Papua-Nova Guiné foi declarado oficialmente cristão em 2020 . (Foto: Reprodução / Bible Society)
Em uma decisão histórica, o Parlamento de Papua-Nova Guiné aprovou uma emenda constitucional que reconhece oficialmente a Trindade – Deus Pai, Jesus Cristo, o Filho, e o Espírito Santo – como Criador e Sustentador do universo.
A mudança foi feita no preâmbulo da Constituição e reafirma a identidade cristã da nação, localizada na Oceania.
Segundo o jornal The PNG Sun, a proposta foi aprovada com ampla maioria: 80 votos a favor e apenas 4 contra, após anos de consultas públicas lideradas pela Comissão de Reforma Constitucional.
Além da referência à Trindade, a emenda também declara a Bíblia como símbolo nacional, reforçando o papel histórico das igrejas cristãs na formação do país. Em 2020, o país foi declarado oficilamente cristão.
‘Retorno às raízes’
O primeiro-ministro James Marape, que é adventista do sétimo dia, afirmou que a medida representa um retorno às raízes espirituais da nação e um compromisso com valores cristãos.
“Estou feliz. Esta emenda constitucional finalmente reconhece nosso país como uma nação cristã. Isso reflete, na forma mais elevada, o papel que as igrejas cristãs desempenharam em nosso desenvolvimento como país”, disse ele.
A emenda também altera o Quinto Objetivo Nacional, reforçando os valores cristãos como parte da identidade do país.
Papel das igrejas
O primeiro-ministro enfatizou o papel essencial que as igrejas desempenharam na unificação da população diversificada da nação, composta por centenas de línguas e culturas distintas.
“As igrejas cristãs ancoraram a unidade e a união de nosso país. Eles precederam o governo em muitas áreas, fornecendo serviços essenciais onde o governo estava ausente. Os missionários chegaram aqui há mais de 150 anos e continuam a servir nosso povo hoje”, acrescentou.
Apesar da forte aprovação, a mudança gerou reações diversas. Líderes cristãos celebraram a decisão como um marco espiritual, esperando que ela promova harmonia nacional e ajude a combater violência e corrupção.
Por outro lado, vozes como a do bispo católico Giorgio Licini alertam que a medida pode gerar desilusão, caso não seja acompanhada de ações concretas.
Apesar da mudança constitucional, as garantias de liberdade religiosa permanecem intactas.
O Artigo 45 da Constituição continua protegendo o direito de consciência, pensamento e religião, assegurando que cidadãos de outras crenças não sejam prejudicados pela mudança.
Cristão em uma igreja no Vietnã (Foto: Portas Abertas)
No dia 02 de setembro foi comemorado o Dia da Independência do Vietnã, uma data muito importante para os vietnamitas e para a igreja local, que clama por liberdade religiosa. Um dos muitos cristãos que fazem parte desse cenário é Hung (pseudônimo), que se converteu em 2022.
Hung sempre quis saber mais sobre Deus. Ele começou a frequentar a igreja próxima à sua casa e, depois de alguns meses, foi batizado. Sentindo-se revigorado por sua nova fé, ele retirou todos os altares que havia em sua casa.
Um ano depois de sua conversão, a família de Hung começou a persegui-lo, dizendo que ele abandonou a memória de sua esposa depois que ela faleceu. Os dois filhos de Hung lhe trouxeram uma foto da mulher, pedindo que ele fizesse um altar e acendesse incensos para ela. Hung não atendeu ao pedido.
“Os filhos fizeram tanta pressão sobre Hung, com xingamentos e chantagens, que ele desistiu da fé em Jesus”, conta um dos parceiros de campo da Portas Abertas próximo a Hung.
Desde o Natal, Hung estava tão deprimido com a situação que decidiu parar de frequentar a igreja. Nosso parceiro pede orações: “Por favor, orem para que a semente do evangelho floresça novamente no coração de Hung. Que ele volte à igreja e seja capaz de influenciar seus filhos e toda a sua família a receberem Jesus como salvador”.
Ore também por outros cristãos vietnamitas que, assim como Hung, são pressionados pela família a abandonar a fé cristã. Que a fé desses irmãos seja fortalecida e eles encontrem apoio de outros cristãos para levar o evangelho aos seus entes queridos.
Conteúdo sensível: o texto a seguir contém relato de violência sexual.
