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Líderes de igrejas domésticas relatam crescimento do Evangelho no Irã

Cristãos em uma igreja no Irã (Foto: Reprodução/Global Christian Relief)
Cristãos em uma igreja no Irã (Foto: Reprodução/Global Christian Relief)

Apesar da guerr e da violenta repressão governamental que resultou em milhares de mortes, líderes de igrejas domésticas no Irã observam um crescimento significativo da fé cristã no país. A esperança em Jesus Cristo tem alcançado comunidades em meio ao cenário de conflito.

Informações divulgadas pela organização cristã Global Christian Relief indicam que os relatos oficiais não retratam a totalidade da realidade vivenciada. Mesmo assim, os cristãos iranianos mantêm sua fidelidade a Deus e se mobilizam para auxiliar a população local.

“Uma igreja incrivelmente madura está surgindo”, relatou um parceiro da Global Christian Relief. “É isso que está acontecendo no Irã agora. Em um dos lugares mais sombrios da Terra para os seguidores de Jesus, a Igreja está brilhando”.

A organização ressalta que, enquanto potências globais discutem estratégias, os crentes que vivem em segredo continuam o trabalho de discipulado, reuniões e o compartilhamento do Evangelho em ambientes de risco.

Bita*, que lidera uma igreja doméstica em uma cidade iraniana de forte tradição religiosa, compartilhou sua experiência pessoal. Em janeiro, ela e sua filha de 17 anos participaram de manifestações públicas. Durante a dispersão violenta das multidões pelas forças de segurança, a filha de Bita foi atingida por balas de borracha na perna. Com hospitais sob ordem de fechamento pelas autoridades, Bita precisou viajar para outra cidade em busca de atendimento médico para a filha.

Durante o atendimento em outra localidade, Bita aproveitou o momento para compartilhar o Evangelho com as duas enfermeiras que cuidaram de sua filha. Ambas aceitaram Jesus como salvador. “Essa conversa não aconteceu em um ambiente seguro. Aconteceu sob pressão. Num país onde seguir Jesus pode levar a interrogatórios ou prisão. E, no entanto, ela falou”, destacou a organização, enfatizando a coragem em um contexto de perseguição. Na ocasião, Bita também batizou as enfermeiras. Ao retornarem para casa, mais cinco pessoas se converteram através de seu ministério.

“Essa é a Igreja no Irã. […] Eles lideram igrejas domésticas, discipulam novos convertidos e compartilham o Evangelho em lugares onde isso é punível com prisão ou morte. Eles precisam de discipulado. Precisam de comunidade. E precisam saber que a Igreja global os vê”, completou a Global Christian Relief. A organização também apela por oração neste período de instabilidade política, alertando que momentos de convulsão são os mais perigosos para os cristãos. “As manchetes continuarão mudando. O Evangelho não. Enquanto o Irã entra em um novo capítulo incerto, nossos irmãos e irmãs ainda estão lá. Vamos nos unir a eles em oração”, concluiu.

*Nome alterado por motivo de segurança

Folha Gospel com informações de Guia-me e Global Christian Relief

Dia da Mulher: Participação feminina marca história e desafios das mulheres na igreja e na sociedade

Mulheres cristãs de frente para uma cruz (Foto: Portas Abertas)
Mulheres cristãs de frente para uma cruz (Foto: Portas Abertas)

A participação feminina tem sido determinante na história do cristianismo desde os tempos bíblicos até a atualidade. Mulheres desempenharam papéis importantes no cuidado com as comunidades de fé, na expansão do Evangelho e na formação espiritual de famílias e igrejas, deixando um legado que continua a influenciar gerações.

Durante o ministério de Jesus, mulheres já estavam entre aqueles que apoiavam e ajudavam na divulgação da mensagem do Reino. Nos primeiros séculos do cristianismo, elas contribuíram para a organização das comunidades e frequentemente abriam suas casas para encontros e ensino da fé. Esse envolvimento foi fundamental para o crescimento da igreja primitiva em diferentes regiões e contextos culturais.

Os relatos do Novo Testamento mostram diversas mulheres ativas nas primeiras comunidades cristãs. Entre elas estão Loide e Eunice, associadas à igreja em Listra; Evódia, Síntique e Lídia, em Filipos; e Dâmaris, mencionada entre os convertidos em Atenas. Em Romanos 16, o apóstolo Paulo agradece a colaboração de várias mulheres que atuaram na evangelização e no fortalecimento da igreja, demonstrando que elas participaram de forma significativa da missão cristã.

