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Dia da Bíblia é comemorado hoje no Brasil

Cristão lendo a Bíblia (Foto: Reprodução)
Cristão lendo a Bíblia (Foto: Reprodução)

O Dia da Bíblia foi instituído em 1549, na Grã-Bretanha. A data foi criada para encorajar cristãos a ler as Escrituras e estimular outras pessoas a fazerem o mesmo. A primeira vez que o Dia da Bíblia foi celebrado no Brasil foi em 1850, quando os primeiros missionários protestantes chegaram da Europa e dos Estados Unidos. Desde então, o Dia da Bíblia é comemorado no segundo domingo de dezembro.

No Brasil, como em diversos outros países, a Bíblia é um livro tão relevante que as igrejas têm um projeto específico só para estudá-la, a Escola Bíblica Dominical. Muitos cristãos são beneficiados por meio de estudos que, além do conhecimento da palavra de Deus, promovem edificação e transformação de vida.

Qual é o Dia da Bíblia para os evangélicos?

As igrejas protestantes comemoram o Dia da Bíblia no segundo domingo de dezembro. A data também foi integrada ao calendário oficial do Brasil, de acordo com a Lei Federal 10.335, tornando esse dia conhecido em todo o território nacional. Entre cristãos católicos, a data é celebrada em 30 de setembro.

Atualmente, além das comemorações convencionais nas igrejas, com aulas temáticas, gincanas e exposições teológicas, são realizados shows, maratonas de leitura bíblica, construção de monumentos e distribuição de Bíblias de maneiras variadas. Essas ações, no entanto, são privilégios da igreja livre que os cristãos perseguidos não podem usufruir.

Cristãos podem ler a Bíblia em todos os lugares?

Não. Possuir a Bíblia ou reunir-se com outros cristãos para estudar as Escrituras é visto como um crime ou ameaça ao Estado na Coreia do Norte, no Afeganistão, no Irã e em muitas partes da China. Nesses locais, o estudo da Bíblia é feito em segredo. Em outros países, como Malásia e Quênia, comunidades não conseguem ler as Escrituras pela falta de Bíblias traduzidas em sua língua materna.

Para a Igreja Perseguida, grupos de estudo da Bíblia significam grande risco e vigilância extrema. Celebrações de datas cristãs frequentemente precisam ser muito discretas ou canceladas, então o Dia da Bíblia é algo inviável em muitos países da Lista Mundial da Perseguição. A leitura bíblica não pode ser feita em público e, muitas vezes, nem dentro de casa nesses países. No Irã, por exemplo, dois cristãos de origem muçulmana foram condenados a 12 anos de prisão por possuir e distribuir Bíblias e literatura cristã.

Mas então, como cristãos conseguem Bíblias no Irã? De que forma vidas são transformadas pelas Escrituras em comunidades indígenas na Malásia, especialmente aqueles que não sabem ler? Como cristãos recém-convertidos e novos líderes podem aprender as lições da Bíblia com cristãos maduros?

A Portas Abertas envia Bíblias e oferece discipulado e treinamentos para cristãos perseguidos. Conforme o cristão aprende e coloca os ensinamentos da Bíblia em prática, ele compreende mais o que acontece ao seu redor. Ainda mais em contextos em que é comum enfrentar pressão e violência por seguir a Jesus. Veja como é a jornada de um contrabandista de Bíblias do século 21.

A Portas Abertas envia Bíblias para cristãos perseguidos?

Sim. O início da história da Portas Abertas está totalmente relacionado com a Bíblia. Na época da Guerra Fria, o Irmão André, fundador da missão, sentiu um chamado para levar Bíblias aos então países comunistas, atrás da Cortina de Ferro. Até hoje, uma das principais atividades realizadas pela missão é a distribuição de Bíblias. Veja no Relatório de Impacto

O Projeto Pérola foi a maior operação de distribuição de Bíblias da Portas Abertas. Em 1981, um navio carregado com um milhão de Bíblias foi enviado para a China.

A missão de distribuição de Bíblias continua na China com cristãos como Ming e já beneficiou milhares de irmãos e irmãs perseguidos ao longo dos anos. A Bíblia é tão relevante para a Portas Abertas que um dos valores centrais é “a Bíblia dirige nossa vida”.

Atualmente, a Bíblia é distribuída em diferentes formatos e para públicos variados. Em locais onde um exemplar impresso da palavra de Deus é expressamente proibido, os irmãos podem receber Bíblias digitais em dispositivos eletrônicos, como na China. Em comunidades onde os cristãos são idosos ou não sabem ler, a palavra de Deus é compartilhada em áudio, como Romi na Malásia, e há casos em que os cristãos são alfabetizados a partir da Bíblia.

Envie Bíblias para cristãos perseguidos 

Muitos cristãos perseguidos não possuem a palavra de Deus, mas sonham em ter um exemplar no qual possam conhecer melhor quem Deus é e seu grande plano de amor e salvação. Doe uma Bíblia e fortaleça a fé de um cristão perseguido. 

Fonte: Portas Abertas

Cresce número dos que creem em Deus sem frequentar a igreja na América Latina, mostra estudo

Igreja vazia (Foto: Canva Pro)
Igreja vazia (Foto: Canva Pro)

Um levantamento conduzido pelo pesquisador Matthew Blanton, da Universidade do Texas, revelou uma mudança significativa no comportamento religioso da América Latina. O estudo indica que cresce o número de pessoas que afirmam acreditar em Deus, mas que não participam regularmente de cultos ou não mantêm vínculo com uma igreja.

