 ameaças de bomba, a maioria delas eram boatos.

Em Cocoa, Flórida, duas igrejas receberam pacotes alegando conter explosivos, acompanhados de bilhetes citando queixas políticas, incluindo oposição ao “wokismo”, impostos e à guerra na Ucrânia. Câmeras de segurança ajudaram a identificar o suspeito, que foi preso.

Quarenta e sete incidentes se enquadraram na categoria “outros”, abrangendo agressões físicas e interrupções que não correspondiam a outras classificações.

Em Louisville, Kentucky, um homem invadiu a Igreja Batista de Zion e atacou um funcionário com um martelo antes da chegada da polícia. Em Hudson, Nova York, um homem mascarado com uma longa capa preta entrou na Igreja de Santa Maria durante a missa de domingo, gritou “Salve!” e segurou uma garrafa de vidro sobre a cabeça antes de ser contido pelos fiéis.

Os motivos registrados variaram.

Os incidentes ligados a sentimentos pró-aborto caíram de 11 em 2023 para dois em 2024. Os incidentes anti-LGBT caíram de 42 em 2023 para 33, frequentemente envolvendo roubo de bandeiras do orgulho LGBT de igrejas que apoiavam causas LGBT. Os incidentes com temática satânica diminuíram de 12 em 2023 para um em 2024.

Em Portland, Oregon, uma igreja foi pichada com obscenidades e a frase “Meu corpo, minha escolha”.

Junho registrou o maior número de incidentes, com cerca de 22% relacionados a questões LGBT, enquanto os níveis mais baixos ocorreram de setembro a novembro. A Califórnia registrou o maior número de incidentes, com 40, seguida pela Pensilvânia, com 29, Flórida e Nova York, com 25 cada, Texas, com 23, e Tennessee e Ohio, com 19 cada.

O presidente do Conselho de Pesquisa Familiar, Tony Perkins, que atuou como presidente da Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional durante o primeiro mandato do presidente Trump, disse que o relatório mostra que “a liberdade religiosa enfrenta ameaças substanciais aqui no país”.

“Aplaudimos os esforços do governo Trump, mas esforços devem ser feitos em todos os níveis do governo para proteger e promover esse direito humano fundamental”, disse Perkins. “Os cristãos devem esperar e exigir mais de seus líderes governamentais quando se trata de processar e prevenir atos criminosos que visem a liberdade religiosa.”

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Arqueólogos descobrem antiga fábrica de lâminas cananeias de 5.500 anos

Arqueólogos mostram detalhes das lâminas e fábrica no sul de Israel. (Foto: Autoridade de Antiguidades de Israel)
Arqueólogos mostram detalhes das lâminas e fábrica no sul de Israel. (Foto: Autoridade de Antiguidades de Israel)

Arqueólogos descobriram recentemente, em Israel, uma antiga fábrica de lâminas cananeias com cerca de 5.500 anos, revelando um raro vínculo com um povo fundamental na narrativa bíblica.

A oficina antiga foi descoberta em Kiryat Gat, cidade situada a aproximadamente 65 quilômetros ao sul de Tel Aviv. Esta é a primeira instalação desse tipo já identificada na região sul de Israel.

O anúncio do achado foi feito pela Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA) em um post no Facebook no final de julho.

“As descobertas mais impressionantes feitas no local são grandes núcleos de sílex, a partir dos quais eram produzidas lâminas extremamente afiadas e de formato uniforme”, afirmou a IAA.

“As próprias lâminas eram utilizadas como facas para corte e açougue, além de ferramentas de colheita, como lâminas de foice.”

Antiga fábrica

Os vestígios da antiga fábrica foram encontrados no sítio arqueológico de Nahal Qomem, onde há centenas de poços subterrâneos utilizados para atividades artesanais, armazenamento e diversas outras finalidades.

Fotos divulgadas pela IAA revelam longas lâminas de sílex recuperadas no local, além dos grandes núcleos de pedra utilizados em sua fabricação.

Sílex é uma rocha sedimentar extremamente dura, composta principalmente por quartzo criptocristalino. Ela costuma apresentar cores como cinza, negra ou marrom, e possui uma quebra com bordas afiadas, ideais para corte.

Os núcleos são pedaços de pedra bruta dos quais as lâminas foram atingidas.

Época de Abraão

Os artefatos serão expostos no Campus Nacional Jay e Jeanie Schottenstein de Arqueologia de Israel, localizado em Jerusalém.

“Esta é uma evidência clara de que, já no início da Idade do Bronze, a sociedade local aqui era organizada e complexa, e possuía especialização profissional.”

A Autoridade de Antiguidades de Israel relaciona a descoberta à chamada “indústria de lâminas cananeia”, associada a um povo antigo mencionado na Bíblia como habitantes da região antes da chegada dos israelitas.

Arqueólogos afirmam que as ferramentas correspondem à cultura material de Canaã na época de Abraão, evidenciando o alto nível de sofisticação da indústria daquele período.

Idade do Bronze

Segundo a IAA, “apenas indivíduos excepcionais” sabiam como fabricar lâminas cananeias.

A descoberta contribui para ampliar o entendimento sobre o artesanato em Israel e sobre o processo de urbanização durante a Idade do Bronze, segundo a IAA.

“Esta é uma evidência clara de que, já no início da Idade do Bronze, a sociedade local aqui era organizada e complexa, e possuía especialização profissional”, acrescentou a organização.

“A descoberta de uma oficina sofisticada indica uma sociedade com uma estrutura social e econômica complexa já no início da Idade do Bronze Inicial.”

