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Nova TV 3.0 e o impacto na transmissão dos programas evangélicos

TV 3.0 (DTV+) : Tecnologia promete interatividade, cultos mais imersivos e engajamento em tempo real (Foto: Reprodução/Comunhão)
TV 3.0 (DTV+) : Tecnologia promete interatividade, cultos mais imersivos e engajamento em tempo real (Foto: Reprodução/Comunhão)

A oficialização da TV 3.0 (DTV+) pelo Governo Federal, nesta quarta-feira (27), marcou o início de uma nova fase para a televisão aberta no país. Com recursos de imagem em 4K e até 8K, som imersivo e interatividade em tempo real, o novo padrão preserva a gratuidade do sinal, mas promete revolucionar o modo como os brasileiros consomem conteúdo. Entre os evangélicos, cresce a expectativa de que a inovação traga novas ferramentas para evangelização e engajamento dos fiéis.

Para Gilton Medeiros, vice-presidente da Associação Brasileira de Mídias Evangélicas (ABME), o diferencial da TV 3.0 vai além da qualidade técnica. “A TV 3.0 traz oportunidades que vão muito além da qualidade de imagem e som. Ela pode abrir caminhos para transmissões mais interativas, onde o fiel não será apenas espectador, mas participante ativo do culto e dos programas religiosos”, afirmou.

As funcionalidades incluem a possibilidade de participar de enquetes, votar em tempo real, escolher ângulos de câmera e até adquirir produtos durante transmissões. No meio religioso, esses recursos podem aproximar ainda mais os telespectadores da experiência de culto. “As igrejas que souberem utilizar bem esses recursos poderão tornar a experiência televisiva mais próxima da vivência presencial, criando ambientes de culto mais envolventes”, acrescentou Medeiros.

ABME vê oportunidade de engajamento

Em nota, a ABME destacou que “a TV 3.0 pode abrir novas formas de engajamento com os fiéis, seja por meio de transmissões de cultos mais imersivos, pela possibilidade de votações e enquetes em tempo real ou até mesmo pela personalização de conteúdos”.

A entidade avalia que a mudança exige preparação técnica e estratégica das emissoras, mas pode fortalecer a mensagem evangélica na TV aberta.

Avanço tecnológico e evangelização

O presidente da Rede Novo Tempo, Antônio Tostes, vê o novo padrão como parte de uma continuidade histórica no uso da comunicação para pregar o Evangelho. “Nós entendemos que todos os avanços tecnológicos sempre trouxeram grandes oportunidades para evangelização. Isso aconteceu com o advento do rádio, depois com a TV, depois com a internet e agora com as plataformas digitais e redes sociais. O avanço da tecnologia na área de comunicação está nos ajudando a superar barreiras e alcançar pessoas que de outra forma não seriam alcançadas”, disse.

Ele acrescentou que a interatividade promete transformar o relacionamento com o público. “A grande vantagem é a interatividade. O telespectador poderá escolher câmeras, ângulos e participar do que está assistindo. Isso fideliza e engaja. Para nós, a possibilidade de oferecer nossos guias de estudo da Bíblia em tempo real, recebendo de imediato os pedidos e interações, é algo transformador”, destacou.

Na mesma linha, Tito Rocha, gerente de negócios da Novo Tempo, avaliou que o salto tecnológico vai ampliar o alcance das mensagens bíblicas: “Estamos diante de um salto tecnológico que permitirá entregar a mensagem do evangelho com muito mais impacto. A interatividade vai aproximar o público e abrir espaço para que a programação seja ainda mais relevante na vida de quem acompanha a nossa emissora”.

Desafios para as emissoras evangélicas

Apesar do entusiasmo, Medeiros alerta que a adoção da tecnologia deve manter o foco na missão central. “É preciso pensar em como esses recursos vão dialogar com a missão principal das emissoras, que é anunciar a Palavra. A tecnologia não pode ser vista apenas como inovação, mas como uma ferramenta a serviço da evangelização”, concluiu.

