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Menino cristão de 8 anos morre após ser espancado por estudantes muçulmanos na Indonésia

Cristãos na Indonésia. (Foto: Portas Abertas)
Cristãos na Indonésia. (Foto: Portas Abertas)

Um menino cristão de 8 anos morreu devido à ruptura do apêndice, dias depois de estudantes muçulmanos mais velhos o espancarem tão severamente que ele precisou de tratamento hospitalar, disseram fontes.

Não ficou claro se o espancamento do aluno da segunda série Khristopel Butarbutar na vila de Buluh Rampai, subdistrito de Seberida, província de Riau, Sumatra, em 19 de maio, por quatro ou cinco alunos muçulmanos da quinta série foi a causa da ruptura do rim que o matou.

Os resultados da autópsia divulgada em 27 de maio descreveram vários hematomas no estômago e nas coxas de Khristopel causados ​​por traumatismo contundente e concluíram que ele morreu em 26 de maio devido a uma infecção na cavidade abdominal devido à ruptura do apêndice, de acordo com a Agência de Notícias Antara da Indonésia.

“Também encontramos um vazamento na região abdominal direita”, disse um policial identificado apenas como Supriyanto à Antara. “A causa da morte foi uma infecção na cavidade abdominal devido à ruptura de um apêndice.”

Seu pai, Gimson Beni Butarbutar, disse que seu filho sofreu bullying devido à sua etnia e fé cristã, de acordo com o site de notícias Jawapos.com.

“Uma semana antes, ele havia sofrido muito bullying”, teria dito Gimson. “Os agressores falam sobre sua etnia, sua religião. Aconteceu antes de ele adoecer.”

O bullying atingiu o auge em 19 de maio, quando os alunos mais velhos o espancaram e furaram o pneu de sua bicicleta, informou o wartakotalive.com.

“Naquela noite, Khris estava com febre alta, dores nas costas e seu abdômen inferior estava inchado”, disse Gimson ao Jawapos.com, acrescentando que os colegas de classe de seu filho lhe disseram: “Cinco veteranos [de 11 a 13 anos] espancaram Khris”.

Vizinhos disseram que os valentões também chutaram os genitais de Khris, de acordo com o catatanriau.com.

Em 20 de maio, Gimson relatou a agressão ao filho à escola, SDN 12 Buluh Rampai State Elementary School, em Indragiri Hulu Regency, e na noite seguinte, às 20h25, sua esposa, Siska Yusniati Sibarani, contatou a professora de Khris pelo WhatsApp para reclamar sobre seu inchaço e dor intensa, de acordo com Jabar.tribunnews.com.

O diretor da escola, identificado apenas como Sutarno, convocou os agressores e seus pais para uma reunião de mediação com os pais de Khris em 23 de maio, na qual os alunos mais velhos admitiram ter batido nele, de acordo com Gimson.

“Eles reconheceram que agrediram meu filho”, ele teria dito.

O agravamento do estado de saúde de Khris levou seus pais a levá-lo a uma clínica próxima em 25 de maio, mas, devido à inadequação das instalações, ele foi encaminhado ao Hospital Regional Pematang Reba, em Rengat, capital da província de Riau. Ele faleceu às 2h10 do dia 26 de maio.

Os resultados da autópsia mostraram sinais de violência em seu corpo, hematomas no abdômen inferior esquerdo e na parte frontal da perna esquerda e sangue no estômago, juntamente com tecido do apêndice rompido, de acordo com o Grid.co.

“Além disso, sangue também foi encontrado no tecido adiposo sob a pele na área do estômago, o que indica violência com objeto contundente”, disse o chefe de polícia de Indragiri Hulu, Fahrian Saleh Siregar, a repórteres em 27 de maio.

Os pais dos agressores compareceram ao enterro, junto com vários funcionários das escolas envolvidas, amigos e familiares.

“Os pais dos agressores também estavam presentes no funeral”, informou o Tribunenews.com. “Eles também expressaram suas condolências.”

Respostas

O vice-presidente do Conselho Ulema da Indonésia (Majelis Ulama Indonesia, MUI), Anwar Abbas, indicou que acredita que o bullying contribuiu para a morte trágica de Khris.

“Estamos muito preocupados com as ações dos nossos alunos que ainda estão estudando no ensino fundamental, que estão além dos limites da razoabilidade, a ponto de causarem a morte da criança”, disse Anwar ao JawaPos.com em 30 de maio.

Sabam Sinaga, membro da Câmara dos Representantes do país, declarou que o bullying deve ser levado a sério.

“O caso precisa de um tratamento especial e, em segundo lugar, a questão do bullying [precisa ser abordada], porque está relacionada a uma religião minoritária na escola”, disse Sabam ao detik.com em 31 de maio. “É possível que, devido ao número limitado de educadores ligados a religiões minoritárias, essas crianças não sejam tratadas adequadamente, especialmente durante o horário de estudo religioso.”

O comissário da Comissão Indonésia de Proteção à Criança (ICPC) disse à mídia que o bullying deve ser prevenido e não deve ser tolerado.

“Este caso deve ser levado a sério, trabalhando simultaneamente para acabar com a violência nas unidades educacionais”, disse Dian Sasmita. “A detecção precoce e a resposta rápida são indispensáveis ​​para evitar impactos piores.”

O bullying nas escolas da Indonésia atingiu níveis alarmantes, segundo dados do ICPC, segundo o sekolahmuridmerdeka.id. Em 2023, foram registrados 1.478 casos de bullying escolar, segundo o ICPC e a Federação dos Sindicatos de Professores da Indonésia (ITUF). Isso representa um aumento substancial em relação aos anos anteriores: 266 casos em 2022, 53 casos em 2021 e 119 casos em 2020.

O Comissário do CIPC, Aris Adi Leksono, revelou que houve 141 casos de violência infantil relatados no início de 2024, de acordo com o Tempo.co. Notavelmente, 35% desses casos ocorreram em escolas ou instituições educacionais.

“As consequências da violência infantil em unidades educacionais variam de dor física/psicológica, trauma prolongado, até morte ou suicídio”, relatou o Tempo.co.

A sociedade indonésia adotou um caráter islâmico mais conservador, e igrejas envolvidas em atividades evangelísticas correm o risco de serem alvos de grupos extremistas islâmicos, de acordo com a Portas Abertas.

Folha Gospel – artigo publicado originalmente no Morning Star News

Polícia encerra investigação contra Bola de Neve e Ministério Público arquiva caso

Fachada da igreja Bola de Neve (Foto: Reprodução)
Fachada da igreja Bola de Neve (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil de São Paulo concluiu que não há qualquer indício de fraude ou desvio de verbas na Igreja Bola de Neve. O relatório final, datado de 5 de junho, derrubou as acusações levantadas pela pastora Denise Seixas — viúva do fundador Rinaldo “Rina” Seixas — contra o conselho deliberativo que hoje administra a denominação.

