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Suíça: igrejas evangélicas desafiam o declínio nacional da fé, segundo relatório do governo

Culto na Igreja International Christian Fellowship (ICF) em Berna, na Suiça. (Foto: icf-bern.ch)
Culto na Igreja International Christian Fellowship (ICF) em Berna, na Suiça. (Foto: icf-bern.ch)

Cristãos evangélicos na Suíça estão desafiando o declínio nacional na crença e prática religiosa, destacando-se por seu comprometimento com a adoração regular, oração e engajamento espiritual, de acordo com dados governamentais recém-divulgados.

De acordo com a Rede Evangélica Suíça (RES), que representa 250 igrejas evangélicas na Suíça francófona, os dados vêm de um relatório divulgado na segunda-feira (23 de junho) pelo Escritório Federal de Estatística da Suíça (SFSO), intitulado Religiosidade e espiritualidade na Suíça (2024).

“A Rede Evangélica Suíça (RES) está muito feliz que as igrejas evangélicas sejam mencionadas pela primeira vez no estudo e que elas se destaquem da tendência geral na prática religiosa”, declarou a RES em uma atualização de notícias [em francês].

“Também é [encorajador] que cerca de 40% da população reze pelo menos uma vez por mês e que, de acordo com o SFSO, a religião e a espiritualidade ainda desempenham um papel importante na vida diária de uma grande proporção da população.”

O relatório destacou que a Suíça é historicamente um “país cristão”, mas também acrescentou que o número de pessoas sem religião está aumentando, apesar da diversidade de crenças religiosas.

“Ao contrário do título do comunicado de imprensa do SFSO, ‘Declínio na fé e prática religiosa continua’, as igrejas evangélicas estão contrariando essa tendência”, declarou a RES, destacando como os evangélicos são agrupados na categoria “outras comunidades cristãs”.

Os números de 2024 mostram que o cristianismo continua sendo “a religião mais difundida na Suíça”, e isso “apesar da tendência de queda”.

Mais da metade (51%) da população pesquisada concordou ou concordou fortemente com a afirmação: “Mais pensamento espiritual beneficiaria a sociedade”. Ao mesmo tempo, metade dos entrevistados acredita na vida após a morte.

Os números populacionais citados para 2024 mostram 31% de católicos romanos, 19% de protestantes reformados e 6% de evangélicos.

No entanto, em questões de religião e espiritualidade, existem diferenças entre as comunidades religiosas. A RES destacou que um terço dos católicos romanos suíços são religiosos e espiritualizados, em comparação com quase um quarto dos protestantes reformados. Para as igrejas evangélicas, no entanto, essa “proporção sobe para quase 50%”.

Nos últimos 10 anos, o SFSO destacou como a leitura regular de livros espirituais, revistas ou artigos da internet aumentou de 13% para 20%. 

“O aumento na leitura espiritual é mais forte entre membros de igrejas evangélicas (+21%), reformadas (+12%) e jovens de 15 a 24 anos (+13%)”, relatou a RES.

“A leitura de livros religiosos é mais difundida entre membros de igrejas evangélicas (45%) e muçulmanas (35%) do que em outras comunidades religiosas.”

Os evangélicos também são mais propensos a participar de “eventos espirituais e cultos religiosos”, com 30,3% comparecendo pelo menos uma vez por semana. Os horários regulares de oração também aumentaram nas igrejas evangélicas em uma margem de pelo menos 7%.

A RES explicou que as “outras comunidades cristãs”, nas quais as igrejas evangélicas estão incluídas, estão listadas no relatório como Igrejas Evangélicas Livres (LIVRES), Igrejas Evangélicas Internacionais, Igrejas Batistas, Anabatistas, Carismáticas e Adventistas, bem como Igrejas de Santificação, Pentecostais e Santos dos Últimos Dias. 

Outras igrejas na categoria incluem igrejas ortodoxas orientais e outras igrejas cristãs orientais, igrejas evangélicas luteranas, outras igrejas da Reforma, bem como igrejas internacionais, anglicanas, católicas-cristãs e cristãs ecumênicas.

O relatório Religiosidade e Espiritualidade na Suíça se baseia em dados da Pesquisa de Língua, Religião e Cultura (ELRC), realizada a cada cinco anos desde 2014.

Folha Gospel com informações de Christian Daily

Cristãos enfrentam violência crescente na África, revela relatório

Cristãos em momento de adoração no Oeste da África (Foto: Reprodução)
Cristãos em momento de adoração no Oeste da África (Foto: Reprodução)

Um novo relatório da International Christian Concern (ICC) revelou um aumento preocupante na violência contra cristãos em partes da África, com Nigéria, República Democrática do Congo (RDC) e Quênia vivenciando um aumento nos ataques, sequestros, massacres e deslocamentos forçados.

O relatório, intitulado “Tendências preocupantes: escalada da perseguição de cristãos na África”, foi escrito por Linda Burkle e se concentra nos primeiros quatro meses de 2025, além de rastrear tendências violentas nas últimas duas décadas.

Nigéria

A Nigéria continua sendo o país mais mortal do mundo para os cristãos. O país da África Ocidental ocupa o sétimo lugar na Lista Mundial da Perseguição de 2025 da Portas Abertas, que monitora a perseguição globalmente.

