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Igreja Anglicana da Nigéria rompe com a de Gales após nomeação de arcebispa lésbica

Arcebispa lésbica Cherry Vann (Foto: Igreja Anglicana no País de Gales)
Arcebispa lésbica Cherry Vann (Foto: Igreja Anglicana no País de Gales)

De acordo com a imprensa local, o Arcebispo da Igreja da Nigéria (como é conhecida a Igreja Anglicana no país), Henry Ndukuba, afirmou numa conferência realizada na terça-feira, na capital Abuja, que a escolha de uma mulher lésbica contradiz os ensinamentos da Bíblia.

Cherry Vann, que mantém uma união civil com outra mulher, Wendy Diamond, desde 2015, foi eleita 15º Arcebispo do País de Gales por uma maioria de dois terços no Colégio Eleitoral no final do mês passado.

Ndukuba rejeitou “a ação dos revisionistas da Igreja Ocidental do Reino Unido, concretamente da Igreja do País de Gales”, acusando-os de não recuarem na sua “agenda maligna”, mas de a intensificarem.

“A eleição de uma mulher lésbica não tem origem numa missão (…) Rejeitamos a eleição da reverenda Cherry Vann como arcebispa do País de Gales” e “rompemos todos os laços e relações com a Igreja do País de Gales”, afirmou o líder religioso.

Contudo, Ndukuba demonstrou apoio aos setores conservadores do anglicanismo galês através da Conferência Global do Futuro Anglicano (GAFCON, na sigla em inglês), um encontro de líderes e bispos anglicanos conservadores realizado de cinco em cinco anos.

Vann tornou-se, em 30 de julho, a primeira mulher a ocupar o cargo de arcebispa no Reino Unido, marcando um novo avanço para as mulheres e para a comunidade LGBTI (lésbicas, gays, transgênero, bissexuais e intersexo) na Igreja anglicana.

Ainda assim, as divisões no seio desta confissão, na qual as mulheres podem exercer o sacerdócio há pouco mais de três décadas, tornaram-se visíveis nos últimos tempos.

Em abril de 2023, mais de 1.300 líderes anglicanos reunidos no Ruanda para a GAFCON manifestaram a sua oposição a uma moção aprovada em fevereiro desse ano pelo Sínodo Geral, que permite abençoar casais homossexuais casados ou unidos em cerimónias civis, embora sem celebrar os seus casamentos.

Os setores mais conservadores de várias correntes cristãs vem ganhando força nos últimos anos na África, onde tem aumentado o discurso e a implementação de leis anti-LGBTI.

O continente africano abriga mais de 30 dos mais de 60 países no mundo que criminalizam relações entre pessoas do mesmo sexo.

Líderes lamentaram nomeação

Líderes anglicanos criticaram duramente a nomeação de Cherry Vann, uma lésbica em união estável como a nova Arcebispa do País de Gales.

O Reverendíssimo Dr. Laurent Mbanda , Presidente do Conselho de Primazes da Gafcon, chamou sua eleição de um “ato de apostasia” e um “fracasso na liderança”.

Escrevendo aos membros da Gafcon, ele pediu aos anglicanos ortodoxos que “tomassem uma posição” contra a “pressão implacável dos revisionistas anglicanos que impõem descaradamente sua imoralidade à preciosa igreja de Cristo”.

“É com o coração pesado que escrevo a vocês sobre os acontecimentos graves em nossa amada Comunhão Anglicana”, disse ele.

“A decisão da Igreja no País de Gales de eleger o Reverendo Cherry Vann como Arcebispo e Primaz é mais um doloroso prego no caixão da ortodoxia anglicana.

“Ao celebrar esta eleição e seu relacionamento imoral entre pessoas do mesmo sexo, a Comunhão de Canterbury mais uma vez cedeu à pressão mundana que subverte a boa palavra de Deus.

“Porque a Bíblia é clara sobre aqueles que ‘trocam a verdade de Deus pela mentira’ ( Romanos 1:25 ).”

Ele acrescentou: “Devemos confrontar erros graves que comprometem a palavra gloriosa e autoritária de Deus sobre a sexualidade humana.

“Devemos nos manifestar e tomar uma posição.”

O Reverendíssimo Dr. Justin Badi Arama, Primaz do Sudão do Sul e Presidente da Global South Fellowship das Igrejas Anglicanas, lamentou que a “rejeição divisiva do ensino bíblico e anglicano histórico sobre casamento e sexualidade humana tenha continuado sem nenhuma restrição efetiva” desde a eleição do assumidamente gay Gene Robinson na Igreja Episcopal dos EUA em 2003.

Ele disse: “Os fiéis anglicanos do Sul Global lamentarão que o rompimento no tecido da nossa amada Comunhão esteja agora estabelecido no mais alto nível, mas isso também fortalecerá nossa determinação de restaurar as Escrituras ao seu lugar central em nossa vida juntos e construir relacionamentos de aliança por meio dos quais seremos capazes de reconhecer uns aos outros com alegria como parceiros na missão e membros da Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica.”