Sabedoria e influência no cotidiano

Além da atuação histórica, líderes e estudiosos destacam que a sabedoria da mulher cristã continua sendo um elemento transformador dentro das famílias e comunidades.

Segundo a pastora e terapeuta familiar Ludmila Sanches, exemplos bíblicos como Abigail e Ester ilustram como discernimento, estratégia e sensibilidade espiritual podem influenciar decisões importantes e proteger pessoas ao redor. Essas mulheres agiram com prudência, refletindo antes de agir e buscando o momento certo para intervir.

A sabedoria feminina, nesse contexto, não está relacionada à passividade, mas à capacidade de equilibrar firmeza e sensibilidade. A mulher sábia, afirmam especialistas, se torna referência pela consistência de suas atitudes e pela disposição de refletir antes de tomar decisões, influenciando positivamente sua família e o ambiente onde vive.

Essa influência também pode gerar transformação dentro dos lares. Muitas mulheres, ao aprofundarem sua caminhada espiritual por meio do discipulado e do ensino bíblico, acabam impactando filhos, maridos e outras pessoas próximas, fortalecendo a vida familiar e comunitária.

Desafios da mulher cristã na liderança e na vida pública

Apesar da presença histórica e da influência espiritual, mulheres ainda enfrentam desafios quando assumem papéis de liderança, seja dentro das igrejas ou em espaços públicos.

Mesmo atuando como pastoras, missionárias ou líderes ministeriais, muitas continuam sendo questionadas quanto à capacidade de pregar, conduzir cerimônias ou liderar comunidades religiosas. Esse cenário reflete debates contemporâneos sobre o papel feminino dentro das tradições cristãs.

Além das questões internas da igreja, mulheres cristãs que atuam na política ou em posições de poder também relatam desafios adicionais, como a necessidade de conciliar fé, vida pública e expectativas sociais. A pressão por resultados, somada à responsabilidade de representar valores cristãos, torna essa trajetória ainda mais complexa.

Reflexão atual sobre o papel feminino

Em meio às discussões contemporâneas, especialistas defendem que compreender a participação feminina na história do cristianismo ajuda a ampliar o diálogo sobre o papel das mulheres na igreja hoje.

A análise histórica mostra que, desde a igreja primitiva, elas contribuíram de maneira decisiva para a expansão da fé e para a formação das comunidades cristãs. Esse legado reforça a importância de reconhecer e valorizar a atuação feminina na missão cristã, seja no lar, na igreja ou na sociedade.

Leia também: Devocional traz 52 mulheres bíblicas que marcaram a história

Folha Gospel com informações de Comunhão

Criador de “The Chosen” revela guerra espiritual nos bastidores da série

Dallas Jenkins (E), criador e diretor e Jonathan Roumie (D), ator que interpreta Jesus, na série The Chosen (Foto: Reprodução)
Dallas Jenkins (E), criador e diretor e Jonathan Roumie (D), ator que interpreta Jesus, na série The Chosen (Foto: Reprodução)

O criador da série bíblica “The Chosen”, Dallas Jenkins, compartilhou com os fãs os desafios enfrentados na produção, incluindo batalhas espirituais e dificuldades pessoais de sua família. Ele detalhou ainda o cronograma de lançamento da sexta temporada durante a ChosenCon, evento que reuniu mais de 4.500 participantes em Charlotte, na Carolina do Norte.

Jenkins atribuiu o sucesso global do projeto, financiado coletivamente, à paixão e ao apoio do público. “O que torna isso tão grandioso é a paixão. Aqui é uma verdadeira demonstração de carinho, porque temos a oportunidade de agradecer uns aos outros”, afirmou, destacando a importância das orações dos fãs.

O diretor revelou que, desde o início da série, sua família tem enfrentado adversidades significativas, incluindo a batalha de sua esposa contra o câncer após uma mastectomia dupla. Ele acredita que essas dificuldades são reflexo de uma guerra espiritual. “Desde o primeiro dia de ‘The Chosen’, nossas vidas têm sido 10 vezes mais desafiadoras do que antes. Acredito que a guerra espiritual é real. O inimigo não quer que a série seja um sucesso”, declarou Jenkins.

