Cristãos em uma mesa com Bíblias na China (Foto: Reprodução/Bíblias para a China)
Apesar do governo restringir a distribuição de Bíblias na China, alegando que não é necessária, missionários locais afirmam que há necessidade do acesso à Palavra de Deus no país.
O ministério “Bíblias para a China” (BFC) trabalha para fornecer as Escrituras aos cristãos que vivem na área rural da nação.
“Todos os anos, temos solicitações e projetos que não são menores do que os do ano anterior, e este ano não é exceção. Então, estamos animados com tantas oportunidades quanto já tivemos”, disse Kurt Rovenstine, do BFC.
“A necessidade em certos lugares não existe por causa da facilidade de acesso a certas províncias e locais. No nível provincial, no nível governamental, conseguimos trabalhar lá. Mas, há muitos lugares que são um pouco mais difíceis”, acrescentou.
O ministério informou que Deus está fazendo uma “obra incrível” na China, e há uma necessidade real e crescente de fornecer Bíblias aos cristãos locais.
“A igreja chinesa é composta por um grupo de cristãos que são capazes de ser um corpo eclesiástico autossustentável, autogovernado e autopropagante. No entanto, em muitos casos, o acesso à Bíblia é restrito à leitura de partes copiadas à mão das Escrituras, à revisão de passagens memorizadas ou ao compartilhamento de um texto despedaçado de uma vila”, afirmou o site do ministério.
Portanto, eles estão se esforçando para ampliar o trabalho da igreja chinesa local, fornecendo Bíblias sem custo aos crentes da região.
Necessidade do acesso
Atualmente, os parceiros do BFC estão começando a explorar essas áreas. Kurt contou que o acesso às Escrituras frequentemente acontece através de igrejas que são registradas.
“Se você tiver acesso a uma igreja registrada, há uma boa chance de conseguir uma Bíblia em muitas províncias. Mas, nem todas as províncias aproveitam essa oportunidade. Elas não têm grandes suprimentos porque não podem pagar por eles ou escolhem não obtê-los”, afirmou Kurt.
“Alguém simplesmente mora muito longe do lugar onde precisa ir — uma igreja em uma cidade grande — que teria um estoque de Bíblias”, acrescentou.
No momento, Kurt está animado com o estado da igreja na China, apesar da forte regulamentação do governo e da falta de liberdade para evangelizar.
“Por favor, ore para que a BFC encontre portas abertas para seus projetos de distribuição de Bíblias. Pela situação na China e pelos cristãos de lá. Ore para que os seguidores chineses de Jesus sejam obedientes ao Seu chamado, quer Ele os leve à igreja registrada ou à igreja subterrânea. Ore para que essas congregações não sejam divididas, e ore para que pessoas perdidas sejam atraídas por Cristo na China”, concluiu.
Bíblias para a China
O Bibles for China tem ajudado a fornecer Bíblias para distribuição local em toda a China rural desde 2011.
O ministério financia Bíblias impressas na “Amity Printing Press”, que é o maior local de impressão de Bíblias do mundo.
Esta operação é financiada por parceiros de 45 países e 49 estados que fornecem os recursos financeiros para a compra de Bíblias escritas em mandarim, o idioma utilizado na China.
“Romanos 10:17 nos lembra que a fé vem pelo ouvir a Palavra de Cristo e, para esse fim, estamos comprometidos em apoiar a igreja chinesa fornecendo Bíblias para a glória de Jesus e o crescimento de sua fé”, destacou o ministério.
Fonte: Guia-me com informações de Mission Network News
Edifícios no bairro de Sant Andreu, em Barcelona. (Foto: Câmara Municipal de Barcelona)
Pelo menos 17 igrejas evangélicas em Barcelona enfrentam a ameaça de fechamento por causa dos planos de desenvolvimento urbano do governo local.
Alguns já foram notificados pelas autoridades locais sobre a necessidade de realocação diante do fechamento iminente. Outros foram informados em uma reunião realizada recentemente pelo Consell Evangèlic de Catalunya (Conselho Evangélico da Catalunha, CEC ), que expressou sua preocupação com uma decisão que “poderia deixar milhares de fiéis sem um local de culto ”.
No bairro de Sant Andreu, tradicionalmente uma área industrial, existem várias igrejas evangélicas que estão localizadas principalmente em armazéns ou instalações que foram adaptadas para o culto.
Algumas delas foram compradas pelas congregações, outras são alugadas, mas todas são diretamente afetadas pelos planos de reorganização metropolitana, que envolvem a ampliação da estação ferroviária e uma reconfiguração de toda a área.
Segundo fontes municipais consultadas pelo site de notícias espanhol Protestante Digital , onze locais de culto foram inspecionados desde dezembro de 2024, tendo sido informados de sua situação irregular em outubro.
As autoridades locais explicam que existem vários locais de culto “sem licença de atividade”, porque “a atividade de um local de culto não é permitida em terrenos industriais de acordo com as normas de desenvolvimento urbano do Plano Geral Metropolitano e, portanto, a Câmara Municipal não tem registo das condições de segurança das suas instalações”.