O relatório, publicado em setembro, analisou duas décadas de dados coletados em 17 países latino-americanos, com base em entrevistas realizadas com 220 mil pessoas. A pesquisa mostra que, apesar do histórico predomínio católico na região, o cenário está se transformando. O número de protestantes e pentecostais, por exemplo, saltou de 4% da população em 1970 para quase 20% em 2014.

Ao mesmo tempo, há uma queda no engajamento institucional. Entre 2008 e 2023, a frequência a cultos pelo menos uma vez ao mês recuou de 67% para 60%. Já o percentual dos que nunca vão à igreja passou de 18% para 25%. O grupo sem filiação religiosa também teve crescimento expressivo: de 7% em 2004 para mais de 18% em 2023. Uruguai, Chile e Argentina aparecem entre os países menos religiosos, enquanto Guatemala, Peru e Paraguai lideram o índice oposto.

Mesmo com o afastamento das instituições, a fé individual permanece elevada. De acordo com o estudo, 64% dos entrevistados afirmam que a religião tem grande importância em sua vida — um aumento em relação aos 60% registrados em 2010. Entre os que não frequentam igrejas, 86% ainda dizem crer em Deus ou em uma força superior, além de manifestarem crença em milagres, anjos e na segunda vinda de Jesus.

Para Blanton, essa desconexão entre prática institucional e espiritualidade pessoal é uma característica particular do continente. “A autoridade das instituições religiosas está enfraquecendo, mas a fé permanece. A religiosidade pessoal se mantém estável, em alguns casos até cresce”, afirma. O pesquisador observa que o fenômeno contrasta com Europa e Estados Unidos, onde queda na participação religiosa costuma acompanhar o declínio da crença.

O estudo atribui o fenômeno, em parte, ao sincretismo presente na cultura latino-americana, que mescla elementos indígenas, tradições católicas e práticas protestantes. Segundo Blanton, essa combinação resulta em expressões de fé mais individuais, nem sempre vinculadas a uma denominação. “Para muitos latino-americanos, deixar a igreja não significa abandonar a crença”, conclui.

Fonte: Comunhão

Projeto de lei quer proibir práticas religiosas em locais públicos em Quebec, no Canadá

Bandeira do Canadá (Foto: canva)
Bandeira do Canadá (Foto: canva)

Uma proposta de proibição de toda prática religiosa em certos locais e instituições públicas na província de Quebec, no Canadá, reflete uma crescente repressão à religião, segundo um grupo de defesa dos direitos cristãos.

A Christian Legal Fellowship (CLF) classificou o Projeto de Lei 9 como uma “crescente supressão legislativa da religião na cidade em nome da laicidade (secularismo)”, afirmou o grupo em um comunicado à imprensa de 2 de dezembro.

O projeto de lei, apresentado no parlamento provincial em 27 de novembro e intitulado “Lei relativa ao reforço do laicismo no Quebec “, deixou a CLF “profundamente preocupada”, afirmou o grupo, acrescentando que as proibições à atividade religiosa incluiriam faculdades e universidades.

O projeto de lei define prática religiosa de forma ampla como qualquer ação “que possa razoavelmente constituir, de fato ou na aparência, a manifestação de uma convicção ou crença religiosa”, o que incluiria a oração. A única exceção permitida é o uso de um símbolo religioso, embora isso já seja proibido por outras leis.

A proposta de lei ampliaria a proibição de símbolos religiosos na província, estabelecida pelo Projeto de Lei 21 em 2019 e promulgada pelo Projeto de Lei 94 em 30 de outubro. A CLF afirmou que a lei proibiria a “prática religiosa coletiva” em parques públicos, calçadas e caminhos públicos sem autorização prévia do município.

A proibição pode afetar as salas de oração das universidades, afirmou a CLF, acrescentando que a proibição “parece ir muito além”. O grupo disse que o projeto de lei parece proibir reuniões de estudantes em qualquer lugar nos campi universitários para orar, adorar ou mesmo estudar a Bíblia, sujeitas a algumas exceções limitadas.

Jean-François Roberge, Ministro Responsável pela Laicidade do Quebec, apresentou o projeto de lei, tendo afirmado, em conferência de imprensa no dia 27 de novembro, que os cidadãos do Quebec desejavam a alteração da lei para que as salas de oração fossem fechadas nas universidades.

“O CEGEP [ Collége d’enseignement général et professionnel ] e as universidades não são templos, ou igrejas, ou esse tipo de lugar”, disse Roberge. 

O projeto de lei prevê uma exceção em algumas situações para espaços alugados, de acordo com as normas governamentais, mas o governo ainda não anunciou isso. A CLF destacou que o projeto de lei permite essa exceção apenas se a entidade “não financiar, direta ou indiretamente, a prática religiosa”.

“A CLF está preocupada com o fato de essa regra visar injustamente os estudantes religiosos e restringir suas atividades no campus unicamente por causa de sua afiliação religiosa”, afirmou a CLF.