Segundo o diretor, os obstáculos fortalecem a fé da equipe, pois Deus, muitas vezes, permite situações que…

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Guerra na Ucrânia: centenas de locais de culto destruídos por forças russas; igrejas batistas e ortodoxas entre as mais afetadas

Igreja destruída pelas forças russas na Ucrânia (Foto: Reprodução/ICC)
Igreja destruída pelas forças russas na Ucrânia (Foto: Reprodução/ICC)

A organização ministerial Mission Eurasia, dedicada a equipar igrejas na Ucrânia e arredores, divulgou um relatório indicando que pelo menos 737 locais de culto sofreram danos ou foram completamente destruídos pelas forças russas desde o início do conflito em 2022. A maioria dos alvos foram igrejas, mas sinagogas e mesquitas também foram atacadas.

Dentre os edifícios afetados, cerca de 450 eram igrejas batistas. Considerando que os batistas representam a maior população evangélica na Ucrânia, mas apenas 1% a 2% da população total, essa estatística sugere um possível direcionamento deliberado contra essa comunidade religiosa na campanha militar.

Pastor detido e igreja fechada em caso emblemático contra batistas

Um caso amplamente divulgado envolveu o pastor batista Sergey Ivanov, que servia uma congregação no sul ocupado da Ucrânia. De acordo com redes de igrejas e observadores de direitos humanos, as forças russas detiveram Ivanov sob a acusação de cooperar com autoridades ucranianas e de recusar o registro de sua igreja sob regulamentos russos. Membros da congregação relataram a interrupção de cultos e o fechamento efetivo do templo enquanto o pastor era interrogado.

Este incidente reflete uma tendência maior de pressão sobre comunidades batistas e evangélicas, muitas das quais se recusam a submeter-se à supervisão imposta pelas autoridades de ocupação sobre a atividade religiosa. A destruição, em alguns casos, pode ser incidental, resultado da ampla devastação causada pela guerra.

“Tudo está destruído”, declarou Igor Bandura, do União Batista Ucraniana, em conversa com a Baptist Press, descrevendo a destruição que vai além de edifícios religiosos. “Não apenas igrejas, mas vilas, cidades, tudo está destruído. Então, não há vida. Todos foram embora, e tudo está destruído.”

Igrejas ortodoxas também são alvo em disputa de autoridade religiosa

A agressão russa também tem se voltado contra igrejas da Igreja Ortodoxa, a principal denominação na Ucrânia. Ao longo do conflito, a Igreja Ortodoxa Russa buscou impor sua autoridade sobre a Igreja Ortodoxa Ucraniana, levando muitas congregações a se desvincularem e aderirem à independente Igreja Ortodoxa da Ucrânia. Autoridades russas têm se apropriado de estruturas ligadas à Igreja Ortodoxa Ucraniana, historicamente conectada à Igreja Ortodoxa Russa.

Analistas apontam que, em áreas ocupadas, a igreja tem sido cada vez mais utilizada como ferramenta de propaganda política e controle administrativo, misturando vida religiosa e políticas estatais. Críticos argumentam que essa abordagem de Moscou representa uma apropriação clara de instituições religiosas para legitimar seu domínio sobre territórios ocupados.

Perseguição e intimidação a líderes religiosos e comunidades minoritárias

Embora muitos fiéis ortodoxos na Ucrânia sigam suas práticas religiosas independentemente da política, as autoridades de ocupação têm promovido clérigos alinhados a Moscou e marginalizado ou removido líderes religiosos leais a Kyiv. Na Crimeia, o padre Serhii Mykhalchuk, da Igreja Ortodoxa da Ucrânia, relatou assédio contínuo e pressões legais por parte das autoridades russas após a anexação da península. Sua paróquia enfrentou ordens judiciais de despejo de sua catedral em Simferopol e apreensão de propriedades após recusar o recredenciamento sob leis religiosas russas vinculadas a estruturas eclesiásticas de Moscou.

Em outros casos documentados, tropas russas invadiram igrejas ortodoxas com o objetivo de intimidar e humilhar sacerdotes. Um relato menciona um padre ortodoxo que foi despojado de suas vestes, agredido e exposto publicamente enquanto soldados zombavam dele. O sacerdote sobreviveu ao ataque e posteriormente mudou sua afiliação para a Igreja Ortodoxa da Ucrânia.

