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CEO da Portas Abertas é nomeado para Comissão de Liberdade Religiosa dos EUA

CEO da Missão Portas Abertas, Dr. David Curry
CEO da Missão Portas Abertas, Dr. David Curry

O CEO da Missão Portas Abertas, Dr. David Curry, foi nomeado pelo governo dos EUA para liderar a Comissão de Liberdade Religiosa dos Estados Unidos (USCIRF, na sigla em inglês). A entidade, criada pelo congresso americano, é independente do governo federal. Ela tem como objetivo monitorar, analisar e informar sobre a liberdade religiosa em ao redor do mundo.

A instituição missionária celebrou o anúncio como uma importante conquista na luta pelos direitos religiosos.

“Eu estava na África Oriental e testemunhei em primeira mão a intolerância vivida pelas minorias religiosas. O governo dos Estados Unidos tem um papel a desempenhar no incentivo e apoio à liberdade religiosa em todo o mundo, e espero ajudar a USCIRF enquanto aconselho o governo nesse papel”, detalhou David Curry, após a nomeação.

Para exercer a nova função, ele pediu oração aos cristãos. “Desejo suas orações enquanto sirvo nesta Comissão, tanto para mim quanto para meus colegas Comissários – para que ajudemos a fazer a diferença para que todos, independentemente de fé ou não, possam viver suas vidas em paz”.

David lembrou que em muitos países, atualmente, exercer o direito fundamental de praticar sua fé tem um preço terrível. “As pessoas em todos os lugares devem ter liberdade para adorar e viver suas convicções religiosas pacificamente, sem medo de governos, extremistas ou pressão cultural. Estou honrado em servir nesta comissão bipartidária”.

Cabe ao presidente ou a liderança dos partidos políticos, no Senado e na Câmara, designar os representantes que serão os comissários da Comissão de Liberdade Religiosa. O trabalho deles é fazer recomendações de política externa, que tenha foco no combate à perseguição e promova os direitos de religião, ao Presidente, ao Secretário de Estado e ao Congresso.

“Essas nomeações não poderiam vir em melhor hora. A liberdade religiosa é um direito que pertence a todos, em todos os lugares, o tempo todo, e é um direito que está constantemente sob ataque”, opinou Sam Brownback, ex-embaixador-geral dos EUA para a Liberdade Religiosa Internacional e o membro sênior da Portas Abertas.

Sam Brownback analisou que a “USCIRF desempenha um papel fundamental ao relatar ao Congresso e à Administração as violações da liberdade religiosa em todo o mundo e ao fazer recomendações de políticas para lidar com essas violações”.

Fonte: Comunhão com informações de Portas Abertas EUA

Thiago Nigro, ‘O Primo Rico’, fala sobre sua conversão e experiências espirituais

Tiago Nigro, o Primo Rico, durante entrevista ao JesusCopy Podcast
Tiago Nigro, o Primo Rico, durante entrevista ao JesusCopy Podcast

O rumo de uma vida pode mudar a partir da leitura do livro de Provérbios? De acordo com a trajetória do empresário Thiago Nigro, “sim”. O idealizador do projeto “O Primo Rico” disse que, mesmo sem uma motivação espiritual, teve um encontro com Deus.

Em entrevista ao JesusCopy Podcast, apresentado por Douglas Gonçalves, na última terça-feira (16), Nigro comentou que o conteúdo de Provérbios é tão profundo que ele não conseguia sair do primeiro capítulo.

“Tudo o que eu já tinha lido na minha vida estava ali”, disse ao compartilhar que mesmo sob a ótica dos negócios, descobriu na Bíblia um “manual sobre como se deve viver”.

Vindo de uma família de origem espírita, Nigro confessa que não tinha muita espiritualidade: “Só pensava em trabalho e dinheiro”. Mas, a partir do contato com o pastor e treinador de líderes, Tiago Brunet, seus pensamentos mudaram.

