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Prática religiosa está ligada a níveis mais altos de sucesso dos alunos, revela estudo

Estudantes em sala de aula (Foto: Reprodução)
Estudantes em sala de aula (Foto: Reprodução)

De acordo com um estudo, as práticas religiosas dos alunos, suas famílias e professores podem ajudar a reduzir as desigualdades nas oportunidades de aprendizagem, pois a fé está associada a níveis mais elevados de desempenho acadêmico dos alunos.

Bryant Jensen, professor de formação de professores na Universidade Brigham Young e pesquisador afiliado ao Instituto Wheatley, e Irvin L. Scott, professor sênior da Escola de Pós-Graduação em Educação de Harvard e diretor fundador da Iniciativa de Liderança para Fé e Educação, são os autores do relatório intitulado “ Fé na Renovação Educacional: A Religião como Recurso para Transformar Oportunidades de Aprendizagem ” .

O relatório, publicado na semana passada pelo Instituto Wheatley da BYU e pela Iniciativa de Liderança para Fé e Educação de Harvard, analisou pesquisas existentes “sobre o papel da fé religiosa no florescimento humano”.

Um estudo citado no relatório constatou que os alunos do ensino fundamental e médio que demonstraram os níveis mais altos de participação religiosa apresentaram médias de notas 0,144 pontos superiores às de seus colegas que nunca participaram de atividades religiosas.

Segundo o relatório, estudantes de famílias da classe trabalhadora se beneficiaram mais da participação religiosa do que seus colegas de renda mais alta. Já os estudantes de famílias mais pobres demonstraram benefícios mais fracos e menos consistentes. Os estudantes do sexo masculino também se beneficiaram mais da participação religiosa, que, por sua vez, esteve associada a resultados acadêmicos inferiores para as estudantes do sexo feminino.

“Após quase dois séculos, a promessa das escolas públicas dos EUA de promover oportunidades de aprendizagem eficazes e significativas para todas as crianças, independentemente de raça e classe social, permanece não cumprida”, disse Jensen em um comunicado enviado ao The Christian Post.

“Grandes disparidades nas oportunidades de aprendizagem continuam a persistir entre os alunos de diferentes raças e etnias, enquanto as disparidades de oportunidades por gênero e renda familiar estão aumentando. Acreditamos que a fé religiosa pode ajudar a superar essas disparidades.”

De acordo com o relatório, a participação religiosa entre os estudantes está associada a um melhor desempenho acadêmico na escola, níveis mais elevados de escolaridade formal e maiores aspirações ao ensino superior.

A pesquisa sugere que esses efeitos positivos se devem aos códigos morais, às habilidades de estudo e aos laços sociais e organizacionais que os alunos podem desenvolver ao participar de uma fé religiosa.

Os alunos aprendem códigos morais a partir de suas tradições religiosas, que os ensinam a manter certos comportamentos relacionados a vícios como o uso de substâncias, a delinquência, o comportamento sexual, a violência e o absentismo escolar, observou o relatório.

Os jovens também aprendem habilidades por meio de suas atividades religiosas que podem beneficiar seu aprendizado escolar, como “competências sociais”, que podem incluir falar em público e como servir aos outros, mesmo quando ninguém está olhando.

“Essas competências pró-sociais reduzem o mau comportamento na escola e demonstraram aumentar a motivação e a confiança dos alunos para obterem bom desempenho escolar”, afirmou o relatório, destacando pesquisas que corroboram a tese dos autores.

O relatório também citou estudos que constataram que a prática religiosa regular pode ajudar os alunos a desenvolver habilidades que podem ser transferidas para o aprendizado acadêmico na escola. Por exemplo, o estudo de textos religiosos pode auxiliar os alunos no desenvolvimento de suas habilidades de leitura e escrita, e a participação em cultos e sermões pode lhes proporcionar “a capacidade de extrair e sintetizar ideias-chave”.

“Por fim, os efeitos da religiosidade nos resultados dos alunos são explicados pelos laços sociais e organizacionais com outras pessoas da mesma fé, incluindo familiares. Esses laços com adultos e outros jovens e crianças — denominados capital social — fornecem aos alunos informações, recursos, valores, sistemas de apoio confiáveis ​​e oportunidades que, de outra forma, eles não teriam acesso”, concluiu o relatório.

Em relação à influência da fé sobre os educadores, o relatório observou que os professores “que se sentem ‘chamados’ para a profissão, muitas vezes por motivos ligados à devoção espiritual, são mais motivados intrinsecamente”.

Os autores apresentaram diversas recomendações que, segundo eles, podem impactar positivamente crianças e jovens, independentemente de seus sistemas de crenças, como parcerias entre organizações religiosas e escolas.

