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É possível ser cristã e feminista?

Livro Não existe cristã feminista (Foto: Montagem/FolhaGospel)
Livro Não existe cristã feminista (Foto: Montagem/FolhaGospel)

A deputada estadual por Santa Catarina, historiadora e escritora Ana Campagnolo lança o livro Não existe cristã feminista, pela Editora Vida, que aborda a incompatibilidade entre o feminismo e a fé cristã. O estudo reúne argumentos bíblicos, teológicos e históricos para sustentar que essas duas visões de mundo caminham em direções opostas.

Segundo a autora, o feminismo se contrapõe a princípios centrais do cristianismo ao questionar a autoridade das Escrituras e redefinir os papéis de gênero.

Campagnolo argumenta que, enquanto o cristianismo reconhece uma estrutura moral baseada na Bíblia, com distinções entre as funções de homens e mulheres, o feminismo desafia essa visão: ele promove transformações sociais que envolvem temas como patriarcado, sexualidade e direitos reprodutivos. A autora entende que essas mudanças são inconciliáveis com os fundamentos da fé cristã tradicional.

O feminismo é essa bandeira política da revolta contra tudo o que a Bíblia recomenda — ou melhor, contra tudo o que Deus disse no Éden sobre identidade, sexualidade, propósito, família, casamento e pecado (Não existe cristã feminista, p.104) 

O livro é considerado o primeiro título publicado em língua portuguesa com uma abordagem explicitamente cristã antifeminista, além de reunir autores cristãos de diferentes tradições, por exemplo: Phyllis Schlafly, Wayne Grudem e Nancy DeMoss. Não existe cristã feminina traz igualmente críticas a pensadoras como Simone de Beauvoir, Ivone Gebara e Bell Hooks, e destaca figuras políticas, tal qual Margaret Thatcher, como exemplo de liderança feminina desvinculada da militância feminista. 

Conhecida por sua atuação crítica a ideologias de gênero, Ana Campagnolo combina a própria trajetória acadêmica com a experiência no Legislativo para propor um material voltado aos líderes religiosos, pais e educadores, preocupados com o avanço de ideologias seculares e progressistas, principalmente no ambiente cristão. 

Ficha técnica 
Título: Não existe cristã feminista 
Autora: Ana Campagnolo 
Editora: Vida 
Onde encontrar: Amazon (compre aqui)

Sobre a autora: Ana Campagnolo é deputada estadual em Santa Catarina, historiadora e escritora antifeminista. Autora do best-seller Feminismo: Perversão e Subversão, criado em um lar cristão, enfrentou perseguição ideológica por sua fé na universidade e hoje lidera o combate ao feminismo com embasamento, firmeza e clareza bíblica. Seu trabalho tem alcançado milhares de cristãos que buscam defender a fé e proteger suas famílias. 

Sobre a editora: A Editora Vida oferece títulos nas áreas infantil, jovem, relacionamentos, espiritualidade, vida cristã, ficção, acadêmicos e bíblias. Com enfoque contemporâneo e respeito a obras clássicas, promove o crescimento espiritual do leitor. Com mais de 60 anos de destaque na publicação e venda de literatura cristã, também se firma como relevante distribuidora de Bíblias, em diversas versões, edições especiais e traduções inéditas.

Fonte: LC Agência de Comunicação

Romance cristão retrata os questionamentos da juventude

Livro A Música das Nuvens (Foto: Montagem/FolhaGospel)
Livro A Música das Nuvens (Foto: Montagem/FolhaGospel)

Para encorajar adolescentes a enxergarem a vida por uma perspectiva de fé e resiliência, a escritora Arlene Diniz lança romance Young Adult sobre recomeços, esperança e superação à luz da Bíblia. Em A música das nuvens o leitor acompanha Alissa Venâncio, uma jovem talentosa que vê o próprio mundo desmoronar após ser obrigada a deixar para trás a cidade natal, as amigas e o sonho de tocar violino – instrumento destruído em um incidente.

A nova realidade da protagonista se passa em uma casa luxuosa no Litoral, onde os pais trabalham como caseiros: endividados, a família precisará enfrentar o temperamento difícil da nova patroa, que frequentemente faz bullying com o irmão mais novo de Alissa, por sua mobilidade reduzida.

