Início Site Página 49

Evangelista é morto em emboscada após culto em Uganda

Cristãos durante culto em Uganda.
Cristãos durante culto em Uganda.

Fontes disseram que suspeitos extremistas muçulmanos, em uma emboscada, disfarçados de mototaxistas, assassinaram um evangelista no centro de Uganda em 9 de abril, logo após ele pregar em um evento evangélico.

Alfred Kitenga foi espancado e esfaqueado por volta das 21h30 na Northern Bypass, em Kawaala, distrito de Wakiso, depois que ele e sua esposa, Anna Grace Nabirye, voltavam para casa após pregarem na área de Namungoona, em Kampala, disse ela.

Após o casal passar a noite pregando em Namungoona como parte de uma equipe evangelística, quatro pessoas que se identificaram como mototaxistas os abordaram, dizendo serem cristãos que haviam participado do evento, e ofereceram-lhes transporte gratuito para casa, de acordo com Nabirye.

“Acreditamos neles porque disseram que eram irmãos na fé que tinham ouvido a mensagem”, disse Nabirye ao Morning Star News.

Durante a viagem, os motociclistas sugeriram uma rota alternativa por Kasangati, alegando congestionamento e o horário avançado, disse ela, e o casal concordou com a mudança.

Nabirye disse que mais tarde começou a se sentir desconfortável quando um dos motoristas falou repetidamente ao telefone em um idioma que ela não entendia. Pouco depois, apareceram mais três homens.

“O que se seguiu foi repentino e violento”, disse ela.

Os agressores se voltaram contra o casal, espancando-os brutalmente, e durante o ataque feriram fatalmente Kitenga com facas, disse Nabirye, acrescentando que mais tarde a levaram e a deixaram perto de sua casa, permitindo que ela sobrevivesse.

Ela alertou os líderes da igreja, que correram para o local do ataque e encontraram o corpo de Kitinga caído na beira da estrada. Eles notificaram a polícia, que levou o corpo para o necrotério para autópsia.

Líderes da igreja expressaram choque e tristeza, descrevendo Kitenga como um evangelista dedicado e comprometido com a propagação do evangelho, particularmente entre as comunidades muçulmanas.

“Esta é uma perda dolorosa para o corpo de Cristo”, disse um líder religioso local, pedindo orações e apoio para a família enlutada.

As autoridades iniciaram investigações sobre o homicídio. Até o momento, nenhum motivo foi confirmado e nenhum suspeito foi preso.

O incidente gerou preocupação entre grupos cristãos sobre a segurança dos evangelistas, especialmente daqueles que realizam missões de evangelização no período noturno. Alguns líderes agora defendem maior cautela e medidas de segurança para as equipes missionárias que atuam em campo.

Enquanto as investigações prosseguem, a morte de Kitenga deixou sua família, igreja e toda a comunidade cristã em luto.

O ataque foi o mais recente de muitos casos de perseguição a cristãos em Uganda.

A Constituição de Uganda e outras leis garantem a liberdade religiosa, incluindo o direito de propagar a própria fé e de se converter de uma religião para outra. Os muçulmanos representam não mais que 12% da população de Uganda, com altas concentrações nas regiões leste do país.

Folha Gospel com informações de Christian Daily

Processado por testemunho de fé, ex-gay pede coragem cristã em meio a leis restritivas

Matthew Grech, cristão ex-gay, processado por compartilhar seu testemunho. (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Matthew Grech, cristão ex-gay, processado por compartilhar seu testemunho. (Foto: Reprodução/Redes sociais)

O cristão maltês Matthew Grech, que enfrentou um processo judicial de três anos por compartilhar seu testemunho de fé sobre ter abandonado o estilo de vida homossexual, apelou recentemente à coragem para que outros cristãos defendam publicamente suas crenças. Ele foi absolvido de todas as acusações no mês anterior.