“Embora não defendamos que as escolas públicas ensinem doutrinas religiosas ou usem fundos públicos para fins religiosos, as parcerias com comunidades religiosas podem oferecer recursos inexplorados para enriquecer as oportunidades de aprendizagem dos alunos, especialmente para aqueles em comunidades desfavorecidas”, disse Scott ao CP.

Embora os autores reconheçam que o impacto desses programas é “limitado, mas promissor”, o relatório afirma que “parcerias bem coordenadas entre escolas e organizações religiosas podem impactar positivamente o envolvimento dos pais e os resultados de leitura dos alunos”.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Deputados pedem afastamento de presidente de CPMI após emenda para fundação ligada à Igreja Lagoinha

Senador Carlos Viana. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
Senador Carlos Viana. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

Deputados federais do Partido dos Trabalhadores (PT) apresentaram, nesta terça-feira, 24, uma petição formal solicitando o afastamento imediato do senador Carlos Viana (Podemos-MG) da presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) mista do INSS.

A iniciativa surge após a revelação de novos fatos que, segundo o partido, indicam um conflito de interesses e o comprometimento da imparcialidade do parlamentar na condução dos trabalhos investigativos.

A argumentação principal dos petistas é que o senador Viana teria perdido as condições necessárias, tanto políticas quanto legais, para seguir à frente da CPMI. A petição, encaminhada à Presidência do Congresso, detalha que as apurações da comissão têm se voltado para personagens e entidades com proximidade ao círculo político-religioso do senador, levantando questionamentos sobre a neutralidade de sua atuação.

O cerne da petição repousa sobre o envolvimento do pastor André Valadão e de uma unidade da Igreja Batista da Lagoinha em investigações relacionadas a possíveis fraudes em empréstimos consignados e vínculos com o caso Master. O documento cita uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que determinou que Carlos Viana se posicionasse judicialmente sobre o envio de R$ 3,6 milhões em emendas para a Fundação Oasis, entidade ligada à Igreja da Lagoinha.

A conexão com o objeto da CPMI se torna evidente, conforme a petição, porque a Igreja da Lagoinha aparece nas discussões da comissão no contexto de suspeitas de fraudes e ligações com personagens envolvidos no caso Master. Um desses personagens mencionados é Fabiano Zettel, apontado como ex-pastor da igreja e cunhado de Daniel Vorcaro.

“Quando o presidente da CPMI passa a ser pessoalmente alcançado por questionamentos referentes a esse mesmo universo relacional, a imparcialidade objetiva da condução fica comprometida”, alerta o texto da petição, destacando a dificuldade de manter a isenção quando o próprio presidente da comissão é citado em circunstâncias que tangenciam o objeto da investigação.

Outro ponto levantado pelos deputados petistas é a manifestação pública do senador Viana em defesa do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Ferreira utilizou um jatinho ligado a Daniel Vorcaro para realizar campanha para o então presidente Jair Bolsonaro (PL) durante o segundo turno das eleições de 2022, sobrevoando diversas capitais do Nordeste e cidades mineiras.

Na ocasião, Nikolas Ferreira alegou não ter conhecimento sobre a propriedade da aeronave e que, à época, não havia suspeitas sobre Daniel Vorcaro. Em suas redes sociais, Viana expressou solidariedade a Ferreira, criticando o que chamou de “tentativa evidente de associá-lo, sem qualquer prova concreta, a fatos com os quais não possui vínculo jurídico, contratual ou operacional”.

Os deputados do PT argumentam que essa manifestação pública configura uma tomada explícita de posição, incompatível com a imparcialidade exigida de quem preside uma comissão de inquérito, especialmente por defender um personagem inserido em uma controvérsia política e investigativa.

O pedido também faz referência à votação que aprovou a quebra do sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, conhecido como Lulinha. Segundo os parlamentares petistas, houve um erro na contagem dos votos, o que levou à posterior suspensão da decisão pelo ministro Flávio Dino. Para os deputados, este incidente demonstra que o presidente da CPMI teria deixado de atuar como um árbitro neutro, passando a se envolver em situações de interesse direto no resultado das apurações.

Diante desse conjunto de fatos, os deputados federais Pedro Uczai (PT-SC), Rogério Correia (PT-MG), Alencar Santana (PT-SP) e Lindbergh Farias (PT-RJ), todos membros da CPMI, buscam o afastamento de Carlos Viana para garantir a integridade e a imparcialidade das investigações conduzidas pela comissão.

Fonte: Folha de S. Paulo

Locais sagrados de Jerusalém permanecem fechados às vésperas da Páscoa

Vista do telhado da Igreja do Santo Sepulcro, na cidade velha de Jerusalém, Israel (Foto: Canva Pro)
Vista do telhado da Igreja do Santo Sepulcro, na cidade velha de Jerusalém, Israel (Foto: Canva Pro)

Os locais mais sagrados de Jerusalém podem permanecer fechados durante a Semana Santa e a Páscoa devido a preocupações com a segurança em relação à guerra com o Irã.