Com base no parecer, o Ministério Público paulista determinou o arquivamento do inquérito na quinta-feira passada (12/6); a decisão ainda precisa de aval judicial, mas tende a ser homologada sem obstáculos.

As informações são do site Fuxico Gospel.

A disputa estourou após a morte do apóstolo Rina, em novembro do ano passado, vítima de politraumatismo decorrente de um acidente de moto. À frente de uma rede de mais de 500 templos e arrecadação anual estimada em R$ 250 milhões, o conselho passou a ser contestado por Denise, que se dizia preterida na sucessão e acusou o colegiado de práticas irregulares. Em janeiro, a Justiça chegou a nomeá-la presidente interina; porém, em 13 de fevereiro, ela renunciou ao cargo e recuou das denúncias depois de um acordo interno.

Mesmo com a desistência, a Polícia Civil manteve a investigação. No documento final, os delegados foram categóricos ao afirmar que não encontraram prejuízo patrimonial nem ilegalidades contábeis na gestão e, portanto, não havia motivo para prosseguir com a ação penal.

Reação dos envolvidos

Em nota, os advogados da Bola de Neve comemoraram o desfecho: “Ficou comprovado que a igreja sempre agiu em consonância com a legislação brasileira”. O conselho deliberativo acrescentou que as contas são auditadas há mais de uma década por empresa multinacional — inclusive no período em que Denise integrava a diretoria. Já a pastora, por meio de sua defesa, limitou-se a dizer que existia “comunicação judicial de indícios” em trâmite sob sigilo na 17ª Vara Cível de São Paulo.

Próximos passos

Com o inquérito praticamente enterrado, resta a homologação judicial para encerrar de vez o capítulo criminal. Internamente, a liderança reforça que a prioridade agora é “virar a página” e focar na expansão dos projetos sociais e missionários da igreja.

Apesar do arquivamento, o episódio deixou marcas e expôs fissuras dentro da liderança da Bola de Neve, antes conhecida por sua postura unificada e crescimento acelerado. A disputa pública entre Denise Seixas e o conselho deliberativo gerou desconforto entre membros e líderes regionais, além de levantar questionamentos sobre transparência e governança dentro de megatemplos evangélicos. Mesmo inocentada judicialmente, a instituição agora precisa administrar os danos à sua imagem e restaurar a confiança interna para seguir adiante com estabilidade.

Fonte: Fuxico Gospel

Autoridades russas invadem igrejas batistas e multam pastores na Ucrânia

Culto em igreja evangélica na Ucrânia (Foto: reprodução)
Culto em igreja evangélica na Ucrânia (Foto: reprodução)

Autoridades russas invadiram igrejas batistas e multaram pastores nos últimos meses, na região de Luhansk, na Ucrânia.

A área foi tomada pelas forças russas em 2022 e os cristãos locais têm enfrentado repressão pelo governo invasor.

Segundo o Forum 18, uma organização que apoia cristãos perseguidos, a polícia e um promotor invadiram a congregação batista do Conselho de Igrejas na cidade de Krasnodon, durante o culto de Domingo de Pentecostes, no dia 8 de junho.

Os oficiais confiscaram todos os materiais cristãos que encontraram no templo e fotografaram todas as salas da igreja.

Quando a organização Forum 18 questionou a Polícia Distrital de Krasnodon sobre a operação de busca e apreensão, um oficial respondeu apenas que não poderia informar a razão.

Segundo o pastor da igreja, Vladimir Rytikov, a recente ação faz parte de uma campanha para reprimir igrejas não registradas e cumprir leis “anti-missionárias” em áreas ucranianas ocupadas pela Rússia.

“A questão principal é o registro da igreja. Expliquei que, por vários motivos, não nos registramos. Uma das razões é o [governo russo obriga o] pastor de informar às autoridades sobre a vida dos membros e sobre o trabalho da igreja, e isso é traição”, afirmou Vladimir, em entrevista ao Forum 18.

O líder ucraniano já enfrentou a perseguição antes, quando foi preso pelas autoridades soviéticas em 1979, por seu envolvimento com um acampamento cristão para crianças.

Em 30 de maio, a polícia também invadiu a igreja batista na cidade de Luhansk. Em 23 de maio, Vladimir Rudomyotkin, o pastor da congregação batista em Donetsk foi multado, acusado de “atividade missionária”.

Além disso, apenas dois dias antes, o Tribunal Interdistrital de Budennovsk puniu de forma semelhante a paróquia da Igreja Católica na mesma cidade.

Violação da liberdade religiosa

A Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional denunciou diversas violações da liberdade religiosa em regiões da Ucrânia ocupada pela Rússia, devido à pressão para igrejas se registrarem.

“Após o registro, as comunidades religiosas devem aderir à lei russa, que proíbe certas formas de atividades e discursos religiosos”, informou a comissão.

“Em Donetsk, soldados russos revistaram igrejas, apreenderam equipamentos e documentos da igreja e removeram literatura religiosa considerada ‘extremista’”, acrescentou.

As autoridades russas também têm perseguido líderes cristãos e já destruíram locais religiosos nas áreas ocupadas, matando pessoas que cultuavam ou se abrigavam nos templos.

Fechamentos de igrejas

Desde que a Rússia iniciou sua tentativa de invasão na Ucrânia em fevereiro de 2022, pelo menos 500 igrejas e locais religiosos foram danificados ou destruídos.

Um relatório de uma entidade dedicada à defesa da liberdade religiosa relata que, neste ano, tribunais russos aplicaram multas elevadas, impuseram restrições e até decretaram o fechamento de templos.

Eric Mock, da Slavic Gospel Association, retrata a realidade dessas igrejas como um conjunto de provações – sendo que enfrentar a vida em uma zona de guerra é apenas o primeiro obstáculo.

“A primeira parte – que remonta a 2014 e à Revolução Laranja – é que as igrejas protestantes são vistas como agentes do Ocidente, como tendo ligações ocidentais”, diz ele.

“Elas são percebidas como instituições que minam a Ortodoxia Russa e a tradição russa. Não são consideradas confiáveis devido à sua relação com o Ocidente”.

Guia-me com informações de Baptist Stard e Forum18

Michael Tait é alvo de novas acusações, incluindo drogar e agredir fã menor de idade

Michael Tait (Foto: reprodução)
Michael Tait (Foto: reprodução)

Michael Tait, ex-vocalista das bandas Newsboys e DC Talk, está enfrentando uma onda de novas alegações de agressão sexual, incluindo drogar e estuprar um menor de idade, de acordo com uma nova investigação.

As revelações, publicadas em uma reportagem do The Guardian em 13 de junho, ocorrem após a confissão de Tait no Instagram na semana passada, reconhecendo décadas de abuso de drogas e envolvimento em contato sensual indesejado envolvendo homens.

A reportagem do Guardian é baseada em meses de investigação e incluiu entrevistas com pelo menos 25 pessoas ligadas à música cristã contemporânea, muitas das quais descreveram a conduta de Tait como o “maior segredo aberto da música cristã”.