Vontade de dialogar
Em carta enviada às igrejas do Conselho Evangélico da Catalunha, o organismo evangélico expressou seu “compromisso em defender os direitos das igrejas e encontrar soluções”.
Guillem Correa, secretário executivo da CEC, explicou ao Protestante Digital que em um primeiro encontro com o prefeito de Barcelona, ele conseguiu expressar a preocupação que existe entre os evangélicos sobre a possibilidade de perder seus locais de culto.
A Câmara Municipal demonstrou sua disposição de cooperar por meio do Gabinete de Assuntos Religiosos, e a CEC reconheceu e expressou sua gratidão pela “disposição ao diálogo” demonstrada pelas autoridades locais.
Correa confirmou que uma reunião será realizada em breve, na qual ele espera a presença do gerente distrital, além do comissário de assuntos religiosos do conselho municipal.
Nesta reunião, o conselho evangélico pedirá duas coisas. “Primeiramente, uma moratória pelo maior tempo possível para dar tempo de adaptação, para que as igrejas possam tomar medidas corretivas para se atualizarem legalmente ou encontrarem um lugar para se mudarem”. Em segundo lugar, as igrejas evangélicas pedirão “ajuda econômica para que as igrejas sejam prejudicadas o mínimo possível”.
A CEC também acompanhará as igrejas e as aconselhará “pastoral e legalmente”.
“Entendemos que o caso afeta a liberdade de culto , e o que caracteriza o exercício desse direito é que as pessoas podem se reunir no local de culto durante toda a semana. Sem isso, não há liberdade religiosa e nem vida comunitária”, alerta Correa.
Fontes municipais ouvidas pelo Protestante Digital também confirmaram que a reunião será realizada “nas próximas semanas”, e eles “darão conta das ações realizadas e se mostrarão dispostos a trabalhar juntos para encontrar uma solução satisfatória para ambas as partes”.
“As igrejas estão sofrendo”
As autoridades de Barcelona propuseram até agora à “maioria das igrejas o encerramento das instalações atuais” e uma mudança de local, mas Correa espera que seja feita uma avaliação caso a caso para encontrar a melhor solução.
“As igrejas estão sofrendo, porque todas elas vão ter que se mudar, o que significa situações difíceis. Muitas estão jejuando e orando, buscando a melhor solução possível”, aponta o secretário executivo da CEC.
A entidade evangélica admite que “é difícil, porque como é um plano metropolitano, não sabemos se eles têm margem de ação, mas têm margem de apoio, e é a isso que vamos apelar”.
“Na próxima reunião pediremos medidas extraordinárias, porque estamos diante de uma situação extraordinária, não podemos deixar 15 ou 20 igrejas sem local de culto”, conclui Correa.
Enquanto isso, a Câmara Municipal de Barcelona confirmou que “o Gabinete de Assuntos Religiosos, da Direção Municipal de Interculturalidade, acompanhará e aconselhará as comunidades que o solicitarem, para as ajudar a garantir que as potenciais instalações para os novos locais de culto que possam ser do seu interesse cumpram as normas para solicitar a licença”.
Cristãos durante culto na Nigéria (Foto: World Watch Monitor)
Extremistas mataram 11 cristãos durante um ataque a uma comunidade agrícola cristã na Nigéria.
O crime ocorreu na vila de Ruwi B2, no condado de Bokkos, em 27 de março, e faz parte dos desafios contínuos de insegurança que comunidades cristãs rurais enfrentam no estado de Plateau.
O International Christian Concern (ICC) informou que entre as vítimas estavam uma mulher grávida, seu marido e uma menina de 10 anos.
Os sobreviventes acreditam que os homens armados que atacaram a comunidade podem estar associados a militantes Fulani.
Eles atacaram enquanto um grupo prestava homenagens a um idoso de 87 anos que havia falecido na comunidade.
Por 45 minutos, os extremistas deixaram a comunidade em choque e sofrendo mais um luto.
“No final da noite, militantes armados nos surpreenderam com seu ataque. Perdemos 11 vidas valiosas, incluindo uma mulher grávida”, disse Tajot Stephen Alexander, um morador de Ruwi, ao ICC.
‘Mais segurança’
Agora, os moradores de Ruwi vivem com medo generalizado. Eles pedem tanto garantias verbais quanto ações concretas de segurança das autoridades.
Segundo o ICC, o ataque ocorreu apesar dos avisos prévios sobre violência que poderiam ocorrer durante a Quaresma, levantando dúvidas sobre a preparação das forças de segurança para proteger essas comunidades.
No momento do ataque, o exército nigeriano e o pessoal de segurança da Operação Safe Haven estavam posicionados próximo à região.
Em resposta, a Anistia Internacional Nigéria condenou os assassinatos e ressaltou a importância de medidas proativas para proteger comunidades vulneráveis.
“A inação das autoridades deixou as pessoas expostas à violência, resultando em perdas devastadoras”, declararam eles.