A Igreja do Santo Sepulcro, do século IV, onde se acredita que Cristo foi sepultado e ressuscitou, está fechada por tempo indeterminado após a queda de estilhaços em seu telhado. Não se sabe se ela reabrirá para a Semana Santa e a Páscoa.

Outros locais sagrados para cristãos, judeus e muçulmanos, incluindo o Muro das Lamentações, o Monte do Templo e o Jardim do Túmulo, que alguns cristãos também acreditam ser o local da ressurreição, também estão fechados.

O jornalista cristão Paul Calvert, residente em Belém, disse ao Premier Christian News : “O Jardim do Túmulo depende muito do turismo, e parece que não haverá celebrações de Páscoa. Mesmo durante a guerra em Gaza, houve celebrações de Páscoa lá, mas parece que não haverá nenhuma este ano. Portanto, é um momento muito, muito triste e difícil para a comunidade cristã.”

O fechamento desses locais sagrados antes da Semana Santa e da Páscoa é significativo e muitos cristãos temem não poder participar das celebrações tradicionais.

Paul Calvert disse que a missa do Sábado Santo, que marca a Páscoa Ortodoxa na Igreja do Santo Sepulcro, é sempre um dos pontos altos do ano:

“Temos a Páscoa tradicional que o Ocidente costuma celebrar, e uma semana depois temos a Páscoa Ortodoxa, que é quando acontece a celebração do Fogo Sagrado. Milhares e milhares de cristãos entram lá com suas velas, acendem suas velas e saem com o fogo sagrado. Eles celebram e se alegram, e então essa luz é transmitida por todo o mundo ortodoxo. Ela chega a Belém, à Igreja da Natividade. É uma experiência muito emocionante.”

Ele acrescentou que não se sabe se o evento acontecerá este ano ou se será realizado online.

Em comunicado, os frades da Custódia da Terra Santa afirmaram que “não é possível fazer previsões” sobre se a Igreja do Santo Sepulcro abrirá a tempo da Páscoa. Mas convidaram os fiéis a se unirem em oração “para que a guerra e a violência cessem, e para que os caminhos do diálogo, da diplomacia e da política — os únicos caminhos capazes de construir uma paz justa e duradoura — sejam trilhados com coragem e responsabilidade”.

Calvert disse acreditar que é correto que os locais permaneçam fechados neste momento porque “é uma situação muito perigosa e intensa. Tivemos queda de destroços aqui em Belém, onde moro. Fui dar uma entrevista recentemente, cheguei cedo, então fiquei parado olhando e tirei algumas fotos, e duas semanas depois, o foguete atingiu exatamente o lugar onde eu estava. Portanto, não é seguro para ninguém no momento.”

A tradicional procissão do Domingo de Ramos, do Monte das Oliveiras a Jerusalém, foi cancelada devido à incerteza causada pela guerra no Oriente Médio.

O cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino de Jerusalém, pediu, em vez disso, um “momento de oração” pela cidade.

A Missa Crismal também foi adiada, na esperança de que seja remarcada para algum momento durante o período da Páscoa.

Em uma carta, o Cardeal Pizzaballa reiterou que os sacerdotes “devem fazer tudo o que puderem para incentivar a oração e a participação dos fiéis nas celebrações do Mistério Pascal”.

Ele disse: “A dureza deste tempo de guerra, que nos afeta a todos, carrega hoje o fardo adicional de não podermos celebrar a Páscoa juntos e com dignidade. Esta é uma ferida que se soma às muitas outras infligidas pelo conflito. Mas não devemos nos deixar desanimar. Embora não possamos nos reunir como gostaríamos, não abandonemos a oração.”

“Este é o momento de lembrar o convite de Jesus aos seus discípulos: “Orai sempre e não desanimeis” (Lucas 18:1).”

Os detalhes sobre o evento que substituirá a procissão ainda não foram confirmados, mas o Cardeal Pizzaballa elogiou o compromisso com a oração entre os membros da paróquia. Ele encorajou as pessoas a rezarem o Rosário no sábado “para implorar o dom da paz e da serenidade, especialmente para aqueles que sofrem por causa do conflito”.

“A Páscoa, que celebramos em nome da paixão, morte e ressurreição de Cristo, nos lembra que nenhuma escuridão, nem mesmo a da guerra, pode ter a última palavra. O túmulo vazio é o selo da vitória da vida sobre o ódio, da misericórdia sobre o pecado. Que esta certeza ilumine nossos passos e sustente nossa esperança”, concluía a carta.