Liberdade religiosa restrita em áreas sob controle russo

Defensores da liberdade religiosa observam que esse padrão de ações reflete uma campanha mais ampla para erradicar a sociedade civil independente e substituí-la por instituições leais a Moscou. Comunidades protestantes, que…

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Projeto restringe festas de Carnaval perto de igrejas no Espírito Santo

Carnanval em frente a uma igreja (Foto: Canva IA)
Carnanval em frente a uma igreja (Foto: Canva IA)

Uma proposta legislativa apresentada na Assembleia Legislativa do Espírito Santo visa restringir a realização de festas de Carnaval e eventos similares nas proximidades de igrejas e outros locais de culto religioso.

A medida, que tramita sob o número 49/2026, é de autoria do deputado estadual Delegado Danilo Bahiense (PL) e sugere a proibição em um raio de até 100 metros de qualquer templo, independentemente de sua denominação.

A restrição proposta abrange o período de Carnaval e outras festas populares, especificamente nos dias e horários em que houver celebrações religiosas. O objetivo é evitar que esses eventos comprometam o sossego e a segurança das atividades religiosas.

Conforme o texto do projeto, o descumprimento das novas regras pode acarretar penalidades que vão desde a aplicação de multas até o cancelamento da festividade.

O Poder Executivo estadual seria responsável por indeferir solicitações de autorização para eventos que não estejam em conformidade com a norma, além de orientar os organizadores e fiscalizar o cumprimento, visando assegurar a liberdade religiosa.

Na justificativa apresentada, o deputado Delegado Danilo Bahiense argumenta que o Estado tem a prerrogativa de organizar o uso do espaço público com vistas à preservação do sossego e da ordem, direitos considerados fundamentais.

“O presente projeto não cria privilégio religioso, mas protege o exercício regular do culto, evitando interferências externas desproporcionais, especialmente ruídos excessivos e aglomerações que possam inviabilizar as celebrações religiosas”, declarou o parlamentar na mensagem que acompanha a proposição.

TV Gazeta planeja encerrar contrato com Igreja Universal na busca de independência financeira

Televisão e um controle remoto (Foto: Jonas Leupe - Unsplash)
Televisão e um controle remoto (Foto: Jonas Leupe - Unsplash)

A TV Gazeta planeja uma reestruturação editorial significativa com o objetivo de reduzir sua dependência financeira da Igreja Universal do Reino de Deus. Juliana Algañaraz, superintendente geral da emissora, expressou em entrevista ao podcast NaTelinha na última terça-feira (3) o desejo de impulsionar a produção de conteúdo original, mas enfrenta desafios devido à forte ligação com a instituição religiosa.

O contrato vigente com a Universal é responsável por aproximadamente 80% da receita da TV Gazeta, segundo apurações do TV Pop. A igreja ocupa cerca de 11 horas da programação diária da emissora, o que, segundo Algañaraz, dificulta a consolidação de uma identidade nacional coesa. “Dentro da nossa estratégia, queremos criar uma faixa de programação brasileira. Neste momento, estou um pouco engessada porque herdei a igreja”, desabafou a executiva, que também lidera a Fundação Cásper Líbero.

Algañaraz comparou a presença religiosa na programação a um “calo no pé”, defendendo a possibilidade de a emissora prosperar sem a venda de horários. Apesar da estabilidade financeira que o acordo proporciona, o modelo atual limita a diversidade de projetos e a autonomia criativa. A estratégia da nova gestão mira atrair um público mais jovem e diversificado.

O plano é encerrar a parceria com grupos religiosos, embora a transição exija prudência financeira. A superintendente reconheceu que a venda de horários é uma forma de receita de baixo investimento em produção, mas pretende aproveitar os horários vagos e aguardar o término do contrato, previsto para 2027. Nos próximos 12 meses, a meta é desenvolver novos formatos que possam suprir a receita atualmente proveniente da igreja.

“Está nos meus planos [encerrar a negociação], mas não é fácil”, concluiu Algañaraz sobre o futuro da relação contratual da TV Gazeta com a Igreja Universal.

Justiça suspende cobrança de IPTU sobre templo alugado em Cuiabá

Balança e martelo da Justiça (Foto: FolhaGospel/Canva Pro)
Balança e martelo da Justiça (Foto: FolhaGospel/Canva Pro)

A 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Cuiabá concedeu liminar suspendendo a cobrança de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) sobre um imóvel alugado e utilizado como templo pela Igreja Internacional da Graça de Deus.

