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Novo romance cristão mostra a importância de encontrar um recomeço em Deus

Livro Memórias em papel timbrado (Foto: Reprodução)
Livro Memórias em papel timbrado (Foto: Reprodução)

E se cartas escritas para um amor distante se tornassem a principal herança de uma vida? Na ficção cristã “Memórias em papel timbrado“, a autora best-seller Pat Müller apresenta a trajetória de Paula, uma jovem que leva memórias difíceis na bagagem ao deixar a capital paulistana para viver no interior de Santa Catarina. Decidida a recomeçar, ela passa a escrever cartas destinadas a um futuro marido como forma de desabafo — os textos guardam registros de metas, angústias, orações, dúvidas e decisões que moldaram a própria vivência.

Após se instalar na fazenda aconchegante herdada pela avó, a protagonista também precisa enfrentar a solidão e a saudade. É nesse cenário que a moça reencontra e conhece novas pessoas importantes para a reconstrução pessoal: a melhor amiga, Maria, que a ajuda a resgatar a fé; e Júlio, o vizinho ranzinza e gentil com quem desenvolve uma relação baseada em escuta e respeito mútuo. O romance entre Paula e Julio segue a dinâmica slow burn e grumpy x sunshine, que oferece ao leitor uma jornada afetiva de amizade, companheirismo e amor construída ao longo dos anos.

— A fé é justamente acreditar que Deus tem poder para transformar o impossível em possível. […] — Não se resume a um estilo de vida. Essa é uma forma muito simplista de definir quem eu sou em Cristo. — Maria fixou os olhos em um ponto do outro lado da mesa. — É muito mais, é uma decisão diária, constante… e vai além de mim, da minha vontade.
(Memórias em papel timbrado, p. 86)

Já as cartas, nunca enviadas ao destinatário, tornam-se um espaço seguro de amadurecimento, no qual Paula elabora as próprias dores, traumas e o carinho por Deus. Com uma narrativa epistolar, bem-humorada e nostálgica, alternando entre passado e presente, as mensagens escritas da personagem chegam depois às mãos de sua futura filha, Marcela. São esses relatos sinceros e emocionantes, eternizados nos papéis guardados em uma antiga caixa, que ajudam a menina a compreender melhor a mãe.

Memórias em papel timbrado, lançado pela Editora Mundo Cristão, é um convite à reflexão sobre as incertezas da vida, a escolha de acreditar no amor em tempos difíceis e o valor das relações simples no fortalecimento da esperança. Com delicadeza, Pat Müller mostra que encerrar ciclos exige coragem — e que recomeçar, com amor-próprio e confiança em Deus, também é uma forma de viver pela fé.

Pat Müller nasceu em 1991, no interior de Santa Catarina. É mestre em Ciências Ambientais e pós-graduada em Escrita Criativa. Conheceu Jesus em 2012, por meio de um vendedor de roupas ambulante. Atualmente, serve no ministério de multimídia da sua igreja e escreve romances que expressam no papel um pouco do Amor que encontrou. Pela Mundo Cristão, publicou As estrelas sempre brilham acima das nuvens escurasInstagram@travessadodevaneio 

Ficha Técnica: 
Título: Memórias em papel timbrado 
Autora: Pat Müller 
Editora: Mundo Cristão  
Onde encontrarAmazon (clique aqui para comprar)

Folha Gospel com informações de LC Agência de Comunicação

“Arruinados pelo amor de Deus”: novo livro do pastor Yago Martins

Pastor e teólogo Yago Martins. (Foto: Divulgação)
Pastor e teólogo Yago Martins. (Foto: Divulgação)

Em “Arruinados pelo amor de Deus“, Yago Martins convida o leitor a encarar a vida a partir das ruínas — as próprias e as do mundo — à luz do amor de Deus. Inspirado pelos livros de Jonas e Naum e pela escultura do Torso de Mileto no Louvre, o autor mescla teologia, arte e experiência pessoal para mostrar que é impossível escapar do olhar divino.

Com linguagem provocativa e pastoral, o autor traça um paralelo entre as antigas profecias sobre a decadente cidade de Nínive e as crises contemporâneas, revelando que Deus ainda se importa, chama e restaura. “Ninguém foge de Deus — nem mesmo o profeta”, afirma o autor, que propõe um retorno à missão, ao arrependimento e à transformação.

Tentar fugir de Deus é como tentar fugir da própria pele, do próprio corpo. É como tentar fugir do oxigênio, da pressão sanguínea. Não se trata dos olhos maduros de uma estátua de mármore decepada, mas dos olhos daquele que criou todas as coisas com o poder da voz. (Arruinados pelo amor de Deus, p. 13)

Este é um livro para quem ama a Bíblia e não teme ser desafiado por ela. Yago, que comanda o canal no YouTube: Dois Dedos de Teologia, provoca reflexões profundas sobre a graça, o juízo e a presença divina que envolve mesmo quando se tenta fugir. Arruinados pelo amor de Deus, lançamento da Editora Mundo Cristão, é um confronto com o sagrado, um apelo à coragem espiritual em um mundo marcado por cinismo, ruínas e indiferença.

