Cantora Shirley Carvalhaes e seu filho, Weslley Carvalhaes (Foto: Reprodução/ Redes sociais)
Weslley Carvalhaes, filho da cantora gospel Shirley Carvalhaes, morreu na tarde desta sexta-feira (23/1), aos 35 anos.
A informação foi confirmada pela própria artista por meio das redes sociais.
Horas antes da morte do filho, a cantora pediu orações e publicou um desabafo relatando que o jovem estava internado há alguns dias, após receber um diagnóstico considerado extremamente grave.
Segundo o relato, os médicos avaliaram que o estado de saúde era gravíssimo e que as chances de sobrevivência eram mínimas. A publicação mobilizou fãs e seguidores, que passaram a prestar solidariedade à artista.
Antes da morte, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deixou uma mensagem de força: “Em oração pelo seu filho amado, minha irmã”.
Weslley atuava como estrategista de marketing e responsável pela comunicação da uma clínica há cinco anos.
Filho adotivo de Shirley Carvalhaes, Weslley recebeu homenagens de fãs e da própria cantora, que lamentou a perda nas redes sociais.
“Agradecemos as orações de todos, mas nessa tarde Deus recolheu nosso menino”, escreveu. “Obrigada pelos momentos vividos, pelas brincadeiras, pelo sorrisos nos momentos tristes, que agora irão ficar em nossa lembrança.”
Culto em uma igreja na América Latina (Foto: Pexels)
Os resultados de um novo estudo do Pew Research Center, divulgados em 21 de janeiro, revelam uma transformação profunda no cenário religioso da América Latina. A pesquisa foi realizada na primavera de 2024 com mais de 6.200 adultos da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru — os países mais populosos da região.
O levantamento mostra que o catolicismo, historicamente predominante no continente, segue em trajetória de queda contínua. Desde 1900, quando “a grande maioria dos latino-americanos era católica”, segundo o Pew Research Center, a presença da Igreja Católica diminuiu de forma significativa. Em alguns países, a retração se aproxima de 50% ao longo dos últimos 125 anos.
Em sentido oposto, o protestantismo “permaneceu relativamente estável” no mesmo período. Já o grupo de pessoas sem filiação religiosa — definidos pelo instituto como agnósticos, ateus ou indivíduos sem identidade religiosa específica — cresceu de forma consistente, com aumento de 7 pontos percentuais ou mais, passando a representar entre 12% e 33% da população nos seis países analisados.
De acordo com o estudo, aproximadamente dois em cada dez adultos abandonaram o catolicismo na região. Parte desses ex-católicos passou a se declarar sem religião, enquanto outra parcela “agora se identifica como protestante”, segundo o Pew Research Center. O instituto define esse processo como “mudança religiosa” ou “transição de religião”, fenômeno que é apontado como “uma das razões para o declínio do catolicismo”.
Apesar das mudanças institucionais, o relatório destaca que a religiosidade permanece forte na região. Segundo o Pew Research Center, “os latino-americanos continuam bastante religiosos, em média”. A “crença em Deus” segue amplamente difundida, com “cerca de nove em cada dez adultos entrevistados em cada país afirmando acreditar em Deus”.
Essa crença se manteve estável na última década, inclusive entre pessoas sem filiação religiosa. O estudo aponta ainda que a religião “é muito importante para muitas pessoas na região”, com aproximadamente metade ou mais dos entrevistados no Brasil, Colômbia, México e Peru afirmando que a fé ocupa papel central em suas vidas.
O relatório também compara a América Latina com outras regiões do mundo e afirma que, segundo o Pew Research Center, “os latino-americanos são mais religiosos do que os adultos em muitos outros países” pesquisados recentemente, especialmente na Europa, “onde muitos adultos abandonaram o cristianismo desde a infância”.
Avanço evangélico e perfil protestante
Em relação ao protestantismo, o estudo aponta estabilidade regional, com crescimento pontual em alguns países. O Brasil aparece com a maior proporção de evangélicos e protestantes, alcançando 29% da população, alta de 3 pontos percentuais na última década.
Chile (19%), Peru (18%), Argentina (16%) e Colômbia (15%) também apresentam percentuais relevantes, todos com crescimento entre 1 e 2 pontos percentuais desde 2013-2014. No México, o índice é menor: 9% dos entrevistados se identificaram como evangélicos.
O levantamento indica ainda que o movimento pentecostal ou carismático, que teve origem nos Estados Unidos no século XX, “continua difundido por toda a região”. O Pew Research Center ressalta que “os protestantes são os que mais afirmam que a religião é muito importante em suas vidas” e também os que mais frequentam cultos religiosos semanalmente, em comparação com católicos e pessoas sem religião.
Catolicismo em retração contínua
O estudo confirma que o catolicismo segue em declínio consistente. Segundo o Pew Research Center, “o número de católicos diminuiu em 9 pontos percentuais ou mais em todos os seis países na última década”.
