Um homem de 33 anos foi morto a facadas por seu pai, de 62 anos, em 28 de janeiro, no distrito de Iganga, leste de Uganda. O motivo do crime seria a recente conversão da vítima do islamismo para o cristianismo. Segundo informações do Morning Star News, Hamba Juma, como foi identificado o falecido, deixou o Islã para seguir Jesus, o que teria motivado o ataque por parte de seu pai, Hamba Ahammada.
A viúva da vítima, Nangobi Mariati, relatou que ela e seu marido haviam ido plantar arroz e, ao retornarem, encontraram o sogro em casa. Após o jantar, o acusado teria solicitado um facão ao filho de 12 anos e, em seguida, chamado Hamba Juma. Ao se aproximar, o pai desferiu diversos golpes de facão contra o filho e fugiu. Nangobi Mariati descreveu a ação como planejada, pois o sogro não foi encontrado após o crime.
A viúva declarou que seu marido foi assassinado por terem aceitado Jesus, afirmando que o sogro e outros familiares proferiam insultos e ameaças de morte por eles terem abandonado o Islã. Uma vizinha mencionou ter visto uma motocicleta saindo em alta velocidade da região logo após o ocorrido, levantando suspeitas de que alguém possa ter auxiliado o agressor a fugir. Apesar dos gritos de socorro, Hamba Juma foi declarado morto ao chegar ao hospital.
O Morning Star News informou que, até o momento, a polícia de Uganda não realizou qualquer investigação sobre o caso.
A Constituição do país assegura a liberdade religiosa, incluindo o direito de conversão e de propagação da fé. Contudo, o incidente se soma a uma série de perseguições contra cristãos documentadas pela organização. Muçulmanos representam cerca de 12% da população ugandense, com maior concentração nas áreas orientais do país.
Conservadores foram colocados dentro de latas em desfile de escola de samba (Foto: Reprodução Globoplay)
A Procuradoria-Geral da República (PGR) foi acionada por parlamentares que acusam a escola de samba Acadêmicos de Niterói de promover a ridicularização de evangélicos durante seu desfile no carnaval do Rio de Janeiro.
Os senadores Magno Malta (PL) e o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL) apresentaram queixas formais após a agremiação exibir uma alegoria que retratou famílias como “neoconservadores em conserva” e associou religiosos a objetos enlatados. Os representantes religiosos argumentam que a apresentação ultrapassou os limites da manifestação artística, configurando ridicularização pública e discriminação religiosa.
Durante o desfile do Grupo Especial, a escola homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e apresentou famílias em latas de conserva, com exemplares de “Bíblias” em mãos. Uma ala específica representou evangélicos com o termo “neoconservadores em conserva”, utilizando fantasias de latas com a imagem de uma família tradicional. Alguns integrantes portavam um livro vermelho com uma cruz dourada, remetendo à Bíblia. A mesma alegoria incluiu figuras associadas ao agronegócio, a mulheres ricas e a defensores da ditadura militar, vinculando todos esses perfis ao que a escola nomeou como “neoconservadorismo”.
Na queixa-crime apresentada à PGR, Magno Malta classificou o episódio como discriminação religiosa, citando o artigo 20 da Lei 7.716/1989. Ele declarou no documento que a representação visual equiparou fiéis evangélicos a “objetos enlatados”, em uma narrativa depreciativa associada a rótulos ideológicos, expondo o grupo religioso a escárnio coletivo. Rodolfo Nogueira, por sua vez, solicitou a punição dos responsáveis pela escola pelo crime de ultraje a culto, previsto no artigo 208 do Código Penal, que descreve o ato de escarnecer publicamente alguém por motivo de crença religiosa. O deputado argumentou que a exposição pública de natureza vexatória dirigida a pessoas identificáveis por sua crença atrai a tutela penal da liberdade religiosa.
Os parlamentares também levantaram a questão do recebimento de recursos públicos pela escola de samba e solicitaram investigações sobre possível propaganda eleitoral antecipada, abuso de poder e uso indevido de verba estatal.
Em repúdio divulgado na terça-feira (17), a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Rio de Janeiro (OAB-RJ), também condenou o desfile da Acadêmicos de Niterói, classificando a representação dos evangélicos como intolerância religiosa e prática de preconceito religioso dirigido aos cristãos. A OAB-RJ reafirmou que a liberdade religiosa é um direito fundamental e pilar do Estado Democrático de Direito, protegido pela Constituição Federal e por tratados internacionais, e que qualquer conduta de intolerância ou discriminação religiosa representa uma afronta direta à ordem constitucional e aos compromissos internacionais do país.