A decisão, proferida pela juíza Laura Dorilêo Cândido nesta quarta-feira (4), atende a um pedido da instituição religiosa em uma ação declaratória de imunidade tributária contra o Município de Cuiabá.

A igreja, que se declara uma instituição sem fins lucrativos, argumentou em sua defesa que utiliza o imóvel, localizado na Avenida Josefa Souza Silva, no bairro Jardim Industriário, para a realização de cultos e outras atividades religiosas desde novembro de 2010.

Embora o contrato de locação estabeleça a responsabilidade da igreja pelo pagamento do IPTU e taxas, a instituição relatou ter enfrentado dificuldades ao tentar formalizar um pedido administrativo para o reconhecimento da imunidade tributária. Segundo a igreja, o Município teria se recusado a receber a solicitação, alegando “irregularidades do imóvel ou existência de débitos pendentes”.

A defesa da igreja baseou-se na Emenda Constitucional nº 116/2022, que alterou o artigo 156 da Constituição Federal. A nova redação prevê expressamente que o IPTU não incide sobre templos de qualquer culto, estendendo a imunidade para casos em que as entidades religiosas são locatárias do bem imóvel e o utilizam para suas finalidades essenciais.

Ao analisar o pedido, a magistrada considerou a comprovação inicial da natureza religiosa da instituição, a existência do contrato de locação e a destinação do imóvel como templo. A juíza ressaltou que a continuidade da cobrança do tributo poderia acarretar inscrição em dívida ativa e o ajuizamento de execução fiscal contra a igreja.

Diante disso, a tutela de urgência foi deferida, suspendendo a cobrança do IPTU, tanto para débitos vencidos quanto para os que ainda vencerem, no âmbito da ação judicial.

O Município de Cuiabá foi notificado e tem o prazo legal para apresentar sua contestação.

Jovem se torna evangelista em prisões dos EUA após conversão

Makenna Brown se converteu na prisão e se tornou evangelista em penitenciárias nos EUA. (Foto: Reprodução/CBN News)
Makenna Brown se converteu na prisão e se tornou evangelista em penitenciárias nos EUA. (Foto: Reprodução/CBN News)

Uma jovem, que se viu envolvida com drogas e crimes a ponto de encarar uma sentença de até 30 anos de reclusão, encontrou um novo propósito de vida através da fé no ambiente carcerário. Atualmente, Makenna Brown dedica-se a compartilhar sua história e a mensagem do evangelho com outros detentos nos Estados Unidos. Ela foi presa em fevereiro de 2021, em Cartersville, Geórgia, enfrentando acusações graves.

Makenna descreveu seu estado emocional à CBN News como um período em que se via “tornada um monstro” e incapaz de se imaginar sendo aceita ou amada por quem era. A busca por aceitação, que a acompanhava desde os 12 anos, intensificou-se com o envolvimento em drogas, furtos e relacionamentos superficiais. Essas atividades, segundo ela, proporcionavam uma falsa confiança e a sensação de pertencimento.

O vício, no entanto, comprometeu seus planos futuros, como cursar a faculdade, e passou a ditar suas escolhas. A sensação de rejeição e vazio apenas se agravava, levando-a a um estado de profunda escuridão espiritual. “Comecei a ficar tão espiritualmente sombria que o suicídio parecia uma boa saída”, relembrou, mencionando ter chegado a considerar o ato extremo com uma arma em mãos.

Em sua busca por esperança, Makenna explorou a Nova Era, mas sentiu que faltava algo. A prisão de Makenna, seu namorado e amigos por diversos crimes graves marcou um ponto de virada. Foi nas condições adversas da detenção que sua transformação começou a se manifestar.

Enquanto caminhava em seu quarto na prisão, Makenna viu escrito na parede um versículo bíblico que falava sobre o batismo com água e o batismo com o Espírito Santo e fogo. Ela interpretou isso como um sinal, um momento em que sentiu uma comunicação direta. “Eu disse: ‘Deus, se é que o Senhor está me ouvindo, confio mais no Senhor do que em mim mesma neste momento’”, declarou.

