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Receita Federal vai taxar dízimos e ofertas? Advogado esclarece boatos que circulam nas redes

Oferta via pix em um celular durante culto em igreja (Foto: Folha Gospel/Gemini)
Oferta via pix em um celular durante culto em igreja (Foto: Folha Gospel/Gemini)

Uma informação que circulou amplamente nas redes sociais nas últimas semanas provocou preocupação entre líderes e membros de igrejas em todo o país. A mensagem afirmava que a Receita Federal passaria a monitorar, em tempo real, ofertas e dízimos realizados via Pix, com risco de multas e até cancelamento do CNPJ de templos religiosos. Mas afinal, o que há de verdadeiro nessas afirmações?

De acordo com o advogado Rafael Wolkartt, ex-procurador-geral e juiz (auditor) do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), parte do conteúdo divulgado é falso, enquanto outra parte exige, de fato, atenção das instituições religiosas. Segundo ele, a ideia de que dízimos e ofertas possam ser tributados não encontra respaldo legal no ordenamento jurídico brasileiro.

“A imunidade tributária dos templos de qualquer culto (Art. 150, VI, ‘b’ da CF/88) é uma cláusula que impede a União, Estados e Municípios de instituírem impostos sobre patrimônio, renda e serviços relacionados às finalidades essenciais das igrejas. É uma garantia pétrea. Dízimos e ofertas são receitas imunes; qualquer tentativa de taxação direta exigiria uma Reforma Constitucional de altíssima complexidade, e não apenas uma norma da Receita”, explica.

Por outro lado, o advogado esclarece que a fiscalização sobre as movimentações financeiras das igrejas é real e já ocorre há anos. A Receita Federal recebe informações bancárias por meio de sistemas como a e-Financeira, o que inclui transações via Pix. O objetivo, segundo Wolkartt, não é taxar a atividade religiosa, mas verificar se os recursos estão sendo utilizados de acordo com a finalidade institucional do CNPJ.

Dr. Rafael Wolkartt é advogado, ex-procurador-geral e juiz (auditor) do TJES

“A Igreja é imune a impostos, mas não às obrigações acessórias (burocracia fiscal). Por exemplo, no caso do monitoramento via Pix, a Receita já recebe, por meio da e-Financeira, informações bancárias globais. O cruzamento de dados busca identificar se o CNPJ da igreja está sendo usado para fins alheios à religião (como lavagem de dinheiro ou pagamento de despesas pessoais de terceiros”, afirma.

O especialista destaca ainda que, a partir de 2026, o Fisco deve intensificar esse controle com o uso mais avançado de tecnologia. Segundo ele, haverá um aprimoramento dos sistemas de inteligência artificial que cruzam dados fiscais e bancários em prazos cada vez menores.

“Que cruzam a Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais e a Declaração de Incentivos, Renúncias, Benefícios e Imunidades de Natureza Tributária com as movimentações bancárias em tempo recorde”, detalha.

Questionado sobre possíveis penalidades, Wolkartt confirma que igrejas podem ser multadas ou ter problemas com o CNPJ caso não cumpram corretamente suas obrigações declaratórias. Com a implementação da DIRBI, entidades imunes que deixam de informar seus benefícios fiscais podem sofrer multas automáticas, a partir de R$ 500.

“Quanto ao bloqueio de conta, ele ocorre de fato, mas com ressalvas: não é imediato por um erro simples, mas decorre da omissão sucessiva de declarações que torna o CNPJ Inapto. Um CNPJ inapto trava contas bancárias, emissão de notas e alvarás. Em resumo: a taxação de dízimos e ofertas é falso, mas a fiscalização sobre o uso desse dinheiro é real e rigorosa”, pontua.

Diante desse cenário, o advogado recomenda que as igrejas adotem práticas de compliance religioso, com organização contábil, transparência e acompanhamento profissional. Segundo ele, a imunidade constitucional não autoriza descontrole financeiro ou falta de prestação de contas.

“Recomendo seriamente a profissionalização: não há mais espaço para o ‘jeitinho’. A igreja precisa de um contador especialista em Terceiro Setor e um jurídico que blinde a instituição. A transparência com os membros é um reflexo da transparência com o Estado”, conclui.

Fonte: Comunhão

Batistas mundiais e latino-americanos manifestam solidariedade ao povo da Venezuela

População da Venezuela nas ruas (Foto: Reprodução)
População da Venezuela nas ruas (Foto: Reprodução)

A Aliança Batista Mundial (BWA) e a União Batista Latino-Americana (UBLA) divulgaram um posicionamento conjunto em solidariedade ao povo da Venezuela, reafirmando o vínculo histórico e espiritual que une as igrejas batistas da América Latina e de outras regiões do mundo. A manifestação ocorre em meio a um cenário de instabilidade política e social que continua afetando milhões de venezuelanos.