‘Ataque brutal’
O governador do estado de Plateau, Caleb Manasseh Mutfwang, denunciou o ataque, chamando-o de um “ato bárbaro contra vidas inocentes”.
Em uma declaração divulgada por Bere Gyang, diretor de imprensa e relações públicas do governador, Caleb transmitiu suas condolências às famílias das vítimas e prometeu buscar justiça.
“Trabalharemos incansavelmente para garantir que os responsáveis sejam levados à justiça”, afirmou o governador, também destacando a importância de melhorar as medidas de segurança em todo o estado.
A Nigéria ficou em 7º lugar na Lista Mundial da Perseguição de 2025 da Portas Abertas, dos lugares mais difíceis para ser cristão, assim como no ano anterior.
Fonte: Guia-me com informações de International Christian Concern
Jornalista e teólogo Gutierres Fernandes, autor do livro "Quem tem medo dos evangélicos?", pela Editora Mundo Cristão. Foto: Arquivo Pessoal.
O acirrado debate público extrapolou as fronteiras da política e instalou-se no coração das igrejas evangélicas brasileiras. Pastores e fiéis se encontram sob a pressão de tomar partido, enquanto a fé cristã corre o risco de ser instrumentalizada como mera bandeira ideológica.
Diante desse cenário preocupante, o teólogo Gutierres Fernandes Siqueira lança “Igreja Polarizada”, pela Editora Mundo Cristão, e investiga os impactos dessa crescente divisão, advertindo sobre os perigos de reduzir a espiritualidade à militância ideológica.
Com o respaldo de nomes relevantes da teologia cristã, como o antropólogo Juliano Spyer e a teóloga Norma Braga, o livro surge como um “chamado à reconciliação e à reflexão”: por que a guerra cultural ameaça a essência da fé cristã? Munido de uma análise equilibrada e bem fundamentada, o autor examina de que maneira essa mentalidade partidária mina a comunhão entre os crentes e compromete a unidade da igreja.
Gutierres Fernandes Siqueira, uma das vozes evangélicas mais influentes da atualidade, conhecido por suas opiniões firmes e diretas, desafia os cristãos a direcionarem suas energias para a “verdadeira batalha espiritual”: a busca incessante pela comunhão e a centralidade da mensagem do Evangelho. Autor de “Quem tem medo dos evangélicos?“, Gutierres prossegue em sua análise, desconstruindo discursos extremistas e convidando os leitores a cultivarem uma espiritualidade marcada pelo equilíbrio e pela fé.
“De um lado, a direita torna-se cada vez mais direitista; do outro, a esquerda, cada vez mais esquerdista. E o centro? Desapareceu sem um réquiem. Nesse clima tenso, tentar conversar sobre diferenças é como andar em um campo cheio de minas terrestres, em que basta um passo errado para desencadear brigas explosivas. A ausência de um meio-termo forte deixa um espaço vazio, complicando os esforços para conectar pessoas com ideias tão diversas.” (Igreja Polarizada, p. 9).
Gutierres estabelece distinções cruciais entre conservadorismo e reacionarismo, questionando os limites em que as Escrituras Sagradas podem ser utilizadas para justificar posturas extremistas. Além disso, o autor investiga o fascínio de certos setores do evangelicalismo por teorias conspiratórias e tece críticas tanto ao radicalismo de direita quanto aos desafios enfrentados pelos evangélicos progressistas em estabelecer diálogo com esse grupo, dada a sua inegável relevância no cenário eleitoral do país.
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Editora : Mundo Cristão; 1ª edição (18 abril 2025)
Cúpula da Igreja do Santo Sepulcro, Cidade Velha de Jerusalém, Israel (Foto: Canva)
Pesquisadores fizeram uma descoberta arqueológica que reforça a tese de que Jesus foi sepultado onde hoje se encontra a Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém. Segundo descrito no evangelho de João, capítulo 19, versículo 41, havia um jardim onde o Messias foi enterrado. Ao analisarem o solo sob a fundação da igreja, os cientistas confirmaram evidências de “oliveiras e videiras de cerca de 2.000 anos atrás” no local.
– O Evangelho menciona uma área verde entre o Calvário e o túmulo, e nós identificamos esses campos cultivados – informou a arqueóloga-chefe do grupo, Francesca Romana Stasolla, em entrevista ao The Times of Israel.
A análise foi feita por pesquisadores da Universidade Sapienza, de Roma, que começaram a escavação em meio às reformas da igreja em 2022. Como resultado, eles também identificaram uma base circular de mármore sob o templo, envolvendo o que eles creem ser a tumba de Jesus. Os cientistas farão testes para apurar qual a idade e a origem do mármore.
A descoberta contribui para o debate sobre o verdadeiro local do sepultamento de Cristo. Enquanto muitos estudiosos defendem que a Igreja do Santo Sepulcro é o lugar correto com base em tumbas escavadas na rocha do primeiro século, outros acreditam que o Túmulo do Jardim se encaixa melhor na descrição bíblica.