Folha Gospel com informações de Premier Christian News

Cristão absolvido em caso de blasfêmia sem fundamento no Paquistão

Bandeira do Paquistão (Foto: Folha Gospel/Canva)
Bandeira do Paquistão (Foto: Folha Gospel/Canva)

Um tribunal absolveu um cristão de 62 anos de acusações infundadas de blasfêmia depois que a vítima disse tê-lo “perdoado” e desejar retirar o caso, informou o advogado da vítima.

Shoukat Javed foi acusado de fazer comentários depreciativos sobre figuras reverenciadas no Islã, de acordo com o Artigo 298-A do Código Penal do Paquistão, que prevê uma pena mínima de três anos de prisão.

O advogado de Javed, Arooj Ayub, disse que Muhammad Mushtaq Ahmed apresentou uma queixa formal (Boletim de Ocorrência – BO) à polícia do distrito de Attock, província de Punjab, em 29 de maio de 2024, alegando que Javed havia usado linguagem abusiva contra os companheiros de Maomé, o profeta do Islã.

Javed foi preso logo em seguida e liberado sob fiança após duas semanas. Ayub, contratado pela Organização de Assistência Jurídica (OLA), afirmou que a acusação de blasfêmia seguiu-se a uma acusação anterior de tráfico de drogas feita pela mesma pessoa que fez a denúncia.

“Quando sua tentativa de incriminar Javed em um caso de narcóticos falhou, ele posteriormente apresentou uma acusação de blasfêmia”, disse Ayub ao Christian Daily International-Morning Star News, acrescentando que Javed também havia sido inocentado no caso anterior.

Segundo Ayub, o processo judicial no caso de blasfêmia foi marcado por repetidos atrasos, com pelo menos 13 adiamentos entre setembro de 2024 e janeiro, devido ao não comparecimento da queixosa e à falta de provas suficientes apresentadas pelo promotor.

Em 6 de março, ela entrou com um pedido de absolvição com base no Artigo 249-A do Código de Processo Penal, alegando falta de provas. Durante a audiência, porém, o denunciante disse ao tribunal que havia “perdoado” Javed. O tribunal, então, arquivou o caso e absolveu a acusada, disse Ayub.

Javed disse que as acusações surgiram de uma disputa pessoal com seu vizinho.

“Moro sozinho em um cemitério cristão, onde trabalho como zelador, além de ser pintor de casas”, disse ele ao Christian Daily International-Morning Star News. “Tivemos desentendimentos porque ele jogava lixo no cemitério.”

Javed disse que a denunciante primeiro tentou envolvê-lo no caso de narcóticos e, após falhar, apresentou a queixa por blasfêmia. Ele afirmou que permaneceu na mesma residência após ser libertado sob fiança e que não enfrentou hostilidade por parte de outros vizinhos muçulmanos.

“As pessoas da região estavam cientes da situação e não me guardaram rancor”, acrescentou.

Sunil Kaleem, diretor da Organização de Assistência Jurídica com sede em Lahore, afirmou que o caso ilustra as preocupações frequentemente levantadas por grupos de direitos humanos sobre o uso indevido das leis de blasfêmia no Paquistão.

“Embora este caso tenha terminado em absolvição, ele destaca como essas leis podem ser usadas em disputas pessoais”, disse ele. “Ao mesmo tempo, mostra que o devido processo legal e a representação jurídica podem resultar em justiça.”

As leis de blasfêmia do Paquistão são criticadas há muito tempo por organizações de direitos humanos devido ao seu amplo alcance e à sua vulnerabilidade a abusos.

Em um relatório de junho de 2025 intitulado “Uma conspiração para se apropriar da terra: explorando as leis de blasfêmia do Paquistão para chantagem e lucro”, a Human Rights Watch afirmou que tais leis são frequentemente usadas para perseguir minorias religiosas, resolver queixas pessoais e, em alguns casos, confiscar propriedades.

O relatório observou que as acusações de blasfêmia podem provocar violência coletiva, deslocar comunidades vulneráveis ​​e criar um ambiente de medo, particularmente entre os grupos minoritários.

Embora os tribunais ocasionalmente concedam fiança ou absolvam réus em casos nos quais as provas são consideradas insuficientes, tais desfechos permanecem relativamente raros devido à natureza extremamente sensível das acusações de blasfêmia no Paquistão.

Organizações internacionais de defesa dos direitos humanos continuam a classificar o Paquistão entre os países onde as minorias religiosas enfrentam desafios significativos. Em sua Lista Mundial da Perseguição 2026, a organização Portas Abertas colocou o Paquistão em oitavo lugar entre os 50 países onde é mais difícil ser cristão.