O Reverendíssimo Samy Fawzy, Arcebispo de Alexandria, também expressou sua “profunda tristeza” pela nomeação de Vann.

“Esta não é uma decisão local ou privada”, escreveu ele em uma carta à Diocese do Egito.

“É uma rejeição pública do ensinamento bíblico e da ordem católica. Os bispos servem não apenas localmente, mas como parte de uma comunhão global.”

Ele continuou: “A unidade não pode existir sem a verdade. Esta medida da Igreja no País de Gales torna extremamente difícil encontrar uma solução fiel e duradoura para as divisões dentro da Comunhão Anglicana.

“Enquanto muitos de nós trabalhamos diligentemente para discernir um caminho a seguir neste doloroso dilema, ações contínuas dessa natureza dificultam a reconciliação, aprofundam as fraturas e correm o risco de tornar nossos esforços infrutíferos.”

Folha Gospel com informações de Notícias Ao Minuto e The Christian Today

Pastor questiona os reais motivos dos ataques na Nigéria

Acampamento de cristãos deslocados em Benue, na Nigéria (Foto: Portas Abertas)
Acampamento de cristãos deslocados em Benue, na Nigéria (Foto: Portas Abertas)

Para entender a crise em Benue, Nigéria, é preciso conhecer a visão de quem vive ali e presenciou os ataques. Jonathan Ugbede é um reverendo e membro da Associação Cristã da Nigéria.

Leia abaixo, seu depoimento que mostra como estão os cristãos nigerianos em meio à onda de violência e perseguição:

A violência contra os cristãos na Nigéria é uma tentativa de islamização e acontece de diversas formas. Algumas pessoas estão dizendo que se trata de um conflito entre agricultores e criadores de cabras, mas essa não é a verdade. 
 
Os criadores são vistos com seu bastão de pastoreio levando seus rebanhos para pastar. O que nós estamos vendo são militantes armados que atacam pessoas enquanto elas dormem, as expulsam de casa e ocupam suas terras. 
 
Na Nigéria, especialmente na região centro-norte, os cristãos são a grande maioria. É nesse local onde os ataques estão concentrados. Mesmo que haja algum ataque fora dessa região, a dimensão é diferente.  
 
Para aqueles que acreditam que esse é um conflito entre criadores de cabra e agricultores, eu pergunto: quais criadores levam o rebanho para pastar à noite, que é quando os ataques acontecem? Se você expulsa uma comunidade de sua terra, qual o sentido de queimar as igrejas?  

A situação dos deslocados internos 

Há mais de dois milhões de pessoas deslocadas no estado de Benue, espalhadas em 13 acampamentos. Até 2023, não havia registros de deslocados internos em Benue. Esses registros começaram assim que o novo governo foi eleito, mas os números são ainda maiores, pois há pessoas deslocadas que não vivem nos acampamentos. 
 
Essas pessoas foram deslocadas, mas encontraram abrigo na casa de parentes ou em algum pedaço de terra onde era possível cultivar algo. O governo não as considera deslocadas internas, mas elas sofreram a mesma violência e também dependem das autoridades para poder voltar para casa. 
 
Imagine viver com uma família de cinco pessoas em um acampamento durante anos. Como é possível conseguir sustento? O governo deveria prover meios para que os deslocados voltem para suas vilas. 
 
Essa situação afeta a igreja profundamente. Há casos de fome, desnutrição e até casamentos forçados de menores de idade. Os deslocados internos precisam de ajuda para reconstruírem suas vidas e voltarem para casa o quanto antes. 
 
Alguém que foi deslocado vive com raiva. Além disso, essas pessoas são privadas da comunhão que só existe na igreja. Todos que frequentam uma igreja sabem o quanto a comunhão é importante. Esses fatores acabam afetando a vida espiritual dos deslocados. 
 
Nós acreditamos que essa situação vai se resolver um dia e que a igreja de Benue será fortalecida, se levantando novamente em nome de Jesus Cristo. Deus não nos abandonará. Ele ouve nossas orações e responderá. 
 
Aos cristãos do mundo todo, eu peço que se levantem e ajudem a igreja da Nigéria da forma que o Senhor colocar em seus corações. Nós precisamos de vocês mais do que nunca. 

Sua ajuda é fundamental 

Seja resposta de oração para os cristãos nigerianos. Com sua contribuição, a Portas Abertas pode levar ajuda emergencial para as famílias deslocadas. 

Fonte: Portas Abertas

Franklin Graham denuncia silêncio global diante do massacre de cristãos na África

Evangelista Franklin Graham (Foto: Reprodução)
Evangelista Franklin Graham (Foto: Reprodução)

No último final de semana, o evangelista Franklin Graham fez um alerta incisivo nas redes sociais: o mundo está ignorando uma crescente onda de violência contra cristãos em várias regiões da África. Ele chamou atenção para a violência de extremistas islâmicos que promovem ataques sistemáticos, especialmente na República Democrática do Congo (RDC) e na Nigéria. Ambos estão na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2025, da Missão Portas Abertas, figurando em 35º e 7º lugares, respectivamente.

