Um pastor brasileiro foi eleito, pela primeira vez, como presidente mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, durante a 62ª Sessão da Associação Geral, nos Estados Unidos, na última sexta-feira (4).
Erton C. Köhler se tornou o líder espiritual e administrativo da denominação, presente em mais de 200 países e com mais de 23 milhões de membros.
A nomeação do pastor brasileiro foi apresentada pela Comissão de Nomeações, composta por delegados de todos os campos da igreja de diversas partes do mundo.
Logo depois, a recomendação da comissão foi apresentada aos delegados presentes, que votaram pela confirmação de Köhler.
Erton atuava como secretário da Associação Geral da Igreja Adventista desde 2021, onde liderou projetos missionários.
Nascido no sul do Brasil, Erton Köhler cresceu com o desejo de seguir os passos de seu pai, que atuava como pastor adventista.
Concluiu sua graduação em Teologia no Instituto Adventista de Ensino (hoje UNASP) em 1989, e se formou na mesma instituição, em 2008, com mestrado em Teologia Pastoral. Atualmente, cursa o Doutorado em Ministério na Universidade Andrews.
Entre 1990 e 1994, Köhler atuou como pastor distrital em São Paulo. Em 1995, foi eleito diretor de Jovens da Associação Rio Grande do Sul e, em 1998, assumiu a mesma função na União Nordeste Brasileira.
Em julho de 2002, retornou à Associação Rio Grande do Sul como secretário. No ano seguinte, foi eleito diretor de Jovens da Divisão Sul-Americana (DSA), abrangendo oito países. Após quatro anos como diretor, se tornou presidente da DSA em 2007.
Köhler é casado com Adriene Marques, que é enfermeira, e o casal tem dois filhos. Juntos, têm atuado ativamente no ministério, apoiando e servindo lado a lado em visitas a membros ao redor do mundo.
Fonte: Guia-me com informações de Notícias Adventistas
Pastor Alexandre Gueiros é o novo presidente da Igreja Cristã Maranata (Foto: Divulgação)
A Igreja Cristã Maranata confirmou oficialmente que o pastor Alexandre Gueiros, 76 anos, é o novo presidente da instituição. A nomeação segue os trâmites estatutários da denominação, conforme informado ao site Comunhão pelo pastor Josias Júnior, gerente de comunicação da Maranata.
Segundo ele, o procedimento está previsto no estatuto da igreja, mas, na prática, trata-se de uma formalidade. “Temos uma gestão colegiada como padrão. Não há disputas pelo cargo”, frisou o pastor.
Natural de Recife (PE), Alexandre Gueiros é neto do fundador da Igreja Cristã Maranata, o pastor Gedelti Victalino Teixeira Gueiros, que faleceu no último dia 5 de julho. É embaixador aposentado e diplomata. Com a posse de Alexandre, a igreja dá continuidade à liderança familiar, respeitando o legado de seu fundador, mas reforçando o modelo colegiado de administração e decisões compartilhadas entre os presbíteros e pastores da denominação.
Desde a fundação em 1968, a Maranata cresceu exponencialmente, se expandindo para vários estados do Brasil e alcançando comunidades em outros países. Ao longo das décadas, consolidou-se como uma das principais igrejas evangélicas do país, com presença marcante no Espírito Santo, onde fica sua sede, e atuação constante nas áreas de ensino bíblico, música sacra e evangelização.
Estatuto
Conforme o estatuto da Maranata, o cargo de presidente é definido inicialmente por sucessão dentro da estrutura e, em seguida, ratificado por uma assembleia. Essa reunião, que será convocada em breve, terá como objetivo formalizar a presidência de Alexandre Gueiros e definir quem assumirá o posto de vice-presidente.
O pastor Josias Júnior reforça que o espírito da igreja é de unidade e continuidade: “Não existe qualquer tipo de disputa. Alexandre Gueiros já está investido no cargo de presidente. O que se aguarda é apenas a realização da assembleia prevista, que vai ratificar a nova diretoria conforme o estatuto”, explicou.
