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Pastor alerta pais a não deixarem filhos terem acesso ilimitado à internet

Pastor Josué Gonçalves (Foto: reprodução)
Pastor Josué Gonçalves (Foto: reprodução)

Na última sexta-feira (4), o pastor Josué Gonçalves, fundador do ministério ‘Amo Família’, alertou os pais e responsáveis sobre os perigos do uso ilimitado de internet para crianças e adolescentes.

Em um vídeo no Instagram, o pastor refletiu sobre o caso que chocou o Brasil em junho deste ano, onde um adolescente de 14 anos assassinou o pai, a mãe e o irmão de 3 anos no Rio de Janeiro.

“Sim, foi um triplo homicídio cometido em tempo real por amor a uma garota [de 16 anos] que ele nunca tinha visto pessoalmente”, explicou o pastor.

O caso ocorreu no bairro Jardim Surubi, no Noroeste Fluminense: “Eles se conheceram aos 8 anos jogando online. Mantinham um relacionamento virtual há 6 anos, o plano era fugir juntos, sacar o fundo de garantia do pai assassinado e começar uma vida no Mato Grosso. Ela disse: ‘Traz a arma, mata a minha mãe também’. E completou com frieza: ‘Estou muito orgulhosa do que você fez por mim, por me amar’”, disse Josué.

Em seguida, o pastor declarou: “Essa não é uma história de ficção! É o retrato de um abandono digital silencioso. Enquanto os pais pagam a internet, o mal se infiltra por ela. Atenção pais, seus filhos podem estar dentro de casa, mas fora do seu alcance”.

7 alertas urgentes aos pais

Ainda falando sobre o caso, o pastor refletiu sobre o uso excessivo e sem supervisão dos menores à internet e emitiu 7 alertas urgentes aos pais:

1. O acesso livre à internet é um perigo real

Josué afirmou que crianças com o celular ilimitado têm acesso a tudo: “Pornografia, jogos violentos, sala de bate-papo, recrutadores, tráfico sexual”. 

“Controle de conteúdo não é invasão, é proteção”, afirmou o pastor. 

2. Os jogos onlines não são apenas diversão

O pastor explicou que as plataformas de jogos online, criam “vínculos emocionais profundos com estranhos”. 

“Jogos com chat aberto são portas para a manipulação afetiva e sexual. Muitos abusadores se escondem atrás de avatares amigáveis”, alertou ele.  

3. Relacionamentos precoces podem ser destrutivos

“Crianças não têm maturidade emocional para vínculos amorosos sérios”, disse Josué. 

Citando o caso de homicídio no Rio, ele destacou: “Um namoro de 6 anos, iniciado aos 8 anos, é um grito de alerta sobre ausência de supervisão”. 

4. Ausência emocional dos pais

Josué observou que muitos pais têm criado filhos órfãos — mesmo estando vivos.

“Não basta estar na mesma casa, filhos precisam de tempo, de conversa, limites e supervisão”. E continuou: “A omissão de hoje é a tragédia de amanhã”. 

5. ‘Meu filho sabe o que faz’

O pastor também enfatizou que muitos pais e responsáveis acreditam que seus filhos sabem o que fazem. No entanto, ele alertou que este discurso “é uma ilusão perigosa”:

“O mal age onde os pais relaxam na vigilância”. 

Josué citou a passagem bíblica em ‭‭1Pedro‬ ‭5‬:‭8‬, que diz: “Estejam alertas e vigiem. O Diabo, o adversário de vocês, ronda como um leão, rugindo e procurando a quem devorar”.

6. ‘Parece um bom menino’ 

Ainda falando sobre os perigos na internet, o pastor orientou os pais: “Confiem menos no ‘parece um bom menino’ e mais na oração e na vigilância”.

E continuou: “Muitos assassinos e abusadores parecem bons no início, mas Satanás nunca entra pela porta da frente, ele se disfarça”. 

7. ‘O mundo vai discipular seu filho’ 

Por fim, Josué encorajou os pais a educarem seus filhos: “Se você não educar, o mundo vai discipular seu filho. E o discipulado do mundo é sem misericórdia, sem freios e sem temor a Deus. Eduque com firmeza, vigie com amor, corrija com sabedoria e ore com fervor”. 

“Pais, mães, líderes, não durmam enquanto o inimigo planta sementes. A infância está sendo sequestrada nas telas, a alma dos nossos filhos está em guerra, eles precisam de presença, precisam de direção e proteção”, acrescentou. 

“Internet sem limites é território livre para o inferno, o inferno venceu aquela casa, mas pode não vencer a sua se você despertar agora. Quem carrega o Céu, não deixa as marcas do inferno por onde passa. Que você pai, mãe, responsável carregue o Céu dentro da sua casa”, concluiu o pastor.

Fonte: Guia-me

Rússia registrou 34 processos por “atividade missionária ilegal” nos primeiros quatro meses de 2025

Igreja na Rússia (Foto: Canva Pro)
Igreja na Rússia (Foto: Canva Pro)

Indivíduos e organizações religiosas continuam sendo levados a tribunais em toda a Rússia por acusações administrativas de “atividade missionária ilegal”.

De acordo com o grupo norueguês de direitos humanos Forum 18, houve pelo menos 34 processos sobre esta questão nos primeiros quatro meses de 2025.