No comunicado, as duas organizações ressaltam o impacto humano de uma crise prolongada, que provocou sofrimento dentro do país e levou milhões de cidadãos a deixarem o território venezuelano, configurando a maior diáspora de sua história. A nota também menciona que a situação se agravou após ações militares realizadas pelos Estados Unidos em áreas da Venezuela, na madrugada de 3 de janeiro de 2026, fato que aumentou a incerteza e a tensão no país.

Diante desse contexto, BWA e UBLA convocam igrejas e fiéis a manterem uma postura de oração constante e a buscarem caminhos que promovam a paz, a liberdade, a justiça e a dignidade do povo venezuelano. O texto reconhece que os acontecimentos recentes têm provocado reações diversas, em um ambiente marcado por polarização política e social.

As entidades também fazem um apelo direto a lideranças religiosas, sociais e políticas, tanto em nível local quanto internacional, para que sejam esgotadas todas as alternativas pacíficas capazes de proteger a vida humana, fortalecer as instituições democráticas e estimular a responsabilidade cívica. Outro ponto destacado é o uso consciente das redes sociais, com incentivo à checagem de informações e ao combate à desinformação e a conteúdos alarmistas.

A mensagem reafirma a proximidade das comunidades batistas com os venezuelanos que permanecem no país e com aqueles que vivem no exterior, expressando esperança por dias melhores para crianças, jovens e adultos afetados pela crise. As organizações defendem que o bem-estar da população seja colocado no centro das decisões públicas e encerram o comunicado com um apelo à fé, à sabedoria e à construção de uma paz justa e duradoura.

A Aliança Batista Mundial possui mais de quatro séculos de história e está presente em 138 países e territórios, representando cerca de 53 milhões de fiéis batizados. A UBLA, uma de suas seis regiões globais, reúne 23 entidades-membro em 19 países da América Latina, incluindo a Convenção Batista Nacional da Venezuela, que congrega mais de 750 igrejas locais atuando em um cenário de desafios contínuos.

Fonte: Comunhão

Evidências sobre local ligado à Arca de Noé são inconclusivas, afirma geógrafo

Os fragmentos de cerâmica foram encontrados perto da formação Durupinar (foto de 2007). Foto: Captura de tela da Wikipédia.
Os fragmentos de cerâmica foram encontrados perto da formação Durupinar (foto de 2007). Foto: Captura de tela da Wikipédia.

Um geógrafo turco pediu cautela relativamente a recentes notícias na comunicação social que sugerem que fragmentos de cerâmica descobertos perto de uma formação geológica com a forma de um barco, no leste da Turquia, poderiam confirmar a existência da Arca de Noé. O geógrafo afirmou que as descobertas são preliminares e requerem mais estudos científicos.

Faruk Kaya, vice-reitor da Universidade Ağrı İbrahim Çeçen, afirmou que, embora os fragmentos de cerâmica encontrados junto à formação Durupinar possam indicar a presença de atividade humana antiga na área, não constituem prova arqueológica de que o local esteja ligado ao relato bíblico da Arca de Noé. Kaya, que participou em importantes projetos de investigação arqueológica e geomorfológica, declarou que ainda não foram estabelecidas provas conclusivas que sustentem tais afirmações.

A questão está relacionada com as últimas descobertas na formação Durupinar, uma estrutura com forma de barco na vila de Telçeker, em Doğubayazıt, descoberta pela primeira vez em 1959, e que alguns atribuem ao local onde a Arca de Noé terá repousado após o dilúvio, conforme descrito no livro bíblico do Génesis. 

O GB News também noticiou a alegação, afirmando que uma “descoberta arqueológica poderia PROVAR que a Arca de Noé existiu”.

Kaya afirmou que tais conclusões extrapolam as evidências disponíveis. “Nos estudos realizados até ao momento, não se chegou a nenhuma informação ou prova satisfatória”, afirmou.

O Christian Daily International contactou o Professor Faruk Kaya, vice-reitor da Universidade Ağrı İbrahim Çeçen e geógrafo que liderou importantes projetos arqueológicos, após uma série de notícias na comunicação social sugerirem que os fragmentos de cerâmica descobertos nas proximidades do local “poderiam provar que o barco bíblico realmente existiu”, conforme citado no Daily Mail. 