Presidente Jair Bolsonaro abraça o bispo Robson Rodovalho (Foto: Arquivo Pessoal)
O pastor Robson Rodovalho, fundador da Igreja Sara Nossa Terra, esteve presente na Papudinha, unidade de custódia da Polícia Militar do Distrito Federal, para cumprir uma assistência pastoral agendada com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em suas impressões, Rodovalho descreveu Bolsonaro como “assustado” em decorrência de uma crise de pressão alta e soluços que o afetou no dia anterior à visita.
O ex-chefe do Executivo cumpre pena no local por tentativa de golpe de Estado. Rodovalho comunicou que, apesar de perceber um “pouco mais equilibrado no que diz respeito aos soluços”, o ex-presidente demonstrava apreensão. A preocupação se deu após a ocorrência de um “pico de pressão” enquanto realizava atividades físicas em sua cela nesta segunda-feira, 16.
Segundo a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, o quadro já estava estável, assim como o relatado pelo fisioterapeuta do ex-presidente, que mencionou a fadiga e o cansaço decorrentes dos soluços.
O pastor salientou a “necessidade iminente” de que Jair Bolsonaro receba cuidados médicos e emocionais em sua residência, visando facilitar tratamentos e fortalecer seu estado psicológico. A defesa do ex-presidente formalizou um pedido de prisão domiciliar em caráter humanitário ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, em 11 de fevereiro, citando a “progressiva deterioração do quadro clínico” e os riscos associados à sua permanência no ambiente prisional.
Documentos apresentados pela defesa incluem um laudo da perícia médica da Polícia Federal e dois pareceres técnicos do médico Cláudio Birolini. Estes apontam para a necessidade de análise dos “sintomas neurológicos” de Bolsonaro e a incompatibilidade de seu estado de saúde com o local de detenção.
O ex-presidente, transferido para a Papudinha em 15 de janeiro por determinação de Moraes, enfrenta um quadro de multimorbidade grave, que inclui hipertensão arterial sistêmica, síndrome da apneia obstrutiva do sono grave, obesidade clínica, aterosclerose sistêmica, doença do refluxo gastroesofágico, queratose actínica e aderências intra-abdominais.
A defesa argumenta que a estadia na Papudinha, mesmo com medidas paliativas, representa um “incremento injustificável do risco à vida”, destacando a ausência de um ambulatório médico próprio no 19º Batalhão, onde se localiza o complexo, e a necessidade de um médico em regime de rodízio como UTI móvel.
Igrejas evangelizaram foliões durante o Carnaval. (Foto: Reprodução/Instagram/Bola de Neve Zona Norte - RJ).
Durante o feriado prolongado de Carnaval, diversas denominações cristãs se mobilizaram em várias cidades brasileiras para pregar o Evangelho em meio às festividades. Iniciativas como a “Batucada Abençoada” da Igreja Bola de Neve percorreram São Paulo e Rio de Janeiro, utilizando ritmos de samba para anunciar o amor de Deus.
Os voluntários, identificados por camisetas com a mensagem “Deus é a minha salvação”, também realizaram evangelismo pessoal e ofereceram orações aos foliões.
Em Ubatuba (SP), a ação da Bola de Neve na beira da praia impactou tanto quem trabalhava quanto quem aproveitava o feriado. A iniciativa resultou em decisões por Cristo e batismos no mar.
“Oramos e levamos a Palavra de Deus em meio ao caos do mundo. Muitos se reencontram com Jesus, decidiram seguir com Ele e até se batizaram. Dia de festa para Deus!”, celebrou a igreja em uma publicação.
A JOCUM (Jovens Com Uma Missão) também intensificou suas atividades evangelísticas pelo país. Utilizando trio elétrico e abordagens nas ruas, a organização empregou teatro, bateria de samba e louvores como ferramentas de evangelismo criativo. Crianças também foram alcançadas por meio de atividades recreativas, e ações sociais foram realizadas, como o café da manhã oferecido aos trabalhadores da limpeza urbana em Campo Grande (MS).