Poucos dias depois, Makenna foi atraída para um culto no refeitório da prisão. Ao ouvir uma pregação e sentir a imposição de mãos por um pastor, ela experimentou uma sensação sobrenatural, descrita como a pureza da presença divina. “Quando o pastor impôs as mãos sobre mim, senti algo sobrenatural. Senti a pureza da presença do Senhor tão verdadeira e real, eu soube que podia confiar”, testemunhou. Naquele momento, as acusações que enfrentava tornaram-se secundárias, pois seu coração encontrou um sentimento de pertencimento que nunca havia experimentado.

Durante os seis meses em que esteve detida, Makenna mergulhou no estudo da Bíblia, descobrindo um senso de amor e escolha divina. Essa nova fé trouxe-lhe paz e uma nova identidade. “As palavras Dele começaram a me transformar. Ele dizia: ‘Você não foi rejeitada. Eu te escolhi e te amo, não importa o que aconteça. Eu morri por você, apesar de você mesma'”, contou. Sua vida passou a girar menos em torno de si mesma e mais em aprender a se amar e se perdoar.

Após sua liberação, com todas as acusações retiradas, Makenna tornou-se membro e líder de louvor na igreja do pastor que a evangelizou. Ela também iniciou um trabalho evangelístico na prisão do Condado de Bartow, o mesmo local onde esteve detida. “Nunca mais me sinto sozinha. É como uma conversa constante com o Senhor. É emocionante e lindo. Agora tenho integridade. O sangue dele basta, você não precisa fazer nada para encobrir o que fez ou tentar mudar a si mesmo. Quando Ele disse: ‘Está consumado’, foi por você”, concluiu.

Folha Gospel com informações de CBN News

Marido de Damares não pediu divórcio por ela estar com câncer

Damares ao lado do marido, o pastor Aldori de Oliveira. (Foto: reprodução/redes sociais)
Damares ao lado do marido, o pastor Aldori de Oliveira. (Foto: reprodução/redes sociais)

Boatos que circularam nas redes sociais e em diversos veículos de comunicação sobre um suposto divórcio entre a cantora gospel Damares e seu marido, o pastor Aldori de Oliveira, motivado por um diagnóstico de câncer da artista, foram desmentidos. Não há qualquer registro de processo judicial, documento cartorário ou manifestação pública que confirme o pedido de divórcio por parte do mardio da cantora, segundo apuração do site “O Fuxico Gospel”.

Até o momento, a assessoria da cantora Damares não confirmou qualquer diagnóstico de câncer ou doença terminal. A ausência da artista nas redes sociais desde o dia 1º de janeiro de 2026 e a falta de agenda de shows recentes intensificaram as preocupações dos fãs sobre seu estado de saúde.

Em uma manifestação publicada em 18 de fevereiro, Damares agradeceu o apoio e as orações dos fãs, pedindo respeito ao momento de reserva, sem mencionar qualquer doença ou tratamento médico. O casamento, aliás, continua oficialmente mantido, com o casal tendo celebrado recentemente a renovação dos votos matrimoniais durante a comemoração das bodas de prata.

A cantora, que assinou contrato com uma gravadora de São Paulo há mais de um ano, ainda não lançou trabalhos recentes, o que pode estar relacionado ao quadro clínico em questão. Fãs e admiradores têm demonstrado apoio e enviado mensagens de solidariedade online, expressando votos de rápida recuperação.

Damares, nascida em Umuarama (PR) em 30 de janeiro de 1980, iniciou sua carreira musical ainda criança em eventos religiosos. Seu primeiro álbum, “Asas de Águia”, foi lançado em 1997. A projeção nacional veio em 2008 com o álbum “Apocalipse”, que continha o hit “Sabor de Mel”. Trabalhos posteriores como “Diamante” (2010) e “O Maior Troféu” (2013) receberam diversas certificações, consolidando sua popularidade no meio gospel.

A artista, reconhecida por suas mensagens de fé, esperança e superação, é referência na música pentecostal, tendo se apresentado em eventos internacionais e recebido prêmios como o Troféu Talento e o Troféu Promessas.

Folha Gospel com informações de Fuxico Gospel, Diário do Pará e Portal Prefeitura

Cristão ex-gay é absolvido da acusação de propaganda de terapias para reverter a homossexualidade

Matthew Grech, cristão ex-gay, processado por compartilhar seu testemunho. (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Matthew Grech, cristão ex-gay, processado por compartilhar seu testemunho. (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Nesta quarta-feira (4 de março), um juiz em Malta considerou um cristão ex-gay inocente da acusação de fazer propaganda de terapias para reverter a homossexualidade apenas por ter compartilhado seu testemunho de conversão nas redes sociais, pondo fim a três anos de incerteza jurídica.