Tanto o número de processos identificados pelo Fórum 18 quanto os números registrados pela Suprema Corte sugerem um ligeiro aumento em comparação aos últimos anos , especialmente entre muçulmanos.

Dos 34 processos, 26 foram baseados no Artigo 5.26, Parte 4 do Código Administrativo, que trata de “russos conduzindo atividade missionária “, e 9 foram baseados na Parte 5, para ” estrangeiros conduzindo atividade missionária”, embora se acredite que o número real seja maior.

Cidadãos russos considerados culpados de “atividade missionária ilegal” podem receber multas de 5.000 a 50.000 rublos, enquanto cidadãos estrangeiros podem ser multados em 30.000 a 50.000 rublos. Eles também podem ser expulsos do país.

Organizações registradas (também processadas pela Parte 4) podem ser multadas em até 100.000 rublos.

Além disso, alterações a vários artigos do Código Administrativo entraram em vigor em 5 de fevereiro de 2025, permitindo que a polícia trate de casos do Artigo 5.26, Parte 5, sem recorrer ao tribunal e imponha multas e expulsão administrativa como punição.

É por isso que “é difícil precisar quantos cidadãos estrangeiros poderão ser alvo de processos por actividade missionária ilícita, a menos que consigam apresentar recursos”, explica o Fórum 18 .

“As chances de proteger seus direitos são significativamente reduzidas. O cidadão precisará recorrer da decisão judicialmente, solicitando sua suspensão. Mas, a essa altura, é muito provável que esse cidadão já tenha sido forçado a deixar a Federação Russa ”, destacou o advogado Sergey Chugunov.

As emendas também proíbem “atividade missionária” em instalações residenciais ou por qualquer pessoa que seja ex-membro de grupos religiosos “extremistas”.

12 processos contra evangélicos

Doze dos trinta e quatro casos registrados até o final de abril de 2025 afetaram evangélicos, principalmente do Conselho de Igrejas Batistas.

Três pastores do Conselho de Igrejas Batistas foram multados em 5.000 rublos cada por “pregar e distribuir um jornal religioso para pessoas em cultos que não eram membros de um grupo religioso”.

Testemunhas declararam que compareceram a convite de uma mulher no ponto de ônibus e que eram ortodoxas e não conheciam a igreja batista. Uma testemunha filmou parte do culto e aparentemente repassou as imagens à polícia.

Outro pastor batista foi multado duas vezes com 20.000 rublos no total, porque ele supostamente “realizou atividade missionária com um círculo indeterminado de pessoas, sem ter apresentado notificação do início das atividades de um grupo religioso e sem autorização por escrito”.

O tribunal processou um pastor evangélico e o acusou de realizar um evento informativo e educacional chamado A Natividade de Cristo em um centro cultural.

O evento incluiu “explicação de temas bíblicos individuais com distorção da compreensão histórica da natividade e execução de hinos característicos de denominações protestantes” para “pessoas que não são membros (seguidores), sem autorização escrita para realizar atividade missionária”.

Outros pastores foram acusados ​​de pregar em casas particulares ou de liderar culto sem notificar o Ministério da Justiça sobre a existência de grupo religioso, entre outros motivos.

Registro de igrejas

Além disso, organizações religiosas também continuam a enfrentar processos judiciais nos termos do artigo 5.26, Parte 3 (“Implementação de atividades por uma organização religiosa sem indicar seu nome oficial completo, incluindo a emissão ou distribuição, no âmbito da atividade missionária, de literatura e material impresso, de áudio e vídeo sem um rótulo com esse nome, ou com um rótulo incompleto ou deliberadamente falso”).

Em 16 de maio de 2025, oficiais de justiça lacraram uma igreja batista em Kurganinsk (região de Krasnodar), cujas atividades haviam sido proibidas em setembro de 2024. Igrejas em Belorechensk (também na região de Krasnodar), Tula e Blagoveshchensk também enfrentam uma proibição semelhante de atividades.

Entre os evangélicos, o Conselho de Igrejas Batistas também tem enfrentado taxas crescentes de processos pelo fato de não notificar as autoridades sobre a criação de um grupo religioso.

“Em alguns casos, isso foi usado como fundamento parcial para que promotores buscassem a proibição de suas atividades”, diz o Fórum 18.

A Rússia também impôs sua legislação “antimissionária” nos territórios ucranianos ocupados .

Uma lei restritiva

Em julho de 2016, o presidente Vladimir Putin assinou emendas à Lei da Religião impondo restrições severas ao compartilhamento de crenças, incluindo onde e por quem elas podem ser compartilhadas.

As emendas efetivamente proibiram “atividade missionária” amplamente definida por qualquer pessoa sem permissão por escrito de uma associação religiosa oficialmente reconhecida, qualquer atividade realizada por organizações religiosas que não usassem seus nomes legais completos ou fora dos prédios da igreja.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

NT Wright defende pronomes masculinos tradicionais para Deus em meio a mudanças culturais

NT Wright (Foto: reprodução)
NT Wright (Foto: reprodução)

O teólogo NT Wright enfatizou recentemente que, embora Deus transcenda o gênero, o uso de pronomes masculinos tradicionais como “Pai” continua teologicamente apropriado quando entendido à luz das Escrituras.