Nigro revela que não tinha nenhuma afinidade com as Escrituras: “Para mim, a Bíblia era muito difícil de digerir”. Porém, quando Brunet apontou muitos textos bíblicos falando sobre dinheiro, Nigro ficou curioso.

“A gente não entende como Deus trabalha”, disse ao destacar que foi a partir de uma mentoria de negócios que passou a ver Deus se revelar. “Eu fiz desafios e pedi sinais e Deus respondia”, continuou.

“Não posso confundir a vontade de Deus com a minha”

Nigro escolheu ter um relacionamento com Deus e fez esse anúncio aos seus seguidores, em novembro de 2021. Em março de 2022, foi batizado nas águas do rio Jordão, em Israel.

“Comigo aconteceu um milagre e então se tornou indiscutível a existência de Deus”, declarou na ocasião.

Hoje, Thiago Nigro disse que tem aprendido a lidar com a nova pessoa que se transformou. “Depois de abandonar o velho eu, preciso saber como lido com esse novo Thiago, pois agora eu tenho um Conselheiro, e não posso confundir a vontade de Deus com a minha”, explicou.

Conforme o empresário, essa fase passa por chegadas e partidas de pessoas. “Algumas pessoas são praticamente arrancadas de nossas vidas, mas para nós elas eram importantes”, mencionou.

Compartilhando a transformação

Nigro conta que decidiu falar publicamente sobre sua fé durante um evento de finanças e que não imaginava a reação das pessoas. “Nunca havia sentido tanta energia, as pessoas começaram a chorar enquanto eu contava a minha experiência. Foi bizarro”, interpretou.

“Eu comecei dizendo que aquele dia seria diferente pois eu não falaria às mentes, mas aos corações das pessoas”, disse ao revelar que ao final do evento, porém, sentia um peso estranho dentro dele.

“Quando já estava no camarim, o Tiago Brunet, sem saber de nada, enviou uma mensagem alertando sobre a guerra espiritual que eu viveria após revelar sobre a minha fé às pessoas e realmente isso aconteceu”, citou.

“Sua missão é falar de Deus”

“Tem muitas coisas acontecendo na minha vida”, disse ao compartilhar sobre os sinais e recados que recebe de Deus através de pessoas que ele nem mesmo conhece.

“Já me disseram: ‘sua missão é falar de Deus para quem só está disposto a ouvir você’. Eu ouvi isso de duas pessoas diferentes e depois ouvi coisas semelhantes”, contou.

Isso tudo mudou a mentalidade de Nigro que mergulhou no mundo das finanças para ser rico. “E eu queria ser rico no aspecto material mesmo. Já fui garçom, barman e depois fui trabalhar no mercado financeiro”, especificou.

Aos 27 anos, já vivendo sua liberdade financeira, passou a ensinar sobre o que aprendeu. Porém, agora ele tem recebido novas lições que ultrapassam seu entendimento.

“As metáforas, parábolas e histórias bíblicas se aplicam até no mercado financeiro. Está tudo lá, escrito de forma lúdica. A Bíblia fala de liderança e de tantas coisas boas. É um manual”, reconheceu.

“Eu não escolhi o dinheiro”

Ao falar sobre dinheiro e citar a parábola do camelo e a entrada do rico no Reino de Deus, Nigro disse que compreendeu que a sua relação com o dinheiro não entrava em conflito com seu relacionamento com o Criador.

“Ganhar dinheiro não é errado e não é pecado. Mas, eu entendi que o dinheiro não é meu, e sim uma ferramenta. O dinheiro não pode estar acima de Deus. O problema é amar o dinheiro, pois ele nunca será suficiente”, concluiu.

Fonte: Guia-me

Pastor da Igreja Universal é denunciado por racismo

Placa de uma fachada da Igreja Universal
Placa de uma fachada da Igreja Universal

Uma jovem identificada por Ana Clara da Mota Santos fez um boletim de ocorrência contra o pastor Lázaro Augusto da Rosa.