A proibição total da Lei 9 a todas as práticas religiosas coletivas em parques públicos, calçadas e caminhos é uma “medida drástica”, afirmou a CLF. A única exceção é a obtenção de autorização prévia do conselho municipal, analisada caso a caso. Mesmo assim, a CLF destacou que certas restrições se aplicariam, incluindo a exigência de que a prática religiosa seja “de curta duração”.

“Parece que esta disposição poderia proibir dois ou mais correligionários de se envolverem em qualquer tipo de atividade religiosa em conjunto, incluindo potencialmente evangelização, culto ou oração ao ar livre, ou distribuição de literatura religiosa, em calçadas ou parques públicos, sem autorização prévia do município”, afirmou o CLC.

O projeto de lei também estende a proibição de símbolos religiosos na província aos funcionários de creches e escolas particulares subsidiadas. Os centros de serviços escolares não podem ser usados ​​para atividades religiosas, como “orações ostensivas”, de acordo com o projeto de lei, o que aparentemente tornaria ilegal para as igrejas alugar prédios escolares para cultos.

Outra preocupação em relação ao Projeto de Lei 9 é a revogação da antiga Lei de Liberdade de Culto do Quebec. Essa lei garante proteção legal aos fiéis para que possam praticar seus cultos sem sofrer discriminação.

A CLF afirmou que o projeto de lei 9 revogaria a acreditação de escolas particulares cristãs.

“Isso parece abranger todas as escolas religiosas”, afirmou a CLF. “Embora o Projeto de Lei 9 não negue a existência dessas escolas religiosas, a falta de credenciamento e financiamento corre o risco de prejudicar essas instituições e sua capacidade de operar, especialmente se elas já receberam esse financiamento no passado.”

De acordo com a CLF, a proposta de proibição de atividades religiosas públicas gerou críticas generalizadas.

“A CLF está profundamente preocupada com o fato de que este projeto de lei censuraria injustamente certos tipos de expressão pública e reuniões ao ar livre sem outro motivo além do fato de serem religiosas”, declarou a CLF. “Esse tipo de lei remonta a meados do século XX, quando certas províncias e municípios tentaram limitar as atividades evangelísticas. Naquela época, a Suprema Corte do Canadá decidiu que tais limitações eram ultra vires [além da autoridade] dos municípios e províncias.”

A CLF expressou preocupação com o fato de outras leis refletirem a degradação dos direitos religiosos na província para estabelecer a “ laicidade ”, o conceito de laicidade na província. Tudo começou com o Projeto de Lei 21, a Lei da Laicidade de 2019 , que “consagra” a “supremacia da laicidade estatal na ordem jurídica do Quebec”.

“Desde que o Projeto de Lei 21 foi promulgado em 2019, a província continuou a expandir seu escopo”, afirmou o CLC. “O Projeto de Lei 94 agora obriga ‘qualquer pessoa’ que preste ‘serviços’ a estudantes em instalações educacionais a se abster de usar símbolos religiosos.”

A Lei Constitucional do Quebec de 2025, de 9 de outubro, reforçou essa pressão pelo laicismo em detrimento dos direitos religiosos. A lei se declara “a lei das leis”, tendo “precedência sobre qualquer norma jurídica inconsistente”. Ela também consagra a laicidade como um “princípio fundador” e uma “característica fundamental” do Quebec , afirmou a CLF.

O diretor executivo e conselheiro geral da CLF, Derek Ross, afirmou que o conceito de laicidade “pretende promover a neutralidade religiosa, mas está promovendo exatamente o oposto: uma esfera pública fechada, não neutra, em relação à religião – e, por extensão, em relação às pessoas abertamente religiosas”.

Outra preocupação é o Projeto de Lei 94, que foi sancionado em 30 de outubro e proíbe estudantes e outras pessoas de se envolverem em “práticas religiosas, como orações em público ou outras práticas semelhantes” em propriedades de escolas públicas de ensino fundamental e médio. A CLF entrou com uma ação judicial, mas a nova legislação suspendeu essa ação.

A CLF prometeu continuar defendendo o direito legal dos indivíduos à liberdade religiosa na vida pública.

“Estas leis propostas representam um afastamento notável do quadro constitucional de Estado-religião articulado pelo Supremo Tribunal do Canadá – que proíbe categoricamente a exclusão ou a desvantagem da religião – e a adoção de um laicismo fechado que efetivamente promove as atividades e a expressão de não crentes em espaços e instituições públicas, excluindo indivíduos abertamente religiosos”, afirmou o CLC.

Folha Gospel com informações de Christian daily

Médico é preso por autoridades muçulmanas do Sudão apenas por ser cristão

O médico Yagoub Jibril Glademea. (Foto: Reprodução/Facebook/Yagoub Jibril Glademea)
O médico Yagoub Jibril Glademea. (Foto: Reprodução/Facebook/Yagoub Jibril Glademea)

No último domingo (7), um médico foi detido no Sudão após autoridades descobrirem que ele era cristão. O homem só foi solto no dia 10 de dezembro, após três dias de interrogatórios, isolamento e pressão de familiares.

A prisão ocorreu quando Yagoub Jibril Glademeahavia ido ao cartório de registro civil estadual, em Ad-Damazin, para solicitar um número de identificação nacional para sua sobrinha.