“Enquanto as notícias se concentram em tarifas e outras coisas, o mundo está estranhamente silencioso sobre o massacre de cristãos na República Democrática do Congo por jihadistas muçulmanos”, afirmou Graham, presidente da Associação Evangelística Billy Graham. Ele convocou cristãos de todo o mundo a orarem pelos perseguidos: “Juntem-se a mim em oração por esses cristãos”.

Graham mencionou um dos ataques mais recentes, ocorrido em julho na cidade de Komanda, no leste da RDC. De acordo com a Missão Portas Abertas, 49 fiéis foram mortos durante uma vigília em uma igreja. Relatos à emissora Fox News indicam que nove crianças teriam sido decapitadas. Os responsáveis seriam membros das Forças Democráticas Aliadas (ADF), grupo ligado ao Estado Islâmico, conhecido por seus ataques a comunidades cristãs na região.

Outro ataque citado por Graham ocorreu em fevereiro, na cidade de Kasanga. Militantes da ADF teriam sequestrado e matado pelo menos 70 cristãos, utilizando facões e martelos. O ataque começou ainda na madrugada, na vila cristã de Mayba, onde moradores foram rendidos e executados. Segundo Illia Djadi, porta-voz da Portas Abertas para a África Subsaariana, o grupo tem como alvo prioritário a população cristã.

A Nigéria também enfrenta uma escalada de violência religiosa. De acordo com Graham, mais de quatro mil cristãos foram mortos no país apenas no último ano. Em junho, ataques coordenados por extremistas da etnia fulani deixaram mais de 200 civis cristãos mortos. Segundo a organização International Christian Concern, as vítimas incluíam crianças e idosos, mortos durante emboscadas e invasões a vilarejos.

A perseguição tem provocado um êxodo silencioso: mais de 16 milhões de cristãos foram deslocados na África Subsaariana por conta da violência, segundo estimativas de organizações cristãs internacionais. “O horror é inimaginável — e não se trata de incidentes isolados, mas de uma realidade contínua”, escreveu Graham. “A igreja está em retirada”, disse, citando relatos de fiéis que abandonam suas casas para escapar da violência.

O evangelista também agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, por ter se posicionado contra os ataques. “Sou grato que o presidente Donald J. Trump e a Casa Branca tenham condenado esses assassinatos e estejam trabalhando para defender a liberdade religiosa em todo o mundo.”

Fonte: Comunhão

Anistia Internacional denuncia que os cristãos estão “condenados aos esgotos” no Paquistão

Imagem de um esgoto (Foto: Martin Brechtl - Unsplash)
Imagem de um esgoto (Foto: Martin Brechtl - Unsplash)

Nesta terça-feira, a Anistia Internacional divulgou um relatório intitulado “Abra-nos e veja que sangramos como eles”, que denuncia a discriminação extrema no Paquistão com base na crença de que “trabalho impuro é reservado para não muçulmanos”.

As minorias religiosas neste país representam 2% da população, mas 80% dos lixeiros são cristãos e o restante é hindu.

Segundo o relatório, pelo menos 84 pessoas morreram nos últimos cinco anos devido ao atraso da infraestrutura e das técnicas utilizadas nesse contexto.

“Suas vidas não valem o custo da modernização… O Paquistão deve reconhecer a discriminação de casta como uma forma de racismo”, enfatizou a Anistia, de acordo com relatos da mídia asiática.

Embora o sistema de castas não exista oficialmente no Paquistão, os reclamantes explicam que essa dinâmica persiste nessas profissões. O termo “Chuhra”, que tradicionalmente se refere à “casta dos catadores”, é considerado altamente pejorativo e, de fato, agora é sinônimo de cristão.

Eles acrescentaram que os poucos muçulmanos que são forçados a aceitar esses empregos se recusam a fazer as tarefas mais degradantes e frequentemente ocupam cargos de supervisão.

Testemunhos

Shafiq Masih, um cristão de 44 anos, trabalha limpando esgotos em Lahore desde os 15. “Não há equipamentos, máscaras e, às vezes, nem luvas. Entro nos poços com as próprias mãos.”

Todos os dias, ele coloca sua vida em risco em meio a gases tóxicos, poluentes e outros resíduos dentro dos esgotos entupidos de Lahore, a segunda maior cidade do país, com 11 milhões de habitantes.

“É um trabalho difícil”, disse ele à AFP . “Quando alguém desce (para o esgoto), primeiro tem que sacrificar todo o respeito próprio.”

“Quando eu estava lá dentro, caiu água misturada com detergente em mim porque as pessoas lá dentro (de casa) estavam lavando roupas. (Às vezes) as pessoas vão ao banheiro, dão descarga e toda a sujeira cai em cima da gente”, explica ele.