Nesta jornada desafiadora, em meio a segredos do passado, uma foto íntima que a jovem enviou para o ex-namorado é exposta na internet de maneira humilhante, o que traz consequências dolorosas na autoestima da moça. Ao tentar superar as adversidades, Alissa se apega à família, aos ensinamentos de Deus e à música. Também, a presença de Theo, um garoto com cicatrizes do passado tão profundas quanto as dela, se torna um ponto de luz em meio à tempestade emocional.

O relacionamento entre os personagens nasce em meio à dor, mas cresce como um refúgio seguro em que ambos aprendem a confiar e recomeçar. O rapaz é um exemplo de força e confiança no Criador, e demonstra, por meio das próprias atitudes e relatos, que mesmo nas situações mais difíceis, há propósito e esperança quando se confia em Deus – e tudo pode ser superado por meio da fé.

— No último ano da escola. Tinha um grupo de estudo bíblico no campus toda semana. Um dia, um cara da minha sala me convidou pra ir. E as coisas nunca mais foram as mesmas.  […] —  Mas, no final, Deus tinha um plano. – Os olhos dele pareciam soltar fogos de artifício. Seu rosto ficou mais leve. A mesma alegria que eu via em dona Augusta ao falar sobre sua fé. Será que Deus também tem um plano para mim?(A música das nuvens, p. 171 e 172)

Com uma narrativa envolvente e delicada, ao refletir sobre as dificuldades da juventude, A música das nuvens aborda temas como identidade, autodescoberta, perdas, preconceito e perdão. A cada página, Arlene conduz o público por uma jornada de amadurecimento e segundas chances, e convida cada leitor a descobrir com Alissa que Cristo tem planos maiores do que qualquer tempestade que possa surgir. Lançado pela Mundo Cristão, esta ficção cristã inspira adolescentes a enfrentarem os problemas do cotidiano com coragem. Afinal, a autora reforça que, assim como a música, a vida também tem e baixos – e, mesmo nas fases mais difíceis, é possível transformar dores em novos começos.

Ficha técnica:
Título: A Música das Nuvens
Autora: Arlene Diniz
Editora: Mundo Cristão
Onde encontrarAmazon (compre aqui)

Escritora Arlene Diniz

Sobre a autora: Arlene Diniz é formada em Serviço Social, pós-graduada em Missão Urbana e escreve livros com o objetivo de espalhar o amor e a Palavra de Deus, e também de encorajar pessoas, principalmente adolescentes, a verem a vida por uma perspectiva diferente. Escreve em blogs desde os 15 anos, e há quase uma década tem desenvolvido trabalhos voltados para adolescentes. Arlene mora em Paraty, no Rio de Janeiro, com seu marido, Hugo, e a filhinha deles, Melinda. Coescreveu Corajosas: Os contos das princesas nada encantadas (2023), publicado pela Mundo Cristão, e é também autora de outros livros de ficção cristã juvenil. Viagens com a família, dias nublados, brigadeiro de panela e fazer nada com os amigos estão entre suas coisas preferidas do mundo.

Fonte: LC Agência de Comunicação

Filme “A Visão” será o próximo lançamento da 360WayUp

Cena do filme "A Visão" (Foto: 360WayUp)
Cena do filme "A Visão" (Foto: 360WayUp)

O cinema cristão se fortalece no mercado cinematográfico brasileiro como setor relevante em bilheteria, mobilização e impacto cultural. A 360 WayUp, como empresa do ramo, fez parte das equipes que levaram cerca de 40 milhões de espectadores aos cinemas, superaram R$ 470 milhões em bilheteria e consolidou-se como uma das principais referências nacionais na distribuição de filmes cristãos.

Para Ygor Siqueira, CEO da 360 WayUp e da Heaven Content, o público está cada vez mais aberto a narrativas que não estão presentes nos filmes seculares. “As pessoas querem histórias que toquem o coração, tragam esperança e dialoguem com os valores cristãos. Queremos oferecer produções seguras, inspiradoras e de alta qualidade para o público religioso.”, afirma.

O próximo lançamento será o longa “A Visão”, com estreia marcada para 17 de julho. Baseado em uma história real, o filme acompanha a trajetória do Dr. Ming Wang, um jovem chinês que sobreviveu à Revolução Cultural, imigrou para os Estados Unidos e se tornou um dos principais cirurgiões oftalmológicos do mundo. A trama gira em torno da tentativa de Wang de restaurar a visão de uma órfã cega após um ataque da madrasta.