A violência contra as mulheres tem sido uma das formas mais comuns de perseguição aos cristãos em países da África Subsaariana. Um exemplo do que vem acontecendo no continente é a história de Rifkatu, que estava casada há um mês com o pastor Zamai quando foi sequestrada por extremistas da etnia fulani na Nigéria. A família já havia se mudado do vilarejo por causa dos ataques dos jihadistas, mas, com a falta de alimentos, retornou à antiga casa apenas para colher os legumes e verduras que restaram no campo.
Zamai saiu para levar o pai idoso e a irmã mais nova para a nova casa em uma motocicleta, enquanto Rifkatu e sua cunhada permaneceram na antiga residência. Elas foram encontradas por extremistas fulani e tentaram fugir, mas foram cercadas e raptadas. “O homem que me levou na moto perguntou por que eu estava chorando. Eu disse que era casada, mas ele respondeu: ‘Se seu marido fosse forte, ele a teria resgatado das nossas mãos’”, conta a cristã.
As duas mulheres foram levadas para uma casa abandonada e abusadas por vários homens. No dia seguinte, chegaram ao acampamento dos militantes e a violência sexual continuou. “No acampamento, não vi nenhum muçulmano entre todos os que foram sequestrados”, relembra Rifkatu. Apesar da grave violência enfrentada, ela confiava em Deus e sabia que seu marido estava intercedendo por ela.
Para tentar se proteger dos abusos, Rifkatu disse que estava grávida, mas não adiantou. Até que começou a sentir fortes dores no estômago e cuspir sangue. Então, seus raptores temeram que ela tivesse um aborto espontâneo. Caso isso acontecesse, eles acreditavam que o sangue poderia dar azar e expô-los aos inimigos.
O chefe dos jihadistas soube do ocorrido e foi até o acampamento. “Ele me perguntou: ‘Eles abusaram de você?’. Eu disse que sim, então ele se desculpou pelo ocorrido e prometeu me levar para casa sem necessidade de pagamento de resgate”, relembra a cristã.
O líder do grupo levou Rifkatu e sua cunhada para uma igreja em uma vila próxima, de lá, elas voltaram para casa. O pastor Zamai lembra da ocasião: “No dia em que minha esposa voltou para casa, meu coração se encheu de alegria. Deus havia respondido à minha oração por sua libertação”.
De frente com o trauma
O trauma do que havia passado começou a transparecer em Rifkatu, a ponto de temer quando qualquer homem se aproximava dela, inclusive o marido. “Às vezes, quando estávamos juntos, ela ficava assustada e dizia que tinha medo de mim. Isso afetou nosso relacionamento”, explica o pastor.
Aos poucos, Rifkatu se acostumou com o marido, até que ficou grávida dois meses depois; mas, durante o parto, ela teve complicações e a filha nasceu com atraso no desenvolvimento.
A comunidade percebeu a situação do bebê e criou rumores sobre sua paternidade. “Ao perceberem a condição da nossa filha, as pessoas começaram a espalhar boatos de que ela pertencia aos fulani. Começaram a pensar que nossa bebê era uma criança má”, lamenta Zamai.
As fofocas sobre a família tornaram a vida de Rifkatu mais dolorosa e mudou até o comportamento de algumas pessoas da igreja. “As mulheres não entram na minha casa porque acham que, se minha filha as vir, darão à luz um bebê com a mesma condição”, conta.
Vítimas de violência sexual na África Subsaariana descobrem que, ao retornarem para casa, são tratadas com desconfiança, como se o tratamento brutal sofrido as tivesse contaminado. É por isso que a violência sexual é usada contra cristãos – o resultado do abuso se estende além do indivíduo, destruindo famílias e comunidades cristãs.
Aplicativo da Bíblia YouVersion (Foto: Reprodução)
Pela primeira vez, mais cópias digitais das Escrituras foram compartilhadas do que versões impressas, disse a United Bible Societies Fellowship (UBS).
Em seu relatório de Estatísticas de Distribuição das Escrituras de 2024, o UBS afirmou que o número de Bíblias impressas distribuídas em todo o mundo caiu de 24,2 milhões em 2023 para 22,5 milhões no ano passado. No entanto, o número de Bíblias online distribuídas foi de 25,9 milhões, superando as cópias físicas pela primeira vez.
Talvez não seja surpresa que os países com as maiores populações tenham recebido o maior número de cópias físicas da Bíblia. O Brasil liderou a lista com 4,2 milhões, seguido pela Índia com 1,8 milhão e pela China com 1,6 milhão, relata o Evangelical Focus.