Em 2017, a morte de um cristão que inalou gás enquanto limpava um esgoto em Umerkot (sudeste) gerou indignação. Médicos muçulmanos se recusaram a tratá-lo, não estando dispostos a tocar em um corpo sujo durante o Ramadã.

No Paquistão, muitos cristãos são descendentes de hindus de casta inferior que se converteram durante a colonização britânica para escapar da discriminação contra sua casta.

Violação dos Direitos Humanos

Isabelle Lassée, diretora regional adjunta da Anistia Internacional para o Sul da Ásia, condenou o tratamento profundamente injusto dos trabalhadores orgânicos no Paquistão.

Ele denunciou essas ações como uma violação dos direitos humanos. “Muitos membros de minorias são forçados a esse trabalho devido a preconceitos arraigados que os impedem de escolher. O problema é que o sistema jurídico do país ainda não reconhece a discriminação baseada em castas como uma forma de racismo”, denunciou.

A Anistia Internacional pede que o governo paquistanês aprove uma lei específica que proíba a discriminação baseada em castas como uma medida urgente para garantir condições de trabalho decentes, seguras e justas.

“Não estamos falando de privilégios, mas de respeito básico à dignidade humana e aos direitos fundamentais de todos os cidadãos, sem exceção”, concluiu.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

Médico cristão é proibido de exercer a profissão por expressar opinião sobre ideologia de gênero

Jereth Kok, é um médico cristão na Austrália (Foto: Reprodução)
Jereth Kok, é um médico cristão na Austrália (Foto: Reprodução)

O Tribunal Civil e Administrativo de Victoria (VCAT) considerou o médico cristão Dr. Jereth Kok culpado de má conduta profissional por expressar publicamente suas opiniões . Especificamente, por suas postagens críticas ao aborto, à ideologia de gênero e às políticas da COVID-19 ao longo de um período de 12 anos nas redes sociais e na mídia.

O Dr. Kok, que atuava em uma clínica no subúrbio de Melbourne, foi suspenso pelo Conselho Médico da Austrália em agosto de 2019 após reclamações anônimas sobre sua atividade nas redes sociais desde 2010.

Mais de seis anos depois, na semana passada, o VCAT confirmou a suspensão do Dr. Kok, concluindo que 54 das 85 supostas violações constituíam má conduta segundo a Lei Nacional de Profissionais de Saúde (Victoria) de 2009.

O Tribunal determinou que essas 54 postagens constituíam má conduta, apesar de abordarem questões políticas e religiosas, muitas vezes em tom irônico ou satírico, e sem qualquer conexão ou impacto no atendimento ao paciente, o que eles reconheceram ser inquestionável.

A decisão estabelece um precedente preocupante para a liberdade de expressão na Austrália, especialmente para profissionais de fé cristã ou conservadora. O Tribunal considerou, mas deu pouca importância, às proteções constitucionais ou à liberdade de expressão.

Confirma ainda que órgãos reguladores como a AHPRA e o Conselho Médico têm o poder de disciplinar profissionais não apenas por sua prática clínica, mas também por expressarem visões sociais ou morais impopulares, mesmo em caráter privado. Para profissionais cristãos, e de fato para qualquer profissional que tenha opiniões fora da corrente principal progressista, as implicações são graves.

As ramificações dessa decisão se estendem a todos os australianos, especialmente aqueles que trabalham em uma profissão regulamentada, que veem sua liberdade de expressão de opiniões pessoais, políticas e religiosas ameaçada por instituições reguladoras e pelo governo.

O partido político cristão Family First condenou a decisão, descrevendo-a como uma “grave injustiça e um ataque assustador à liberdade de expressão. Isso não é justiça, isso não é australiano. Isso é o ‘ministério da verdade’ de Victoria impondo conformidade ideológica e reprimindo a dissidência”.

A Family First disse que lutaria para revogar “leis semelhantes contra a liberdade de expressão” em todos os estados e apresentaria candidatos nas próximas eleições na Austrália do Sul, Victoria e Nova Gales do Sul.

Declarações do Dr. Kok

O Dr. Kok admitiu que parte da linguagem usada em suas publicações era “lamentável” e que, após reflexão, não a usaria novamente, mas nega que a expressão de suas opiniões constitua má conduta profissional.

O Dr. Kok disse ao tribunal que acreditava que “a Bíblia ensina muito claramente que a conduta homossexual, que inclui atividades e relacionamentos sexuais entre pessoas do mesmo sexo, é imoral” e que “a Bíblia obriga os cristãos a se absterem de toda conduta imoral, incluindo a conduta homossexual”.

Ele acrescentou: “Prestei atendimento a muitos pacientes gays e lésbicas sem revelar minhas opiniões pessoais”, disse ele em seu depoimento, e “isso não foi mais difícil para mim do que prestar atendimento sem julgamentos a pacientes heterossexuais que tinham casos extraconjugais (dos quais eu pessoalmente desaprovo) ou até mesmo a criminosos condenados”.

