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Sociedade Bíblica do Brasil lança embarcação que amplia acesso a comunidades ribeirinhas na Amazônia

A nova lancha, que tem capacidade para 16 pessoas, passa a integrar a frota da SBB voltada ao atendimento de comunidades ribeirinhas em áreas remotas da Amazônia - Foto: Divulgação/SBB
A nova lancha, que tem capacidade para 16 pessoas, passa a integrar a frota da SBB voltada ao atendimento de comunidades ribeirinhas em áreas remotas da Amazônia - Foto: Divulgação/SBB

A Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) acaba de lançar, oficialmente, no início de outubro, a embarcação Luz na Amazônia IV, durante uma cerimônia realizada no porto da instituição, em Belém (PA). O evento, que contou com a presença de parceiros, representantes de igrejas e apoiadores do projeto, marcou o início de uma nova fase da missão evangelística e social da SBB na região Norte.

A nova lancha, que tem capacidade para 16 pessoas, passa a integrar a frota da organização voltada ao atendimento de comunidades ribeirinhas em áreas remotas da Amazônia. A iniciativa busca ampliar o alcance da distribuição de Bíblias e materiais bíblicos, além de oferecer apoio social e espiritual às populações isoladas.

Durante o lançamento, o pastor Adriano Casanova, diretor regional da SBB em Belém, destacou a importância do momento para o avanço da missão na região: “Este é um tempo de celebração pelas conquistas e também de olhar para os desafios. Se alguém ainda não faz parte desse trabalho, este é o momento de se engajar”.

Expansão da missão

O evento também incluiu um culto de gratidão dedicado à equipe que atua diretamente nas comunidades ribeirinhas. Karla Luz, coordenadora de Projetos Sociais da SBB, destacou o impacto esperado com a nova embarcação: “Ela nos permitirá chegar a locais ainda mais distantes, navegando por rios estreitos e rasos. Atendemos tanto às necessidades físicas quanto espirituais dessas famílias”.

Segundo Emilene Araújo, gerente de Projetos Sociais da instituição, a “Luz na Amazônia IV” reforça uma trajetória construída com esforço e oração. “Assim como os barcos anteriores, essa lancha é fruto de dedicação. Com ela, vamos alcançar mais comunidades e ampliar o impacto da missão.”

O engenheiro responsável pelo projeto, Raimundo Martins, explicou que a embarcação foi projetada especificamente para a geografia e os desafios da região amazônica. “Priorizamos segurança, conforto e desempenho. Conseguimos alcançar um ótimo nível de velocidade e estabilidade, atendendo aos requisitos da missão.”

Voluntários destacam impacto emocional e estrutura inovadora

Durante o evento, os convidados puderam conhecer a estrutura interna da nova lancha, equipada com cabine climatizada, banheiro e espaço adaptado para longas viagens em áreas de difícil acesso. A voluntária Kemilly Larissa falou sobre a emoção de ver o projeto concretizado: “Já acompanhava o programa Luz na Amazônia, e agora ver a lancha pronta é motivo de muita alegria.”

Já Jonas Dutra, técnico em logística, destacou o potencial de alcance da nova embarcação: “Ela deve tornar o trabalho ainda mais eficiente e ágil no contato com as comunidades.” Além disso, o servidor público Diego Martins elogiou a qualidade da estrutura: “É a primeira vez que vejo, aqui na região, uma lancha com esse padrão. Fechada, com ar-condicionado e banheiro a bordo. Realmente impressionante.”

Compromisso renovado com a Amazônia

Projetada com tecnologia moderna e adaptada para operar em rios de baixa profundidade, a Luz na Amazônia IV representa uma nova etapa do trabalho da SBB na região. O objetivo é expandir a atuação evangelística e social entre as populações mais isoladas, promovendo transformação por meio da Palavra de Deus e do cuidado com o próximo.

A embarcação reforça o compromisso da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) com a missão de levar esperança, apoio e fé a lugares onde o acesso é limitado, mas a necessidade é urgente.