Com o decreto presidencial já em vigor, o mercado começa a se mobilizar para se adaptar ao novo padrão. No campo evangélico, a expectativa é que a TV 3.0 seja usada não apenas como vitrine tecnológica, mas como instrumento de fortalecimento da fé e expansão da mensagem de Cristo em todo o Brasil.

Folha Gospel com informações de Comunhão

Cristãos no Irã vivem sob espionagem e perseguição, mas resistem com fé

Bandeira do Irã (Foto: Canva Pro)
Bandeira do Irã (Foto: Canva Pro)

Se as autoridades no Irã conseguem prender um cristão, elas querem descobrir redes cristãs inteiras. “O serviço de inteligência ou a Guarda Revolucionária primeiro vasculham o computador de um cristão preso e outros dispositivos para descobrir com quais cristãos ele esteve em contato”, diz Mansour Borji, da organização de direitos humanos Article 18.

Os perseguidores também tentam obter os nomes dos cristãos de outras maneiras. “Às vezes, acontece de cristãos desabarem quando são interrogados. Durante os interrogatórios, suas famílias são ameaçadas, a menos que colaborem. Isso significa que precisam revelar informações sobre outros cristãos”, continua Mansour.

O governo também treina especificamente espiões para se infiltrarem nas igrejas domésticas. Eles fingem curiosidade e fazem perguntas sobre a fé cristã, o que lhes dá acesso às igrejas domésticas e permite que descubram quem está se reunindo.

A constante ameaça de vigilância e espionagem coloca os cristãos em um dilema: eles querem levar as pessoas a Jesus, mas, ao mesmo tempo, precisam proteger suas reuniões. É por isso que novos cristãos ou pessoas interessadas na fé geralmente não são convidados para a igreja doméstica imediatamente, mas alguém se encontra com eles em um pequeno grupo e em um local público.

Mehrdad (pseudônimo), um cristão iraniano, explica que uma pessoa solteira geralmente é o primeiro ponto de contato para potenciais novos cristãos. “Tentamos não colocar em risco a vida de quem tem esposa e filhos”, explica ele. Muitas reuniões e conversas são realizadas para verificar se a pessoa é realmente confiável, só então ela é convidada para a igreja doméstica.

Como acolher novos cristãos sem abrir mão da segurança?

De qualquer forma, os cristãos dependem da orientação de Deus. “Aconteceu várias vezes de detectarmos alguém que queria se infiltrar em nosso grupo, mas percebemos que a pessoa estava apenas repetindo frases que havia decorado e que não tinha um interesse verdadeiro. Deus nos guiou para que reconhecêssemos essas pessoas”, diz o pastor Iman.

O que a pressão constante faz com os cristãos? Como é saber que cada reunião da igreja doméstica pode terminar em prisão e tortura? “Não é como em outros países, onde você pode cantar alto, levantar as mãos e se sentir livre. Vivemos com medo de baterem na porta. Com medo de alguém ouvir. A regra mais importante: crie um plano de fuga para cada reunião. Toda vez que a campainha toca, as pessoas ficam alertas: talvez seja apenas alguém da igreja doméstica que está atrasado! Mas os cristãos estão sempre prontos para fazer suas Bíblias e computadores desaparecerem rapidamente ou fugir”, diz Mehrdad.

E, no entanto, os cristãos continuam se reunindo, buscando comunhão, porque sabem que precisam uns dos outros. “Ver outros cristãos, comparecer diante de Jesus com eles, é como estar na prisão e, de repente, sentir o sol no rosto. Isso nos dá força e esperança e nos lembra que não estamos sozinhos, mas que pertencemos ao corpo de Cristo”, diz Mehrdad.

Fonte: Portas Abertas

Duas crianças morrem em tiroteio em escola católica durante missa matinal

Uma mulher abraça um policial do lado de fora da Igreja da Anunciação em Minneapolis, Minnesota. (FOX 9 Minneapolis-St Paul)
Uma mulher abraça um policial do lado de fora da Igreja da Anunciação em Minneapolis, Minnesota. (FOX 9 Minneapolis-St Paul)

Duas crianças, de oito e 10 anos, morreram depois que um atirador abriu fogo enquanto elas rezavam durante a missa matinal na escola.