Fonte: Guia-me com informações de Fox News

Pastor sobrevive a ataque e leva mais de 10 hindus a Jesus na Índia

Cristão pregando na Índia (Imagem Ilustrativa: Reprodução/Portas Abertas)
Cristão pregando na Índia (Imagem Ilustrativa: Reprodução/Portas Abertas)

No norte da Índia, a história de Rakesh — pastor de uma pequena congregação — é um testemunho de perseverança e fé diante da violência religiosa. Após ser brutalmente agredido por extremistas hindus, ele não apenas sobreviveu, mas viu seu ministério crescer e alcançar dezenas de pessoas com o Evangelho.

Rakesh vive com sua esposa e quatro filhos em uma aldeia modesta. A família enfrenta dificuldades constantes, mas permanece firme no compromisso de compartilhar as Boas Novas com os vizinhos e com moradores de cerca de dez vilas próximas.

O conflito começou quando uma mulher hindu, que morava a mais de um quilômetro dali, participou de um culto na casa do pastor. Doente havia muito tempo, ela pediu oração e, segundo os presentes, foi curada. Convencida pela experiência, decidiu seguir a fé cristã. A notícia provocou indignação em seus familiares — alguns líderes do templo hindu local —, que organizaram um ataque contra Rakesh.

Em 2 de junho de 2024, durante outro encontro de oração, uma multidão se aglomerou do lado de fora, gritando palavras de ordem e exigindo que a reunião fosse encerrada. Líderes hindus armados com facas invadiram o local, expulsaram os fiéis e espancaram o pastor. A casa e a igreja foram depredadas. A denúncia feita à polícia resultou em pressão para que as atividades cristãs fossem interrompidas na aldeia.

O medo se espalhou entre os membros, alguns deixaram de frequentar os cultos, e a renda do pastor caiu drasticamente. Nesse cenário, a organização International Christian Concern (ICC) tomou conhecimento do caso e ofereceu ajuda, fornecendo mercadorias para que Rakesh abrisse um pequeno comércio.

“Há alguns anos, sofríamos muito com as necessidades básicas e, hoje, vivemos muito felizes. Somos gratos”, afirmou o pastor à ICC.

Com o tempo, o negócio prosperou e foi transferido para uma área mais movimentada, próxima ao centro. Isso aumentou a clientela e permitiu que Rakesh reformasse a igreja e a casa, pagasse a educação dos filhos e garantisse o sustento da família.

O mais significativo, porém, foi o impacto espiritual: o pastor já conduziu mais de dez hindus à fé cristã desde a abertura da loja, e esses novos convertidos participam ativamente da comunidade.

“Hoje, temos uma loja no centro da cidade, e isso é uma grande coisa para nós. A ICC nos abençoou muito, e nos alegramos no Senhor. Somos muito gratos ao ministério por nos dar esperança e nos ajudar a viver livremente, sem nenhum fardo. Todas as nossas necessidades são supridas pela renda da loja, e estamos repletos de paz e alegria em nossas vidas”, concluiu.

Fonte: Guia-me com informações de International Christian Concern

Marcha para Jesus reúne milhões de cristãos nas ruas da Venezuela

Uma multidão de cristãos evangélicos se mobilizou por toda a Venezuela no sábado, 2 de agosto, durante a Marcha para Jesus 2025 (Foto: Captura de tela da transmissão da Marcha para Jesus em Cumaná)
Uma multidão de cristãos evangélicos se mobilizou por toda a Venezuela no sábado, 2 de agosto, durante a Marcha para Jesus 2025 (Foto: Captura de tela da transmissão da Marcha para Jesus em Cumaná)

Uma multidão de cristãos evangélicos se mobilizou na Venezuela no sábado (2 de agosto) durante a Marcha para Jesus, um evento declarado oficialmente meses antes como o “Dia Nacional da Marcha para Jesus” pelo governo venezuelano por meio de um decreto presidencial.

A data foi alterada recentemente — em meio a controvérsias — para ser celebrada no primeiro sábado de agosto de cada ano, estabelecendo a marcha como uma manifestação espiritual, cultural e social que visa transcender denominações religiosas.

De acordo com a Aliança Evangélica Latina (AEL), delegações de igrejas evangélicas de todos os 23 estados e do Distrito Capital participaram do evento. Fiéis de diversas nacionalidades e denominações também se juntaram, marchando com faixas, bandeiras e camisetas com o tema do evento, além de mensagens exaltando Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Ao longo do caminho, canções, louvores, orações e apelos à unidade puderam ser ouvidos. O tema deste ano foi: “Jesus, as nações pertencem a Ti”.

Em Caracas, duas grandes mobilizações partiram de pontos estratégicos — uma do leste e outra do oeste — e acabaram convergindo para a Avenida Libertador, onde o evento foi concluído com adoração pública, reflexão bíblica e orações pela Venezuela.

A logística foi coordenada por redes de igrejas e ministérios cristãos, com apoio voluntário de jovens, músicos, pastores e líderes comunitários.

Uma das regiões com maior participação foi o estado de Anzoátegui, onde pessoas de diferentes municípios, incluindo Barcelona, Lechería e Puerto La Cruz, caminharam, reunindo-se no complexo esportivo local. Famílias, crianças, adolescentes, idosos, líderes religiosos e até autoridades locais participaram do evento, que transcorreu em uma atmosfera pacífica e festiva, repleta de celebração espiritual. As redes sociais estavam repletas de imagens da marcha, que ocorreu não apenas em cidades, mas também em áreas rurais.

O pastor José Piñero, diretor executivo do Conselho Evangélico da Venezuela (CEV), dirigiu-se à multidão em Cumaná com uma mensagem focada na graça e no significado mais profundo do encontro.

“Estamos aqui como cristãos redimidos pela graça do Senhor. Confiamos no chamado de nossos irmãos e irmãs na fé, que nos asseguram que este evento em todo o país provém de uma motivação profundamente evangélica. Estamos aqui porque esta terra clama por esperança”, disse Piñero.