Os relatórios do TPI observam que, entre julho de 2009 e março de 2022, mais de 45.000 cristãos foram assassinados por grupos extremistas como o Boko Haram, o Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP) e militantes Fulani.

Somente em 2022, cerca de 5.000 cristãos foram mortos na Nigéria — mais do que no resto do mundo combinado.

De 2015 a 2020, estima-se que entre 11.000 e 12.000 cristãos foram assassinados por militantes islâmicos, e mais de 2.000 igrejas foram demolidas. Em 2021, cerca de 3.800 cristãos foram sequestrados.

Apesar da mudança política após a ascensão do presidente Bola Tinubu ao poder em 2023, a violência continuou, com 7.000 mortes estimadas somente em 2023.

Tinubu, um muçulmano, havia prometido liderar uma administração mais equilibrada e inclusiva. No entanto, seu governo tem lutado para conter os ataques islâmicos, especialmente nas regiões norte e central da Nigéria, onde a lei islâmica (Sharia) está em vigor e os cristãos são altamente vulneráveis.

O relatório também detalha vários incidentes violentos de 2025.

Um dos ataques mais terríveis ocorreu no Domingo de Ramos, quando extremistas Fulani invadiram uma vila e massacraram nada menos que 54 cristãos, incluindo crianças, dentro de suas próprias casas, forçando toda a comunidade a fugir.

Em março, o Boko Haram matou o padre católico Sylvester Okechukwu no estado de Kaduna, enquanto outro ataque no estado de Kebbi deixou 11 cristãos mortos.

Congo

Na República Democrática do Congo (RDC), a situação também está se agravando.

O país, que já foi classificado em 41º lugar na Lista de Observação Mundial da Portas Abertas, subiu para 35º em 2025 após um aumento na violência contra cristãos, em grande parte impulsionado pelas Forças Democráticas Aliadas (ADF), um grupo terrorista alinhado ao ISIS.

Em fevereiro, militantes da ADF decapitaram 70 cristãos, incluindo mulheres e crianças, durante um culto na igreja.

A violência deslocou milhões de pessoas nas províncias orientais de Kivu do Norte e Ituri.

Um ataque em março na vila de Kirindera deixou nada menos que 19 mortos e vários prédios, incluindo uma clínica e um hotel, foram incendiados.

Outro ataque em janeiro resultou na morte de 53 cristãos nas cidades de Makoko e Masakuki.

O relatório culpa uma combinação de ameaças militantes — incluindo ataques do grupo rebelde M23, pressão familiar contra a conversão religiosa e interferência política — pela criação de um ambiente perigosamente instável para os cristãos no leste do Congo.

Quênia

O Quênia, embora não esteja tradicionalmente no centro de relatos de perseguição, tem testemunhado uma violência crescente em suas regiões do nordeste.

Essas províncias, onde os somalis muçulmanos constituem a grande maioria, são consideradas território hostil para os cristãos, com atividades religiosas severamente restringidas pelas comunidades locais e autoridades governamentais muitas vezes fazendo vista grossa.

Os convertidos arriscam suas vidas, muitas vezes enfrentando ataques de suas próprias famílias ou vizinhos.

O grupo terrorista Al-Shabab, sediado na Somália, agora classificado como uma “entidade de particular preocupação” pelo Departamento de Estado dos EUA e pela Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional, realizou vários atentados e assassinatos na costa e no nordeste do Quênia.

O grupo tem como alvo principalmente convertidos do islamismo e missionários.

As áreas frequentemente alvos de ataques incluem Mombasa, Garissa, Mandera e Lamu, onde muitos fiéis foram forçados a fugir para o interior.

A Voz dos Mártires relata que os cristãos nessas áreas enfrentam ameaças violentas, isolamento social e pressão para retornar ao islamismo.

Os ataques aos convertidos geralmente vêm de suas próprias famílias ou vizinhos.

Somando-se às crescentes ameaças, o Quênia também tem testemunhado atividades transfronteiriças do Exército de Libertação Oromo, um grupo que opera na Etiópia e que sequestrou dois missionários cristãos sul-coreanos, incluindo dois missionários sul-coreanos em 2024.

A corrupção entre autoridades locais e a disseminação de ideologias radicais pioraram a situação dos fiéis.

País de Preocupação Particular

Apesar da gravidade da crise, nem a Nigéria nem a RDC atualmente ostentam a categorização de “País de Preocupação Particular” (CPC) do Departamento de Estado dos EUA.

Em resposta, em 11 de março, o representante Christopher Smith, de Nova Jersey, apresentou a Resolução 220 da Câmara. A resolução agora está sendo analisada pelo Comitê de Relações Exteriores da Câmara.

O presidente do ICC, Jeff King, pediu aos cristãos do mundo todo que prestem muita atenção à situação na África.

“A Igreja na África está enfrentando alguns dos desafios mais severos do nosso tempo”, disse ele.

“Não devemos desviar o olhar. Estes são nossos irmãos e irmãs.”