O ataque, no qual outras 17 pessoas ficaram feridas, aconteceu às 8h30, horário local, na Escola Católica da Anunciação, em Minneapolis, Minnesota, na quarta-feira.

As crianças teriam sido alvejadas através das janelas da capela enquanto rezavam durante a missa que marcou o início do novo ano letivo. Três adultos estavam entre os feridos.

O suspeito foi identificado pela polícia como Robin Westman, 23.

O Papa Leão expressou sua “profunda tristeza” pela “terrível tragédia”.

Em um telegrama enviado ao Arcebispo Bernard Hebda de Minneapolis, o Papa expressou “suas sinceras condolências e a garantia de proximidade espiritual a todos os afetados por esta terrível tragédia, especialmente às famílias que agora sofrem a perda de uma criança”.

O comunicado acrescentou que o Papa estava rezando pelos feridos, socorristas, equipe médica e clérigos que cuidam de todos os afetados.

O novo semestre escolar tinha acabado de começar com o tema “Um Futuro Cheio de Esperança”, inspirado em Jeremias 29:11 .

O presidente dos EUA, Donald Trump, chamou o ataque de “sem sentido” e ordenou que todas as bandeiras americanas em prédios públicos fossem hasteadas a meio mastro até o pôr do sol de domingo em homenagem às vítimas.

Falando em uma coletiva de imprensa na quarta-feira, o chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, chamou o ataque de “uma tragédia impensável”.

Ele disse que o agressor “acabou tirando a própria vida nos fundos da igreja”.

“A crueldade e a covardia de atirar em uma igreja cheia de crianças são absolutamente incompreensíveis”, disse ele.

Ele continuou: “Nossos corações estão partidos pelas famílias que perderam seus filhos, por essas jovens vidas que agora lutam para se recuperar e por toda a nossa comunidade que ficou profundamente traumatizada por esse ataque sem sentido”.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Pastora Renallida admite que filho de 16 anos participou de conteúdos gravados por Hytalo Santos

Pastora Renallida Lima em entrevista ao Profissão Repórter e Hytalo Santos (Foto: Reprodução)
Pastora Renallida Lima em entrevista ao Profissão Repórter e Hytalo Santos (Foto: Reprodução)

O programa Profissão Repórter, da TV Globo, exibido na noite desta terça-feira (26), abordou as denúncias de adultização infantil nas redes sociais, tema que ganhou repercussão após manifestações do criador de conteúdo Felca. A reportagem destacou o caso dos influenciadores Hytalo Santos e seu marido, Euro, presos sob acusação de exploração e de expor adolescentes a situações inapropriadas.

Entre os entrevistados, chamou atenção o depoimento da pastora Renallida Lima, apresentada como ex-amiga de Hytalo e Euro. Ela relatou ter tido forte proximidade com a dupla, participando de momentos em família, de atividades religiosas e até mesmo fazendo uma tatuagem em homenagem aos dois — posteriormente apagada.

Renallida confirmou que seu filho, então com 16 anos, chegou a namorar uma das adolescentes que viviam na casa de Hytalo. Nesse período, o jovem frequentava a residência para reuniões de oração e chegou a aparecer em conteúdos gravados para as redes sociais do influenciador. A pastora afirmou, no entanto, que não autorizava todas as participações do filho, muitas vezes descobrindo os vídeos apenas após sua publicação.

Em um dos registros exibidos pelo programa, Hytalo pergunta se ela permitia que o filho fosse sozinho até sua casa, ao que Renallida responde, diante da câmera, que sim.

Questionada pelo Profissão Repórter, Renallida negou que o filho tenha morado com os adolescentes na casa de Hytalo. Segundo ela, o jovem passava apenas curtos períodos no local durante os três meses de namoro com a adolescente. Após o fim da relação, garantiu, ele se afastou totalmente do grupo.