Yago Martins é pastor, escritor e comunicador. Mestre em Teologia Sistemática e pós-graduado em Neurociência, é autor de mais de vinte livros e um dos principais divulgadores de teologia nas redes sociais brasileiras. À frente do canal Dois Dedos de Teologia, é conhecido por sua capacidade de unir profundidade bíblica e linguagem contemporânea. Atua como pastor da Igreja Batista Maanaim, em Fortaleza, e é presidente da Missão GAP. Casado com Isa, é pai de Catarina e Bernardo. Instagram: @doisdedosdeteologia YouTube: www.youtube.com/@doisdedosdeteologia

Ficha técnica:
Título
: Arruinados pelo amor de Deus
Subtítulo: o que Jonas e Naum nos ensinam sobre juízo, graça e reparação
Autor: Yago Martins
Editora: Mundo Cristão
Onde encontrar: Amazon (compre aqui)

Folha Gospel com informações de LC Agência de Comunicações

Evangélicos batem recorde no Brasil e número de católicos é o menor já registrado, revela IBGE

Culto evangélico (Imagem: Canva Pro)
Culto evangélico (Imagem: Canva Pro)

A proporção de brasileiros que se declaram católicos caiu e chegou ao menor nível já registrado desde 1872 segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base em dados do Censo 2022 divulgados nesta sexta-feira (6).

Apesar da queda, o catolicismo segue sendo a maior religião no país, seguida da evangélica.

As informações são do portal G1.

Segundo o instituto, 56,7% da população brasileira afirmou ser católica em 2022, o menor percentual desde as primeiras pesquisas sobre religião realizadas no país, há 153 anos. Em 1872, quando o primeiro levantamento do tipo foi feito no país, os católicos representavam 99,7% da população.

Desde então, a religião católica vem diminuindo. A maior queda ocorreu entre 2000 e 2010, quando a proporção de católicos no país recuou 9 pontos percentuais, de 74,1% para 65,1%. Na última década, o ritmo foi um pouco mais lento: 8,4 pontos, de 65,1% para 56,7%.

População evangélica cresce e chega a 1 em cada 4 no país

Já o número de evangélicos no Brasil atingiu o maior número registrado e cresceu 5,2 pontos percentuais entre 2010 e 2022, passando de 21,6% para 26,9% da população. O crescimento desse grupo também foi mais devagar: na década anterior, entre os Censos de 2000 e 2010, o avanço havia sido de 6,5 pontos percentuais — ou seja, 1,3 ponto a mais do que no período mais recente.

Entre os católicos, 45,9% são brancos e 44% pardos, enquanto a maioria dos evangélicos é parda (49,1%). No espiritismo, predominam pessoas brancas (63,8%), seguidas por pardas (26,3%). Já entre os adeptos da umbanda e do candomblé, os maiores percentuais também são de brancos (42,9%) e pardos (33,2%). Nas tradições indígenas, 74,5% se declaram indígenas. Por fim, entre os que não seguem nenhuma religião, a maioria é parda (45,1%).

No Censo 2010, o IBGE detalhou as religiões dentro de cada grupo. Entre os evangélicos, por exemplo, informou quantos eram da Assembleia de Deus, Batistas ou Metodistas. No Censo de 2022, o instituto informou que ainda não é possível precisar se trará este novo detalhamento dos dados em futuras divulgações.

Espiritismo recua, e religiões afro-brasileiras triplicam

Além dos católicos, também caiu a parcela daqueles que seguem o espiritismo no país: de 2,2% em 2010 para 1,8% em 2022. Em contrapartida, a parcela de seguidores da umbanda e do candomblé triplicou no mesmo período, de 0,3% para 1%.

Já a parcela de brasileiros que se declararam sem religião também aumentou, de 8% para 9,3%, uma alta de 1,4 ponto percentual em 12 anos.

Outros segmentos religiosos também cresceram. Seguidores de tradições indígenas passaram a ser 0,1% (antes, a proporção era menor que 0,1%), e praticantes de outras religiões subiram de 2,7% para 4%. Aqueles que não sabem ou não declararam cresceu de 0,1% para 0,2%.

No Chuí (RS), Pedro Osório (RS) e Atalaia do Norte (AM), a maioria da população se declara sem religião. Já em Palmelo (GO), a religião espírita é a mais presente.

O levantamento apontou que:

Nas regiões:

  • Os católicos são maioria em todas as regiões do país, com maior concentração no Nordeste (63,9%), seguido pela Região Sul (62,4%).
  • Os evangélicos têm maior presença no Norte (36,8%) e no Centro-Oeste (31,4%).
  • A maior concentração de espíritas está na Região Sudeste, onde representam 2,7% da população.
  • Umbandistas e candomblecistas estão mais presentes no Sul (1,6%) e no Sudeste (1,4%).
  • Já os que se declararam sem religião são mais representativos na Região Sudeste (10,5%).

Nos municípios:

  • Católicos são maioria da população em 4.881 dos 5.570 municípios do país e formam o principal grupo religioso em 5.322 cidades.
  • Eles representam mais de 95% da população em 20 municípios — 14 deles localizados no Rio Grande do Sul. As maiores proporções foram registradas em cidades com forte influência da imigração italiana e/ou polonesa, como Montauri (RS), Centenário (RS), União da Serra (RS) e Vespasiano Corrêa (RS).
  • Em 244 municípios, os evangélicos são o maior grupo religioso, e em 58 dessas cidades eles representam mais da metade da população com 10 anos ou mais.
  • As maiores proporções de evangélicos estão em cidades com colonização alemã ou pomerana, como Arroio do Padre (RS), Arabutã (SC) e Santa Maria de Jetibá (ES).