Ele enfatizou a natureza inclusiva do evento, afirmando: “Não estamos aqui porque merecemos. Estamos aqui por causa da graça — a graça que nos une, independentemente de denominações, independentemente de qualquer outra coisa. Viemos do perdão, viemos da esperança, viemos de um lugar de paz.”

Reforçando o foco cristocêntrico da marcha, Piñero acrescentou: “Não marchamos em nome de nossa própria igreja ou denominação. Marchamos por uma pessoa: Jesus Cristo. Ele venceu a morte, ressuscitou ao terceiro dia e venceu o mal.”

Em sua reflexão final, Piñero enfatizou que o encontro não deve ser confundido com uma atividade superficial. “Esta marcha não é um espetáculo; é um espaço onde celebramos Jesus Cristo com alegria… celebramos com alegria e com a nossa presença nas ruas da Venezuela. É isso que viemos fazer”, disse ele.

Após o evento, o presidente Nicolás Maduro publicou uma mensagem nas redes sociais destacando seu impacto. Ele agradeceu aos organizadores pelo encontro e expressou seu apoio ao que descreveu como uma mobilização de fé, unidade e esperança. “Avançamos com a luz divina, em vitória ao lado dos humildes, dos despossuídos e dos abençoados. Somos o povo de Deus”, escreveu Maduro , referindo-se diretamente aos valores espirituais promovidos pelo evento.

Para muitos, o reconhecimento oficial da marcha como uma data nacional representa um marco no relacionamento entre o Estado venezuelano e as igrejas evangélicas, que cresceram em número e influência nos últimos anos.

No entanto, vozes da oposição criticaram o governo por se envolver na organização da marcha. Aristóteles López, um dos fundadores da Marcha para Jesus na Venezuela e atualmente exilado, criticou o evento no início deste ano, quando foi oficialmente declarado, acusando o governo de “usar a estrutura da marcha para fins políticos”. López alegou que a mudança de data de outubro para agosto foi manipulada pelo poder executivo e afirmou ter provas de que “a decisão foi premeditada”.

Em resposta, Piñero disse ao Diario Cristiano que “não é verdade que esta atividade sirva a propósitos políticos ou esteja sendo manipulada pelo governo. Se a estrutura da marcha estivesse sendo usada para fins políticos, não teríamos marchado”.

O líder da CEV acrescentou: “O direito de todos de marchar ou não é respeitado. Não ordenamos que ninguém faça nada. O que deixei claro é que marchamos por Jesus. Nunca pelo governo.”

Imagens do evento circularam amplamente na mídia nacional e em plataformas digitais, acompanhadas de depoimentos de participantes. Alguns disseram ter vivenciado uma profunda renovação espiritual, outros se sentiram gratos pela oportunidade de expressar sua fé publicamente sem restrições, e muitos concordaram que a atmosfera era de respeito, união e esperança.

Folha Gospel com informações de Christian Daily International

“A erotização infantil nas redes sociais é preocupante”, alerta o presidente do ChildFund

Felca durante gravação do vídeo que denunciou a exploração e adultização de crianças e adolescentes nas redes sociais. Foto: Vídeo/YouTube
Felca durante gravação do vídeo que denunciou a exploração e adultização de crianças e adolescentes nas redes sociais. Foto: Vídeo/YouTube

A denúncia feita pelo youtuber Felca sobre a exploração e adultização de crianças e adolescentes em conteúdos nas redes sociais ganhou força nas últimas semanas, provocando reações no meio político e abrindo investigação por órgãos públicos. O vídeo publicado pelo influenciador digital já ultrapassou 26 milhões de visualizações e expôs casos que envolvem práticas consideradas prejudiciais ao desenvolvimento dos menores.

Felca, cujo nome é Felipe Bressanim Pereira, de 27 anos, denunciou o influenciador Hytalo Santos, que teria criado um formato de “reality show” com menores de idade, incluindo cenas com linguagem e comportamento sexualizados, como danças sensuais em ambientes com consumo de álcool. Entre as jovens citadas está Kamylinha, que ingressou no círculo de Hytalo aos 12 anos e teve sua imagem explorada até os 17. “Ele é criador e publicador de cenas que expõem adolescentes com poucas vestes e em atitudes sugestivas”, relata Felca em seu vídeo.

Em resposta, o Ministério Público da Paraíba instaurou investigações e o Ministério Público do Trabalho apura a possível exploração de menores no ambiente digital. O Instagram suspendeu as contas tanto de Hytalo quanto de Kamylinha, evidenciando a seriedade das denúncias.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), anunciou que vai pautar projetos para enfrentar a adultização infantil na internet. Em suas redes sociais, ele destacou que esse é um tema urgente e que deve ser tratado com prioridade. “O vídeo do Felca sobre a adultização das crianças chocou e mobilizou milhões de brasileiros”, afirmou Motta, reforçando o compromisso do Legislativo em debater o assunto.

Já denunciado

Também em suas redes sociais, a senadora Damares Alves (Republicanos) escreveu: “Há muito que se investiga sobre esse mercado macabro que sexualiza crianças e adolescentes para faturar na internet. Esses influenciadores precisam pagar por esses crimes. Esse Hytalo foi denunciado por mim ainda em dezembro do ano passado e espero que agora, com a repercussão do vídeo do Felca, sejam tomadas providências para tratar tantas extensões de direitos humanos”.

Mauricio Cunha, presidente executivo do ChildFund Brasil, alerta para os perigos dessa exposição precoce das crianças. “A erotização infantil nas redes sociais é um fenômeno muito preocupante e muitas vezes disfarçado de entretenimento. Coreografias, desafios e tendências aparentemente inofensivas podem carregar conotações adultas e expor crianças a riscos graves”, afirmou Cunha.