As acusações tiveram início em 2022, após uma entrevista concedida ao PMnews Malta. Grech comentou suas convicções sobre fé e sexualidade, o que desencadeou um processo com base na legislação de Malta, pioneira na Europa em proibir práticas conhecidas como “terapia de conversão” desde 2016. O processo resultou em (Leia a íntegra clicando aqui)

Silas Malafaia reage a processo de Wagner Moura e questiona ação judicial

Wagner Moura e Silas Malafaia (Foto: Reprodução/Instagram)
Wagner Moura e Silas Malafaia (Foto: Reprodução/Instagram)

O pastor Silas Malafaia comentou o processo movido pelo ator Wagner Moura na Justiça do Rio de Janeiro e afirmou não compreender a motivação da ação. Segundo ele, não houve citação direta ao artista nas declarações que motivaram o caso.

“O que que esse cara está movendo contra mim se eu nunca citei ele? Eu não estou entendendo isso aí”, declarou o líder religioso ao se manifestar sobre o episódio.

A ação tramita na 5ª Vara Cível da Barra da Tijuca e pede indenização de R$ 100 mil por danos morais, em razão de publicações feitas por Malafaia nas redes sociais. Até o momento, o processo segue em sigilo e ainda não houve decisão judicial.

Malafaia afirmou que, até o momento, não foi oficialmente notificado pela Justiça sobre a ação. Ainda assim, criticou a iniciativa do ator e questionou o fato de ter sido escolhido como alvo do processo.

“Isso viralizou em tudo o que é rede social… ele me escolheu. Vai ter que processar centenas de milhares de pessoas. Tá de brincadeira”, disse.

O conflito teve início após declarações do pastor publicadas nas redes sociais durante o período em que Wagner Moura estava em evidência internacional, especialmente após premiações e indicações no cinema por conta do filme “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho.

Na ocasião, Malafaia criticou artistas que, segundo ele, se beneficiariam de recursos públicos para produções culturais. O ator, por sua vez, contesta essa interpretação e afirma não ter responsabilidade pela captação de recursos do filme em que atuou.

Entre as declarações que motivaram o processo, o pastor chegou a chamar o ator de “artista cretino” e fez críticas de cunho político, associando o artista a posicionamentos ideológicos.

“Para esse artista cretino, Wagner Moura, governo bom é dar aumento de R$ 18 para professores e R$ 18 bilhões para o que eles chamam de cultura. Na verdade, é para compra de consciência e propaganda de governo.”, criticou Malafaia.

Ao comentar o caso, Malafaia negou ter feito acusações pessoais de corrupção e voltou a criticar a ação judicial. “Qual é a acusação pessoal que eu faço a ele de corrupção? Nenhuma”, afirmou.

A ação judicial permanece em andamento e corre sob segredo de Justiça. O processo ainda não teve julgamento, e não há prazo definido para decisão.

O episódio reforça a tensão entre figuras públicas em meio a debates políticos e culturais, especialmente quando manifestações em redes sociais acabam migrando para o campo jurídico.

Fonte: Comunhão

Deputada cristã da Finlândia diz que sua condenação visa silenciar cristãos

A deputada finlandesa Päivi Räsänen. (Foto: Alliance Defending Freedom International)
A deputada finlandesa Päivi Räsänen. (Foto: Alliance Defending Freedom International)

A deputada finlandesa Päivi Räsänen afirmou que a recente decisão da Suprema Corte da Finlândia, que a condenou por discurso de ódio, teve como objetivo intimidar pessoas e silenciar opiniões sobre moralidade sexual.

“Eu acho que eles queriam encontrar algo para me declarar culpada, porque queriam dar um sinal à nossa sociedade sobre o que pode acontecer se você falar livremente, se expressar suas convicções sobre gênero e casamento”, disse Räsänen em entrevista.

A parlamentar foi considerada culpada por co-publicar, em 2004, um panfleto que abordava a visão cristã sobre sexualidade. O material, intitulado “Masculino e feminino Ele os criou”, afirmava que relações homossexuais desafiam o conceito cristão de humanidade.

Mesmo tendo sido absolvida duas vezes por tribunais inferiores, Räsänen foi condenada pela Suprema Corte em uma decisão apertada de 3 votos a 2, com base em uma lei que trata de “incitação contra grupo minoritário”.

O tribunal reconheceu que o texto não continha incitação à violência ou ameaças, mas ainda assim determinou a aplicação de uma multa de 1.800 euros e ordenou a remoção e destruição das cópias do material, embora ele continue disponível online.