Ele também pediu apoio e engajamento político, encorajando fiéis em países democráticos a contatar seus representantes eleitos e pressionar por ação internacional.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

China prende pastores por participarem de conferências bíblicas no exterior

Bandeira da China (Foto: Canva pro)
Bandeira da China (Foto: Canva pro)

Com o avanço do Evangelho na China, as autoridades do regime comunista intensificam esforços para isolar cristãos e pastores da Igreja global.

Bob Fu, representante da Voz dos Mártires Canadá (VOM Canadá), destaca que uma das medidas recentes envolve classificar viagens internacionais para eventos religiosos, como conferências de louvor e estudos em seminários, como travessias ilegais de fronteira.

“É claro que eles tentam usar esse método para acusá-los de travessia ilegal de fronteira. Quer dizer, eles têm medo de citar que o suposto crime que cometeram é participar de uma conferência de estudo bíblico, ou de um culto, ou de uma espécie de conferência de louvor e adoração”, diz Fu.

“O Partido Comunista escolheu usar esse termo legal para processar muitos desses pastores.”

Aumentando as prisões

A perseguição a cristãos na China não é novidade. Em 2021, um pastor da província de Shanxi foi condenado a cinco anos de prisão por participar de uma conferência de estudo bíblico no exterior.

Um caso ainda mais conhecido é o do pastor John Cao, que recebeu uma pena de sete anos por supostamente “organizar travessias ilegais de fronteira”.

A acusação surgiu porque ele mobilizou cristãos chineses para ajudar crianças da minoria birmanesa a frequentar uma escola do outro lado da fronteira, onde a Bíblia era utilizada como material didático.

“Nas últimas semanas, temos visto mais casos. Cinco pastores na província de Shanxi também receberam uma sentença criminal por irem à Malásia – em Kuala Lumpur – para participar de uma conferência bíblica ministrada por um pregador [apelidado] de Billy Graham da China: o Pastor Dr. Stephen Tong, da Indonésia”, disse Fu.

“Além disso, nas últimas semanas, soubemos que outros quatro cristãos foram presos criminalmente por irem à Coreia do Sul e à Malásia para participar de conferências cristãs. Portanto, eles serão julgados e condenados à prisão criminal. Portanto, esta é uma nova tendência, que mostra o Partido Comunista Chinês tentando cortar a Igreja Universal, a comunhão da igreja”, completa.

Uma ameaça à segurança nacional?

A medida lança um alerta preocupante aos fiéis. Com o aumento da perseguição à comunhão cristã além das fronteiras, os cristãos precisarão redobrar a cautela ao escolher quais eventos frequentar. Em breve, viajar para fora do país pode se tornar impossível para muitos.

Em certas regiões, o governo instaurou uma nova medida conhecida como Filtro de Segurança Nacional, que inclui a análise da identidade religiosa dos cidadãos.

Cristãos, especialmente líderes religiosos, podem ser classificados como potenciais ameaças à segurança nacional sob esse critério.

“Você seria proibido de viajar”, afirma Fu. “Você seria proibido de obter um novo passaporte ou renovar o seu passaporte antigo.”

Conectados em Cristo

Apesar do cenário desafiador para a presença física dos cristãos chineses na Igreja global, Fu destaca que há esperança.

“Eles jamais terão êxito. Podem tentar limitar fisicamente ou geograficamente, mas o Espírito Santo é nosso verdadeiro elo, certo? Nunca poderão cortá-lo.”

Ele reforça que, por meio da oração e da comunhão dos santos, o corpo de Cristo na China continuará fortalecido e unido, sem se sentir isolado.

“Por favor, ore para que Deus fortaleça os cristãos chineses à medida que seu isolamento físico da Igreja aumenta. Ore por firmeza para aqueles que enfrentam a prisão”, pede a VOM Canadá, enquanto compartilham histórias e apoiam os cristãos chineses.

Fonte: Guia-me com informações de MNN

Livro devocional convida mulheres a nutrir a fé sem exposição

Livro Mulheres do Secreto (Foto: Montagem/FolhaGospel)
Livro Mulheres do Secreto (Foto: Montagem/FolhaGospel)

Quarto, Bíblia, chão, portas fechadas e Deus. É nesse cenário íntimo e silencioso que, segundo Viviane Martinello, começa a verdadeira transformação da alma feminina. Em seu novo livro, Mulheres do Secreto, a pastora e autora best-seller propõe uma jornada profunda de fé e restauração a partir da oração, devoção constante e de uma vida longe dos holofotes — mas inteiramente à vista do Pai. 
 
Publicada pela Editora Vida, a obra é voltada a mulheres que desejam aprofundar a espiritualidade e se reconectar com o Criador de forma mais genuína. Martinello convida cada leitora a trocar a necessidade de validação ou exposição externa pela intimidade construída no secreto: um lugar invisível aos olhos, dentro do próprio coração, em que a disciplina espiritual funciona como alicerce para todas as outras áreas da rotina. 

O livro também oferece reflexões que dialogam com o cotidiano cristão: cuidados com os filhos, conflitos no casamento, exigências profissionais, frustrações, cansaço físico e emocional. A autora ensina, por exemplo, a cultivar o hábito devocional mesmo entre a espera na fila da escola, enquanto lava a louça ou dentro do carro. Além de formas para buscar a sabedoria divina nas decisões pessoais e tornar qualquer cômodo da casa em um altar de adoração. Em cada ensinamento, Viviane aponta o caminho para o que realmente importa: uma existência cheia de propósito e aprovada por Deus.