O New York Post citou um artigo anterior do Daily Mail e o Metro publicou a manchete: “Após milhares de anos, arqueólogos acreditam ter finalmente encontrado a ‘Arca de Noé'”. O GB News também repercutiu a afirmação, escrevendo que “uma descoberta arqueológica pode PROVAR a existência da Arca de Noé após uma descoberta incrível”.

No entanto, Kaya afirmou que, nos estudos realizados até ao momento, “não se obtiveram informações ou evidências satisfatórias”. 

O geógrafo fez referência às informações diretas previamente partilhadas com os órgãos de comunicação social no âmbito do estudo: “Com base nos fragmentos de cerâmica observados nas secções abertas durante a construção de estradas junto à formação geomorfológica que lembra a Arca de Noé, considera-se que pode ter havido atividade humana na região desde o Período Calcolítico (cerca de 5500–3000 a.C.)”.

Com base nessas descobertas, os investigadores interpretaram as evidências como sugestivas da existência de atividade humana nessa área durante um período próximo da época em que se acredita ter vivido Noé, afirmou Kaya.

“Já foram realizados inúmeros estudos e outros ainda estão em curso sobre o local onde a Arca de Noé poderá ter repousado”, acrescentou. 

Kaya afirmou que alguns estudos sugeriram a possibilidade de uma estrutura semelhante a um navio no local, mas também salientaram a necessidade de muito mais investigação, dado que até ao momento não foi encontrada qualquer prova arqueológica concreta.

“A formação com a forma de um navio na vila de Telçeker, em Doğubayazıt, desperta grande interesse devido à sua proximidade com o Monte Ararat. No entanto, para a identificar como a Arca de Noé mencionada na Bíblia, são necessárias informações e documentação obtidas por meio de dados científicos e arqueológicos. Posso afirmar que, nos estudos realizados até ao momento, não se obteve qualquer informação ou prova satisfatória”, disse Kaya.

Folha Gospel com informações de Christian Daily

Justiça decide a favor de instituições de caridade que contratam apenas cristãos, nos EUA

Martelo da Justiça com a bandeira dos EUA ao fundo (Foto: Folha Gospel/Canva IA)
Martelo da Justiça com a bandeira dos EUA ao fundo (Foto: Folha Gospel/Canva IA)

Um tribunal federal decidiu a favor de um ministério cristão que busca garantir seu direito de contratar apenas funcionários que concordem em seguir suas crenças religiosas, ordenando ao estado de Washington que não aplique uma lei antidiscriminação contra a organização.

Um painel de três juízes do 9º Tribunal de Apelações do Circuito dos EUA emitiu uma opinião unânime na terça-feira, decidindo que a Union Gospel Mission de Yakima tem o direito de contratar funcionários que se alinhem com as crenças religiosas da organização.

O ministério cristão processou o procurador-geral do estado e a Comissão de Direitos Humanos do Estado de Washington, alegando que a Lei de Washington contra a Discriminação viola os direitos da organização garantidos pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA. 

A lei proíbe a discriminação no emprego por diversos motivos, incluindo orientação sexual e identidade de gênero. A Union Gospel manifestou preocupação com a possibilidade de enfrentar processos judiciais devido à sua exigência de que os funcionários concordem e sigam as crenças e práticas cristãs, incluindo a “abstenção de qualquer conduta sexual fora do casamento bíblico entre um homem e uma mulher”. 

A decisão do tribunal impede que as autoridades estaduais apliquem a lei contra a Union Gospel, mas apenas no que diz respeito à contratação de funcionários que compartilhem suas crenças e valores religiosos. Todos os outros aspectos da lei continuam a se aplicar à organização. 

A organização jurídica conservadora sem fins lucrativos Alliance Defending Freedom, que representou a Union Gospel no processo, reagiu favoravelmente à decisão em um comunicado divulgado na terça-feira. 

“As organizações religiosas não devem ser punidas por exercerem sua liberdade constitucionalmente protegida de contratar funcionários que estejam alinhados com suas crenças religiosas e que as vivam de acordo com elas”, disse Jeremiah Galus, Conselheiro Sênior da ADF.

“A Yakima Union Gospel Mission existe para difundir o evangelho de Jesus Cristo por meio de seu abrigo para moradores de rua, programas de recuperação de dependentes químicos, ações de evangelização, serviços de alimentação e clínicas de saúde”, acrescentou. “O Tribunal do Nono Circuito decidiu corretamente que a Primeira Emenda protege a liberdade da missão de contratar outros crentes que compartilham esse chamado.”