A investigação contra Räsänen começou após uma publicação feita em 2019, na qual ela citou um trecho bíblico (Romanos 1:24–27) para criticar a participação da Igreja Luterana da Finlândia em eventos do orgulho LGBT.

Embora tenha sido absolvida nessa acusação específica, a promotoria utilizou o panfleto antigo como base para a condenação, o que, segundo a parlamentar, indica uma tentativa deliberada de puni-la por suas convicções.

Räsänen afirmou que seu posicionamento se baseia em sua fé cristã e na interpretação bíblica sobre a criação e a sexualidade. Segundo ela, a decisão judicial representa um risco para a liberdade de expressão.

“Eu digo no panfleto que todas as pessoas são iguais. Deus nos criou à Sua imagem, e somos iguais diante de Deus e também diante da Constituição e da lei”, declarou, rejeitando acusações de que teria considerado homossexuais inferiores.

A parlamentar informou que pretende recorrer da decisão ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos. O caso tem gerado preocupação entre defensores da liberdade de expressão e da liberdade religiosa em diferentes países.

Críticos da decisão afirmam que o processo pode criar um “efeito inibidor”, desencorajando outras pessoas a expressarem publicamente suas crenças.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Cristãos no Reino Unido relatam crescente pressão cultural, aponta estudo

Bandeira do Reino Unido e a torre do relógio Big Ben (Foto: Canva Pro)
Bandeira do Reino Unido e a torre do relógio Big Ben (Foto: Canva Pro)

Cristãos no Reino Unido afirmam que continuam livres para praticar sua fé, mas muitos relatam uma sensação crescente de pressão cultural ao expressar suas crenças em público. É o que aponta um estudo recente divulgado pela Evangelical Alliance.

De acordo com o estudo, mais de 88% dos cristãos dizem que podem praticar sua fé abertamente. No entanto, quase metade dos entrevistados (48%) afirmou que se tornou mais difícil expressar suas convicções nos últimos cinco anos.

Pressão cultural, não legal

O estudo destaca que o principal desafio enfrentado pelos cristãos não está em restrições legais, mas em mudanças culturais. Segundo os dados, há uma percepção crescente de pressão, marginalização e incompreensão em relação às crenças religiosas.

Temas como sexualidade e identidade de gênero foram apontados como alguns dos principais pontos de tensão, além do aumento da polarização social e da influência das redes sociais no debate público.

Autocensura e cautela

A pesquisa revela que muitos cristãos têm adotado uma postura mais cautelosa ao falar sobre sua fé. Cerca de 41% afirmam moderar suas falas em público, enquanto outros relatam receio de serem mal interpretados ou de prejudicar relações pessoais e profissionais.

Apesar disso, 79% dos entrevistados dizem ainda se sentir capazes de expressar suas opiniões com base em sua fé, embora nem todos o façam com frequência.

Desafios em espaços públicos e profissionais

O estudo também aponta que cristãos em posições de maior visibilidade — como na política, educação e mídia — enfrentam níveis mais altos de escrutínio, especialmente quando suas opiniões envolvem temas sensíveis.

No ambiente de trabalho, cerca de 60% dos entrevistados dizem se sentir confortáveis em falar sobre sua fé. No entanto, uma parcela significativa relata hesitação, e aproximadamente 35% afirmam já ter enfrentado algum tipo de hostilidade não criminosa, como críticas, pressão social ou estereótipos negativos.

Casos de crimes de ódio são menos frequentes, atingindo menos de 5% dos participantes.

Ambiente complexo, mas com oportunidades

Apesar dos desafios, o estudo indica que o cenário não é exclusivamente negativo. Muitos cristãos relatam experiências positivas em relações pessoais e destacam abertura para conversas sobre fé, especialmente com familiares e amigos.

Além disso, o estudo sugere que há interesse crescente por temas espirituais na sociedade, o que pode abrir espaço para diálogo.

Chamado à confiança

Na conclusão, a Evangelical Alliance afirma que o principal desafio para os cristãos atualmente é lidar com a forma como suas crenças são percebidas em um ambiente cultural em transformação.