“Aqueles que limpam a cidade depois que a festa acaba. Com um simples café conseguimos manifestar o caráter de Deus e transmitir o seu amor e bondade para esses trabalhadores”, relatou a JOCUM Campo Grande.
Em São Francisco do Sul (SC), a JOCUM propôs o “Spa dos Pés” como uma demonstração do amor divino. “Oferecemos uma massagem nos pés no meio do carnaval. Recriamos um gesto de Jesus na rua. Cuidamos dos pés e Deus tocou corações”, descreveu uma voluntária.
O evangelista Lucas Oliveira, com outros jovens, também esteve presente nas ruas, abordando foliões fantasiados para anunciar o plano de salvação.
A iniciativa levou muitos a aceitarem Cristo e a se reconciliarem com o Senhor, com um caso notório de um homem que descartou bebida alcoólica após sua decisão. “Jesus tem feito algo precioso aqui no Carnaval. Em um cenário improvável, Jesus encontrou pessoas”, compartilhou Lucas em vídeo, incentivando outros a levarem a luz onde há escuridão.
Em São José (SC), a Assembleia de Deus também realizou pregações e orações nas ruas, visitando casas e comércios. “Foi lindo ver o que o Senhor fez: vidas foram salvas, pessoas confessaram a Cristo e testemunhamos o poder transformador do Evangelho em ação”, declarou o pastor Anderson Marcelo.
Já em Belo Horizonte (MG), a Oitava Igreja Presbiteriana promoveu um trio elétrico evangelístico, reunindo centenas de membros para proclamar a salvação em Jesus com faixas, louvores, danças e pregações ao longo das ruas da cidade.
Franklin Graham durante evento evangelístico na Argentina (Foto: BGEA)
Centenas de pessoas entregaram suas vidas a Jesus Cristo durante um evento evangelístico de dois dias realizado na cidade mais austral do mundo, em Ushuaia, na Argentina.
A iniciativa, liderada por Franklin Graham e a Billy Graham Evangelistic Association (BGEA) em parceria com igrejas locais, atraiu multidões em busca de renovação espiritual.
Em uma declaração divulgada no sábado, Graham, filho do renomado evangelista Billy Graham, expressou gratidão pelo desdobramento dos acontecimentos.
“A arena estava lotada, e louvamos a Deus pelo trabalho nos corações de centenas que tomaram a decisão de se arrepender de seus pecados e colocar sua fé em Jesus Cristo”, escreveu Graham, compartilhando imagens do evento.
Durante a primeira noite, Graham enfatizou a presença viva de Jesus para os presentes. Compartilhando a história bíblica do cego Bartimeu, o evangelista destacou a importância de clamar a Jesus em momentos de desespero. “Da mesma forma, não há nada que você possa fazer para se livrar de seus pecados. Você não pode se salvar. … Você virá a Cristo hoje?”, questionou Graham à plateia, incentivando a busca por salvação.
A mensagem ressoou profundamente entre os participantes. Gaby, que compareceu ao evento a convite de uma amiga, relatou uma conexão espiritual profunda. “Não consigo explicar, mas nunca senti isso antes… e quando o pastor Franklin pregou, senti que a mensagem era para mim. Senti que Deus estava me chamando para olhar para cima”, compartilhou.
Um participante identificado como Walter, que superou anos de vícios, falta de moradia e problemas crônicos de saúde, descreveu o evento como um ponto de virada em sua vida. “Eu simplesmente sabia que precisava me arrepender dos meus pecados. Deus tem sido tão bom comigo. Sei que é por causa Dele que não estou sofrendo frio ou fome. Sei que é hora de dar tudo a Ele”, declarou Walter, que deixou o evento com uma Bíblia e planos de frequentar uma igreja local.
No domingo, Graham reforçou a ideia de que a alma é o bem mais valioso que uma pessoa possui, pois foi criada à imagem de Deus. Ele explicou a distinção entre corpo e alma, afirmando que o corpo é feito de poeira terrena, enquanto a alma é a essência verdadeira do ser. O evangelista ofereceu uma mensagem de esperança, explicando que Jesus Cristo veio para salvar a humanidade e que a aceitação dessa salvação pela fé garante o perdão divino e a segurança da alma nas mãos de Deus.
O itinerário de Franklin Graham inclui futuras aparições em Lima, Peru, nos dias 7 e 8 de março; Madrid, Espanha, de 30 a 31 de maio; e Manchester, no Reino Unido, em 3 de outubro, continuando sua missão de evangelização global.