Riscos da exposição digital

A edição reforçou o debate sobre os perigos da exposição de crianças e adolescentes no ambiente digital, destacando como a busca por engajamento pode ultrapassar limites e gerar consequências jurídicas, éticas e morais. O caso trouxe à tona novas reflexões sobre a responsabilidade de influenciadores e também dos responsáveis legais diante do alcance e do impacto das redes sociais na vida de menores de idade.

Fonte: Fuxico Gospel

Damares Alves anuncia que está com câncer

Damares Alves durante sessão da Comissão dos Direitos Humanos do Senado. (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)
Damares Alves durante sessão da Comissão dos Direitos Humanos do Senado. (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), de 61 anos, anunciou nesta quarta-feira (27) que está em tratamento contra um câncer de mama. O comunicado foi feito durante uma sessão da Comissão de Direitos Humanos do Senado, presidida por ela, e emocionou colegas parlamentares.

“Há um mês eu fui diagnosticada com câncer. Eu estou no enfrentamento da doença. Estou tomando a coragem de fazer este anúncio público. Requer muita coragem”, declarou a senadora, explicando que decidiu encerrar a reunião porque já estava em seu “limite físico”.

Diagnóstico precoce e cirurgia rápida

Damares relatou que recebeu o diagnóstico no dia 18 de julho e, em apenas 18 dias, conseguiu realizar todos os exames e a cirurgia para retirada do tumor. Cinco dias após o procedimento, voltou ao Senado para trabalhar.
“O diagnóstico precoce foi fundamental para estar como estou. Segunda-feira eu começo as radioterapias, mas eu já estou declarando vitória, já estou declarando que estou curada”, afirmou.

A revelação surpreendeu colegas da Casa. A senadora Dra. Eudócia (PL-AL), que estava presente na sessão, disse: “Senadora, muito me moveu seu relato e me assustou. Estou sem palavras aqui, mas quero te elogiar pelo seu posicionamento, por você ter tornado público e por você ter essa garra que você sempre teve”.

Fé como sustento e incentivo à prevenção

Nas redes sociais, Damares reforçou que sua fé foi essencial para atravessar o momento difícil.
“Minha fé foi meu maior alimento nesse período, e Jesus meu maior consolador. Destaco também que Deus me deu, aqui em Brasília, os melhores médicos do mundo e, como vocês repararam, não parei de trabalhar”, escreveu.

Ela disse que não pretende reduzir o ritmo de atividades no Senado, mesmo com a radioterapia prestes a começar:
“Fiz a cirurgia para retirada do tumor numa quinta-feira (31/7), na segunda (4/8) já estava trabalhando, presidindo uma audiência pública da Comissão de Direitos Humanos. Estou bem. Na próxima semana começo as sessões de radioterapia e não vou parar de trabalhar, sorrir, dar gargalhadas e lutar muito pelas crianças e pelo meu Distrito Federal.”

A senadora destacou ainda a importância de identificar o câncer precocemente e fez um apelo às mulheres:
“Estou passando muito bem por todo este processo pois tive diagnóstico precoce. Assim, quero incentivar todas as mulheres a se cuidarem. Façam o autoexame, busquem fazer a mamografia. Descobrir a doença ainda no começo é fundamental para evitar complicações.”

Apoio e solidariedade

Após o anúncio, diversos parlamentares e apoiadores se manifestaram publicamente, desejando força e pronta recuperação à senadora. As mensagens destacaram sua resiliência e a coragem de tornar pública a luta contra a doença.

Folha Gospel com informações de Comunhão

Otoni de Paula critica Malafaia e diz que Igreja Evangélica não é de Bolsonaro e nem de Lula

Otoni de Paula (MDB-RJ) é deputado federal e pastor evangélico. (Imagem: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)
Otoni de Paula (MDB-RJ) é deputado federal e pastor evangélico. (Imagem: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ), também pastor evangélico, fez duras críticas à atuação de Silas Malafaia após o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo se tornar alvo de investigação da Polícia Federal nesta semana. Em entrevista ao portal UOL, Otoni destacou que, em sua visão, o pastor arrastou a igreja evangélica para dentro de uma disputa política que não representa a fé cristã.