O estudo encoraja os fiéis a não se afastarem do debate público, mas a desenvolverem confiança para viver sua fé, se expressar com respeito e contribuir de forma construtiva para a sociedade.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Tribunal indiano suspende processo contra padre que pregava que Jesus é o único caminho

Bandeira da Índia (Foto: Canva)
Bandeira da Índia (Foto: Canva)

A Suprema Corte da Índia suspendeu todos os processos criminais contra um padre católico romano que foi acusado de ferir sentimentos religiosos após afirmar a uma congregação que o cristianismo era a única religião verdadeira.

O padre Vincent Pereira, do estado de Uttar Pradesh, no norte da Índia, enfrenta acusações sob o Artigo 295A do Código Penal Indiano desde fevereiro de 2024, de acordo com o grupo Christian Solidarity Worldwide (CSW), com sede no Reino Unido.

A Seção 295A criminaliza atos deliberados e maliciosos com a intenção de ultrajar sentimentos religiosos, uma disposição frequentemente vista como funcionando como uma lei de blasfêmia.

Um Boletim de Ocorrência, ou queixa policial formal, foi registrado contra Pereira em 2023 na Delegacia de Polícia de Muhammadabad, no distrito de Mau, em Uttar Pradesh, após ele ser acusado de ferir os sentimentos religiosos da comunidade hindu ao afirmar, durante um culto religioso, que o cristianismo era a única religião verdadeira.

Pereira entrou com um pedido no Tribunal Superior de Allahabad para anular as acusações

Em 18 de março de 2026, o tribunal rejeitou a petição, decidindo que afirmar que uma única religião é a única verdadeira é errado em um país laico como a Índia, pois pode ser depreciativo para outras religiões.

Pereira então recorreu ao Supremo Tribunal da Índia.

Em 10 de abril, um painel composto pelos juízes Vikram Nath e Sandeep Mehta determinou que nenhum julgamento ocorrerá, nenhuma intimação precisará ser atendida e todos os processos criminais contra Pereira serão suspensos até que o tribunal ouça e decida o caso em seu mérito.

O tribunal também notificou o governo de Uttar Pradesh sobre a petição de Pereira contestando a decisão do Tribunal Superior de Allahabad.

O artigo 25(1) da Constituição indiana garante a todos os cidadãos o direito de professar, praticar e propagar livremente a sua religião, sujeitos a considerações de ordem pública, moralidade e saúde. A propagação inclui o direito de pregar e partilhar as próprias crenças religiosas.

O presidente da CSW, Mervyn Thomas, saudou a decisão da Suprema Corte como um passo positivo para as comunidades religiosas minoritárias na Índia. Ele pediu ao tribunal que absolva Pereira e rejeite a posição do Tribunal Superior de Allahabad de que nenhuma fé pode reivindicar a verdade exclusiva, afirmando que isso, na prática, criminaliza uma crença doutrinária fundamental de muitas religiões.

A perseguição a padres e trabalhadores cristãos é rotineira na Índia, incluindo ataques violentos.

Em seu relatório de 2026, divulgado no mês passado, a Comissão dos EUA para a Liberdade Religiosa Internacional instou o Departamento de Estado americano a designar a Índia como um “país de preocupação especial”, citando violações sistemáticas e contínuas da liberdade religiosa.

Os casos de violência contra cristãos relatados aumentaram de 139 em 2014 para mais de 900 em 2026, com quase 5.000 incidentes documentados na última década, de acordo com o Fórum Cristão Unido (UCF).

O ano de 2014 marcou o início do mandato atual do partido nacionalista hindu Bharatiya Janata Party no âmbito federal.

Diversos estados indianos possuem leis anticonversão para regulamentar as conversões religiosas, o que, na prática, criminaliza a oração pacífica e o trabalho de caridade. Em muitos casos, as queixas policiais são apresentadas por terceiros, e não pelas supostas vítimas.