A nomeação de Alexandre Gueiros marca um novo capítulo na trajetória da Igreja Cristã Maranata, mantendo os princípios que guiaram sua fundação e projetando os próximos passos com estabilidade, fé e liderança compartilhada.
Cristãos na Índia. (Foto: Ilustração/Portas Abertas)
Recentemente, extremistas hindus interromperam um culto e saquearam uma igreja na Índia. Na ocasião, eles queimaram Bíblias e agrediram todos os membros, inclusive o pastor, que perdeu a consciência no local.
O caso ocorreu no distrito de Dhamtari, no estado de Chhattisgarh, onde os extremistas invadiram a igreja Penial Prayer Fellowship na vila de Borsi.
“Eles invadiram a igreja, interromperam o culto e estavam carregando pedaços de madeira e gritando: ‘Jai Shri Ram’ [Salve, Senhor Rama]’”, disse o pastor Wakish Sahu ao Morning Star News.
O pastor lidera a igreja junto com seu pai de 57 anos, Mannohan Sahu. Segundo ele, os hindus ameaçaram os cristãos e ordenaram que parassem de se reunir para adorar a Deus.
Em seguida, eles quebraram todas as cadeiras e instrumentos musicais, recolheram os materiais evangelísticos, juntamente com as Bíblias, e os queimaram.
“Eles agarraram o meu pai e o espancaram com pedaços de madeira, bateram em seu rosto e em sua cabeça, e o chutaram. Enquanto estava sendo espancado, alguns golpes atingiram seu ouvido e ele perdeu a consciência”, disse Wakish.
E continuou: “Os agressores, provavelmente com medo de que ele estivesse morto ou fosse morrer por causa da surra, pediram um copo d’água e o forçaram a beber”.
Mannohan Sahu sofreu ferimentos por todo o corpo, especialmente na cabeça, orelha, peito, mãos e costas.
‘Não vamos ceder ao medo’
Os extremistas espancaram todos os 15 membros presentes naquele dia, incluindo a mãe do pastor Wakish Sahu, que tentou intervir e salvar o marido. Ela teve ferimentos nas mãos e na cabeça.
“Duas mulheres e cinco homens sofreram ferimentos graves e tiveram que ser levados ao hospital”, contou o pastor Wakish.
Wakish registrou uma queixa na delegacia de Maganlodh, e apesar dos policiais informarem que investigaram o caso, nenhuma ação foi tomada.
“Desde o ataque, os fiéis pararam de comparecer ao culto porque estão com muito medo, o que é compreensível; mas nossos familiares, cerca de 10, ainda frequentam o culto ao mesmo tempo. Decidimos que não vamos ceder ao medo”, disse o pastor Wakish Sahu.
Ataques anteriores
Em junho de 2024, uma multidão de extremistas hindus também atacou a igreja e ameaçou todos os presentes ordenando que eles parassem de comparecer aos cultos.
“Desde então, nossa congregação de quase 50 pessoas foi reduzida para 15 e, desde o último ataque, ninguém [fora sua família] está vindo à igreja com medo de ser agredido”, disse o pastor Wakish.
Após o ataque do ano passado, os líderes cristãos de Dhamtari enviaram um documento às autoridades, incluindo o Coletor Distrital da região.
“A polícia tem monitorado todos os domingos desde o ano passado. Eles costumam entrar para verificar se há pessoas de vilarejos próximos, porque eles afirmam que apenas pessoas da nossa comunidade devem estar presentes nos cultos”, explicou o pastor.
Com isso, os membros da congregação também pararam de frequentar a igreja por medo de serem alvos de grupos anticristãos: “Muitos nos disseram que participariam dos cultos em outras igrejas em áreas próximas ou na cidade, mas têm medo de comparecer às nossas reuniões por medo da violência e da polícia”.
Pastor Josué Valandro com Bolsonaro e Michelle (Reprodução)
Criado em 2016, o Instituto Assistencial Atitude atua como uma organização sem fins lucrativos voltada ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade no Rio de Janeiro. Com sede na Barra da Tijuca, a instituição oferece desde acompanhamento psicológico até atividades de lazer e educação gratuita para crianças de baixa renda, além de fornecer refeições e acolher dependentes químicos.