A decisão de terça-feira é o resultado de anos de litígio que remontam a 2023. Embora o tribunal distrital tenha inicialmente rejeitado o caso, posteriormente concedeu o pedido da Union Gospel de uma liminar que impedia a aplicação da lei contra a organização. O estado recorreu, e a rejeição do recurso pelo 9º Circuito, mantendo a decisão do tribunal inferior, representa o desenvolvimento mais recente do caso.

A Union Gospel entrou com a ação judicial devido a preocupações com a interpretação da Suprema Corte de Washington sobre a isenção para organizações religiosas, que, segundo a corte, aplicava-se apenas a “ministros”, o que significa que o ministério deve cumprir as exigências da lei antidiscriminação ao contratar funcionários não ministeriais. Na época em que a ação judicial começou, a Union Gospel buscava preencher mais de 50 vagas não ministeriais.

O Tribunal do Nono Circuito citou a “Doutrina da Autonomia da Igreja” ao decidir a favor da Union Gospel. O tribunal federal afirmou que décadas de jurisprudência determinaram que “a Primeira e a Décima Quarta Emendas permitem que organizações religiosas hierárquicas estabeleçam suas próprias regras e regulamentos para disciplina e governo internos” e que “a Constituição exige que os tribunais civis aceitem suas decisões como vinculativas”.

“Se a contratação de correligionários por uma organização religiosa para cargos não ministeriais se baseia em crenças religiosas sinceras, então a doutrina da autonomia da igreja proíbe a interferência do governo nessa decisão de contratação”, afirmou o parecer.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Igrejas se tornam ‘faróis de esperança’ na Ucrânia em meio aos ataques da Rússia

Bandeira da Ucrânia em frente a um prédio residencial destruído pela guerra da Rússia (Fotos: Canva com montagem de Folha Gospel)
Bandeira da Ucrânia em frente a um prédio residencial destruído pela guerra da Rússia (Fotos: Canva com montagem de Folha Gospel)

A Rússia intensificou seu ataque de inverno contra a Ucrânia durante a noite, implantando um míssil hipersônico raramente usado, enquanto líderes cristãos alertavam que os civis foram levados ao limite durante os blecautes congelantes.

O presidente da organização cristã Mission Eurasia disse à Premier Christian News que seu “coração está partido” ao ver igrejas se mobilizando para abrigar famílias que ficaram sem aquecimento, energia elétrica ou água.

A Rússia utilizou o míssil balístico Oreshnik durante um ataque massivo contra a Ucrânia pouco antes da meia-noite de quinta-feira, matando quatro pessoas e ferindo 25 em Kiev, de acordo com as autoridades ucranianas.

Explosões foram ouvidas durante horas, com prédios residenciais gravemente danificados e o fornecimento de energia interrompido durante o frio extremo do inverno.

Sergey Rakhuba, presidente e CEO da Mission Eurasia, afirmou que mais de um milhão de pessoas ficaram sem energia elétrica em algumas partes do país, incluindo sua cidade natal, Zaporizhzhia.

“Sem energia, não há aquecimento, água ou lugar para cozinhar”, disse ele ao Premier na sexta-feira, acrescentando que os hospitais estavam funcionando com geradores e que as crianças estavam sofrendo.

Ele acrescentou ainda que as igrejas se tornaram “centros e faróis de esperança” durante os apagões, oferecendo comida, calor e oração.

Denis Gorkenov, um importante líder do serviço de capelania militar ucraniano, afirmou que os soldados na linha de frente estavam sofrendo bombardeios constantes enquanto lutavam por suas famílias.

Ele revelou que, por meio do trabalho de capelania, milhares de cópias impressas especialmente do Evangelho de Marcos foram distribuídas às tropas, oferecendo oração e encorajamento bíblico antes da batalha.

Rakhuba afirmou que a maior necessidade das pessoas afetadas pela guerra é apoio espiritual, além de apoio prático. “A igreja na Ucrânia está brilhando mais do que nunca”, disse ele, ao mesmo tempo em que pediu aos cristãos no Reino Unido que continuem orando por coragem, paz e pela intervenção de Deus para pôr fim à guerra.

O ataque marcou o segundo uso conhecido do míssil Oreshnik, que foi implantado pela primeira vez em novembro de 2024.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a infraestrutura perto de Lviv, próxima à fronteira com a Polônia, foi atingida como parte de um ataque mais amplo que incluiu mísseis e drones.

