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Israel define regras para celebrações da Páscoa após acordo

Cúpula da Rocha, na Cidade Velha de Jerusalém, e a bandeira de Israel (Fotos: Canva Pro - Montagem/FolhaGospel)
Cúpula da Rocha, na Cidade Velha de Jerusalém, e a bandeira de Israel (Fotos: Canva Pro - Montagem/FolhaGospel)

Após um incidente incomum que levou ao impedimento de uma missa de Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, o governo de Israel anunciou um acordo com lideranças da Igreja Católica. O entendimento estabelece novas diretrizes para as celebrações da Páscoa, período de grande significado para o cristianismo, que ocorrerão com adaptações e limitações de público em virtude do atual cenário de segurança na região.

O acordo foi firmado entre a polícia israelense e o patriarca latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa. A decisão de impor restrições visa garantir a segurança durante as festividades, especialmente considerando a operação militar em andamento e os recentes ataques em áreas próximas à Cidade Velha de Jerusalém. A comunidade religiosa classificou o episódio de interrupção da missa como raro e preocupante.

O Fogo Sagrado, uma das cerimônias tradicionais, está previsto para ocorrer, mas com um número reduzido de participantes. Essas medidas de segurança são uma resposta direta a eventos que geraram forte repercussão internacional, incluindo manifestações de preocupação por parte do Vaticano, governos europeus e do próprio Brasil.

Reação e repercussão internacional

A suspensão da missa de Domingo de Ramos, quando religiosos foram impedidos de acessar o Santo Sepulcro, um dos locais mais sagrados para a fé cristã, gerou críticas contundentes. O Patriarcado Latino de Jerusalém e a Custódia da Terra Santa lamentaram a falta de sensibilidade com os fiéis durante a Semana Santa, classificando a ação como um incidente incomum na história recente.

A repercussão ultrapassou as esferas religiosas e diplomáticas. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE), em nota oficial, considerou a decisão de Israel uma violação da liberdade religiosa e do acesso a locais sagrados. O Itamaraty também fez referência a posicionamentos anteriores da Corte Internacional de Justiça (CIJ) sobre a situação nos territórios palestinos, reforçando as críticas à atuação de Israel, particularmente em Jerusalém Oriental.

Contexto de segurança e o acordo para a Páscoa

As novas regras para as celebrações da Páscoa refletem o aumento das tensões no Oriente Médio. O governo israelense tem justificado a adoção de medidas de segurança mais rigorosas como necessárias para a proteção da população diante do cenário de conflitos. O acordo com o patriarcado busca equilibrar a necessidade de segurança com a continuidade das práticas religiosas durante um período tão importante para os cristãos.

A definição dessas regras para a Páscoa demonstra a complexidade da gestão de locais sagrados em zonas de conflito e a importância do diálogo entre as autoridades e as lideranças religiosas para a manutenção da paz e do respeito às diferentes crenças.” ces. A Páscoa deste ano em Jerusalém será marcada por uma atenção redobrada às diretrizes de segurança, visando garantir a realização das celebrações de forma ordenada e protegida.

Ataques no Domingo de Ramos deixam mais de 40 mortos na Nigéria

Cristãos mortos durante ataques no Domingo de Ramos na Nigéria (Foto: Reprodução/ICC)
Cristãos mortos durante ataques no Domingo de Ramos na Nigéria (Foto: Reprodução/ICC)

Ao menos 30 pessoas foram mortas em Ungwan Rukuba, Jos North, no estado de Plateau, na Nigéria, durante um ataque ocorrido na noite do Domingo de Ramos. Homens armados teriam invadido a comunidade e disparado contra os moradores, segundo testemunhas que descreveram a ação como coordenada e que afetou diversas residências.

Conforme relato de um trabalhador humanitário, Alex Barbir, em vídeo divulgado nas redes sociais, as vítimas eram cristãs atacadas em uma data religiosa.

Em resposta à escalada de violência, o governo do estado de Plateau instituiu um toque de recolher de 48 horas em partes do norte de Jos, na tentativa de conter a situação. Contudo, moradores e jovens foram vistos nas ruas protestando contra os assassinatos e bloqueando vias em algumas áreas.