Fonte: Comunhão

Pastor denuncia genocídio de cristãos na Nigéria

O pastor nigeriano Harrison Ayintete, líder do Ministérios da Nação da Bondade, gravou um vídeo comovente de dentro de uma vala comum, durante o sepultamento de vítimas assassinadas por radicais islâmicos - Foto: Reprodução X
O pastor nigeriano Harrison Ayintete, líder do Ministérios da Nação da Bondade, gravou um vídeo comovente de dentro de uma vala comum, durante o sepultamento de vítimas assassinadas por radicais islâmicos - Foto: Reprodução X

Em meio ao que descreve como um “genocídio de cristãos” na Nigéria, o pastor Harrison Ayintete, líder do Ministérios da Nação da Bondade, fez um apelo comovente à comunidade internacional ao gravar um vídeo dentro de uma vala comum, durante o sepultamento de vítimas de ataques promovidos por extremistas islâmicos.

“Estamos cansados de enterrar nossos irmãos todos os dias, enquanto esperam que fiquemos em silêncio. Já chega!”, desabafou Ayintete, apontando para os corpos dispostos no chão. “Governo da Nigéria, venha a público e negue se for capaz: não está havendo massacre? Não está havendo genocídio de cristãos? Olhem para esses corpos. Mostrem se há algum muçulmano aqui!”, disse o pastor, visivelmente abalado.

Em sua mensagem, ele direcionou um apelo direto aos Estados Unidos, citando o presidente Donald Trump e pedindo ajuda internacional. “Nações Unidas, Senado americano, vocês estão vendo isso. Conselheiro especial de Trump, por favor, diga a Trump que precisamos de ajuda. Estão massacrando cristãos aqui.”

As denúncias de Ayintete são confirmadas por um relatório recente da Sociedade Internacional para as Liberdades Civis e o Estado de Direito (Intersociety), divulgado pelo portal Persecution.org. O documento revela uma campanha sistemática de violência contra cristãos na Nigéria, com uma média de 100 igrejas destruídas por mês. Desde 2009, mais de 19 mil templos cristãos foram atacados, incendiados ou forçados a encerrar suas atividades sob ameaça armada.

Os principais responsáveis, segundo o relatório, são militantes dos grupos Boko Haram, Estado Islâmico da África Ocidental (ISWAP) e pastores fulani armados, que vêm espalhando terror especialmente no norte e centro do país.

O Parlamento Europeu também reconhece a gravidade da situação. Entre 2019 e 2023, quase 17 mil cristãos foram mortos na Nigéria por causa de sua fé. Apenas nos primeiros sete meses de 2025, já foram registradas mais de 7 mil mortes e 7.800 sequestros relacionados à perseguição religiosa.

Por trás dos números, estão histórias de comunidades inteiras destruídas, famílias separadas e milhares de cristãos obrigados a fugir para sobreviver. Igrejas transformadas em cinzas e valas comuns, como a do vídeo gravado por Ayintete, tornaram-se símbolos trágicos de um conflito que o mundo, segundo o pastor, insiste em ignorar.

“Não é apenas uma crise humanitária. É uma guerra contra a fé cristã. E o silêncio global é cúmplice”, afirmou o líder religioso.

Morre pastor Robertt Marques, fundador do movimento Cultura do Reino

Robertt Marques. (Foto: Instagram/Robertt Marques).
Robertt Marques. (Foto: Instagram/Robertt Marques).

O pastor e escritor Robertt Marques, 43 anos, fundador do ministério Cultura do Reino, morreu nesta terça-feira (21) depois de uma recente luta contra o câncer.

O anúncio do falecimento foi feito em seu perfil no Instagram na tarde de hoje. “Com profundo pesar, nos despedimos do nosso querido pastor Robertt Marques, um homem que viveu com intensidade e propósito, sempre consciente de que cada dia era um presente de Deus”, afirmou a postagem.

“Seu legado permanece vivo em cada vida alcançada, em cada palavra semeada, em cada coração transformado”.

Robertt lutava contra um câncer no pulmão, identificado como carcinoma, que foi descoberto recentemente, em setembro deste ano.