Segundo informações do portal G1, a jovem, que é assistente de produção, afirmou ter sido vítima de injúria racial na Igreja Universal do Reino de Deus.

A jovem prestou depoimento na delegacia no fim da tarde dessa segunda-feira (16). Ela estava acompanhada do advogado Cláudio Anderson dos Santos que também é pai da vítima.

Ana Clara trabalha como assistente de produção em programas de tv da Igreja Universal. Ela disse que o caso aconteceu durante uma gravação, no bairro de Lourdes, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

“Eu estava hoje fazendo meu trabalho, gravando uma programação com um pastor e ao questionar ele sobre um ponto, um brilho que estava no rosto, ele devolveu a resposta falando comigo: ‘tem que passar chapinha no seu cabelo’”, denunciou a jovem.

No depoimento, Clara contou também que já tinha sido vítima deste mesmo pastor outras vezes, mas que não denunciou antes por falta de provas.

Nas outras situações, ele também falava do cabelo dela. Agora, a jovem disse que tem como provar o crime. Uma gravação será entregue à polícia.

“Vai ser uma representação cível e criminal, tendo em vista que há uma omissão por parte dos superiores hierárquicos da Ana Clara quanto ao fato da punição e até mesmo quando, por ser um crime, deveria ter sido denunciado pelos próprios superiores, que preferiram a omissão, dizendo a ela que ela não seria punida, ou seja, a vítima passou a ser o réu. Não podemos ter essa inversão de valores”, disse o advogado.

O outro lado

A Igreja Universal disse que “está apurando internamente os fatos do caso que, por sinal, não reflete a sua cultura inclusiva e de total respeito a todos. Quem frequenta qualquer culto da Universal, em qualquer país do mundo, comprova que bispos, pastores e fiéis são de todas as origens, etnias e tons de pele, de todas as classes sociais”.

O crime de injúria racial está previsto no código penal e se refere a situações que envolvem a honra de um indivíduo específico usando características como a raça, cor, etnia, religião ou origem, geralmente por meio do uso de palavras preconceituosas.

Fonte: TV Jornal

Cristãos são condenados a 10 anos de prisão por liderarem igreja doméstica no Irã

Anooshavan Avedian está entre os três cristãos presos. (Foto: Article 18).
Anooshavan Avedian está entre os três cristãos presos. (Foto: Article 18).

Três cristãos no Irã foram condenados a 10 anos de prisão por liderarem uma igreja doméstica, no dia 11 de abril, após serem considerados culpados dos crimes de “atividade de propaganda contra o sistema” e “agir contra a segurança do país através da organização e liderança de uma igreja evangélica doméstica”.

Anooshavan Avedian, Abbas Soori e Maryam Mohammadi ainda receberam uma “privação de direitos sociais” com duração de 10 anos após sua libertação, restringindo os tipos de emprego que podem ter, por exemplo.

De acordo com o International Christian Concern, organização que monitora a perseguição no mundo, Abbas e Maryam também foram proibidos de fazer viagens internacionais durante dois anos, de participar de eventos políticos ou sociais e de manter residência em sua cidade natal, Teerã.

Cada um dos dois crentes foram condenados a pagar uma multa de 2 mil dólares.

Eles foram presos pela primeira vez em agosto de 2020, depois que 30 agentes de segurança invadiram um culto doméstico, com cerca de 17 crentes reunidos, na casa de Anooshavan.

As autoridades confiscaram Bíblias e dispositivos de comunicação e todos os presentes foram obrigados a enviar formulários com suas informações pessoais.

Os crentes da igreja doméstica ainda tiveram que assinar um termo de compromisso, se comprometendo a não se reunir novamente com cristãos e igrejas.

No dia 8 de maio, outros cinco cristãos também foram presos em Rasht. Behnam Akhlaghi e Babak Hosseinzadeh, Ahmad (Youhana) Sarparast, Ayoub (Farzin) Pour-Rezazadeh e Morteza Mashhoodkari foram detidos em uma operação simultânea.