Folha Gospel com informações de Christian Daily

Pastor da Igreja do Nazareno e família são mortos pelo próprio filho em MG

O pastor João Batista e sua família foram mortos a facadas pelo próprio filho em MG. (Foto: Reprodução/YouTube/Cidade Alerta Record)
O pastor João Batista e sua família foram mortos a facadas pelo próprio filho em MG. (Foto: Reprodução/YouTube/Cidade Alerta Record)

O pastor aposentado João Batista Fernandes Souza, de 74 anos, foi morto a facadas pelo próprio filho na manhã de quarta-feira (7), em Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais. O ataque resultou em uma chacina que vitimou ainda a madrasta do suspeito, de 63 anos, duas irmãs, de 44 e 47 anos, e um sobrinho de apenas 5 anos.

De acordo com a Polícia Militar, o crime ocorreu em um conjunto de casas onde a família residia, no bairro Santa Cecília. O suspeito aguardou uma das irmãs sair pelo portão para iniciar o ataque. Imagens de uma câmera de segurança registraram parte da ação.

“Ele atacou a primeira, depois a segunda; em seguida, matou a mãe [madrasta], foi no quarto, matou o pai de 74, subiu até na parte de cima da casa e também efetuou as facadas contra a criança de cinco anos”, afirmou o tenente-coronel Flávio Tafúri, da Polícia Militar, em entrevista à TV Integração.

As vítimas foram encontradas por outro filho do pastor. Pouco depois, o suspeito foi localizado e preso no apartamento onde mora. Segundo a polícia, ele confessou o crime e foi encontrado limpando as roupas sujas de sangue no momento da abordagem.

“Segundo o relato dos irmãos, ele passava por transtornos mentais, com mudanças de humor e episódios de surto psicótico”, comentou o tenente-coronel Flávio Tafúri.

A Polícia Civil, no entanto, informou que ainda não há laudo médico que comprove diagnóstico de transtorno psicológico. A Delegacia Especializada de Homicídios de Juiz de Fora investiga a motivação do crime.

Segundo informações do G1, João Batista Fernandes Souza era pastor aposentado da Igreja do Nazareno e também trabalhava como marceneiro. Ele realizava tratamento contra um câncer de próstata.

Comunidade evangélica manifesta pesar

A tragédia causou forte comoção entre lideranças e fiéis da comunidade evangélica local. Em nota, a Igreja do Nazareno lamentou a morte do pastor e de seus familiares.

“Vítimas de uma fatalidade que enluta não apenas seus familiares e amigos, mas toda a Igreja de Cristo”, declararam os pastores Renato Siqueira e Silvia Helena.

Eles acrescentaram: “Cremos que, mesmo diante do silêncio da dor, o Senhor continua soberano, presente e fiel. Nossa esperança está na promessa da vida eterna e no reencontro glorioso em Cristo Jesus. Nos solidarizamos com os familiares, amigos e irmãos na fé, reafirmando nosso amor, apoio e intercessão contínua”.

O presidente do Conselho de Pastores de Juiz de Fora, pastor Célio Neto, também se manifestou, destacando o legado do líder religioso e pedindo oração pelas congregações enlutadas.

“Deixo aqui minhas condolências para todos os familiares por essa perda, essa tragédia, e também para toda comunidade cristã de Juiz de fora. Que Deus possa trazer consolo e paz aos integrantes da família depois dessa tragédia que aconteceu no nosso meio”, afirmou nas redes sociais.

A Assembleia de Deus Ministério Jeová Nissi, outra denominação da cidade, divulgou uma nota de solidariedade.

“Nos unimos em oração e solidariedade à família do pastor João e a todos os irmãos da Igreja do Nazareno em Santa Cecília. Que o Espírito Santo, o Consolador, traga paz, força e esperança neste momento de dor”, declarou a igreja em publicação no Instagram.

O velório ocorreu no dia 7 no Parque da Saudade e o sepultamento no dia 8 de janeiro.

Folha Gospel com informações de Guia-me e G1

Igreja é vandalizada no Paquistão

Igreja vandalizada no Paquistão (Foto: Christian Daily International-Morning Star News, cortesia de Ejaz Alam Augustine)
Igreja vandalizada no Paquistão (Foto: Christian Daily International-Morning Star News, cortesia de Ejaz Alam Augustine)

A polícia do Paquistão prendeu um muçulmano que invadiu uma igreja e profanou uma cruz e Bíblias após uma discussão com cristãos, informaram o pastor da igreja e a polícia.

O reverendo Tariq Masih, da Igreja Memorial Feroz Din Taak, na vila de Ghanekey, em Kot Radha Kishan, distrito de Kasur, província de Punjab, disse que o vandalismo ocorreu na madrugada de segunda-feira (5 de janeiro) e foi descoberto quando ele abriu a igreja para o culto matinal.