Em agosto, o pastor informou em suas redes sociais que estava com sintomas persistentes de tosse, perda de peso e falta de ar, e foi diagnosticado com Pneumonia Bacteriana.

Marques compartilhou nas redes sociais uma mensagem sobre o processo da doença e a fé durante o tratamento.

“Sou grato a Deus por ter minha família por perto me apoiando em tudo, fora que tenho um exército orando pela minha recuperação completa”, escreveu.

Ele chegou a ser internado e recebeu tratamento, porém não teve melhora. Ao passar por novos exames, o câncer no pulmão foi descoberto.

O velório acontecerá nesta quarta-feira (22), das 12h as 15h, no Cemitério e Crematório Valle dos Reis, em Taboão da Serra (SP).

Robertt Marques deixa a esposa Erika Marques e quatro filhos. Ele atuava como pastor local da Igreja Cultura.

Fonte: Guia-me e Pleno News

Crimes de ódio anticristãos em toda a Europa estão sendo minimizados ou ignorados, afirma relatório

Cruz caída no chão após vandalismo em igreja evangélica (Foto: Reprodução/YouTube)
Cruz caída no chão após vandalismo em igreja evangélica (Foto: Reprodução/YouTube)

Crimes de ódio anticristãos em toda a Europa estão sendo minimizados ou ignorados, de acordo com um novo relatório.

O documento de 125 páginas foi publicado pelo Escritório de Instituições Democráticas e Direitos Humanos (ODIHR) da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) . Relatórios semelhantes já foram publicados abordando crimes de ódio antissemitas e antimuçulmanos.

O relatório sobre crimes de ódio anticristãos foi lançado oficialmente no início deste mês na Conferência da Dimensão Humana de Varsóvia. O relatório observa que cristãos na Europa têm sido alvo de uma variedade de incidentes, desde pichações e vandalismo até ataques violentos e assassinatos.

Várias congregações tiveram que aumentar a segurança em resposta ao aumento do nível de ameaça.

Um fator que contribui para os crimes de ódio anticristãos são as tensões com outras religiões.

“A violência relacionada à religião ou inspirada pela religião também pode resultar da percepção do cristianismo como uma fé rival, inferior ou adversária — muitas vezes enquadrada em narrativas ‘extremistas’ violentas, queixas históricas e tensões geopolíticas”, disse o relatório.

“Por exemplo, algumas formas de retórica ‘extremista’ violenta retratam os cristãos como ‘infiéis’ e ‘inimigos do islamismo’ que devem ser subjugados.”

Convertidos do islamismo ao cristianismo foram considerados particularmente perigosos. O relatório citou um caso de 2023 na Grã-Bretanha, no qual um convertido foi esfaqueado por seu colega de casa que gritava “Allahu Akbar”.

Inicialmente, o casal se dava bem, mas ao saber da conversão, o agressor viu a vítima como, de acordo com o promotor do caso, “alguém que merecia morrer”.

No entanto, o relatório diz que as mulheres cristãs convertidas do islamismo correm “especialmente risco de serem punidas por suas famílias quando sua nova fé for descoberta, inclusive por meio de violência física e ameaças”.

Também foi observado que os crimes de ódio anticristãos são frequentemente “minimizados, subnotificados ou politicamente ignorados”.

O relatório diz que “crimes de ódio anticristãos não acontecem no vácuo” e que “todos têm um papel a desempenhar na promoção de um clima de respeito mútuo e compreensão”.

Em outro lugar, afirma que, em alguns casos, “o discurso e as narrativas políticas ajudaram a perpetuar preconceitos e estereótipos anticristãos na esfera pública”.

O relatório apela a uma maior conscientização sobre a natureza dos pontos de vista anticristãos, bem como a mais pesquisas sobre o assunto e à introdução de políticas e legislação para proteger os cristãos. Medidas de segurança adicionais durante festivais cristãos como o Natal também devem ser consideradas.

As recomendações incluem trabalho em nível governamental para promover “uma compreensão clara e precisa das características específicas do preconceito anticristão contemporâneo, bem como das narrativas discriminatórias comuns que impulsionam a intolerância contra os cristãos”.