A Colômbia lidera a perda proporcional, com queda de 19 pontos percentuais — de 79% em 2013-2014 para 60% em 2024. Em seguida aparecem o Chile (de 64% para 46%), o Brasil (de 61% para 46%) e o México (de 81% para 67%).
Na Argentina, o número de católicos caiu de 71% para 58%. Já o Peru registrou o menor declínio entre os países analisados, passando de 76% para 67% da população.
O relatório, intitulado “O catolicismo diminuiu na América Latina na última década”, consolida o diagnóstico de uma mudança estrutural no perfil religioso da região, marcada pela diversificação da fé, crescimento do grupo sem religião e manutenção da força social da religiosidade na cultura latino-americana.
Folha Gospel com informações de Evangélico Digital
Ativistas anti-ICE interromperam culto na igreja batista de St. Paul, em Minessota. (Captura de tela/YouTube/Fox News)
Agentes federais dos Estados Unidos prenderam três manifestantes de Minnesota envolvidos em um protesto realizado dentro de uma igreja batista contra um pastor que, segundo os ativistas, exerce função de liderança no Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês). A manifestação ocorreu durante um culto religioso e teve como alvo o pastor David Easterwood, apontado como diretor interino do escritório local do ICE na região de Minneapolis–St. Paul.
A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, informou nesta quinta-feira que as prisões foram realizadas por agentes do FBI e do Departamento de Segurança Interna (DHS). Entre os detidos estão os ativistas de direitos civis Nekima Levy Armstrong e Chauntyll Louisa Allen, que teriam ajudado a organizar o protesto, além de William Kelly, veterano do Exército e conhecido ativista anti-ICE.
Segundo o diretor do FBI, Kash Patel, Levy Armstrong foi acusada com base em uma lei federal que proíbe a obstrução física de casas de culto. As prisões ocorreram após dezenas de manifestantes interromperem um culto dominical, gritando palavras de ordem e forçando o encerramento da celebração.
Em publicação nas redes sociais, Bondi afirmou que novas prisões podem ocorrer em decorrência do protesto, no qual os manifestantes alegaram que a atuação de Easterwood no ICE entraria em conflito com valores cristãos. Para a procuradora-geral, a ação integra uma série de episódios classificados como ataques a locais de culto.
O caso também envolve o ex-âncora da CNN Don Lemon, que transmitiu o protesto ao vivo de dentro da igreja. Um juiz de Minnesota rejeitou uma queixa criminal apresentada pelo Departamento de Justiça contra o jornalista. Segundo uma fonte familiarizada com o caso, “A procuradora-geral está furiosa com a decisão”.
Os advogados de Levy Armstrong, Allen e Kelly não comentaram imediatamente as prisões. Don Lemon afirmou que não participou da organização do protesto e que atuava exclusivamente como jornalista no local.
As detenções acontecem após declaração de Harmeet Dhillon, chefe da Divisão de Direitos Civis do Departamento de Justiça, que anunciou a abertura de uma investigação por possíveis violações da Lei de Liberdade de Acesso a Clínicas, legislação federal de 1994 que também protege casas de culto contra obstruções e intimidações.
Para Dhillon, a presença de Lemon no local não o isentaria de envolvimento no que ela descreveu como “conspiração criminosa”. Já nesta quinta-feira, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, divulgou imagens das prisões e afirmou que os três ativistas serão acusados com base em uma lei federal que proíbe conspiração para interferir em direitos constitucionalmente protegidos, como a livre prática religiosa.
Levy Armstrong, que é advogada de direitos civis, classificou a reação do governo como retaliação e abuso de poder, após o Departamento de Justiça anunciar que não investigaria o agente do ICE Jonathan Ross, responsável pelo disparo que matou Renee Good, moradora de Minneapolis.
“É assim que você continua a nos levar em direção ao autoritarismo, quando você instrumentaliza os poderes de investigação que você tem e os departamentos que você tem”, disse Levy Armstrong à Reuters na terça-feira.
David Easterwood é listado como pastor no site oficial da Cities Church e aparece em registros públicos como diretor interino do escritório de campo do ICE em St. Paul. Ele não respondeu aos pedidos de comentário.
Em nota, o pastor sênior da igreja, Jonathan Parnell, afirmou que a Cities Church avalia medidas judiciais contra os manifestantes. Segundo ele, os ativistas “abordaram membros de nossa congregação, assustaram crianças e criaram uma cena marcada por intimidação e ameaça”.
Imagens do protesto mostram manifestantes entoando “Fora ICE”, enquanto Parnell reage do púlpito: “Que vergonha, esta é a casa de Deus e estamos adorando”. William Kelly também aparece discutindo de forma acalorada com outro homem durante a confusão.
Em um vídeo divulgado no domingo, Levy Armstrong questionou a atuação do pastor, afirmando que sua função religiosa seria incompatível com sua suposta liderança no ICE. “Como você ousa afirmar ser um pastor de Deus e está envolvido com o mal em nossa comunidade?”, declarou.