De acordo com informações publicadas em seu site oficial, a entidade afirma já ter impactado quase 400 mil pessoas com seus projetos sociais, além de garantir alimentação a cerca de 410 mil indivíduos. Esse trabalho é financiado por doações e parcerias com empresas privadas.
O instituto é presidido por Josué Valandro de Oliveira Junior, pastor da Igreja Batista Atitude, mesma congregação frequentada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Além de contribuições privadas, o Instituto Assistencial Atitude também tem recebido recursos provenientes de emendas parlamentares indicadas por deputados federais próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Um dos parlamentares que destinaram verbas à entidade foi Alexandre Ramagem (PL-RJ), atual réu em ação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta tentativa de golpe de Estado. Em maio de 2024, Ramagem, que já comandou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Bolsonaro, repassou quase 500 mil reais ao instituto. Segundo dados do Portal da Transparência, o valor será usado em iniciativas de apoio a programas de inclusão social, esporte, lazer e educação.
Outro aliado de Bolsonaro a enviar recursos públicos à entidade ligada ao pastor foi o deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ). Em junho de 2024, ele destinou 700 mil reais em emendas parlamentares para custear o programa de creche gratuita oferecido a filhos de famílias carentes atendidas pelo instituto na capital fluminense.
Com mais de 700 mil seguidores nas redes sociais, Valandro se destaca como uma das principais lideranças da Igreja Batista Atitude. Procurados pela reportagem da revista VEJA, os deputados citados não retornaram até o fechamento da matéria. Em nota, o Instituto Assistencial Atitude afirmou que os recursos repassados por parlamentares são destinados integralmente às crianças atendidas pelos projetos sociais. “Todo nosso trabalho está debaixo de tudo que é legítimo e legal no aspecto da moralidade e das leis do nosso país”, informou a entidade.
Artigo originalmente publicado em Fuxico Gospel com informações de Veja
Alojamento das meninas no Camp Mystic ficou submerso até o teto após a enchente. (Captura de tela/YouTube/g1)
Um tradicional acampamento de verão para meninas, no Texas Hill Country, enfrenta um momento de profunda dor após uma enchente repentina e devastadora atingir o Rio Guadalupe na sexta-feira (04).
O estado tem sido assolado por chuvas intensas que já provocaram a morte de 82 pessoas. O acampamento confirma mortes de 27 crianças que foram levadas por enchente.
Segundo autoridades locais e reportagens recentes, as enchentes no Rio Guadalupe são consideradas as piores em um século.
Dentre as inúmeras tragédias provocadas pela enchente devastadora, após o rio subir 8 metros em apenas 45 minutos, estão as famílias das meninas – entre 7 e 12 anos – que passavam as férias escolares no acampamento cristão Camp Mystic.
Com quase 100 anos de história, o acampamento de verão cristão acolhe gerações de meninas às margens do Rio Guadalupe. O local abrigava 750 jovens quando a enchente chegou de forma repentina.
Mortes e desaparecimentos
Trinta e seis horas após a tragédia, o impacto do desastre ainda está sendo revelado com pessoas ainda desaparecidas.
O pastor Greg Laurie, líder da Harvest Christian Fellowship na Califórnia, disse que esta é uma “tragédia desoladora” e que num momento como esse só se pode recorrer a Deus.
“Não existe dor maior do que um pai perder um filho. Isso não é teoria para mim – é pessoal. O nosso filho Christopher foi inesperadamente chamado de casa para o Céu há 16 anos atrás, e a dor ainda é profunda.”
“Devemos recorrer a Deus. Ele é a nossa maior fonte de força”, aconselhou.
Algumas famílias já informaram à imprensa a perda de suas filhas, mas não há confirmação se esses relatos foram oficialmente incluídos no número divulgado pelas autoridades.
Enquanto as equipes de resgate seguem mobilizadas dia e noite na busca pelos desaparecidos, famílias mergulham em uma espera angustiante sobre o destino de suas filhas, que deveriam passar o remando, andando a cavalo e jogando tênis durante os dias de acampamento.