Reverendo Jesse Jackson, ativista dos direitos civis, nos EUA, morreu aos 84 anos (Foto: Reprodução)
O reverendo Jesse Jackson, ativista de longa data dos direitos civis e ex-candidato à presidência, que gerou controvérsia por seu ativismo político e conduta pessoal inadequada, faleceu aos 84 anos.
A família Jackson divulgou um comunicado anunciando que o pastor batista faleceu na manhã de terça-feira, deixando esposa, seis filhos e vários netos.
“Nosso pai era um líder servidor — não apenas para nossa família, mas para os oprimidos, os sem voz e os marginalizados em todo o mundo”, declarou a família Jackson.
“Compartilhamos ele com o mundo e, em troca, o mundo se tornou parte da nossa família. Sua crença inabalável na justiça, na igualdade e no amor inspirou milhões de pessoas, e pedimos que honrem sua memória continuando a luta pelos valores pelos quais ele viveu.”
O reverendo Jamal Bryant, pastor sênior da Igreja Batista Missionária Novo Nascimento de Stonecrest, Geórgia, chamou Jackson de “meu super-herói” em uma declaração enviada por e-mail.
“Enquanto outros garotos da minha idade queriam ser Michael Jordan, eu queria ser Jesse Jackson”, acrescentou Bryant. “Sua postura, paixão e propósito foram meu modelo. Na sexta série, eu usava um broche de ‘Jackson para presidente’ todos os dias e nunca mais olhei para trás.”
Jesse Louis Jackson nasceu em 8 de outubro de 1941, em Greenville, Carolina do Sul. Filho de uma mãe solteira adolescente, Jackson foi um aluno exemplar no ensino médio e, posteriormente, obteve um diploma de bacharel em sociologia pela Faculdade Agrícola e Técnica da Carolina do Norte em 1964. Ele concluiu seus estudos de pós-graduação no Seminário Teológico de Chicago na década de 1960 e, mais tarde, recebeu um mestrado honorário da instituição.
Jackson começou a se envolver como ativista enquanto era estudante na CTS, quando o Reverendo Martin Luther King Jr. veio a Chicago para lançar uma filial no norte da Conferência de Liderança Cristã do Sul.
Embora Jackson tenha subido na hierarquia do movimento, ele e King nem sempre se davam bem, de acordo com o Instituto de Pesquisa e Educação Martin Luther King Jr., da Universidade Stanford .
“Apesar dos elogios de King ao trabalho de Jackson, poucos dias antes de seu assassinato, King criticou Jackson por seguir sua própria agenda em vez de apoiar o grupo”, explicou o Instituto.
“Jackson, magoado com a desaprovação de seu mentor, disse-lhe: ‘Vai ficar tudo bem’… King respondeu com raiva que não ia ficar tudo bem e que precisava que Jackson e toda a equipe da SCLC trabalhassem em prol de uma visão comum para a América.”
Os dois acabaram se reconciliando. Jackson estava conversando com King no Lorraine Motel em Memphis, Tennessee, quando o famoso líder dos direitos civis foi assassinado em 4 de abril de 1968.
Assim como King, Jackson foi ordenado ministro batista. Ele deixou a SCLC em 1971 para fundar seu próprio grupo de defesa dos direitos civis, o People United to Save Humanity.
Jackson fundou a National Rainbow Coalition em 1984, que se fundiu com a PUSH na década de 1990 para formar a Rainbow/PUSH Coalition. Ele também lançou um grupo de oportunidades econômicas para minorias chamado Wall Street Project.
Em 1984 e 1988, Jackson lançou campanhas para se tornar o candidato presidencial do Partido Democrata. Embora tenha falhado em ambas as ocasiões, cada uma delas recebeu apoio substancial.
“Até 1984, nenhuma pessoa negra havia lançado uma campanha importante para a Presidência dos Estados Unidos”, escreveu Kimberly Anne Powell, da Universidade do Norte de Illinois, em 1989.
“Em 1984, a campanha de Jesse Jackson foi um protesto simbólico. Em 1988, sua campanha foi uma candidatura séria à presidência, que desafiou o estereótipo estabelecido dos candidatos presidenciais.”
Em janeiro de 2001, Jackson admitiu ter tido um caso extraconjugal com uma funcionária da Rainbow/PUSH, que resultou no nascimento de um filho.