Pessoas louvando durante culto em igreja (Foto: Canva Pro)
Um novo conjunto de pesquisas complementares da Aliança Evangélica sugere que os jovens adultos estão emergindo como um grupo significativo entre aqueles que se convertem à fé cristã no Reino Unido, com autenticidade, Escrituras e comunidade se mostrando fatores decisivos em suas jornadas.
Os resultados fazem parte do projeto de pesquisa mais amplo “Finding Jesus”, publicado no ano passado, que entrevistou 280 adultos que se tornaram cristãos nos últimos cinco anos.
Os suplementos mais recentes focam em grupos específicos, incluindo jovens de 18 a 24 anos, pessoas com mais de 65 anos, não cristãos e diferenças entre as trajetórias de fé de homens e mulheres.
Entre os jovens de 18 a 24 anos, os pesquisadores encontraram uma combinação notável de abertura espiritual e seriedade intelectual.
Quase metade (47%) afirmou ter começado a explorar o cristianismo porque “precisava de ajuda” na vida, enquanto 45% apontaram para experiências desafiadoras. Outros 38% disseram estar em busca de um propósito.
Apesar da crença generalizada de que os jovens não se interessam por religião, a pesquisa constatou que metade dos entrevistados nessa faixa etária eram homens — um dado notável, visto que historicamente as mulheres superam os homens em número na participação religiosa.
Suas jornadas eram frequentemente descritas como exigentes e transformadoras.
Mais da metade (55%) disse que explorar o cristianismo foi um desafio, mas quase o mesmo número (49%) o descreveu como algo que deu vida.
Doutrinas cristãs complexas (53%), mudanças no estilo de vida (43%) e preocupações com a percepção social (45%) foram temas recorrentes. Apesar disso, a pesquisa descreve “um ato significativo de resistência” contra normas culturais altamente individualistas.
Fundamentalmente, os jovens adultos não buscavam apenas apoio emocional, mas também verdade e autenticidade.
Quase metade afirmou ter se sentido atraída pelo cristianismo porque “o evangelho é verdadeiro, profundo e belo” — uma proporção maior do que na amostra geral —, mas o fator mais convincente foi a experiência de ser amado por Jesus, citada por 45% dos jovens de 18 a 24 anos.
Essa convicção foi reforçada por meio de exemplos vividos de fé: mais da metade (55%) afirmou que “a hospitalidade, a generosidade ou o serviço dos cristãos” desempenharam um papel fundamental em sua jornada.
Um participante disse que um amigo o ajudou a perceber que “era possível ter uma fé intelectualmente honesta” ao compartilhar recursos que abordavam as evidências do cristianismo.
Amigos próximos e membros de comunidades religiosas foram os mais influentes, com 43% dos jovens adultos afirmando que um amigo próximo desempenhou um papel fundamental em sua jornada de fé, a mesma proporção citando pessoas da igreja, enquanto quase um terço (30%) apontou para a influência discreta, mas significativa, de membros da família.
A leitura da Bíblia (49%) e a frequência presencial à igreja (49%) também surgiram como as práticas mais benéficas para os jovens adultos na exploração da fé.
Após decidirem seguir Jesus, muitos jovens adultos continuaram a enfrentar desafios significativos, com pouco mais da metade (51%) afirmando ter dificuldades para aprender a orar e compreender a Bíblia, enquanto quase metade (49%) ainda considerava alguns conceitos cristãos difíceis de assimilar e adaptar seu estilo de vida. Quase quatro em cada dez (38%) relataram decepção inicial com Deus, incluindo orações não respondidas ou expectativas não atendidas.
Nos estágios iniciais do discipulado, muitos jovens adultos recorreram a práticas espirituais pessoais para lidar com esses desafios, com 36% afirmando que ler a Bíblia individualmente foi o mais útil, e quase um terço (32%) identificando a oração individual e a participação em uma comunidade da igreja como cruciais para sustentar sua nova fé.
“É evidente que é importante que as igrejas não só criem espaço para discussão e comunhão de fé, mas também ajudem os novos discípulos a aprender como se relacionar diretamente com Deus”, afirma a pesquisa.
“Como o contato direto com Deus é tão significativo para eles, é preciso priorizar ajudá-los a iniciar essa jornada imediatamente.”
Em contrapartida, os adultos com mais de 65 anos tendiam a abordar a fé de forma mais lenta e reflexiva.
Mais de quatro em cada dez (42%) levaram três anos ou mais para decidir seguir Jesus, em comparação com menos de um quarto (23%) em todas as faixas etárias.
Em vez de crises, eles tenderam a citar “curiosidade intelectual” (25%), o desejo de ser uma pessoa melhor (25%) ou questões antigas sobre o sentido da vida (29%).
Paralelamente a essa busca reflexiva, a fé vivida também desempenhou um papel significativo: quase metade (46%) relatou que o testemunho de fé de um cristão despertou seu interesse, enquanto quase um terço (33%) apontou para a fé vivida pelos cristãos em relação a eles.