Um vídeo no site registra cenas de meninas pescando, se divertindo na água e dançando com camisetas combinando.
Embora as autoridades ainda não tenham divulgado oficialmente os nomes das vítimas e desaparecidos, dezenas de famílias relataram em grupos locais no Facebook terem recebido telefonemas das forças de segurança informando que suas filhas seguem desaparecidas.
O governador do Texas Greg Abbott declarou hoje um dia de oração por todos os afetados pelo desastre das inundações do Texas Hill Country.
‘Estamos devastados’
Algumas famílias relataram à imprensa local que suas filhas estavam entre as vítimas da enchente.
As famílias de Janie Hunt, Lila Bonner, Renee Smajstrla e Sarah Mars, primeiros nomes que surgiram, compartilharam publicamente a dolorosa perda de suas filhas após a tragédia.
“Estamos devastadas”, disse à NBC 5 a mãe de Janie, lamentando a profunda perda das meninas.
A morte de um diretor de outro acampamento também foi confirmada no sábado (04).
O cantor e compositor Michael W. Smith usou sua rede social para lamentar a tragédia e as mortes.
O cantor e compositor Sean Feucht se juntou às orações pelas vítimas das enchentes.
“Hoje juntamos milhões em todo o mundo na declaração do governador de que hoje é um dia para orar pelos afetados pelas inundações no Texas.”
Camp Mystic
Fundado em 1926, o Camp Mystic mantém duas unidades ao longo do Rio Guadalupe, na região de Hunt, Texas.
Há quase um século, o acampamento se apresenta como um espaço para meninas crescerem espiritualmente e “desenvolverem qualidades pessoais excepcionais e autoestima”, conforme descreve em seu site institucional.
A cada verão, o Mystic desafia seus campistas a “serem pessoas melhores por estarem no Mystic” e a “deixarem que o Mystic traga à tona o melhor deles”.
O site do acampamento enfatiza amizades duradouras e uma “atmosfera cristã saudável”.
Apoio às vítimas
Foi instalado um centro de reunificação na cidade de Kerrville para atender pessoas em busca de informações sobre familiares desaparecidos fora do contexto do Camp Mystic, oferecendo apoio às demais vítimas das enchentes na região.
Dana Bashara, superintendente do Distrito Escolar Independente de Alamo Heights, afirmou que “as consequências dessa perda serão sentidas por toda a nossa comunidade”. Alamo Heights, subúrbio de San Antonio, está situado no condado vizinho de Bexar.
“Também queremos reconhecer que muitos dos nossos alunos estavam acampados em outros locais ao longo do rio e vivenciaram o medo e o trauma dos eventos de ontem em primeira mão”, escreveu Bashara.
Segundo a declaração da superintendente, o distrito está disponibilizando apoio psicológico por meio do Centro de Luto Infantil do Sul do Texas e da Igreja Batista de Alamo Heights, como forma de amparo às famílias e estudantes impactados pela tragédia.
A enxurrada teve início por volta das 4h da manhã de sexta-feira, quando chuvas intensas durante a madrugada provocaram uma elevação abrupta do nível do Rio Guadalupe, entre 6 e 8 metros em apenas 90 minutos.
Enchentes súbitas
Segundo a NBC 5, a água invadiu o Condado de Kerr e áreas vizinhas com tanta velocidade que as autoridades dizem que não conseguiram emitir ordens de evacuação a tempo.
“Isso aconteceu muito rápido, em um período muito curto de tempo, o que não poderia ser previsto, mesmo com o radar”, disse Dalton Rice, administrador municipal de Kerrville, sede do condado.
Corpos teriam sido encontrados em veículos arrastados de áreas rio acima.
Na noite de sexta-feira, o Rio Guadalupe atingiu seu pico nas localidades de Kerrville e Comfort. No entanto, os trechos a jusante –especialmente nas proximidades de Spring Branch – só devem registrar o nível mais alto a partir da madrugada de sábado.