Por sexo

  • Homens: São maioria entre os sem religião (56,2%) e nas tradições indígenas (50,9%).
  • Mulheres: Predominam nos demais grupos religiosos, com destaque para o espiritismo, onde 60,6% dos praticantes são mulheres.

Por cor/ raça:

  • Entre os católicos, 45,9% são brancos e 44%, pardos;
  • Entre os evangélicos, a maioria é parda (49,1%);
  • Entre os espíritas, 63,8% eram pessoas brancas e 26,3% eram pardos;
  • Entre os umbandistas e candomblecistas, os maiores percentuais são brancos (42,9%) e pardos (33,2%);
  • Entre a população de tradições indígenas, 74,5% são indígenas;
  • A maioria entre os sem religião é parda (45,1%).

MAPA: Qual é a religião mais popular da sua cidade?

O portal G1 preparou um mapa que mostra as porcentagens de cada religião nas cidades do Brasil. Clique aqui.

Fonte: G1

Igreja histórica é pichada com mensagens antissemitas em Atenas

Igreja ortodoxa histórica foi alvo de vandalismo com pichações antissemitas e anti-Israel em Atenas, capital da Grécia (Foto: X/Dr. Maalouf)
Igreja ortodoxa histórica foi alvo de vandalismo com pichações antissemitas e anti-Israel em Atenas, capital da Grécia (Foto: X/Dr. Maalouf)

Uma igreja ortodoxa histórica foi alvo de vandalismo com pichações antissemitas e anti-Israel em Atenas, capital da Grécia, na semana passada. O caso, registrado em 25 de maio, gerou indignação entre fiéis e líderes religiosos da cidade.

De acordo com as autoridades locais, os vândalos picharam frases ofensivas nas paredes externas do templo, como “Palestina livre!”, “Sionistas não são bem-vindos” e “Todos os soldados da IDF são assassinos de guerra”. As mensagens também continham apoio explícito ao grupo terrorista Hamas.

O episódio provocou reações de repúdio por parte de líderes comunitários e moradores da cidade, majoritariamente cristã ortodoxa, que classificaram o ato como expressão de intolerância religiosa. A polícia iniciou uma investigação e reforçou a segurança em locais de culto da capital. Uma operação de limpeza foi iniciada para restaurar o templo.

O ataque em Atenas se soma a outros episódios recentes de vandalismo contra locais ligados à comunidade judaica na Europa. No sábado (31), o Memorial do Holocausto, duas sinagogas e um restaurante kosher foram pichados com tinta verde em Paris, na França, às vésperas do feriado judaico de Shavuot. O governo francês respondeu com aumento da segurança em instituições judaicas.

Desde o ataque terrorista do Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023, episódios de violência e discursos antissemitas têm se multiplicado globalmente. Dados da Organização Sionista Mundial e da Agência Judaica para Israel indicam que, em 2024, os incidentes antissemitas aumentaram 340% em relação ao ano anterior.

Fonte: Comunhão com informações de Greek City Times

Michael Tait, ex-vocalista das bandas Newsboys e DC Talk, é acusado de má conduta sexual e uso de drogas

Michael Tait (Foto: Reprodução)
Michael Tait (Foto: Reprodução)

Michael Tait, vocalista de longa data da banda de rock cristã Newsboys e ex-integrante do grupo vencedor do Grammy, DC Talk, está enfrentando várias alegações de má conduta sexual e uso de drogas, de acordo com uma extensa investigação publicada pelo The Roys Report.

A investigação, que se estendeu por mais de dois anos e incluiu entrevistas com mais de 50 fontes, detalha as acusações de pelo menos três homens que dizem que Tait se envolveu em comportamento predatório quando eles tinham 20 e poucos anos.

Os supostos incidentes ocorreram em 2004, 2010 e 2014, com as vítimas descrevendo padrões semelhantes de aliciamento, uso de álcool e contato físico não consensual.

Dois dos homens alegaram que Tait os acariciou enquanto estavam embriagados. Um deles disse que Tait lhe ofereceu cocaína a bordo do ônibus da turnê dos Newsboys. Outro relatou um incidente em que Tait massageou suas nádegas e região anal após um mergulho, iniciando posteriormente um contato físico indesejado na cama.

As alegações estão entre as várias que circulam há anos na comunidade musical cristã de Nashville, há muito considerada um “segredo aberto” dentro do setor, de acordo com o relatório. As supostas vítimas dizem que o medo de serem excluídas ou não levadas a sério as impediu de falar publicamente até agora.

Os homens disseram que escolheram falar agora na esperança de proteger os outros.

“Há várias pessoas que passaram por experiências semelhantes”, disse um dos homens, identificado como “Steven”. “Gostaria de compartilhar, se ajudar outras pessoas. Eu superei esse trauma.”

Uma terceira suposta vítima, “Phillip”, disse que inicialmente considerou as ações de Tait uma tentativa equivocada de intimidade, mas depois passou a considerá-las uma agressão. “Quanto mais tempo eu passava nos círculos de Nashville, mais parecia um padrão”, disse ele.