Durante o atendimento, um agente muçulmano das chamadas Células de Segurança do Estado — unidades compostas por militares, policiais e agentes de inteligência acusados ​​de prisões arbitrárias, tortura e desaparecimentos forçados — percebeu a indicação religiosa em seus documentos e o questionou sobre sua fé.

Ao afirmar que sempre foi cristão, Glademea foi levado para interrogatório. A Célula de Segurança manteve o médico detido por três dias, sem permitir visitas da família.

“O irmão dele foi lá na quarta-feira (10), mas não o deixaram vê-lo”, disse um amigo que não quis ser identificado ao Morningstar News.

‘Obrigado pelas orações’

As Células de Segurança do Estado foram criadas em vários estados e têm amplos poderes de prisão em meio ao conflito entre as Forças Armadas Sudanesas (SAF) e o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF). Elas são frequentemente acusadas de visar pessoas consideradas suspeitas de colaborar com a RSF.

Segundo a organização Advogados de Emergência, essas unidades se tornaram instrumentos de “repressão e intimidação”, com relatos de presos libertados em condições de saúde debilitadas, julgados sem garantias legais ou encontrados mortos.

Glademea contou às autoridades que havia trabalhado anteriormente no estado do Nilo Azul, antes de se mudar para a Arábia Saudita. Após atuar como médico no país árabe, retornou ao Sudão no mês passado para passar o Natal com a família.

No Facebook, ele confirmou sua detenção e libertação. Além disso, explicou que, ao retornar do cartório de registro civil, foi questionado sobre sua identidade e histórico.

“Meus queridos irmãos e irmãs, obrigado pelo apoio e orações por mim. Graças a Deus fui liberado pela administração da célula. Tenho a certeza de que estou seguro em corpo, mente e espírito. Deus abençoe seu trabalho de amor”, compartilhou ele.

Aumento da perseguição no Sudão

A situação para cristãos no Sudão piorou desde o início da guerra civil entre a RSF e as Forças Armadas Sudanesas em abril de 2023.

O país registrou aumento de assassinatos, violência sexual e ataques a residências e comércios cristãos, segundo o relatório Lista Mundial da Perseguição 2025, da missão Portas Abertas, no qual o Sudão aparece em 5º lugar entre as nações mais perigosas para os cristãos no mundo.

“Cristãos de todas as origens estão presos no caos, sem poder fugir. Igrejas são bombardeadas, saqueadas e ocupadas pelos grupos em guerra”, informou o relatório.

Ambas as forças — RSF e SAF — têm raízes islamistas e já atacaram cristãos deslocados, acusando-os de apoiar o lado rival.

O Sudão é majoritariamente muçulmano (93%). Apenas 2,3% da população é cristã, de acordo com dados do Projeto Joshua.

Fonte: Guia-me com informações de Morning Star News

Professor demitido por dizer a aluno que a Grã-Bretanha ainda é um país cristão

Sala de aula com Bíblia sobre uma bancada (Foto: IA do Canva Pro)
Sala de aula com Bíblia sobre uma bancada (Foto: IA do Canva Pro)

Um professor do ensino fundamental teria sido proibido de trabalhar com crianças após dizer a uma criança muçulmana que “a Grã-Bretanha ainda é um estado cristão”.

A polícia foi chamada para investigar um suposto crime de ódio, depois que o professor repreendeu os alunos por lavarem os pés nas pias dos banheiros masculinos, de acordo com o The Telegraph.

O professor, que preferiu não ser identificado, teria apontado para o fato de o Rei ser o chefe da Igreja da Inglaterra e que o Islã era uma religião minoritária no Reino Unido

A escola demitiu o professor em fevereiro, após tê-lo suspendido em março de 2024. Ele foi informado pela polícia de que seu caso havia sido encaminhado ao conselho de proteção à infância e à Polícia Metropolitana. A investigação policial foi arquivada. 

Os advogados que representavam o professor em um processo judicial insistiram que as orações haviam sido informalmente proibidas no pátio da escola, o que se estenderia à lavagem dos pés nas pias, visto que uma sala de oração havia sido criada ali. A escola não era religiosa. 

Uma responsável pela proteção da criança concluiu que o professor havia feito comentários ofensivos sobre o Islã e que deveria ser impedida de trabalhar com crianças. Três crianças que reclamaram disseram que o professor gritou com elas, deixando-as chateadas.

A proibição foi contestada com sucesso, e o professor agora está processando a autoridade local com o apoio da União pela Liberdade de Expressão (FSU). 

Lord Toby Young, diretor da FSU, disse ao The Telegraph : “As coisas chegaram a um ponto crítico neste país se um professor pode ser considerado um risco para a segurança de crianças simplesmente por dizer algo que é inegavelmente verdade. Se ele tivesse afirmado que o Islã é a religião oficial da Inglaterra, mesmo que isso não seja verdade, duvido que ele teria se metido em problemas.”

Folha Gospel com informações de Premier Christian News

Ex-médium alerta sobre romantização da bruxaria no filme Wicked

Jenn Nizza alertou sobre a romantização da bruxaria retratada no filme Wicked. (Foto: Reprodução/YouTube/Jenn Nizza/One Million Moms)
Jenn Nizza alertou sobre a romantização da bruxaria retratada no filme Wicked. (Foto: Reprodução/YouTube/Jenn Nizza/One Million Moms)

A ex-médium Jenn Nizza está alertando a juventude e seus responsáveis sobre a influência demoníaca retratada na nova sequência do filme de grande sucesso “Wicked“.