No entanto, tal como aconteceu com os adultos mais jovens, as Escrituras desempenharam um papel central.
Compreender a Bíblia foi o maior desafio para esse grupo, identificado por 54%, e também o fator mais significativo em sua conversão, com 67% relatando que a leitura da Bíblia foi extremamente benéfica durante sua jornada de fé e 46% afirmando que foi ela que os levou à fé — o que reforça a importância das Escrituras e da verdade observada entre os jovens de 18 a 24 anos.
A pesquisa também lança luz sobre aqueles que se convertem à fé sem nenhuma formação cristã — um grupo dominado por adultos mais jovens e quase totalmente ausente entre os maiores de 55 anos.
Quase três quartos (74%) decidiram seguir Jesus dentro de um ano após terem começado a explorar o cristianismo, sendo que um terço o fez em menos de seis meses.
Este grupo foi mais propenso do que outros a descrever sua jornada como “esperançosa” (51%), “reconfortante” (47%) e revigorante (47%), mas também esteve entre os mais propensos a enfrentar reações negativas após a conversão, com quase um terço (31%) relatando hostilidade ou resistência de amigos ou familiares não cristãos.
Os encontros diretos com Deus tiveram um papel de destaque, com quase metade (49%) afirmando que essas experiências foram decisivas em sua decisão de seguir Jesus, juntamente com a leitura da Bíblia (25%) e a participação em um curso (31%).
No entanto, o apoio era frequentemente limitado: um em cada cinco (19%) afirmou que ninguém os ajudou em sua jornada, e apenas 5% identificaram um membro da família como influente — o que destaca o papel vital da hospitalidade e do acolhimento da igreja para aqueles que têm o primeiro contato com o cristianismo.
A pesquisa complementar que explora as experiências de homens e mulheres destaca amplas semelhanças, bem como diferenças significativas.
Cerca de 44% das mulheres, em comparação com 28% dos homens, foram mais propensas a dizer que o sofrimento emocional ou a necessidade de ajuda motivaram sua busca pela fé, enquanto os homens citaram com mais frequência a curiosidade intelectual (24%).
Após a conversão, as mulheres foram mais afetadas por reações negativas de outras pessoas, com um terço (33%) identificando isso como um de seus maiores desafios, em comparação com um quinto (20%) dos homens.
Em contrapartida, os homens apresentaram maior probabilidade de ter dificuldades com mudanças nos hábitos e comportamentos diários, conforme relatado por um quarto (25%) dos entrevistados.
Apesar dessas diferenças, as práticas espirituais pessoais eram fundamentais para ambos os grupos, com a oração e a leitura da Bíblia consistentemente classificadas entre os fatores mais importantes para sustentar e fortalecer sua fé.
A Aliança Evangélica afirmou que a pesquisa oferece uma narrativa contrária à percepção do inevitável declínio da igreja, apontando, em vez disso, para uma crescente abertura entre as gerações — particularmente entre os jovens adultos em busca de significado e verdade.
Rachael Heffer, líder do projeto Finding Jesus , afirmou que as descobertas desafiam as suposições sobre quem está aberto ao cristianismo e por quê.
“Essas cinco pesquisas complementares são uma ótima ferramenta para líderes de igrejas e ministérios entenderem melhor aqueles que se convertem em suas igrejas e oferecem insights sobre como discipulá-los de forma mais eficaz”, disse ela.
Folha Gospel com informações de The Christian Today
Área inundada após fortes chuvas (Imagem ilustrativa: Pexels)
As chuvas torrenciais mataram mais de 200 pessoas e desalojaram centenas de milhares no sul da África desde o final de dezembro, enquanto igrejas em toda a região abrem suas portas como abrigos de emergência e centros de assistência em meio a inundações generalizadas e danos à infraestrutura.
Com estradas destruídas e comunidades inteiras isoladas, as congregações locais na África do Sul, Moçambique e Zimbábue tornaram-se tábuas de salvação para as famílias deslocadas, oferecendo abrigo, comida e assistência pastoral, mesmo enquanto as autoridades alertam que o número de mortos provavelmente aumentará à medida que as águas das enchentes recuarem e o acesso melhorar.
A África do Sul declarou estado de calamidade pública após inundações que mataram pelo menos 30 pessoas em Limpopo e Mpumalanga. As Forças de Defesa Nacionais da África do Sul enviaram helicópteros para a região, enquanto o Parque Nacional Kruger foi parcialmente fechado após a evacuação de funcionários e visitantes de acampamentos alagados.
Moçambique continua sendo o país mais afetado. O Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD) confirmou mais de 100 mortes, principalmente nas províncias de Gaza e Sofala, embora relatos locais sugiram que o número final de vítimas possa ser muito maior. O presidente Daniel Chapo declarou que salvar vidas é a “prioridade absoluta”, enquanto o instituto emitiu um alerta vermelho. A governadora de Gaza, Margarida Chongo, estima que 40% da província esteja submersa, uma crise que, segundo o INGD, já deslocou mais de 300 mil pessoas.