Apoiadores das supostas vítimas, incluindo seus cônjuges e ex-companheiros de banda, disseram ao Roys Report que acreditam que agora é o momento de responsabilização.

“Taylor e eu amamos muito o Senhor”, disse a esposa de uma das vítimas. “E eu pessoalmente acredito que sempre que o Senhor quiser expor isso, e Deus estiver pronto para iluminar, Ele o fará.”

Newsboys publicam comunicado

A banda de rock cristão Newsboys emitiu uma declaração contundente em resposta às  alegações explosivas  de má conduta sexual e abuso de drogas contra seu ex-vocalista, Michael Tait, chamando as alegações de “devastadoras” e pedindo a todos os afetados que se apresentem.

“Ontem à noite, nossos corações ficaram destroçados ao lermos as notícias alegando abuso de drogas e atos sexuais inapropriados por parte do nosso ex-vocalista, Michael Tait”, escreveu a banda em um  comunicado na tarde de quinta-feira. “Embora Michael não tenha abordado essas alegações, estamos devastados até mesmo pelas implicações.”

Em sua declaração, os membros do Newsboys Jeff Frankenstein, Jody Davis, Duncan Phillips e Adam Agee expressaram solidariedade às supostas vítimas.

“Nós não toleramos absolutamente nenhuma forma de agressão sexual”, disseram eles.

“Nós quatro somos maridos e pais. Juntos, temos quatorze filhos”, disseram. “Nossas esposas e filhos fizeram muitos sacrifícios enquanto dedicamos nossas vidas a tocar juntos músicas que glorificam a Deus. Estamos horrorizados, com o coração partido e com raiva desta reportagem e, de muitas maneiras, sentimos como se nós e nossas famílias tivéssemos sido enganados nos últimos quinze anos.”

Michael Tait

Tait, 58 anos, alcançou a fama nos anos 90 como um integrante do DC Talk, uma banda cristã cujo álbum “Jesus Freak”, de 1995, vendeu mais de 3 milhões de cópias e se tornou um momento cultural decisivo para a juventude evangélica. Após o hiato do grupo em 2001, Tait se juntou ao Newsboys em 2009, ajudando a levar a banda a um novo sucesso comercial, incluindo quatro álbuns nº 1 nas paradas cristãs da Billboard.

Apesar da visibilidade de Tait no mundo da música cristã, incluindo aparições na série de filmes “God’s Not Dead” e no palco com o ex-presidente Donald Trump, alegações de comportamento inapropriado supostamente o seguiram por anos, embora nunca tenham sido formalmente investigadas, afirma o relatório.

Tait deixou a banda Newsboys em janeiro. Em uma breve declaração publicada nas mídias sociais da banda, ele descreveu a mudança como “um choque até para mim mesmo”, citando a oração e o jejum como parte de sua decisão.

As acusações contra Tait, que o The Roys Report chamou de “o segredo mais mal guardado de Nashville”, causaram comoção na indústria da música cristã, onde ele foi considerado por muito tempo uma voz pioneira e influente. Seu trabalho com o DC Talk na década de 1990 ajudou a levar a música cristã contemporânea ao mainstream, e sua passagem pelo Newsboys contribuiu para vários álbuns que chegaram ao topo das paradas e participações na popular série de filmes “Deus Não Está Morto”.

Até o momento, Tait não fez nenhum comentário público nem postou em suas contas de mídia social.



Violência contra a mulher em lares evangélicos liga alerta da igreja

Violência contra a mulher (Foto: Reprodução)
Violência contra a mulher (Foto: Reprodução)

A violência doméstica é uma das expressões mais dolorosas da desigualdade de gênero e da ruptura da dignidade humana. No Brasil, uma mulher é vítima de feminicídio a cada seis horas, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (2024). Embora o ambiente cristão defenda os valores do amor, do respeito e da aliança familiar, a realidade mostra que nem todos os lares de fé estão imunes à agressão.

Por trás de orações, cultos e ministérios, há mulheres que sofrem em silêncio, muitas vezes protegendo seus agressores, que podem inclusive ocupar cargos de liderança dentro das igrejas. Uma pesquisa realizada por Valéria Cristina Vilhena durante seu mestrado na Universidade Presbiteriana Mackenzie revelou que cerca de 40% das mulheres vítimas de violência doméstica no Brasil se identificam como evangélicas.

O levantamento foi feito a partir de relatos colhidos na Casa Sofia, centro de acolhimento localizado na zona sul de São Paulo. Segundo a pesquisadora, muitas dessas mulheres enfrentam barreiras adicionais para romper o ciclo da violência, como a culpa, o medo do julgamento da comunidade religiosa e orientações distorcidas de fé.

Algumas relataram ter sido desencorajadas a procurar ajuda externa por líderes que sugeriam oração e submissão como solução para o abuso, interpretando a violência como prova espiritual ou ação maligna. Embora o estudo tenha sido realizado há alguns anos, continua sendo uma referência importante para refletir sobre a realidade das mulheres evangélicas vítimas de agressão.

Quando a dor se esconde sob o véu da fé

A missionária Meire Castorino, da Igreja Cristã Projeto Ágape, em Juiz de Fora/MG, relata que a violência doméstica está presente em contextos em que menos se espera. “Muitas mulheres sofrem a violência doméstica, porém elas encobrem essa violência, protegem os agressores, principalmente quando se trata de obreiros”, relata.