Atualmente, Jenn lidera um ministério que incentiva as pessoas a fugirem do ocultismo. Em um episódio recente de seu podcast “Ex-Psychic Saved” (“Ex-Médium Salva”), ela alertou que a “bruxaria é real” e desencorajou o público a assistir “Wicked: Parte 2”.

Sobre a produção, ela destacou: “Tem influência de bruxaria e está romantizando o assunto”.

“Isso me preocupa muito, especialmente a doutrinação demoníaca direcionada aos jovens. Essa é a minha perspectiva cristã sobre isso”, acrescentou.

Antes de aceitar Jesus, Jenn trabalhou com ocultismo por décadas. Com base em sua experiência, ela destacou:

“Como alguém que viveu no mundo do ocultismo e da Nova Era por muitos anos, este filme mexe com a sensibilidade de muitas pessoas, sugerindo que deveria haver alguma compaixão pela bruxa má e sugere que pode haver bruxaria boa”.

Segundo Nizza, esse ensinamento é “perigoso”: “Falo porque já passei por isso. Este filme mostra bruxaria. Bruxaria envolve invocar demônios, não importa se você se considera uma bruxa boa ou má. Isso é condenado por Deus”.

“Wicked”

Após o lançamento da primeira versão da adaptação cinematográfica do musical “Wicked” (“Malvada”), em 2024, especialistas os cristãos alertaram os pais contra as influências ocultistas e o conteúdo LGBT retratados na produção.

O grupo One Million Moms afirma que a Universal Pictures está usando o musical para influenciar as crianças sobre sexualidade e ocultismo.

“Precisamos da sua ajuda para garantir que o maior número possível de pessoas esteja ciente da Universal Pictures empurrando a agenda LGBT para famílias, particularmente crianças, no musical Wicked”, informou o site.

Conforme o grupo, o musical baseado na história do Mágico de Oz contém uma “enorme quantidade de bruxaria e feitiçaria”. Além disso, o filme também mostra travestis e homens apaixonados por homens.

“Em vez de um musical edificante da Broadway sobre amizade e família, talentos e recursos foram usados para criar um filme sombrio e normalizando o estilo de vida LGBT. A Universal Pictures trocou sua sutileza habitual por intencionalidade”, afirmou o One Million Moms.

‘É intencional’

A adaptação cinematográfica é dividida em duas partes, com “Wicked: Parte Um” e “Wicked: Parte Dois”, que estreou em novembro de 2025.

“Quatro dos personagens principais do filme são abertamente queer ou gays na vida real ou, no mínimo, esses atores falaram sobre suas experiências queer”, relatou o grupo.

E continuou: “Obviamente, esta parte do filme é uma referência para a inclusão, juntamente com uma tentativa flagrante da Universal de normalizar as paixões entre pessoas do mesmo sexo”.

A nova versão de Glinda é interpretada pela cantora pop Ariana Grande, e Elphaba, pela também cantora e atriz Cynthia Erivo.

Gregory Maguire, autor do romance de 1995 Wicked: The Life and Times of the Wicked Witch of the West (“Wicked: A vida e os tempos da bruxa má do oeste”), que inspirou as adaptações para o palco e para a tela, disse à revista Them que a sutileza no relacionamento dos personagens era “intencional”.

Fonte: Guia-me com informações de CBN News

Câmara Municipal aprova uso da Bíblia em escolas de Pouso Alegre, MG

Jovens adolescentes reunidos lendo a Bíblia (Foto: Canva Pro)
Jovens adolescentes reunidos lendo a Bíblia (Foto: Canva Pro)

A Câmara Municipal de Pouso Alegre, em Minas Gerais, aprovou um projeto de lei que autoriza o uso da Bíblia em escolas.

Em segunda votação na última terça-feira (9), o Projeto de Lei nº 8.043/2025 foi aprovado pelos vereadores, com 9 votos a favor e 5 votos contra.

A proposta, de autoria do vereador Leandro Morais (União), prevê a utilização das Escrituras como material de apoio pedagógico em instituições de ensino de Pouso Alegre.

Conforme o PL, a Bíblia poderá ser usada para estudo cultural, histórico, geográfico e arqueológico.

O propósito é “oferecer aos estudantes a oportunidade de compreender as raízes civilizatórias que moldaram sociedades ao longo dos séculos”.

A participação dos estudantes em atividades envolvendo a Bíblia não será obrigatória, de acordo com a liberdade de crença.

O vereador Hélio Carlos de Oliveira apresentou uma emenda ao texto, para incluir outros livros religiosos como material de apoio nas escolas. Porém, a alteração foi rejeitada pela maioria dos vereadores.

Pouso Alegre é a terceira cidade de Minas Gerais a aprovar o uso da Bíblia nas escolas.

Em agosto deste ano, a Câmara Municipal de Divinópolis, em Minas Gerais, também aprovou o uso da Bíblia como material paradidático em escolas públicas e privadas da cidade.

Em maio, o projeto de lei que permite o uso da Bíblia como material paradidático em escolas públicas e privadas da capital mineira foi aprovado pela Câmara Municipal de Belo Horizonte.

A legislação estabelecia que a participação em aulas com conteúdo bíblico seria opcional, assegurando a liberdade religiosa.