Casos anteriores de sucesso mostram a força do gênero: um deles é “Extraordinário”, que ultrapassou 6,5 milhões de ingressos vendidos no Brasil, abordando empatia e aceitação com a história de Auggie Pullman, uma criança com deformações faciais. Outro destaque é “A Cabana”, com 5 milhões de espectadores no Brasil, que trata sobre dor, luto e retrata o encontro de um homem com a figura de Deus, Jesus e Espírito Santo (Trindade) após uma tragédia familiar.

“Acreditamos no poder do cinema para transformar vidas. O mundo já olha para o Brasil como potência de público. Nossa missão agora é pregar o Evangelho através do Cinema e levar vidas a um propósito”, finaliza Ygor.

Trailer “A Visão”:

Sobre a 360 WayUp   
A 360 WayUp nasceu com o objetivo de impulsionar o mercado cinematográfico cristão no país. A empresa atua no processo de viabilizar, produzir, distribuir e comunicar produtos que alcancem pessoas através de mensagens de fé e esperança. Para isso, utiliza-se de estratégias eficientes numa atuação em nível nacional. Fundada por Ygor Siqueira, a empresa tem como diferencial a expertise de se comunicar amplamente com o seu público-alvo: os cristãos. Com uma equipe experiente, a 360 WayUp é a única do mercado e tem revolucionado o segmento. Entre os lançamentos: Você Acredita?, Quarto de Guerra, Ressurreição, Milagres do Paraíso, Deus Não Está Morto 2, Ben-Hur, Para Sempre, Papa Francisco, A Cabana, A Estrela de Belém, Extraordinário, Mais que Vencedores, Paulo, Apóstolo de Cristo e Som da Liberdade, A Forja, O Rei dos Reis, dentre outros, totalizando quase 40 milhões de espectadores levados ao cinema.  

Sobre a Heaven Content
A Heaven Content é a principal força do cinema cristão no Brasil, trazendo histórias inspiradoras que promovem fé, esperança e superação. Com parcerias estratégicas com a 360 WayUp, a Heaven combina excelência em produção, distribuição eficiente e campanhas autênticas, impactando milhões de espectadores. Sua missão é conectar o público a narrativas transformadoras, consolidando-se como referência no entretenimento cristão no Brasil e na América Latina.

Fonte: 360 WayUp

Autoras cristãs alertam pais sobre livros eróticos para crianças e adolescentes

Vitoria Reis mostrou “livros hot” sendo vendidos para adolescentes na Bienal. (Foto: Reprodução/Instagram/Vitoria Reis).
Vitoria Reis mostrou “livros hot” sendo vendidos para adolescentes na Bienal. (Foto: Reprodução/Instagram/Vitoria Reis).

A autora e pedagoga cristã Vitoria Reis está alertando os pais sobre livros com conteúdo pornográfico feito para adolescentes e crianças.

Durante a Bienal do Livro no Rio de Janeiro, Vitoria mostrou exemplos de publicações com uma estética para o público infantojuvenil, porém com conteúdos eróticos, conhecidos como “livros hot”.

“Estou de frente para uma estante só com livros claramente focados para crianças e adolescentes, todos, sem exceção, com conteúdo pornográfico. E os próprios adolescentes colocam códigos”, disse ela, em vídeo compartilhado no Instagram, na terça-feira (24).

“Capas infantilizadas, coloridas e aparentemente leves, têm escondido conteúdos podres e totalmente deturpados”, explicou.

Títulos como: “No Ritmo do Jogo”, “Farejando o Amor”, “Disseram ser Sorte”, “Todo esse Tempo”, “A Aposta do Coração”, “Mais ou menos 9 horas”, “Rumores da Cidade”, “Ela fica com a Garota”, “A Jogada do Amor”, “Orgulho e Preconceito e nós Duas”, “O Legado das Águas”.

A pedagoga chamou a atenção dos pais que estão comprando livros do gênero achando que o conteúdo é próprio para a idade dos filhos.

“O pior é que as mães estão comprando para as filhas. Essa é a nossa realidade hoje”, disse Vitoria.