Segundo ela, a dificuldade em identificar os sinais está justamente na habilidade das vítimas em preservar as aparências. “Quando são obreiros, por exemplo, elas têm ainda uma resistência maior em denunciar, em relatar, em se abrir para outras pessoas que estão vivendo a mesma situação, a fim de manter ali a aparência de um casamento estável, a fim de proteger a imagem desse agressor diante da igreja”, compartilha.

Essa invisibilidade do sofrimento se manifesta, segundo ela, no comportamento. “Muitas vezes a gente vai identificar que uma mulher está sendo agredida ou vivendo tipos de violência por conta do seu comportamento, muitas vezes retraído, recluso, sem muito envolvimento com os demais grupos, com as demais mulheres da igreja”, disse.

Por isso, a atenção pastoral precisa ser sensível. O silêncio, o afastamento e a falta de participação podem ser gritos abafados. Acolher, sem julgar, é o primeiro passo para romper esse ciclo, destaca a missionária.

Muitas não denunciam para manter imagem na igreja

Entre cristãs, há ainda um temor específico, que é o medo de que denunciar um marido agressor possa ser interpretado como fraqueza espiritual ou quebra do compromisso matrimonial. Algumas mulheres são orientadas a “suportar em oração”, esperando que o agressor mude, enquanto continuam vulneráveis.

Meire reconhece esse dilema. “A maneira que a igreja pode acolher essas vítimas é oferecendo aconselhamento pastoral bíblico, tratando com discrição e orientando a vítima pela Palavra de Deus, mas também, em alguns casos, segundo as leis que regem a ‘terra’”, reforça.

A responsabilidade pastoral não se limita à restauração do casamento a qualquer custo. “Embora a igreja sempre vá defender a ideia de restauração familiar e de aliança, é preciso salientar sempre que, em casos de abusos e violências, a vítima precisa de apoio incondicional, principalmente se houver risco de morte”, exorta a missionária.

Essa abordagem está em sintonia com o ensino bíblico. A mesma Escritura que fala sobre perdão também ordena justiça. Em Provérbios 31:8-9, lemos: “Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados”. O cuidado com a mulher vítima de violência é um dever cristão e um exercício de misericórdia.

Quando romper o silêncio é questão de sobrevivência

A vergonha do escândalo e a dependência emocional ou financeira são barreiras reais que impedem mulheres de buscarem ajuda. É por isso que a orientação precisa ser firme, mas compassiva. “Meu conselho às mulheres nessa condição é que busquem socorro em Deus, mas também escapem por suas vidas. Essa foi a Palavra dos anjos que visitaram Ló diante de uma destruição iminente”, Meire aconselha.

A preparação prática também é uma forma de romper com o ciclo de violência. “Oriento também que estudem e tenham uma renda, para que, havendo necessidade de sair da relação, tenham como recomeçar”, explica a missionária para quem o cuidado espiritual não anula a necessidade de planejamento e autonomia.

Além do cuidado com as vítimas, a missionária chama atenção para a educação preventiva. “É preciso ensinar nas bases às meninas, ainda cedo, a observarem a conduta dos rapazes que se aproximam delas, e reforçar o ensino à igreja acerca da submissão que agrada a Deus”, disse. Nesse ponto, cabe à igreja promover um ensino equilibrado sobre papéis e relacionamentos, combatendo qualquer distorção que legitime o controle ou a violência.

A violência contra a mulher é um problema social, jurídico e espiritual. Exige atuação conjunta da justiça, das políticas públicas, da psicologia e, sim, da igreja. A missão cristã é ser lugar de cura e não de omissão.

Reconhecer a existência da violência nos lares cristãos não é uma afronta à fé, mas um gesto de responsabilidade e verdade. O compromisso com o Evangelho inclui proteger os vulneráveis e erguer a voz por aqueles que sofrem. Como comunidade de fé, não basta orar. É preciso enxergar, escutar, acolher e, quando necessário, denunciar.

Fonte: Comunhão

Desaprovação do governo Lula continua alta entre evangélicos, aponta nova pesquisa

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Uma nova rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta semana, revela uma mudança significativa no apoio religioso ao governo Lula. Pela primeira vez desde o início do mandato, a maioria dos católicos ouvidos desaprova o presidente: 53% manifestaram rejeição, enquanto 45% ainda aprovam sua gestão.

O dado chama atenção por marcar a perda de apoio em um segmento tradicionalmente mais simpático ao petista. Há apenas dez meses, Lula contava com 60% de aprovação entre os católicos.

Entre os evangélicos, o cenário é ainda mais desfavorável. A rejeição permanece alta: 66% desaprovam o governo, contra apenas 30% de aprovação.

Apesar da estabilidade em relação à última pesquisa, os números demonstram uma clara dificuldade de Lula em dialogar com esse setor, que representa uma parcela crescente e influente do eleitorado brasileiro.

O distanciamento entre o governo e o público evangélico, que já era perceptível, agora se consolida como um dos desafios estratégicos do Planalto.

Durante o primeiro ano de mandato, havia sinais de que o governo buscaria aproximar-se das lideranças evangélicas, inclusive com discursos moderados e encontros simbólicos.

Esse movimento, porém, parece ter sido interrompido. A retórica mais combativa, somada a pautas que tensionam valores morais defendidos por igrejas, tem ampliado a sensação de desconexão entre Lula e os cristãos em geral.