Três homens alegam que Tait os agrediu sexualmente já no início dos anos 2000, e dois deles descreveram o que acreditam ser uso de drogas. Outros quatro relatam terem sido submetidos a toques e investidas inapropriadas, supostamente iniciadas por Tait.

As alegações envolvem homens com idades entre 13 e 29 anos na época, muitos deles fãs que alegaram ter sido atraídos para situações envolvendo drogas, álcool e investidas sexuais.

Shawn Davis, que falou com o The Guardian usando seu nome verdadeiro, disse que tinha 16 anos quando conheceu Tait em 2003. Ele alegou que via Tait como um herói na época e que os dois costumavam ir a bares e festas, onde Tait lhe vendia bebidas. Ele alegou que foi apresentado à cocaína na casa de Tait.

Davis alega que, certa noite, na casa de Tait, quando tinha 17 anos, o músico lhe serviu uma bebida com um gosto estranho. Após perder a consciência, Davis contou ao The Guardian que acordou em um armário com Tait praticando atos sexuais com ele.

“Esse homem destruiu minha vida”, alegou Davis.

Um homem conhecido como “Gabriel”, cujo nome verdadeiro não foi revelado, disse ao The Guardian que tinha 19 anos quando conheceu Tait e acreditava que Tait o havia drogado antes do ex-vocalista do Newsboys agredi-lo em 2003.

Gabriel disse que “culpou Deus” pelo trauma que supostamente sofreu naquela noite.

“Tait foi apresentado como o ápice da piedade”, disse ele. “Eu entendo que todos pecam, mas usar a fachada da sua retidão para cometer pecado me fez abandonar a minha fé por um tempo. Ele tirou de mim algo que nunca recuperarei. Com o tempo, porém, encontrei meu próprio caminho de volta para Deus.”

Israel Anthem, um cinegrafista de Nashville que falou com o The Guardian, disse que Tait se masturbou na frente dele em um banheiro público quando tinha 13 anos.

“O conhecimento sobre o comportamento predatório de Tait é tão intrínseco à música cristã, que suas garras estão cravadas na estrutura dela, que qualquer validação de seu comportamento invalida toda a indústria”, disse ele também ao The Roys Report.

“Existem três tipos de pessoas em Nashville: aquelas que conhecem as histórias sobre Tait, são sobreviventes e estão apavoradas; aquelas que validam as histórias sobre Tait, acreditam que elas são verdadeiras e esperam pelo dia em que a justiça acontece; e aquelas que descontarão um cheque com Tait, apesar de saberem a verdade.”

O artigo do The Guardian surge na esteira da investigação de anos do The Roys Report sobre Tait , publicada em 4 de junho, que incluiu entrevistas com mais de 50 fontes e acusações detalhadas de pelo menos três homens que dizem que Tait se envolveu em comportamento predatório quando eles tinham pouco mais de 20 anos.

Em sua postagem no Instagram intitulada “Minha confissão — 10 de junho de 2025″, após a divulgação do relatório, Tait escreveu: “Relatos recentes sobre meu comportamento imprudente e destrutivo, incluindo abuso de drogas e álcool e atividade sexual, são, infelizmente, em grande parte verdadeiros”.

Ele admitiu ter abusado de cocaína e álcool por 20 anos e que “às vezes, tocava homens de uma forma sensual indesejada”. Ele enfatizou que não contesta a substância das alegações, embora conteste alguns detalhes.

Tait afirmou que deixou o Newsboys em janeiro para se tratar e está sóbrio desde que completou seis semanas de reabilitação em Utah. Ele expressou profundo remorso: “Quero pedir desculpas a todos que magoei. Sinto muito mesmo.”

Tait, 59, foi uma figura proeminente na música cristã, alcançando a fama com o DC Talk na década de 1990 e se juntando ao Newsboys em 2009. Sua saída do Newsboys foi anunciada dias depois de um TikTok viral alegar que ele é gay.

Após a confissão de Tait e a investigação do Guardian, os membros restantes do Newsboys ficaram chocados , dizendo que se sentiram enganados, enquanto a rede de rádio cristã K-LOVE e diversas estações locais suspenderam a execução das músicas de Tait.

“Quando ele deixou a banda em janeiro, Michael confessou para nós e para o nosso empresário que ‘estava vivendo uma vida dupla'”, escreveu a banda. “Mas nunca imaginamos que pudesse ser tão ruim.”

Em uma postagem no Instagram após as revelações dos delitos de Tait, a musicista Hayley Williams, do Paramore, criticou a indústria da música cristã por encobrir o suposto comportamento de Tait.

“Eu cresci em meio a isso”, escreveu ela. “Não tenho medo de nenhuma dessas pessoas — a maioria delas já me descartou de qualquer maneira. Quantas histórias como essa, vindas deste canto MUITO pequeno da indústria musical, ouviremos antes de percebermos que capitalizar a fé e a vulnerabilidade das pessoas é o ‘pecado’?”

“Espero que a indústria do CCM desmorone”, concluiu Williams, criticando aqueles “que não disseram nada” e “encobriram comportamentos abomináveis ​​por mais de 20 anos”.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Jimmy Swaggart, famoso televangelista, está internado em estado grave após infartar

Televangelista Jimmy Swaggart. (Foto: Jimmy Swaggart/Facebook/Divulgação)
Televangelista Jimmy Swaggart. (Foto: Jimmy Swaggart/Facebook/Divulgação)

O evangelista americano Jimmy Swaggart, de 90 anos, está internado em estado grave após sofrer uma parada cardíaca na manhã do último domingo, 15 de junho. Ele foi encontrado desacordado em casa por volta das 8h e levado às pressas para um hospital da região. Após ser reanimado, foi encaminhado à UTI, onde permanece sob cuidados intensivos.

A família informou que o quadro de saúde é delicado e que apenas uma intervenção divina poderá reverter a situação. A comoção entre fiéis e admiradores do pregador pentecostal se espalhou pelas redes sociais e igrejas, principalmente nos Estados Unidos e no Brasil, onde seu ministério tem milhares de seguidores.

Swaggart é um dos maiores nomes do evangelismo midiático do século XX. Seu rosto se tornou familiar aos brasileiros nas manhãs de domingo, quando seus cultos, transmitidos pela televisão, reuniam multidões diante da tela. Na década de 1980, ele esteve em solo brasileiro diversas vezes, liderando cruzadas evangelísticas em grandes estádios e auditórios.

Durante anos, seu estilo apaixonado de pregação, sua música gospel tradicional e sua presença marcante nos meios de comunicação definiram o modelo de muitos ministérios televisivos que surgiram depois. Mesmo após escândalos que abalaram sua imagem no final dos anos 80, Swaggart manteve o controle de seu ministério e permaneceu ativo por décadas, à frente da igreja Family Worship Center e da emissora cristã SonLife Broadcasting Network.