No Zimbábue, país vizinho, a Unidade de Proteção Civil relatou quase 80 mortes e danos generalizados em Masvingo e Manicaland. A Unidade alertou que pontes e escolas destruídas deixaram dezenas de aldeias inacessíveis, impedindo a entrega de alimentos e medicamentos.
Igrejas locais abrem suas portas
Com as estradas intransitáveis, as igrejas locais tornaram-se abrigos temporários. Em Chokwe, Moçambique, a Igreja Cristã de Sião abriu as suas portas a mais de 200 famílias.
“Transferimos os hinários para o sótão para que as famílias possam dormir nos colchonetes”, disse o reverendo Alberto Bila. “A água está à nossa porta, mas a igreja é o único terreno elevado que restou.”
Em Limpopo, a Igreja Metodista da África Austral forneceu refeições quentes e roupas secas. Sva Waqu, diretor de missões da igreja, disse que as famílias estão sofrendo com a perda de entes queridos e que a igreja precisa oferecer o refúgio que elas não encontram em outros lugares.
Em entrevista ao Christian Daily International, o Rev. Moss Nthla, Secretário Geral da Aliança Evangélica da África do Sul (TEASA), observou que os efeitos das mudanças climáticas estão “começando a prejudicar a África do Sul, especialmente suas populações vulneráveis”.
Nthla afirmou que, embora as igrejas estejam formulando “intervenções pastorais”, elas também buscam uma nova “linguagem teológica” para descrever o desafio. Ele expressou a esperança de encontrar “uma linguagem que permita ao evangelicalismo falar sem hesitar sobre as mudanças climáticas e o que fazer a respeito”.
Preocupação com a propagação de doenças e aumento das chuvas
Agências da ONU alertaram para uma “combinação letal” de doenças transmitidas pela água e desnutrição, à medida que as enchentes interrompem o acesso a cuidados médicos. O UNFPA confirmou que um surto simultâneo de cólera está complicando os esforços de ajuda humanitária em Moçambique, onde o INGD relata que mais de 100 unidades de saúde estão danificadas ou em risco.
Na província de Gaza, as autoridades de Xai-Xai emitiram alertas urgentes para que os moradores evitassem as águas das enchentes, não apenas devido à contaminação, mas também porque crocodilos foram avistados entrando em áreas urbanas submersas.
O Serviço Meteorológico da África do Sul prevê chuva durante toda a semana, mantendo a região em alerta máximo para inundações repentinas.
O Dr. Aaron Edwards argumentou que foi discriminado, assediado e demitido injustamente do Cliff College em Derbyshire em 2023 por uma publicação em uma rede social sobre o X, na qual escreveu: “A homossexualidade está invadindo a Igreja. Os evangélicos não percebem mais a gravidade disso porque estão ocupados se desculpando por sua aparente homofobia bárbara, seja ela verdadeira ou não. Aliás, isso é uma ‘questão do Evangelho’. Se o pecado não é mais pecado, não precisamos mais de um Salvador.”
A publicação causou uma tempestade nas redes sociais, e Edwards esclareceu que não acreditava que fosse “homofóbica”, mas sim uma mensagem dirigida aos evangélicos que sentiam que não podiam concordar com ele publicamente por medo de represálias.
Sua demissão do Cliff College foi confirmada por um tribunal de Sheffield, e ele agora busca novos motivos para recorrer.
O Dr. Edwards afirmou que o impacto teve um efeito significativo sobre ele e sua família. Ele não trabalha mais como professor em uma faculdade bíblica desde então, e as evidências apresentadas em juízo em junho de 2024 revelaram que ele foi internado no hospital com sintomas cardíacos devido ao estresse.
Após sua demissão, ele e sua esposa, que agora têm seis filhos, foram obrigados a sair de casa e a recorrer ao financiamento coletivo para cobrir os custos básicos de vida enquanto faziam novos planos a longo prazo.
Em declarações feitas antes da audiência, o Dr. Edwards afirmou:
“Meu processo judicial trata essencialmente de contestar o compromisso. O Cliff College parece achar que ainda é possível se autodenominar ‘evangélico’ sem pensar ou dizer nada sobre a ameaça ao Evangelho representada pelas incursões radicais da ideologia LGBT em denominações, igrejas e faculdades antes consideradas fiéis. Eles não percebem que o compromisso é ‘uma questão do Evangelho’.”
“Embora o Tribunal de Apelação nos tenha concedido uma audiência com base em pontos específicos, a audiência desta semana diz respeito à nossa recusa em chegar a um acordo sobre os fundamentos do recurso que nos foram negados até o momento.”
Andrea Williams, diretora executiva do Centro Jurídico Cristão, comentou:
“O Dr. Edwards foi demitido por expressar uma crença cristã totalmente convencional, fundamentada na moralidade bíblica. Esta não é uma visão marginal ou extremista, mas sim uma visão protegida pelas leis de igualdade e direitos humanos do Reino Unido.”