Os agentes ainda confiscaram materiais cristãos e dispositivos de comunicação. Behnam e Babak foram libertados no dia seguinte, sob o aviso de que seriam convocados novamente.

Os dois seguidores de Cristo já haviam sido presos e cumprido dois anos de prisão, antes de serem absolvidos das acusações de “agir contra a segurança nacional” e “promover o cristianismo sionista”, em novembro de 2021.

O Irã ocupa a 9° posição na Lista Mundial da Perseguição 2022 de países mais perigosos para ser um cristão da Missão Portas Abertas. Apesar da perseguição islâmica severa, é um dos países do mundo onde o cristianismo mais cresce, a uma taxa de quase 20% ao ano, conforme a Operation World.

Fonte: Guia-me com informações de international Christian Concern e Article 18

Pastor de Igreja Presbiteriana diz que não abre mão dos princípios bíblicos após acusação de homofobia

Pastor Jeter Josepetti Andrade, da Igreja Presbiteriana Renovada de Aracaju
Pastor Jeter Josepetti Andrade, da Igreja Presbiteriana Renovada de Aracaju

Uma igreja evangélica em Aracaju foi acusada por um casal gay de homofobia por se recusar a batizar um deles no último domingo (15). O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Sergipe.

O fotógrafo João Pedro Poderoso, que estava no culto com seu marido, o cabeleireiro Jadson Santana, estava entre aqueles que pretendiam ser batizados na Igreja Presbiteriana Renovada de Aracaju.

Em entrevista ao G1, João Pedro disse que aguardava ser chamado para o batismo, quando foi chamado para conversar com o pastor de forma privada.

“Eu fui chamado por um líder e levado a uma sala, onde ele me informou que o pastor gostaria de falar comigo e chegando lá, ele me informou que eu não poderia ser batizado porque eu era homosexual e casado com outro homem”, disse João Pedro.

Ele ainda alegou que “toda a igreja sabia” de seu relacionamento homoafetivo e que “já frequentava a igreja há um ano”. Ele afirmou também que fez um curso preparatório de seis semanas e não foi informado “em momento algum” que não poderia participar do batismo.

João Pedro Poderoso e Jadson Santana acionaram a Polícia Civil. (Foto: Balanço Geral Sergipe/TV Atalaia)
João Pedro Poderoso e Jadson Santana acionaram a Polícia Civil. (Foto: Balanço Geral Sergipe/TV Atalaia)

Igreja defende princípios bíblicos

Em uma nota pública divulgada na segunda-feira (16), a Igreja Família Renovada explicou que para ser batizado e se tornar membro da igreja, os congregados ou visitantes passam pelo curso “Primeiros Passos”, onde conhecem os ensinamentos da Palavra de Deus e as normas da denominação.

“No dia de ontem, um congregado, candidato ao batismo, por não estar apto, segundo as normas internas da IPRA e nossa regra máxima de fé e prática, a Bíblia Sagrada, não pôde participar do ato batismal”, informou o comunicado.

A igreja esclareceu ainda que comunicou João Pedro sobre a impossibilidade de seu batismo “de modo reservado, em espaço privativo, na secretaria da igreja, sem publicização do mesmo, ou mesmo das razões do impedimento, com vistas a evitar qualquer tipo de constrangimento.”

O pastor Jeter Josepetti Andrade, um dos líderes da igreja, fez um vídeo nesta segunda-feira lembrando que a Constituição Federal nos garante uma liberdade de crença, de consciência e uma liberdade religiosa. Ele ainda destacou: “Todos são muito bem-vindos à Família Renovada, mas nós não abrimos mão dos princípios e valores que a Palavra de Deus nos diz.”

João Pedro e Jadson registraram um Boletim de Ocorrência no Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), da Polícia Civil de Sergipe. A igreja está lidando com o caso através de advogados.