Não é em público que construímos um relacionamento íntimo com Deus, mas no secreto. É por isso que o secreto de alguém não pode ser avaliado pela forma poderosa como uma pessoa ministra em um culto, pela maneira como ora pelos outros, nem por colecionar visualizações e curtidas em redes sociais. Ele é revelado por quanto do caráter de Cristo carregamos e exalamos, sem esforço, em nosso cotidiano. Isso quer dizer que o que realizamos diante dos outros deve ser um transbordamento, um resultado natural que compartilhamos a partir daquilo que recebemos a sós com o Senhor, e não fruto de uma espiritualidade fabricada. (Mulheres do secreto, p. 27)

Em um mundo obcecado por aparências, Mulheres do Secreto é um chamado àquelas que buscam viver centradas em Cristo e transformar a própria fé de dentro para fora. Com linguagem envolvente, exemplos bíblicos e testemunho pessoal, Viviane Martinello convoca a leitora a redescobrir o poder de uma vida devotada sem barulho, vigiada somente por Ele. 

Ficha técnica
Título: Mulheres do secreto  
Autora: Viviane Martinello 
Editora: Vida 
Edição: 1ª ed., 2025 
Gênero: Vida cristã  
Onde encontrar: Amazon (compre aqui) 

Sobre a autora: Viviane Martinello é casada com o pastor Telmo Martinello e mãe da Vitória e da Isabela. Junto ao seu esposo, pastoreia a Abba Pai Church, na cidade de Criciúma (SC). Com um chamado de Deus para alavancar as mulheres de sua geração, ela também é idealizadora e mentora do projeto Casa de Isabel, uma comunidade de ensino e acompanhamento a mulheres. Por meio de seu testemunho de vida, Viviane tem alcançado muitas pessoas que precisam de restauração interior. 

Fonte: LC Agência de Comunicação

É possível ser cristã e feminista?

Livro Não existe cristã feminista (Foto: Montagem/FolhaGospel)
Livro Não existe cristã feminista (Foto: Montagem/FolhaGospel)

A deputada estadual por Santa Catarina, historiadora e escritora Ana Campagnolo lança o livro Não existe cristã feminista, pela Editora Vida, que aborda a incompatibilidade entre o feminismo e a fé cristã. O estudo reúne argumentos bíblicos, teológicos e históricos para sustentar que essas duas visões de mundo caminham em direções opostas.

Segundo a autora, o feminismo se contrapõe a princípios centrais do cristianismo ao questionar a autoridade das Escrituras e redefinir os papéis de gênero.

Campagnolo argumenta que, enquanto o cristianismo reconhece uma estrutura moral baseada na Bíblia, com distinções entre as funções de homens e mulheres, o feminismo desafia essa visão: ele promove transformações sociais que envolvem temas como patriarcado, sexualidade e direitos reprodutivos. A autora entende que essas mudanças são inconciliáveis com os fundamentos da fé cristã tradicional.

O feminismo é essa bandeira política da revolta contra tudo o que a Bíblia recomenda — ou melhor, contra tudo o que Deus disse no Éden sobre identidade, sexualidade, propósito, família, casamento e pecado (Não existe cristã feminista, p.104) 

O livro é considerado o primeiro título publicado em língua portuguesa com uma abordagem explicitamente cristã antifeminista, além de reunir autores cristãos de diferentes tradições, por exemplo: Phyllis Schlafly, Wayne Grudem e Nancy DeMoss. Não existe cristã feminina traz igualmente críticas a pensadoras como Simone de Beauvoir, Ivone Gebara e Bell Hooks, e destaca figuras políticas, tal qual Margaret Thatcher, como exemplo de liderança feminina desvinculada da militância feminista. 

Conhecida por sua atuação crítica a ideologias de gênero, Ana Campagnolo combina a própria trajetória acadêmica com a experiência no Legislativo para propor um material voltado aos líderes religiosos, pais e educadores, preocupados com o avanço de ideologias seculares e progressistas, principalmente no ambiente cristão. 

Ficha técnica 
Título: Não existe cristã feminista 
Autora: Ana Campagnolo 
Editora: Vida 
Onde encontrar: Amazon (compre aqui)

Sobre a autora: Ana Campagnolo é deputada estadual em Santa Catarina, historiadora e escritora antifeminista. Autora do best-seller Feminismo: Perversão e Subversão, criado em um lar cristão, enfrentou perseguição ideológica por sua fé na universidade e hoje lidera o combate ao feminismo com embasamento, firmeza e clareza bíblica. Seu trabalho tem alcançado milhares de cristãos que buscam defender a fé e proteger suas famílias. 

Sobre a editora: A Editora Vida oferece títulos nas áreas infantil, jovem, relacionamentos, espiritualidade, vida cristã, ficção, acadêmicos e bíblias. Com enfoque contemporâneo e respeito a obras clássicas, promove o crescimento espiritual do leitor. Com mais de 60 anos de destaque na publicação e venda de literatura cristã, também se firma como relevante distribuidora de Bíblias, em diversas versões, edições especiais e traduções inéditas.