– A Igreja do Santo Sepulcro fica em uma pedreira, o que não nos surpreende porque uma grande parte da Cidade Velha de Jerusalém fica em uma pedreira. A pedreira já estava ativa na Idade do Ferro. Durante a escavação, encontramos cerâmica, lâmpadas e outros objetos cotidianos que datam daquele período – adicionou Francesca, explicando que, após a pedreira parar de funcionar, a área passou a ser usada para terras agrícolas.
A igreja em questão atrai aproximadamente 4 milhões de visitantes anualmente. Ela foi encomendada pelo imperador romano Constantino I, cerca de 300 anos após o sepultamento de Jesus. Na avaliação de Francesca, Constantino sabia que o túmulo de Cristo se encontrava ali e decidiu construir a igreja sobre ele para isolá-lo dos demais.
Um tribunal da cidade de Moscou proibiu um texto sagrado produzido por um cristão chinês, Witness Lee. Witness Lee fundou a Igreja Local em Moscou e foi discípulo do famoso Watchman Nee, que foi preso pelo Partido Comunista Chinês.
O texto em questão é uma tradução do Novo Testamento feita por Lee, chamada “New Testament: The Restoration Translation”. Fontes indicam que o tribunal de Moscou não teve problemas com o Novo Testamento em si, que, como um texto bíblico, não pode ser considerado extremista sob a lei russa.
O tribunal aparentemente fez exceção aos comentários de Witness Lee. O tribunal disse à Agência Russa de Informação Legal e Judicial (RAPSI) que alguns dos comentários de Witness Lee tinham “sinais linguísticos especiais de propaganda e humilhação” contra outras religiões. O tribunal chegou a dizer que alguns comentários pareciam justificar a violência contra pessoas de outras religiões.
Além de ser declarado não canônico, o texto foi considerado excessivamente exclusivo de traduções bíblicas, especialmente aquelas da Igreja Ortodoxa Russa.
Um representante da International Christian Concern comentou sobre o caso: “Isso provavelmente criará mais pressão e um efeito inibidor sobre os membros da Congregação da Igreja Local em Moscou e em toda a Rússia.
“É fascinante que uma tradução da Bíblia nascida de tanta perseguição aos cristãos chineses esteja agora no centro da crescente pressão sobre os crentes evangélicos na Rússia. Por favor, continuem orando pelos membros da igreja local, pelos cristãos evangélicos na China e na Rússia, e também pelos esforços contínuos de tradução da Bíblia em todo o mundo.”
A Rússia baniu vários outros textos religiosos por incitar o extremismo, incluindo uma tradução do Alcorão e a tradução da Bíblia das Testemunhas de Jeová. Alguns textos teológicos, romances e artigos que abordam temas religiosos também foram banidos, assim como alguns materiais ateus.
Folha Gospel com informações de The Christian Today
Em novembro de 2024, o Irã iniciou o que chamam de “clínicas de hijab” como parte do esforço para impor leis obrigatórias do uso do véu islâmico. Esses centros visam fornecer aconselhamento, workshops e “reeducação” para mulheres sobre a importância do hijab na identidade pessoal e social. As autoridades propõem essas clínicas como uma alternativa às penalidades financeiras para mulheres consideradas “vestidas inadequadamente”, como foi o caso da jovem Mahsa em 2023.
Críticos argumentam que essas clínicas utilizam abordagens psicológicas para impor mandatos governamentais e silenciar dissidências. A iniciativa segue uma repressão mais ampla às mulheres sob o plano nacional “Noor”, que visa impor a modéstia, resultando em prisões generalizadas, humilhação pública e crises crescentes de saúde mental, especialmente entre mulheres e jovens.
A pressão intensa para moldar a comunidade feminina sob os padrões do islamismo fez com que duas jovens, Arezo Khavari, uma estudante afegã de 16 anos em Teerã, capital do Irã, e Ainaz Karimi, uma garota de 17 anos, tirassem a própria vida. Ainaz foi suspensa da escola por estar com as sobrancelhas feitas e usar esmalte, e enquanto esteve afastada, se enforcou.
Prisão de cristãos de origem muçulmana
Além disso, a perseguição sistêmica do Irã contra cristãos de origem muçulmana continuou a escalar, com dois casos significativos. Em 5 de novembro, o Tribunal Revolucionário de Karaj condenou o cristão Toomaj Aryan-Kia a dez anos de prisão por “propagação do cristianismo” e “colaboração com governos hostis”. A sentença de Toomaj marca uma tendência crescente de longas penas de prisão para cristãos, com pelo menos seis indivíduos recebendo sentenças de dez anos ou mais apenas em 2024.
Enquanto isso, na cidade de Nowshahr, no Norte do Irã, os cristãos de origem muçulmana, Jahangir Alikhani, Hamed Malamiri e Gholam Eshaghi permanecem detidos em local não divulgado após suas prisões em setembro pela Inteligência iraniana. Eles já haviam sido presos no Natal em 2023, e agora enfrentam acusações de “propagação do cristianismo” e “colaboração com países estrangeiros hostis”.