Fonte: Guia-me com informação de G1

Polícia invade culto doméstico e prende líder de jovens na China

Cristão na Early Rain Covenant Church, na China
Cristão na Early Rain Covenant Church, na China

A polícia invadiu um culto doméstico e prendeu um líder de jovens da Early Rain Covenant Church (ERCC) na China, em mais um episódio de perseguição à denominação.

De acordo com a International Christian Concern (ICC), organização cristã que monitora a perseguição no mundo, na manhã da última quinta-feira (12), os policiais invadiram a casa do líder Xiao Luobiao, onde acontecia uma reunião da juventude, em Chengdu.

Antes de levar Xiao preso, a polícia ordenou que os jovens cristãos voltassem para suas casas.

O líder foi levado a delegacia local para ser interrogado e, por volta das 14h, foi libertado. “Graças a Deus! Já saí em segurança. Dessa vez foi mais leve que as anteriores, dei depoimento e saí sozinho”, relatou Xiao, ao ICC.

O líder de jovens da Early Rain Covenant tem sido alvo frequente da polícia e já foi preso muitas vezes, assim como outros membros da denominação perseguida.

Em outubro de 2021, Xiao foi detido pela Delegacia de Polícia do Arco Vermelho do distrito de Wuhou por “proselitismo ilegal”.

Ele e a esposa foram seguidos por agentes, enviados pelas autoridades para vigiá-los, durante meses. Mesmo questionando os vigias e chamando a polícia, o assédio continuou até o início da pandemia.

A perseguição contra Xiao e sua família acontece desde a repressão do governo chinês à ERCC, em dezembro de 2018, quando a polícia fechou a igreja e prendeu o pastor Wang Yi e mais de 100 membros.

O pastor Wang foi posteriormente condenado a nove anos de prisão sob a acusação de subversão de poder e operações comerciais ilegais.

A polícia continuou a assediar os membros da Early Rain Covenant desde então, de acordo com um relatório da China Aid.

Ocupando o 17º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2022, a China tem exercido extrema pressão sobre aqueles que seguem a Cristo. Está ficando cada vez mais difícil para a Igreja na China tentar se alinhar à ideologia oficial.

Fonte: Guia-me com informações de International Christian Concern

Eleições 2022: Marcelo Freixo diz que a esquerda não acompanhou o crescimento evangélico

Deputado Federal Marcelo Freixo
Deputado Federal Marcelo Freixo

Segundo colocado nas pesquisas para o governo do Rio, o deputado federal Marcelo Freixo (PSB) disse, em entrevista para o jornal O Globo, que não é artificial sua aproximação com igrejas e economistas liberais.

Ao ser questionado se suas aparições em igrejas e cultos em ano eleitoral não seria forçado, uma vez que nunca fez isso em campanhas anteriores, Freixo disse que ir à igreja não é pecado e que é fundamental dialogar com todas as igrejas para criar uma relação com a juventude nos territórios desiguais do Rio.

“A igreja faz o cara parar de beber, parar de bater na mulher. Faz o dinheiro ser mais bem aproveitado por uma família. Essa experiência positiva da igreja a gente quer.”

Perguntado sobre o porquê da esquerda ter se distanciado do segmento evangélico, que hoje tem suas principais lideranças apoiando Bolsonaro, Freixo disse que “a esquerda tem uma relação de origem muito próxima da Igreja Católica, mas não conseguiu acompanhar o significado do crescimento das igrejas evangélicas, que tem uma relação direta com o abandono do poder público e a desigualdade social”, disse. “Nós temos que buscar o que temos de comum e não o que temos de idêntico”.

Sobre a possibilidade de que lideranças como Edir Macedo, da igreja Universal do Reino de Deus, e Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, façam campanha negativa contra ele, Freixo disse que quer conversar sobre o futuro do Rio.

“Não estou barganhando esse apoio, quero conversar sobre o futuro do Rio e boa parte dos pastores não são necessariamente ligados a grandes organizações. Eles têm todo o direito de fazer campanha contra. Depois da eleição, se estivermos fazendo um bom governo e quiserem elogiar, também serão bem-vindos.”