Cerca de metade das Bíblias impressas estavam em apenas três idiomas, sendo o espanhol o mais comum, com 4,5 milhões, 4 milhões em português e 3,2 milhões em inglês.
Com a crescente importância do mercado digital para a Bíblia, o relatório do UBS agora também inclui detalhes adicionais sobre interações online com as Escrituras.
Em 2024, houve 28,3 bilhões de visualizações de capítulos em aplicativos da Bíblia e 1,3 bilhão de visualizações de áudio. O relatório observou que a demanda por aplicativos da Bíblia estava crescendo devido à crescente preferência por métodos de comunicação digital.
Dirk Gevers, Secretário Geral da UBS, disse: “Cada Bíblia distribuída, independentemente do formato, possibilita uma conexão importante entre a Palavra viva de Deus e uma pessoa que anseia por verdade, conforto ou mudança”.
Ele acrescentou: “continua sendo nossa tarefa administrar fielmente as Sagradas Escrituras para que todas as pessoas possam ter acesso à Palavra de Deus em sua própria língua e no formato de sua preferência”.
O UBS também detalhou sua própria contribuição para a disseminação da Palavra de Deus. O grupo imprimiu 2,6 bilhões de exemplares das Escrituras na última década, incluindo 276,9 milhões de Bíblias, 102,3 milhões de cópias do Novo Testamento e 2,2 bilhões de trechos e seleções das Escrituras.
Folha Gospel com informações de The Christian Today e Evangelical Focus
Intervalo bíblico realizado em escola estadual de Pernambuco (Foto: Reprodução/Instagram)
A Câmara de Vereadores do Recife aprovou, nesta terça-feira (2), o Projeto de Lei nº 205/2024, que institui o chamado “intervalo bíblico” em escolas públicas e privadas da capital pernambucana. A proposta, de autoria do vereador Luiz Eustáquio (PSB), permite que estudantes cristãos se reúnam nos intervalos para “professar sua fé” em encontros religiosos.
O texto foi aprovado em duas votações: a primeira, com 22 votos a favor e três contrários; e a segunda, em votação simbólica. Agora, segue para análise do prefeito João Campos (PSB), que pode sancionar ou vetar a medida.
A iniciativa integra a “Política de combate à intolerância religiosa no ambiente escolar”, estabelecendo que os encontros não devem interferir na grade curricular. Porém, o projeto se tornou alvo de polêmica após a retirada do Artigo 2º, que previa ações extracurriculares sobre tradições religiosas diversas, incluindo povos indígenas, judaico-cristãos e comunidades de matriz africana.
Divergências no plenário
A vereadora Cida Pedrosa (PCdoB), que votou contra junto com Kari Santos (PT) e Jô Cavalcanti (PSOL), criticou a exclusão do artigo.
“Acho que a liberdade ao culto é absolutamente necessária. Essa lei passou a ter um problema, quando o artigo segundo dela foi retirado. No Artigo 2º, dizia que se garantia a liberdade inter-religiosa”, afirmou Cida, ressaltando que a mudança deixou de contemplar religiões não cristãs.
Já o autor da proposta, Luiz Eustáquio, defendeu que a lei não restringe a prática a apenas uma fé.
“Os vereadores da cidade do Recife tiveram esse entendimento e estão fazendo essa lei nesse momento para o povo, para todo o povo religioso, mas nesses casos, no nosso, que nos moveu, pelo povo evangélico”, declarou.
Ele ainda negou que a retirada do artigo abra espaço para discriminação:
“Segundo a lei orgânica do município, é proibido que os vereadores determinem o formato e é por isso que a legislação de Justiça tirou esse artigo. Mas foi garantido, no final, o seguinte: que todo aluno não pode sofrer, de forma alguma, perseguição religiosa no ambiente escolar”.
Origem da proposta
O projeto começou a tramitar em outubro de 2023, após o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) abrir inquérito para apurar denúncias do Sintepe (Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação) sobre pregações evangélicas em escolas.
Uma emenda aprovada no texto determina que, nas instituições de ensino confessionais, a aplicação da lei deve respeitar a orientação religiosa e ideológica de cada escola.