Mesmo assim, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspendeu a lei de Belo Horizonte, afirmando que o PL era inconstitucional, porque as decisões sobre a educação são responsabilidade da União.

A ação atendeu a um pedido de suspensão da lei do PSOL através de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI).

Segundo a Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) é permitido o uso de materiais religiosos como recurso pedagógico, desde que não seja obrigatório e que respeite a pluralidade de crenças e a liberdade religiosa.

O Supremo Tribunal Federal (STF) já se posicionou favorável ao ensino religioso nas escolas públicas, desde que seja facultativo e não confessional, conforme a ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 4439/2017.

O STF também assegura que o ensino religioso não pode ser imposto e usado para discriminar, obrigar ou privilegiar uma religião específica.

Leis aprovadas

Projetos de lei semelhantes sobre o uso da Bíblia em escolas já foram aprovados em diversas cidades e estados do Brasil.

No início de dezembro, a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que permite bibliotecas de escolas e faculdades públicas terem um exemplar da Bíblia.

Agora, o projeto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, o texto terá que ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Em novembro, a Câmara de Vereadores de Florianópolis aprovou o PL que prevê o uso da Bíblia como material de apoio em escolas públicas e privadas da capital de Santa Catarina.

Em setembro, a Câmara de Salvador aprovou um projeto de lei para o uso da Bíblia como material de apoio pedagógico em escolas públicas e privadas da capital baiana.

Em Conquista da Vitória (BA), uma lei que autoriza o uso da Bíblia como material complementar em escolas municipais foi promulgada no início de agosto.

No dia 7 de agosto, um projeto de lei que prevê a distribuição de Bíblias em escolas estaduais do Ceará foi aprovado.

No mesmo dia, a Câmara Municipal de Divinópolis, em Minas Gerais, também aprovou o uso da Bíblia como material paradidático em escolas públicas e privadas da cidade.

Em Manaus (AM), foi sancionada a Lei nº 1.332/2009, permitindo a utilização das Escrituras como conteúdo complementar em escolas públicas e privadas.

Em Rio Branco (AC), o projeto de lei “Bíblia nas Escolas” foi aprovado no ano passado, autorizando a disponibilização da Bíblia em bibliotecas das escolas.

Em Porto Alegre (RS), um projeto de lei que prevê que Bíblias sejam disponibilizadas para o uso de alunos e professores nas bibliotecas das escolas municipais está em discussão na Câmara de Vereadores.

Fonte: Guia-me com informações de Câmara Municipal de Pouso Alegre

Câmara Municipal de SP realiza sessão solene em homenagem ao Dia da Bíblia

O diretor-presidente da SBB, reverendo Erní Seibert )à esquerda), que recebeu a homenagem, das mãos do vereador Carlos Bezerra Jr. - Foto: Divulgação/SBB
O diretor-presidente da SBB, reverendo Erní Seibert )à esquerda), que recebeu a homenagem, das mãos do vereador Carlos Bezerra Jr. - Foto: Divulgação/SBB

A Câmara Municipal de São Paulo realizou, na última terça-feira (9), uma sessão solene em homenagem ao Dia da Bíblia, celebrado no segundo domingo de dezembro, e à Sociedade Bíblica do Brasil (SBB). O evento reuniu vereadores, pastores e representantes de diversas denominações cristãs, marcando um momento de reconhecimento público ao impacto das Escrituras na vida social e religiosa do país.

Responsável pela iniciativa, o vereador Carlos Bezerra Jr. (PSDB) abriu a cerimônia ressaltando a relevância histórica e humanitária do texto bíblico. Para ele, valorizar a Bíblia em um espaço de representação popular reforça sua influência na formação ética e cultural da sociedade. “A Bíblia é um livro que dialoga com as contradições humanas, com modelos de convivência e com a construção de comunidades. Falar dela nesta Casa é reafirmar sua força como convite à escuta”, disse o parlamentar.

A homenagem à SBB também destacou a importância da instituição no cenário mundial. Bezerra lembrou que a organização abriga a maior impressora de Bíblias do planeta, instalada no Brasil, o que consolida o país como referência global na produção e difusão das Escrituras.

Entre os convidados, o presidente do Diretório Estadual da SBB em São Paulo, reverendo Vagner Queiroz, enfatizou a vocação da organização para unir diferentes tradições cristãs em torno da Bíblia. “Celebrar o Dia da Bíblia é recordar que Deus nos deu Sua Palavra como direção de vida. A SBB tem a graça de reunir todos ao seu redor.”

Participaram também o diretor-presidente da SBB, reverendo Erní Seibert — que recebeu a homenagem —, além de lideranças regionais e representantes dos setores de ação social, comunicação e promoção institucional da entidade. A homenagem na Câmara reafirmou a missão da Sociedade Bíblica do Brasil: tornar a Bíblia disponível a todas as pessoas, por meio de traduções, publicações e projetos sociais que promovem inclusão, educação e cidadania.

A solenidade contou ainda com a participação do Coral da SBB, formado por pessoas com deficiência visual. O grupo apresentou cânticos e realizou uma leitura em braile, evidenciando o compromisso da entidade com a acessibilidade por meio do Programa Acolher a Pessoa com Deficiência Visual.