“Muitas mães celebram o fato de que seus filhos leem muito, mas o que eles estão lendo?”, refletiu.

A autora, que tem lutado contra a sexualização de menores e pela proteção da infância, destacou que a cultura pornográfica invadiu a literatura.

“A sexualização precoce avança a passos largos e eles usam todas as ferramentas possíveis”, denunciou.

Efeitos nocivos em menores

Tatielle Katluryn, escritora de ficção cristã da editora Mundo Cristão, também fez um alerta sobre o perigo de “livros hot” para crianças e adolescentes.

“A bienal terminou e foi um sucesso de vendas. Mas você sabe que tipo de livro sua filha menor de idade levou para casa?”, questionou Tatielle, em publicação no Instagram.

A autora contou que uma menina de 13 anos entrou no seu stand, perguntando onde poderia comprar uma obra famosa que contém conteúdo erótico.

“Disse que achava que aquela leitura não era para ela. A menina disse ‘Tá bom’ e saiu. Mas acho que ela comprou o livro”, disse.

A escritora lembrou que anos atrás, nas locadoras, havia uma parte com filmes pornográficos onde os menores eram proibidos de entrar.

“Nem se eu quisesse, não conseguiria alugar um filme assim por ser menor de idade. Então, porque é tranquilo crianças e adolescentes comprarem livros + 18, com conteúdo explícito e inapropriado para seu desenvolvimento saudável?”, afirmou.

Capas fofas, histórias eróticas

Vitória, que também é psicóloga, estudou sobre os efeitos nocivos que o contato precoce com conteúdos sobre sexo pode provocar em menores.

A cristã exemplificou com sua própria experiência de ler “livros hot” na adolescência. “Muitas vezes, me deixava levar pela sinopse e capa fofa, mas me deparava com conteúdo explícito que afetou meu imaginário e não tinha mais como ‘desler’”, comentou.

E enfatizou: “Não adianta dizer que pula as páginas com hot, sem querer você acaba lendo e aquilo se fixa na sua mente como chiclete”.

Segundo Tatielle, as editoras têm investido em capas com design que não revela o conteúdo pornográfico da história.

“Não se deixem enganar com capas fofas. Isso acaba passando despercebido pelos pais. Conteúdos impróprios vão afetar gravemente a saúde mental e física dos seus filhos!”, afirmou.

A escritora ainda defendeu que as editoras adotem a classificação indicativa nas contracapas dos livros, e que livrarias indiquem nas estantes e nos sites quais publicações são adultas.

Fonte: Guia-me

Pastores que fizerem “terapias de conversão” podem ser punidos com prisão, na Espanha

Congresso dos Deputados em Madri, a câmara baixa do parlamento da Espanha. (Foto: Congresso de los Diputados)
Congresso dos Deputados em Madri, a câmara baixa do parlamento da Espanha. (Foto: Congresso de los Diputados)

O Congresso dos Deputados da Espanha aprovou na terça-feira, 24, o projeto de lei orgânico do PSOE (Social-democratas, principal partido do governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez) que pune com penas de prisão as terapias de conversão baseadas em orientação sexual, identidade sexual ou expressão de gênero. A Câmara dos Deputados começará a trabalhar nesta legislação depois que todos os grupos parlamentares, com exceção do Vox, votarem a favor de sua tramitação.

O projeto de lei busca introduzir essas práticas no Código Penal e considerá-las crime punível com pena de seis meses a dois anos de prisão.

Na apresentação da proposta no Congresso, o deputado do PSOE, Víctor Gutiérrez, afirmou que “esta lei não é apenas um castigo para os carrascos, é uma mensagem de esperança para todas as vítimas silenciosas que ainda têm pesadelos com a mesa de choque, a sessão de humilhação ou a oração que prometia curá-los enquanto os matava por dentro”.

Especificamente, o texto propõe penas de prisão de seis meses a dois anos para quem “aplicar ou praticar atos, métodos, programas, técnicas ou procedimentos de aversão ou conversão, sejam eles psicológicos, físicos, farmacológicos ou de qualquer outra natureza, destinados a modificar, reprimir, eliminar ou negar a própria orientação sexual, identidade sexual ou expressão de gênero, que afetem a integridade corporal ou a saúde física ou mental, ou que ameacem gravemente a integridade moral”.