“Igreja não é Bolsonaro nem Lula”

Ex-bolsonarista, Otoni reforçou que continua se posicionando como conservador e de direita, mas afirmou que a igreja não pode ser confundida com partidos ou candidatos. Segundo ele, muitos fiéis estão “cansados” de ver o espaço religioso sendo usado em meio a embates ideológicos.

“Colocaram a igreja dentro de um balaio de gato da política e, quando ele [Malafaia] fala que o processo contra ele é uma perseguição, ele coloca a igreja mais ainda nesse balaio. Ainda que a nossa preferência tenha sido Bolsonaro [nas eleições de 2022], a igreja não é Bolsonaro, a igreja também não é Lula. A igreja é o evangelho.”

Otoni acrescentou que suas críticas buscam defender os fiéis que rejeitam a ideia de se tornarem massa de manobra política:
“Quando eu critico, estou falando com o povo evangélico que tem sido humilhado pela política. Estou conversando com o campo do crente que não é gado, que é a maioria. Eles querem a polarização de ideias, não a polarização de ídolos, de adoradores de Lula e Bolsonaro.”

O parlamentar negou que haja qualquer perseguição religiosa contra Malafaia.

“Não está havendo perseguição religiosa contra o pastor [Malafaia]. Se ele estivesse em um inquérito policial por ter orado, evangelizado em praça, seria perseguição religiosa, mas não é o caso. Em todo o tempo, ele atacou a Suprema Corte.”

Apoio evangélico e defesa pública

Desde a operação da PF, algumas lideranças evangélicas divulgaram notas em defesa de Malafaia. Para Otoni, entretanto, essas manifestações não surgiram de forma espontânea:

“Não foi feita nenhuma defesa natural. Todas essas defesas que foram publicadas, eu tenho certeza, foram cobradas. Muitos pastores têm receio de não se manifestar, porque ele [Malafaia] é um homem beligerante.”

A defesa de Malafaia também enviou comunicado à imprensa, no qual criticou a operação policial.

“Opinião não é crime, e cobrar governantes faz parte da vida democrática. Com mais de 40 anos de vida pública, o pastor Silas Malafaia sempre se pautou pela transparência, coerência e defesa intransigente do Brasil, não se curvando a pressões, e manterá firme sua voz em defesa do povo brasileiro”, dizia a nota.

A influência sobre Bolsonaro

As investigações da Polícia Federal indicam que Malafaia teria tentado “instigar” o ex-presidente Jair Bolsonaro a descumprir medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O pastor, por sua vez, nega ter influência sobre o ex-presidente e afirma que suas conversas refletem apenas sua “independência”.

Otoni discorda e avalia que a proximidade de Malafaia com a família Bolsonaro é evidente.

“Mesmo depois de ter sido xingado [de babaca], o Eduardo Bolsonaro gravou um vídeo dizendo ‘tamo junto’ para o Malafaia. Ele não fez o mesmo nem para o próprio pai. Isso mostra como o poder de influência dele é forte com a família.”

O comentário do deputado faz referência a áudios revelados pela PF, em que Malafaia critica duramente Eduardo Bolsonaro.

“Vem teu filho babaca falar merda e dando discurso nacionalista. Dei um esporro, mandei um áudio para ele de arrombar e disse: ‘A próxima que tu fizer, gravo um vídeo e te arrebento’. Falei para o Eduardo.”

Em outro trecho, Malafaia teria dito a Bolsonaro:

“Esse seu filho Eduardo é um babaca, inexperiente, que está dando a Lula e à esquerda o discurso nacionalista, e ao mesmo tempo te ferrando. Um estúpido de marca maior. ESTOU INDIGNADO! Só não faço um vídeo e arrebento com ele por consideração a você. Não sei se vou ter paciência de ficar se esse idiota falar mais alguma asneira.”