Sobre a necessidade de atrair o segmento evangélico, foi perguntado se ele acha que Lula errou ao falar recentemente que “todo mundo deveria ter direito ao aborto”.

“Quem sou eu para dizer o que o Lula deve ou não falar. Acho que a pauta da campanha é a vida real das pessoas. Quero ser o governador da educação. Sou candidato para enfrentar o crime organizado, para melhorar emprego, investimento, garantir que toda criança seja alfabetizada na idade certa.”

Fonte: O Globo

Muçulmanos atacam igrejas após prisão dos assassinos de estudante cristã queimada viva, na Nigéria

Deborah Samual Yakubu, estudante universitária cristã queimada por colegas muçulmanos da faculdade, na Nigéria (Foto: Morning Star News)
Deborah Samual Yakubu, estudante universitária cristã queimada por colegas muçulmanos da faculdade, na Nigéria (Foto: Morning Star News)

Uma multidão de muçulmanos vandalizou três prédios de igrejas e danificou e saqueou lojas de cristãos no estado de Sokoto, na Nigéria, depois que a polícia prendeu dois muçulmanos por espancarem até a morte a estudante cristã de 25 anos Deborah Emmanuel Yakubu e queimar seu corpo por falsas alegações de blasfêmia.

Exigindo a libertação dos dois muçulmanos, os desordeiros iniciaram fogueiras e danificaram a Catedral Católica da Sagrada Família, a Igreja Católica de St. Kevin e um edifício da Igreja Evangélica Winning All, em Sokoto. Eles também danificaram e saquearam dezenas de lojas pertencentes a cristãos na cidade de Sokoto, informou o Morning Star News .

Os dois suspeitos foram presos pelo assassinato de Deborah Emmanuel, membro da Igreja Evangélica Winning All que também era estudante da Faculdade de Educação Shehu Shagari. Um vídeo de seu assassinato se tornou viral nas redes sociais.

“Centenas de muçulmanos aqui em Sokoto esta manhã convergiram em vários pontos da cidade para protestar contra a prisão de dois muçulmanos que estavam envolvidos no assassinato de Deborah”, disse Angela Anthony, moradora da área. “Apesar dos esforços da polícia e de outras agências de segurança para impedir que eles se tornassem violentos em seu protesto, esses muçulmanos ainda conseguiram atacar e destruir.”

O Rev. Christopher Omotosho, porta-voz da Diocese de Sokoto, disse que os manifestantes também quebraram as janelas da Secretaria do Bispo Lawton da diocese e vandalizaram um ônibus estacionado no local. Eles também atacaram o Centro Bakhita da diocese na Aliyu Jodi Road e incendiaram um ônibus, disse ele.

Deborah, que morava com seus pais em Sokoto, foi espancada, apedrejada até a morte e seu corpo incendiado depois de ser falsamente acusada de blasfemar contra o profeta islâmico Maomé porque se recusou a namorar um muçulmano, disseram fontes.

Depois que o corpo de Deborah foi enterrado em sua cidade natal no estado do Níger no sábado, seus pais disseram à mídia local que haviam deixado tudo para Deus.

“Não podemos dizer ou fazer nada, exceto aceitar como um ato de Deus. Deixamos tudo para Deus, decidimos levar assim”, disseram Emmanuel Garba e Alheri Emmanuel.

A Igreja Evangélica Winning All pediu ao presidente nigeriano Mohammadu Buhari que garanta que a justiça seja feita.

“Deborah pode ser apenas uma jovem cuja preciosa vida e ambição foram cruelmente interrompidas, mas o mundo inteiro está assistindo, esperando e clamando por justiça aqui na Terra, caso contrário, no céu”, disse o reverendo Stephen Baba Panya, presidente da igreja.