“Não é hora para evasivas, negações ou desculpas”, declarou Jackson na época, conforme relatado pela ABC News . “Assumo total responsabilidade e peço sinceras desculpas pelas minhas ações.”
Jackson prosseguiu afirmando que daria apoio “emocional e financeiro” à criança.
Outro escândalo familiar veio à tona em 2013, quando seu filho, o ex-congressista Jesse Louis Jackson Jr., se declarou culpado de conspiração para fraudar suas campanhas de reeleição em aproximadamente US$ 750.000, dinheiro que usou para pagar despesas pessoais, como joias, capas de pele, objetos de celebridades e uma reforma em sua casa. Ele foi condenado a 30 meses de prisão.
Em novembro de 2017, Jackson anunciou que havia sido diagnosticado com a doença de Parkinson, após ter apresentado os primeiros sintomas da doença neurológica alguns anos antes.
“Após uma série de exames, meus médicos identificaram o problema como doença de Parkinson, a mesma doença que venceu meu pai”, disse Jackson na época, conforme citado pela CNN , acrescentando que “o reconhecimento dos efeitos dessa doença em mim tem sido doloroso”.
Em abril, Jackson teria sido diagnosticado com paralisia supranuclear progressiva, uma doença neurológica relacionada ao Parkinson que também prejudica a mobilidade e a fala.
Devido a problemas de saúde, Jackson reduziu suas aparições públicas, embora tenha sido delegado na Convenção Nacional Democrata de 2024, representando Illinois, onde foi homenageado pelos participantes.
Jackson, então com 82 anos e que subiu ao palco em uma cadeira de rodas, não discursou na Convenção Nacional Democrata de 2024. Em vez disso, fez um sinal de positivo com os dois polegares para a multidão que o aplaudia.
Folha Gospel com informações de The Christian Post
Cristãos durante culto no México (Foto representativa: Portas Abertas)
Onze membros de uma igreja cristã no município de Zinacantán, México, foram agredidos e detidos por moradores locais ao realizarem um culto ao ar livre.
O incidente ocorreu em 16 de janeiro de 2026, no estado de Chiapas, uma das regiões com os níveis mais altos de perseguição contra cristãos indígenas no México.
Vinte cristãos estavam reunidos em frente à casa de uma família da igreja quando membros da comunidade bloquearam a estrada de acesso com um veículo. Eles despejaram cascalho no local da reunião na tentativa de impedir o encontro religioso. Alguns dias antes, os cristãos haviam se recusado a participar de celebrações religiosas tradicionais da comunidade. Acredita-se que isso tenha motivado o ataque.
A equipe de pesquisa da Portas Abertas no país confirmou o incidente como um caso de perseguição religiosa, citando tanto a violência e a intimidação envolvidas quanto as condições coercitivas impostas às vítimas. No domingo, 18 de janeiro, os onze cristãos foram libertos.
No entanto, o assédio não é recente. “Há algum tempo, várias famílias cristãs vêm enfrentando cortes de energia e água, além de bloqueios de estradas para impedir que seus filhos frequentem a escola. Essas ações têm o objetivo de forçá-los a abandonar sua fé”, afirmou Norma*, parceira da Portas Abertas no México.
A situação tem motivado oração constante entre os cristãos locais. “Antes desse incidente, orávamos pela restauração dos serviços básicos e pelos nossos direitos. Agora, nossas orações se concentram em segurança e em poder viver sem ameaças ou expulsão”, disse Efraín*, um dos cristãos perseguidos no México.
Conservadores foram colocados dentro de latas em desfile de escola de samba (Foto: Reprodução Globoplay)
O desfile apresentado na noite de domingo (15), no Carnaval do Rio de Janeiro, colocou a escola de samba Acadêmicos de Niterói no centro de uma intensa controvérsia envolvendo lideranças cristãs, parlamentares e integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro. A apresentação integrou um enredo em homenagem à trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e incluiu alegorias e alas com teor político e ideológico que geraram críticas imediatas.
Entre os pontos mais questionados esteve a ala intitulada “Neoconservadores em conserva”, formada por componentes fantasiados como latas rotuladas com expressões como “Evangélico de Conserva” e “Crente Conservador”, além de inscrições como “Suco de Ódio” e “Falso Moralista”. A proposta, segundo a descrição oficial da escola, utilizou a lata como símbolo da família tradicional, definida como composta apenas por homem, mulher e filhos.