Folha Gospel com informações de UOL

Ministério cristão celebra 100 milhões de conversões em mais de 90 países em 51 anos

O ministério, liderado pelo evangelista Daniel Kolenda, realiza ações ao redor do mundo para alcançar vidas para Jesus - Foto: Facebook/Christ for all Nations USA
O ministério, liderado pelo evangelista Daniel Kolenda, realiza ações ao redor do mundo para alcançar vidas para Jesus - Foto: Facebook/Christ for all Nations USA

O ministério Cristo para Todas as Nações (CfaN) anunciou que atingiu a marca de 100 milhões de pessoas alcançadas para Jesus desde sua fundação, em 1974. As conversões ocorreram em mais de 90 países, principalmente na África, por meio de cruzadas evangelísticas e iniciativas digitais.

Segundo o ministério, todas as decisões por Cristo foram registradas e os novos convertidos acompanhados por igrejas locais. “Isso é mais do que um número. Representa vidas eternamente transformadas pelo poder do Evangelho”, destacou.

Em rede social, o ministério também postou: “De campanhas massivas à divulgação digital, este número reflete décadas de trabalho incansável pelo Evangelho. Mais do que um número, cada decisão é uma alma, uma história, um novo começo”.

Já o evangelista Daniel Kolenda ressaltou sobre o marco histórico: “Celebramos este momento para dar glória a Jesus e honrar a obediência de Reinhard Bonnke, cuja visão de ver a ‘África salva’ se tornou um movimento global de conquista de almas, diferente de tudo na história moderna.”

Em 2024, quando completou 50 anos, o CfaN promoveu 50 cruzadas em uma semana no continente africano, alcançando centenas de milhares de pessoas. A ação integrou o projeto “Década da Colheita Dupla”, que tem como meta impactar 150 milhões de vidas até 2030.

“Acreditamos que a maior colheita ainda está por vir. Este marco não é a linha de chegada, mas um sinal do que Deus ainda fará”, afirmou Kolenda.

Desde sua criação, o CfaN tem se notabilizado pelas cruzadas em massa e pelo rigoroso acompanhamento dos novos convertidos, feito por meio de ‘cartões de decisão’, que permitem integrá-los às comunidades cristãs locais.

Fonte: Comunhão com informações de Mission Box

Centenas de cristãos estão presos condenados a pena de morte no Paquistão

Preso lendo a Bíblia na cadeia (Foto: reprodução)
Preso lendo a Bíblia na cadeia (Foto: reprodução)

Um estudo recente revelou que centenas de cristãos estão presos no Paquistão, acusados de violar as rígidas leis de blasfêmia do país, que punem com sentença de 10 anos de prisão até pena de morte qualquer suposta ofensa ao profeta Maomé.

Mais de 700 cristãos ainda aguardam a pena de morte no país, enquanto muitos outros permanecem presos sem qualquer previsão de libertação.

A incerteza e o sofrimento prolongado fazem parte da realidade enfrentada por essas comunidades religiosas.

Embora exista a possibilidade de redução de pena por meio da memorização do Alcorão ou da observância do jejum durante o Ramadã, muitos cristãos optam por permanecer firmes em sua fé, suportando punições severas em vez de renunciar a Cristo.

A maioria dos acusados pertence a minorias religiosas, como cristãos e hindus.

Tratamento cruel e discriminação

Segundo o Christian Daily International, esses prisioneiros enfrentam tratamento cruel e discriminação dentro do sistema judicial.

De acordo com estudos, muitas acusações de blasfêmia contra cristãos no Paquistão são infundadas. Após a condenação, eles enfrentam condições de vida extremamente duras nas prisões.

O relatório “Hope Behind Bars” (Esperança atrás das grades, em tradução livre), da Comissão Nacional para Justiça e Paz (NCJP), destaca que os cristãos condenados por blasfêmia enfrentam condições desumanas nas prisões, como falta de higiene, discriminação e maus-tratos.

Em um caso, 100 cristãos foram condenados por supostamente linchar dois muçulmanos, saquear e vandalizar propriedades em 2015.