Terremoto no Afeganistão deixa mais 1,4 mil mortos e 3 mil feridos. (Foto: X/@IOMAfeganistão)
O Afeganistão enfrenta uma das piores tragédias recentes após o terremoto de magnitude 6 que atingiu a região leste do país no último domingo (31). O balanço atualizado nesta terça-feira (2) pelo porta-voz do Taleban, Zabihullah Mujahid, aponta ao menos 1,4 mil mortos e mais de 3 mil feridos, número que pode aumentar conforme as equipes de resgate avançam em áreas isoladas.
O tremor destruiu aldeias inteiras, onde casas de barro e madeira desabaram com facilidade, soterrando famílias enquanto dormiam. O terreno montanhoso dificulta o acesso das equipes, obrigando autoridades a recorrer a helicópteros para evacuar os feridos. De acordo com a ONU, a taxa de vítimas pode crescer de forma exponencial à medida que novas regiões são alcançadas.
Além das dificuldades naturais, a tragédia ocorre em um cenário já crítico para o país, que enfrenta cortes na ajuda internacional, crise econômica e forte restrição de direitos sob o regime do Taleban. O coordenador da ONU no Afeganistão, Indrika Ratwatte, alertou que a comunidade internacional precisa agir rapidamente. “São decisões de vida ou morte, enquanto corremos contra o tempo para chegar às pessoas”, declarou.
Entre as organizações que se mobilizaram está a Christian Aid, que anunciou a liberação imediata de £ 50 mil para apoiar os esforços emergenciais por meio da Organização para Coordenação de Assistência Humanitária (OCHR). A entidade britânica também lançou uma campanha global de arrecadação para ampliar o socorro às vítimas.
Segundo Yaqoob Rauf, gerente interino da Christian Aid no país, os recursos têm sido usados para fornecer água potável, alimentos, abrigo e itens básicos. Ele ressaltou que mulheres e meninas estão entre os grupos mais vulneráveis neste momento. “Este é um golpe devastador, que se soma à crise econômica persistente e ao terremoto de Herat em 2023. Mesmo antes desta tragédia, a população já vivia sob imensa pressão”, disse.
A ONU informou que mais de 420 unidades de saúde no Afeganistão foram fechadas ou suspenderam atividades por falta de recursos, incluindo 80 na região leste, epicentro do terremoto. A precariedade da rede hospitalar sobrecarrega as estruturas ainda em funcionamento, que operam com poucos suprimentos e profissionais.
O Taleban, reconhecido oficialmente apenas pela Rússia, pediu ajuda internacional, mas a resposta tem sido limitada diante de crises humanitárias concorrentes e da resistência de países doadores às políticas de repressão contra mulheres e meninas. Recentemente, os Estados Unidos cortaram parte do financiamento ao país, agravando o quadro de vulnerabilidade da população.
Em meio a tantas dificuldades, missionários e agências humanitárias destacam que a solidariedade internacional será crucial para evitar uma catástrofe ainda maior. Uma página especial foi criada pela Christian Aid para receber doações e disponibilizar orações em apoio às vítimas da tragédia.
Folha Gospel com informações de The Christian Today e Comunhão e Agência Estado
Logo da Spotify, serviço de streaming de música, podcast e vídeo, em um smartphone (Foto: Reprodução)
Um importante grupo antiexploração sexual nos EUA está pedindo ao Spotify que interrompa ou desative seu novo recurso de mensagem direta, que os defensores temem que possa facilitar o abuso ou aliciamento de menores por predadores por meio da plataforma.
O Spotify anunciou seus planos para o recurso Mensagens na semana passada, que visa fornecer um espaço para conversas individuais onde os usuários podem compartilhar músicas, podcasts, audiolivros e outros conteúdos entre si.
O novo recurso é gratuito para usuários premium com 16 anos ou mais, de acordo com a popular plataforma de música.
Em uma declaração fornecida ao The Christian Post após o anúncio do Spotify, Haley McNamara, diretora executiva e diretora de estratégia do Centro Nacional de Exploração Sexual (NCOSE, sigla em inglês), pediu ao Spotify que reconsiderasse permitir que adolescentes acessassem o recurso de DM.
“O Spotify deveria interromper o lançamento do novo recurso de mensagens diretas, visto que as mensagens diretas são a principal forma de predadores contatarem adolescentes. O Spotify tem um histórico de não priorizar a segurança infantil, tendo levado oito anos apenas para adicionar controles parentais básicos (Spotify Kids)”, afirmou McNamara.