Algumas das publicações condenadas

Uma publicação que colocou o Dr. Kok em maus lençóis foi um artigo satírico do site cristão conservador americano Babylon Bee, intitulado “Em vez da guerra tradicional, os militares chineses agora serão treinados para gritar pronomes incorretos para as tropas americanas”. O VCAT considerou a publicação, compartilhada pelo Dr. Kok, “inconsistente” com o Código de Conduta do Conselho Médico, pois “não respeitava nem era sensível à diversidade de gênero”.

Outra publicação ofensiva foi um artigo escrito pelo Dr. Kok que abordava a ideologia transgênero de uma perspectiva cristã, o que o Tribunal considerou “degradante, desrespeitoso e desdenhoso para com as pessoas LGBTQI+”. Em várias publicações sobre o tema da disforia de gênero, Kok descreveu a cirurgia transgênero como “massacre médico” e “mutilação genital”.

Em outras publicações, o Dr. Kok criticou o aborto , descrevendo-o como “matança de bebês” e “assassinato de bebês” e referindo-se aos médicos envolvidos na prática como “açougueiros” e “assassinos em série”.

O Dr. Kok disse ao tribunal que “acredito que a vida e a personalidade começam na concepção” e “abomino a maneira como nossa sociedade obscurece a verdade sobre o aborto por meio do uso de eufemismos enganosos”. Mas o VCAT concluiu que eles denegriram, degradaram e difamaram médicos que oferecem tratamento abortivo a pacientes.

O VCAT descobriu que o Dr. Kok também “expressou sentimentos violentos e fez declarações depreciativas” em relação a grupos raciais e religiosos, apesar de reconhecer que vários deles podem ter sido “interpretados pelo Dr. Kok de maneira humorística”.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

Pela primeira vez, grupo indígena tem a Bíblia completa em seu idioma, na Colômbia

Evento de apresentação da Bíblia na língua das comunidades indígenas do povo Nasa, na Colômbia (Foto: Reprodução)
Evento de apresentação da Bíblia na língua das comunidades indígenas do povo Nasa, na Colômbia (Foto: Reprodução)

Em um fato inédito para o departamento do Cauca e para a Colômbia, no último fim de semana, as comunidades indígenas do povo Nasa receberam, pela primeira vez na história, a Bíblia completa traduzida para sua língua nativa: Nasa Yuwe.

O evento aconteceu no município de Caldono, no norte do Cauca, e contou com a presença de autoridades indígenas, professores, líderes espirituais e um grande público da comunidade em geral, além de representantes do governo departamental e de organizações de base.

A tradução da Bíblia foi liderada pela Sociedade Bíblica Colombiana, em colaboração com estudiosos ancestrais, linguistas e líderes espirituais do povo Nasa. O projeto representa um marco na preservação da língua e da espiritualidade de uma das comunidades indígenas mais representativas do país.

“É uma mensagem de reconciliação e, claro, de paz para o departamento do Cauca. Este evento tem um significado profundo porque fortalece nossa identidade, nossa fé e nos permite unir-nos em meio às nossas diferenças “, disse Maribel Perafán Gallardo, Secretária de Governo do Cauca.

Em seu discurso, a autoridade destacou a importância desse tipo de esforço interinstitucional, que se soma ao trabalho pela liberdade religiosa, inclusão étnica e construção da paz: “Somos um departamento profundamente étnico, e isso nos permite nos reunir dentro do contexto de nossas diferenças. Esta Bíblia em Nasa Yuwe não representa apenas uma ferramenta espiritual, mas também um ato de dignidade para nossas comunidades .”

O governador do Cauca, Jorge Octavio Guzmán, não pôde comparecer ao evento, mas enviou uma calorosa mensagem aos presentes, celebrando este passo histórico no âmbito da política pública do departamento sobre liberdade religiosa e culto.

Folha Gospel com informações de Evangelico Digital

Países de maioria cristã estão em declínio em todo o mundo, revela estudo

Bíblia sobre o mapa mundi (Foto: Canva Pro)
Bíblia sobre o mapa mundi (Foto: Canva Pro)

O número de países com maiorias cristãs diminuiu entre 2010 e 2020, de acordo com um novo estudo do Pew Research Center , destacando uma mudança notável na filiação religiosa global.

Em 2020, os cristãos continuavam sendo a maioria em 120 dos 201 países e territórios analisados, ante 124 em 2010. Isso significa que as nações de maioria cristã representavam 60% de todos os países pesquisados, em comparação com 62% uma década antes. O declínio é amplamente atribuído ao crescente número de pessoas que abandonam o cristianismo, contribuindo para o aumento de populações sem religião em diversas nações.

As mudanças mais significativas ocorreram no Reino Unido, Austrália, França e Uruguai — todos países que perderam suas maiorias cristãs no período de 10 anos. Nesses países, a proporção de pessoas que se identificam como cristãs caiu para menos de 50%, enquanto a porcentagem de indivíduos sem religião aumentou substancialmente.