Uma análise de mais de 100 queixas policiais revelou que muitas continham linguagem idêntica, com várias citando a posse de literatura cristã como prova de conversão forçada, segundo a UCF. A Suprema Corte já decidiu anteriormente que tais casos, na ausência de alegações específicas ou vítimas diretas, constituem abuso do processo penal.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Israel pede desculpas por danos causados ​​por soldado a uma estátua de Jesus no Líbano

Soldado das Forças de Defesa de Israel (IDF) quebrando estátua no Líbano, 20 de abril de 2026. (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Soldado das Forças de Defesa de Israel (IDF) quebrando estátua no Líbano, 20 de abril de 2026. (Foto: Reprodução/Redes sociais)

A relação já tensa de Israel com as comunidades católica e ortodoxa ficou sob nova pressão no fim de semana, após a circulação online de uma imagem mostrando um soldado das Forças de Defesa de Israel destruindo uma estátua de Jesus Cristo no sul do Líbano.

Após ampla condenação, os militares israelenses confirmaram a autenticidade da imagem e disseram que iniciariam uma investigação rápida e tomariam medidas disciplinares contra os envolvidos.

“As Forças de Defesa de Israel encaram o incidente com extrema seriedade e enfatizam que a conduta do soldado é totalmente incompatível com os valores esperados de suas tropas. O incidente está sendo investigado pelo Comando Norte e está sendo tratado por toda a cadeia de comando. Medidas apropriadas serão tomadas contra os envolvidos, de acordo com as conclusões da investigação”, declarou o Exército.

A fotografia do incidente teria sido tirada na vila de Debel, localizada a cerca de 6 quilômetros a noroeste e cerca de 5 quilômetros a nordeste da comunidade fronteiriça israelense de Shtula. As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram que auxiliarão os moradores na substituição da estátua e na restauração do local.

Na manhã de segunda-feira, Gideon Sa’ar publicou um pedido de desculpas no X à comunidade cristã pelo incidente, afirmando que “Esta ação vergonhosa é completamente contrária aos nossos valores” e disse estar confiante de que as Forças de Defesa de Israel tomarão “as medidas rigorosas necessárias” contra o soldado visto na fotografia, bem como contra outros que possam ter estado envolvidos, incluindo o indivíduo que tirou a foto.

O embaixador dos EUA, Mike Huckabee, elogiou a resposta de Israel após criticar veementemente o incidente no X, dizendo estar “feliz” que Sa’ar e o Ministério das Relações Exteriores tivessem tomado “uma posição firme para condenar este ato ultrajante de um soldado das Forças de Defesa de Israel — ele não representa adequadamente as Forças de Defesa de Israel, Israel ou o governo israelense. Consequências rápidas, severas e públicas são necessárias.”

Os líderes da comunidade católica maronita do Líbano se manifestaram veementemente, condenando o incidente e afirmando que estão sofrendo muito com a guerra, além de culpar tanto Israel quanto o grupo terrorista Hezbollah.

A comunidade cristã de Israel reagiu de forma menos incisiva, embora alguns membros do clero que anteriormente incentivavam os jovens a se voluntariarem para o serviço nas Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmem que podem reconsiderar essa posição.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) e o governo condenaram veementemente o incidente e prometeram uma investigação e medidas disciplinares, uma resposta que pode ajudar a aliviar as tensões a curto prazo. No entanto, alguns membros da comunidade cristã afirmam que este é apenas o mais recente de uma série de incidentes que demonstram a falta de respeito para com eles dentro de Israel.

“Não culpo esses jovens que destruíram uma estátua e postaram uma foto dela na internet”, disse um padre católico da Ordem Franciscana perto de Jerusalém ao All Israel News .

“Eu culpo o sistema educacional, que mal tenta ensinar às crianças judias israelenses sobre seus vizinhos cristãos. Culpo também os rabinos que dizem aos seus seguidores que é aceitável ter uma atitude de desprezo pelos cristãos e pelo Novo Testamento. Clérigos cristãos na Cidade Velha de Jerusalém são cuspido por crianças judias ortodoxas o tempo todo, e houve muitos outros incidentes de vandalismo contra cemitérios cristãos e propriedades de igrejas aqui em Jerusalém e também na Galileia. Isso acontece há anos, mas parece que piorou ultimamente.”

O padre, que pediu para permanecer anônimo, disse que chegou a Jerusalém há muitos anos com visões amplamente pró-Israel e ainda se considera, em geral, um apoiador. No entanto, acrescentou que agora entende melhor por que alguns cristãos ao redor do mundo se tornaram mais críticos de Israel.