Víctor Gutiérrez afirmou que as chamadas “terapias de conversão” são “uma das piores formas de violência que uma pessoa pode sofrer, que consiste em ser forçada a odiar a si mesma, ser torturada física ou psicologicamente para despojá-la de sua orientação ou identidade”.

Além disso, ele apontou explicitamente os grupos religiosos como os principais perpetradores desse tipo de abuso contra pessoas LGBTI. “Ainda existem famílias, padres, pastores de seitas e ‘coaches’ que propagam a mesma mentira: a de que a diversidade sexual e de gênero pode ser erradicada com sessões de oração, choques elétricos ou medicamentos”, afirmou. “Na prática, isso significa empurrar nossos adolescentes para as mãos de curandeiros exorcistas e pastores que prometem deshomossexualizar adolescentes vulneráveis”, explicou Gutiérrez.

Os demais partidos no Congresso aprovaram o texto proposto. Apenas o Vox votou contra , argumentando que a nova lei perseguiria pessoas inocentes.

A Aliança Evangélica rejeita a proposta

A Aliança Evangélica Espanhola (AEE) emitiu um comunicado expressando sua rejeição veemente à lei. A AEE denuncia que tais propostas se baseiam em uma “distorção do conceito” e utilizam linguagem pejorativa para projetar uma imagem de “tratamentos de manipulação e tortura”, quando, em sua opinião, tais práticas já são puníveis pela legislação vigente e não requerem reforço legal adicional. Em sua opinião, o termo “terapias de conversão” é uma “construção ideológica” projetada para gerar rejeição, com ecos que lembram leis típicas de “regimes totalitários”.

“Tratamentos de apoio ou iniciativas de assistência pessoal e pastoral para pessoas que querem recuperar a harmonia entre seu sexo biológico e sua identidade de gênero não têm nada a ver com manipulação ou tortura”, afirma a Aliança em seu comunicado.

Segundo a Aliança, esta nova regulamentação visa criminalizar até mesmo o apoio profissional ou pastoral solicitado, livremente e com consentimento informado, por pessoas que buscam recuperar a coerção entre seu sexo biológico e sua identidade de gênero . Longe de representar formas de coerção, explicam, trata-se de apoios terapêuticos “cientificamente comprovados” aplicados em outros contextos semelhantes, buscando promover o bem-estar daqueles que os solicitam voluntariamente.

A declaração alerta para uma “contradição fundamental” na abordagem legislativa: enquanto a transição de gênero é promovida, protegida e financiada, o caminho oposto — a destransição ou o retorno à congruência entre sexo e identidade — é criminalizado. Isso, afirma a AEE, constitui uma “imposição de um critério moral” e discriminação com base no senso de direção da mudança pessoal.

Nessa perspectiva, a Aliança questiona: “Onde está o respeito estrito pela autodeterminação do indivíduo?” e ​​acrescenta que, em uma sociedade democrática, o apoio oferecido àqueles que desejam a transição deve ser igualmente oferecido àqueles que buscam reverter esse processo. A lei proposta, afirmam, estabelece um modelo “moralmente protegido” que anula a capacidade de tomada de decisão pessoal e abre caminho para a estigmatização daqueles que oferecem assistência em processos de destransição.

Em sua declaração, a AEE também levanta a possibilidade de que essa lei possa exigir objeção de consciência para profissionais ou agentes pastorais que se recusem a deixar de acompanhar aqueles que buscam ajuda. “Se o projeto de lei mencionado for aprovado, abrirá caminho para a obrigatoriedade do exercício da objeção de consciência como único recurso legítimo e democrático”, alertam.

Por fim, a Aliança apela aos parlamentares para que votem esta proposta “em sã consciência”, apelando aos princípios democráticos e ao respeito pelos direitos fundamentais de todas as pessoas, independentemente de ideologia ou correntes de pensamento. “Esta não é uma questão em que a ideologia deva prevalecer, mas sim o sentido mais profundo e transversal da democracia”, conclui a declaração assinada pela Diretoria da entidade evangélica.

A votação final está marcada para a próxima terça-feira.

Situação na Europa

O debate sobre o que são terapias de conversão e como separar a coerção ou a violência da busca psicológica e espiritual das pessoas também gerou debates em países como o Reino Unido, onde em 2020 e 2023 a Evangelical Alliance UK se manifestou a favor do respeito tanto às escolhas pessoais quanto à liberdade religiosa.