O Uruguai tornou-se o único país das Américas sem maioria cristã em 2020, com 52% de sua população se identificando como não religiosa e apenas 44% como cristã. No Reino Unido, Austrália e França, nenhum grupo religioso detinha a maioria. No entanto, as populações não religiosas se aproximaram ou ultrapassaram o número de cristãos, refletindo tendências mais amplas de secularização.

Dois outros países — Nova Zelândia e Holanda — também fizeram a transição para maiorias religiosamente não filiadas durante o mesmo período, juntando-se a um grupo de sete nações que já detinham esse status em 2010: China, Coreia do Norte, República Tcheca, Hong Kong, Vietnã, Macau e Japão.

No total, a Pew descobriu que 10 países tinham maiorias não religiosas em 2020, contra sete em 2010. Essas populações incluem indivíduos que se identificam como ateus, agnósticos ou “nada em particular”.

O estudo observou que, embora o cristianismo continue sendo a religião mais difundida geograficamente, sua proporção na população global é menor do que a proporção de países onde os cristãos constituem a maioria. Em 2020, os cristãos representavam 29% da população mundial, mas eram maioria em 60% dos países. Esse contraste reflete a ampla dispersão do cristianismo entre nações grandes e pequenas — dos Estados Unidos e Filipinas a nações menores como a Micronésia.

Em comparação, outras grandes religiões mundiais, como o hinduísmo e o islamismo, tinham populações majoritárias em menos países, mais alinhadas com sua parcela da população global. Os hindus, que representavam 15% da população mundial, detinham maioria em apenas dois países: Índia e Nepal. Os muçulmanos eram maioria em 53 países e os budistas em sete.

O número de países sem uma maioria religiosa clara também aumentou ligeiramente, passando de seis em 2010 para sete em 2020. Entre eles estavam Coreia do Sul, Cingapura, Costa do Marfim e Maurício, além do Reino Unido, Austrália e França — países que perderam suas maiorias cristãs durante a década.

Os resultados refletem uma tendência global crescente de desfiliação religiosa, particularmente em países tradicionalmente cristãos. Os dados do Pew sugerem que, embora o cristianismo continue numericamente disseminado, sua influência cultural e institucional está diminuindo em algumas partes do mundo.

O estudo é baseado em dados populacionais e estimativas de filiação religiosa coletados de uma ampla gama de fontes, refletindo uma ampla visão geral demográfica da mudança religiosa global.

Folha Gospel com informações de The Christian Post e Christian Daily International

China prende pastor sob acusações de “operações comerciais ilegais”

O pastor Huang Yizi. (Foto: China Aid)
O pastor Huang Yizi. (Foto: China Aid)

As autoridades da China prenderam um pastor protestante sob acusações de “operações comerciais ilegais” semanas depois que ele e vários membros da igreja foram detidos em meio à repressão do Partido Comunista Chinês à atividade cristã não registrada em todo o país.

O pastor Huang Yizi foi informado de sua prisão formal esta semana, mais de um mês depois que ele e outros quatro foram detidos por autoridades de Segurança Pública de Pingyang em 26 de junho, informou o grupo Christian Solidarity Worldwide, sediado no Reino Unido .

O grupo, composto por membros da igreja de Ningbo, Quzhou e Taizhou, todos na província de Zhejiang, foi colocado sob detenção administrativa no dia seguinte.

Dois dos cinco foram libertados sob fiança na sexta-feira passada, enquanto os três restantes, incluindo Huang, permanecem presos.

As acusações contra os outros detidos não foram divulgadas. Um sexto membro da igreja foi detido em 17 de julho e permanece sob custódia.

De acordo com a Lei de Processo Penal da China, autoridades de segurança pública são obrigadas a enviar uma solicitação de prisão formal ao Ministério Público dentro de 30 dias da detenção.

O representante de Huang acreditava que o caso havia sido transferido para revisão em 25 de julho, o último dia permitido para detenção sem acusações formais. No entanto, o representante descobriu que a prisão de Huang já havia sido aprovada e publicada no site da Suprema Procuradoria Popular da China no mesmo dia.

O pastor foi oficialmente informado da prisão na quarta-feira e informado de que a revisão havia sido concluída na segunda-feira e a prisão decretada na terça-feira. Seu representante disse à CSW que a rapidez do processo levantou preocupações quanto à profundidade da revisão e à falta de documentação oficial.

Huang já havia sido detido em 2014 por protestar contra a demolição de cruzes de igrejas em Wenzhou e cumpriu pena de um ano de prisão. Menos de um mês após sua libertação, ele foi detido novamente em 12 de setembro de 2015, sob a acusação de “colocar em risco a segurança nacional”, e mantido por quase cinco meses em um local residencial de vigilância designado. Antes das demolições, sua igreja funcionava como uma igreja do Movimento Patriótico das Três Autonomias, aprovada pelo Estado.