Em uma ampla conversa no podcast “Ask NT Wright Anything”, o teólogo e ex-bispo de Durham abordou a seguinte questão: É apropriado se referir a Deus usando pronomes masculinos?

A pergunta veio de um ouvinte em Minneapolis, Minnesota, que observou a tensão entre o uso da linguagem masculina para Deus — como “Ele” e “Pai” — e a compreensão teológica de que Deus transcende categorias humanas, incluindo gênero. O ouvinte reconheceu as próprias referências de Jesus a Deus como Pai e se perguntou se o uso de pronomes masculinos para a Trindade continua válido hoje.

Wright, que passou décadas ensinando e escrevendo sobre a doutrina cristã, foi rápido em notar a natureza complexa da discussão. “É, claro, uma questão vasta, que surgiu ao longo da minha vida”, disse ele. “É claro que Deus está além do gênero. Essa é uma das primeiras coisas a dizer.”

Ainda assim, Wright enfatizou que a fé cristã se fundamenta na revelação de Deus como Pai, Filho e Espírito Santo. Essa linguagem, disse ele, é extraída diretamente das Escrituras e mantida em toda a tradição da Igreja.

“Jesus, que era e é enfaticamente masculino… referiu-se a Deus como Pai”, disse ele. “Então, temos que dizer: esperem, há várias coisas acontecendo aqui com as quais a nossa cultura atual não está nos ajudando.”

Wright reconheceu as críticas de teólogas como Mary Daly, uma pensadora feminista que escreveu a famosa frase: “Se Deus é masculino, então o masculino é Deus”. Essa lógica, disse Wright, alimentou uma preocupação real entre as mulheres que vivenciaram o domínio masculino tanto na igreja quanto na sociedade em geral.

“Algumas pessoas que usam pronomes masculinos para Deus… se dão ares e insinuam que, portanto, basicamente, nós, homens, estamos no comando aqui.”

Ele acrescentou: “Basta ler Efésios 5 para ver como Paulo inverte isso… a função do marido em relação à esposa é assumir o papel de Cristo, entregando-se pela Igreja. E há uma enorme entrega nisso.”

Em vez de descartar imagens masculinas de Deus devido a cenários abusivos, Wright enfatizou a recuperação e a redefinição de tais termos com base no uso bíblico.

“Temos uma linguagem sobre Deus como Pai, mas quem é esse Pai? Ele não é esse deus raivoso, intimidador, dominador, tipicamente masculino. Ele é um Deus de compaixão, um Deus de misericórdia, um Deus de gentileza.”

Ele destacou as raízes hebraicas da palavra compaixão, que derivam da palavra para “útero”. “Deus é como uma mãe cujo ventre clama por seus filhos”, disse ele, referindo-se a diversas imagens maternas de Deus encontradas no Antigo Testamento.

Wright também observou que a linguagem de gênero associada ao Espírito Santo varia entre os idiomas. “Em siríaco e hebraico, a palavra para Espírito é feminina. Em grego, é neutra. E em latim, é masculina. Portanto, essa identidade de gênero está incorporada nessas línguas de uma forma que dificilmente ocorre no inglês.”

Ele citou Romanos 8 , onde o Espírito é descrito gemendo em dores de parto, uma imagem distintamente feminina. “Essa extraordinária sequência de pensamentos em Romanos 8 implica que há algo que transcende tudo sobre Deus, e que Deus… abrange todas as bases possíveis.”

Ainda assim, Wright alertou contra a remoção dos nomes tradicionais de Pai, Filho e Espírito Santo do culto e dos sacramentos cristãos. Quando questionado sobre uma paróquia católica em Brisbane que começou a batizar “em nome do Criador, Redentor e Renovador” para evitar linguagem de gênero, Wright expressou preocupação.

“Se você fosse o bispo de Brisbane… você declararia todos os batismos nulos e os faria voltar atrás e fazer tudo de novo?”, perguntou o coapresentador do podcast Mike Bird.

Wright respondeu com o que chamou de “uma resposta anglicana típica”, concentrando-se na intenção por trás do ato. Ele relatou uma ocasião em que um padre inadvertidamente omitiu “o Filho” da fórmula batismal. “Ele simplesmente omitiu o Filho… mas não dissemos: ‘na verdade, você precisa voltar e fazer tudo isso de novo’, porque a lei da intenção [se aplicava].”

No entanto, Wright traçou uma linha clara quando se tratou de substituir deliberadamente a linguagem trinitária. Ele relembrou um culto de 2004 na Catedral de Durham, celebrando o 10º aniversário da ordenação de mulheres ao sacerdócio. Os organizadores escreveram uma bênção final “em nome do Criador, Redentor e Santificador”.

“Eu olhei para isso antes do culto e disse: não posso fazer isso. Isso não é trinitário”, disse Wright. “Cada membro da Santíssima Trindade… faz cada uma dessas coisas. Não é uma bênção trinitária.”

“Eu disse, penso que a bênção de Deus Todo-Poderoso, a Santíssima e indivisa Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, Criador, Redentor e Santificador”, disse ele.