A perseguição aos cristãos na Nigéria

Os cristãos da Nigéria são rotineiramente alvejados, sequestrados e até mortos por militantes islâmicos, incluindo pastores islâmicos radicais Fulani e os grupos terroristas Boko Haram e Estado Islâmico Província da África Ocidental.

Em 2021, o órgão de vigilância de perseguição com sede nos EUA, International Christian Concern, designou a Nigéria como um dos principais “ Perseguidores do Ano ” do mundo por seu tratamento selvagem aos cristãos.

“A Nigéria é um dos lugares mais mortíferos da Terra para os cristãos, já que 50.000 a 70.000 foram mortos desde 2000”, afirmou o relatório Persecutor of the Year do ICC.

A Portas Abertas dos EUA, que monitora a perseguição em mais de 60 países, informou que pelo menos 4.650 cristãos foram mortos entre 1º de outubro de 2020 e 30 de setembro de 2021. Isso representa um aumento em relação a 3.530 no ano anterior. Além disso, mais de 2.500 cristãos foram sequestrados, contra 990 um ano antes.

Em um relatório divulgado no ano passado, a Sociedade Internacional para Liberdades Civis e Estado de Direito (Intersociety), com sede em Anambra, estimou que cerca de 10 milhões de pessoas foram desenraizadas no norte da Nigéria, onde a violência extremista foi mais grave, de julho de 2009 a julho de 2021.

O relatório acrescentou que cerca de 2.000 escolas cristãs foram atacadas durante esse período.

As atrocidades incluíam: “massacres, assassinatos, mutilações, torturas, sequestros, estupros, corrupção de meninas, casamentos forçados, desaparecimentos, extorsões, conversões forçadas e destruição ou queima de casas e cultos sagrados e centros de aprendizagem.”

A Intersociety disse que a violência em massa resultou da “propagação do islamismo radical”.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Nigéria, país que mais mata cristãos, será investigada pela Corte Internacional de Crimes

Karim Khan, promotor da Corte Internacional de Crimes (ICC) em visita à Nigéria. (Foto: Portas Abertas)
Karim Khan, promotor da Corte Internacional de Crimes (ICC) em visita à Nigéria. (Foto: Portas Abertas)

Karim Khan, o promotor da Corte Internacional de Crimes (ICC, da sigla em inglês), fez a primeira visita à Nigéria para discutir os próximos passos na investigação de crimes contra a humanidade e crimes de guerra.

Desde 2010, há evidências desses delitos sendo coletadas, mostrando que há ações terroristas pelo grupo Boko Haram, entre outros extremistas islâmicos.

Embora a visita seja necessária e muito aguardada pela comunidade internacional, há controvérsias. De acordo com a Portas Abertas, como a Nigéria é signatária do Estatuto de Roma, que fundou a ICC, essa intervenção é questionada pela demora que já custou milhares de vidas.

A Corte deve ser um recurso de última instância para intervir em crimes contra a humanidade e genocídios, por isso o promotor afirma que concedeu esse tempo para que o governo nigeriano tentasse resolver suas demandas por conta própria.

A visita do promotor da Corte Internacional demorou mais de oito anos para acontecer. Até antes desse período, vários crimes já estavam sendo denunciados.

Desde 2009, o Boko Haram começou os ataques recorrentes no país. Primeiro nas delegacias e acampamentos do exército no estado de Borno.

Depois, o grupo organizou novas linhas de ataque quando sequestrou 275 meninas na escola de ensino fundamental de Chibok, em abril de 2014. A hashtag #BringOurGirlsBack se espalhou pelo mundo.

Até mesmo a então primeira-dama dos Estado Unidos, Michelle Obama, a publicou em seu Twitter. Com a pressão, o governo da Nigéria fez promessas de que resgataria todas as meninas, na campanha eleitoral de 2015.

Porém, o presidente Buhari não deteve o Boko Haram e não fez justiça contra o líder deles, Abubakar Shekau que, possivelmente, explodiu a si mesmo com um colete suicida, no dia 19 de maio de 2021.