Os membros da mídia são chamados a “transmitir informações imparciais e precisas” e a garantir que as reportagens não “perpetuem ou reforcem o preconceito anticristão”.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Bispos alemães alertam para aumento de ataques a igrejas

Culto em uma igreja na Alemanha
Culto em uma igreja na Alemanha

A Conferência Episcopal Alemã alertou sobre um aumento acentuado na frequência e gravidade de vandalismo e profanação de igrejas.

Autoridades da Igreja dizem que os atos — que vão desde incêndios criminosos e destruição de estátuas até a profanação de espaços sagrados — representam uma “escalada” de hostilidade contra símbolos cristãos nos últimos anos.

“Todos os tabus foram quebrados quando se trata de vandalismo em igrejas”, disse um porta-voz da Conferência Episcopal, citando incidentes em que confessionários foram profanados e estátuas de Jesus Cristo foram decapitadas.

Embora as estatísticas oficiais da polícia frequentemente classifiquem esses delitos apenas como danos materiais, os líderes da Igreja alertam que isso mascara um “campo obscuro” de crimes de ódio motivados por religião não denunciados.

O alerta da Alemanha ocorre no momento em que organizações cristãs europeias pedem um reconhecimento mais amplo dos crimes de ódio anticristãos, que, segundo elas, continuam sendo relatados de forma inadequada e raramente recebem atenção política.

Para marcar o Dia Internacional em Memória das Vítimas de Atos de Violência Baseados em Religião ou Crença, que foi comemorado em 22 de agosto, o Observatório sobre Intolerância e Discriminação contra Cristãos na Europa (OIDAC Europa) se uniu ao Escritório de Instituições Democráticas e Direitos Humanos da OSCE (ODIHR) para instar os governos a agirem.

Um novo guia da OSCE sobre crimes de ódio anticristãos, lançado formalmente na semana passada, destaca uma tendência preocupante de crescente hostilidade contra os cristãos na Europa.

O guia observa que esses crimes são frequentemente “minimizados, subnotificados ou politicamente ignorados” e alerta que “crimes de ódio anticristãos não acontecem no vácuo”.

De acordo com a diretora executiva da OIDAC Europa, Anja Hoffmann, o preconceito anticristão não é visível apenas em ataques físicos, mas também na forma como governos e a mídia lidam com eles.

“A realidade diária dos crimes de ódio anticristãos registrados por nossa organização destaca a necessidade urgente de mais pesquisas e ações governamentais concretas”, afirmou Hoffmann. “Muitos governos europeus ainda não registram e denunciam adequadamente esses crimes — ou, pior, até perpetuam o preconceito anticristão.”

As descobertas da OSCE mostram que incidentes anticristãos geralmente começam com atos como pichações ou vandalismo, mas podem se intensificar em assédio, intimidação e agressão física — com alguns casos até culminando em assassinato.

O guia recomenda que os governos europeus reforcem mecanismos para coletar e documentar incidentes, promovam maior cooperação interinstitucional e garantam proteção mais rigorosa durante observâncias cristãs significativas.

Ele também pede que os meios de comunicação noticiem tais crimes com precisão e imparcialidade, evitando estereótipos que reforçam a hostilidade em relação às comunidades cristãs.

A Conferência Episcopal Alemã ecoou essas preocupações, pedindo às autoridades nacionais que “examinassem mais de perto” os ataques e a destruição de estátuas sagradas, igrejas, imagens devocionais e objetos litúrgicos.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Como estão os cristãos em Gaza após o fim da guerra? 

Teto de uma igreja (Foto representativa: Portas Abertas)
Teto de uma igreja (Foto representativa: Portas Abertas)

Apesar de as pessoas em Gaza estarem aliviadas porque o cessar-fogo está sendo mantido, a situação é instável. “Os cristãos ainda estão dentro das duas igrejas, esperando para ver o que acontecerá em breve. As fronteiras continuam fechadas, então eles não podem sair de Gaza”, diz Chris (pseudônimo), que acompanha parceiros locais nos Territórios Palestinos.