O Grupo de Advogados de Direitos Humanos da China acusou as autoridades de usarem acusações amplas e ambíguas, como “operações comerciais ilegais”, para deter figuras religiosas. Eles afirmaram que o ato de gravar e distribuir sermões se enquadra nas expressões de crença religiosa protegidas constitucionalmente.

Separadamente, em abril, nove cristãos foram condenados na Mongólia Interior por revender Bíblias publicadas legalmente por meio de uma igreja doméstica não registrada. As sentenças variaram de um a quase cinco anos, com multas que chegaram a 1 milhão de yuans (US$ 137.000), informou o Bitter Winter.

Todos os nove indivíduos foram condenados pela mesma acusação usada contra o pastor Huang.

No início deste ano, o Partido Comunista Chinês também anunciou novas regras que proíbem missionários estrangeiros de estabelecer organizações religiosas ou pregar sem autorização. As regulamentações, em vigor a partir de 1º de maio, proíbem estrangeiros de fundar escolas religiosas, produzir ou vender material religioso ou recrutar cidadãos chineses como seguidores.

A Mission News Network informou que clérigos estrangeiros só podem pregar se forem oficialmente convidados por órgãos religiosos reconhecidos pelo Estado, e suas mensagens devem ser pré-aprovadas pelas autoridades.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Cantor gospel João Igor diz que ‘nasceu de novo’ após ser baleado e canta louvor em hospital

Cantor João Igor no hospital. (Foto: Reprodução/g1)
Cantor João Igor no hospital. (Foto: Reprodução/g1)

Na última quinta-feira (31), o cantor gospel João Igor, que foi baleado por um policial dentro de um ônibus em São Paulo, testemunhou que “nasceu de novo” e agradeceu pelas orações que têm recebido.

No hospital, João aparece com o braço enfaixado, deitado em uma maca, cantando ao lado da equipe médica: “Pai, eu não esqueci quando me encontrou no chão caído”.

“Passando para agradecer cada um de vocês que oraram por mim, torcendo pela recuperação. Muito obrigada a todos. Que Deus abençoe vocês, em nome do Senhor Jesus. Eu nasci de novo”, afirmou João.

Nesta sexta-feira (1), João mostrou os ferimentos em seu perfil no Instagram e declarou: “Era para eu ficar sem andar, mas Deus não quis assim. O Senhor protege os seus”.

“Agradeço a Deus pelo livramento, por eu estar vivo. Agora eu vou entrar numa fase de recuperação para ver se eu consigo movimentar o braço esquerdo e o importante é estar vivo. Se eu não morri, é para contar o testemunho e o nome de Deus ser glorificado”, acrescentou.

Em uma entrevista ao portal R7, ele relembrou o momento em que foi baleado pelo soldado da PM, Gabriel Vinicius da Silva Cardoso, dentro de um ônibus no Terminal Rodoviário da Barra Funda, na Zona Oeste de SP.

“Estava indo pra Bauru, eu e meu irmão, atender um congresso, numa agenda de um pastor amigo meu, um congresso de jovens. Nós sentamos no último banco, e o policial não foi com a minha cara. Ele foi pegar uma água e já sacou o revólver, ficou olhando pra mim”, disse João.

“Aí eu perguntei para ele: ‘Tá na paz?’. E ele falou: ‘Eu tô daquele jeito’”, acrescentou.

João contou que o policial sentou na frente dele enquanto ele fazia uma chamada de vídeo com a namorada. Nesse momento, o militar o abordou, perguntando se ele estava com drogas.

“Eu falei que não tínhamos droga. Só tinha instrumento, roupa e nossas coisas para ir a um congresso”. Mesmo após se identificar como cantor e cristão, o policial tentou pegar o celular da mão de João.

“Eu segurei para ele não levar meu celular. Desde que eu segurei, começou o conflito. Aí ele pegou, sacou a arma de novo e apontou para o meu irmão. Eu pulei na frente da arma para não acertar meu irmão. O primeiro tiro pegou de raspão. Aí começou a luta corporal. Nós descemos para a escada, e lá, ele tentou engatilhar a arma. Quando ele mirava a arma para a cabeça do meu irmão, eu segurava a arma e desviava”, relatou o cantor.

E continuou: “Ele botou a arma na minha cara. (Se ele atira) eu não sei se eu estaria aqui hoje pra contar a história pra vocês”.

Os dois tiros atingiram a coxa e o braço esquerdo de João e outro disparo atingiu o vidro lateral do ônibus.

O irmão de João, Maikon da Silva Leite, disse à TV Globo que os dois estavam sentados no fundo do ônibus quando foram abordados pelo policial.

“Infelizmente, o policial se alterou e confundiu, não sei se pela cor, pelas tatuagens, falando que a gente estava com cheiro de droga. Mas a gente não estava com droga nenhuma. O cigarro era meu. Cigarro, cigarro. Eu fumo cigarro. Maconha, não”, afirmou.