Ele explica que, para combater esse problema, é necessário educar pais, responsáveis e educadores a reconhecerem conteúdos inadequados e compreenderem como os algoritmos das plataformas amplificam esses materiais. “Nós do ChildFund Brasil temos investido em campanhas de conscientização, como ‘Os Monstros na Internet são Reais’, que alerta para os perigos digitais enfrentados por crianças e adolescentes”, disse.

Além disso, Cunha defende o uso da inteligência artificial pelas plataformas digitais para identificar e limitar automaticamente conteúdos de risco, além de reforçar a necessidade de uma regulação mais firme para proteger os menores. “Criança é para ser criança. Criança é para ser protegida e, por isso, rejeitamos essa adultização ou erotização das nossas crianças”, enfatizou.

Estatuto

O Estatuto da Criança e do Adolescente completa 35 anos como um marco fundamental na proteção dos direitos de milhões de crianças e adolescentes em todo o Brasil, mas você sabe a quem recorrer quando precisar acessar os serviços públicos que garantem esses direitos previstos na Lei nº 8.069/90? Muitas vezes, o desafio não está só na existência das leis, mas na efetividade dos órgãos responsáveis por colocá-las em prática.

O que falta para que esses serviços sejam mais acessíveis e façam realmente a diferença na vida das famílias? Investimento, capacitação, fiscalização rigorosa e o engajamento da sociedade civil são passos essenciais para transformar o que está no papel em proteção real para nossas crianças.

Com base nas denúncias e na repercussão, o partido Republicanos pretende apresentar no Senado a chamada “Lei Felca”, que visa criminalizar e endurecer as penas contra a exploração e sexualização infantil no ambiente digital.

A chefe do jurídico da liderança do Republicanos, Cristiane Britto, que foi ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos no governo Bolsonaro (PL), explica que a proposta busca responder à demanda social por proteção mais rigorosa e responsabilização dos envolvidos, preenchendo lacunas na legislação atual ao estabelecer uma tipificação penal clara para esse tipo de crime, algo que ainda não está contemplado de forma específica.

“O primeiro eixo da lei é a criação de uma tipificação penal clara para a erotização infantil no ambiente digital, permitindo uma punição mais efetiva e a geração de indicadores para medir a real dimensão do problema”, explicou Britto. Além disso, a proposta prevê alteração na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para impedir que empresas impulsionem ou patrocinem conteúdos que sexualizem crianças e adolescentes. Com esses dispositivos, a lei pretende coibir a circulação de conteúdos sexualizantes e criar uma base sólida para futuras legislações complementares.

Monetização

A proposta não restringe a liberdade de expressão, crença ou opinião, segundo a assessora. O foco é punir aqueles que monetizam a erotização infantil, sejam pessoas físicas, influenciadores ou empresas, aplicando as mesmas penas previstas no artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que incluem reclusão de 1 a 3 anos e multa.

A responsabilização ocorrerá sempre que houver monetização, patrocínio ou impulsionamento de conteúdo digital com crianças ou adolescentes em contexto sexualizado. Também será aplicada quando forem usados poses, gestos, músicas, coreografias, figurinos ou cenários que atribuam conotação sexual, bem como na manipulação ou edição de imagens que coloquem menores em situação sexualizada, mesmo que não se trate de pornografia explícita.

Com a nova legislação, as plataformas digitais terão o dever de impedir a monetização e o impulsionamento desses conteúdos, enquanto influenciadores serão punidos se lucrarem com eles.

Dados recentes indicam a dimensão do problema. Pesquisa nacional conduzida pelo ChildFund Brasil revela que mais de nove milhões de adolescentes brasileiros já sofreram violência sexual online. “Mais da metade dos adolescentes do país foram expostos a conteúdos nocivos e 94% não sabem como denunciar essas situações”, revelou Cunha, reforçando a importância da mobilização social e política para garantir um ambiente digital seguro para crianças e adolescentes.

Pais e responsáveis

Laís Peretto, diretora executiva da Childhood Brasil, destacou a importância de apoiar pais e responsáveis no enfrentamento dos riscos do ambiente online. “Temos um material elaborado especialmente para orientar famílias sobre como lidar com os perigos da internet, com diversas dicas para garantir uma navegação segura e um diálogo saudável em casa”, afirmou. Ela explica que a cartilha “Navegar Com Segurança” aborda questões como uso excessivo de telas, desigualdade no acesso, além dos riscos específicos de violências e comportamentos inadequados que podem afetar crianças e adolescentes.

Ela ressalta que “para proteger as crianças de situações abusivas, o olhar de adultos responsáveis é fundamental, não só de pais e familiares, mas de educadores, assistentes sociais e toda comunidade que envolve as crianças e adolescentes, inclusive a comunidade religiosa. Não nos esqueçamos que essa é uma tarefa coletiva que, por fim, precisa também da intervenção dos poderes públicos”.

A diretora da Childhood Brasil destaca: “Acho que o principal legado que esse vídeo do Felca pode deixar para nós é a aprovação do PL2628/2022, que versa exclusivamente sobre a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital e impõe responsabilidades às plataformas. O projeto já passou no Senado e estava parado na câmara dos deputados. Foi construído com muita responsabilidade, com participação ativa da sociedade civil”.

O debate promovido pela denúncia de Felca expôs a necessidade de ações conjuntas entre plataformas digitais, famílias, educadores e poder público para impedir que menores sejam vítimas de exploração. O avanço legislativo e as campanhas educativas aparecem como caminhos essenciais para assegurar a proteção da infância diante dos desafios impostos pela era digital.