Relatos paralelos de Angwa Rukuba Junction, Eto Baba e comunidades estudantis adjacentes indicam que pelo menos 10 mortes ocorreram durante tiroteios no início do mesmo domingo.

As descrições sobre os perpetradores variaram entre os residentes. Uma testemunha apontou…

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Pastor Joel Engel alerta que guerras globais e crises econômicas são sinais do fim

Teerã, capital do Irã, após bombardeio dos EUA e de Israel durante a manhã de 28 de fevereiro de 2026 (Foto: Reprodução/Portas Abertas)
Teerã, capital do Irã, após bombardeio dos EUA e de Israel durante a manhã de 28 de fevereiro de 2026 (Foto: Reprodução/Portas Abertas)

O pastor Joel Engel emitiu um alerta à Igreja relacionando os conflitos e as crises econômicas globais observados atualmente a sinais proféticos do fim dos tempos, conforme descrito no livro de Apocalipse. Segundo ele, os acontecimentos recentes devem servir como um chamado à atenção para os cristãos.

Engel destacou a proximidade do dia 10 de Nissan no calendário judaico, data em que as famílias de Israel separavam o cordeiro para a Páscoa, conforme o Êxodo. Ele explicou que a consagração do cordeiro precede grandes batalhas espirituais e serve como um lembrete da supremacia de Jesus Cristo. “Isso lembra ao mundo espiritual que nós temos o Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, que está acima de todo principado e potestade”, afirmou.

Ele recordou que, na primeira Páscoa, o sangue do cordeiro nas portas das casas israelitas garantiu a preservação das famílias durante o juízo sobre o Egito. “O sangue do cordeiro trouxe uma salvação completa: física, emocional, material e espiritual”, disse, enfatizando que…

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Geraldo Abdo anuncia saída da banda Novo Som após AVC

Bateirista Geraldo Abdo deixa o Novo Som após 37 anos (Foto: Reprodução/Instagram)
Bateirista Geraldo Abdo deixa o Novo Som após 37 anos (Foto: Reprodução/Instagram)

Geraldo Abdo, figura icônica e baterista por mais de três décadas da banda gospel Novo Som, comunicou oficialmente sua saída do grupo. O anúncio, realizado em carta aberta nesta segunda-feira, 30 de março de 2026, marca o fim de um ciclo significativo para uma das formações mais longevas da música gospel brasileira. A decisão, segundo o músico, foi motivada por sequelas de um AVC isquêmico sofrido em março de 2025, que afetou seus movimentos.

A notícia gerou grande repercussão, ultrapassando dez mil curtidas em menos de uma hora após a publicação, que manteve os comentários desativados, optando por um tom mais íntimo e reservado. Abdo expressou profunda gratidão aos companheiros de longa data, Alex Gonzaga e Mito Pascoal, além de mencionar a produtora Mônica Silva e o público.

Um ciclo que se encerra após mais de 30 anos

A saída de Geraldo Abdo do Novo Som não é apenas uma mudança de formação, mas o encerramento de uma era. Desde que ingressou na banda em 1989, o baterista participou ativamente de todas as fases de crescimento do grupo, que já vendeu mais de um milhão de cópias. Sua parceria com Alex Gonzaga e Mito Pascoal consolidou uma base estável, um feito notável no cenário musical brasileiro, mantendo uma discrição e foco na música que o tornaram uma referência técnica e um exemplo de longevidade no meio gospel.

Em sua carta aberta, Abdo detalhou o motivo da decisão: “É importante deixar claro que essa mudança foi motivada por um AVC Isquêmico, ocorrido em março de 2025, que comprometeu meus movimentos para a bateria.” A banda já havia pedido orações aos fãs em 2025, quando o problema de saúde surgiu, indicando que a saída oficializa um processo que vinha ocorrendo de forma mais discreta.