Nos últimos tempos, sua saúde vinha inspirando cuidados e as aparições públicas tornaram-se mais esporádicas. Ainda assim, seguia exercendo influência por meio da televisão e da internet, pregando ocasionalmente e dirigindo cultos que alcançavam um público fiel em diversos países.

A internação do evangelista despertou uma onda de intercessão. Igrejas em todo o mundo têm se mobilizado em oração, pedindo pela recuperação de um líder cuja trajetória impactou incontáveis vidas. Jimmy Swaggart representa um capítulo importante da história da evangelização moderna, especialmente entre os pentecostais.

Com o silêncio oficial da equipe médica, as próximas horas são consideradas decisivas. A expectativa agora gira em torno da resposta do organismo do pregador aos procedimentos adotados. Enquanto isso, o mundo evangélico permanece em vigília.

Quem é Jimmy Swaggart 

Além de ser pastor sênior da Igreja Centro de Adoração Familiar, Swaggart também lidera a Sonlife Broadcasting Network , que fundou em 2007.

O televangelista, que atua no ministério desde 1955 , escreveu mais de 60 livros, comentários, guias de estudo e a Bíblia de Estudo do Expositor. Ele também é um músico e cantor premiado que vendeu quase 17 milhões de discos em todo o mundo e gravou cerca de 60 álbuns gospel.

Contudo, seu ministério não foi isento de desafios.

Em 11 de outubro de 1991, Jimmy Swaggart foi parado enquanto dirigia na Califórnia e as autoridades o flagraram com uma prostituta. A descoberta ocorreu três anos depois de ele ter sido flagrado tendo um caso com uma prostituta em Nova Orleans, o que o levou a ser destituído do sacerdócio pelas Assembleias de Deus.

Swaggart foi citado por dirigir um veículo não registrado, dirigir no lado errado da rua e não usar cinto de segurança quando foi pego com Rosemary Garcia, de Coachella Valley.

Folha Gospel com informações de The Christian Post e Comunhão

Israel x Irã: seria apenas mais uma guerra ou cumprimento de profecia?

Destruição em Israel após ser atingido por míssel lançado pelo Irã. (Foto: Reprodução/X/@Israel)
Destruição em Israel após ser atingido por míssel lançado pelo Irã. (Foto: Reprodução/X/@Israel)

Os ataques aéreos realizados por Israel contra alvos estratégicos no Irã, incluindo instalações ligadas ao desenvolvimento nuclear, trouxeram novamente à tona o antigo vínculo entre geopolítica no Oriente Médio e escatologia bíblica. Para muitos cristãos que acompanham esses eventos com um olhar profético, os conflitos atuais não são apenas desdobramentos políticos e militares, mas partes de um enredo previsto nas Escrituras Sagradas.

“Eu costumo falar sobre esse assunto citando a profecia de Jesus em Mateus 24, versos 32 a 34”, afirma o pastor, psicanalista e sociólogo Elmir Dell’Antonio. “Quando vocês virem a figueira florescer, saibam que o verão está próximo. A figueira representa Israel, e ela floresceu quando o Estado foi instituído oficialmente pela ONU em 14 de maio de 1948. Desde então, Israel se tornou um termômetro espiritual do mundo”.

Para Elmir, os desdobramentos recentes se encaixam nesse panorama. “O Irã é o maior inimigo declarado de Israel há décadas. Os líderes iranianos afirmam que é preciso ‘riscar Israel do mapa’. Quando Israel soube que, em poucas semanas, o Irã poderia ter ao menos nove armas nucleares, decidiu agir preventivamente para atrasar esse projeto”.

A leitura profética, no entanto, divide opiniões entre estudiosos e teólogos. O psicólogo Ageu Heringer Lisboa lembra que desde 1948, com a criação do Estado de Israel, discursos escatológicos se multiplicaram, muitas vezes de forma precipitada.

“Quantos falsos alarmes escatológicos já tivemos? A corrida armamentista e a guerra de informações se intensificaram e o risco de manipulação cresce junto. Hoje, com as mídias digitais, tudo vira argumento para induzir apoio incondicional a um lado e demonizar o outro. É preciso humildade. Não somos donos da verdade”.

Inimigo histórico

Segundo a tradição profética, o Irã, identificado na Bíblia como a antiga Pérsia, aparece no livro de Ezequiel (capítulos 38 e 39) como aliado de uma coalizão que se levantará contra Israel nos últimos dias. “Essas passagens falam de Gogue, da terra de Magogue, e da Pérsia como parte de uma grande coalizão do norte. Isso sempre chamou atenção dos estudiosos quando olham para os movimentos geopolíticos atuais”, explica Elmir.

Para ele, os ataques israelenses de agora estão entre as maiores investidas contra um inimigo histórico nos últimos tempos e não podem ser ignorados como sinais dos tempos. “A Bíblia é clara ao dizer que, nos últimos dias, Israel será cercada e ficará sem apoio das nações”.

Momento exige prudência e não sensacionalismo

Victor Vieira, pastor, teólogo e escritor, faz um contraponto. “Reduzir a guerra a fatores econômicos ou políticos é ingênuo, mas espiritualizá-la de maneira acrítica também é perigoso. Há quem use a fé para justificar o injustificável.” Ele critica o uso de narrativas religiosas para legitimar ações militares tanto do lado israelense quanto do iraniano.

“O Islã xiita do Irã convoca seus seguidores à jihad e ao fim de Israel com base em uma escatologia apocalíptica. Israel, por sua vez, recorre a textos bíblicos para justificar bombardeios. O mundo ocidental cristão, muitas vezes, entra nessa lógica, torcendo pela guerra como se isso fosse sinal da volta de Cristo”.

Ele alerta que esse tipo de postura distorce a essência do evangelho. “A espiritualização da guerra demoniza o outro, um ser humano feito à imagem de Deus. Quando achamos que Deus está automaticamente do nosso lado, matar vira um ato sagrado. Jesus chorou sobre Jerusalém, não celebrou sua destruição. Efésios 2 nos lembra que, em Cristo, judeus e gentios são reconciliados. A guerra não é motivo para comemoração”.

Vieira acrescenta que a leitura escatológica dos eventos atuais precisa ser feita com discernimento e responsabilidade pastoral. “A leitura de eventos atuais à luz das profecias é antiga e recorrente, chamamos isso de ‘exegese de jornal’.

O problema é quando se interpreta o noticiário sem considerar o caráter de Cristo e os princípios do Reino. Essa abordagem transforma a profecia em ferramenta ideológica: promove medo, justifica violência e fomenta divisões. O chamado escatológico do Novo Testamento não é para especular, mas para vigiar, arrepender-se, esperar e buscar reconciliação”.

A Bíblia é a maior autoridade sobre escatologia

Para Ageu Lisboa, a Igreja precisa resistir à tentação de se posicionar como autoridade incontestável em temas tão complexos. “Pastores, pregadores, jornalistas, todos devem reconhecer que sabem pouco sobre esse jogo geopolítico. Caso contrário, correm o risco de se tornarem cúmplices de injustiças”.