A pesquisa, realizada presencialmente entre os dias 29 de maio e 1º de junho, ouviu 2.004 brasileiros em todas as regiões do país. Os resultados reforçam que, entre os eleitores com orientação religiosa mais definida, o presidente enfrenta obstáculos crescentes de aceitação.

O impacto político desses dados pode influenciar estratégias futuras, sobretudo diante do peso eleitoral dos católicos e evangélicos nas eleições municipais que se aproximam.

Fonte: Comunhão

A maioria dos pastores dos EUA continua comprometida com seu chamado, segundo a última pesquisa da Lifeway

Pastor pregando (foto: reprodução)
Pastor pregando (foto: reprodução)

99% dos pastores de igrejas permanecem comprometidos com seu chamado e trabalho, de acordo com a última pesquisa publicada (2 de junho) pela Lifeway Research.

Uma pesquisa com 1.500 pastores evangélicos e protestantes negros constatou que apenas um em cada 100 pastores deixa o ministério a cada ano. Ao mesmo tempo, a porcentagem de pastores que deixam o ministério por outros motivos que não aposentadoria ou morte permaneceu estatisticamente inalterada na última década: 1,3% em 2015, 1,5% em 2021 e 1,2% em 2025.

“A taxa de pastores que abandonam o pastorado é constante e bastante baixa, dadas as exigências da função”, disse Scott McConnell, diretor executivo da Lifeway Research. “Muitos dos que abandonam o pastorado sentem que estão se movendo, sob a direção de Deus, para outra função ministerial.”

No entanto, é fácil para quem está de fora e para quem está dentro da igreja se fixarem naqueles que saem por causa de conflitos, esgotamento ou fracasso moral. A especulação sempre exagera esses casos, mas esses são os resultados que as igrejas podem tentar evitar.

O estudo de 2025 foi patrocinado pela Primeira Igreja Batista de Houston e por Richard Dockins, um médico do trabalho preocupado com a rotatividade pastoral. A mediana de tempo de serviço pastoral em uma igreja é de oito anos, de acordo com um comunicado à imprensa da Lifeway Research.

A pesquisa revelou que 3 em cada 5 pastores (58%) iniciaram suas atividades em suas igrejas nos últimos 10 anos. Ao mesmo tempo, cerca de 15% afirmam que seu ministério na igreja atual remonta a pelo menos 25 anos.

Metade dos pastores pesquisados ​​(52%) servem em sua primeira igreja e 48% já serviram em uma igreja anterior na mesma função.

44% das igrejas com pelo menos 10 anos de existência mantiveram o mesmo pastor. No entanto, um em cada cinco viu seu pastor anterior se aposentar, 16% pastoreando outra igreja e 7% falecendo.

Os dados também mostraram que 7% dos pastores saíram na última década, trabalhando em outra função no ministério da igreja em vez de “pastor”. 3% trabalham em uma função não ministerial e 2% em algo que não está relacionado ao ministério e não está na idade de aposentadoria.

“Esses grupos que abandonam o pastorado antes da aposentadoria revelam uma taxa de rotatividade anual atual de 1,2% entre pastores evangélicos e protestantes negros”, afirmou o artigo da Lifeway Research. “Isso significa que, em qualquer ano desde 2015, pouco mais de 1 em cada 100 pastores abandonou o púlpito.”

Os motivos apresentados por pastores atuais para a saída de seus antecessores do ministério foram mudança de vocação (37%), conflito na igreja (23%) e esgotamento (22%). Outros saíram por falta de integração com a igreja (17%) ou problemas familiares (12%). Alguns pastores saíram por doença (5%) ou problemas financeiros pessoais (3%). Outros 4% saíram por não estarem preparados para o cargo. Dos 1,2% de pastores que deixam o ministério a cada ano, 7% são forçados a sair devido a questões morais ou éticas.

“Os pastores de hoje nem sempre sabem todos os motivos pelos quais seus antecessores deixaram sua igreja, mas o número de pastores que descrevem a saída do pastor anterior de sua igreja por esgotamento dobrou nos últimos 10 anos (22% contra 10%)”, disse McConnell.

A maioria dos pastores que serviram em uma igreja anterior deixou essa comunhão por vontade própria. 50% acreditavam que “levaram a igreja o mais longe que podiam”. 31% queriam uma mudança para sua família e 25% relataram que um conflito na igreja afetou sua decisão e outros 21% saíram porque a “igreja não adotou sua abordagem ao ministério”.

Outros 17% citaram expectativas irreais em sua congregação anterior como influência na decisão de mudar. Motivos relacionados foram não se encaixar bem na igreja (17%) ou a sensação de ter um chamado em outro lugar (13%).

Outros 13% foram transferidos e 8% foram solicitados a deixar a igreja, todos por razões não reveladas.

“Pastor e congregação devem trabalhar juntos”, disse McConnell. “Manter a unidade é um mandamento bíblico que é fácil de ignorar quando alguém dá importância demais à própria opinião.”

A maioria dos pastores que anteriormente lideravam uma igreja diferente passaram por um certo nível de conflito na outra congregação.

Um terço relatou conflito sobre mudanças propostas (37%) ou com líderes leigos (35%). Outros 35% sofreram um “ataque pessoal significativo”.