Agradecimentos e a força da “Família Novo Som”

Ao se despedir, Geraldo Abdo fez questão de agradecer aos que o acompanharam em sua jornada: “Agradeço também a toda a Família Novo Som, aos amigos que passaram pela banda em todas as épocas, aos que oraram por mim e a todos os admiradores da minha jornada.” A carta encerra com uma declaração que reforça o laço criado ao longo das décadas: “Uma vez Família Novo Som, sempre Família Novo Som.” A declaração evidencia a forte conexão que transcende a relação profissional.

Atividade recente da banda

A saída de Geraldo Abdo ocorre em um período em que o Novo Som mantém sua agenda ativa e continua a lançar novas músicas. Em fevereiro de 2026, a banda colaborou com a dupla André e Felipe na canção “Em silêncio”. A faixa, composta por Leonardo Jundi Eto, aborda temas como dependência, entrega e confiança incondicional em Deus, oferecendo uma mensagem de serenidade em tempos de ansiedade. Um dos versos da música, “tudo eu entreguei a Cristo, eu dei a minha causa para ganhar”, encapsula a ideia de depositar a vida nas mãos divinas, em vez de tentar resolver tudo sozinho.

A trajetória de Geraldo Abdo, natural do Rio de Janeiro, iniciou-se na infância, aos sete anos. Na adolescência, já era profissional, passando por grupos como os Sonoros nos anos 80 antes de se juntar ao Novo Som em 1989. Sua habilidade e dedicação fizeram dele um pilar da banda, e sua saída, embora motivada por questões de saúde, não apaga o legado construído.

Fiéis evangélicos rejeitam politização nos púlpitos, aponta estudo

Culto evangélico (Imagem: Canva Pro)
Culto evangélico (Imagem: Canva Pro)

A crescente interferência da política nos cultos religiosos evangélicos tem gerado desconforto entre os próprios fiéis. Embora a prática de líderes religiosos apoiarem candidatos e utilizarem os púlpitos como palanques seja uma realidade em parte das igrejas brasileiras, a maioria dos evangélicos expressa contrariedade a essa instrumentalização da fé.

Um estudo recente aponta para um fenômeno que, apesar de impulsionar resultados eleitorais para determinados políticos, pode estar contribuindo para a desaceleração do crescimento evangélico e o aumento do número de pessoas que se declaram evangélicas, mas deixam de frequentar templos. A questão é: até que ponto essa estratégia vale a pena para as igrejas e para a própria mensagem cristã?

Estudo revela rejeição à política nos púlpitos

Dados coletados em fevereiro de 2025 pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Representação e Legitimidade Democrática (INCT ReDem), sediado na UFPR, indicam que 34,1% das lideranças evangélicas afirmaram ter apoiado algum candidato nas eleições municipais de 2024. Essa proporção é consideravelmente maior do que entre os católicos, onde o índice foi de 16,9%.

Apesar de a política marcar presença nos cultos de cerca de um terço das igrejas evangélicas no Brasil, a maioria dos fiéis não aprova essa conduta. Conforme revelado pelo mesmo levantamento do INCT ReDem, impressionantes 75,2% dos evangélicos se mostraram contrários à ideia de que pastores e líderes religiosos realizem campanhas eleitorais durante os cultos.

Por que a politização persiste apesar da rejeição?

Apesar da expressiva rejeição por parte dos fiéis, a politização nos púlpitos não é uma prática que esteja desaparecendo. A explicação para a sua persistência reside em sua eficácia eleitoral. O estudo do INCT ReDem aponta que evangélicos que frequentam igrejas onde a política é mobilizada tiveram uma performance de votos em Bolsonaro em 2022 superior em 7 pontos percentuais àqueles que frequentam templos sem essa atividade.

Nas igrejas politizadas, Bolsonaro obteve 62,4% dos votos, enquanto nas demais, o percentual foi de 55,4%. Esse cenário, embora positivo para os candidatos, levanta questionamentos sobre seus impactos nas igrejas e no cristianismo como um todo. Um exemplo recente foi a filiação do senador Efraim Filho ao PL em João Pessoa, onde um pastor realizou uma oração por Flávio Bolsonaro, declarando em um “ato profético” entregar “o Brasil e o futuro” ao pré-candidato à Presidência, um episódio que gerou lamentações por parte de muitos evangélicos devido ao messianismo e à idolatria política.