Líderes religiosos no Reino Unido denunciaram em carta aberta que “alguns querem até que a proibição da ‘terapia de conversão’ abranja orações suaves e não coercitivas. Isso levanta a possibilidade alarmante de que a polícia e os promotores tenham que decidir se alguém fez a oração errada”.

Na Suíça, parlamentares cristãos também abordaram a questão, pedindo conversas honestas e debates calmos além das lutas ideológicas.

Os evangélicos portugueses também intervieram perante o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas para denunciar os perigos de leis semelhantes.

Folha Gospel com informações de Evangélico Digital

Evangélicos exigem que governo esclareça assassinatos de mais de 35 pastores em Honduras

Bandeira de Honduras (Foto: Canva Pro)
Bandeira de Honduras (Foto: Canva Pro)

A Associação de Pastores de Tegucigalpa e Comayagüela (APT) exigiu que o Ministério Público de Honduras esclareça os assassinatos de vários líderes evangélicos no país.

Num comunicado, a organização recordou ao público as mortes dos pastores Yonis Zepeda (assassinado em El Corpus, Choluteca), Jeremías Euceda e seu filho (em Iriona, Colón), Selvan Sabillón (em Petoa, Santa Bárbara) e, mais recentemente, Elías Guardado Mejía (de Erandique, Lempira).

Segundo a mídia local, a associação de pastores destacou que esses crimes, assim como os de mais de 30 pastores desde 2013, continuam impunes.

“Diante da apatia e negligência institucionais, hoje clamamos publicamente por ação”, enfatizaram. “Isso não é apenas uma estatística, mas pastores e líderes que promoveram a paz, a reconciliação e a restauração familiar em áreas frequentemente atingidas pela violência e pelo vício.”

Desarmamento da população

A Associação também pediu o desarmamento de toda a população. Afirmou que o acesso a armas de fogo, mesmo por vias legais, é uma das causas do alto índice de homicídios no país centro-americano.

“Rejeitamos a cultura de violência alimentada por estruturas criminosas, machismo geracional e um Estado que permite que uma pessoa tenha várias armas registradas”, disseram.

Eles também afirmaram que “o trabalho pastoral nem sempre é visível, mas transforma vidas. A morte deles é uma perda para todo o país”.

Segundo relatos da mídia, Honduras tem uma média de cinco homicídios por dia e, somente em 2025, foram registrados mais de 100 mortes violentas de mulheres e 18 homicídios múltiplos.

Folha Gospel com informações de Evangelical Fucs

Nicarágua: repressão ao cristianismo se aprofunda em meio à tomada de poder político

Bandeira da Nicarágua ao lado da Catedral Velha em Managuá, capital do país. (Foto: canva)
Bandeira da Nicarágua ao lado da Catedral Velha em Managuá, capital do país. (Foto: canva)

Um novo informe político divulgado pela Portas Abertas expôs uma campanha sistemática de repressão contra comunidades cristãs na Nicarágua.

A publicação do documento sobre a “Repressão direcionada a cristãos e organizações afiliadas à Igreja na Nicarágua” ocorre em um momento em que o governo Ortega-Murillo consolida o poder por meio de amplas reformas legais e políticas.

Ele detalha como o presidente Daniel Ortega e sua esposa, a vice-presidente Rosario Murillo, usaram emendas constitucionais, forças policiais e leis restritivas para reprimir a dissidência — particularmente contra líderes e organizações religiosas.

“A Nicarágua está no meio de uma crise de direitos humanos cada vez mais profunda”, afirma o documento, “com limites crescentes à liberdade de religião ou crença, à liberdade de expressão e ao direito de discordância”.

O documento descreve como os ataques às comunidades cristãs se intensificaram após os protestos antigovernamentais de 2018, durante os quais líderes católicos e protestantes apoiaram os manifestantes e forneceram ajuda humanitária.

Em retaliação, o governo respondeu com uma campanha de difamação na mídia contra a Igreja Católica, rotulando os líderes da igreja como inimigos políticos. Também prendeu pastores protestantes que se manifestavam abertamente e começou a fechar igrejas.

Desde então, locais de culto têm sido fortemente vigiados por forças paramilitares e informantes locais afiliados à Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN).