Fonte: LC Agência de Comunicação

Romance cristão retrata os questionamentos da juventude

Livro A Música das Nuvens (Foto: Montagem/FolhaGospel)
Livro A Música das Nuvens (Foto: Montagem/FolhaGospel)

Para encorajar adolescentes a enxergarem a vida por uma perspectiva de fé e resiliência, a escritora Arlene Diniz lança romance Young Adult sobre recomeços, esperança e superação à luz da Bíblia. Em A música das nuvens o leitor acompanha Alissa Venâncio, uma jovem talentosa que vê o próprio mundo desmoronar após ser obrigada a deixar para trás a cidade natal, as amigas e o sonho de tocar violino – instrumento destruído em um incidente.

A nova realidade da protagonista se passa em uma casa luxuosa no Litoral, onde os pais trabalham como caseiros: endividados, a família precisará enfrentar o temperamento difícil da nova patroa, que frequentemente faz bullying com o irmão mais novo de Alissa, por sua mobilidade reduzida.

Nesta jornada desafiadora, em meio a segredos do passado, uma foto íntima que a jovem enviou para o ex-namorado é exposta na internet de maneira humilhante, o que traz consequências dolorosas na autoestima da moça. Ao tentar superar as adversidades, Alissa se apega à família, aos ensinamentos de Deus e à música. Também, a presença de Theo, um garoto com cicatrizes do passado tão profundas quanto as dela, se torna um ponto de luz em meio à tempestade emocional.

O relacionamento entre os personagens nasce em meio à dor, mas cresce como um refúgio seguro em que ambos aprendem a confiar e recomeçar. O rapaz é um exemplo de força e confiança no Criador, e demonstra, por meio das próprias atitudes e relatos, que mesmo nas situações mais difíceis, há propósito e esperança quando se confia em Deus – e tudo pode ser superado por meio da fé.

— No último ano da escola. Tinha um grupo de estudo bíblico no campus toda semana. Um dia, um cara da minha sala me convidou pra ir. E as coisas nunca mais foram as mesmas.  […] —  Mas, no final, Deus tinha um plano. – Os olhos dele pareciam soltar fogos de artifício. Seu rosto ficou mais leve. A mesma alegria que eu via em dona Augusta ao falar sobre sua fé. Será que Deus também tem um plano para mim?(A música das nuvens, p. 171 e 172)

Com uma narrativa envolvente e delicada, ao refletir sobre as dificuldades da juventude, A música das nuvens aborda temas como identidade, autodescoberta, perdas, preconceito e perdão. A cada página, Arlene conduz o público por uma jornada de amadurecimento e segundas chances, e convida cada leitor a descobrir com Alissa que Cristo tem planos maiores do que qualquer tempestade que possa surgir. Lançado pela Mundo Cristão, esta ficção cristã inspira adolescentes a enfrentarem os problemas do cotidiano com coragem. Afinal, a autora reforça que, assim como a música, a vida também tem e baixos – e, mesmo nas fases mais difíceis, é possível transformar dores em novos começos.

Ficha técnica:
Título: A Música das Nuvens
Autora: Arlene Diniz
Editora: Mundo Cristão
Onde encontrarAmazon (compre aqui)

Escritora Arlene Diniz

Sobre a autora: Arlene Diniz é formada em Serviço Social, pós-graduada em Missão Urbana e escreve livros com o objetivo de espalhar o amor e a Palavra de Deus, e também de encorajar pessoas, principalmente adolescentes, a verem a vida por uma perspectiva diferente. Escreve em blogs desde os 15 anos, e há quase uma década tem desenvolvido trabalhos voltados para adolescentes. Arlene mora em Paraty, no Rio de Janeiro, com seu marido, Hugo, e a filhinha deles, Melinda. Coescreveu Corajosas: Os contos das princesas nada encantadas (2023), publicado pela Mundo Cristão, e é também autora de outros livros de ficção cristã juvenil. Viagens com a família, dias nublados, brigadeiro de panela e fazer nada com os amigos estão entre suas coisas preferidas do mundo.

Fonte: LC Agência de Comunicação

Filme “A Visão” será o próximo lançamento da 360WayUp

Cena do filme "A Visão" (Foto: 360WayUp)
Cena do filme "A Visão" (Foto: 360WayUp)

O cinema cristão se fortalece no mercado cinematográfico brasileiro como setor relevante em bilheteria, mobilização e impacto cultural. A 360 WayUp, como empresa do ramo, fez parte das equipes que levaram cerca de 40 milhões de espectadores aos cinemas, superaram R$ 470 milhões em bilheteria e consolidou-se como uma das principais referências nacionais na distribuição de filmes cristãos.

Para Ygor Siqueira, CEO da 360 WayUp e da Heaven Content, o público está cada vez mais aberto a narrativas que não estão presentes nos filmes seculares. “As pessoas querem histórias que toquem o coração, tragam esperança e dialoguem com os valores cristãos. Queremos oferecer produções seguras, inspiradoras e de alta qualidade para o público religioso.”, afirma.