Proteção Integral

O que o PL 2628/2022 propõe resumidamente:

– Obriga plataformas digitais a criar produtos e serviços pensando primeiramente na segurança das crianças e adolescentes.
– Exige transparência sobre algoritmos e recomendações, evitando que conteúdos perigosos sejam mostrados a quem é menor de idade.
– Torna obrigatória a remoção rápida de conteúdos ilegais ou prejudiciais a esse público.
– Proíbe o uso de dados de crianças para fins comerciais e reforça mecanismos de segurança e acompanhamento parental.

Ao responsabilizar empresas, famílias e poder público, o PL busca garantir a proteção integral do público infantil na internet.

Fonte: Comunhão

Presidente da Câmara dos Deputados pauta proteção de crianças online após denúncia sobre “adultização”

Presidente da Câmara, Hugo Motta, anuncia pauta de projetos para proteger crianças em redes sociais. A iniciativa é motivada pela denúncia de Felca sobre a "Adultização" de crianças. Foto: Chico Ferreira
Presidente da Câmara, Hugo Motta, anuncia pauta de projetos para proteger crianças em redes sociais. A iniciativa é motivada pela denúncia de Felca sobre a "Adultização" de crianças. Foto: Chico Ferreira

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou neste domingo, 10, que pautará nesta semana projetos sobre a proteção de crianças em redes sociais. O parlamentar citou o vídeo de denúncia produzido pelo influenciador Felipe Bressanim Pereira, de 27 anos, conhecido como Felca.

O youtuber publicou na quarta-feira, 6, uma denúncia sobre a exploração de menores em redes sociais. O vídeo ultrapassou 24 milhões de visualizações. “O vídeo do Felca sobre a ‘adultização’ das crianças chocou e mobilizou milhões de brasileiros. Esse é um tema urgente, que toca no coração da nossa sociedade. Na Câmara, há uma série de projetos importantes sobre o assunto. Nesta semana, vamos pautar e enfrentar essa discussão”, disse Hugo Motta.

Felca denunciou o conteúdo do paraibano Hytalo Santos, que grava sua rotina ao lado de menores de idade. Santos passou a ser investigado pelo Ministério Público da Paraíba por suposto aliciamento de menores. Além de expor casos como o de Hytalo Santos, Felca demonstrou como os algoritmos das plataformas facilitam a comunicação entre abusadores.

Motta não foi o único parlamentar a se manifestar sobre a denúncia contra a “adultização”. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o parlamentar com o maior número de seguidores nas redes sociais, afirmou que Felca “mexeu no vespeiro”. “Que Deus abençoe ele nessa jornada. Não será fácil”, disse o mineiro. Felca também foi elogiado pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) “por sua postura ativa e cidadã”.

Folha Gospel com informações da Agência Estadão, Por Juliano Galisi

Pastores presos por acusações falsas são agredidos por carcereiros na Índia

Nacionalistas hindus interrompem culto em Bhilai, distrito de Durg, estado de Chhattisgarh, Índia, em 20 de julho de 2025. (Captura de tela/Morning Star News)
Nacionalistas hindus interrompem culto em Bhilai, distrito de Durg, estado de Chhattisgarh, Índia, em 20 de julho de 2025. (Captura de tela/Morning Star News)

Cinco pastores foram espancados por agentes penitenciários no estado de Chhattisgarh, na Índia, após serem presos sob falsas acusações de conversões forçadas.

A prisão ocorreu após um ataque de extremistas hindus a um culto em 20 de julho. Os pastores foram levados à delegacia e, no dia seguinte, agredidos com bastões por ordem do carcereiro ao saber que eram líderes cristãos.

A intervenção da polícia local resultou na condução de quase metade da congregação cristã à delegacia de Jamul. Seis pastores foram formalmente acusados e transferidos para uma prisão na cidade vizinha de Durg.

Na manhã seguinte, foram submetidos a interrogatório e obrigados a retirar suas roupas para inspeção. O pastor Moses Logan foi poupado da inspeção por ter informado que não estava bem de saúde. Ao descobrir que os detidos eram líderes cristãos, o carcereiro ordenou que os outros cinco fossem brutalmente espancados.

“A comunidade cristã não está mais segura em suas casas, nas igrejas, e agora eles não estão seguros nem mesmo dentro das prisões”, disse o pastor Logan ao Morning Star News.

Espancamentos

Os pastores foram agredidos com longos bastões de madeira, semelhantes aos cassetetes utilizados pela polícia indiana.

As pancadas se concentraram nas coxas, atrás dos joelhos e nas nádegas, conforme relatado pelo pastor Logan.

Com o apoio de outros líderes cristãos e familiares, os pastores conseguiram fiança e foram libertados na noite de 21 de julho. No entanto, os cinco que haviam sido agredidos estavam profundamente abalados, traumatizados e tomados pelo medo, conforme relatou o pastor Logan.

Um vídeo compartilhado nas redes sociais registra uma multidão do lado de fora da reunião da igreja, gritando palavras de ordem e exaltando a Bajrang Dal, uma organização nacionalista hindu, como o orgulho da nação.

Igrejas fechadas

O pastor Logan havia sido convidado por seu amigo, o pastor Abhinav Baksh, que conduzia o encontro. Diante da crescente tensão, Baksh trancou o portão e as portas da igreja para proteger a congregação.

“Aqui em Chhattisgarh, eles [os grupos extremistas hindus] estão atacando todas as igrejas menores. Muitas igrejas foram fechadas”, disse o pastor Logan.

“Extremistas hindus atacam todas as celebrações privadas que acontecem em lares cristãos. Eles invadem as casas, interrompem a alegria, criam caos, acusam falsamente os fiéis de realizar conversões forçadas e registram falsas queixas contra os cristãos.”

A Release International já havia previsto episódios como este em seu Relatório Anual de Tendências de Perseguição, divulgado no início do ano.