“Eles estão muito assustados porque a situação de segurança é muito difícil”, afirma Chris sobre a situação das centenas de cristãos na cidade de Gaza. A maioria dos cristãos buscou refúgio nos complexos de duas igrejas na cidade de Gaza desde que a guerra começou há dois anos, após o ataque do grupo extremista Hamas a Israel.

“Estamos em contato contínuo com nossos irmãos e irmãs nas duas igrejas em Gaza”, relata Chris e afirma o apoio com recursos financeiros para alimentação e outras necessidades básicas aos cristãos que permanecem abrigados nas igrejas.

Cristãos estão abrigados em igrejas em Gaza?

Segundo Chris, entre as 600 pessoas nas duas igrejas, há crianças, pessoas doentes, idosos e pessoas com deficiência. As igrejas tentam ajudá-los o máximo possível por meio de instituições parceiras que as apoiam.

Além das centenas de cristãos nos complexos das igrejas, ele diz que há cerca de 40 cristãos no Sul da Faixa de Gaza. “Eles estão esperando que as fronteiras se abram para que possam deixar a Faixa de Gaza. A expectativa é que a maioria dos cristãos deixe Gaza e migre para outros países em busca de segurança e proteção”, diz Chris.

Apesar do cenário desafiador, cristãos mantêm a fé em Gaza. “Eles continuam orando, não desistiram, ainda sentem que há esperança de um futuro melhor. Até agora, por causa desse apoio e dos fortes relacionamentos com seus vizinhos muçulmanos e alguns comerciantes, eles têm um pouco de comida, bebida e gasolina. Eles sempre alimentaram os famintos e ajudaram vizinhos muçulmanos doentes”, Chris acrescenta.

Ele faz um apelo por oração. “Orem pela continuidade da presença cristã nesta parte difícil do mundo. Gaza precisa do sal e da luz que emanam das igrejas e das pessoas que as frequentam”, conclui Chris.

Pedidos de oração por cristãos em Gaza

  • Interceda pelos doentes que precisam de medicações na Faixa de Gaza.
  • Ore para que em breve os cristãos abrigados nas igrejas possam encontrar um lar seguro.
  • Peça a Deus que mesmo em meio às tensões, os cristãos em Gaza mantenham sua confiança firme em Cristo e gerem frutos de fé que alcancem as pessoas que os cercam e precisam conhecer o amor de Deus.

Fonte: Portas Abertas

Violência contra cristãos em Moçambique é silenciada

Parceiros de campo da Portas Abertas visitam cristãos deslocados em Moçambique (Fonte: Portas Abertas)
Parceiros de campo da Portas Abertas visitam cristãos deslocados em Moçambique (Fonte: Portas Abertas)

Parceiros de campo da Portas Abertas em Moçambique relatam a atual situação da igreja no país e pedem por orações após o pronunciamento do Estado Islâmico. O grupo afirmou que os cristãos que não se converterem ao islã ou pagarem taxas, serão expulsos de suas terras e mortos.

“É triste ver como o governo de Moçambique está gerenciando esse conflito e ainda mais doloroso ver a postura da igreja global frente à aflição dos nossos irmãos e irmãs. Acredito que é nossa responsabilidade nos levantarmos e exigirmos o fim do derramamento de sangue e do sofrimento. Muitos inocentes continuam a ser perseguidos simplesmente por seguir Jesus”, disse uma fonte local que permanece anônima por questões de segurança.

A igreja é o alvo principal dos extremistas. Centenas de igrejas já foram queimadas, inúmeros cristãos foram atacados e grande parte desses incidentes segue sem investigação.

“O governo impôs medidas de controle nas áreas dos conflitos. Eles proíbem fotografias ou trocas de informação. Qualquer um, seja moçambicano ou estrangeiro, que for pego com um celular capaz de tirar fotos pode ter seu aparelho confiscado ou até ir preso. Esse clima de medo e silêncio encobre a verdade e faz o sofrimento continuar livremente”

“A igreja de Moçambique está enfrentando momentos traumáticos. Diversos cristãos e lideranças vivem com medo, intimidados e emocionalmente esgotados. Apesar de terem o desejo de servir a Cristo, o medo enfraquece a presença da igreja nas regiões de maior risco, mas cremos que Deus está trabalhando nesses locais”, disse a fonte.