O próximo lançamento será o longa “A Visão”, com estreia marcada para 17 de julho. Baseado em uma história real, o filme acompanha a trajetória do Dr. Ming Wang, um jovem chinês que sobreviveu à Revolução Cultural, imigrou para os Estados Unidos e se tornou um dos principais cirurgiões oftalmológicos do mundo. A trama gira em torno da tentativa de Wang de restaurar a visão de uma órfã cega após um ataque da madrasta.

Casos anteriores de sucesso mostram a força do gênero: um deles é “Extraordinário”, que ultrapassou 6,5 milhões de ingressos vendidos no Brasil, abordando empatia e aceitação com a história de Auggie Pullman, uma criança com deformações faciais. Outro destaque é “A Cabana”, com 5 milhões de espectadores no Brasil, que trata sobre dor, luto e retrata o encontro de um homem com a figura de Deus, Jesus e Espírito Santo (Trindade) após uma tragédia familiar.

“Acreditamos no poder do cinema para transformar vidas. O mundo já olha para o Brasil como potência de público. Nossa missão agora é pregar o Evangelho através do Cinema e levar vidas a um propósito”, finaliza Ygor.

Trailer “A Visão”:

Sobre a 360 WayUp   
A 360 WayUp nasceu com o objetivo de impulsionar o mercado cinematográfico cristão no país. A empresa atua no processo de viabilizar, produzir, distribuir e comunicar produtos que alcancem pessoas através de mensagens de fé e esperança. Para isso, utiliza-se de estratégias eficientes numa atuação em nível nacional. Fundada por Ygor Siqueira, a empresa tem como diferencial a expertise de se comunicar amplamente com o seu público-alvo: os cristãos. Com uma equipe experiente, a 360 WayUp é a única do mercado e tem revolucionado o segmento. Entre os lançamentos: Você Acredita?, Quarto de Guerra, Ressurreição, Milagres do Paraíso, Deus Não Está Morto 2, Ben-Hur, Para Sempre, Papa Francisco, A Cabana, A Estrela de Belém, Extraordinário, Mais que Vencedores, Paulo, Apóstolo de Cristo e Som da Liberdade, A Forja, O Rei dos Reis, dentre outros, totalizando quase 40 milhões de espectadores levados ao cinema.  

Sobre a Heaven Content
A Heaven Content é a principal força do cinema cristão no Brasil, trazendo histórias inspiradoras que promovem fé, esperança e superação. Com parcerias estratégicas com a 360 WayUp, a Heaven combina excelência em produção, distribuição eficiente e campanhas autênticas, impactando milhões de espectadores. Sua missão é conectar o público a narrativas transformadoras, consolidando-se como referência no entretenimento cristão no Brasil e na América Latina.

Fonte: 360 WayUp

Autoras cristãs alertam pais sobre livros eróticos para crianças e adolescentes

Vitoria Reis mostrou “livros hot” sendo vendidos para adolescentes na Bienal. (Foto: Reprodução/Instagram/Vitoria Reis).
Vitoria Reis mostrou “livros hot” sendo vendidos para adolescentes na Bienal. (Foto: Reprodução/Instagram/Vitoria Reis).

A autora e pedagoga cristã Vitoria Reis está alertando os pais sobre livros com conteúdo pornográfico feito para adolescentes e crianças.

Durante a Bienal do Livro no Rio de Janeiro, Vitoria mostrou exemplos de publicações com uma estética para o público infantojuvenil, porém com conteúdos eróticos, conhecidos como “livros hot”.

“Estou de frente para uma estante só com livros claramente focados para crianças e adolescentes, todos, sem exceção, com conteúdo pornográfico. E os próprios adolescentes colocam códigos”, disse ela, em vídeo compartilhado no Instagram, na terça-feira (24).

“Capas infantilizadas, coloridas e aparentemente leves, têm escondido conteúdos podres e totalmente deturpados”, explicou.

Títulos como: “No Ritmo do Jogo”, “Farejando o Amor”, “Disseram ser Sorte”, “Todo esse Tempo”, “A Aposta do Coração”, “Mais ou menos 9 horas”, “Rumores da Cidade”, “Ela fica com a Garota”, “A Jogada do Amor”, “Orgulho e Preconceito e nós Duas”, “O Legado das Águas”.

A pedagoga chamou a atenção dos pais que estão comprando livros do gênero achando que o conteúdo é próprio para a idade dos filhos.

“O pior é que as mães estão comprando para as filhas. Essa é a nossa realidade hoje”, disse Vitoria.

“Muitas mães celebram o fato de que seus filhos leem muito, mas o que eles estão lendo?”, refletiu.

A autora, que tem lutado contra a sexualização de menores e pela proteção da infância, destacou que a cultura pornográfica invadiu a literatura.

“A sexualização precoce avança a passos largos e eles usam todas as ferramentas possíveis”, denunciou.

Efeitos nocivos em menores

Tatielle Katluryn, escritora de ficção cristã da editora Mundo Cristão, também fez um alerta sobre o perigo de “livros hot” para crianças e adolescentes.

“A bienal terminou e foi um sucesso de vendas. Mas você sabe que tipo de livro sua filha menor de idade levou para casa?”, questionou Tatielle, em publicação no Instagram.