A magistrada Monica Vella proferiu a sentença a favor de Matthew Grech, de 33 anos, que enfrentava até cinco meses de prisão e uma multa de 5.000 euros caso fosse condenado por violar a Lei de Afirmação da Orientação Sexual, Identidade de Gênero e Expressão de Gênero. Do lado de fora do Tribunal de Justiça, na Rua da República, esta manhã, Grech classificou a decisão como uma “vitória para a verdade e a liberdade”.

O tribunal também absolveu os jornalistas Mario Camilleri e Rita Bonnici, apresentadores do PMnews Malta, que realizaram uma entrevista em 2022 que levou ao processo. O grupo de direitos humanos Christian Concern descreveu a absolvição dos jornalistas como “mais uma vitória para a liberdade de imprensa”.

Grech, um funcionário da igreja que abandonou o estilo de vida gay após se converter ao cristianismo, divulgou uma declaração pública após o encerramento do caso.

“Desde o início, deixei claro que não cometi nenhum crime”, disse Grech. “Nunca fui culpado de nada, exceto de falar abertamente sobre minha própria vida, sobre minha jornada espiritual para me tornar cristão e sobre a profunda diferença e liberdade que minha fé trouxe a todos os aspectos de quem eu sou.”

Malta tornou-se o primeiro país da União Europeia a proibir a terapia de conversão em 2016.

Grech foi processado por supostamente promover práticas de conversão durante uma entrevista no PMnews Malta, uma plataforma de mídia que defende a liberdade de expressão. Grech compartilhou seu testemunho de conversão ao cristianismo e de ter abandonado voluntariamente um estilo de vida homossexual. O programa o apresentou como representante da Federação Internacional para a Escolha Terapêutica e de Aconselhamento (IFTCC).

Os advogados de defesa alegaram que as acusações violavam os direitos fundamentais de Grech, previstos no Artigo 41 da Constituição de Malta e no Artigo 10 da Convenção Europeia dos Direitos Humanos. A equipe de defesa sustentou que Grech expressou sua fé e identidade pessoais na entrevista, e não fez propaganda de terapia.

O magistrado Vella decidiu que a acusação não conseguiu provar nem um ato criminoso nem a intenção criminosa. O juiz observou que a transmissão ocorreu em 2022, antes de o governo introduzir as alterações de 2023 que ampliaram a definição de publicidade. Aplicar essas definições retroativamente violaria princípios legais, considerou o tribunal.

Na entrevista, Grech mencionou perspectivas científicas sobre o tratamento de traumas por meio da terapia da fala, que pode “às vezes reduzir a atração pelo mesmo sexo e a confusão de gênero”, afirmou a Christian Concern. Segundo relatos, Grech rejeitou o termo “terapia de conversão” e, em vez disso, explicou sua perspectiva de fé bíblica.

“Entendi que, na Bíblia, a homossexualidade não é uma identidade como a entendemos hoje em dia”, disse Grech na época. “E também não é um sentimento, mas uma prática. Isso significa que, independentemente dos sentimentos sexuais que um homem ou uma mulher experimente, se tiverem relações sexuais com uma pessoa do mesmo sexo, cometem o ato homossexual aos olhos de Deus, e isso é pecado.”

Grech afirmou que, como em qualquer outro pecado, uma pessoa pode se arrepender, pedir perdão a Deus e pedir-Lhe forças para superar. “Estou falando aqui de uma perspectiva cristã”, acrescentou.

Silvan Agius, ativista LGBTQI+ e alto funcionário da União Europeia para a Igualdade, apresentou queixa à polícia acusando Grech de anunciar ilegalmente práticas de conversão. Agius, que integra o gabinete da Comissária Europeia para a Igualdade, Helena Dalli, apresentou a queixa juntamente com os ativistas Cynthia Chircop e Christian Attard.

Grech afirmou hoje, em seu comunicado, que o caso virou sua vida de cabeça para baixo, apesar de não ter prejudicado ninguém nos últimos “três longos anos”. Ele ressaltou que sofreu não por infringir a lei, mas por compartilhar seu testemunho pessoal de esperança e renovação em um podcast.