Eles foram mantidos em uma cela usada anteriormente para pacientes com tuberculose, obrigados a beber água em recipientes de banheiro e limpar as mãos nas paredes por falta de sabão.

Os responsáveis pela prisão se recusaram a fornecer cobertores e outros itens essenciais aos cristãos detidos, embora esses mesmos recursos tenham sido disponibilizados a outros presos.

Leis de blasfêmia

A Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF) informou que as leis de blasfêmia do Paquistão são as segundas em gravidade, atrás apenas do Irã.

Muitas vezes, as acusações de blasfêmia no país são feitas sem que haja uma audiência judicial adequada, deixando os acusados vulneráveis a condenações arbitrárias e injustas.

Em 25 de junho, o cristão Ankwar Kenneth, de 72 anos, foi absolvido após passar 23 anos no corredor da morte.

Embora fosse um homem instruído e envolvido em debates religiosos com colegas muçulmanos antes de sua prisão, seu advogado apelou ao tribunal alegando que Kenneth sofria de distúrbios mentais.

A Suprema Corte do Paquistão ordenou sua libertação, afirmando que uma pessoa diagnosticada com instabilidade mental não pode ser responsabilizada por um crime.

Fonte: Guia-me com informações de ICC

Crianças retiradas de orfanato cristão em 2019 são libertadas, na Nigéria

Bandeira da Nigéria (Foto: Canva)
Bandeira da Nigéria (Foto: Canva)

Oito das 16 crianças retiradas de um orfanato cristão na Nigéria em 2019 foram libertadas este mês, após uma delas sofrer um colapso mental. As outras permanecem sob custódia do governo, com o prazo judicial para seu retorno ainda não cumprido.

As crianças foram apreendidas durante operações policiais e de combate ao tráfico em 25 e 31 de dezembro de 2019, tendo como alvo os orfanatos Du Merci, nos estados de Kano e Kaduna.

No total, 27 crianças foram retiradas das instalações, e 16 foram transferidas para o Lar Infantil Nasarawa, administrado pelo governo, na cidade de Kano, onde permaneceram por mais de quatro anos.

A libertação ocorreu na última quarta-feira, um dia depois de uma menina mais velha ter deixado o orfanato do governo e se dirigido ao escritório da Du Merci em Kano, informaram fontes à Christian Solidarity Worldwide . A equipe da instituição teria tido dificuldades para lidar com o problema de saúde mental dela, descrevendo comportamento errático, incluindo falar sozinha, arrumar seus pertences e exigir repetidamente que a deixassem voltar para “casa”.

Embora ela tenha sido levada de volta para a unidade administrada pelo governo, as autoridades a liberaram e outras sete crianças mais velhas no dia seguinte.

Um dia depois, todas as oito crianças se juntaram aos seus pais adotivos, os cofundadores da Du Merci, Professor Solomon Musa Tarfa e sua esposa, em sua casa em Plateau State.

Os oito menores permanecem sob custódia do Estado, com sua libertação pendente de revisão pelo Procurador-Geral do Estado de Kano de uma sentença de consentimento emitida pelo Tribunal Superior do Estado de Kano. Essa decisão, que permanece em vigor, exigia que todas as 16 crianças fossem devolvidas aos Tarfas até 19 de março de 2025.

Entre os que ainda estão detidos estão três crianças transferidas em janeiro de 2021 para uma instalação remota supostamente pertencente a um ex-governador de Kano. Elas teriam sido forçadas a recitar orações em árabe, frequentar uma mesquita e estudar o Alcorão. Seus nomes também teriam sido alterados.

Os Tarfas emitiram um comunicado agradecendo ao advogado por garantir a libertação parcial, mas continuam profundamente preocupados com as crianças ainda mantidas sob custódia do governo. Eles lançaram uma petição pedindo o retorno integral de todas as 16 crianças.