Já houve casos de crianças vítimas de aliciamento e abuso no Spotify, e, inevitavelmente, isso vai piorar com o recurso de mensagens diretas. Todos os menores merecem ser protegidos contra danos online, e os adolescentes não estão imunes a esses danos quando completam 16 anos.
O NCOSE incluiu o Spotify em sua ” Lista dos Doze Sujos ” de 2024, que nomeia entidades que o órgão de fiscalização acredita que falharam em tomar medidas adequadas para proteger crianças e o público da exploração.
O órgão de vigilância antiexploração sexual relatou ter encontrado evidências de menores e adultos solicitando e compartilhando pornografia hardcore e deepfake, bem como imagens de automutilação e o que parecia ser material de abuso sexual infantil.
“Se o Spotify não reconsiderar permitir que jovens de 16 e 17 anos tenham acesso ao recurso de mensagens diretas, ele estará a caminho de se tornar um ponto crítico para exploração sexual infantil”, disse McNamara em seus comentários recentes sobre o novo recurso da plataforma.
Em resposta a uma pergunta do The Christian Post, um porta-voz do Spotify declarou que a plataforma começou a implementar um processo de garantia de idade no início deste ano, que exige que os usuários passem por um processo de verificação para confirmar sua elegibilidade para recursos com restrição de idade, incluindo Mensagens.
A plataforma também recebeu feedback de seu Conselho Consultivo de Segurança durante o desenvolvimento do recurso Mensagens, que, de acordo com o porta-voz, inclui especialistas globais em segurança infantil.
Sobre o novo recurso de mensagens diretas, o porta-voz disse que os usuários só poderão iniciar um bate-papo com amigos, familiares ou pessoas com quem já tenham compartilhado conteúdo do Spotify. Os usuários também terão controle sobre se desejam aceitar ou rejeitar uma mensagem, acrescentou o porta-voz.
Os usuários também podem denunciar conteúdo compartilhado, mensagens de texto ou contas, e podem bloquear outros usuários ou cancelar o recebimento de Mensagens, continuou o porta-voz do Spotify.
O Spotify insiste que verifica as mensagens em busca de abuso sexual infantil e material de aliciamento, e analisará o conteúdo do chat se um usuário denunciar conteúdo que viole seus Termos de Uso ou Regras da Plataforma.
Embora McNamara tenha reconhecido que as declarações do Spotify sobre a confirmação da idade parecem promissoras, ela descreveu as observações da plataforma como “potencialmente enganosas”. A defensora antiexploração sexual disse que as verificações de idade do Spotify estão sendo testadas apenas em “mercados selecionados” para pessoas com 18 anos ou mais.
McNamara também afirmou que os comentários públicos do Spotify sobre a verificação da idade dos usuários geralmente se referem ao consumo de conteúdo, como assistir a vídeos musicais.
Ela disse que não acredita que o Spotify tenha feito o suficiente para divulgar publicamente seus planos de verificar as idades dos usuários, principalmente no que diz respeito às Mensagens, que ela observou que podem ser acessadas por menores de 16 anos.
“Então, embora o Spotify possa ter planos secretos para eventualmente melhorar a restrição de idade em mensagens diretas, atualmente não há nenhuma evidência pública de que isso seja verdade”, disse ela ao CP.
“Se o Spotify se comprometesse a exigir uma verificação de idade rigorosa para acessar mensagens diretas e definisse a idade mínima em 18 anos, isso seria um avanço significativo para a proteção da criança, e nós o aplaudiríamos.”
McNamara citou dados publicados pela Internet Watch Foundation em março de 2024, que descobriram que três em cada cinco casos de extorsão sexual envolvem jovens de 16 e 17 anos.
“Permitir que menores recusem mensagens é bom, mas não é uma política de proteção à criança”, afirmou McNamara. “Predadores costumam usar mentiras, perfis falsos ou bajulação para contornar o julgamento de um menor e atraí-lo para trocas prejudiciais.”
“Em suma, embora esperemos ser provados errados, a abordagem atual do Spotify parece lamentavelmente insuficiente”, acrescentou. “Instamos que reavaliem a implementação de mensagens diretas, reforcem as proteções e priorizem verdadeiramente a segurança infantil. Se tomarem essas medidas, seremos os primeiros a aplaudir.”
Folha Gospel com informações de The Christian Post
Um cientista de Harvardafirmou que descobertas da física e da matemática são evidências de um projeto intencional que pode comprovar a existência de Deus.