Ele cita Apocalipse 5 para lembrar o verdadeiro centro da fé cristã. “O Cordeiro venceu, não com espada, mas com o próprio sangue. O Reino de Deus não se impõe com tanques ou drones, mas pela cruz. Que o Senhor quebre o arco e a lança e transforme armas em arados”.

O Novo Testamento, especialmente em Mateus 24, também adverte que guerras e rumores de guerras seriam sinais do tempo, mas alerta contra conclusões apressadas. “Ninguém sabe o dia nem a hora”, disse Jesus. O que se espera dos cristãos é perseverança, oração e esperança.

“A fé não deve ser usada como ferramenta de poder ou instrumento de ódio, mas como força para amar e interceder por todos os que sofrem”, afirma Victor Vieira. “Hoje, civis israelenses, iranianos e palestinos estão pagando com a vida por conflitos que líderes justificam como sagrados”, complementa.

Diante de uma realidade marcada por polarizações, armamentos e discursos religiosos inflamados, permanece o chamado do evangelho: vigiar, interceder e manter os olhos fixos não nos conflitos, mas no Príncipe da Paz. A guerra em curso pode não ser a de Gogue e Magogue, como alerta Ageu, mas expõe outra batalha: a que ocorre no coração de cada cristão entre o desejo de vingança e o compromisso com o amor que perdoa.

Fonte: Comunhão

Mais de 17 mil igrejas brasileiras oram por cristãos perseguidos no DIP 2025

Igreja Evangélica Sem Fronteiras em Pacatuba, no Ceará, no DIP 2025 - Foto: Divulgação
Igreja Evangélica Sem Fronteiras em Pacatuba, no Ceará, no DIP 2025 - Foto: Divulgação

Mais de 17 mil igrejas em todo o Brasil participaram do Dia da Igreja Perseguida (DIP) 2025, no último domingo (15), mobilizando cerca de 1,7 milhão de fiéis em oração pelos cristãos que enfrentam perseguição ao redor do mundo. A edição deste ano, promovida pela Portas Abertas, teve como tema “Forçados a fugir: cristãos deslocados por causa da violência pedem socorro”, com foco em nesses seguidores de Jesus vulneráveis à violência religiosa.

O DIP ocorreu simultaneamente em igrejas nos 26 estados brasileiros e o Distrito Federal, como também em mais de 1.700 igrejas em outros países da América Latina. Ao todo, os participantes foram incentivados a conhecer histórias de fé e resistência dos mais de 183 mil cristãos deslocados devido à fé em 61 países, como, por exemplo, Nigéria, Mianmar, Burkina Faso, República Democrática do Congo e Índia.

“Com alegria e gratidão, celebramos esse movimento de união em oração. Igrejas livres se levantam em clamor por irmãos que compartilham da nossa fé, mas não da nossa liberdade de culto”, afirmou Marco Cruz, secretário-geral da Portas Abertas. “Agradecemos a todos os pastores, irmãos e igrejas participantes. Juntos, somos um só corpo.”

São Paulo se mobiliza

Em São Paulo, a Igreja Cristã Evangélica Jardim Clarice já realiza o DIP há mais de dez anos. Nesta edição, uniu-se a outras igrejas da mesma denominação para interceder pelos cristãos perseguidos. Durante o culto, os participantes receberam cards de oração com histórias reais e motivos de intercessão, o que impactou diretamente os presentes.

“Estamos sempre orando pela Igreja Perseguida, mas foi impactante ter um dia específico para isso”, relatou Silvio Luccas, da Igreja Cristã Evangélica do Jardim Peri. Ele ficou especialmente tocado pela história de Deborah, uma jovem cristã deslocada, e refletiu sobre a necessidade de maior envolvimento em oração.

Claudio Santana, da Igreja Cristã Evangélica do Jabaquara, também participou do DIP no Jardim Clarice. Ele destacou a coragem dos cristãos perseguidos e criticou a zona de conforto de muitas igrejas livres. “Como podemos praticar o DIP não só em um dia, mas o ano todo?”, questionou.

De Pernambuco, o mesmo clamor

Em Recife, o pastor Francisco Sabino Júnior, da Igreja Batista Missionária Palavra Viva, descreveu o DIP como um chamado ao despertamento espiritual. “Foi um momento de conscientização sobre a missão global da igreja. Os testemunhos nos tiraram do conforto e nos fizeram ver que fazemos parte de uma família maior.”

Sabino destacou o relato de um jovem impedido de congregar devido à perseguição, mas que permanece firme em sua fé. “Ele é prova de que a graça do Espírito Santo sustenta os que são perseguidos. Precisamos perseverar sabendo que nosso trabalho no Senhor não é em vão.”

Para Rosilene Maria, organizadora do DIP 2025 na Igreja Batista Missionária Palavra Viva, o que mais chamou atenção foi o engajamento coletivo da comunidade local em oração e apoio aos cristãos perseguidos ao redor do mundo. “Foi um momento de fortalecimento espiritual e comunhão verdadeira”, destacou.

Ela também ressaltou a importância dos recursos fornecidos pela Portas Abertas, que possibilitaram à igreja conhecer de forma mais profunda a realidade enfrentada por crianças e adultos em países hostis ao cristianismo.

“Graças à Portas Abertas, tivemos acesso a materiais ricos, com vídeos e conteúdos específicos que ajudaram toda a igreja a compreender, se envolver e orar de forma mais intencional”, comentou, acrescentando que “a fé em Cristo é o que fortalece a igreja do Senhor, mesmo em tempos de perseguição”.

Ceará e Minas Gerais

Desde 2009, a Igreja Evangélica Sem Fronteiras, em Pacatuba (CE), tem promovido o Domingo da Igreja Perseguida (DIP) sob a liderança de Ester Paixão. Ao longo dos anos, o evento tem ganhado adesão crescente da comunidade local. “Fazemos o DIP há muitos anos, e a cada edição mais irmãos se envolvem e contribuem. Tem sido uma grande bênção para nossa igreja”, afirma Ester.

O impacto do evento também é sentido por participantes como Alef Marreiro, que esteve presente em uma das edições no Ceará. Para ele, o DIP foi uma experiência de profunda empatia e conexão espiritual. “Foi um momento marcante, em que nos conectamos com a realidade difícil de outros cristãos que também fazem parte do corpo de Cristo. O que mais me impactou foi ouvir um pai dizendo que seus filhos estavam com fome e ele não tinha o que fazer. Senti a dor daquele homem e orei para que Deus o sustentasse”, relata.