Fonte: Portas Abertas

Venda de Bíblias cresce impulsionada pela Geração Z nos EUA

Bíblia Sagrada (Foto: Reprodução)
Bíblia Sagrada (Foto: Reprodução)

Dados recém divulgados revelaram um fenômeno em ascensão nos Estados Unidos: o aumento do interesse dos americanos na fé cristã.

De acordo com o serviço de monitoramento editorial Circana Bookscan, a venda anual de Bíblias no país aumentou 41,6% desde 2022, impulsionada principalmente pela Geração Z e jovens adultos que estão buscando respostas espirituais em meio a tempos de incerteza.

O fenômeno tem sido chamado pela imprensa americana de “Bible boom” (“Boom das Bíblias”) e acompanha o aumento de conteúdos nas redes sociais voltados para o estudo da Bíblia e devocionais.

As editoras cristãs também tiveram um papel importante no aumento do interesse pela Palavra de Deus, ao investir em design, marketing digital e novas edições temáticas da Bíblia.

Aplicativos cristãos em alta

Além disso, o uso de aplicativos cristãos e o consumo de música gospel também cresceram nos EUA.

Segundo a empresa de dados SensorTower, downloads de aplicativos de religião e espiritualidade aumentaram 79,5% desde 2019.

No mesmo período, os streams de música cristã contemporânea do Spotify aumentaram 50%, conforme o Music Insights da Luminate.

Os dados foram divulgados pelo programa de TV “Fox & Friends” na quarta-feira (15). Especialistas e líderes cristãos estão descrevendo o fenômeno como um avivamento.

“Há uma sede por sentido e estabilidade. Muitos jovens estão cansados do vazio cultural e encontram na Bíblia uma referência sólida para reconstruir o propósito da vida”, afirmou o pesquisador Marcus Collins, especialista em comportamento social e cultura religiosa, à revista Forbes.

Líderes cristãos têm visto o movimento como um despertar espiritual entre as novas gerações.

“Talvez estejamos presenciando o início de uma nova geração de fé, menos institucional, mais pessoal e consciente”, comentou o pastor e autor Timothy Harper, à Forbes.

Líderes cristãos relataram que um avivamento surgiu nos EUA logo após a morte de Charlie Kirk em setembro, com pessoas retornando à igreja ou indo a um culto pela primeira vez.

Além disso, as redes sociais foram tomadas por relatos de pessoas que aceitaram Jesus após o assassinato do líder cristão conservador.

Fonte: Guia-me

Igrejas destruídas pelo Estado Islâmico reabrem no Iraque

Bandeira do Iraque (Foto: Canva Pro)
Bandeira do Iraque (Foto: Canva Pro)

Duas igrejas históricas em Mosul, Iraque, reabriram oficialmente após anos de restauração, quase uma década após sua destruição durante a ocupação do Estado Islâmico (EI). As cerimônias de reconsagração marcaram um raro momento de renascimento para a população cristã cada vez menor da região.

Na quarta-feira, moradores locais, clérigos e autoridades internacionais se reuniram para inaugurar a Igreja de São Tomás, um local ortodoxo siríaco que data do século VII, e a Igreja Católica Caldeia de Al-Tahira, também conhecida como “A Imaculada”.

Fadi, um cristão de 27 anos de Mosul que treinou por três anos para ajudar no projeto de restauração, disse ao Vatican News que as reaberturas são “um sinal de esperança” para os cristãos deslocados.

“Isso mostra aos cristãos que vivem no exterior que as coisas estão melhores aqui agora, que eles podem voltar para casa”, disse ele.

Ambas as igrejas estão localizadas na Cidade Velha de Mosul, onde as forças do EI estabeleceram o controle entre 2014 e 2017. Durante esse período, a Igreja de São Tomás foi convertida em prisão, e Al-Tahira foi bombardeada e deixada em ruínas.