A autora contou que uma menina de 13 anos entrou no seu stand, perguntando onde poderia comprar uma obra famosa que contém conteúdo erótico.

“Disse que achava que aquela leitura não era para ela. A menina disse ‘Tá bom’ e saiu. Mas acho que ela comprou o livro”, disse.

A escritora lembrou que anos atrás, nas locadoras, havia uma parte com filmes pornográficos onde os menores eram proibidos de entrar.

“Nem se eu quisesse, não conseguiria alugar um filme assim por ser menor de idade. Então, porque é tranquilo crianças e adolescentes comprarem livros + 18, com conteúdo explícito e inapropriado para seu desenvolvimento saudável?”, afirmou.

Capas fofas, histórias eróticas

Vitória, que também é psicóloga, estudou sobre os efeitos nocivos que o contato precoce com conteúdos sobre sexo pode provocar em menores.

A cristã exemplificou com sua própria experiência de ler “livros hot” na adolescência. “Muitas vezes, me deixava levar pela sinopse e capa fofa, mas me deparava com conteúdo explícito que afetou meu imaginário e não tinha mais como ‘desler’”, comentou.

E enfatizou: “Não adianta dizer que pula as páginas com hot, sem querer você acaba lendo e aquilo se fixa na sua mente como chiclete”.

Segundo Tatielle, as editoras têm investido em capas com design que não revela o conteúdo pornográfico da história.

“Não se deixem enganar com capas fofas. Isso acaba passando despercebido pelos pais. Conteúdos impróprios vão afetar gravemente a saúde mental e física dos seus filhos!”, afirmou.

A escritora ainda defendeu que as editoras adotem a classificação indicativa nas contracapas dos livros, e que livrarias indiquem nas estantes e nos sites quais publicações são adultas.

Fonte: Guia-me

Pastores que fizerem “terapias de conversão” podem ser punidos com prisão, na Espanha

Congresso dos Deputados em Madri, a câmara baixa do parlamento da Espanha. (Foto: Congresso de los Diputados)
Congresso dos Deputados em Madri, a câmara baixa do parlamento da Espanha. (Foto: Congresso de los Diputados)

O Congresso dos Deputados da Espanha aprovou na terça-feira, 24, o projeto de lei orgânico do PSOE (Social-democratas, principal partido do governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez) que pune com penas de prisão as terapias de conversão baseadas em orientação sexual, identidade sexual ou expressão de gênero. A Câmara dos Deputados começará a trabalhar nesta legislação depois que todos os grupos parlamentares, com exceção do Vox, votarem a favor de sua tramitação.

O projeto de lei busca introduzir essas práticas no Código Penal e considerá-las crime punível com pena de seis meses a dois anos de prisão.

Na apresentação da proposta no Congresso, o deputado do PSOE, Víctor Gutiérrez, afirmou que “esta lei não é apenas um castigo para os carrascos, é uma mensagem de esperança para todas as vítimas silenciosas que ainda têm pesadelos com a mesa de choque, a sessão de humilhação ou a oração que prometia curá-los enquanto os matava por dentro”.

Especificamente, o texto propõe penas de prisão de seis meses a dois anos para quem “aplicar ou praticar atos, métodos, programas, técnicas ou procedimentos de aversão ou conversão, sejam eles psicológicos, físicos, farmacológicos ou de qualquer outra natureza, destinados a modificar, reprimir, eliminar ou negar a própria orientação sexual, identidade sexual ou expressão de gênero, que afetem a integridade corporal ou a saúde física ou mental, ou que ameacem gravemente a integridade moral”.

Víctor Gutiérrez afirmou que as chamadas “terapias de conversão” são “uma das piores formas de violência que uma pessoa pode sofrer, que consiste em ser forçada a odiar a si mesma, ser torturada física ou psicologicamente para despojá-la de sua orientação ou identidade”.

Além disso, ele apontou explicitamente os grupos religiosos como os principais perpetradores desse tipo de abuso contra pessoas LGBTI. “Ainda existem famílias, padres, pastores de seitas e ‘coaches’ que propagam a mesma mentira: a de que a diversidade sexual e de gênero pode ser erradicada com sessões de oração, choques elétricos ou medicamentos”, afirmou. “Na prática, isso significa empurrar nossos adolescentes para as mãos de curandeiros exorcistas e pastores que prometem deshomossexualizar adolescentes vulneráveis”, explicou Gutiérrez.

Os demais partidos no Congresso aprovaram o texto proposto. Apenas o Vox votou contra , argumentando que a nova lei perseguiria pessoas inocentes.

A Aliança Evangélica rejeita a proposta

A Aliança Evangélica Espanhola (AEE) emitiu um comunicado expressando sua rejeição veemente à lei. A AEE denuncia que tais propostas se baseiam em uma “distorção do conceito” e utilizam linguagem pejorativa para projetar uma imagem de “tratamentos de manipulação e tortura”, quando, em sua opinião, tais práticas já são puníveis pela legislação vigente e não requerem reforço legal adicional. Em sua opinião, o termo “terapias de conversão” é uma “construção ideológica” projetada para gerar rejeição, com ecos que lembram leis típicas de “regimes totalitários”.