O relatório, fruto da análise conjunta dos parceiros da Release International em diversas regiões do mundo, alertou que o avanço da perseguição religiosa na Índia poderia resultar em restrições cada vez mais severas, incluindo a proibição de reuniões domésticas de cristãos, como inaugurações de casas e festas de aniversário.

‘Inaceitável’

Um parceiro da Release International na Índia disse: “Pastores e obreiros do norte da Índia vivem com medo. O direito de praticar sua fé está sendo atacado agora.”

Ele acrescentou: “É inaceitável que pastores sejam presos e sofram violência física.”

Ele pediu aos cristãos que orem pela igreja na Índia, enquanto grupos hindus de direita atacam obreiros cristãos.

Paul Robinson, CEO da Release International, disse: “Esta história angustiante é indicativa de uma tendência crescente na Índia. Ao longo da última década, ou mais, temos visto ataques esporádicos a pastores e evangelistas cristãos, particularmente em áreas rurais, por vários grupos extremistas hindus. Nos últimos anos, esses grupos têm se utilizado cada vez mais de leis estaduais na tentativa de sufocar o ministério do Evangelho.”

Essa abordagem acontece apesar do fato de a Índia ter uma constituição que garante liberdade não apenas para praticar, mas também para propagar a religião.

“Precisamos orar neste momento para que os cristãos na Índia – especialmente os líderes – conheçam a graça e a força do Senhor enquanto buscam proclamar o evangelho de Cristo. Orem também para que o governo e o judiciário daquele país cumpram sua constituição”, declara a Release International.

Fonte: Guia-me com informações de Morning Star News

Morre Natan Brito, vocalista da “Banda e Voz”, aos 62 anos

Morre Natan Brito, vocalista da "Banda e Voz", aos 62 anos. (Foto: Reprodução redes sociais)
Morre Natan Brito, vocalista da "Banda e Voz", aos 62 anos. (Foto: Reprodução redes sociais)

O músico cristão Natan Brito, conhecido por seu trabalho como integrante da “Banda e Voz”, faleceu nesta segunda-feira (11), deixando um legado de canções que marcaram a música gospel brasileira. A notícia, divulgada em suas redes sociais, foi recebida com pesar por amigos, colegas e admiradores de sua trajetória. A causa da morte não foi informada.

Reconhecido por seu talento e por transmitir mensagens de fé por meio da música, Natan também era lembrado por sua humildade e pelo carinho com que tratava todos ao seu redor. Cantores e amigos da música gospel prestaram suas condolências.

O cantor Marquinhos Gomes destacou o impacto que Natan Brito teve em sua trajetória e ministério: “Eu cresci ouvindo Natan Brito. Para mim, ele foi uma das maiores referências da música gospel. Um amigo próximo, com quem aprendi muito sobre musicalidade. Uma grande perda para a música cristã. Descanse em paz, meu amigo”, afirmou.

Carlinhos Félix lamentou a perda, relembrou a excelência com que Natan Brito expressava sua arte e destacou todo o impacto que o amigo deixou para a música cristã no Brasil.

“Tive o privilégio de conviver com ele, cantar ao lado de sua banda e até compor uma canção especialmente para eles. Sua partida representa uma grande perda — para a música, para seus amigos e para todos que o conheceram. Apesar da dor, temos a esperança e a certeza de que nos reencontraremos em breve no céu. Deixo aqui meu coração entristecido, minhas orações a Deus pela família e a confiança de que tudo está sob o controle de Deus”, expressou Carlinhos.

Por décadas, Natan foi casado com a tecladista e vocalista da banda, Jolce Brito, que morreu de câncer em 2015. Natan , além de cantor, foi compositor, produtor musical e arranjador.

Banda e Voz

Natan Brito iniciou sua jornada musical ainda jovem, mas foi em 1990 que sua carreira ganhou projeção nacional, quando a Banda & Voz assinou contrato com a gravadora Bompastor. A parceria marcou o início de um período de grande destaque para o grupo, que conquistou espaço no cenário gospel com apresentações pelo Brasil e canções que se tornaram referências para o público cristão.

Com influências de black musicsoul e funk, a Banda & Voz marcou a música gospel nos anos 80 e 90, lançando pela MK Music, entre 1994 e 2001, álbuns como Ah! Eu Sou de Cristo (1998) e sucessos eternizados na voz de Natan, como “Jesus Virá”, “Quem Pode, Pode”, “Paraíso”, “Súplica” e “O Domínio e o Poder”.

Discografia

Discografia
1985 – Opções (Pioneira)
1987 – A Paz é Possível – (Pioneira)
1988 – Falando de vida – (Bompastor)
1989 – Ao Vivo – (Bompastor)
1990 – Ao Vivo Vol.2 – (Bompastor)
1990 – Segredo – (Bompastor)
1992 – Pra Falar de Amor – (Line Records)
1994 – Que Solidão, Que Nada – (MK Publicitá)
1996 – A escolha é sua – (MK Publicitá)
1998 – Ah! Eu sou de Cristo – (MK Publicitá)
2000 – Corinhos Inesquecíveis Vol. 1 – (MK Publicitá)
2001 – Corinhos Inesquecíveis Vol. 2 – (MK Publicitá)
2005 – Ao Primeiro Amor – (Graça Music)
2008 – Nossa História – (Graça Music) (Gravado também em DVD)
2011 – Família – (Graça Music)

Carreira solo
1991: Busca
1994: Com Alegria
1997: Fruto do Amor
Como produtor musical e/ou músico convidado
1985: Semeador – Rebanhão (vocal de apoio)
1990: Tá Decidido – Cristina Mel (produção musical e arranjos)
1991: Coisas da Vida – Carlinhos Felix (vocal de apoio)
1992: Pra Sempre – Cristina Mel (arranjador)
1994: Alô Garotada – Marilene Vieira (produtor musical)
1995: Momentos Vol.1 – Marina de Oliveira (produção musical e arranjos)
1995: Momentos Vol.2 – Marina de Oliveira (produção musical e arranjos)
1996: Natal Feliz – Kades Singers (vocal)
1997: Dê Carinho – Cristina Mel (arranjador)
1997: Special Edition – Marina de Oliveira (produção musical e arranjos)
1999: Coração Adorador – Marina de Oliveira (produção musical e arranjos)

O horário do velório e do sepultamento será divulgado em breve pelas redes sociais do artista. Acesse o Instagram para mais informações: @natanbrito_oficial.