Em uma entrevista recente, o Dr. Willie Soon, astrofísico e engenheiro aeroespacial, explicou que, já em 1928, cientistas previram a existência da antimatéria — uma descoberta que sugere que o universo foi “projetado” de forma intencional.
Ele relacionou isso ao chamado “argumento do ajuste fino”, no qual as leis da física e as condições do universo são ajustadas de maneira tão precisa que permitem a existência da vida. Segundo essa visão, a chance de tudo isso ter acontecido por acaso é extremamente pequena.
Além disso, Soon destacou que, logo após o Big Bang, matéria e antimatéria surgiram ao mesmo tempo. Como a antimatéria tem carga oposta à da matéria, se houvesse quantidades iguais das duas, elas se anulariam, e o universo não existiria.
O fato de existir muito mais matéria do que antimatéria é interpretado por alguns como um indício de que o cosmos foi organizado de forma proposital, justamente para possibilitar a vida.
‘Elétron extra’
O Dr. Soon também afirmou que há momentos na física ou na matemática que não têm conexão direta com o mundo real, porém, ainda assim, são verdadeiros. Ele citou a equação do professor de Cambridge, Paul Dirac, que quebrou as leis conhecidas da física.
De acordo com o Daily Mail, Dirac é considerado o “pai da antimatéria”, por descobrir acidentalmente sua existência antes de sua confirmação em 1932. Ele estava trabalhando para descobrir por que algumas partículas conseguem se mover mais rápido que a velocidade da luz. Até aquele momento, os cientistas tinham equações para elétrons lentos, mas as partículas subatômicas permaneciam um mistério.
Então, Dirac combinou a famosa equação E=mc de Albert Einstein com a equação de Schrödinger da mecânica quântica.
A fórmula de Einstein mostrou que nada que tenha massa pode viajar na velocidade da luz. Já outra equação, usada na física quântica, calcula a probabilidade de encontrar uma partícula em um certo lugar e em um determinado instante.
Quando Dirac tentou unir essas duas ideias em uma única fórmula, sua primeira solução não deu certo. Para resolver o problema, ele propôs a existência de um “tipo extra” de elétron, com energia negativa.
O resultado confundiu a comunidade científica, pois ninguém sabia o que significava esse elétron “extra” ou qual era sua finalidade.
Mesmo assim, a equação de Dirac ficou tão “simples e elegante” após essa adição que ele tinha convicção de que estava no caminho certo.
A matemática na construção do universo
Menos de 10 anos depois, cientistas que estudavam raios cósmicos na atmosfera terrestre encontraram, pela primeira vez, partículas de antimatéria — confirmando a hipótese de Dirac.
Essa descoberta levou a um novo ramo da física conhecido como teoria quântica de campos, que combina a teoria de campos e o princípio da relatividade com as ideias por trás da mecânica quântica. Em 1963, Dirac descreveu Deus como um “matemático de altíssima qualidade em periódicos científicos”.
“Parece ser uma das características fundamentais da natureza que as leis físicas fundamentais sejam descritas em termos de teoria matemática de grande beleza e poder, exigindo um padrão matemático bastante elevado para que alguém possa entendê-las”, explicou ele ao programa americano, Tucker Carlson Network.
E continuou: “Você pode se perguntar: por que a natureza é construída dessa forma? Só podemos responder que nosso conhecimento atual parece mostrar que a natureza é construída dessa forma. Simplesmente temos que aceitar isso. Talvez alguém pudesse descrever a situação dizendo que Deus é um matemático de altíssima ordem, e Ele usou matemática muito avançada na construção do universo”.
Conforme Dirac, muitos especialistas acreditam ter encontrado evidências de Deus no universo, como Richard Swinburne e Robin Collins, criadores do argumento do ajuste fino.
Entre as evidências apontadas estavam a força da gravidade, a proporção das massas de prótons e elétrons e a chamada constante cosmológica. No caso da gravidade, se fosse um pouco mais fraca, galáxias, estrelas e planetas nunca teriam se formado. Mas, se fosse um pouco mais forte, o universo poderia ter colapsado em um enorme buraco negro.
Da mesma forma, se a relação entre a massa do próton e do elétron fosse diferente, a química fundamental poderia entrar em colapso, impedindo a formação de moléculas complexas como o DNA.