“Embora estejamos aliviados com o retorno das oito crianças, estamos alarmados que as mais novas, que mais precisam de cuidados e orientação parental, permaneçam no mesmo orfanato do governo onde as condições precipitaram o colapso mental do irmão mais velho”, disse o CEO da CSW, Scot Bower, em um comunicado. “É profundamente perturbador que as autoridades do estado de Kano continuem a desafiar a ordem do Tribunal Superior para sua libertação e, efetivamente, a deter essas crianças arbitrariamente. A ausência de seus irmãos mais velhos os deixa incrivelmente vulneráveis.”

Em 2021, o Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Detenção Arbitrária concluiu que as 16 crianças retiradas de Du Merci e seu pai adotivo haviam sido detidas sem justificativa legal. O grupo solicitou a libertação imediata e recomendou indenização e reparações nos termos do direito internacional.

Tarfa foi preso em dezembro de 2019 e mantido em prisão preventiva por cerca de um ano. Em junho de 2021, Taraf foi absolvido da acusação de sequestrar 19 crianças de seus responsáveis ​​legais. Em 2023, ele foi absolvido de uma segunda acusação de falsificação de um certificado de registro para seus orfanatos, alegação que ele negou.

Em um caso separado, agentes da mesma agência antitráfico em Kano teriam retirado oito crianças de um orfanato em Asaba, no estado do Delta, enquanto seu fundador frequentava a igreja. As crianças, supostamente cristãs igbo do sudeste da Nigéria que não falavam hausa, foram transferidas para o Lar Infantil Nasarawa em Kano, segundo a CSW.

Há relatos de que eles tiveram seus nomes trocados e estão sendo obrigados a frequentar uma mesquita.

A fundadora do orfanato de Asaba relatou a remoção à Comissária de Assuntos Femininos do Estado do Delta, que enviou uma carta ao escritório de Kano da agência antitráfico. A agência negou ter recebido a comunicação.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Justiça suspende lei que proibia banheiro neutro em igrejas de Belo Horizonte

Placa indicando banheiro neutro (Foto: Reprodução)
Placa indicando banheiro neutro (Foto: Reprodução)

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) decidiu suspender, em caráter liminar, a lei municipal de Belo Horizonte que autorizava igrejas e instituições religiosas a definirem o uso de banheiros com base exclusivamente no sexo biológico. A medida vale até o julgamento final da ação que questiona a constitucionalidade da norma.

A ação foi movida pelo Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual e Identidade de Gênero (Cellos-MG), que argumentou que a legislação invadia competência da União e estimulava práticas discriminatórias, especialmente em escolas e espaços mantidos por entidades religiosas.

A Prefeitura da capital mineira informou que já foi notificada e cumprirá a decisão judicial.

A lei, de autoria da vereadora Flávia Borja (Democracia Cristã) — também pastora da Igreja Batista da Lagoinha — havia sido sancionada em novembro de 2023 pelo então prefeito Fuad Noman (PSD), falecido em março deste ano.

O texto estabelecia que “os templos de qualquer culto terão garantida a liberdade para atribuir o uso dos banheiros de suas dependências de acordo com a definição biológica de sexo, pela denominação ‘masculino’ e ‘feminino’, e não por identidade de gênero”. A norma também se estendia a escolas e eventos organizados por instituições religiosas.

Na análise do caso, o relator da ação, desembargador Kildare Carvalho, rejeitou os argumentos apresentados pela Câmara Municipal e pela Prefeitura. Em seu voto, apontou que a legislação municipal ultrapassava os limites constitucionais da competência legislativa e possuía caráter “discriminatório e excludente”.

Segundo Carvalho, a vedação criada pela lei “representa forma de exclusão e preconceito institucional que viola a dignidade das pessoas transgêneras e, ainda, o princípio da igualdade”. Para ele, impedir que pessoas trans utilizem o mesmo espaço destinado a outros cidadãos fere direitos fundamentais garantidos pela Constituição.

A decisão liminar foi acompanhada pelos demais integrantes do Órgão Especial do TJ-MG, que reforçaram a necessidade de suspender a aplicação imediata da norma até que o mérito da ação seja julgado.

Folha Gospel com informações de Folha de S. Paulo

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