Em Minas Gerais, a mobilização também tem ganhado força. Em Patrocínio, a Igreja Presbiteriana do Bairro Constantino realiza o DIP pelo quarto ano consecutivo, com a organização de Edilene Araújo. A ação envolve diversos ministérios da igreja, como o infantil, que trabalhou com cartões de oração e produziu um vídeo com as crianças e juniores intercedendo pelos cristãos deslocados. A Sociedade Auxiliadora Feminina (SAF) também aderiu à programação, organizando um relógio de oração com intercessoras durante todo o dia.

Além disso, os pastores da congregação direcionaram suas mensagens e o culto especialmente em favor da Igreja Perseguida. “Louva­mos a Deus pelo apoio da nossa igreja a essa causa tão urgente”, destaca Edilene.

Fonte: Comunhão com informações de Portas Abertas

Cerca de 200 cristãos mortos por extremistas na Nigéria

Cristãos enlutados após um ataque na Nigéria. (Foto: International Christian Concern)
Cristãos enlutados após um ataque na Nigéria. (Foto: International Christian Concern)

Em uma crescente onda de violência, entre 100 e 200 pessoas, a maioria cristãos, foram mortos por jihadistas Fulani no estado de Benue, na Nigéria, conforme relatado por diversas fontes.

Jihadistas fortemente armados invadiram Yelwata, uma comunidade agrícola no município de Guma, entre sexta-feira (13) e sábado (14). Eles incendiaram casas e massacraram os moradores, em sua maioria cristãos.

Situada a menos de oito quilômetros ao norte da capital do estado, Makurdi, Yelwata é uma vila agrícola com 97% de católicos e 3% de pessoas de outras denominações.

A comunidade também acolhe pessoas deslocadas internamente (IDPs) que fugiram de ataques anteriores de jihadistas Fulani em cidades vizinhas.

Duas horas de ataque

Segundo Tersoo Kula, porta-voz do gabinete do governador do estado, o ataque a Yelwata durou aproximadamente duas horas e resultou na destruição de várias casas por incêndios.

Ele acrescentou que autoridades governamentais e policiais que visitaram a vila confirmaram um número menor de vítimas, estimado em 45 mortos.

No entanto, a Anistia Internacional afirmou que pelo menos 100 pessoas foram mortas, enquanto a Truth Nigeria – uma organização de mídia online registrada nos EUA que documenta a perseguição de cristãos na Nigéria – estima que o número de vítimas seja superior a 200.

Padre Moses Aondover Iorapuu, Vigário Geral Pastoral, Diretor de Comunicações e Pároco da Paróquia do Espírito Santo em Makurdi, também confirmou o número mais alto de vítimas.

“O recente ataque a Yelewata, no estado de Benue, que deixou mais de 200 mortos ou queimados irreconhecíveis, é um lembrete sombrio das lutas diárias enfrentadas por muitos cidadãos de Benue”, declarou.

“Esta tragédia ocorreu em 13 de junho de 2025, um dia após o presidente Bola Tinubu renovar seu compromisso com a transformação da Nigéria e a proteção das vidas e propriedades de seus cidadãos. O contraste gritante entre as palavras e a realidade é chocante”, escreve Iorapuu no jornal Catholic Star.

Número de vítimas pode aumentar

“Muitas pessoas ainda estão desaparecidas, além de dezenas de feridos e sem atendimento médico adequado. Muitas famílias foram trancadas e queimadas dentro de seus quartos. Muitos corpos foram queimados até ficarem irreconhecíveis”, disse a Anistia Internacional no X.

Ele disse que os homens armados estão “em uma onda de assassinatos com total impunidade”.

Em declarações ao Crux, Iorapuu classificou o ataque como “bárbaro” e demonstrou frustração com a inação das forças de segurança.

“Esses agressores são animais e bárbaros. Algumas das vítimas já foram deslocadas em ataques anteriores desses grupos malignos”, disse ele.

“O mais preocupante é que alguns militares estavam nas proximidades e até mesmo os policiais que estavam entre eles e a casa da missão só conseguiram impedi-los de ter acesso à casa da missão, onde a maioria dos deslocados estava alojada”, acrescentou o padre.

Comunidades cristãs

O ataque de sexta-feira se soma à crescente onda de agressões de pastores jihadistas Fulani contra comunidades cristãs.

No mês passado, homens armados, supostamente pastores, mataram pelo menos 20 pessoas na região de Gwer West, em Benue. Já em abril, ao menos 40 pessoas perderam a vida no estado vizinho de Plateau.

Iorapuu afirmou ao Crux que cada ataque altera a demografia cristã na Nigéria.

Ele acrescentou que, seguindo seu histórico de inação, o governo nigeriano falhou novamente em agir, apesar dos alertas de que os ataques provavelmente se intensificariam após o testemunho do bispo Wilfred Anagbe nos EUA.

Em 14 de fevereiro de 2024, o bispo de Makurdi falou perante os legisladores americanos, afirmando que os cristãos na Nigéria estavam sendo vítimas de genocídio e pedindo à comunidade internacional que intervisse.

Tragicamente, seu depoimento levou a um aumento da violência em sua cidade natal, com jihadistas chegando a ameaçar sua vida.

“Esperávamos que os ataques se intensificassem após o testemunho do bispo Wilfred Anagbe nos EUA sobre a Igreja perseguida, mas acreditávamos que o aviso dos EUA faria o governo ser proativo; erramos novamente”, disse Iorapuu ao Crux.

“Desta vez, mais de 200 cristãos foram mortos e queimados. São vidas humanas desperdiçadas; não são números que possam ser contabilizados”, disse ele.

Afirmando que “estes são jihadistas”, Iorapuu observou que a identidade dos agressores é conhecida, citando o presidente da área de governo local de Guma.

Inação do governo

O presidente declarou na televisão que “estes são fulanis” e instruiu que não fossem mais chamados de “suspeitos pastores ou bandidos”.

“As evidências confiáveis ​​de quem eles são são inegáveis, então por que o governo é incapaz de garantir a segurança de seus cidadãos?”, perguntou Iorapuu.

Emeka Umeagbalasi, diretor da Sociedade Internacional para as Liberdades Civis e o Estado de Direito (Intersociety), sugeriu que a inação do governo é resultado de um plano deliberado.

“Há uma agenda para islamizar a Nigéria”, disse ele ao Crux.

Ele afirmou que essa agenda se tornou mais evidente durante a presidência de Muhammadu Buhari, que liderou a Nigéria de 29 de maio de 2015 a 29 de maio de 2023.

Segundo ele, Buhari – filho de um chefe fulani – não apenas forneceu armas a esse grupo, mas também colocou seus irmãos muçulmanos em cargos importantes de sua administração, enquanto relegava os cristãos a uma posição secundária.

Além disso, Umeagbalasi afirmou que o ex-presidente se esforçou para “islamizar” as agências de segurança, destacando que o último mandato de Buhari resultou em um aumento no acesso dos jihadistas Fulani aos arsenais do estado.

“Temos um exército jihadista”, disse ele.