“O acusado, que mais tarde foi identificado como Allah Rakha, motorista de riquixá e morador da mesma vila, entrou na igreja após quebrar uma janela”, disse o pastor Masih ao Christian Daily International-Morning Star News. “Ele vandalizou a propriedade da igreja, profanou exemplares da Bíblia, danificou o sistema de som e itens do altar e dobrou a cruz instalada dentro do prédio.”

A polícia respondeu prontamente e, após investigação, conseguiu localizar o suspeito em apenas seis horas, disse ele.

O oficial de polícia do distrito de Kasur, Muhammad Isa Khan, disse que o suspeito preso confessou.

“Mais investigações estão em andamento e medidas legais rigorosas serão tomadas”, disse Khan, acrescentando que a polícia agiu rapidamente para evitar distúrbios e tranquilizar a população cristã local.

A polícia de Kot Radha Kishan registrou um Boletim de Ocorrência nos termos das seções 295 e 295-A das leis de blasfêmia, que criminalizam atos que insultam crenças religiosas ou ofendem deliberadamente os sentimentos religiosos de qualquer comunidade. De acordo com essas disposições, uma condenação pode acarretar pena de prisão de até 10 anos, multa ou ambas.

O pastor enfatizou que a vila nunca havia testemunhado violência religiosa e que cristãos e muçulmanos viviam lado a lado pacificamente há muito tempo. Essa mensagem foi reforçada quando residentes muçulmanos e fiéis de uma mesquita próxima visitaram a igreja após as orações da madrugada para expressar simpatia e condenar o ataque. Clérigos muçulmanos locais também criticaram publicamente o ato, chamando-o de inaceitável, disse o pastor Masih.

A igreja serve como único local de culto para cerca de 200 famílias cristãs afiliadas à Diocese de Lahore da Igreja Anglicana do Paquistão na vila predominantemente muçulmana, acrescentou ele.

O legislador provincial Ejaz Alam Augustine, cristão, disse que o ataque não parece ter sido motivado por ódio religioso organizado.

“O ato foi motivado por uma disputa pessoal”, disse Augustine ao Christian Daily International-Morning Star News. “O suspeito teria tido uma briga anterior com alguns jovens cristãos locais e, mais tarde, atacou a igreja como um ato de retaliação sob a influência do álcool.”

A profanação da Bíblia, da cruz e de outros itens religiosos feriu profundamente os sentimentos religiosos da comunidade cristã, mas a resposta rápida da polícia ajudou a construir a confiança da comunidade nas agências de aplicação da lei, disse Augustine, que visitou a vila para acompanhar a investigação policial.

Ataques de multidões muçulmanas por falsas acusações de blasfêmia destruíram igrejas e casas cristãs em Jaranwala em 2023 e Sargodha em 2024, ambas na província de Punjab. Em ambos os incidentes, policiais foram acusados de permanecerem em silêncio durante a pilhagem de propriedades cristãs e igrejas pelos manifestantes.

Mais de 300 suspeitos foram presos em conexão com a violência em Jaranwala, enquanto mais de 50 muçulmanos foram detidos após o incidente em Sargodha, mas quase todos foram libertados sob fiança ou absolvidos das acusações.

“O papel desempenhado pela polícia local é louvável, e isso se deve à política severa do atual governo contra o ódio religioso e o extremismo”, disse Augustine. “No entanto, o desafio mais profundo é mudar a mentalidade que permite que o ódio religioso ressurgir repetidamente.”

O Paquistão, cuja população é mais de 96% muçulmana, ficou em oitavo lugar na Lista Mundial da Perseguição 2025 da Missão Portas Abertas, que classifica os países onde é mais difícil ser cristão.

Folha Gospel com informações de Christian Daily

Crianças são doutrinadas nas escolas para denunciar pais cristãos na Coreia do Norte

Crianças em uma sala de aula na Coreia do Norte (Foto: Folha Gospel/Canva)
Crianças em uma sala de aula na Coreia do Norte (Foto: Folha Gospel/Canva)

A perseguição aos cristãos na Coreia do Norte começa ainda na primeira infância. Crianças em idade de jardim de infância são submetidas a um sistema de doutrinação estatal que combina culto obrigatório à família Kim com vigilância constante sobre possíveis práticas religiosas dentro das próprias casas.