“Os israelenses não se ajudam em nada”, acrescentou. “Eles realmente precisam parar de se esforçar tanto para serem seus próprios piores inimigos.”

Folha Gospel com informações de The Christian Post e publicado originalmente em All Israel News.

Cantor Isaac Sá morre aos 80 anos em Pernambuco

Cantor e empresário Isaac Sá (Foto: Reprodução)
Cantor e empresário Isaac Sá (Foto: Reprodução)

O cantor e compositor evangélico Isaac Sá faleceu, nesta segunda-feira, 20, aos 80 anos em Pernambuco. A notícia entristece a comunidade religiosa e o cenário musical do estado, onde o artista construiu uma carreira sólida de mais de quatro décadas. Ele vinha enfrentando algumas dificuldades de saúde relacionadas à sua idade, mas a família optou por não divulgar detalhes específicos sobre as causas de seu falecimento.

A informação sobre a partida de Isaac Sá foi inicialmente divulgada pelo radialista, cantor e amigo pessoal Ademir Gomes, conhecido como Matuto de Jesus. O legado deixado pelo artista, marcado por hinos e uma voz inconfundível, ecoa na memória de seus fãs e admiradores.

Trajetória de um ícone evangélico

Nascido em Caruaru-PE em 17 de junho de 1945, Isaac Sá, cujo nome de batismo era Isaac Lima Sá, foi uma figura proeminente na música evangélica pernambucana. Com uma trajetória que ultrapassa os 40 anos, ele gravou dezenas de discos, entre LPs e CDs, consolidando seu nome com canções que tocaram o coração de muitos. Sua voz marcante e suas composições o tornaram uma referência no gênero.

Ao longo de sua carreira, Isaac Sá lançou mais de 12 discos, apresentando ao público hinos que se tornaram clássicos. Uma coletânea especial intitulada “Pra Matar Saudades”, selecionada por sua filha Débora Sá, trouxe de volta sucessos como “Jesus é Tudo”, “Cântico Novo”, “Anjo Bom” e “Festa na Catedral”, permitindo que novas gerações conhecessem seu trabalho.

Entre suas canções mais emblemáticas está “Regresso”, um hino que emociona pela letra sobre o retorno ao lar e a força da fé. Outros clipes populares que marcaram sua carreira incluem “Regresso” e “Taxista de Cristo”, demonstrando a diversidade e a mensagem de suas músicas.

Atualmente, Isaac Sá residia em Recife, onde mantinha uma vida ativa, conciliando a paixão pela música com a administração de uma rede de lojas conhecida como Casas Sá. Sua presença não se limitava aos palcos; ele era um empreendedor atuante na capital pernambucana.

Despedida e homenagens

O velório de Isaac Sá ocorrerá nesta terça-feira (21), a partir das 11h, no Cemitério Memorial Guararapes, localizado na BR 101, em Jaboatão dos Guararapes. O sepultamento será realizado no mesmo local, às 15h. A despedida reunirá familiares, amigos e admiradores, que prestarão as últimas homenagens a este grande nome da música evangélica.

Isaac Sá deixa um importante legado na comunidade evangélica, marcado por sua fé, talento e dedicação à música. Sua obra continuará a inspirar e a emocionar, mantendo viva a memória deste artista pernambucano.

Ouça “Festa na Catedral”:

Apenas 22% dos americanos veem os cristãos como empáticos, revela pesquisa

Pastor pregando (foto: reprodução)
Pastor pregando (foto: reprodução)

Uma pesquisa recente do instituto Barna aponta um cenário preocupante para a imagem pública dos cristãos nos Estados Unidos. Apenas 22% dos adultos americanos consideram que cristãos são conhecidos por sua empatia. Essa baixa percepção sugere um problema mais profundo do que uma simples questão de imagem, indicando que muitos americanos esperam julgamento antes de cuidado.

Dados adicionais da pesquisa Spiritually Open, do mesmo instituto, revelam que quase metade das pessoas sem filiação religiosa descreve o cristianismo como julgador (48%) ou hipócrita (49%). Somente 15% expressam respeito pela fé cristã. No quesito empatia, a situação é igualmente reveladora, com não cristãos divididos igualmente sobre a capacidade de cristãos em ouvir ativamente, deixando muitos sem se sentirem ouvidos, cuidados ou compreendidos.