“Este processo nunca deveria ter sido instaurado”, disse Grech. “Acredito que foi motivado politicamente e totalmente sem fundamento. Ele expôs o perigo de leis penais com redação vaga, que podem ser distorcidas e aplicadas arbitrariamente. Quando as leis são imprecisas, elas se tornam ferramentas, e ferramentas em mãos erradas podem se tornar armas.”

Grech observou que, nos últimos três anos, o próprio processo se tornou uma punição. Ele suportou tensão emocional, danos à reputação, custos financeiros e incerteza constante.

“Ninguém deveria ter que viver sob o peso de acusações criminais simplesmente por exercer seu direito à liberdade de expressão”, disse ele.

Grech também considerou a decisão do juiz uma reafirmação de um princípio fundamental: falar sobre a própria experiência de vida. Ele salientou que, se isso inclui o poder transformador de Cristo, não é crime.

“O fato de isso ter acontecido em Malta com o apoio da ampla rede política europeia deveria servir de alerta para o mundo”, disse Grech. “Durante todo esse calvário, meus direitos constitucionais foram violados, incluindo meu direito a um julgamento justo e eficiente. A responsabilização é fundamental. Nenhuma autoridade civilizada no mundo deveria ter o poder de censurar e fazer seus cidadãos sofrerem como aconteceu comigo, simplesmente por expressar a fé cristã e a moralidade que dela decorre.”

Ele acrescentou que não guarda ressentimentos e que hoje o dia é sobre liberdade. Afirmando esperar que ninguém mais em Malta ou em qualquer outro lugar sofra por compartilhar suas experiências de vida e sua fé, Grech disse que a absolvição envia uma mensagem clara de que a liberdade de expressão importa.

“O direito à autodeterminação importa”, disse Grech. “E a lei jamais deve ser usada como arma para silenciar o testemunho cristão legítimo. Estou aqui hoje grato, grato à minha equipe jurídica, grato àqueles que me apoiaram e, acima de tudo, grato a Deus, cuja graça transformadora é a própria história pela qual fui processado. A verdade não se torna ilegal porque, para alguns, é impopular. Hoje, a liberdade venceu.”

Mike Davidson, fundador do IFTCC e do Core Issues Trust, testemunhou em defesa de Grech na última audiência. Ele esclareceu que Grech nunca se submeteu a terapia relacionada à sua sexualidade e não tinha conhecimento prévio dessas práticas. Davidson expressou alívio pelo fato de o tribunal ter esclarecido o caso.

“Em sua essência, havia um princípio simples, porém vital: o de que os indivíduos devem ser livres para falar sobre suas próprias experiências de vida sem medo de sanções criminais”, disse Davidson.

O Centro Jurídico Cristão (CLC) apoiou a defesa de Grech. O grupo de direitos humanos alegou que Grech era um “alvo em Malta” desde que ganhou as manchetes em 2018 por contar sua história como participante do X Factor Malta. Agius, cujas responsabilidades incluem inclusão e igualdade, considerou a história de Grech “problemática”, segundo o Centro Jurídico Cristão.

“O veredicto de inocência de hoje é uma vitória clara e decisiva, não apenas para Matthew, mas para a liberdade cristã e a liberdade de expressão em todo o mundo”, disse Andrea Williams, diretora executiva da CLC. “Após anos de pressão, a tentativa de criminalizá-lo fracassou porque a promotoria nunca conseguiu definir de forma coerente o que significa ‘terapia de conversão‘.”

Williams classificou o termo como politicamente carregado e sem qualquer fundamento na realidade. Ela afirmou que o caso expôs como ativistas buscaram “instrumentalizar a lei” para silenciar pessoas que expressam crenças cristãs tradicionais sobre sexualidade e identidade.

“Nunca houve qualquer evidência credível que justificasse as acusações feitas contra ele, apenas uma campanha agressiva para silenciar pontos de vista que divergem de uma ideologia predominante”, acrescentou Williams.

Williams destacou a natureza perigosa do caso, citando o fato de que a acusação incluía locutores que confrontaram Grech durante a entrevista.

“A absolvição de hoje envia uma mensagem inequívoca: as tentativas de criminalizar o ensino e o testemunho cristãos não prevalecerão”, disse Williams. “Esta é uma vitória para Malta, para a Europa e para todos aqueles que se preocupam com a liberdade de expressão e a liberdade religiosa em todo o mundo.”

Folha Gospel com informações de Christian Daily

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