Eventos religiosos públicos, como procissões de Natal e Semana Santa, foram proibidos, enquanto estações de rádio cristãs podem ser fechadas se forem consideradas críticas ao regime.

As notas breves: “Tanto nas comunidades católicas quanto nas protestantes, os cristãos enfrentaram limites na duração, local e frequência dos cultos, invasões de homens mascarados na igreja e roubo ou vandalismo de itens religiosos.

“Os líderes da Igreja devem falar com cautela, pois qualquer comentário considerado crítico ao governo pode levar à prisão, ao fechamento da igreja ou ambos.

“Muitos cristãos, com medo de serem atacados nas igrejas, agora se reúnem em igrejas improvisadas ou leem suas Bíblias sozinhos, em particular.”

A Portas Abertas também documenta o uso de leis recentemente promulgadas para impor restrições, como a Lei 1040 que restringe o financiamento estrangeiro e a Lei 1055 que classifica os críticos como “traidores”.

Uma importante emenda constitucional aprovada em janeiro de 2025 eliminou a independência do judiciário e dos órgãos eleitorais da Nicarágua e nomeou Ortega e Murillo como copresidentes conjuntos, consolidando o controle executivo sobre todos os poderes do governo.

O regime também criou uma força de “Polícia Voluntária” sancionada pelo Estado, composta por ex-presidiários e membros leais ao partido no poder, para intimidar e reprimir a oposição das comunidades religiosas.

Novas alterações ao Código de Processo Penal (Lei 1060) agora permitem que as autoridades detenham indivíduos por até 90 dias sem apresentar acusações.

Vários líderes católicos e protestantes foram detidos, muitas vezes sem acesso a aconselhamento jurídico.

Alguns foram mantidos sem contato com o mundo exterior, com relatos de tratamento desumano, incluindo abuso sexual de mulheres detidas.

A Lei 1115, aprovada em 2022, concede ao Ministério do Interior o poder de revogar o status legal de ONGs acusadas de ameaçar a ordem pública.

Como resultado, entidades cristãs estabelecidas há muito tempo, como a Caritas Nicarágua, a Igreja Episcopal (fundada em 1612) e a Igreja Morávia (fundada em 1847) foram forçadas a encerrar suas operações.

ONGs religiosas tiveram seus bens apreendidos, isenções fiscais revogadas e funcionários ameaçados.

A Portas Abertas está pedindo ao governo da Nicarágua que tome medidas urgentes para lidar com as constantes violações da liberdade religiosa no país.

A organização pede que as autoridades libertem imediatamente todos os líderes religiosos presos e restabeleçam a situação legal e financeira das organizações religiosas.

Ele também pede a devolução de propriedades confiscadas de igrejas e grupos religiosos, bem como o fim da vigilância generalizada de locais de culto.

Além disso, a Portas Abertas exige a revogação de leis que restringem a liberdade de religião e reunião pacífica, e apela ao governo para que cumpra suas obrigações sob os padrões internacionais de direitos humanos.

O relatório também pede à comunidade internacional que pressione o regime de Ortega por meio de canais diplomáticos.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Queda de arrecadação diminui tempo de evangélicos na TV aberta

Pastores midiáticos: Edir Macedo, Valdemiro Santiago, Silas Malafaia e R. R. Soares (Foto: montagem/Folha Gospel
Pastores midiáticos: Edir Macedo, Valdemiro Santiago, Silas Malafaia e R. R. Soares (Foto: montagem/Folha Gospel

A presença das igrejas evangélicas na TV aberta encolheu significativamente em 2025, acompanhando o ritmo mais lento de crescimento revelado pelo Censo de 2022. Durante décadas, sobretudo entre os pentecostais, a compra de horários em grandes emissoras era uma estratégia central — mas isso está mudando.

Antes da pandemia, em 2019, as principais redes abertas da Grande São Paulo — Globo, Record, SBT, Band, RedeTV!, TV Cultura e TV Gazeta — dedicavam juntas cerca de 48 horas semanais a programas evangélicos. Atualmente, esse número caiu para 32 horas e 15 minutos. A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) continua sendo a maior investidora, respondendo sozinha por mais de 21 horas desse total.