Quando questionados sobre o que esperam de conversas com cristãos, a resposta principal foi clara: escutar sem julgar. O pastor e presidente da organização Bread for the World, Eugene Cho, enfatiza que o problema não é a falta de informação, mas sim de empatia.

“O problema não é mais informação — é empatia”, disse Cho. Ele observa que a situação piora quando exemplos negativos isolados são generalizados para representar grupos inteiros. “O que muitas vezes acontece é que as pessoas pegam esses exemplos de exceção e os usam para representar o todo”, explicou Cho. “Esse foco em exceções negativas alimenta a falta de empatia e cria uma perigosa mentalidade de ‘eu, meu e mim’.”

Essa dissonância ficou evidente recentemente, quando a resposta da Igreja a questões como operações de imigração foi frequentemente obscurecida, hesitante ou tão politizada que prejudicou seu testemunho. Enquanto alguns cristãos se manifestaram com clareza e coragem, muitos outros não o fizeram, transmitindo uma mensagem de defensividade, distração ou ausência no momento em que a compaixão seria esperada, especialmente por imigrantes e céticos.

A análise sugere que a questão transcende um mero problema de comunicação ou marketing, apontando para uma falha mais intrínseca na demonstração de empatia. Embora a palavra empatia não apareça nas escrituras, o conceito de sentir com o outro é central nos Evangelhos, exemplificado nas ações de Jesus ao curar e ensinar multidões por compaixão.

A palavra grega para compaixão, *splanchnizomai*, derivada de *splanchna* (partes internas, entranhas), indica uma empatia visceral e física, um movimento em direção à dor alheia, mesmo que inconveniente. Essa profundidade de compaixão contrasta com a percepção de uma versão mais fria do cristianismo encontrada atualmente.

Uma explicação para esse distanciamento pode residir na forma como, em muitos círculos cristãos, a verdade e o amor têm sido tratados como prioridades conflitantes. A ênfase excessiva na correção e na defesa da verdade, por vezes, justifica uma notável falta de ternura, transformando o princípio de “falar a verdade em amor” em um slogan onde a verdade domina e o amor perde espaço.

Essa dinâmica dificulta a empatia, pois o outro passa a ser visto não como um próximo, mas como uma ameaça, um adversário ou um inimigo a ser vencido. O instinto se torna defensivo e a postura, guardada, dificultando o cuidado genuíno com aqueles que são vistos apenas como opositores.

Cho adiciona que a escassez percebida e a polarização intensificam esse instinto. “Quando as pessoas sentem que não há o suficiente para todos, elas entram em modo de sobrevivência, e a empatia fica de lado”, disse ele, observando que isso resulta em uma cultura que restringe o círculo de preocupação, focando em um modelo de “eu, minha família, meus filhos, meu pequeno grupo”.

Essa postura não distorce apenas a política, mas também o discipulado. O amor ao próximo pode perder o significado quando os vizinhos se tornam abstratos. “Você não pode amar seu vizinho se você não o conhece”, alertou Cho, considerando o contrário como “ginástica teológica”.

A distância impede o conhecimento mútuo, facilitando estereótipos e a visão de grupos externos, como imigrantes ou oponentes políticos, como problemas a serem resolvidos em vez de indivíduos a serem ouvidos. Os Evangelhos, por outro lado, mostram Jesus agindo em proximidade, movido pela dor de pessoas reais em situações concretas, sem se isolar.

Essa lacuna de empatia representa um problema de credibilidade, pois muitos americanos não estão rejeitando crenças cristãs, mas sim a forma como os cristãos são percebidos em suas interações: desinteressados em ouvir, lentos para cuidar e rápidos para julgar.

Segundo Cho, a empatia começa com uma mudança simples, porém custosa, de postura: “Acho que começa com ouvir e aprender. Significa fazer um esforço extra para se conectar com pessoas fora de nossos círculos habituais.”

Essa conexão não elimina desacordos, mas muda o tom deles. “Pode não mudar a forma como votamos”, disse Cho, “mas muda a forma como vemos as pessoas.”