Fonte: Comunhão

STF decide manter vínculo de emprego entre pastor e Igreja Universal

Pleno do Supremo Tribunal Federal (STF) - Foto: STF
Pleno do Supremo Tribunal Federal (STF) - Foto: STF

A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por maioria, manter a determinação da Justiça do Trabalho que reconheceu vínculo empregatício entre um pastor de Itapevi (SP) e a Igreja Universal do Reino de Deus.

A instituição religiosa havia ingressado com a Reclamação 78.795 no STF contra decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), mas o relator, ministro Nunes Marques, rejeitou o pedido de forma monocrática. Na sequência, a igreja apresentou agravo regimental, que foi apreciado no plenário virtual e negado pela maioria do colegiado, em sessão encerrada em 5 de agosto.

O TST, ao analisar o caso, concluiu que, entre 2008 e 2016, o pastor atuou mediante salário fixo mensal, inclusive no período de férias, seguindo horários para a organização de cultos e reuniões, com metas definidas e subordinação à administração central. Para a corte, ficou comprovada a existência dos requisitos para o vínculo empregatício, afastando o argumento de que a atividade era voluntária ou motivada apenas por “profissão de fé”.

Em seu voto, Nunes Marques destacou que a Igreja Universal não demonstrou relação direta entre o caso e os precedentes do Supremo invocados, como os que validam a terceirização irrestrita e os contratos civis de prestação de serviços. O ministro ressaltou que cabe à Justiça do Trabalho, com base nas provas – especialmente as testemunhais –, “decidir sobre a presença ou não dos elementos que caracterizem o vínculo de emprego”. Segundo ele, reverter o entendimento do TST exigiria reexaminar fatos e provas, o que não é permitido por meio da reclamação constitucional.

Os ministros Dias Toffoli, Edson Fachin e André Mendonça acompanharam o relator. Ficou vencido o ministro Gilmar Mendes, que defendeu suspender o processo até o julgamento, pelo STF, do Recurso Extraordinário com Agravo 1.532.603, que discute a licitude da “pejotização” — contratação de pessoas físicas como jurídicas para prestação de serviços. Mendes é relator desse processo, que tem repercussão geral reconhecida (Tema 1.389) e, em abril, determinou a suspensão nacional de ações sobre o assunto. Uma audiência pública para debater o tema está prevista para setembro.

Folha Gospel com informações de Consultor Jurídico

Missão leva ensinamentos cristãos para milhares de crianças na Ucrânia devastada pela guerra

Crianças ucranianas fotografadas em uma sessão de atendimento a traumas da Missão Eurásia. | Cortesia da Missão Eurásia
Crianças ucranianas fotografadas em uma sessão de atendimento a traumas da Missão Eurásia. | Cortesia da Missão Eurásia

A Missão Eurásia espera atender 30.000 crianças em 14 países neste verão por meio de acampamentos bíblicos que combinam atendimento a traumas com ensinamentos cristãos. Oitenta por cento dos participantes são crianças ucranianas cujas vidas foram destruídas pela invasão em larga escala da Rússia.

Os acampamentos, realizados em parceria com igrejas estabelecidas e igrejas plantadas, visam proporcionar espaços seguros, estabilidade emocional e esperança centrada no Evangelho para crianças que vivenciam o trauma da guerra. Na Ucrânia, a maioria está localizada em regiões centrais e ocidentais consideradas menos perigosas, embora a segurança nunca possa ser garantida.

“Esses acampamentos costumam ser a primeira vez em meses ou anos que as crianças podem se sentir seguras, brincar livremente e ouvir uma mensagem de esperança”, disse o presidente da Missão Eurásia, Sergey Rakhuba, natural da região de Donbass, no leste da Ucrânia, em entrevista ao Christian Daily International . “São lugares onde o aconselhamento para traumas e o cuidado espiritual andam de mãos dadas.”

Trauma no centro da crise da Ucrânia

Líderes internacionais alertaram que a recuperação da Ucrânia será impossível sem atender diretamente às necessidades das crianças afetadas pela guerra. Thórdís Kolbrún Reykfjord Gylfadóttir, enviado especial do Conselho da Europa, afirmou em uma conferência realizada em maio na Finlândia que reconstruir o país é “uma promessa quase vazia” sem cuidados para os jovens que contemplem o trauma.

“Apesar do trauma profundo, generalizado e debilitante entre todas as crianças afetadas pela guerra na Ucrânia, muitos profissionais da linha de frente que trabalham com crianças não têm treinamento em cuidados baseados em traumas”, disse ela.

A Missão Eurásia se posiciona nessa lacuna, mobilizando conselheiros especializados em traumas para trabalhar em conjunto com líderes de igrejas locais. Esses líderes identificam crianças necessitadas e as convidam para participar de acampamentos, muitas vezes realizados em instalações alugadas, playgrounds ou terrenos de igrejas. As atividades combinam programas recreativos com ensino bíblico, discussões em pequenos grupos e sessões de aconselhamento personalizadas para crianças que sofreram deslocamento, violência ou perda.