Impactos no crescimento evangélico e no fenômeno dos desigrejados

Os dados do último censo do IBGE lançam luz sobre a desaceleração no crescimento do segmento evangélico. Em 2022, o crescimento foi de 5,2 pontos percentuais, um índice 0,8 ponto menor que no censo anterior. Paralelamente, observa-se um aumento no fenômeno dos “desigrejados” – indivíduos que se identificam como evangélicos, mas que deixaram de frequentar templos religiosos.

Uma parte dessa desaceleração no crescimento e do aumento dos desigrejados parece estar diretamente ligada à insatisfação dos fiéis com a presença exacerbada da política dentro das igrejas. A interferência de políticos em eventos religiosos e a busca por apoio em gabinetes pastorais, como a participação de Flávio Bolsonaro em cultos com figuras como Pablo Marçal e André Valadão, além de reuniões com lideranças de denominações, evidenciam essa conexão.

O caminho para o diálogo e a autonomia do eleitor

Para as igrejas, o caminho mais adequado para lidar com a relação entre fé e política seria o diálogo direto com o eleitor, o reconhecimento de sua autonomia política e a compreensão de suas demandas, sem a necessidade de instrumentalizar o púlpito para fins eleitorais. Contudo, muitas lideranças religiosas sentem-se impulsionadas a abrir espaço para candidatos, vislumbrando a possibilidade de obter vantagens para suas denominações após as eleições.

Os efeitos da atuação de pastores engajados politicamente podem ser significativos, especialmente em disputas eleitorais acirradas, onde podem influenciar o resultado. A direita, em particular, tem demonstrado vantagem devido à sua proximidade com lideranças religiosas e por defender valores conservadores que ressoam em parte do eleitorado evangélico. No entanto, a Folha de S.Paulo, ao analisar o tema, sugere que pastores envolvidos politicamente deveriam ponderar até que ponto vale a pena insistir em uma prática que desagrada à maioria dos fiéis e que pode comprometer os objetivos evangelizadores de sua fé.

Fonte: Folha de S.Paulo

Estudo sobre “avivamento silencioso” do cristianismo no Reino Unido é invalidado por falhas graves

Jovens adorando a Deus durante culto (Foto: Reprodução)
Jovens adorando a Deus durante culto (Foto: Reprodução)

A empresa de pesquisa YouGov retirou um estudo amplamente divulgado que sugeria um “avivamento silencioso” do cristianismo no Reino Unido, após identificar falhas graves nos dados utilizados. A decisão levou a Sociedade Bíblica a reconhecer que suas conclusões não podem mais ser consideradas confiáveis.

O relatório, publicado originalmente em 2025 e intitulado “Avivamento Silencioso”, indicava um crescimento significativo na frequência às igrejas, especialmente entre jovens adultos. No entanto, uma revisão posterior revelou problemas na amostra da pesquisa, incluindo respostas fraudulentas e falhas nos mecanismos de controle de qualidade.

Em comunicado, a Sociedade Bíblica afirmou que foi informada pela YouGov de que os dados estavam comprometidos. “A amostra da pesquisa de 2024 […] era falha e não pode mais ser considerada uma fonte confiável”, declarou a organização.

A instituição também expressou frustração com o ocorrido. “Estamos profundamente decepcionados”, afirmou, ressaltando que confiou nas garantias fornecidas pela empresa de pesquisa ao longo de mais de um ano.

A YouGov, por sua vez, assumiu a responsabilidade pelos erros. Em declaração, o CEO Stephan Shakespeare afirmou: “A YouGov assume total responsabilidade […] e pedimos desculpas pelo que aconteceu”.

Segundo a empresa, falhas nos sistemas de verificação permitiram a inclusão de respostas inválidas — algumas possivelmente geradas por ferramentas automatizadas ou por participantes interessados em recompensas financeiras — o que comprometeu os resultados da pesquisa.