“Tratamentos de apoio ou iniciativas de assistência pessoal e pastoral para pessoas que querem recuperar a harmonia entre seu sexo biológico e sua identidade de gênero não têm nada a ver com manipulação ou tortura”, afirma a Aliança em seu comunicado.

Segundo a Aliança, esta nova regulamentação visa criminalizar até mesmo o apoio profissional ou pastoral solicitado, livremente e com consentimento informado, por pessoas que buscam recuperar a coerção entre seu sexo biológico e sua identidade de gênero . Longe de representar formas de coerção, explicam, trata-se de apoios terapêuticos “cientificamente comprovados” aplicados em outros contextos semelhantes, buscando promover o bem-estar daqueles que os solicitam voluntariamente.

A declaração alerta para uma “contradição fundamental” na abordagem legislativa: enquanto a transição de gênero é promovida, protegida e financiada, o caminho oposto — a destransição ou o retorno à congruência entre sexo e identidade — é criminalizado. Isso, afirma a AEE, constitui uma “imposição de um critério moral” e discriminação com base no senso de direção da mudança pessoal.

Nessa perspectiva, a Aliança questiona: “Onde está o respeito estrito pela autodeterminação do indivíduo?” e ​​acrescenta que, em uma sociedade democrática, o apoio oferecido àqueles que desejam a transição deve ser igualmente oferecido àqueles que buscam reverter esse processo. A lei proposta, afirmam, estabelece um modelo “moralmente protegido” que anula a capacidade de tomada de decisão pessoal e abre caminho para a estigmatização daqueles que oferecem assistência em processos de destransição.

Em sua declaração, a AEE também levanta a possibilidade de que essa lei possa exigir objeção de consciência para profissionais ou agentes pastorais que se recusem a deixar de acompanhar aqueles que buscam ajuda. “Se o projeto de lei mencionado for aprovado, abrirá caminho para a obrigatoriedade do exercício da objeção de consciência como único recurso legítimo e democrático”, alertam.

Por fim, a Aliança apela aos parlamentares para que votem esta proposta “em sã consciência”, apelando aos princípios democráticos e ao respeito pelos direitos fundamentais de todas as pessoas, independentemente de ideologia ou correntes de pensamento. “Esta não é uma questão em que a ideologia deva prevalecer, mas sim o sentido mais profundo e transversal da democracia”, conclui a declaração assinada pela Diretoria da entidade evangélica.

A votação final está marcada para a próxima terça-feira.

Situação na Europa

O debate sobre o que são terapias de conversão e como separar a coerção ou a violência da busca psicológica e espiritual das pessoas também gerou debates em países como o Reino Unido, onde em 2020 e 2023 a Evangelical Alliance UK se manifestou a favor do respeito tanto às escolhas pessoais quanto à liberdade religiosa.

Líderes religiosos no Reino Unido denunciaram em carta aberta que “alguns querem até que a proibição da ‘terapia de conversão’ abranja orações suaves e não coercitivas. Isso levanta a possibilidade alarmante de que a polícia e os promotores tenham que decidir se alguém fez a oração errada”.

Na Suíça, parlamentares cristãos também abordaram a questão, pedindo conversas honestas e debates calmos além das lutas ideológicas.

Os evangélicos portugueses também intervieram perante o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas para denunciar os perigos de leis semelhantes.

Folha Gospel com informações de Evangélico Digital

Evangélicos exigem que governo esclareça assassinatos de mais de 35 pastores em Honduras

Bandeira de Honduras (Foto: Canva Pro)
Bandeira de Honduras (Foto: Canva Pro)

A Associação de Pastores de Tegucigalpa e Comayagüela (APT) exigiu que o Ministério Público de Honduras esclareça os assassinatos de vários líderes evangélicos no país.

Num comunicado, a organização recordou ao público as mortes dos pastores Yonis Zepeda (assassinado em El Corpus, Choluteca), Jeremías Euceda e seu filho (em Iriona, Colón), Selvan Sabillón (em Petoa, Santa Bárbara) e, mais recentemente, Elías Guardado Mejía (de Erandique, Lempira).

Segundo a mídia local, a associação de pastores destacou que esses crimes, assim como os de mais de 30 pastores desde 2013, continuam impunes.

“Diante da apatia e negligência institucionais, hoje clamamos publicamente por ação”, enfatizaram. “Isso não é apenas uma estatística, mas pastores e líderes que promoveram a paz, a reconciliação e a restauração familiar em áreas frequentemente atingidas pela violência e pelo vício.”

Desarmamento da população

A Associação também pediu o desarmamento de toda a população. Afirmou que o acesso a armas de fogo, mesmo por vias legais, é uma das causas do alto índice de homicídios no país centro-americano.

“Rejeitamos a cultura de violência alimentada por estruturas criminosas, machismo geracional e um Estado que permite que uma pessoa tenha várias armas registradas”, disseram.

Eles também afirmaram que “o trabalho pastoral nem sempre é visível, mas transforma vidas. A morte deles é uma perda para todo o país”.

Segundo relatos da mídia, Honduras tem uma média de cinco homicídios por dia e, somente em 2025, foram registrados mais de 100 mortes violentas de mulheres e 18 homicídios múltiplos.

Folha Gospel com informações de Evangelical Fucs

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