A Igreja, portanto, necessita de um testemunho mais autêntico, com cristãos reconhecidos não apenas por defender a verdade, mas por tratar as pessoas com dignidade. É preciso menos medo, menos posturas defensivas e menos tendência a transformar conversas difíceis em batalhas culturais. Atualmente, muitos fora da Igreja se preparam para serem julgados antes de serem conhecidos, e os dados sugerem que essa expectativa tem fundamento. Embora se possa argumentar que o contexto é injusto ou que a Igreja é mal compreendida, a disparidade entre a autoimagem dos cristãos e a experiência alheia exige reflexão. Para que as mensagens sobre amor, graça e o caminho de Jesus sejam levadas a sério, a empatia deve ser uma prática visível e central, e não uma habilidade opcional, o que, para muitos americanos, ainda não é.

Folha Gospel com informações de Relevant Magazine

Eleições 2026: Lula usa fim da escala de trabalho e críticas a bets para atrair evangélicos

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O governo federal tem apostado em pautas em alta na política para se aproximar de grupos evangélicos e conservadores, com as eleições se aproximando. O discurso, em alguns casos, foi moldado em discussões internas do próprio governo. Os dois principais assuntos explorados são as plataformas de apostas online, popularmente conhecidas como “bets”, e a extinção da escala de trabalho 6×1, que prevê seis dias de labor para um de descanso.

Esses temas têm aparecido com frequência nas declarações de membros do governo e serviram de “gancho” para mensagens direcionadas a conservadores e evangélicos nos últimos dias. Em entrevista concedida na terça-feira (14), o presidente Lula criticou as plataformas de apostas, posicionando-se como um cristão, apesar de ser católico. Para o chefe do Executivo e seu grupo político, parte do endividamento da população tem relação com as “bets”, que estariam “assaltando o povo”.

“E agora tem as bets para assaltar o povo”, declarou o petista. “Nós brigamos a vida inteira contra cassino, eu pelo menos, como cristão, agora o cassino está dentro da sua casa”, acrescentou o presidente, que uma semana antes já havia manifestado o desejo de fechar as plataformas. “Se fazem tão mal, por que a gente não acaba? Estamos tentando discutir isso”, afirmou.

Na mesma ocasião, Lula ressaltou ter o “compromisso moral, ético e até cristão de não permitir que os fascistas voltem a governar”, numa tentativa de dissipar especulações sobre sua candidatura à reeleição. O presidente, que historicamente evitou misturar religião e política, em 2022 aceitou divulgar uma carta ao público evangélico apenas após insistência de aliados, acreditando que propostas econômicas atrairiam o segmento.

A pesquisa Datafolha da semana passada, no entanto, indicou que o adversário de Lula, Flávio Bolsonaro, possui o dobro da intenção de voto entre evangélicos, embora o cenário geral para o segundo turno aponte um empate técnico entre os dois, com 45% para Lula e 46% para Bolsonaro, dentro da margem de erro de dois pontos.

Um dia após a fala de Lula, na quarta-feira (15), o ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, acenou aos conservadores ao divulgar um projeto de lei que visa o fim da escala de trabalho 6×1. Boulos associou a proposta à defesa da família, um pilar importante para o público conservador. A ideia de fazer essa ligação foi percebida por integrantes do governo em discussões internas sobre o tema.

“O projeto de lei com urgência do fim da escala 6×1 é o projeto da família trabalhadora. Porque quem defende a família no Brasil, defende que o trabalhador e a trabalhadora possam ficar mais tempo com a sua família”, declarou Boulos.

O ministro também ponderou que a aprovação do projeto daria mais tempo para as pessoas frequentarem a igreja, um argumento que, segundo relatos, teria sido originado por ele. Ele destacou a importância da medida para as mulheres, que muitas vezes ficam sobrecarregadas com o trabalho e as responsabilidades domésticas. “Ela não tem descanso, não tem tempo de lazer, não tem tempo de ir para a igreja, não tem tempo de assistir a um jogo de futebol”, disse o ministro, ressaltando o impacto para a vida delas.

Folha Gospel com informações de Folha de S.Paulo

Ads
- Publicidade -
-Publicidade-