As famílias dos cristãos presos relataram ameaças, intimidação e até violência física durante os interrogatórios. A detenção contínua e a falta de atualizações destacam o uso estratégico de leis para suprimir práticas religiosas pacíficas e punir cristãos de origem muçulmana sob o pretexto de segurança nacional.
Todos esses incidentes trágicos revelam uma realidade sombria para muitos no Irã, onde o abuso sistêmico, a opressão e o desrespeito aos direitos humanos estão cada vez mais levando indivíduos ao limite. Os cristãos iranianos contam com as orações pelo 9º país da Lista Mundial da Perseguição 2025.
A série "The Chosen", baseada na Bíblia, acompanha a história de Jesus e seus discípulos (Foto: Reprodução)
Os fãs da série The Chosen podem comemorar: a produção cristã não será mais removida do catálogo da Netflix Brasil. Inicialmente, havia previsão de que a série deixaria a plataforma em 1º de abril de 2025, mas um novo acordo entre o estúdio responsável e a gigante do streaming garantiu sua permanência.
Além da continuidade na Netflix, a empresa anunciou que a quarta temporada será lançada em breve, embora a data exata ainda não tenha sido divulgada. A expectativa também se estende para a quinta temporada, que deve chegar futuramente ao catálogo.
Novos Episódios e Lançamento nos Cinemas
A próxima temporada, intitulada The Chosen: Última Ceia, promete emocionar o público ao retratar os eventos cruciais da semana que antecede a crucificação e ressurreição de Jesus Cristo. Com oito episódios, a nova fase da série oferecerá uma abordagem cinematográfica detalhada desses momentos históricos.
A produção terá um lançamento especial nos cinemas, com estreia marcada para 10 de abril de 2025. Os ingressos já estão disponíveis no site oficial da série, permitindo que os espectadores acompanhem essa nova fase com qualidade de cinema antes da chegada ao streaming.
Onde Assistir ‘The Chosen’?
Após a exibição nos cinemas, a temporada completa de The Chosen: Última Ceia será disponibilizada no Prime Video e no aplicativo oficial da série. Com essa estratégia de distribuição, os fãs terão diversas formas de acompanhar a história, seja nas telonas ou no conforto de suas casas.
Além disso, todas as temporadas anteriores de The Chosen já estão disponíveis no Prime Video, ampliando ainda mais o acesso à série para novos espectadores.
Sucesso e Impacto da Série
O ator Jonathan Roumie, intérprete de Jesus Cristo, falou recentemente sobre seu papel e o futuro da produção em uma entrevista ao CinePOP. Ele revelou que, embora a série tenha previsão de encerramento na sétima temporada, ainda não está pronto para se despedir dessa jornada.
O impacto de The Chosen tem sido expressivo. Em dezembro de 2023, a série foi classificada como o segundo drama mais assistido e a quarta série não-original mais popular da Netflix Brasil. Com milhões de espectadores ao redor do mundo, a produção continua conquistando novos públicos e se consolidando como um fenômeno global.
A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já vinha apresentando queda, sofreu uma nova e significativa redução. Pelo menos é o que revela a pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (2), que mostra que 56% desaprovam o atual governo. Em janeiro deste ano, esse percentual era de 49%. Os dados mostram ainda que o grupo que mais desaprova a gestão de Lula é o dos evangélicos (67%).
Esse fenômeno, inclusive, já havia sido apontado por outro instituto, o AtlasIntel, que, em fevereiro deste ano, registrou uma rejeição recorde dos evangélicos: 80,1% em relação a Lula. Os números negativos também foram apontados pelo PoderData, quando, em janeiro, a rejeição entre os evangélicos já batia os 68%.
“A rejeição ao presidente por parte dos evangélicos não é pela falta de benefícios, mas pela falta de uma ética, de uma pauta que seja minimamente compatível com os valores e princípios bíblicos”, explicou o líder do ministério na Igreja Presbiteriana Água Viva em Vitória, pastor José Ernesto, na ocasião.
Os dados da Genial/Quaest de hoje apontam para uma insatisfação geral, já que a aprovação do governo Lula também caiu de 47% para 41% em relação a janeiro deste ano. Os que consideram a atual gestão negativa subiram de 37% para 41% no mesmo período e a avaliação positiva caiu de 31% para 27%. Para 29%, o governo é regular e 3% não souberam responder.
“Há uma série de situações interferindo nos preços, mas as pessoas não conseguem fazer essa avaliação e acabam responsabilizando o presidente. De fato, o governo tem sido lento em encontrar saídas e está sendo pressionado a isso”, avaliou Magali do Nascimento Cunha, doutora em Ciências da Comunicação e pesquisadora do Instituto de Estudos da Religião (ISER), ao comentar a queda de aprovação do governo no início de fevereiro.
Panorama da rejeição
A pesquisa da Genial/Quaest apontou ainda que, além dos evangélicos, os grupos que mais desaprovam o governo Lula são: os que ganham mais de cinco salários mínimos (64%), têm até o ensino médio completo (64%) e estão na faixa etária dos 16 aos 34 anos (64%).