O Dia da Bíblia reforça, em todo o país, a relevância das Escrituras para a vida pessoal e para o tecido social. A SBB organiza, ao longo do mês, uma série de atividades comemorativas, voltadas à distribuição e ao acesso ampliado ao texto bíblico. Para participar da programação, acesse o site

Fonte: Comunhão

Franklin Graham teve visto negado pela Índia antes de sua cruzada? Saiba a verdade

Franklin Graham | Cortesia da BGEA
Franklin Graham | Cortesia da BGEA

O reverendo Franklin Graham foi recentemente impedido de participar de um evento de avivamento cristão na Índia devido a um problema com o visto, o que levou alguns a alegarem que houve irregularidades.

Circularam notícias na semana passada afirmando que Graham, de 73 anos, foi impedido de discursar em um evento em Nagaland no final do mês passado para comemorar o aniversário de uma cruzada realizada por seu pai, o falecido Reverendo Billy Graham, na região 53 anos antes. O jornal Times of India noticiou que o visto de Graham foi negado, o que levou um líder local a enviar cartas a autoridades federais expressando seu descontentamento com a situação.

Um porta-voz da Associação Evangelística Billy Graham esclareceu a situação em um comunicado enviado ao The Christian Post na terça-feira.

“Os vistos para o Reverendo Franklin Graham e nossa equipe foram aprovados pelo Governo da Índia, Ministério do Interior, Divisão de Estrangeiros; no entanto, a aprovação ocorreu após a data de partida necessária para que o Sr. Graham chegasse a tempo para o evento Nagaland United: Um Encontro de Fé, Esperança e Avivamento e para o Festival Hornbill”, dizia o comunicado.

“O Sr. Franklin Graham agradece à Associação de Pastores Batistas de Kohima e ao Ministro-Chefe de Nagaland, Dr. Niephiu Rio, pelo convite para visitar Nagaland, assim como seu pai, Billy Graham, fez em 1972. Também trabalhamos em estreita colaboração com a Embaixada da Índia em Washington, DC, e somos gratos pela assistência prestada.”

O evento, realizado na capital do estado, Kohima, foi uma colaboração entre a Associação de Pastores Batistas de Kohima, o Conselho da Igreja Batista de Nagaland e o Fórum Cristão Conjunto de Nagaland. Robert Cunville, evangelista associado da Associação Evangelística Billy Graham e amigo e parceiro ministerial de longa data na Índia, pregou o Evangelho no lugar de Graham, segundo o porta-voz da BGEA.

Após Graham não poder comparecer ao evento, o presidente do Comitê do Congresso de Mizoram Pradesh, Lal Thanzara, escreveu uma carta ao primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, expressando sua “extrema decepção”, observa o Times of India.

O deputado Adrian Smith, republicano do Nebraska e presidente da Subcomissão de Comércio da Comissão de Orçamento e Finanças da Câmara dos Representantes, também divulgou uma declaração denunciando o problema do visto de Graham.

“A decisão do governo federal da Índia de negar o visto ao Reverendo Graham é uma afronta preocupante aos cristãos indianos e às proteções da Constituição indiana à liberdade religiosa”, afirmou Smith.

“O tratamento discriminatório dado ao Reverendo Graham, proibindo-o de visitar uma região onde foi convidado e onde se esperava que fosse calorosamente recebido por milhares de pessoas que compartilham sua fé, não está em consonância com as promessas do Primeiro-Ministro Modi de trabalhar para melhorar as relações com os Estados Unidos, nem com suas promessas de proteger as minorias religiosas.”

Smith afirmou que a Samaritan’s Purse, uma organização beneficente evangélica internacional liderada por Graham, vem fornecendo diversos tipos de ajuda à Índia há mais de 40 anos.

Em 1972, o reverendo Billy Graham realizou um evento de cruzada no Khuochiezie Local Ground em Kohima, ao qual o ministro-chefe de Nagaland, Neiphiu Rio, se referiu em um discurso.

“Muitos em nosso estado ainda guardam com carinho a memória daquela cruzada”, disse Rio no evento, conforme citado pelo The Nagaland Tribune. “Ela semeou sementes de fé, despertar e renovação espiritual que continuam a dar frutos até hoje.”

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Relatório revela ‘ódio normalizado’ contra cristãos na Turquia

Bandeira da Turquia em uma igreja (Foto: Canva Pro)
Bandeira da Turquia em uma igreja (Foto: Canva Pro)

Um grupo de direitos humanos destacou a violência contra cristãos cometida pela Turquia em um relatório divulgado durante a visita do Papa Leão IV para comemorar o 1700º aniversário do Primeiro Concílio de Niceia.

O Centro Europeu de Direito e Justiça (ECLJ) destacou a ironia de as autoridades turcas terem recebido o papa entre 27 e 30 de novembro, enquanto o relatório do ECLJ documentava o “ódio normalizado” contra os cristãos no país.

“A violência direta contra os cristãos continua sendo uma realidade na Turquia, marcada por ataques armados, agressões direcionadas e ameaças explícitas”, afirma o relatório de 52 páginas intitulado “A Perseguição aos Cristãos na Turquia”.

A violência recente inclui o ataque à igreja na véspera de Ano Novo do ano passado em Istambul. Um atirador abriu fogo contra as instalações da Igreja Protestante Kurtuluş, no distrito de Çekmeköy, em Istambul.