O estudo havia sido amplamente citado por líderes cristãos como evidência de um possível renascimento da fé no país, com destaque para o aumento da participação entre jovens. Dados iniciais apontavam, por exemplo, crescimento relevante na frequência de pessoas entre 18 e 24 anos.

Após a retratação, críticos que já questionavam o relatório afirmaram que os resultados eram inconsistentes com outras pesquisas nacionais, que continuam indicando uma tendência geral de declínio religioso no Reino Unido.

Apesar disso, a Sociedade Bíblica destacou que o erro nos dados não invalida completamente a percepção de maior interesse espiritual, afirmando que ainda há “uma história positiva a ser contada” com base em outros indicadores, como aumento na venda de Bíblias e maior engajamento em atividades religiosas.

A organização informou que pretende realizar novos estudos com metodologias mais rigorosas para compreender melhor o cenário religioso no país. Já a YouGov afirmou que irá reforçar seus sistemas para evitar falhas semelhantes no futuro.

O episódio levanta questionamentos mais amplos sobre a confiabilidade de pesquisas online, especialmente em um contexto de crescimento do uso de inteligência artificial e fraudes digitais, que podem distorcer resultados e influenciar narrativas públicas.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Netanyahu recua e autoriza celebração na Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém

Vista do telhado da Igreja do Santo Sepulcro, na cidade velha de Jerusalém, Israel (Foto: Canva Pro)
Vista do telhado da Igreja do Santo Sepulcro, na cidade velha de Jerusalém, Israel (Foto: Canva Pro)

Um episódio sem precedentes marcou o Domingo de Ramos em Jerusalém, após autoridades católicas serem impedidas de acessar a Igreja do Santo Sepulcro, um dos locais mais sagrados do cristianismo. A decisão gerou repercussão internacional e levou o governo de Israel a rever a medida horas depois.

O cardeal Pierbattista Pizzaballa, Patriarca Latino de Jerusalém, e o Custódio da Terra Santa, Francesco Ielpo, foram barrados pela polícia israelense enquanto se dirigiam ao templo para celebrar a missa. Segundo o Patriarcado, ambos estavam em deslocamento “em caráter privado e sem quaisquer características de procissão ou ato cerimonial”, quando foram impedidos de prosseguir.

Em comunicado, autoridades religiosas classificaram o episódio como inédito: “Pela primeira vez em séculos, os líderes da Igreja foram impedidos de celebrar a Missa do Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro”.

O texto também descreveu a medida como “manifestamente desproporcional” e resultado de uma decisão “apressada e falha”, além de representar um “grave precedente” e desrespeito à liberdade religiosa.

A ação ocorreu em meio a fortes restrições de segurança impostas na Cidade Velha de Jerusalém, no contexto do conflito regional. Segundo as autoridades israelenses, locais sagrados foram fechados temporariamente para proteger a população diante de ameaças recentes.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, justificou a decisão afirmando que a medida visava garantir a segurança dos fiéis. “Nos últimos dias, o Irã tem atacado repetidamente com mísseis balísticos os locais sagrados […] Para proteger os fiéis, Israel pediu […] que se abstivessem temporariamente de praticar o culto”, declarou.

Apesar disso, após a repercussão do caso, Netanyahu determinou a liberação do acesso ao cardeal e autorizou a realização das celebrações religiosas no local. Segundo ele, ao tomar conhecimento do incidente, ordenou que as autoridades permitissem que o patriarca “realizasse as missas como desejasse”.

O episódio provocou reações internacionais. O governo brasileiro condenou a ação e afirmou que ela é “contrária ao status quo histórico dos sítios sagrados […] e ao princípio da liberdade de culto”.

Outros países também criticaram a decisão, apontando preocupações com o respeito à liberdade religiosa em Jerusalém, cidade considerada sagrada para cristãos, judeus e muçulmanos.