Wright enfatizou que, quando se trata de falar sobre Deus, a precisão teológica importa, acrescentando: “Temos que ser muito cuidadosos, especialmente quando falamos sobre Deus. Não podemos simplesmente brincar e inventar coisas. Sabe, Deus é Deus, e nós somos humanos lutando para entender em nossas mentes e em nossos corações quem Deus é.”

Ao afirmar que Deus transcende o gênero, Wright sustentou que as referências masculinas a Deus, enraizadas nas Escrituras, podem e devem continuar sendo usadas, desde que sejam corretamente compreendidas. “Em vez de dizer que, por estarmos cientes da dominação masculina intimidadora, deveríamos parar de chamar Deus de Pai, eu diria que não. Vejamos o que a Bíblia realmente diz sobre Deus.”

Uma pesquisa Harris de 2013 com 2.250 adultos nos Estados Unidos revelou que 43% das mulheres e 34% dos homens acreditavam que Deus é masculino. No geral, 39% dos americanos acreditavam que Deus é masculino, 31% acreditavam que Deus não é nem masculino nem feminino, 10% acreditavam que Deus é de ambos os gêneros e 1% acreditava que Deus é feminino.

Nos últimos anos, o debate teológico sobre o gênero de Deus ganhou atenção renovada, notadamente com o lançamento de A Cabana , um romance best-seller de William Paul Young. A história fictícia retrata Deus Pai como uma mulher, bem como o Espírito Santo, gerando ampla discussão entre os cristãos. O livro foi adaptado para um longa-metragem em 2017.

Mais recentemente, a estrela pop Ariana Grande alimentou a conversa cultural sobre o assunto com seu hit “God is a Woman”.

Em uma postagem de blog de 2014, o teólogo John Piper explicou que, embora Deus seja espírito e não biologicamente masculino, o uso consistente de pronomes masculinos nas Escrituras é deliberado e teologicamente importante.

“Deus se revela como pai, não como mãe. Deus se revela como rei, não como rainha. Não quero dizer que não existam metáforas maternas para ele. Estou apenas dizendo, principalmente pai, não mãe; principalmente rei, não rainha; principalmente Senhor, não dama”, disse ele.

No casamento com a Igreja, Cristo é o marido, e a Igreja é a noiva. Ele não é a noiva e ela o marido. Ele instalou sacerdotes no Antigo Testamento — todos eles eram homens. Jesus vem ao mundo como homem e não como mulher. Ele investe sua autoridade apostólica única em 12 homens, não em 12 mulheres.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Pastores rebatem relatório da ONU sobre religião e direitos LGBTQIA+

Sede da ONU, nos Estados Unidos (Foto: Reprodução)
Sede da ONU, nos Estados Unidos (Foto: Reprodução)

O recente relatório do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), que sugere que crenças religiosas tradicionais podem violar os direitos da população LGBTQIA+, provocou reações entre lideranças evangélicas no Brasil. O documento foi criticado pelo historiador espanhol César Vidal, que classificou a abordagem da ONU como um reflexo de uma “realidade anticristã” nas instituições globais.

Para o pastor batista Joarês Mendes de Freitas, pastor emérito da Primeira Igreja Batista em Jardim Camburi, Vitória, ES, o relatório da ONU representa um deslocamento perigoso da noção de diversidade. “Não vejo como as crenças cristãs poderiam violar direitos de quem quer que seja. Os cristãos defendem seus princípios de fé e conduta, mas não os impõem a ninguém”, afirmou. Ele observa que o cristianismo, diferentemente de sistemas teocráticos, pressupõe adesão voluntária.

O pastor Bruno Polez, também Batista, vai na mesma linha. “Dizer que desrespeitamos direitos é o mesmo que afirmar que somos contra a Palavra de Deus”, declarou. Segundo ele, o que está em curso é uma tentativa de impor às igrejas a aceitação de práticas que estão em desacordo com os princípios bíblicos. Polez cita 1 João 4 para reforçar a visão de que o amor cristão é universal, mas não conivente com o pecado.

A diversidade silencia a fé?

A possibilidade de que a defesa da diversidade seja usada para restringir a liberdade religiosa também foi destacada pelo pastor adventista Geraldo Moysés. “Quando a diversidade exige uniformidade de pensamento e deslegitima convicções religiosas milenares, deixa de ser inclusiva e torna-se opressiva”, alertou. Para ele, há um risco real de inversão de valores, com a liberdade de culto sendo relativizada por pressões de grupos organizados.

Ele lembra que a liberdade religiosa não se limita ao culto, mas inclui o direito de ensinar e viver a fé em diferentes espaços. “O Artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos garante esse direito e ele precisa ser protegido”, completou.

Na avaliação do pastor Fábio Andrade, da Igreja Batista Resgate, em Vitória (ES), é importante evitar conclusões precipitadas. “Não vejo perseguição religiosa no Brasil. Temos tensões, mas a liberdade de cultuar a Deus ainda está assegurada pela Constituição”, afirmou. Ele propõe uma reflexão mais profunda: “A maneira como vivemos e pregamos nossa fé está produzindo dignidade para todos ou contribuindo para o sofrimento de alguns?”

Para Andrade, o desafio é testemunhar a fé sem sufocar outras vozes: “Jesus nos ensinou: ‘Deem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus’ (Mateus 22:21). Nossa liberdade está segura, mas deve caminhar junto com a responsabilidade social”.