A ala, identificada com o número 22 — o mesmo número de urna do Partido Liberal — buscou representar os chamados “neoconservadores” como um grupo contrário ao presidente e associado a pautas como privatizações, mudanças nas regras trabalhistas, flexibilização do porte de armas, exaltação militar e interesses do agronegócio. Cada integrante também usava adereços que simbolizavam setores ligados a esse espectro político, incluindo figuras como fazendeiros, mulheres ricas, defensores da ditadura militar e evangélicos.
Carnavalescos afirmaram que a proposta pretendia criticar o que classificam como um “aprisionamento ideológico” presente em determinados setores sociais. A metáfora visual das latas integrava um trecho do desfile chamado “O Tempo da Intolerância”, sugerindo que determinados grupos estariam “presos” a ideias consideradas retrógradas.
Reação de líderes cristãos
A apresentação provocou forte reação da Frente Parlamentar Evangélica e de associações de juristas cristãos, que classificaram a encenação como desrespeitosa à liberdade religiosa. Lideranças afirmaram que o conteúdo caracteriza “cristofobia” ao retratar fiéis como mercadoria descartável em uma prateleira política.
Alegoria com Bolsonaro amplia polêmica
Outro ponto de tensão foi um carro alegórico que exibiu uma figura identificada como Jair Bolsonaro caracterizado como palhaço, atrás de grades, com tornozeleira eletrônica e faixa presidencial. A cena incluía referências visuais a investigações e decisões judiciais em tramitação no Supremo Tribunal Federal ao longo de 2025 e início de 2026.
A representação motivou reação pública da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que publicou nas redes sociais: “Só para registrar um fato histórico: quem foi preso por corrupção foi Luiz Inácio Lula da Silva. Isso é registro judicial e não opinião”. Ela afirmou que a alegoria distorce a realidade jurídica recente do país.
O senador Flávio Bolsonaro também criticou a apresentação e declarou que a escola “atacou o projeto de Deus”, acrescentando que a assessoria jurídica do partido avalia acionar o Tribunal Superior Eleitoral sob a alegação de que o desfile poderia configurar propaganda eleitoral antecipada para a disputa presidencial de outubro de 2026.
Repercussão
A controvérsia ganhou ampla repercussão entre setores religiosos e conservadores, onde o desfile passou a ser classificado como uma “perseguição ideológica”.
O episódio se soma a outras manifestações políticas e culturais recentes que têm intensificado o debate público sobre liberdade religiosa, sátira política e limites da expressão artística no Carnaval brasileiro.
Um caso que está chamando a atenção no Brasil envolve uma estudante universitária que pode pegar até 10 anos de prisão por publicações feitas em redes sociais sobre identidade de gênero.
A jovem, identificada como Isadora Borges, foi a julgamento em um tribunal federal na semana passada, onde se debateu se seus comentários configuram crime de “transfobia” sob a legislação brasileira. Este processo levanta questões importantes sobre a liberdade de expressão e os limites do discurso online em 2026.
A acusação se baseia em duas postagens de novembro de 2020, onde Borges, então com 34 anos e estudante de veterinária na Paraíba, afirmou que pessoas que se identificam como mulheres trans “obviamente nasceram homens” e que cirurgias ou hormônios não alteram o DNA de nascimento.
As declarações, feitas na plataforma X (anteriormente conhecida como Twitter), atraíram a atenção e levaram a uma denúncia à Polícia Federal pela política Erika Hilton, que se identifica como transgênero. Com isso, foi instaurada uma investigação criminal que resultou em um processo por dois crimes de transfobia, cada um com pena prevista de dois a cinco anos de prisão.
Entendendo o caso e as acusações
As publicações em questão, feitas há anos, levaram a uma notificação formal das acusações em setembro de 2025, culminando nos recentes procedimentos judiciais. Durante a audiência desta semana, o foco principal dos questionamentos judiciais esteve em determinar se as declarações eram opiniões pessoais ou manifestações de discriminação.
Segundo o grupo de defesa legal ADF International, o juiz indicou que o conteúdo parecia refletir mais uma opinião pessoal do que uma intenção discriminatória. A defesa teve um prazo de cinco dias para apresentar suas conclusões escritas antes de qualquer decisão ser proferida.