De acordo com projeções do Serviço Nacional de Meteorologia, a expectativa é que o rio alcance 11,4 metros naquela região, o que caracteriza uma inundação de nível moderado.
A tendência dos livros para colorir, que conquistou o público adulto como forma de aliviar o estresse e estimular a criatividade, ganha agora um novo impulso com propostas que unem espiritualidade, reflexão e bem-estar.
De olho nesse movimento, a Editora Mundo Cristão levou para a Bienal do Livro do Rio de Janeiro, que ocorreu entre 14 e 22 de junho, uma seleção de títulos que transformam a prática de colorir em um espaço de oração e conexão com valores cristãos.
Esse retorno dos livros de colorir ao centro das prateleiras literárias mostra que o ato de pintar pode ser mais do que um passatempo: é um momento de silêncio, escuta e diálogo com a fé. E, nesta Bienal, a experiência ganhou novas cores — no sentido mais amplo da palavra.
Confira os livros:
Corajosas: as princesas nada encantadas – Para colorir (compre aqui)
Inspirado na série literária Corajosas, o livro propõe uma jornada visual por temas como coragem, esperança e identidade em Deus, incentivando meninas a enxergarem sua força à luz da fé cristã.
As cinco linguagens do amor para colorir (compre aqui)
Baseado na obra de Gary Chapman, este livro convida o leitor a explorar as linguagens do amor por meio de ilustrações inspiradoras e mensagens que fortalecem vínculos afetivos, em um formato leve e meditativo.
Meu amigo Jesus – Livro de colorir com versículos bíblicos (compre aqui)
Com versículos bíblicos e cenas delicadas, esta edição ilustrada por Luana Chinaglia, foi pensada para apresentar os ensinamentos de Jesus de forma acessível, lúdica e visualmente encantadora.
O pequeno peregrino ilustrado – Livro de colorir com atividades (compre aqui)
Essa versão interativa do clássico de John Bunyan traz labirintos, caça-palavras e ilustrações para colorir, convidando crianças a refletirem sobre valores cristãos enquanto participam da jornada de Cristão e Cristiana.
O bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e proprietário da Record, sofreu mais um revés na Justiça ao tentar retirar sua imagem do documentário O Diabo no Tribunal, disponível na Netflix. A ação, movida contra a plataforma de streaming no ano passado, foi arquivada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo no dia 27 de maio, após pedidos do religioso nas 1ª e 2ª instâncias terem sido negados. De acordo com o TJ-SP, não cabem mais recursos.
A Netflix não comentou o caso. Já a Igreja Universal, por meio de nota, afirmou que Edir Macedo não desistiu do processo e que a ação principal continua tramitando normalmente na 36ª Vara Cível de São Paulo.
O documentário, lançado em 2023, aborda um caso judicial ocorrido nos Estados Unidos em que a defesa alegou “possessão demoníaca” como justificativa para um assassinato — tese que foi rejeitada pela Justiça americana. A produção usa brevemente imagens de cultos da Igreja Universal para ilustrar sessões de “libertação”, o que motivou a reação de Edir Macedo e de seu genro, o bispo Renato Cardoso, também apresentador do programa The Love School, da Record. Ambos foram autores da ação contra a Netflix.
Na ação, os religiosos alegam que a produção é “claramente sensacionalista” e que suas imagens foram exibidas em “sessões de libertação” sem autorização prévia. “As imagens pessoais foram incluídas no filme sem a devida autorização no âmbito de um entretenimento claramente sensacionalista e de temática perturbadora, qual seja, uma possessão demoníaca e um posterior assassinato brutal”, afirmaram os bispos no processo.
A Netflix, por sua vez, alegou em sua defesa que o documentário tem caráter informativo e biográfico, e que as imagens foram usadas de maneira contextualizada para ilustrar práticas religiosas ligadas a rituais de exorcismo. A empresa afirmou ainda que não há qualquer associação direta entre a Igreja Universal e o crime abordado no filme, e que os rostos de Macedo e Cardoso aparecem de forma não identificável.