A controvérsia ocorre em um contexto mais amplo de restrições às celebrações religiosas na região. Nos últimos dias, eventos tradicionais da Semana Santa já haviam sido cancelados ou reduzidos, incluindo a procissão de Domingo de Ramos, que costuma reunir milhares de fiéis.

O caso evidencia o impacto direto do conflito sobre práticas religiosas em um dos principais centros espirituais do mundo e levanta questionamentos sobre o equilíbrio entre segurança e liberdade de culto em períodos de tensão.

Folha Gospel com informações de CNN Brasil, Estadão e MSN

Cristãos cancelam celebrações de Domingo de Ramos e Páscoa no Oriente Médio devido à guerra

Pessoas celebrando o Domingo de Ramos no Iraque (Foto: Canva IA)
Pessoas celebrando o Domingo de Ramos no Iraque (Foto: Canva IA)

A intensificação dos conflitos no Oriente Médio tem provocado impactos diretos nas celebrações cristãs da Semana Santa, levando ao cancelamento de eventos tradicionais no Iraque e em Jerusalém — dois importantes centros históricos da fé cristã.

No Iraque, líderes cristãos de diferentes denominações orientaram o cancelamento das celebrações públicas de Domingo de Ramos e da Páscoa, citando preocupações com a segurança dos fiéis diante do atual cenário de instabilidade. A decisão foi descrita como uma medida de “responsabilidade pastoral”, priorizando a proteção das comunidades locais em meio ao agravamento da situação regional.

Segundo autoridades religiosas, a suspensão dos eventos não representa apenas uma mudança logística, mas reflete o nível de tensão vivido pelos cristãos no país, que já enfrentam desafios históricos relacionados à perseguição e à diminuição populacional nas últimas décadas.

“Este ano me sinto triste, desanimada e decepcionada porque não podemos celebrar como costumávamos”, compartilha uma senhora cristã. Como muitos outros cristãos, ela é testemunha da dor desta guerra e de todos os riscos envolvidos.

Em Jerusalém, considerada um dos principais epicentros do cristianismo mundial, as restrições também afetaram significativamente as celebrações. A tradicional procissão do Domingo de Ramos, do Monte das Oliveiras até a Cidade Velha, foi substituída por um momento de oração, e as cerimônias no Jardim do Túmulo, nos arredores da cidade, permanecem fechadas ao público.

Líderes religiosos locais indicaram que, diante das circunstâncias, os fiéis estão sendo incentivados a participar de celebrações menores e mais discretas. Em alguns casos, as liturgias estão sendo realizadas com acesso limitado ou adaptadas para evitar grandes aglomerações.

Além disso, medidas de segurança mais rigorosas têm restringido o acesso a locais sagrados, alterando profundamente a dinâmica da Semana Santa na região. A redução no número de participantes e o cancelamento de eventos tradicionais marcam um contraste significativo com anos anteriores, quando peregrinos de diversas partes do mundo se reuniam para celebrar.

O atual cenário evidencia uma mudança forçada na vivência religiosa durante uma das datas mais importantes do calendário cristão. Em vez das manifestações públicas de fé que caracterizam o período, muitos cristãos no Oriente Médio estão sendo chamados a celebrar de forma reservada, em meio à incerteza e às consequências diretas da guerra.

Apesar dos desafios, o Reverendo Holland, diretor do Jardim do Túmulo, disse que a dor da Semana Santa e a esperança da mensagem da Páscoa mostram que “a morte foi derrotada, que o conflito não vence, que a vida conquista e que o amor vence tudo. É uma mensagem tão importante para compartilhar neste momento em que nos tornamos muito reais em relação à nossa mortalidade. Infelizmente, pessoas morreram nesta terra e em outras devido ao conflito. Mas temos esta mensagem de que a morte não tem a última palavra.”