A repercussão do caso aumentou significativamente após Elon Musk repostar comentários sobre o assunto em sua plataforma X, ampliando o foco internacional para o processo e para os debates jurídicos sobre a liberdade de expressão online no Brasil. A defesa de Isadora Borges expressou esperança de que o tribunal reconheça o direito de expressar opiniões pacificamente sem sofrer punições criminais.
O contexto legal da transfobia no Brasil
O processo contra Borges se insere em um contexto legal mais amplo, moldado por uma decisão de 2019 do Supremo Tribunal Federal (STF) que equiparou a homofobia e a transfobia ao crime de racismo. Essa decisão ampliou uma lei antidiscriminação existente para abranger orientação sexual e identidade de gênero. Essa base legal tem levado a investigações e acusações contra indivíduos por declarações públicas sobre identidade de gênero nos últimos anos.
Exemplos recentes incluem a influenciadora Isabella Cepa, investigada em 2025, e Nine Borges, sob investigação criminal por um vídeo no Instagram criticando o financiamento de organizações pró-LGBT. O pastor Douglas Baptista também enfrentou acusações criminais por um livro com visão cristã sobre sexualidade, embora essas acusações tenham sido posteriormente arquivadas.
Além disso, houve ações legais envolvendo políticos eleitos que contestaram supostas restrições à expressão, como o senador Eduardo Girão e deputados federais, alegando violações ligadas à censura e ações contra plataformas online durante períodos eleitorais. A decisão do STF em equiparar transfobia ao racismo, sem aprovação legislativa prévia pelo Congresso, tem sido apontada por analistas, como a colunista do Wall Street Journal, Mary Anastasia O’Grady, como um reflexo de uma expansão do poder judiciário que ameaça a liberdade de expressão e a prestação de contas democrática, expondo indivíduos a penalidades criminais por expressarem visões divergentes. O caso de Isadora Borges, portanto, é um ponto focal nesse debate complexo sobre direitos, discurso e a aplicação da lei no ambiente digital brasileiro.
A maioria dos adultos nos Estados Unidos professa acreditar em Deus ou em um espírito universal, mas a frequência com que participam de cultos religiosos e outras práticas espirituais revela um cenário mais diversificado.
Uma análise do Pew Research Center, baseada em dados de 2023-2024, aponta que, em uma representação de 100 adultos americanos, 83 declaram acreditar em uma entidade superior. Deste grupo, 54 expressam absoluta certeza em sua crença, enquanto 21 se declaram bastante certos. Outros oito adultos indicam não ter muita certeza ou nenhuma certeza, e 16 pessoas afirmam não acreditar em Deus ou em um espírito universal.
O estudo do Pew Research Center utilizou um universo de 36.908 adultos americanos, com a pesquisa de campo realizada entre 17 de julho de 2023 e 4 de março de 2024, apresentando uma margem de erro de 0,8 ponto percentual.
A prática religiosa, no entanto, demonstra uma variação significativa. Na mesma amostra hipotética de 100 pessoas, apenas 25 participariam de cultos presenciais semanalmente. Mais 8 iriam uma ou duas vezes por mês, e 18 compareceriam a serviços religiosos algumas vezes ao ano. A maior parcela, correspondendo a 49 pessoas, admitiria ir a cultos presenciais raramente ou nunca.
A oração, por sua vez, ainda se mantém como uma prática comum. De acordo com a escala, 44 indivíduos orariam diariamente, 23 o fariam semanalmente ou mensalmente, e 32 relatariam orar poucas vezes ou jamais orar.
As visões sobre a importância da religião na vida dos americanos também apresentam divisões. Cerca de 38 pessoas considerariam a religião muito importante, e outras 26 a descreveriam como um tanto importante. Em contrapartida, 35 afirmariam que a religião tem pouca ou nenhuma importância em suas vidas.
A crença em uma vida após a morte é igualmente difundida, mas não unânime. Setenta das 100 pessoas representadas acreditariam na continuidade da existência após a morte. Desses, 52 teriam fé na existência de céu e inferno, 14 acreditariam apenas no céu, e 3, somente no inferno. Por outro lado, 28 pessoas não acreditariam em nenhuma forma de vida após a morte.
O formato de “100 pessoas” foi concebido por pesquisadores do Pew para tornar estatísticas nacionais de grande dimensão mais tangíveis e fáceis de compreender.