A relatora do caso, desembargadora Décio Viviani Nicolau, rejeitou os argumentos dos autores e teve seu voto acompanhado de forma unânime pelos demais desembargadores. Ela afirmou que as imagens utilizadas no documentário são de eventos públicos e não ferem a honra dos envolvidos.
“Os autores são pessoas públicas de conhecimento notório, e as imagens em questão foram capturadas em cerimônia religiosa por eles ministrada e aberta ao público. Tais gravações são utilizadas no documentário de forma a contextualizar o exorcismo de uma pessoa possuída, estando relacionadas, portanto, ao tema central da obra”, escreveu a magistrada.
Após a publicação da decisão, a Igreja Universal divulgou uma nota contestando a interpretação de que Edir Macedo teria perdido a ação. Segundo a instituição, o que houve foi o arquivamento de um recurso específico, sem julgamento de mérito.
Leia a íntegra da nota:
“A verdade é que não houve qualquer perda de ação, conforme foi divulgado erroneamente em seu texto. O que realmente aconteceu: apenas que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo arquivou o recurso de agravo: o qual decidiu sobre o pedido liminar realizado pelos autores do processo, pelo entendimento de ser prematuro o deferimento da liminar, sem analisar o mérito do processo.
O processo principal não foi arquivado, muito pelo contrário, ele está apenas no começo e sua tramitação segue completamente normal, em primeira instância na 36ª Vara Cível. A defesa pede a remoção das imagens, que foram inseridas no documentário, sem as devidas autorizações do Bispo Edir Macedo e do Bispo Renato Cardoso, sendo comercializado na plataforma de streaming Netflix”.
Após o recente cessar-fogo entre Israel e Irã, uma realidade preocupante, mas que raramente ganha destaque na mídia internacional se desenrola dentro das fronteiras persas. Após os 12 dias de ataques aéreos de Israel (13 a 24 de junho), as autoridades voltaram-se da confrontação externa para uma repressão interna.
Foram mais de 700 prisões em doze dias, dez execuções-relâmpago por “espionagem” e bloqueios nas ruas que começaram em cidades curdas e se espalharam por todo o país. Esses casos seguem um padrão conhecido: os detidos são privados de direitos legais básicos, sem julgamento justo, sem acesso a advogados independentes e, muitas vezes, condenados com base apenas em confissões obtidas sob tortura.
Especialistas jurídicos alertam que o projeto acelera os julgamentos sumários já em andamento nos Tribunais Revolucionários por meio de nove artigos aprovados às pressas por parlamentares em 29 de junho. Defensores dos direitos humanos alertam que, em tempos de crise nacional, as autoridades iranianas costumam usar execuções e prisões em massa como instrumentos para controlar a população e esmagar qualquer sinal de oposição.
Prisões arbitrárias
Dentro das prisões iranianas, o desespero cresce. Após um ataque com mísseis que atingiu a prisão de Evin durante a ofensiva israelense, relatos internos descrevem condições horríveis. Prisioneiros políticos foram transferidos repentinamente para prisões maiores e mais severas, como a notória Penitenciária da Grande Teerã.
Famílias relatam condições terríveis: celas infestadas de pragas, água contaminada, ventilação precária e corte total de comunicação externa. Em 26 de junho, até mesmo as breves ligações monitoradas normalmente permitidas foram suspensas. Entre os presos estão pessoas cujos “crimes” incluem ativismo pacífico e líderes cristãos considerados como “ameaças à segurança nacional”. Um homem, por exemplo, foi condenado a quase seis anos de prisão por simplesmente comentar com um único sinal de pontuação em uma publicação de um líder do governo.
Para cristãos iranianos e outras minorias, esse ambiente já hostil torna-se ainda mais perigoso. Em tempos assim, oração e intercessão são vitais. “A luz brilha nas trevas, e as trevas não a derrotaram” (João 1.5). Oramos para que a igreja iraniana permaneça como uma raio silencioso de esperança em meio ao medo, e que Deus redima até mesmo esses dias difíceis para os propósitos do seu Reino.