Em declaração à Premier Christian News, o diretor do Cliff College, Andrew Stobart, afirmou: “A decisão unânime do Tribunal do Trabalho em 2024 rejeitou todas as alegações feitas pelo Dr. Edwards. Durante esse processo, optamos por não nos manifestar publicamente sobre as inúmeras alegações que foram feitas e divulgadas publicamente e nas redes sociais. Essas alegações se mostraram infundadas e, ao contrário, o Colégio foi considerado razoável e proporcional em suas ações. Como o recurso do Dr. Edwards contra a decisão do Tribunal ainda está em andamento, não faremos mais comentários neste momento.”
Folha Gospel com informações de Premier Christian News
Mãos de uma mulher segurando um smartphone (Foto: Canva Pro)
A queda da internet no Irã fez mais do que desconectar dispositivos; ela silenciou vidas. Mães, pais, irmãos e amigos esperam sem saber se seus entes queridos e irmãos na fé estão seguros, presos, feridos ou pior.
Com as ruas sob forte presença de segurança e comércios forçados a fechar, a renda desapareceu da noite para o dia para inúmeras famílias. Ligações são monitoradas, mensagens não chegam aos destinatários.
Impactos da queda de internet no Irã entre cristãos
Daniel*, que atua em um ministério cristão online, fala sobre dois cristãos com quem ele mantinha contato há vários anos que foram mortos nos protestos. “Eles oravam durante o dia e iam às ruas à noite. Estamos de coração partido e profundamente preocupados com suas famílias, que agora estão sendo monitoradas e ameaçadas.”
Na última terça‑feira, Mogan* e seu marido, que fugiram do Irã após severos interrogatórios por causa da fé, receberam uma ligação de membros de sua antiga igreja doméstica.
“Uma de nossas irmãs contou que a polícia havia invadido a casa de uma cristã e a prendido. Nenhuma explicação foi dada. Ela havia participado dos protestos. Talvez seu rosto tenha sido reconhecido e sua identidade já estivesse registrada”, conta Mogan.
“As pessoas protestam por comida, água e eletricidade, coisas necessárias para viver e quando tentaram expressar sua dor, foram respondidas com prisões e balas”, relata Raja*, que fugiu do Irã há dez anos. Já faz quase dez dias desde a última vez que ele teve notícias de sua família. “Só espero que estejam seguros”, ele afirma.
Este momento no Irã não é movido por demandas religiosas. Os cristãos que participam dos protestos estão ao lado de seus compatriotas de todas as etnias e crenças em manifestações pacíficas pelo futuro da nação. Ainda assim, em meio às prisões, cristãos enfrentam vulnerabilidade adicional, por isso os pedidos por oração são urgentes.
O estilo de vida evangélico, que por muito tempo foi alvo de estereótipos e até piadas, consolidou-se como um fenômeno econômico no Brasil. Segundo o relatório “Gospel Power 2025”, divulgado esta semana pela Zygon Adtech em parceria com a Eixo, o mercado cristão movimenta cerca de R$ 21 bilhões por ano no país, abrangendo setores como moda, beleza, papelaria, entretenimento e conteúdo digital.
O crescimento é impulsionado, principalmente, pelo público jovem. De acordo com o estudo, 28% dos consumidores evangélicos têm entre 15 e 19 anos, enquanto 31% são crianças. O levantamento também aponta que a fé exerce influência direta sobre os hábitos de consumo: 58% dos evangélicos afirmam que suas crenças impactam as decisões de compra, e muitos se dizem dispostos a pagar mais por produtos alinhados a seus valores.
Esse comportamento já se reflete de forma clara no varejo. O mercado registra aumento significativo na procura por roupas que dialogam com princípios cristãos, Bíblias premium e personalizadas, planners devocionais, perfumaria temática, camisetas com versículos bíblicos, vestidos, peças de streetwear cristão, produtos assinados por artistas gospel, cadernos de oração, kits de bem-estar e itens decorativos religiosos.
Em São Paulo, o fenômeno ganhou até endereço próprio. No Brás, tradicional polo de comércio popular, comerciantes já se referem à região como a “25 de Março Gospel”, reunindo dezenas de lojas voltadas especificamente ao público evangélico. O crescimento também é impulsionado pela presença cada vez mais forte de líderes religiosos, artistas e influenciadores cristãos nas redes sociais, que ajudam a direcionar tendências e estimular o consumo.
O relatório aponta ainda um distanciamento desse público em relação à publicidade tradicional. Segundo os dados, 52% dos evangélicos dizem não se sentir representados pelas campanhas convencionais, enquanto 31% afirmam já ter boicotado marcas que consideraram contrárias a seus princípios.
Para a consultora de moda Karla Furlan, a adaptação do vestuário às crenças religiosas não significa abrir mão das tendências. “Hoje, podemos usar peças e modelagens que estão super em alta e adaptá-las facilmente a um armário que corresponde a uma mulher cristã. A questão é saber escolher as peças certas e aproveitar o que cada uma delas pode oferecer e compor. A moda está rompendo padrões, e a tendência é o crescimento desse novo formato”, afirma.