“Não permitiremos que vocês façam lavagem cerebral em nossos jovens muçulmanos!”, teria gritado o agressor. “Vocês, infiéis, serão derrotados e lançados no inferno!”

Em um incidente ocorrido em 28 de janeiro de 2024, dois homens armados e mascarados do Estado Islâmico (EI) abriram fogo contra a Igreja Católica Romana de Santa Maria, em Istambul, durante a missa de domingo, matando um visitante. A vítima foi identificada como Tuncer Cihan, de 52 anos, um cidadão turco com deficiência intelectual e sem qualquer ligação com a política.

“O ataque de janeiro de 2024 à Igreja de Santa Maria, os repetidos ataques à Igreja Protestante de Çekmeköy e o assassinato de membros da comunidade siríaca ilustram um clima preocupante de insegurança”, afirmou o relatório. “Pastores foram agredidos fisicamente em seus locais de culto, enquanto pichações hostis atingem igrejas regularmente. Esses incidentes raramente são reconhecidos como crimes de ódio, reforçando a sensação de vulnerabilidade das comunidades cristãs.”

Outras preocupações incluíam o discurso de ódio generalizado contra os cristãos, em contraste com a associação do Islã à identidade turca no sistema escolar turco.

De acordo com o relatório, os cristãos que se converteram do islamismo estão particularmente expostos à violência dentro de suas próprias famílias.

As autoridades turcas continuam a negar oficialmente o genocídio armênio de 1915, que é reconhecido pelo Parlamento Europeu, pela França e pelos Estados Unidos, afirmou o comunicado.

Ao explicar o contexto histórico e jurídico da marginalização dos cristãos turcos ao longo do último século, o relatório afirmou que as condições se deterioraram de forma constante.

“Uma política deliberada e multifacetada de eliminação – executada por meio de violência, deslocamento forçado, exclusão legal e repressão institucional – é o resultado do dramático colapso demográfico da população cristã da Turquia ao longo do último século”, afirmou o relatório.

O relatório afirma que o número de cristãos na Turquia diminuiu de 20% da população no início do século XX para apenas 0,3% atualmente, ou seja, 257 mil cristãos.

“Comunidades que outrora foram parte integrante do tecido cultural, religioso e histórico da Anatólia foram reduzidas a um frágil remanescente”, afirmou o relatório. “Seu desaparecimento não é produto de um único evento, mas o resultado cumulativo de legislação restritiva, obstrução administrativa, confisco de propriedades, negação de personalidade jurídica e – mais recentemente – expulsões arbitrárias de clérigos, missionários e convertidos.”

A ECLJ afirmou que o islamismo sunita ofusca o cristianismo na Turquia como o “principal marcador” da identidade nacional, uma “interpretação restrita” do Estado moderno que o Tratado de Lausanne estabeleceu em 24 de julho de 1923.

“Hoje, o cristianismo na Turquia sobrevive em um ambiente jurídico e político moldado por uma interpretação restritiva do Tratado de Lausanne, um modelo de supervisão estatal sobre a vida religiosa e uma narrativa nacional que apresenta o islamismo sunita como o principal marcador da identidade turca”, afirmou o documento. “Essa estrutura continua a marginalizar todas as comunidades cristãs – sejam elas reconhecidas pelo Tratado de Lausanne ou não – negando-lhes as condições institucionais, demográficas e jurídicas necessárias para a sua continuidade.”

A Turquia ocupa o 45º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2025, da Portas Abertas, que classifica os países onde é mais difícil ser cristão.

A ECLJ destacou suas preocupações com a Turquia na Conferência da Dimensão Humana de Varsóvia, em 16 de outubro, organizada pela Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). Thibault van den Bossche, responsável pela área de advocacia da ECLJ, fez uma declaração oral abrangente, afirmando que os cristãos de todas as denominações “vivem em um clima hostil” no país.

“As narrativas políticas, midiáticas e sociais frequentemente retratam os cristãos como estrangeiros, suspeitos ou desestabilizadores – em suma, como uma ameaça à segurança nacional”, disse Van den Bossche. “Essa retórica alimenta a violência direta, incluindo ataques a igrejas e cemitérios, e a intimidação de clérigos e fiéis.”

Van den Bossche acrescentou que os protestantes e os cristãos convertidos do islamismo formam um “grupo especialmente vulnerável e rigorosamente monitorado”.

Ele afirmou que 132 cristãos estrangeiros sofreram proibições de entrada entre 2019 e 2024, afetando 303 pessoas, incluindo cônjuges e filhos. Ele também mencionou o impacto contínuo do genocídio armênio.

“A negação do genocídio armênio continua a moldar o discurso público e a estigmatizar as antigas comunidades cristãs”, disse Van den Bossche.

A ECLJ instou a Turquia a reconhecer a personalidade jurídica das comunidades e associações cristãs e a proteger seus direitos de propriedade. Um exemplo recente de discriminação anticristã em relação à propriedade é a recusa das autoridades do distrito de Üsküdar, em Istambul, em registrar a matrícula do terreno da histórica Fundação do Hospital Armênio de São Salvador.

A organização de direitos humanos também pediu que a Turquia garanta eleições livres e regulares para os conselhos de administração de fundações cristãs e implemente integralmente as decisões do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

Folha Gospel com informações de Christian Daily

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