STF condena deputado Pastor Gil em caso de desvio de emendas no Maranhão

Deputado federal Pastor Gil (PL-MA) - Foto: Reprodução
Deputado federal Pastor Gil (PL-MA) - Foto: Reprodução

O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o deputado federal Pastor Gil (PL-MA), pastor da Assembleia de Deus, por participação em um esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares destinadas ao município de São José de Ribamar, no Maranhão. A decisão foi tomada pela Primeira Turma da Corte após análise das provas apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo o julgamento, o parlamentar integrou um grupo acusado de exigir pagamento de propina para liberar recursos públicos enviados por meio de emendas parlamentares. A pena fixada para Pastor Gil foi de 5 anos e 6 meses de prisão em regime semiaberto, além do pagamento de multa.

Esquema envolvia cobrança de propina sobre emendas

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal, o esquema funcionava com a exigência de pagamento de parte dos recursos destinados a municípios.

A investigação apontou que deputados e aliados cobravam cerca de 25% do valor das emendas como propina para garantir o envio do dinheiro às prefeituras.

No caso investigado, os acusados teriam solicitado aproximadamente R$ 1,6 milhão em propina para liberar cerca de R$ 6,6 milhões em emendas parlamentares destinadas ao município maranhense.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, o grupo formava uma organização estruturada, com divisão de tarefas entre os envolvidos, incluindo intermediários responsáveis por cobrar o pagamento junto à prefeitura.

Outros réus também foram condenados

O julgamento do STF resultou na condenação de sete pessoas envolvidas no esquema de desvio de recursos públicos. O caso foi relatado pelo ministro Cristiano Zanin e analisado pela Primeira Turma do Supremo.

Durante o processo, outros investigados foram absolvidos de determinadas acusações por falta de provas, enquanto parte do grupo recebeu penas por corrupção e participação na organização criminosa.

Quem é o Pastor Gil

Gildenemir de Lima Sousa, conhecido como Pastor Gil, é pastor da Assembleia de Deus e político maranhense. Ele nasceu em Monção (MA) e tem trajetória ligada à igreja evangélica no estado.

Com mais de duas décadas de atuação religiosa, o parlamentar chegou a ocupar o cargo de secretário-geral da Convenção Estadual da Assembleia de Deus no Maranhão (CEADEMA), uma das principais estruturas da denominação no estado.

Pastor Gil foi eleito deputado federal em 2018 e integrou a base política do Partido Liberal (PL).

Fonte: STF e Fuxico Gospel

André Valadão desabafa e pede perdão após fechamento de igreja da Lagoinha

André Valadão (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
André Valadão (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A crise envolvendo a Igreja Batista da Lagoinha ganhou novos desdobramentos após o fechamento de uma de suas unidades em Belo Horizonte por envolvimento no caso do Banco Master e a repercussão de investigações ligadas a pessoas próximas à liderança.

Em meio ao cenário, o pastor André Valadão se pronunciou publicamente em um vídeo exibido durante cultos da denominação, em um discurso marcado por emoção e tentativa de distanciamento das acusações.

Segundo informações, a unidade da Lagoinha no bairro Belvedere foi fechada após a prisão do pastor Fabiano Zettel, cunhado do empresário Daniel Vorcaro, em meio a investigações sobre supostas irregularidades financeiras. O caso gerou forte repercussão e levantou questionamentos sobre a relação entre lideranças religiosas e o episódio.

Durante o pronunciamento exibido em telões para milhares de fiéis (vídeo no final da matéria), Valadão fez um apelo emocional e pediu perdão à igreja.

“Eu confesso que o meu coração dói e dói muito, porque em meio a tudo isso, eu me vejo numa situação onde eu me vi perdido”, afirmou o pastor ao comentar a crise.

Ele também reconheceu ter confiado em pessoas que, posteriormente, se envolveram em situações controversas:

“Eu peço perdão a você por ter confiado em pessoas, por ter aberto o coração para algumas pessoas, sem saber que na verdade havia situações na vida delas que não condiziam com aquilo que acabei sendo surpreendido”, disse.

O líder afirmou que foi surpreendido pelas informações divulgadas e destacou que tomou providências imediatas ao tomar conhecimento dos fatos.

Afastamento de pastores e tentativa de separação institucional

No mesmo discurso, Valadão confirmou que a liderança da igreja agiu rapidamente:

“Assim que soubemos das situações, nós desligamos […] os pastores daquela localidade.”

Ele também reforçou que a estrutura da Lagoinha funciona de forma descentralizada, afirmando que cada unidade é responsável por sua própria gestão financeira, jurídica e administrativa, enquanto a sede atua apenas na área espiritual.

“Não temos qualquer transação ou vínculo com aquilo que está sendo investigado”, declarou.

Fechamento de unidade e repercussão

O fechamento da igreja no Belvedere ocorreu em meio à escalada das investigações e aumentou a pressão sobre a denominação. A situação expôs tensões internas e reacendeu críticas sobre a relação entre igreja, liderança e gestão financeira.