A morte de Shekau piorou a insegurança no país. O grupo se separou e formou alianças com outros extremistas, como Ansaru, e alguns grupos ligados à Al-Qaeda no Magreb Islâmico.

Onda de mortes e sequestro

O clamor pela visita do promotor teve grandes motivações: pelo menos 38 pedidos de investigação de crimes, vários deles com provas da negligência do governo. Era motivo mais que suficiente para ter adiantado a visita do promotor.

Juntos, Boko Haram e ISWAP, mataram mais de 2 mil pessoas em 2021. Em 2020, este número foi três vezes maior. Além disso, mais de 4 mil mulheres e meninas foram raptadas pelo Boko Haram apenas no Nordeste da Nigéria.

Em abril deste ano, oficiais nigerianos afirmaram “não poder informar o número de nigerianos mortos” por causa das eleições do próximo ano.

Isso mostra que pessoas de dentro do governo acreditam que a prioridade é a imagem pública, não a transparência e prestação de contas.

Perseguição e morte de cristãos são ignoradas

Conforme a Portas Abertas, os cristãos perseguidos na Nigéria só souberam da visita do promotor Karim pela grande mídia. Eles não foram notificados e nem convidados para conversar com ele.

Isso quer dizer que Karim só ouviu um lado da história — do governo nigeriano. A Associação Cristã da Nigéria (CAN, da sigla em inglês) disse que Karim fez tentativas de contato para tratar da causa dos cristãos perseguidos.

A CAN aponta para a injustiça e violência religiosa que matou cerca de 25 mil cristãos e o governo nigeriano não fez nada para impedir. O promotor não conversou com nenhuma das vítimas ou seus representantes.

Os únicos crimes investigados que se referem à perseguição religiosa são os que estão associados com raptos e abusos sexuais, como a situação vivida por Leah Sharibu, as meninas de Chibok, entre outros.

Fonte: Guia-me com informações de Portas Abertas

Cerca de 2 mil igrejas suspendem cultos devido a ataques na Colômbia

Bloqueio de estradas e desalojamentos são algumas das ações dos grupos armados na Colômbia (Foto: Portas Abertas)
Bloqueio de estradas e desalojamentos são algumas das ações dos grupos armados na Colômbia (Foto: Portas Abertas)

Ataques armados na Colômbia acontecem com frequência, afetando a estabilidade da nação que ocupa o 30º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2022, conforme a Portas Abertas.

Esses ataques são considerados “ações de grupos ilegais”, entre eles guerrilheiros, paramilitares e traficantes de drogas. Normalmente, os atingidos são civis e oficiais das Forças Armadas.

Os criminosos bloqueiam estradas, forçam estabelecimentos a fecharem e, automaticamente, alunos de escolas e faculdades têm suas aulas suspensas.

Uma das maiores ondas de ataques deste ano aconteceu em fevereiro, quando Dairo Antonio Úsuga, conhecido como “Otoniel, o homem mais procurado na Colômbia”, foi extraditado.

Sua extradição desencadeou a retaliação por parte do Clã do Golfo, uma organização ilegal armada que ele liderava.

Depois, no dia 5 de maio, esse grupo conhecido por muitos outros nomes, circulou um panfleto que anunciava o decreto de um ataque armado em quatro dias.

O aviso dizia que era proibido abrir as lojas ou fazer qualquer tipo de movimentação. A declaração terminava com a ameaça de “consequências desfavoráveis” para aqueles que não obedecessem a essas regras.

Conforme as autoridades nacionais, desde que os ataques começaram na última semana, já ocorreram mais de 100 incidentes terroristas desses grupos, entre eles, queima de veículos, incêndio de empresas, desalojamentos e assassinatos.

As igrejas são diretamente afetadas por essas medidas e ações extremistas. Estima-se que no dia 8 de maio, mais de 2 mil igrejas não puderam celebrar os cultos de domingo como fazem tradicionalmente.

fonte: Guia-me com informações de Portas Abertas

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