Folha Gospel com informações de Premier Christian News e The Christian Today

Condenação de deputada cristã na Finlândia por discurso de ódio abre precedente perigoso

Päivi Räsänen, deputada e ex-ministra do Interior da Finlândia (Foto: Reprodução)
Päivi Räsänen, deputada e ex-ministra do Interior da Finlândia (Foto: Reprodução)

A condenação da política finlandesa Päivi Räsänen por discurso de ódio contra homossexuais, confirmada pelo Supremo Tribunal em 26 de março, gerou forte repercussão entre organizações cristãs e de defesa da liberdade de expressão. A decisão, que reverte decisões anteriores de instâncias inferiores, levanta preocupações sobre o futuro da expressão pacífica e do debate teológico em contextos seculares na Europa.

A resolução judicial, que considerou Räsänen e o diretor de uma organização luterana culpados por manterem acessível ao público um panfleto de 2004 onde a política expunha suas convicções bíblicas sobre sexualidade humana, é vista por muitos como um ponto de inflexão perigoso. O caso, que se arrasta desde 2019, testou os limites da expressão de posições cristãs tradicionais em um ambiente legal cada vez mais restritivo a temas controversos.

As implicações da decisão judicial

A European Evangelical Alliance (EEA), representando cerca de 23 milhões de cristãos evangélicos na Europa, expressou profunda decepção e considerou a decisão “profundamente preocupante”. Segundo a entidade, a sentença “reduz o limiar para a criminalização da expressão pacífica e corre o risco de estabelecer um precedente preocupante para a liberdade de expressão e religião em toda a Europa”.

Um ponto que agrava a preocupação da EEA é o reconhecimento pelo próprio tribunal de que “o texto que formou a base da condenação não continha incitação à violência ou fomento comparável de ódio semelhante a ameaças”. Para a organização, essa constatação torna a condenação difícil de compreender à luz dos “princípios estabelecidos de liberdade de expressão” vigentes na Europa. A liberdade de expressão, argumenta a EEA, deve incluir a proteção de opiniões que podem ser consideradas ofensivas, especialmente quando não há incitação à violência ou dano demonstrável.

O fato de dois tribunais inferiores terem absolvido os réus e de a polícia inicialmente ter se recusado a investigar o caso adiciona camadas de complexidade e surpresa à decisão final do Supremo Tribunal, que foi tomada por uma estreita maioria de 3 a 2.

Debatendo convicções teológicas em público

A defesa de Räsänen e seus apoiadores também destacam que o panfleto em questão, intitulado “Homem e Mulher, Ele os Criou”, foi originalmente escrito para um público eclesiástico e expressa convicções teológicas, incluindo a afirmação da dignidade e do valor de todas as pessoas. Embora reconheçam que parte da linguagem possa ser percebida como ofensiva por alguns, a expectativa é que o limiar para a criminalização da expressão permaneça alto.

Organizações internacionais como a Alliance Defending Freedom (ADF), que atuou na defesa de Räsänen, ressaltam a importância deste caso transcender as fronteiras finlandesas. Ele se tornou um estudo de caso na Europa, questionando o quanto uma posição cristã histórica pode ou não ser expressa e debatida publicamente em um contexto secular, especialmente quando leis tendem a restringir o debate sobre questões sensíveis.

A decisão do tribunal finlandês, ao condenar Räsänen por manter o material acessível, levanta um debate crucial sobre a coexistência entre a liberdade de expressão, os direitos das minorias e a proteção de convicções religiosas em sociedades democráticas modernas. O precedente criado pode ter ramificações significativas para o futuro da livre expressão em toda a Europa.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Primeira mulher assume liderança máxima da Igreja Anglicana em posse histórica

Sarah Mullally é empossada como a primeira mulher a liderar a Igreja Anglicana (Foto: Reprodução)
Sarah Mullally é empossada como a primeira mulher a liderar a Igreja Anglicana (Foto: Reprodução)

Sarah Mullally foi oficialmente empossada como arcebispa de Canterbury em uma cerimônia realizada na Catedral de Canterbury na quarta-feira, 26 de março. Este acontecimento a consagra como a primeira mulher a ocupar a posição mais alta na Igreja da Inglaterra, tornando-se também uma das figuras de maior proeminência dentro da Comunhão Anglicana global.

O início formal de seu ministério público marcou a cerimônia, que seguiu sua investidura nas…

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