Cerca de um quarto dos entrevistados sofreu conflitos sobre seu estilo de liderança (27%) ou expectativas sobre o papel do pastor (24%). Outros 18% “brigaram” com sua congregação anterior por diferenças doutrinárias (18%) ou por questões políticas nacionais ou locais (9%). Um terço (35%) afirma não ter vivenciado nenhum desses conflitos em sua igreja anterior.

“A maioria dos pastores atuais não prevê deixar o ministério por um desses motivos”, afirmou a atualização da Lifeway Research. “Nove em cada dez (91%) têm certeza de que podem permanecer em suas igrejas pelo tempo que quiserem. Ainda assim, isso não significa que os pastores sejam ingênuos quanto a potenciais problemas futuros.”

Folha Gospel com informações de Christian Daily

Terroristas matam pastor de 70 anos e outros 35 cristãos na Nigéria

Mapa da Nigéria (Foto: Canva Pro)
Mapa da Nigéria (Foto: Canva Pro)

Terroristas conhecidos como pastores fulani mataram esta semana pelo menos nove cristãos no estado de Plateau, na Nigéria, após o massacre de outros 27 dias antes, disseram fontes.

Os ataques ocorreram no condado de Bokkos, nas comunidades predominantemente cristãs de Hokk, Pangkap, Fokoldep, Kopmur, Margif, Horop, Mbor, Mushere e Kwahas, disseram os moradores.

O morador local Emmanuel Auta disse que nove cristãos foram mortos na área de Mushere, no Condado de Bokkos, no domingo e na segunda-feira (1 e 2 de junho).

“Bokkos nunca esteve tão inseguro, com cristãos sendo massacrados como o que estamos testemunhando atualmente”, disse Auta ao Christian Daily International-Morning Star News. “Dois cristãos foram mortos no domingo, 1º de junho, e outros sete cristãos foram mortos na segunda-feira, 2 de junho, todos na área de Mushere, na Área de Governo Local de Bokkos.”

Outra moradora, Lilian Madaki, disse que os terroristas estavam atacando aldeias do Condado de Bokkos dias antes.

“Por seis dias, os fulanis continuaram a atacar nossas comunidades, que são predominantemente vilas cristãs”, disse Madaki em uma mensagem de texto. “Entre algumas das vítimas cristãs que conheço está um adolescente cristão de 14 anos que foi baleado e ferido e está atualmente sendo tratado em um hospital.”

A moradora Dorcas Ishaya acrescentou que terroristas atacaram Mbor, Margif e Mijing, “todas aldeias cristãs”, em 27 de maio, e incendiaram casas, matando muitos cristãos. Os ataques ocorreram por volta das 23h.

Na noite de segunda-feira (2 de junho), os terroristas invadiram as aldeias predominantemente cristãs de Hokk, Pangkap e Fokoldep e ainda estavam atirando quando o morador da área, Yakubu Kefas, enviou um alerta ao Christian Daily International-Morning Star News na terça-feira (3 de junho).

“Os cristãos estão atualmente sob intenso e constante tiroteio de elementos terroristas Fulani nas comunidades cristãs de Hokk, Pangkap e Fokoldep, na área do governo local de Bokkos”, disse Kefas.

Os ataques começaram por volta das 23h da noite anterior, ele disse.

“Os agressores, que acreditamos serem terroristas fulani, estão realizando tiroteios indiscriminados, assassinatos e incêndios criminosos em larga escala, resultando em terror generalizado, baixas cristãs e destruição de propriedades”, disse Kefas.

Moradores relataram o sequestro e assassinato em 27 de maio do Rev. Mimang Lekyil, pastor de 70 anos da congregação da Igreja de Cristo nas Nações (COCIN) na área de Kwahas, em Mushere.

Masara Kim, jornalista cristão da região, disse que outros 11 cristãos da região foram mortos em 25 de maio.

“O nome completo do clérigo assassinado é Rev. Mimang Lekyil; ele era o pastor responsável pela COCIN Kwahas, Kawel, em Mushere”, disse Kim ao Christian Daily International-Morning Star News. “Foi um caso de sequestro. A esposa do pastor quebrou a perna durante o incidente; outros 11 cristãos também foram mortos em Bokkos, no domingo, 25 de maio.”

Terroristas mataram oito cristãos na vila de Kopmur e outros sete na comunidade de Mbor, disse o morador da área Nanlop Joy.

“Todas essas são aldeias cristãs”, disse Joy.

A polícia foi enviada às comunidades afetadas juntamente com militares, disseram autoridades.

“Os responsáveis ​​por isso enfrentarão a justiça, pois o Comando da Polícia Estadual de Plateau não poupará esforços para garantir que os perpetradores enfrentem a lei”, disse o porta-voz do comando, Emmanuel Adesina, em um comunicado divulgado em Jos.

Com milhões de membros espalhados pela Nigéria e pelo Sahel, os Fulani, predominantemente muçulmanos, compreendem centenas de clãs de muitas linhagens diferentes que não têm visões extremistas, mas alguns Fulani aderem à ideologia islâmica radical, observou o Grupo Parlamentar Multipartidário para a Liberdade ou Crença Internacional (APPG) do Reino Unido em um relatório de 2020.