Já a constante cosmológica, um termo presente nas equações da Relatividade Geral de Einstein, é o que define se o universo se expande ou se contrai.
Segundo os filósofos Richard Swinburne e Robin Collins, se fosse diferente, o universo teria se expandido rápido demais ou colapsado cedo demais, tornando impossível o surgimento da vida.
Sítio arqueológico de el-Araj, na Galileia, em julho de 2025. (Foto: Projeto de Escavação El Araj)
Uma equipe de arqueólogos israelenses, liderada pelo professor Mordechai Aviam do Kinneret College, acredita ter encontrado Betsaida – a antiga cidade natal do apóstolo Pedro e cenário de diversos milagres descritos no Novo Testamento.
A descoberta aconteceu após um incêndio de três dias revelar vestígios arqueológicos em El-Araj, na margem norte do Mar da Galileia.
Aviam, que também dirige o Instituto de Arqueologia da Galileia no Kinneret College, acredita que El-Araj corresponde à vila bíblica de Betsaida.
“O incêndio nos ajudou muito a entender o local”, disse Aviam em uma entrevista ao The Times of Israel.
“Após o incêndio, realizamos uma vistoria no terreno e constatamos que o local era muito maior do que imaginávamos”, continuou.
“Identificamos vestígios de casas particulares, bem como elementos arquitetônicos típicos de edifícios públicos, incluindo tambores de pilares, dois capitéis coríntios, dois capitéis dóricos e várias cornijas”, revelou.
Época de Jesus
Aviam acredita que os vestígios encontrados remontam ao período romano, época em que Jesus viveu em Israel.
Essa avaliação se baseia no estilo arquitetônico das ruínas descobertas na região. O professor também argumenta que os achados coincidem com a descrição da antiga vila feita pelo historiador judeu-romano Flávio Josefo, no século I d.C., em sua obra “Antiguidades dos Judeus”.
“Filipe [filho de Herodes, o Grande] elevou a vila de Betsaida, situada no lago de Genesaré, à dignidade de uma cidade, tanto pelo número de habitantes que continha quanto por sua grandeza, e a chamou pelo nome de Júlias, o mesmo nome da filha de César”, diz uma passagem na obra de Josefo.
“À luz do que Josefo diz, Betsaida não poderia ter sido uma vila pequena”, disse Aviam.
O acadêmico israelense revelou que vem conduzindo escavações na região em parceria com o professor Steven Notley, geógrafo histórico do Pillar College, em Nova Jersey, que iniciou os trabalhos e atua como codiretor do projeto.
Casa de Pedro e André
Ele contou que a equipe arqueológica encontrou uma antiga inscrição em grego, dedicada ao “Chefe e Líder dos Mensageiros Celestiais” e ao “Guardião das Chaves”, títulos tradicionalmente atribuídos a Pedro.
Apesar dos fortes indícios da descoberta, Aviam ainda é cauteloso em suas conclusões.
“Não temos provas de que esta era a casa de Pedro”, reconheceu ele, “mas os construtores podem ter acreditado que era a casa de Pedro e André. É exatamente como Cafarnaum, onde a igreja foi construída diretamente sobre o que chamavam de casa de Pedro. Pedro nasceu em Betsaida, mas se mudou para Cafarnaum porque sua esposa era de lá.”
“Entre os séculos III e IV, a vila judaica foi abandonada, possivelmente porque a elevação do nível do lago causou inundações”, explicou ele. “Mais tarde [no século V], os primeiros cristãos que chegaram ao local a identificaram [como Betsaida] e começaram a construir a igreja.”
Aviam explicou os desafios complexos que os arqueólogos enfrentam quando tentam descobrir o passado.
“A arqueologia é uma ciência da destruição, porque quando você expõe algo, ele começa a se deteriorar”, argumentou. “Portanto, se já temos as respostas de que precisamos, já temos certeza de que as estruturas são do período romano, entre o século I a.C. e o século I d.C., não precisamos [escavar] mais casas para provar isso”, acrescentou.
Um enorme muro descoberto na antiga Jerusalém foi identificado como parte da engenharia original que formou o Tanque de Siloé, o local onde se diz que Jesus curou um cego. Arqueólogos descreveram a descoberta como uma rara ligação física com um local citado no Evangelho de João.
A estrutura de 12 metros de altura, datada de cerca de 2.800 anos atrás, fazia parte de um sofisticado sistema hidráulico que ajudava a canalizar água da Fonte de Giom para a piscina.