Empreendedoras evangélicas também destacam o papel das redes sociais na consolidação desse nicho. Evelyn Santos, proprietária da marca Senhorita Moda Modesta, relata que a internet foi decisiva para alcançar o público cristão. “Como evangélica, sempre procurei peças estilosas e modernas, porém tinha muitas dificuldades para encontrá-las. Pelo Instagram, mostrei para minha audiência a rotina, escolhas das peças e que moda evangélica não precisa ser só ‘renda, babado e estampas florais’. Logo, alcançamos mulheres evangélicas de todo o Brasil”, conta.
A influência digital também se reflete em grandes audiências. A criadora de conteúdo Renata Castanheira, conhecida pelo canal Crente Chic, reúne mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais. “Minha intenção é mostrar que a gente pode ser crente e ser chique, sem fugir da nossa doutrina. A maneira como nos vestimos diz muito sobre nossa personalidade”, declarou.
Além de Renata, outros nomes e marcas se destacam nesse segmento, como Ravane Nayara, Jaq Jacob, Zinzane, Via Tolentino, Titanium Jeans e Via Evangélica, todos com forte presença digital. O relatório “Gospel Power 2025” analisou 228 mil menções nas plataformas TikTok, Instagram e X (antigo Twitter), confirmando a relevância do público evangélico como força econômica e cultural no ambiente online.
Adolescente com celular no quarto escuro (Foto: Canva Pro)
Um site de pornografia publicou recentemente o chamado ” Year in Review” , um relatório com os países que mais consumiram pornografia digital em 2025, colocando os Estados Unidos e o México entre os 5 primeiros.
Segundo os dados, as Filipinas ficaram em terceiro lugar, seguidas pelo Brasil e pela Alemanha. A lista continua com França, Itália, Reino Unido e Espanha.
Em meados do ano passado, um artigo de Greg Cooper foi publicado reafirmando a comparação feita por cientistas entre a pornografia e as drogas, afirmando que ela pode causar dependência física e mental, semelhante aos efeitos da heroína e da cocaína. Isso se deve à incrível liberação de dopamina no cérebro, um neurotransmissor fundamental para a sensação de recompensa e prazer.
Estudos científicos demonstraram que, assim como no vício em substâncias químicas, o sistema de recompensa do cérebro é afetado pela superestimulação, levando a alterações na química cerebral e nas vias neurais que reforçam o comportamento compulsivo. Em resumo, a pornografia “altera” o funcionamento do cérebro.
Análise de dados
Os Estados Unidos permaneceram o principal país consumidor, impulsionados por sua população de mais de 300 milhões e por sua presença histórica no site que fez a pesquisa.
Em segundo lugar está o México, que subiu duas posições em comparação com 2024, um aumento influenciado por circunstâncias como a queda da França no ranking devido à suspensão do acesso em virtude da controversa lei de verificação de idade.
As Filipinas ficaram novamente em terceiro lugar, uma presença que se destacou devido às tendências de pesquisa e ao tempo gasto na plataforma.
De acordo com especialistas, a ascensão do México ao segundo lugar e a queda da França da quarta para a sexta posição refletem mudanças significativas no cenário do consumo de pornografia online.
O Brasil ocupa o quarto lugar, tendo subido três posições, seguido pela Alemanha, que ganhou uma posição em comparação com 2024. A França, apesar de questões regulatórias, permanece entre os 10 primeiros, embora tenha caído quatro posições. O Reino Unido, também influenciado por novas leis de verificação, caiu três posições este ano. Itália, Espanha e Canadá completam o top 10.
Consumo em idade precoce
Segundo o relatório, a faixa etária de 18 a 24 anos lidera o consumo , representando 29% dos usuários, seguida pela faixa etária de 25 a 35 anos, com 23%. Curiosamente, 7% dos usuários do site de pernografia que publicou o relatório têm mais de 65 anos.
Globalmente, as visitantes do sexo feminino representam 38% de todo o tráfego da plataforma.
Vale ressaltar que, por exemplo, na Espanha, os dados estão relacionados aos últimos relatórios sobre vícios comportamentais do Ministério da Saúde desse país europeu.
Quase dois terços da população espanhola entre 15 e 64 anos já consumiram pornografia em algum momento da vida, 29% nos últimos doze meses e 18,2% nos últimos 30 dias.
Entre os estudantes de 14 a 18 anos, dois terços admitem ter visto pornografia, e quase metade o fez no último mês. A idade média da primeira exposição é em torno de 11 ou 12 anos , devido ao fácil acesso disponível para menores.
Métodos de acesso
Os telefones celulares continuam sendo a principal porta de entrada para a pornografia, representando 87% do tráfego total, embora isso represente uma ligeira queda em comparação com o ano anterior. Por outro lado, o uso de computadores e tablets aumentou, representando agora 11% e 2% do tráfego total, respectivamente.