Além disso, reportagens apontam que o caso envolve pessoas próximas à estrutura da igreja, o que ampliou o impacto da crise e a repercussão pública.

Debate público e críticas

O episódio também gerou forte reação nas redes sociais e em setores da mídia, com críticas à atuação da igreja e questionamentos sobre transparência e responsabilidade institucional.

Diante disso, Valadão buscou reforçar o compromisso da Lagoinha com a ética e afirmou estar disposto a colaborar com esclarecimentos, tentando preservar a imagem da instituição em meio à crise.

Folha Gospel com informações de Metrópoles, Fuxico Gospel e ICL Notícias

Luiz Sayão nega envolvimento de Ricardo Gondim e Ed René Kivitz na tradução da NVI

Pastores Luiz Sayão, Ricardo Gondim e Ed René Kivitz. (Foto: Reprodução)
Pastores Luiz Sayão, Ricardo Gondim e Ed René Kivitz. (Foto: Reprodução)

O pastor Luiz Sayão, que liderou a comissão de tradução da Bíblia Nova Versão Internacional (NVI) nos anos 1990, refutou nesta sexta-feira (20) um rumor que circula sobre o envolvimento de Ricardo Gondim e Ed René Kivitz no trabalho que resultou na versão publicada em 2000. Sayão utilizou suas redes sociais para esclarecer a informação.

Segundo Sayão, a participação de Gondim e Kivitz no projeto não procede. Ele explicou que ambos tiveram proximidade com a liderança administrativa da Sociedade Bíblica Internacional (SBI) na época, mas nunca participaram de reuniões com a comissão de estudiosos responsável pela tradução. “A informação não procede. Eles tiveram alguma proximidade com a liderança administrativa da SBI na época. Nunca nem tiveram qualquer encontro com a comissão de estudiosos que traduziram a NVI”, afirmou o pastor.

O especialista em hebraico destacou que os membros da comissão eram biblistas e teólogos com especialização nas línguas originais das Escrituras, características que, segundo ele, não se aplicavam a Gondim e Kivitz. “Não era o caso de Ed e de Gondim. Não faria sentido convidá-los”, pontuou Sayão.

Sayão relembrou os bastidores da tradução NVI, enfatizando que o projeto demandou cerca de dez anos de trabalho intenso e milhares de horas, reunindo eruditos de diversas especialidades teológicas e linguísticas. O objetivo era…

Leia a matéria completa em Tribuna Gospel clicando aqui

Pastor deportado dos EUA para o México após décadas de ministério

Agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, sigla em Inglês) tentando deportar um imigrante ilegal sem documentos. (Foto: ICE)
Agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, sigla em Inglês) tentando deportar um imigrante ilegal sem documentos. (Foto: ICE)

O pastor Wulfrano Portillo, líder religioso de longa data em Tulsa, Oklahoma, foi deportado para o México após ser detido pelas autoridades de imigração durante uma verificação agendada em Oklahoma City, sendo separado de sua família e congregação depois de décadas nos Estados Unidos.

Portillo, líder da Igreja La Hermosa em Tulsa e alvo de uma ordem de deportação em 2007, foi detido em 10 de março durante uma audiência de rotina no setor de imigração, conforme noticiado pela News On 6 na semana passada.

Sua filha, Tania Portillo, disse que ele vinha se apresentando às autoridades de imigração há anos enquanto aguardava a análise de seus pedidos e que a família há muito tempo temia que ele pudesse ser detido em uma dessas visitas.

Ela disse que seu pai morava nos Estados Unidos desde os 16 anos e construiu sua vida em Oklahoma, onde atuou como pastor por décadas. Ela também disse que ele tinha uma autorização de trabalho válida e um cartão do Seguro Social no momento de sua detenção, embora ainda estivesse sujeito a uma ordem de deportação.

A ordem judicial data de 2007, após seus pais terem sido detidos em decorrência de um acidente de carro. Ela disse que um juiz de imigração ordenou que eles deixassem o país após o incidente e que eles passaram anos tentando permanecer nos Estados Unidos.

Ela disse que seu pai agora está sozinho em uma cidade onde nunca esteve, sem dinheiro e sem ninguém por perto que possa contatá-lo rapidamente após sua remoção.

“Ele tem tentado fazer tudo da maneira correta, lutando para permanecer neste país, mas isso não foi suficiente”, disse Portillo à 2 News Oklahoma no sábado. “Ele viveu a maior parte da vida aqui, então foi enviado para um país que ele não conhece mais.”

Sua ausência foi sentida imediatamente na Igreja La Hermosa, onde a congregação se reuniu para os cultos de domingo sem ele naquele fim de semana.