Arqueólogos que escavaram o local conseguiram datar por radiocarbono materiais orgânicos incrustados na argamassa, incluindo galhos e gravetos, confirmando a construção durante o período do Primeiro Templo, informou o The Telegraph.
O diretor da escavação, Itamar Berko, da Autoridade de Antiguidades de Israel, foi citado dizendo que o muro oferece “vestígios tangíveis” de um local conhecido há muito tempo apenas por meio de referências bíblicas. Ele afirmou que a descoberta se trata de uma enorme barragem construída durante os reinados dos reis Joás e Amazias.
Berko acrescentou que a escala e a preservação da estrutura revelam as capacidades de engenharia dos antigos moradores de Jerusalém.
A barragem tem mais de 8 metros de largura e mais de 20 metros de comprimento. Foi projetada para captar e direcionar o escoamento pluvial para uma bacia central, servindo tanto como reservatório de água durante a seca quanto como barreira contra inundações repentinas no Vale do Tiropeão. Caso contrário, o fluxo teria escoado sem controle para o Vale do Cedron e para o Mar Morto.
O local corresponde à Piscina de Siloé descrita no Evangelho de João, no Novo Testamento, onde Jesus envia um cego para lavar os olhos e recuperar a visão.
A piscina provavelmente era sustentada pela parede da barragem, que agora foi descoberta. Embora há muito tempo associada à tradição religiosa, vestígios físicos da origem da piscina permaneceram desconhecidos até hoje.
Arqueólogos afirmaram que a datação da estrutura coincide com períodos de condições climáticas erráticas, incluindo baixa pluviosidade pontuada por tempestades curtas e intensas, oferecendo uma visão sobre os desafios ambientais enfrentados pelo Reino de Judá. Eles explicaram que a barragem pode ter sido uma resposta estratégica a tal crise climática.
O Ministro do Patrimônio, Rabino Amichai Eliyahu, disse que a descoberta revela a engenhosidade tecnológica dos engenheiros da antiga Jerusalém e apoia relatos históricos dos desafios ambientais da época.
“A exposição da maior barragem já encontrada em Israel, no coração da antiga Jerusalém, é uma evidência tangível da força do Reino de Judá e da criatividade de seus reis em lidar com os desafios naturais e ambientais”, disse ele. “Já há 2.800 anos, os moradores de Jerusalém encontraram maneiras sofisticadas de aplicar engenhosidade extraordinária da engenharia e conceber soluções criativas para uma grave crise climática.”
As descobertas serão apresentadas formalmente na 26ª Conferência de Estudos da Cidade de David, no início do mês que vem, sob o título “A Piscina Perdida – O Enigma de Siloé”.
A apresentação ocorre após anúncios oficiais anteriores reconhecendo a importância do local e os planos de abri-lo ao público.
Em dezembro de 2022, o prefeito de Jerusalém, Moshe Lion, declarou : “A Piscina de Siloé, no Parque Nacional da Cidade de Davi, em Jerusalém, é um local de importância histórica, nacional e internacional. Após muitos anos de expectativa, em breve começaremos a descobrir este importante local e o tornaremos acessível aos milhões de visitantes e turistas que visitam Jerusalém todos os anos.”
No Facebook , a Autoridade de Antiguidades de Israel publicou um artigo sobre outra escavação. Arqueólogos descobriram o que acreditam ser alguns dos pavios de lâmpadas mais antigos conhecidos no mundo. Os fragmentos têxteis orgânicos, datados da Idade do Bronze Intermediária, por volta de 2500-2000 a.C., foram descobertos preservados dentro de lâmpadas de barro enterradas em túmulos perto da cidade de Yehud.
As lâmpadas foram descobertas durante obras supervisionadas pela Autoridade de Terras de Israel e encontradas ao lado de cerâmica, ossos de animais, armas de metal e joias. Os pavios foram preservados porque foram selados dentro das lâmpadas e usados durante as cerimônias fúnebres.
A presença de fuligem nos pavios testados sugere que eles eram usados ativamente durante rituais funerários. Os diretores da escavação, Gilad Itach, Yossi Elisha e Yaniv Agmon, explicaram que o fogo tinha significado ritual e simbólico nas práticas funerárias no antigo Oriente Próximo, e que a expressão “Ner Neshama”, ou chama da alma, pode ter suas raízes nessa tradição.
Folha Gospel com informações de The Christian Post