Equilíbrio entre doutrina e democracia

Os entrevistados concordam que é possível conciliar princípios cristãos com a convivência em uma sociedade plural. “O cristianismo propõe, não impõe”, resume Geraldo Moysés, citando Lucas 9.23. Ele defende a liberdade de expressão de todas as crenças: “Se respeitamos o direito dos outros viverem seus valores, é justo que respeitem nosso direito de viver os valores do Reino de Deus”.

Bruno Polez chama atenção para o papel das casas legislativas. “A democracia é feita pelo voto e pelo debate. As leis devem ser construídas com participação de todos os segmentos da sociedade”, afirmou. Ele rechaça qualquer tentativa de transformação da sociedade em uma teocracia, mas pede reciprocidade na garantia de direitos.

Diante do avanço de pautas ideológicas em organismos internacionais, os pastores destacam que a missão da Igreja é se manter fiel às Escrituras. “Ela deve ser um hospital para tratar pecadores que desejam ser curados”, disse Joarês Mendes. Já Geraldo Moysés defende a formação de comunidades preparadas para responder com amor e firmeza: “A Igreja é chamada a ser sal da terra e luz do mundo” (Mateus 5:13-16).

Fábio Andrade resume a missão com um apelo pastoral: “Nossa maior força não está em gritar mais alto, mas em amar mais de perto”. Ele cita Gálatas 6:2: “Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo”.

Enquanto a ONU e outros organismos internacionais ampliam a pauta da diversidade, líderes evangélicos brasileiros defendem o direito de professar e anunciar a fé cristã sem censura ou distorção. O futuro da liberdade religiosa pode depender do equilíbrio entre firmeza doutrinária e disposição ao diálogo.

Fonte: Comunhão

Pastor brasileiro é eleito pela primeira vez como presidente mundial da Igreja Adventista

Pastor Erton C. Köhler. (Foto: Tor Tjeransen)
Pastor Erton C. Köhler. (Foto: Tor Tjeransen)

Um pastor brasileiro foi eleito, pela primeira vez, como presidente mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, durante a 62ª Sessão da Associação Geral, nos Estados Unidos, na última sexta-feira (4).

Erton C. Köhler se tornou o líder espiritual e administrativo da denominação, presente em mais de 200 países e com mais de 23 milhões de membros.

A nomeação do pastor brasileiro foi apresentada pela Comissão de Nomeações, composta por delegados de todos os campos da igreja de diversas partes do mundo.

Logo depois, a recomendação da comissão foi apresentada aos delegados presentes, que votaram pela confirmação de Köhler.

Erton atuava como secretário da Associação Geral da Igreja Adventista desde 2021, onde liderou projetos missionários.

Nascido no sul do Brasil, Erton Köhler cresceu com o desejo de seguir os passos de seu pai, que atuava como pastor adventista.

Concluiu sua graduação em Teologia no Instituto Adventista de Ensino (hoje UNASP) em 1989, e se formou na mesma instituição, em 2008, com mestrado em Teologia Pastoral. Atualmente, cursa o Doutorado em Ministério na Universidade Andrews.

Entre 1990 e 1994, Köhler atuou como pastor distrital em São Paulo. Em 1995, foi eleito diretor de Jovens da Associação Rio Grande do Sul e, em 1998, assumiu a mesma função na União Nordeste Brasileira.

Em julho de 2002, retornou à Associação Rio Grande do Sul como secretário. No ano seguinte, foi eleito diretor de Jovens da Divisão Sul-Americana (DSA), abrangendo oito países. Após quatro anos como diretor, se tornou presidente da DSA em 2007.

Köhler é casado com Adriene Marques, que é enfermeira, e o casal tem dois filhos. Juntos, têm atuado ativamente no ministério, apoiando e servindo lado a lado em visitas a membros ao redor do mundo.

Fonte: Guia-me com informações de Notícias Adventistas

Pastor Alexandre Gueiros assume a presidência da Igreja Cristã Maranata

Pastor Alexandre Gueiros é o novo presidente da Igreja Cristã Maranata (Foto: Divulgação)
Pastor Alexandre Gueiros é o novo presidente da Igreja Cristã Maranata (Foto: Divulgação)

A Igreja Cristã Maranata confirmou oficialmente que o pastor Alexandre Gueiros, 76 anos, é o novo presidente da instituição. A nomeação segue os trâmites estatutários da denominação, conforme informado ao site Comunhão pelo pastor Josias Júnior, gerente de comunicação da Maranata.

Segundo ele, o procedimento está previsto no estatuto da igreja, mas, na prática, trata-se de uma formalidade. “Temos uma gestão colegiada como padrão. Não há disputas pelo cargo”, frisou o pastor.

Natural de Recife (PE), Alexandre Gueiros é neto do fundador da Igreja Cristã Maranata, o pastor Gedelti Victalino Teixeira Gueiros, que faleceu no último dia 5 de julho. É embaixador aposentado e diplomata. Com a posse de Alexandre, a igreja dá continuidade à liderança familiar, respeitando o legado de seu fundador, mas reforçando o modelo colegiado de administração e decisões compartilhadas entre os presbíteros e pastores da denominação.