Segundo relatos, pastores no México entraram em contato com Portillo para oferecer apoio enquanto ele procurava um lugar para ficar.

O caso em Oklahoma surge em meio a outras deportações recentes de pastores e imigrantes com laços antigos com os Estados Unidos.

Em Abril passado, Maurilio Ambrocio, pastor que liderava a Iglesia de Santidad Vida Nueva, uma igreja hispânica de 50 membros em Wimauma, Florida, foi deportado para a Guatemala depois de mais de duas décadas no país.

Ambrocio, de 42 anos, foi preso durante uma verificação em um escritório do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) em Tampa, em meados de abril. Ele entrou no país ilegalmente, mas teve permissão para permanecer sob uma ordem judicial de suspensão de deportação. As condições incluíam encontros anuais com agentes federais e a obrigação de não cometer nenhum crime.

Naquele mês, uma coalizão de grupos cristãos, incluindo a Associação Nacional de Evangélicos e o Departamento de Serviços para Refugiados e Migração da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA, estimou que os cristãos representam cerca de 80% dos 10 milhões de imigrantes que vivem nos Estados Unidos sem status legal e que podem ser deportados.

Na época, a Casa Branca pressionou os agentes federais para que prendessem até 3.000 pessoas por dia, um ritmo que resultaria em mais de 1 milhão de prisões em um ano.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

China intensifica pressão sobre advogados de líderes religiosos presos

Grace Jin Drexel, filha do pastor chinês preso e fundador da Igreja de Sião, Ezra Jin Mingri (Captura de tela/YouTube/Fox News)
Grace Jin Drexel, filha do pastor chinês preso e fundador da Igreja de Sião, Ezra Jin Mingri (Captura de tela/YouTube/Fox News)

As autoridades da China estão intensificando a pressão sobre os advogados que defendem os líderes presos da Igreja Sião de Pequim, uma proeminente igreja doméstica protestante cujo fundador, o pastor Ezra Jin, foi detido há cinco meses em uma repressão que levou Washington a pedir sua libertação.

As autoridades revogaram a licença para exercer a advocacia de Zhang Kai, um advogado envolvido no caso, informou o The Wall Street Journal na sexta-feira, acrescentando que vários outros advogados ligados à defesa de Zion também tiveram suas licenças suspensas ou receberam advertências verbais em reuniões com autoridades.

Representantes da igreja afirmaram em uma carta que o tratamento dado aos advogados equivalia a um atropelamento da justiça e do Estado de Direito.

Grace Jin, filha do pastor, foi citada dizendo que a pressão sobre os advogados poderia dificultar que a família tomasse conhecimento do estado de saúde dele e construísse uma defesa legal.

Jin, também conhecido como Jin Mingri, foi detido em sua casa em Beihai, província de Guangxi, em outubro de 2025. Quase simultaneamente, cerca de 30 líderes e membros da Igreja de Sião foram presos ou dados como desaparecidos em diversas cidades, incluindo Pequim, Xangai e Shenzhen.

Dezoito pessoas, incluindo Jin, estão atualmente detidas em um centro de detenção em Beihai, no sul da China, informou o WSJ.

A pressão sobre os advogados intensificou a preocupação com um caso que já possui relevância diplomática e religiosa.

A família de Jin tem fortes laços com os Estados Unidos. Sua filha mora na região de Washington e trabalha como assessora no Senado americano. Sua esposa, Chunli Liu, vive nos Estados Unidos desde 2018 com os três filhos do casal, todos cidadãos americanos.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pediu a libertação de Jin, e membros do Congresso fizeram o mesmo.

Rubio afirmou que a repressão demonstra a hostilidade do Partido Comunista Chinês em relação aos cristãos que rejeitam a interferência do partido em sua fé e praticam seus cultos em igrejas não registradas. Ele instou Pequim a permitir que pessoas de todas as religiões pratiquem sua religião sem medo de represálias.

Jin, de 56 anos, fundou a Igreja Sião em 2007, após estudar no Seminário Teológico Fuller, na Califórnia. Ele se converteu ao cristianismo depois dos protestos da Praça Tiananmen em 1989, dos quais participou, e se tornou um dos líderes mais conhecidos do movimento de igrejas domésticas na China.

Sião se tornou uma das maiores igrejas protestantes clandestinas da China.

Após as autoridades invadirem seu santuário em Pequim e fecharem a igreja em 2018, ela passou a realizar seus cultos online e construiu filiais menores em todo o país. Seus cultos virtuais frequentemente atraíam até 10.000 participantes no Zoom, YouTube e WeChat.

O crescimento da internet aumentou o escrutínio oficial.

Desde que assumiu o poder em 2012, o governo de Xi Jinping intensificou o controle sobre a sociedade civil e a prática religiosa.