Fonte: Guia-me

Leis de blasfêmia são usadas indevidamente para confiscar propriedades de minorias religiosas no Paquistão

Bandeira do Paquistão (Imagem: Canva Pro)
Bandeira do Paquistão (Imagem: Canva Pro)

As leis de blasfêmia do Paquistão estão sendo sistematicamente utilizadas para atingir minorias religiosas, desapropriar os pobres e resolver disputas pessoais e econômicas, de acordo com um novo relatório da Human Rights Watch (HRW).

Acusações de blasfêmia são cada vez mais utilizadas como arma para incitar a violência das multidões, deslocar comunidades vulneráveis ​​e confiscar suas propriedades impunemente, afirma o relatório de 29 páginas, “Uma conspiração para se apropriar da terra: explorando as leis de blasfêmia do Paquistão para chantagem e lucro”, publicado em 9 de junho.

“A incapacidade de processar os responsáveis ​​por incitação e ataques no passado encorajou aqueles que usam essas leis para extorquir e chantagear em nome da religião”, disse Patricia Gossman, diretora associada da HRW na Ásia.

O governo paquistanês deve reformar urgentemente suas leis sobre blasfêmia para evitar que elas sejam usadas como armas, disse ela.

Pesquisadores da HRW entrevistaram 14 pessoas acusadas de blasfêmia, bem como advogados, juízes, promotores, defensores dos direitos humanos e jornalistas em Lahore, Gujranwala, Kasur e Sheikhupura, na província de Punjab e na capital federal Islamabad, entre maio de 2024 e janeiro.

Uma esteticista cristã de 52 anos, de Lahore, contou à HRW que, em julho de 2019, decidiu largar o emprego em um salão local e abrir seu próprio negócio. Ela juntou todas as economias de uma vida e obteve empréstimos de conhecidos para abrir seu próprio salão. Seu antigo empregador tentou dissuadi-la oferecendo um aumento. Quando a mulher recusou, o antigo empregador a ameaçou, dizendo que “as consequências disso não serão boas para você”.

Em novembro de 2019, uma multidão liderada por um clérigo local invadiu o salão da cristã, espancou-a e a seus funcionários, saqueou e vandalizou o local. Alegaram que ela havia profanado o Alcorão e que um menino da vizinhança havia encontrado páginas do Alcorão no lixo. A mulher disse à HRW que a alegação era falsa.

“Eu respeito todas as religiões e nem sequer tinha um exemplar da Bíblia no salão”, disse ela. “Por que eu teria um exemplar do Alcorão? Eu teria que ser completamente louca e suicida para sequer pensar em desrespeitá-lo.”

Outro cristão que dirige uma escola particular com alunos muçulmanos e cristãos em um bairro de baixa renda de Lahore disse à HRW que em fevereiro de 2021 recebeu uma ligação de um pai furioso alegando comentários “blasfemos” de um professor.

O cristão de 43 anos disse que se ofereceu para conhecer o pai e também pediu uma explicação ao professor. O professor negou ter feito qualquer comentário blasfemo. Poucos dias depois, um grupo de pessoas ligadas a uma organização muçulmana local ameaçou “incendiar a escola” se um pedido de desculpas não fosse apresentado.

“O professor pediu demissão, mas isso não foi suficiente para apaziguar o grupo religioso”, disse o cristão. “Logo ficou claro para mim que não se tratava de nenhum comentário ou ‘blasfêmia’.”

Disseram-lhe para doar 200.000 rúpias (US$ 800) para uma instituição de caridade religiosa para “expiar” seu “pecado”, disse ele.

“É claro que eles perceberam que, como eu era cristão, apenas um murmúrio de blasfêmia significaria que minha escola, e possivelmente eu também, seríamos incendiados por uma multidão”, disse ele. “Ninguém faria perguntas. Minha religião me tornava ainda mais vulnerável. No entanto, uma acusação de blasfêmia também poderia resultar no incêndio de uma escola administrada por um muçulmano. A veracidade da alegação não importa. Agora, comecei um ciclo de chantagem, e eles podem me extorquir quando quiserem.”

A blasfêmia continua sendo um crime capital no Paquistão, punível com a morte. Embora o Estado não tenha executado ninguém sob a lei, meras acusações desencadearam violência coletiva, resultando em dezenas de mortes na última década. Os acusados ​​frequentemente enfrentam longas detenções preventivas, julgamentos injustos e constantes ameaças de execução extrajudicial.

O relatório da HRW destacou que comunidades marginalizadas – especialmente cristãos, ahmadis e pobres – sofrem o impacto dos abusos. Muitas vivem em assentamentos informais sem títulos de propriedade legais, o que as torna particularmente vulneráveis ​​a despejos forçados após a violência relacionada à blasfêmia. A HRW constatou que bairros inteiros foram esvaziados após ataques de multidões, com membros da comunidade fugindo com medo, deixando suas casas e negócios para trás.

Em vários casos, acusações de blasfêmia foram usadas para atingir rivais comerciais ou coagir transferências de propriedade. As disposições amplas e vagas da lei permitem que ela seja explorada com pouca ou nenhuma evidência, criando um clima de medo entre grupos vulneráveis.

A HRW também criticou o sistema de justiça criminal do Paquistão por permitir esses abusos. Afirmou que as autoridades raramente responsabilizam os perpetradores de violência coletiva, enquanto a polícia frequentemente falha em proteger os acusados ​​ou investigar as alegações. Em alguns casos, os próprios policiais que intervêm enfrentam ameaças. Atores políticos e religiosos acusados ​​de incitar a violência frequentemente escapam da prisão ou são absolvidos por falta de vontade política ou intimidação.

A HRW apelou ao governo paquistanês para que revogue as leis contra a blasfêmia, liberte imediatamente os presos sob tais acusações e investigue toda a violência relacionada à blasfêmia, particularmente os incidentes que levaram à deslocação e à apreensão de bens. O relatório também instou as autoridades a implementarem salvaguardas contra a venda ou transferência forçada de terras e negócios após as acusações.

“A indiferença do governo aos abusos previstos na lei da blasfêmia e à violência que ela provoca é discriminatória e viola os direitos às liberdades fundamentais”, disse Gossman. “Ao não agirem, as autoridades paquistanesas não estão apenas tolerando a injustiça – elas a estão permitindo.”

O Paquistão ficou em oitavo lugar na Lista Mundial da Perseguição de 2025 da Portas Abertas dos lugares mais difíceis para ser cristão.

Folha Gospel com artigo publicado originalmente em Christian Daily

Especialistas analisam qual o peso do voto evangélico após o Censo

Urna eletrônica
Urna eletrônica

Os dados do Censo 2022, divulgados recentemente pelo IBGE, escancaram uma mudança expressiva no panorama religioso brasileiro: o avanço dos evangélicos e a redução do número de católicos. Embora o levantamento não trate diretamente do comportamento eleitoral, ele redesenha o mapa da fé no Brasil e, com ele, as bases de influência política para os próximos anos.