Desde a fundação em 1968, a Maranata cresceu exponencialmente, se expandindo para vários estados do Brasil e alcançando comunidades em outros países. Ao longo das décadas, consolidou-se como uma das principais igrejas evangélicas do país, com presença marcante no Espírito Santo, onde fica sua sede, e atuação constante nas áreas de ensino bíblico, música sacra e evangelização.

Estatuto

Conforme o estatuto da Maranata, o cargo de presidente é definido inicialmente por sucessão dentro da estrutura e, em seguida, ratificado por uma assembleia. Essa reunião, que será convocada em breve, terá como objetivo formalizar a presidência de Alexandre Gueiros e definir quem assumirá o posto de vice-presidente.

O pastor Josias Júnior reforça que o espírito da igreja é de unidade e continuidade: “Não existe qualquer tipo de disputa. Alexandre Gueiros já está investido no cargo de presidente. O que se aguarda é apenas a realização da assembleia prevista, que vai ratificar a nova diretoria conforme o estatuto”, explicou.

A nomeação de Alexandre Gueiros marca um novo capítulo na trajetória da Igreja Cristã Maranata, mantendo os princípios que guiaram sua fundação e projetando os próximos passos com estabilidade, fé e liderança compartilhada.

Fonte: Comunhão

Bíblias queimadas e cristãos agredidos em ataque de extremistas hindus na Índia

Cristãos na Índia. (Foto: Ilustração/Portas Abertas)
Cristãos na Índia. (Foto: Ilustração/Portas Abertas)

Recentemente, extremistas hindus interromperam um culto e saquearam uma igreja na Índia. Na ocasião, eles queimaram Bíblias e agrediram todos os membros, inclusive o pastor, que perdeu a consciência no local.

O caso ocorreu no distrito de Dhamtari, no estado de Chhattisgarh, onde os extremistas invadiram a igreja Penial Prayer Fellowship na vila de Borsi.

“Eles invadiram a igreja, interromperam o culto e estavam carregando pedaços de madeira e gritando: ‘Jai Shri Ram’ [Salve, Senhor Rama]’”, disse o pastor Wakish Sahu ao Morning Star News.

O pastor lidera a igreja junto com seu pai de 57 anos, Mannohan Sahu. Segundo ele, os hindus ameaçaram os cristãos e ordenaram que parassem de se reunir para adorar a Deus.

Em seguida, eles quebraram todas as cadeiras e instrumentos musicais, recolheram os materiais evangelísticos, juntamente com as Bíblias, e os queimaram.

“Eles agarraram o meu pai e o espancaram com pedaços de madeira, bateram em seu rosto e em sua cabeça, e o chutaram. Enquanto estava sendo espancado, alguns golpes atingiram seu ouvido e ele perdeu a consciência”, disse Wakish. 

E continuou: “Os agressores, provavelmente com medo de que ele estivesse morto ou fosse morrer por causa da surra, pediram um copo d’água e o forçaram a beber”.

Mannohan Sahu sofreu ferimentos por todo o corpo, especialmente na cabeça, orelha, peito, mãos e costas.

‘Não vamos ceder ao medo’

Os extremistas espancaram todos os 15 membros presentes naquele dia, incluindo a mãe do pastor Wakish Sahu, que tentou intervir e salvar o marido. Ela teve ferimentos nas mãos e na cabeça.

“Duas mulheres e cinco homens sofreram ferimentos graves e tiveram que ser levados ao hospital”, contou o pastor Wakish.

Wakish registrou uma queixa na delegacia de Maganlodh, e apesar dos policiais informarem que investigaram o caso, nenhuma ação foi tomada. 

“Desde o ataque, os fiéis pararam de comparecer ao culto porque estão com muito medo, o que é compreensível; mas nossos familiares, cerca de 10, ainda frequentam o culto ao mesmo tempo. Decidimos que não vamos ceder ao medo”, disse o pastor Wakish Sahu. 

Ataques anteriores

Em junho de 2024, uma multidão de extremistas hindus também atacou a igreja e ameaçou todos os presentes ordenando que eles parassem de comparecer aos cultos.

“Desde então, nossa congregação de quase 50 pessoas foi reduzida para 15 e, desde o último ataque, ninguém [fora sua família] está vindo à igreja com medo de ser agredido”, disse o pastor Wakish.

Após o ataque do ano passado, os líderes cristãos de Dhamtari enviaram um documento às autoridades, incluindo o Coletor Distrital da região.

“A polícia tem monitorado todos os domingos desde o ano passado. Eles costumam entrar para verificar se há pessoas de vilarejos próximos, porque eles afirmam que apenas pessoas da nossa comunidade devem estar presentes nos cultos”, explicou o pastor.

Com isso, os membros da congregação também pararam de frequentar a igreja por medo de serem alvos de grupos anticristãos: “Muitos nos disseram que participariam dos cultos em outras igrejas em áreas próximas ou na cidade, mas têm medo de comparecer às nossas reuniões por medo da violência e da polícia”.

A Índia é o 11º país na Lista Mundial da Perseguição 2025 da missão Portas Abertas.