A Constituição chinesa promete liberdade religiosa, mas o Partido Comunista reconhece apenas as entidades religiosas aprovadas pelo Estado. Para os protestantes, trata-se do Movimento Patriótico das Três Autonomias, e para os católicos, da Associação Patriótica Católica Chinesa. Mesmo os grupos “aprovados” operam sob vigilância, censura e controle político.

Estima-se que dezenas de milhões de cristãos na China frequentem igrejas domésticas, que muitas vezes sofrem assédio policial por operarem sem registro governamental.

As autoridades chinesas também classificaram alguns grupos religiosos não oficiais como seitas e instaram os cidadãos a denunciá-los.

Líderes religiosos temem que Jin possa enfrentar acusações relacionadas à disseminação online de conteúdo religioso, uma alegação ligada a regulamentos emitidos em setembro passado que exigem que a atividade religiosa ocorra apenas por meio de canais registrados pelo Estado.

Grace Jin disse que seu pai estava sob constante vigilância e proibido de deixar a China, embora continuasse a liderar a igreja remotamente.

Ela também afirmou que, antes de sua detenção, ele tentou visitar a Embaixada dos EUA em Pequim para renovar seu visto, mas as autoridades o interceptaram, o levaram ao aeroporto e o forçaram a deixar a capital.

Após sua detenção, a família perdeu contato com ele, e permanece incerto se ele foi formalmente acusado.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Cuba: crise econômica e energética geram protestos e igrejas suspendem cultos

Grupo de cristãos orando em meio a blecautes em Cuba (Foto: Portas Abertas)
Grupo de cristãos orando em meio a blecautes em Cuba (Foto: Portas Abertas)

Há mais de três semanas, Cuba tem sido palco de intensos protestos que expõem a profunda crise econômica e energética que assola o país. As manifestações, que ecoam as de 2024, trazem à tona a grave escassez de energia e alimentos, além da insegurança alimentar que afeta diversas famílias cubanas, incluindo a comunidade cristã.

A situação é marcada pelo descontentamento popular diante das dificuldades cotidianas. O “barulho das panelas”, como descreve um pastor local, tornou-se um símbolo de resistência pacífica contra a adversidade. No entanto, alguns protestos escalaram para atos de violência, como o incêndio de um escritório do Partido Comunista em Morón, resultando em detenções.

O principal motor dos protestos é a drástica falta de eletricidade. Em grande parte da ilha, o fornecimento de energia se limita a apenas duas horas diárias. Fora da capital, Havana, os apagões podem se estender por 22 a 24 horas, impactando cerca de 60% da população. A escassez de combustível agrava ainda mais este cenário, elevando os preços da gasolina a patamares inacessíveis para a maioria, onde um litro pode custar o equivalente a dois salários mínimos.

Os preços dos alimentos dispararam, tornando itens essenciais um luxo. Relatos indicam que o custo de produtos básicos como ovos já superou um salário mensal, com previsões de novas altas. Cristãos locais testemunham o sofrimento de famílias inteiras que passam fome. A dificuldade no transporte e na produção de alimentos, também impactada pela falta de combustível, resulta em prateleiras de supermercados virtualmente vazias.

A fome se tornou uma realidade cruel para muitos, com relatos de crianças que deixam de frequentar a escola por não terem o que comer. Essa precariedade afeta diretamente a saúde e o bem-estar da população.

Os constantes apagões comprometem o fornecimento de água, crucial para a higiene e o cotidiano. Cerca de 80% do sistema de abastecimento hídrico depende de eletricidade, o que resulta em longos períodos sem água em diversos bairros. Os hospitais sofrem de forma particularmente severa, enfrentando a falta de medicamentos e suprimentos essenciais. A ausência de água e energia torna a vida quase insustentável, e infelizmente, há relatos de mortes decorrentes dessa carência.

A infraestrutura de comunicação também é severamente afetada. Seis apagões em apenas três meses têm dificultado a comunicação e a capacidade de resposta a emergências em todo o país. A real dimensão dos danos causados por eventos como o terremoto de magnitude 5.8 que atingiu o Leste de Cuba em 16 de março, ocorrido durante um apagão nacional, só poderá ser plenamente avaliada com a normalização do fornecimento de energia.

A falta de energia também representa um risco para os locais de culto. Igrejas se tornam alvos mais fáceis para roubos sem a segurança noturna, levando muitas congregações a suspenderem cultos e a manterem vigias. Apesar das dificuldades e dos recursos limitados, as igrejas cubanas continuam a desempenhar um papel vital na comunidade, oferecendo apoio, como refeições para crianças e idosos. Líderes cristãos pedem, acima de tudo, oração como forma de sustentar a esperança e a resiliência diante da crise persistente.

Fonte: Portas Abertas

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