A restauração das igrejas começou em 2022 como parte de uma iniciativa mais ampla para revitalizar marcos culturais em zonas pós-conflito. A Fundação Aliph, uma organização internacional focada na proteção do patrimônio, liderou o projeto em colaboração com o Conselho Estatal de Antiguidades e Patrimônio do Iraque. A instituição de caridade católica L’Oeuvre d’Orient, sediada em Paris, gerenciou o trabalho diário de restauração sob a orientação do Instituto Nacional do Patrimônio da França.

A população cristã de Mosul, que antes representava 14% da cidade, agora diminuiu para menos de 60 famílias em uma cidade de quase 2 milhões de habitantes, relata o meio de comunicação católico sem fins lucrativos Zenit .

“Essas igrejas não são apenas pedras. Elas são a memória da fé, da história e da comunidade”, disse o arcebispo Najeeb Michael Moussa, bispo caldeu de Mosul, após a cerimônia.

A restauração, ele acrescentou, mostrou que “a fé pode ser ferida, mas não extinta”, e que cada toque de sino “chama não apenas os fiéis, mas o futuro”.

As equipes primeiro removeram minas e explosivos dos locais antes de iniciar a reconstrução. Entre os elementos cuidadosamente restaurados estava a porta de alabastro de São Tomás, do século XIII, esculpida em mármore local conhecido como farsh e representando Cristo com os doze apóstolos.

Os sinos das igrejas fundidos pela fundição de Cornille Havard, na Normandia, agora soam novamente sobre Mosul. A mesma fundição restaurou os sinos de Notre-Dame de Paris, observa a Zenit.

As inscrições nos sinos incluem as frases “A verdade vos libertará” e “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou”.

A reconsagração de Mar Toma ocorreu em uma cerimônia ortodoxa, enquanto a reinauguração de Al-Tahira ocorreu na quinta-feira.

A inauguração secular, realizada em conjunto por ambas as igrejas, marcou a reabertura pública oficial dos edifícios ao povo de Mosul.

O Patriarca Louis Raphaël Sako, chefe da Igreja Caldéia do Iraque, presidiu a reabertura de Al-Tahira. Ele foi acompanhado pelo Patriarca Ortodoxo Siríaco Mor Ignatius Aphrem II, pelo Ministro da Cultura do Iraque, Ahmed al-Badrani, pelo Governador de Nínive, Abdul Qadir al-Dakhil, pelo Embaixador francês Patrick Durel e por representantes da UNESCO e da Œuvre d’Orient, informou a Syriac Press .

Sako descreveu a reabertura como “não apenas uma questão de restaurar pedras, mas de restaurar a confiança — uma mensagem de paz e esperança para o povo de Mosul e de todo o Iraque”. Relembrando as 13 igrejas caldeus e os três mosteiros que existiram em Mosul, ele disse que a maioria agora está abandonada. Ele lembrou aos presentes que Mosul “era um reduto cristão muito antes da chegada dos muçulmanos no final do século VII”.

Dirigindo-se à multidão, ele pediu “confiança mútua e relações humanas, fraternais e nacionais”, alertando que “o extremismo e o sectarismo jamais poderão construir um Estado ou paz”. Ele enfatizou a necessidade de reconstruir a sociedade “com base nos valores de fraternidade, respeito e aceitação dos outros”.

Em uma repreensão direta ao Movimento Babilônia apoiado pelo Irã, um partido político no Iraque liderado por Rayan al-Kildani, ele declarou: “Nós, cristãos, não temos milícias e, se tais grupos existem, eles não têm nada a ver com a ética cristã, e nós não os reconhecemos”.

Ele pediu que os cristãos no Iraque possam viver com direitos plenos e iguais sob estratégias legais, políticas e de segurança coerentes.

Acredita-se que Mar Toma foi construída no local onde o apóstolo Tomé ficou a caminho da Índia, enquanto Al-Tahira comemora uma aparição mariana que supostamente protegeu a cidade dos invasores persas em 1743. Ambas as igrejas serviram por muito tempo como pontos de unidade entre cristãos e muçulmanos em Mosul.