“Conhecemos o Senhor mais intimamente em tempos de dor e provação. No fim, o amor é a voz mais alta e o testemunho mais poderoso. Orem para que, neste tempo, quando tantos iranianos estão cansados da religião, da política e de promessas vazias, o Senhor se revele como a verdadeira fonte de amor, esperança e salvação”, afirma um cristão iraniano.
No mesmo período, em outro país entre os 10 primeiros colocados na Lista Mundial da Perseguição 2025, um grupo de cristãos foi preso e levado para interrogatório por suspeita de serem cristãos. Eles estão sob grande risco de tortura e pedem orações. Parceiros locais da Portas Abertas estão apoiando as famílias enquanto eles estão detidos.
*A Portas Abertas não é contra nenhuma nacionalidade, governo ou religião. Somos pró-Jesus Cristo, a favor da paz e defendemos a Igreja Perseguida em todos os lugares.
Morre pastor Gedelti Gueiros. (Foto: Pedro França/Agência Senado)
A Igreja Cristã Maranata comunicou o falecimento de seu presidente, Gedelti Victalino Teixeira Gueiros, ocorrido na madrugada deste sábado (05). Ele tinha 93 anos e estava internado em um hospital particular em Vila Velha, no Espírito Santo. A notícia foi confirmada por familiares e pela própria denominação.
“A Igreja Cristã Maranata comunica o falecimento de seu fundador e presidente, Pastor Gedelti Victalino Teixeira Gueiros, ocorrido na madrugada de hoje. Informações adicionais quanto ao horário e local do Culto de sepultamento serão fornecidos posteriormente”, informou a nota divulgada pela Igreja Cristã Maranata nas redes sociais.
Gedelti Gueiros havia sido internado na última quinta-feira, (03) de julho, após sofrer um infarto em uma cidade capixaba.
Josias Júnior, gerente de comunicação da Igreja Cristã Maranata, enfatizou o profundo impacto de Gedelti Gueiros na denominação e na vida de seus membros.
“Temos, na pessoa do Pr. Gedelti, a maior referência no amor pela Obra de Deus, na pregação do Evangelho e no zelo pela doutrina bíblica. Ele deixa um legado imensurável como homem, líder, profissional e servo do Deus Altíssimo. Aos 93 anos de idade, apenas uma condição extrema o impediria de estar presente, atuante e à frente de uma Igreja pautada no voluntariado e na disciplina bíblica, herdadas de suas aulas dadas no Maanaim e nas Escolas Bíblicas Dominicais. As cerca de uma década de convivência com ele resultaram, em mim, o aprendizado de uma vida inteira. Exemplo”, afirmou Josias Júnior.
O líder da denominação foi uma das figuras mais influentes no segmento evangélico do Brasil. Em 1968, fundou a Igreja Maranata no estado capixaba, e ao longo das décadas, dedicou-se à expansão da igreja, que hoje possui atuação em diversos estados e países, consolidando-se como uma das principais denominações pentecostais do Brasil.
Apesar de enfrentar problemas de saúde nos últimos anos, Gedelti manteve sua participação ativa na liderança espiritual da instituição até seus últimos dias.
Autoridades enfatizam a importância do líder
Em nota divulgada pelo X (antigo Twitter), o governador do Estado do Espírito Santo, Renato Casagrande, lamentou profundamente a morte do líder da Maranata, que, sem dúvida, era uma referência para os capixabas.
Com profundo pesar, recebo a notícia do falecimento do Pastor Gedelti Gueiros, fundador da Igreja Cristã Maranata. Um homem de fé, que dedicou sua vida ao Evangelho e tocou milhares de pessoas com sua missão. Minha solidariedade a sua família e à Igreja Maranata. Decretarei luto…
— Renato Casagrande 40 (@Casagrande_ES) July 5, 2025
O vice-governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço, expressou seu pesar e anunciou luto oficial de três dias no estado em memória do pastor Gedelti Gueiros. “Recebemos com muita tristeza a notícia de seu falecimento. Amigo, sábio, líder, defensor da família e missionário da fé em nosso estado, no Brasil e no mundo. Momento de tristeza, dor e profunda reflexão. Desejamos muito conforto e carinho a todos da Igreja Maranata, à família e amigos”, publicou Ferraço no Instagram.