“Falei para ele que meu irmão era digital influencer, que não precisava fazer isso, mas ele apontou a arma e se alterou. E começou o disparo lá dentro. Quando percebi, meu irmão já estava com dois tiros no braço”, acrescentou.

Conforme a advogada, Aline Sousa, que defende os irmãos, o policial se incomodou com o barulho de uma videochamada que João Igor fazia com a namorada pelo celular.

“Os policiais foram para cima dos dois em uma abordagem completamente desproporcional e descabida. E sem perguntar o que estava acontecendo já foram atirando, o que não aceitamos de maneira nenhuma, não é uma forma correta de abordar uma pessoa”, afirmou a advogada.

César, o pastor de João Igor, também desmentiu as acusações contra o cantor em um vídeo.

“As informações que estão colocando nas redes sociais são totalmente descabidas. Anunciaram inclusive sobre roubo, isso é uma mentira. Ele estava sentado com o irmão dele, fazendo uma live e o policial tentou tomar o celular e agredir o irmão do João Igor. Houve agressão da parte dos policiais”, disse o Pastor.

Quem é João Igor?

O cantor viralizou nas redes sociais após ser interrompido pelo travesti, identificada como Fernanda, durante uma live evangelística em uma avenida de Itaquaquecetuba (SP). O vídeo do momento alcançou mais de 2 milhões de visualizações, em março deste ano.

João aproveitou a interrupção para evangelizar o homossexual, que mais tarde foi a sua igreja e fez amizade com o cantor.

Na quarta-feira (30), o travesti compartilhou um vídeo pedindo orações após saber que João havia sido baleado.

“É uma notícia que me abalou, estou aqui nervosa. Hoje, o João Igor foi cumprir uma agenda e um policial baleou ele. Ele foi baleado quando ia cobrir um show. Peço as orações de vocês. Um policial despreparado confundiu e baleou ele. Peço a todos para orar. Ele fez a diferença na minha vida, um canal de luz”, disse.

Fonte: Guia-me com informações de G1

Homem embriagado atropela fiéis na saída de igreja no DF

Bombeiros socorrem grupo de pessoas atropelado na saída de igreja da Estrutural - DF (Foto: CBMDF/Divulgação)
Bombeiros socorrem grupo de pessoas atropelado na saída de igreja da Estrutural - DF (Foto: CBMDF/Divulgação)

Um homem atropelou um grupo de crianças e mulheres na saída de uma igreja na Estrutural (DF) na noite deste sábado, 2, por volta das 19h. Uma das vítimas, de 5 anos, sofreu queimaduras em 40% do corpo.

Parte das 14 vítimas atropeladas por um motorista embriagado tinha acabado de sair de um culto da igreja evangélica Assembleia de Deus, na Quadra 2 da Estrutural.

O responsável, Walisson Carvalho de Souza, 32 anos, estava embriagado, dirigia em alta velocidade e sem carteira de habilitação, narraram testemunhas. Após fugir do local sem prestar socorro, ele se apresentou à delegacia e acabou preso.

As 14 vítimas estavam na calçada e na rua. Parte delas — a polícia e os bombeiros não souberam precisar quantas — estava posicionada em frente a uma barraca de pastéis montada pela própria igreja. Os fiéis vendiam salgados para arrecadar fundos para realizar um retiro de jovens.

“Ele perdeu o controle, saiu levando as pessoas e foi parar do outro lado da rua. Nisso, ele levou as pessoas debaixo do carro. Temos pessoas internadas, com bacia quebrada, uma criança toda enfaixada, porque o óleo quente pingou nela. Quando ele parou o carro, tinha uma mãe e duas filhas. Foi uma coisa horrorosa”, disse o pastor do templo, Manuel Franco.

Com o impacto da primeira batida, uma bacia de óleo quente usada para fritar o salgado caiu ao chão e queimou uma criança de 5 anos. Ele sofreu queimaduras de segundo grau em 40% do corpo e foi conduzido à Unidade de Queimados do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Apesar dos ferimentos, o estado não é grave.

O Corpo de Bombeiros atendeu e transportou seis pessoas ao hospital: a criança de 5 anos que sofreu queimaduras; uma de 9 anos com escoriações e dores no braço direito; uma de 2 anos, com ferimentos na cabeça; um de 8 anos, com escoriações e dores na perna direita; uma mulher de 37 anos com suspeita de fratura no quadril e dores no pé; e outra de 27 anos de quadro não informado. As demais vítimas receberam socorro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e não precisaram ser transportadas.

Walisson fugiu do local sem prestar socorro e apresentou-se à 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural) posteriormente. Ele foi preso em flagrante e, segundo a delegada-chefe da unidade policial, Bruna Eiras, vai responder por lesão corporal culposa, evasão de local de sinistro, condução de veículo sem habilitação com geração de risco de dano e omissão de socorro.

Folha Gospel com informações de Correio Braziliense e G1-DF

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