Já o grupo que apresenta maior aprovação é composto por: os que têm até o ensino fundamental completo (55%), renda de até dois salários mínimos (52%) e maiores de 60 anos (50%). Entre os que votaram em Lula em 2022, a avaliação positiva caiu de 81% para 72%, e a negativa subiu de 17% para 26%.
Entre os que votaram em Jair Bolsonaro (PL), a desaprovação ao governo Lula subiu de 88% para 92%, e a aprovação caiu de 10% para 7%.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores, em 120 municípios, entre os dias 27 e 31 de março de 2025. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, conforme informado pela Genial/Quaest.
O cristianismo na China parou de crescer desde 2010, de acordo com um artigo acadêmico.
“Em 19 pesquisas nacionalmente representativas conduzidas desde o início dos anos 2000, os autores não encontraram nenhuma evidência clara de que o cristianismo continua a crescer como parcela da população da China”, disse um artigo acadêmico intitulado ” O crescimento do cristianismo na China pode ter chegado ao fim “.
Coautorado por Conrad Hackett, diretor associado de pesquisa e demógrafo sênior do Pew Research Center, e Yunping Tong, pesquisador associado do Pew Research Center especializado em demografia religiosa internacional, o artigo é uma versão expandida de um relatório anterior ” Medindo a religião na China ” publicado pelo Pew Research Center em 30 de agosto de 2023, que conclui que não há evidências de que o cristianismo na China esteja crescendo depois de 2010.
Publicado no Sage Journal em 10 de janeiro, o artigo conclui que não há evidências do crescimento do cristianismo na China, já que a porcentagem de cristãos gira em torno de dois por cento nos últimos anos e parece haver mais cristãos idosos do que jovens fiéis, com base em duas décadas de dados de pesquisas.
Os dados vêm da Pesquisa Social Geral Chinesa (CGSS; 2006–2021), dos Estudos do Painel Familiar da China (2012–2018), da Pesquisa de Dinâmica da Força de Trabalho da China (CLDS; 2012–2014), da Pesquisa de Valores Mundiais (WVS; 2001–2018) e do Estudo de Vida Espiritual de Residentes Chineses (SLSCR) de 2007.
Apesar de suas limitações e da complexidade da igreja na China, os autores afirmam que “as pesquisas fornecem informações cruciais sobre a trajetória recente da população cristã da China”.
Controvérsias têm sido despertadas entre os cristãos chineses desde então. Um pastor da província de Shandong concorda que a população cristã total na China está diminuindo, enquanto outro pastor do nordeste da China se opõe a isso, pois novos convertidos vêm à sua igreja a cada ano.
O China Christian Daily entrevistou cinco especialistas e acadêmicos da China e dos EUA para compartilhar suas perspectivas sobre este assunto:
Liu Ping, Professor de Estudos Religiosos na Universidade Fudan
Não me oponho nem apoio essa visão de que “o crescimento do cristianismo na China pode ter chegado ao fim”, pois quaisquer conclusões tiradas de pesquisas de amostragem não são confiáveis, dado o cenário ideológico atual da China, a ampla distribuição de religiões e as limitações das pesquisas sociais. O valor de tal pesquisa está em ser “apenas para referência”, com sua limitação sendo a metodologia de amostragem. Na verdade, ninguém, incluindo o governo chinês, sabe o número exato de cristãos da China.
Desde o início do século XXI, a população cristã da China passou de crescimento para declínio. Esta conclusão é baseada na tendência observada ao longo do primeiro quarto do século, com 2012 servindo como um ponto de divisão: os primeiros 12 anos viram um rápido crescimento, enquanto os 12 anos seguintes experimentaram um declínio significativo. As razões para esta mudança incluem a transição de uma economia de alta velocidade para uma economia de baixa velocidade, o surto da pandemia, crises econômicas em larga escala, declínio populacional, vigilância rigorosa orientada por IA até o nível individual e a emigração de cristãos de classe média e ricos para o exterior. Todos esses fatores contribuíram para a diminuição acelerada da população cristã.
A trajetória futura do cristianismo chinês nas próximas décadas resultará em uma população decrescente e uma qualidade melhorada sob pressão externa cada vez maior. Além da ideologia, a influência da inteligência artificial (IA) é ainda maior. O cristianismo na China precisa e deve “se atualizar”. Em outras palavras, uma reforma na era da IA é inevitável. Se o modelo e a abordagem atuais continuarem, o cristianismo chinês inevitavelmente encolherá para uma comunidade de fé marginalizada, tornando-se irrelevante para a sociedade como um todo.
Zhang Zhipeng, Professor de Economia da Religião em Nanquim
Mesmo que os dados da pesquisa em que este artigo se baseia sejam confiáveis, eles não necessariamente levam a uma conclusão definitiva que possa ser apresentada com uma manchete marcante. A verdadeira questão que vale a pena refletir profundamente é: Quais são os principais fatores que determinam o número de cristãos na China? O rápido crescimento econômico é mais propício ao desenvolvimento do cristianismo ou é mais fácil atrair fiéis durante as crises econômicas? Somente entendendo esses principais fatores podemos avaliar as tendências no número de cristãos chineses na última década e no futuro.