No país, o regime exige demonstrações públicas de devoção aos líderes norte-coreanos. Retratos de Kim Il-sung e Kim Jong-il são obrigatórios em residências, escolas e ambientes de trabalho. Desde cedo, alunos aprendem a se curvar diante das imagens e a repetir expressões de gratidão aos líderes como parte da rotina escolar.

O cristianismo é classificado pelo governo como uma ameaça à segurança do Estado e um ato de traição. Questionar ou rejeitar a idolatria imposta pelo regime pode resultar em punições severas, incluindo prisão, campos de trabalho forçado e represálias estendidas a familiares.

Segundo Todd Nettleton, da organização cristã The Voice of the Martyrs (VOM), o avanço do Evangelho intensifica a repressão. De acordo com ele, o governo norte-coreano reage com maior rigor sempre que identifica sinais de crescimento da fé cristã no país.

A vigilância se estende às salas de aula. Crianças são incentivadas a observar o comportamento dos pais e a responder a perguntas diretas feitas por professores, que buscam identificar práticas religiosas no ambiente familiar, como orações, leituras bíblicas ou conversas sobre Jesus.

Quando cristãos são descobertos, a punição não se limita ao indivíduo. Familiares costumam ser presos e enviados para campos de trabalho forçado, em uma estratégia de repressão coletiva destinada a eliminar a fé dentro do núcleo familiar.

Apesar da repressão extrema, organizações cristãs relatam que o Evangelho continua a se espalhar no país. Iniciativas incluem transmissões de rádio, envio de materiais cristãos por balões e contatos com norte-coreanos que trabalham no exterior ou que conseguiram deixar o país.

Há também esforços direcionados a desertores que vivem na Coreia do Sul. Eles recebem treinamento para manter contato com familiares que permanecem na Coreia do Norte e compartilhar a fé por meios discretos, como ligações telefônicas e outras formas limitadas de comunicação.

Mesmo sob isolamento rigoroso, alguns cristãos conseguem manter vínculos com pessoas dentro do país. Segundo Nettleton, muitos vivem completamente isolados e podem passar a vida inteira sem conhecer mais do que um ou dois outros crentes, o que torna a perseverança na fé um desafio diário.

A Coreia do Norte ocupa, há anos, a primeira posição na Lista Mundial da Perseguição, que classifica os países onde cristãos enfrentam maior nível de repressão por causa da fé.

Líderes e entidades religiosas reagem à captura de Nicolás Maduro pelos EUA

Cristãos orando na Venezuela (Foto: Reprodução)
Cristãos orando na Venezuela (Foto: Reprodução)

Líderes cristãos de diferentes países manifestaram suas reações após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, durante uma operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, realizada no último sábado (3). A ação, que resultou na detenção do casal e em sua transferência para os Estados Unidos, desencadeou respostas variadas de líderes religiosos e apelos por oração em meio ao cenário de incerteza no país sul-americano.

A operação foi descrita pelo presidente norte-americano Donald Trump como bem-sucedida, com forças especiais capturando Maduro e sua esposa e conduzindo-os a Nova York para enfrentar acusações relacionadas ao narcotráfico e porte ilegal de armas. Trump declarou que os EUA administrariam temporariamente a Venezuela e “fariam o petróleo fluir”.

Reações de líderes cristãos

Nos Estados Unidos, alguns líderes evangélicos expressaram apoio à ação militar. O evangelista Franklin Graham afirmou que Trump é um presidente “que não apenas fala, mas age”, e destacou em publicação nas redes sociais que o povo venezuelano estaria aliviado com a saída de Maduro, pedindo oração para que a equipe americana tenha “sabedoria de Deus” nos próximos passos.

O pastor e escritor Michael A. Youssef também comemorou a operação em suas redes sociais, argumentando que ela renova a esperança de “povos oprimidos do mundo” graças à ação “corajosa e decisiva” dos Estados Unidos.

Em contrapartida, o Conselho Evangélico da Venezuela adotou uma postura mais cautelosa. Em comunicado, a entidade afirmou que a igreja e o país vivem um período de incerteza, e estendeu orações e solidariedade aos venezuelanos que enfrentam medo e insegurança. O conselho reafirmou sua confiança na soberania divina, destacando a necessidade de serenidade em meio às tensões regionais e internacionais.

Paralelamente, figuras religiosas de outras tradições também comentaram o episódio. Durante sua mensagem do Angelus na Praça de São Pedro, o Papa Leão XIV pediu respeito ao direito internacional e expressou “profunda preocupação” com os acontecimentos, ressaltando que “o bem do amado povo venezuelano deve prevalecer sobre qualquer outra consideração”. Ele enfatizou a importância de superar a violência e buscar caminhos de justiça, paz e respeito aos direitos civis, com atenção especial aos mais vulneráveis.