A restauração das duas igrejas fazia parte do programa “Mosaico de Mosul” de Aliph, que visa reabilitar marcos culturais danificados durante o conflito. Antes do início da reconstrução, as equipes tiveram que remover minas terrestres e artefatos explosivos não detonados deixados pelas forças do EI.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Devocional traz 52 mulheres bíblicas que marcaram a história

Livro Elas (Foto: Montagem/Folha Gospel)
Livro Elas (Foto: Montagem/Folha Gospel)

Sabemos como os homens se enquadram na história da salvação, mas e as mulheres? O que a história delas nos revela sobre o amor de Deus? É por meio dessa indagação que as autoras best-sellers Ann Spangler e Jean E. Syswerda iniciam o devocional Elas: 52 mulheres da Bíblia que marcaram a história do povo de Deus. Publicado pela Editora Mundo Cristão, este lançamento dá visibilidade às histórias de salvação de figuras femininas, desde Eva à Priscila, sob uma nova perspectiva cronológica.

Cada capítulo combina sugestões de leitura de segunda a sexta-feira, estudo bíblico, promessas espirituais e orações para refletir sobre o que foi aprendido a cada semana. Além de trazer contexto histórico, genealógico e sociocultural de cada perfil. Mulheres, desconhecidas ou pouco lembradas, revelam o caráter de Deus e continuam sendo fonte de inspiração espiritual para as leitoras de hoje.

Nesta nova edição ampliada e com espaços para anotações, as autoras apresentam um elenco de personagens variado, incluindo: prostitutas, rainhas perversas, profetisas, ricas, maltratadas, santificadas, viúvas, jovens e idosas. Os relatos passam também por Maria, mãe de Jesus, e a emblemática Maria Madalena, para mostrar como muitas delas arriscaram a vida e a reputação em favor do próximo.

Cada mulher que aparece na Bíblia, seja rainha ou serva, guerreira ou mãe, mostra que a força feminina não está na posição que ocupa, mas na confiança em Deus que sustenta sua vida.
(Elas, p. 13)

Ann Spangler e Jean Syswerda destacam ensinamentos extraídos da trajetória dessas personalidades, que são símbolos de compaixão, força, fé e coragem. Algumas delas enfrentaram tragédias pessoais, outras arriscaram a vida em prol de suas famílias e comunidades. Todas, no entanto, demonstram como a graça divina transforma circunstâncias aparentemente sem saída em possibilidades de recomeço, tornando-se exemplos possíveis de seguir.

Mais do que reunir biografias em uma leitura devocional, Elas é um convite para estudar e compreender como essas narrativas femininas mostram o plano do Criador para as seguidoras dos ensinamentos divinos. Este lançamento também reforça às leitoras que traçar uma vivência de esperança e entrega a Cristo é um caminho de restauração e propósito, diante de qualquer adversidade ou época.

Ficha técnica:
Título: Elas
Subtítulo: 52 mulheres da Bíblia que marcaram a história do povo de Deus
Autoras: Ann Spangler & Jean E. Syswerda 
Tradução: Maria Emília de Oliveira 
Editora: Mundo Cristão 
Onde encontrar: Amazon (Clique aqui)

Sobre as autoras:

Ann Spangler é escritora premiada e autora de diversos best-sellers. Sua fascinação e amor pelas Escrituras resultaram em livros que têm aberto a Bíblia para uma ampla gama de leitores. Ann vive com suas duas filhas em Grand Rapids, Michigan.

Jean E. Syswerda é, antes de tudo, esposa, mãe e avó. Tem três filhos adultos, todos casados, e dez netos maravilhosos. Ela e seu marido, com quem é casada há mais de cinquenta anos, vivem em Allendale, Michigan. Jean é autora, ex-editora e ex-vice-presidente da Zondervan Publishing House, onde desenvolveu sua paixão por Bíblias que incentivem os leitores a se aprofundarem na Palavra de Deus. 

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