“Eles adotam uma estratégia comparável à do Boko Haram e do ISWAP e demonstram uma clara intenção de atingir cristãos e símbolos poderosos da identidade cristã”, afirma o relatório do APPG.

Líderes cristãos na Nigéria disseram acreditar que os ataques de terroristas às comunidades cristãs no Cinturão Médio da Nigéria são inspirados pelo desejo deles de tomar as terras dos cristãos à força e impor o islamismo, já que a desertificação tornou difícil para eles sustentarem seus rebanhos.

A Nigéria continua entre os lugares mais perigosos do planeta para os cristãos, de acordo com a Lista Mundial de Perseguição de 2025 da Portas Abertas, que reúne os países onde é mais difícil ser cristão. Dos 4.476 cristãos mortos por sua fé em todo o mundo durante o período do relatório, 3.100 (69%) estavam na Nigéria, segundo a WWL.

“O nível de violência anticristã no país já está no máximo possível segundo a metodologia da Lista Mundial da Perseguição”, afirma o relatório.

Na zona centro-norte do país, onde os cristãos são mais comuns do que no nordeste e noroeste, milícias extremistas islâmicas Fulani atacam comunidades agrícolas, matando centenas de pessoas, principalmente cristãos, segundo o relatório. Grupos jihadistas como o Boko Haram e o grupo dissidente Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP), entre outros, também atuam nos estados do norte do país, onde o controle do governo federal é escasso e os cristãos e suas comunidades continuam sendo alvos de invasões, violência sexual e assassinatos em bloqueios de estradas, segundo o relatório. Os sequestros para resgate aumentaram consideravelmente nos últimos anos.

A violência se espalhou para os estados do sul, e um novo grupo terrorista jihadista, Lakurawa, surgiu no noroeste, munido de armamento avançado e com uma agenda islâmica radical, observou a WWL. Lakurawa é filiado à insurgência expansionista da Al-Qaeda, Jama’a Nusrat ul-Islam wa al-Muslimin, ou JNIM, originária do Mali.

A Nigéria ficou em sétimo lugar na Lista Mundial da Perseguição de 2025 dos 50 piores países para os cristãos.

Folha Gospel com informações de Christian Daily

Cuba: cristão vivem sem liberdade mas se agarram na fé

Igreja cristã em Cuba (Foto: Portas Abertas).
Igreja cristã em Cuba (Foto: Portas Abertas).

Felipe* e Laura*, membros da equipe da Portas Abertas na América Latina, passaram vários dias em Cuba avaliando a situação das comunidades cristãs locais. O que encontraram foi uma realidade dura: pobreza sistêmica, vigilância constante e igrejas que se agarram à fé em meio às dificuldades.

“Ouvi os testemunhos de cerca de dez pastores e líderes. O que vi foi ao mesmo tempo inspirador e comovente, uma fé viva e apaixonada coexistindo com pobreza, medo e repressão”, Felipe relata. Laura viajou para uma área rural a três horas de Havana, capital de Cuba, para conhecer famílias cristãs envolvidas nos projetos de apoio da Portas Abertas.

“Quando você vê as pessoas na rua, vê o desespero”, acrescenta Laura. Os apagões são uma realidade constante, deixando bairros inteiros na escuridão por horas ou até dias. “Frequentemente temos que cancelar atividades na igreja”, disse Ângela, uma líder cristã que Laura conheceu em Cuba. O sistema de saúde também está em crise. “Meu salário não cobre nem o que minha esposa diabética precisa. Vivemos em constante incerteza”, disse Raul, um líder cristão entrevistado por Laura.

Comida e remédios escassos

A escassez de alimentos é outra realidade dura. Felipe se lembra de um pastor dizendo que a refeição modesta oferecida pela Portas Abertas durante um evento da igreja – apenas arroz, frango e salada – foi a melhor que muitos participantes comeram em meses. “A situação me abalou profundamente. O que consideramos básico, eles veem como luxo”, ele afirma.

Ademais, o Estado monitora de perto a atividade religiosa. “As igrejas são autorizadas a se reunir, mas sempre sob observação. Nos cultos, você ouve as pessoas orarem por dificuldades e necessidades, mas nunca mencionam os responsáveis. Esse silêncio diz muito sobre o medo com que os cristãos vivem”, observou Felipe. Alicia* e Aarón* testemunham essa realidade. Eles dirigem programas de ajuda social e foram convocados pelo Escritório de Assuntos Religiosos de Cuba após serem fotografados por um estranho. “Tenho medo de que algo aconteça com meu marido”, disse Alicia.

Bíblias em escassez

Há também uma escassez crescente de recursos cristãos. Bíblias completas são difíceis de obter e caras, então, muitas igrejas distribuem apenas o Novo Testamento para novos convertidos. “Irmã, você tem que escolher entre comprar comida ou comprar uma Bíblia. É assim que funciona”, confidenciou Ana*, uma cristã que Laura conheceu. A crise atingiu níveis tão extremos que até uma Bíblia se torna luxo.

A adversidade parece fortalecer sua determinação. Sem microfones, luzes ou mesmo ventilação, os fiéis se reúnem para louvar a Deus com alegria e uma fé que revela toda a esperança. “Apesar de tudo, a igreja cubana é vibrante e ativa. A fé deles é inabalável. Eles aprenderam a adorar sem recursos, a ensinar sem livros e a orar em silêncio”, conclui Felipe.  

*Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

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