Fonte: Guia-me com informações de Morning Star News

Instituto do pastor Josué Valandro recebeu quase R$ 1,2 milhão em emendas de deputados bolsonaristas

Pastor Josué Valandro com Bolsonaro e Michelle (Reprodução)
Pastor Josué Valandro com Bolsonaro e Michelle (Reprodução)

Criado em 2016, o Instituto Assistencial Atitude atua como uma organização sem fins lucrativos voltada ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade no Rio de Janeiro. Com sede na Barra da Tijuca, a instituição oferece desde acompanhamento psicológico até atividades de lazer e educação gratuita para crianças de baixa renda, além de fornecer refeições e acolher dependentes químicos.

De acordo com informações publicadas em seu site oficial, a entidade afirma já ter impactado quase 400 mil pessoas com seus projetos sociais, além de garantir alimentação a cerca de 410 mil indivíduos. Esse trabalho é financiado por doações e parcerias com empresas privadas.

O instituto é presidido por Josué Valandro de Oliveira Junior, pastor da Igreja Batista Atitude, mesma congregação frequentada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Além de contribuições privadas, o Instituto Assistencial Atitude também tem recebido recursos provenientes de emendas parlamentares indicadas por deputados federais próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Um dos parlamentares que destinaram verbas à entidade foi Alexandre Ramagem (PL-RJ), atual réu em ação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta tentativa de golpe de Estado. Em maio de 2024, Ramagem, que já comandou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Bolsonaro, repassou quase 500 mil reais ao instituto. Segundo dados do Portal da Transparência, o valor será usado em iniciativas de apoio a programas de inclusão social, esporte, lazer e educação.

Outro aliado de Bolsonaro a enviar recursos públicos à entidade ligada ao pastor foi o deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ). Em junho de 2024, ele destinou 700 mil reais em emendas parlamentares para custear o programa de creche gratuita oferecido a filhos de famílias carentes atendidas pelo instituto na capital fluminense.

Com mais de 700 mil seguidores nas redes sociais, Valandro se destaca como uma das principais lideranças da Igreja Batista Atitude. Procurados pela reportagem da revista VEJA, os deputados citados não retornaram até o fechamento da matéria. Em nota, o Instituto Assistencial Atitude afirmou que os recursos repassados por parlamentares são destinados integralmente às crianças atendidas pelos projetos sociais. “Todo nosso trabalho está debaixo de tudo que é legítimo e legal no aspecto da moralidade e das leis do nosso país”, informou a entidade.

Artigo originalmente publicado em Fuxico Gospel com informações de Veja

Tragédia: enchente devasta acampamento cristão nos EUA; mortes de 27 meninas foram confirmadas

Alojamento das meninas no Camp Mystic ficou submerso até o teto após a enchente. (Captura de tela/YouTube/g1)
Alojamento das meninas no Camp Mystic ficou submerso até o teto após a enchente. (Captura de tela/YouTube/g1)

Um tradicional acampamento de verão para meninas, no Texas Hill Country, enfrenta um momento de profunda dor após uma enchente repentina e devastadora atingir o Rio Guadalupe na sexta-feira (04).

O estado tem sido assolado por chuvas intensas que já provocaram a morte de 82 pessoas. O acampamento confirma mortes de 27 crianças que foram levadas por enchente.

Segundo autoridades locais e reportagens recentes, as enchentes no Rio Guadalupe são consideradas as piores em um século.

Dentre as inúmeras tragédias provocadas pela enchente devastadora, após o rio subir 8 metros em apenas 45 minutos, estão as famílias das meninas – entre 7 e 12 anos – que passavam as férias escolares no acampamento cristão Camp Mystic.

Com quase 100 anos de história, o acampamento de verão cristão acolhe gerações de meninas às margens do Rio Guadalupe. O local abrigava 750 jovens quando a enchente chegou de forma repentina.

Mortes e desaparecimentos

Trinta e seis horas após a tragédia, o impacto do desastre ainda está sendo revelado com pessoas ainda desaparecidas.

O pastor Greg Laurie, líder da Harvest Christian Fellowship na Califórnia, disse que esta é uma “tragédia desoladora” e que num momento como esse só se pode recorrer a Deus.

“Não existe dor maior do que um pai perder um filho. Isso não é teoria para mim – é pessoal. O nosso filho Christopher foi inesperadamente chamado de casa para o Céu há 16 anos atrás, e a dor ainda é profunda.”

“Devemos recorrer a Deus. Ele é a nossa maior fonte de força”, aconselhou.

Algumas famílias já informaram à imprensa a perda de suas filhas, mas não há confirmação se esses relatos foram oficialmente incluídos no número divulgado pelas autoridades.

Enquanto as equipes de resgate seguem mobilizadas dia e noite na busca pelos desaparecidos, famílias mergulham em uma espera angustiante sobre o destino de suas filhas, que deveriam passar o remando, andando a cavalo e jogando tênis durante os dias de acampamento.

Um vídeo no site registra cenas de meninas pescando, se divertindo na água e dançando com camisetas combinando.

Embora as autoridades ainda não tenham divulgado oficialmente os nomes das vítimas e desaparecidos, dezenas de famílias relataram em grupos locais no Facebook terem recebido telefonemas das forças de segurança informando que suas filhas seguem desaparecidas.

O governador do Texas Greg Abbott declarou hoje um dia de oração por todos os afetados pelo desastre das inundações do Texas Hill Country.