O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, também decretou luto oficial de três dias na capital capixaba. “Com pesar, nos despedimos do pastor Gedelti Gueiros. “Nos solidarizamos com os familiares, amigos e fiéis da Igreja Cristã Maranata. Nossos votos de conforto e paz neste momento de dor”, expressou Pazolini.
Euclério Sampaio, prefeito de Cariacica, cidade da Grande Vitória, também decretou luto oficial de três dias no município. “Um homem de fé, sabedoria e incansável dedicação à obra de Deus. Seu legado como líder da Igreja Maranata marcou gerações e continuará a inspirar muitos. Neste momento de dor, expresso meus mais sinceros sentimentos à família, amigos e a toda comunidade da Igreja Maranata. Que o consolo e a paz do Senhor estejam com todos”, escreveu Euclério no Instagram.
O prefeito de Vila Velha, Arnaldo Borgo, também se pronunciou sobre o falecimento, destacando a importância do líder religioso para a cidade e para o mundo. “Recebi com profundo pesar a notícia do falecimento do pastor Gedelti Gueiros, fundador e presidente da Igreja Cristã Maranata. Em 1968, ele iniciou em Vila Velha um movimento religioso que ultrapassou fronteiras e, hoje, reúne mais de 1 milhão de fiéis no Brasil e exterior. Minha solidariedade à família e a toda comunidade da Igreja Cristã Maranata. Gedelti deixa um legado espiritual profundo e marcante”, afirmou Borgo.
O ator Murilo Cezar, que interpreta Saulo/Paulo, na minissérie "Paulo, o Apóstolo". (Divulgação/Seriella Productions)
Com estreia anunciada para segunda-feira (7), às 21h, na Record, “Paulo, O Apóstolo” é uma superprodução que retrata, de maneira inédita na televisão, a trajetória do homem que se tornou um dos pilares do Cristianismo.
Dividida em 50 episódios, a obra retrata com profundidade e sensibilidade a trajetória do jovem fariseu Saulo de Tarso (Murilo Cézar), um feroz perseguidor dos seguidores de Cristo.
Antes de iniciar sua busca pelos cristãos, Saulo encontra Caifás (Floriano Peixoto), sumo sacerdote do Templo, de quem consegue autorização para liderar a perseguição contra os discípulos de Jesus.
Mas a vida do jovem fariseu obstinado pela Lei dá uma reviravolta radical após um encontro surpreendente com Jesus enquanto se dirigia para Damasco para prender os cristãos.
A partir desse encontro transformador, a vida de Saulo sofre uma virada definitiva: o perseguidor implacável se torna um dos mais fervorosos defensores da fé cristã.
Passando a se chamar Paulo, ele precisará enfrentar a desconfiança dos apóstolos, a perseguição dos líderes religiosos judeus e a dureza do império romano – mas permanecerá firme em sua missão, anunciando com coragem a mensagem que antes buscava silenciar.
O retrato da amizade leal entre Lucas (Caio Menck) – médico e historiador – e o afeto paternal de Paulo por Timóteo (João Fernandes), seu amado “filho espiritual”, traz à narrativa uma camada comovente de intimidade e humanidade, ampliando o impacto da trama.
Grandes figuras históricas entram em cena, moldando o caminho de Paulo e os rumos do Cristianismo: Herodes Agripa (Cirillo Luna), o astuto príncipe de Israel; Nero (Enzo Ciolini), imperador de impulsos incendiários, marcado pela influência sutil e sombria de sua mãe, Agripina (Rosanne Mulholland); e Popeia (Emily Matte), imperatriz de ambição desmedida e estratégias implacáveis.
Com elenco superior a 400 atores, “Paulo, O Apóstolo” – escrita por Cristiane Cardoso e com direção-geral de Leo Miranda – desponta como uma superprodução épica.
A série foi gravada em cenários deslumbrantes, incluindo Petrópolis (RJ), Milho Verde (MG) e os belos contornos de Torres e Cambará do Sul, na Serra Gaúcha.