Pesquisas na sociologia da religião indicam que a demanda por religião ou fé é universal e estável. Enquanto milhares de fatores influenciam a conversão de uma pessoa a uma religião, o fator central continua sendo uma comparação de benefícios e custos. Em termos econômicos, as pessoas fazem escolhas quando o benefício marginal é igual ao custo marginal. Quando os benefícios de aderir a uma religião permanecem estáveis, a decisão depende de mudanças no custo. Se o custo diminuir, o número de crentes aumentará; se o custo aumentar, o número de crentes diminuirá.
Não há dúvida de que antes do fim da Revolução Cultural, o custo de praticar religião era extremamente alto. Isso levou a um declínio rápido e significativo no número de seguidores religiosos, incluindo cristãos. Depois de 1978, o relaxamento dos controles econômicos e sociais reduziu indiretamente o custo da crença religiosa, levando a um crescimento constante e rápido no número de adeptos em várias religiões até por volta de 2012. Alguns pesquisadores atribuíram erroneamente esse renascimento religioso ao crescimento econômico. No entanto, nos anos que se seguiram, o custo suportado pelos crentes religiosos na China continuou a aumentar. É claramente visto pelos dados do WVS e CGSS que o ano de 2012 ou 2013 marcou uma virada na proporção de cristãos na China. Nesse sentido, os dados da pesquisa se alinham com a tendência real.
Considerando a complexidade da religião e da fé entre os chineses, conduzi pesquisas em 2018 e 2021 usando o método de “amostragem bola de neve” na minha rede WeChat. Aproximadamente oito por cento dos 1.653 entrevistados se identificaram como cristãos em 2018 e a mesma proporção se manteve em 2021 — maior do que a estimativa da pesquisa nacional de cerca de 2% dos adultos chineses se identificando como cristãos. Entre os ateus, que representaram mais de 20% em ambas as pesquisas, os jovens estudantes eram a grande maioria, e essa proporção continuou a diminuir com a idade; enquanto isso, a porcentagem daqueles que escolheram uma crença religiosa clara aumentou à medida que envelheciam. Essa mudança dinâmica no número de crentes é facilmente influenciada por leis e políticas relevantes. Por esse motivo, acredito que o número real de cristãos na China é frequentemente subestimado em pesquisas.
Acredito que uma maneira mais precisa de expressar a mudança na população cristã da China desde o século XXI é que, devido ao aumento do custo da fé, o número de cristãos com uma identidade religiosa clara, após um período de rápido crescimento, começou a estagnar. No entanto, a disseminação da consciência e das práticas cristãs não cessou, estabelecendo a base para o crescimento futuro da identificação cristã. Deve-se notar que o “mercado” religioso na China no futuro não será dominado por uma única religião, mas sim apresentará a coexistência de múltiplas religiões ou crenças. Quanto a qual religião ou crença terá uma proporção maior, dependerá de qual delas pode ganhar o reconhecimento dos jovens.
Chris Wang, pastor da igreja na China
Acho que o artigo é geralmente confiável. No entanto, a população cristã da China vem aumentando desde o século 21, e a taxa de crescimento diminuiu. A sucessão intergeracional e os esforços evangelísticos contribuíram para esse aumento. No geral, a situação foi propícia e amigável à disseminação e ao crescimento do cristianismo durante a primeira década ou mais.
Na minha opinião, essas pesquisas apresentam uma superestimativa da população cristã real na China, pois tendem a envolver contagens duplas ou mesmo múltiplas, supernotificações e exageros. O artigo reconhece a limitação dessas pesquisas, pois as estatísticas cristãs na China são difíceis de obter ou não são confiáveis, mas acredito que o artigo oferece uma análise razoável com bom senso. Embora esse tipo de artigo possa parecer jogar água fria ou levantar um alerta, eu sustento que a igreja na China deve ouvir algo verdadeiro. Tendo sido previamente instilada com uma poção mágica, a igreja na China assumiu que estava se expandindo continuamente. No entanto, na realidade, ela experimentou estagnação, atraso e até mesmo declínio. A igreja deve abraçar a realidade, abandonar fantasias e confrontar a situação o mais rápido possível.
Por favor, evite usar a palavra “desenvolvimento” ao discutir as tendências do cristianismo na China. Dada a situação atual e a história do país, juntamente com as tendências observadas em outros países e regiões como Rússia, Japão e Taiwan, estou pessimista sobre as perspectivas de crescimento. Um aumento parece improvável, e a deterioração é possível.
Como cristãos, ainda precisamos acreditar no Deus supremo, maravilhoso, amoroso e justo que entende os corações dos humanos e controla a história. Tudo está em Suas mãos. O que devemos fazer é olhar para Ele, fazer o nosso melhor e confiar o futuro aos Seus cuidados.