Espaços seguros e conexões duradouras

Rakhuba disse que muitas crianças chegam aos campos desconfiadas e com medo após anos de guerra. “Elas buscam a garantia de que não serão deixadas sozinhas e que suas famílias não serão deixadas sozinhas”, disse ele. “Elas são extremamente gratas e receptivas ao cuidado — e querem estar perto de pessoas que as abracem e as mantenham seguras.”

Ele relembrou um incidente recente em Zaporizhzhia, onde crianças de um acampamento da Missão Eurásia se abrigaram em um porão durante um ataque de drones. “Quando o ataque terminou, elas voltaram imediatamente às suas atividades planejadas”, disse ele. Os pais, acrescentou, muitas vezes sentem que seus filhos estão mais seguros quando estão perto de uma igreja ou sob os cuidados de cristãos.

Os acampamentos “Verão da Esperança” fazem parte da estratégia da Missão Eurásia para equipar líderes nacionais para alcançar comunidades vulneráveis. O programa Escolas Sem Muros da organização capacita jovens líderes em ministério e atendimento a traumas para que possam liderar acampamentos em suas próprias regiões. “Os cidadãos vivem a mesma realidade que as crianças que atendem”, disse Rakhuba. “Essa experiência compartilhada gera confiança e permite que eles se conectem mais profundamente.”

Os acampamentos têm raízes na fé cristã, mas Rakhuba enfatizou que seu propósito vai além da evangelização. “Trata-se de restaurar a esperança e construir conexões para que as crianças saibam que fazem parte de uma comunidade maior e solidária”, disse ele. “Mesmo que a guerra não tenha acabado, elas conseguem ver que não estão sozinhas.”

O acompanhamento é uma parte essencial do modelo. Após o término dos acampamentos, os líderes das igrejas locais permanecem em contato com as famílias, oferecendo apoio e recursos contínuos. Em muitos casos, pais e cuidadores começam a frequentar a igreja ou a participar de programas comunitários depois de verem o cuidado que seus filhos recebem.

Testemunha em primeira mão da devastação

Rakhuba visitou áreas da linha de frente e áreas recentemente libertadas da Ucrânia, testemunhando em primeira mão a destruição deixada para trás. Ele descreveu vilarejos onde quase todas as casas foram danificadas, famílias em luto pelas crianças mortas em ataques e comunidades que se recusam a sair, apesar dos bombardeios constantes.

Uma família que ele conheceu perdeu o filho adolescente para estilhaços enquanto corriam para se abrigar durante um bombardeio. “O filho deles foi morto bem na frente deles”, disse Rakhuba. “E mesmo assim me disseram que preferiam morrer ali a deixar a casa deles.”

Ele também viu comunidades descrentes após a perda de entes queridos, sem um lugar seguro para onde ir. “As pessoas dependem apenas de organizações e da igreja para lhes trazer ajuda”, disse ele. “Estivemos em acampamentos no oeste da Ucrânia, onde levamos crianças e viúvas para um lugar onde conselheiros trabalham com mães e crianças para ajudá-las a lidar com o trauma.”

Um modelo moldado pela história

O ministério de acampamento da Missão Eurásia se baseia em décadas de experiência. Rakhuba lembrou-se de ter participado do primeiro acampamento cristão para jovens nos arredores de Moscou em 1992, logo após o colapso da União Soviética. O local havia sido um acampamento comunista para jovens; uma estátua de Lenin foi removida e, em seu lugar, um líder cristão segurou uma Bíblia, proclamando a Palavra de Deus na mesma plataforma.

“Aquele momento marcou o início dos nossos acampamentos bíblicos de verão”, disse Rakhuba. “O ministério dos acampamentos é a ferramenta mais eficaz nas mãos dos líderes das igrejas nacionais para alcançar comunidades de crianças isoladas e traumatizadas.”

Hoje, esse modelo continua, adaptado para condições de guerra. Os acampamentos na Ucrânia costumam ser realizados em pátios de igrejas ou campos escolares, com adaptações para alertas de ataques aéreos e toques de recolher. Os conselheiros incorporam jogos, artesanato e contação de histórias às sessões de aconselhamento.

Além da Ucrânia

Embora a Ucrânia seja o foco principal da Missão Eurásia, a organização também administra campos para crianças refugiadas ucranianas na Polônia e na Moldávia, bem como programas de extensão em outras nações eurasianas afetadas por conflitos ou pobreza.

No Cazaquistão e no Uzbequistão, onde a maioria da população é muçulmana, os acampamentos se concentram em construir relacionamentos e proporcionar um espaço seguro para as crianças. Rakhuba visitou recentemente uma aldeia uigur no Cazaquistão “que os moradores dizem estar tão esquecida, até mesmo por Deus”. Lá, crianças que têm pouco o que fazer no verão se reúnem para brincar, comer e contar histórias da Bíblia.

Em Israel, o ministério apoia comunidades judaicas de língua russa e iniciativas árabe-cristãs, incluindo projetos que unem judeus e árabes. Acampamentos também são organizados na Armênia e no Azerbaijão, que permanecem em estado de tensão.

Um chamado para oração

A Igreja na Ucrânia triplicou de tamanho desde o início da guerra, à medida que as comunidades dependem da comunhão cristã para necessidades práticas e espirituais. “Quando veem o verdadeiro cuidado e aprendem que a esperança está em Deus e em Jesus, elas se unem”, disse Rakhuba.

Ele pediu orações contínuas — pelo fim da guerra, por sabedoria entre os líderes mundiais e por proteção para a equipe da Missão Eurásia.

“Queremos que as crianças sintam alegria, façam amigos e ouçam que há esperança para suas vidas”, disse ele. “E queremos que elas saibam que a esperança tem um nome: Jesus.”

Folha Gospel – artigo publicado originalmente no Christian Daily International

Ads
- Publicidade -
-Publicidade-