A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, assumiu interinamente o governo após a destituição de Maduro e afirmou que a Venezuela busca “paz e coexistência pacífica”, propondo cooperação respeitosa com os Estados Unidos baseada na soberania e na igualdade entre nações.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Sir Keir Starmer, declarou apoio à transição de poder na Venezuela, ressaltando que Maduro era considerado ilegítimo por seu governo, e enfatizou a necessidade de uma mudança segura e pacífica refletindo a vontade do povo venezuelano.

Apelo por oração e solidariedade

Enquanto isso, religiosos venezuelanos destacam a necessidade de apoio espiritual da comunidade de fé global. Em relatos recentes, pastores do país afirmam que a situação gerou um estado de medo e instrução para que a população permaneça em suas casas devido à escassez de informações confiáveis. Eles pedem que a igreja internacional ore por misericórdia para a população, proteção da vida dos civis e paz em meio à confusão que se instalou no país.

Organizações humanitárias também se manifestaram. A Visão Mundial apelou à comunidade internacional por apoio às milhões de famílias e crianças venezuelanas vulneráveis. A entidade salientou que mais de sete milhões de refugiados e deslocados internos venezuelanos estão abrigados em países vizinhos, enquanto cerca de cinco milhões de pessoas dentro da Venezuela enfrentam a fome e dificuldades no acesso a serviços básicos.

A Missão Portas Abertas pede que cristãos ao redor do mundo se unam em oração pelo povo venezuelano, destacando a necessidade de proteção aos civis e de paz em meio ao clima de medo e instabilidade. O comunicado enfatiza o desejo de que não haja derramamento de sangue e que atos de violência sejam interrompidos. Em nota, a organização reforça o convite à intercessão contínua, pedindo orações para que a Igreja na Venezuela seja fortalecida e orientada, para que os líderes ajam com humildade e responsabilidade e para que a paz de Deus traga consolo e esperança em um dos períodos mais críticos da história recente do país.

Folha Gospel com informações de Comunhão, Portas Abertas e The Christian Today

Nigéria: terroristas matam 11 cristãos em retaliação a bombardeio dos EUA

Aldeia cristã na Nigéria (Foto: Reprodução)
Aldeia cristã na Nigéria (Foto: Reprodução)

O grupo terrorista Estado Islâmico na África Ocidental (ISWAP) matou onze cristãos na aldeia de Mondag, no nordeste da Nigéria, entre 26 e 27 de dezembro de 2025 , segundo fontes de segurança locais. O ataque ocorreu numa área rural do estado de Adamawa, perto da fronteira com os Camarões.

De acordo com as primeiras investigações, os terroristas invadiram a aldeia armados com fuzis automáticos e abriram fogo contra os moradores, matando onze pessoas. Eles também incendiaram uma igreja e destruíram dezenas de casas , forçando os sobreviventes a fugir com medo de novos ataques. As autoridades locais confirmaram deslocamentos em massa de pessoas após a ofensiva.

O portal de notícias nigeriano TruthNigeria acrescentou que a ação fazia parte de uma série de ataques coordenados em Adamawa, visando principalmente comunidades cristãs .

Até o momento, nenhuma prisão foi efetuada em relação ao massacre de Mondag. Organizações humanitárias expressaram preocupação com a situação dos deslocados internos e com a crescente vulnerabilidade das minorias religiosas no país. As autoridades nigerianas reforçaram a presença militar na região, enquanto a investigação prossegue para determinar a extensão total dos danos.

Retaliação pelo ataque dos EUA

O ISWAP reivindicou a autoria do massacre por meio de seus canais de propaganda, apresentando-o como retaliação direta aos ataques aéreos dos EUA realizados em 25 de dezembro contra infraestrutura jihadista no estado de Sokoto. A operação militar, ordenada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, foi conduzida em coordenação com as forças nigerianas e, segundo o AFRICOM, resultou em significativas baixas entre os combatentes do grupo.

A sequência de eventos foi documentada pela Fundação para o Jornalismo Investigativo, que observou que o ataque em Mondag ocorreu apenas dois dias após a ofensiva dos EUA.

Apesar das operações militares contra o grupo, fontes de segurança alertam que o ISWAP mantém uma capacidade operacional significativa na região. A Nigéria continua a enfrentar uma ameaça persistente de grupos jihadistas, especialmente nos estados do nordeste e noroeste, onde os ataques contra civis são frequentes.

Folha Gospel com informações de Evangélico Digital

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