Gina A. Zurlo, Ph.D., Professora visitante sobre cristianismo mundial na Harvard Divinity School
A pesquisa de levantamento na China é muito difícil e um tanto confusa. Este relatório faz uma contribuição valiosa para nossa compreensão da religião na China ao sintetizar estudos existentes em uma única narrativa que destaca as complexidades religiosas deste país. Três pontos fortes principais são apresentados logo no início do relatório: “Destacando as deficiências dos dados disponíveis”; abordando o “ajuste estranho de categorias usadas em outras partes do mundo”; e uma ênfase no “impacto da cultura e da política na atividade religiosa na China” (página 4). Reconhecer os desafios linguísticos, políticos e conceituais do estudo da religião na China é de longe o principal ponto forte deste relatório, assim como a atenção dada à linguagem e à tradução. Aprecio como o relatório define consistentemente os termos em chinês e inglês para ajudar a orientar o leitor sobre como as perguntas foram feitas em todas as pesquisas.
(A tabela na página 60, Capítulo 4) mostra muito claramente que a maneira como você faz a pergunta tem um impacto nos resultados. Embora uma variação de 3% a 7% possa não parecer tão grande, lembre-se de que a China tem 1,4 bilhão de pessoas. Mesmo uma mudança de um ponto percentual em qualquer uma dessas perguntas resulta em um número enorme de pessoas e tem um impacto significativo em todo o cristianismo mundial, além da China. Na verdade, minha análise mostrou que se o cristianismo continuar sendo a maior religião do mundo no futuro, será por causa das conversões na China e na Índia, dois dos lugares mais difíceis de estudar e dois lugares com relações culturais, históricas e políticas muito complicadas com o cristianismo.
É um tanto estranho que o relatório não faça menção às estimativas do World Christian Database, que é o esforço mais antigo para contar cristãos na China, rastreando tendências religiosas e não religiosas desde 1965, com estimativas que remontam a 1900. Nosso número é mencionado (100 milhões; 7%), mas é creditado erroneamente a Daryl Ireland, da Universidade de Boston, que está citando nossos dados naquele artigo vinculado. O relatório fornece algumas informações sobre igrejas registradas vs. não registradas na China, mas acho que a ênfase em medidas de pesquisa por si só dá uma imagem enganosa da situação no local.
Uma grande discrepância entre nossas estimativas para o tamanho da população cristã na China tem a ver com o material de origem. A Pew fez um bom trabalho descrevendo a situação política na China e como ela impacta a pesquisa religiosa. Eles também prestaram um ótimo serviço ao reunir todas as pesquisas disponíveis e fornecer uma meta-análise útil de suas descobertas. No entanto, o World Christian Database não depende apenas de censos e pesquisas governamentais para estimar o tamanho das populações religiosas em todo o mundo. Também coletamos dados diretamente das próprias comunidades religiosas, especialmente líderes, redes e denominações cristãs. Isso é particularmente importante para um lugar como a China, onde todos sabem que os relatórios do governo são tendenciosos e é extremamente difícil fazer pesquisas de opinião. Simplesmente divergimos sobre o que constitui “bons dados”, especialmente para países difíceis. Nossas estimativas para a China e as estimativas da Pew para a China são apenas isso — estimativas.
A resposta é baseada nos ” Comentários sobre o Relatório do Pew Research Center, ‘Medindo a Religião na China ‘”, apresentados na reunião anual da Sociedade para o Estudo Científico da Religião + Associação de Pesquisa Religiosa, Salt Lake City, Utah, de 20 a 22 de outubro de 2023, como resposta ao relatório do Pew Research Center divulgado em 30 de agosto de 2023.
Joann Pittman, vice-presidente de parceria e engajamento com a China na ChinaSource
Na minha opinião, não sabemos quantos cristãos há na China, e não podemos saber, por muitas das razões declaradas em pesquisas e relatórios recentes. As estatísticas do governo não são confiáveis porque contam apenas os membros registrados da igreja. O ambiente político torna as pesquisas públicas difíceis, se não impossíveis. Portanto, quaisquer números publicados são apenas estimativas.
Tudo o que temos é o que chamo de “estimativas preferidas”, que variam de 36 milhões a 120 milhões (a estimativa mais alta que já ouvi). Ao falar com aqueles que têm conhecimento sobre a situação da igreja na China, as respostas variam entre esses dois números. Alguns estimam 50 milhões, enquanto outros sugerem 90 ou 100 milhões. Alguns preferem uma estimativa, enquanto outros preferem uma diferente. Cada um tem seu próprio raciocínio para sua estimativa preferida, mas, no final das contas, continua sendo uma estimativa. Quando as pessoas me perguntam (o que elas costumam fazer), eu respondo: “algo entre 50 e 100 milhões”. Eu nunca presumiria que a estimativa mais baixa ou mais alta é a correta.
O crescimento da igreja diminuiu na China? Na verdade, não existem dados concretos e confiáveis. Não há uma maneira real de saber.
Os números e tendências podem ser discutíveis (e desconhecidos), mas o que não é discutível é a fidelidade de Deus ao Seu povo na China, não importa quantos sejam.