‘Estamos devastados’

Algumas famílias relataram à imprensa local que suas filhas estavam entre as vítimas da enchente.

As famílias de Janie Hunt, Lila Bonner, Renee Smajstrla e Sarah Mars, primeiros nomes que surgiram, compartilharam publicamente a dolorosa perda de suas filhas após a tragédia.

“Estamos devastadas”, disse à NBC 5 a mãe de Janie, lamentando a profunda perda das meninas.

A morte de um diretor de outro acampamento também foi confirmada no sábado (04).

O cantor e compositor Michael W. Smith usou sua rede social para lamentar a tragédia e as mortes.

O cantor e compositor Sean Feucht se juntou às orações pelas vítimas das enchentes.

“Hoje juntamos milhões em todo o mundo na declaração do governador de que hoje é um dia para orar pelos afetados pelas inundações no Texas.”

Camp Mystic

Fundado em 1926, o Camp Mystic mantém duas unidades ao longo do Rio Guadalupe, na região de Hunt, Texas.

Há quase um século, o acampamento se apresenta como um espaço para meninas crescerem espiritualmente e “desenvolverem qualidades pessoais excepcionais e autoestima”, conforme descreve em seu site institucional.

A cada verão, o Mystic desafia seus campistas a “serem pessoas melhores por estarem no Mystic” e a “deixarem que o Mystic traga à tona o melhor deles”.

O site do acampamento enfatiza amizades duradouras e uma “atmosfera cristã saudável”.

Apoio às vítimas

Foi instalado um centro de reunificação na cidade de Kerrville para atender pessoas em busca de informações sobre familiares desaparecidos fora do contexto do Camp Mystic, oferecendo apoio às demais vítimas das enchentes na região.

Dana Bashara, superintendente do Distrito Escolar Independente de Alamo Heights, afirmou que “as consequências dessa perda serão sentidas por toda a nossa comunidade”. Alamo Heights, subúrbio de San Antonio, está situado no condado vizinho de Bexar.

“Também queremos reconhecer que muitos dos nossos alunos estavam acampados em outros locais ao longo do rio e vivenciaram o medo e o trauma dos eventos de ontem em primeira mão”, escreveu Bashara.

Segundo a declaração da superintendente, o distrito está disponibilizando apoio psicológico por meio do Centro de Luto Infantil do Sul do Texas e da Igreja Batista de Alamo Heights, como forma de amparo às famílias e estudantes impactados pela tragédia.

A enxurrada teve início por volta das 4h da manhã de sexta-feira, quando chuvas intensas durante a madrugada provocaram uma elevação abrupta do nível do Rio Guadalupe, entre 6 e 8 metros em apenas 90 minutos.

Enchentes súbitas

Segundo a NBC 5, a água invadiu o Condado de Kerr e áreas vizinhas com tanta velocidade que as autoridades dizem que não conseguiram emitir ordens de evacuação a tempo.

“Isso aconteceu muito rápido, em um período muito curto de tempo, o que não poderia ser previsto, mesmo com o radar”, disse Dalton Rice, administrador municipal de Kerrville, sede do condado.

Corpos teriam sido encontrados em veículos arrastados de áreas rio acima.

Na noite de sexta-feira, o Rio Guadalupe atingiu seu pico nas localidades de Kerrville e Comfort. No entanto, os trechos a jusante –especialmente  nas proximidades de Spring Branch – só devem registrar o nível mais alto a partir da madrugada de sábado.

De acordo com projeções do Serviço Nacional de Meteorologia, a expectativa é que o rio alcance 11,4 metros naquela região, o que caracteriza uma inundação de nível moderado.

Livros de colorir para adultos chegam focando no público cristão

Livros para colorir cristãos (Foto: Reprodução)
Livros para colorir cristãos (Foto: Reprodução)

A tendência dos livros para colorir, que conquistou o público adulto como forma de aliviar o estresse e estimular a criatividade, ganha agora um novo impulso com propostas que unem espiritualidade, reflexão e bem-estar.

De olho nesse movimento, a Editora Mundo Cristão levou para a Bienal do Livro do Rio de Janeiro, que ocorreu entre 14 e 22 de junho, uma seleção de títulos que transformam a prática de colorir em um espaço de oração e conexão com valores cristãos.

Esse retorno dos livros de colorir ao centro das prateleiras literárias mostra que o ato de pintar pode ser mais do que um passatempo: é um momento de silêncio, escuta e diálogo com a fé. E, nesta Bienal, a experiência ganhou novas cores — no sentido mais amplo da palavra.

Confira os livros:

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Inspirado na série literária Corajosas, o livro propõe uma jornada visual por temas como coragem, esperança e identidade em Deus, incentivando meninas a enxergarem sua força à luz da fé cristã.

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Baseado na obra de Gary Chapman, este livro convida o leitor a explorar as linguagens do amor por meio de ilustrações inspiradoras e mensagens que fortalecem vínculos afetivos, em um formato leve e meditativo.

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Essa versão interativa do clássico de John Bunyan traz labirintos, caça-palavras e ilustrações para colorir, convidando crianças a refletirem sobre valores cristãos enquanto participam da jornada de Cristão e Cristiana.

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