O texto destaca que “à medida que os dispositivos e a tecnologia continuam a evoluir, os espectadores acessam o Pornhub por meio de vários métodos “, o que inclui não apenas telefones celulares, computadores e tablets, mas também os consoles de videogame mencionados anteriormente.
“Imposto sobre o pecado”
Em relação a essa proliferação, que inclui métodos como a plataforma OnlyFans, propostas eleitorais estão sendo debatidas. James Fishback, candidato republicano ao governo da Flórida, nos Estados Unidos, propôs a criação de um “imposto sobre o pecado” de 50% para essas modelos naquele estado , visto que Miami é considerada a “capital” nacional da plataforma por ter a maior proporção desses criadores nos Estados Unidos.
O dinheiro arrecadado seria usado para financiar o sistema educacional, centros de atendimento a gestantes em situação de crise e a criação do primeiro “czar da saúde mental masculina ” do governo estadual, explicou o candidato, que busca suceder o atual governador Ron DeSantis.
“Como governador da Flórida, não quero que mulheres jovens, que de outra forma seriam mães criando famílias, tendo filhos, vendam seus corpos online para homens doentes”, explicou o político.
A proposta de Fishback atraiu críticas de modelos da Flórida , como Sophie Rain, conhecida por ter faturado US$ 43 milhões em 2024, seu primeiro ano no OnlyFans.
Uma droga que também afeta os cristãos
Segundo o texto, milhões de cristãos em todo o mundo vivem uma vida dupla, presos nesse ciclo destrutivo, fato corroborado pelo relatório de 2024 do Pure Desire Ministries.
Foi revelado que 54% dos cristãos praticantes nos Estados Unidos consomem pornografia pelo menos ocasionalmente, e 49% disseram sentir-se confortáveis com essa prática.
Um equívoco comum é achar que esse é um problema exclusivo dos homens, o que é falso. Estima-se que 25% das mulheres e 54% dos homens consomem pornografia , seja com maior ou menor frequência ou regularidade.
Folha Gospel com informações de Evangélico Digital
Parlamentares cristãos intensificaram a pressão sobre o governo britânico para que seja adotada uma proibição do uso de redes sociais por crianças menores de 16 anos, inspirada na legislação recentemente aprovada na Austrália. A iniciativa ganhou força após a assinatura de uma carta encaminhada ao primeiro-ministro por 61 deputados do Partido Trabalhista.
Entre os signatários estão Fred Thomas, Ruth Jones, Florence Eshalomi, David Smith e Sharon Hodgson. No documento, os parlamentares afirmam que “governos sucessivos” fizeram “muito pouco para proteger os jovens de plataformas de mídia social não regulamentadas e viciantes”.
A carta aponta impactos diretos do uso excessivo das redes sociais no bem-estar infantil e juvenil. “Em todas as nossas comunidades, ouvimos a mesma mensagem: as crianças estão ansiosas, infelizes e incapazes de se concentrar na aprendizagem. Elas não estão desenvolvendo as habilidades sociais necessárias para prosperar, nem tendo a experiência que as preparará para a vida adulta”, diz o texto.
Os deputados também alertam para o cenário internacional e cobram uma resposta mais firme do Reino Unido. “Em todo o mundo, os governos estão reconhecendo a gravidade desta crise… A Grã-Bretanha corre o risco de ficar para trás.”
Questionado sobre o tema, o primeiro-ministro Sir Keir Starmer reconheceu a preocupação durante uma coletiva de imprensa. Ele afirmou que “precisamos fazer mais para proteger as crianças”, mas evitou endossar explicitamente uma proibição total do acesso às redes sociais para menores de 16 anos.
Segundo Starmer, o governo avalia atualmente uma “série de opções” para regular o tempo de uso de telas por crianças e adolescentes. Entre as medidas em análise estão a implementação de um toque de recolher digital às 22h e a limitação do uso individual de redes sociais a duas horas diárias.
Para especialistas, no entanto, o problema vai além da quantidade de tempo gasto online. Katharine Hill, diretora da organização Care for the Family e autora do livro Left to Their Own Devices: Confident Parenting in a Digital Age (Deixados à própria sorte: Criando filhos com confiança na era digital), afirmou à Premier Christian News que os pais precisam observar outros fatores.
“Incentivamos os pais a ficarem atentos aos ‘três Cs’”, disse ela. “Conduta, conteúdo e contato. Como os adolescentes estão se comportando online… o que eles estão vendo e com quem estão interagindo?”
Hill revelou que mudou de posição nos últimos anos e passou a apoiar uma proibição governamental para adolescentes mais jovens, diante das transformações aceleradas do ambiente digital desde 2017, quando publicou o guia voltado às famílias.
“Naquela época, eu não era a favor de o governo se envolver nesse nível de detalhe da vida familiar.
“Mas agora, acho que devemos apoiar tudo o que pudermos fazer para proteger nossas crianças.”
Folha Gospel com iformações de Premier Christian News