Para o pastor e escritor Rodolfo Capler, o Censo, ainda que não aborde preferências eleitorais, serve como um termômetro social com desdobramentos políticos claros. “O crescimento evangélico, ainda que menos acentuado do que previam algumas projeções, confirma a consolidação desse grupo como um dos principais atores da cultura política nacional. A presença evangélica, espalhada em todas as regiões e classes sociais, indica um potencial de mobilização que vai muito além do número absoluto”.

Segundo o especialista em marketing político Rafael Leão, o censo oferece um retrato demográfico que serve como bússola para partidos e candidatos: “Ele oferece um mapa preciso da presença evangélica no Brasil. Isso permite aos partidos e candidatos dimensionarem melhor seu discurso e estratégias nos territórios onde esse grupo cresce. Os evangélicos têm demonstrado alto grau de mobilização e engajamento político. Sua força nas urnas pode ser projetada com mais assertividade a partir desses dados”.

Capler complementa: “Estamos falando de uma estrutura religiosa com capilaridade, influência comunitária e, em muitos casos, com lideranças que fazem um papel paraeclesiástico e até mesmo paraestatal. Mesmo sem saber em quem esses brasileiros votarão, sabemos que sua identidade religiosa será, sim, um vetor decisivo de escolha”.

O cientista político da Hold Assessoria Parlamentar, André Pereira César, reforça: “A força político-eleitoral dos evangélicos está dada. É algo bastante relevante na cena política brasileira. Quem se candidata, especialmente ao executivo, precisa ter uma interlocução muito boa com esse público. Quem descartar isso, vai se dar mal”. Para ele, não se trata apenas de números brutos, mas de influência real e contínua. “Pode não estar crescendo como estava antes, mas continua muito relevante e isso não pode ser descartado”.

Rodolfo Capler faz uma leitura semelhante. Para ele, o fato de o crescimento evangélico ter sido mais modesto que o previsto, é, em alguma medida, positivo. “Revela um certo equilíbrio no campo religioso que evita uma hegemonia absoluta e, com ela, a tentação de confundir fé com projeto de poder. Para alguns setores da política que instrumentalizaram o crescimento evangélico como estratégia de massa de manobra eleitoral, os números podem soar como um freio”.

Crescimento pode ser lento, mas força evangélica é inquestionável 

Apesar do crescimento evangélico não ter sido tão acelerado quanto muitos analistas previam, a tendência segue firme. Leão avalia que a leitura desses números precisa ser feita com cautela estratégica:

“Para a direita, que tem se apoiado fortemente nesse segmento, o ritmo mais lento do crescimento pode sinalizar a necessidade de diversificação do discurso. Para a esquerda, a desaceleração pode ser vista como uma oportunidade de diálogo mais estratégico com evangélicos moderados. No fim, o dado exige menos triunfalismo e mais inteligência política de todos os lados”.

André Pereira César compartilha leitura semelhante. “O crescimento perdeu punch, como se diz no boxe. Perdeu pegada, mas continua importante, relevante na disputa. Continua crescendo, talvez não como antes, mas segue muito relevante. Quem não estiver atento a isso vai errar feio”.

De olho nas regiões historicamente decisivas

A movimentação religiosa é ainda mais sensível em regiões historicamente decisivas nas eleições, como o Norte e o Nordeste. Para Leão, o que se observa é uma “transição religiosa silenciosa”, marcada pelo avanço das igrejas pentecostais e uma alteração na base cultural.

“Norte e Nordeste sempre foram mais influenciados por pautas sociais e assistenciais, mas hoje começam a responder também a discursos morais e de valores. Isso pode equilibrar ou até reconfigurar o mapa eleitoral em 2026”.

Capler avalia que essas regiões estão passando por uma verdadeira reconfiguração de imaginário religioso. “Historicamente ligadas ao catolicismo popular e às religiões afro-brasileiras, Norte e Nordeste agora veem o crescimento evangélico ganhar corpo e voz. Isso tensiona o campo político. Nas últimas eleições, essas regiões foram chave para a vitória, mas o aumento da presença evangélica sugere uma disputa mais dividida entre valores progressistas e conservadores”.

César destaca que, no Nordeste em especial, as nuances locais não podem ser ignoradas: “As nuances do Nordeste são muito relevantes para essa disputa. A questão religiosa entra inevitavelmente nesse debate. É algo muito importante e quem quiser conquistar espaço precisa estar atento a isso”. 

Quem mais se beneficia com os números atuais?

Quando a disputa é vista pelo prisma ideológico, a balança ainda tende para a direita. “A direita, historicamente mais alinhada ao público evangélico, ainda colhe frutos desse vínculo, mas o crescimento mais tímido do segmento impõe limites”, diz Leão. Ele acredita que a esquerda também pode se beneficiar:

“Tem chance de recuperar espaços entre religiosos que não se identificam com o radicalismo ou entre os que se afastam da religião organizada. Em resumo: a direita segue forte com a base evangélica, mas a esquerda ganhou margem para reconquistar parte do voto popular com menos resistência ideológica”.

Para Rodolfo Capler, o cenário não favorece uma leitura maniqueísta. “Os evangélicos não são um bloco monolítico. Há entre eles trabalhadores, mulheres, jovens negros, mães solo, grupos com demandas sociais concretas que não se resolvem apenas com discursos morais. A esquerda começa a entender que precisa conversar com esse público com menos arrogância. A direita, por sua vez, precisa provar que sua aliança com os evangélicos não é apenas instrumental”.

César concorda que a direita ainda leva vantagem, mas vê brechas para mudanças: “A direita ainda ganha mais nessa disputa, mas há presença da esquerda. O Lula tenta ganhar espaço entre os evangélicos. O deputado Otoni de Paula, por exemplo, tem papel importante nessa negociação. Pode haver algum equilíbrio maior a partir de certos posicionamentos”.

O peso dos votos dos sem religião

Capler também chama atenção para outro ponto trazido pelo censo: a alta de pessoas que se identificam como sem religião.

“Esse grupo não é exatamente ateu. Muitos se consideram espiritualizados e defendem pautas ligadas à liberdade individual, diversidade, combate à intolerância. É um segmento importante, especialmente nas grandes cidades e entre os mais jovens. Eles podem forçar um reposicionamento do discurso político em relação à laicidade do Estado e à liberdade religiosa”.

A reorganização religiosa no Brasil, evidenciada pelos dados do IBGE, se desdobra muito além da fé individual. Ela revela redes de poder, alianças estratégicas e disputas por narrativas em um país onde religião e política se entrelaçam cada vez mais. Se os candidatos quiserem mesmo vencer em 2026, será preciso olhar com atenção e respeito para essa nova geografia da fé.

Como resume Capler, “os dados mostram um país que segue majoritariamente religioso, mas onde cresce a consciência de que política e religião não podem se fundir acriticamente. Quem souber lidar com essa tensão com mais sensibilidade e menos oportunismo terá vantagem em 2026”.

Fonte: Comunhão

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