A Universal mantém presença de destaque na Record — que pertence ao grupo liderado por Edir Macedo — com cerca de 4 horas e 15 minutos diários, especialmente na madrugada. O investimento, de acordo com balanços da emissora, gira em torno de R$ 900 milhões anuais. A denominação ainda compra outras quatro horas na RedeTV! e 13 horas na TV Gazeta, além de reservar 23 horas semanais em canais de menor audiência como a Rede 21 (ligada à Band) e a CNT.

Apesar da força da Universal, outras igrejas têm encolhido sua participação. A Igreja Internacional da Graça de Deus, do missionário R.R. Soares, reduziu seu tempo de exposição. Em 2018, ocupava cerca de 11 horas diárias; agora, são 7 horas e meia. O contrato com a Band — renovado até 2026 — também sofreu corte de valor: caiu de R$ 8 milhões para cerca de R$ 4,5 milhões mensais, após sua saída para dar espaço ao programa de Fausto Silva em 2022.

Silas Malafaia também revisou sua estratégia na televisão. Deixou de investir na Band e hoje mantém apenas 30 minutos semanais aos sábados na RedeTV!, pagando por isso em torno de R$ 600 mil. Já Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, praticamente desapareceu das grandes redes devido a dificuldades financeiras. Mesmo em canais menores, como a Ideal TV, sua presença é instável e já foi interrompida por falta de pagamento.

Uma surpresa recente nesse cenário é a Igreja Cristã Maranata. Originária do Espírito Santo e em crescimento desde os anos 2010, a denominação pentecostal conquistou três horas de programação combinadas entre Band e RedeTV!. Além disso, ousou anunciar até mesmo na GloboNews, tradicionalmente distante desse tipo de publicidade religiosa.

Menos dízimo, menos tempo no ar

No meio evangélico, o diagnóstico é claro: a pandemia de Covid-19 afetou fortemente a arrecadação via dízimos, obrigando líderes religiosos a repensar investimentos em mídia. Com menos recursos, as igrejas passaram a negociar contratos com mais cautela e foco em custo-benefício. Emissoras com baixa cobertura nacional, como a Rede NGT, perderam espaço para pequenos ministérios locais, deixando de ser viáveis para as grandes denominações.

Diante do novo cenário, muitos líderes têm migrado seus esforços para o ambiente digital. Valdemiro Santiago, por exemplo, mantém um canal no YouTube com 1,2 milhão de inscritos — um número que, segundo sua igreja, antes só seria alcançado com investimentos milionários na TV.

Enquanto as igrejas se adaptam às novas realidades econômicas e tecnológicas, o recuo na TV aberta mostra que o mercado de fé também está sendo reconfigurado pela lógica da sustentabilidade financeira e pela expansão das plataformas digitais. A mensagem permanece — mas os meios estão mudando.

Folha Gospel com informações de Folha de S. Paulo

Pelo menos dois ataques contra cristãos são registrados por dia na Índia

Mulher cristã orando na Índia (Foto: Canva Pro)
Mulher cristã orando na Índia (Foto: Canva Pro)

Pelo menos dois ataques contra cristãos estão sendo relatados todos os dias na Índia este ano, de acordo com novos números divulgados por um grupo de defesa dos cristãos.

Um total de 313 incidentes foram registrados somente entre janeiro e maio, com base em ligações para uma linha de ajuda gratuita administrada pelo órgão interdenominacional United Christian Forum, sediado em Nova Déli, de acordo com a Union of Catholic Asian News .

O padrão de violência se intensificou constantemente na última década, mostram dados da UCF. A organização registrou 834 incidentes de ataques a cristãos em 2024, ante 734 em 2023 e 601 em 2022.

AC Michael, coordenador nacional da UCF e ex-membro da Comissão de Minorias de Déli, disse ao UCA News que os incidentes incluem “ódio viral, violência brutal de multidões e ostracismo social desenfreado”, apontando Uttar Pradesh e Chhattisgarh como os estados mais severamente afetados.

Em 2024, Uttar Pradesh registrou 209 incidentes, o maior número do país, seguido por 165 em Chhattisgarh. Até o final de maio, Chhattisgarh já havia registrado 64 casos de violência contra cristãos, com Uttar Pradesh logo atrás, com 58.

O ativista cristão Minakshi Singh, de Uttar Pradesh, foi citado dizendo que um grande número desses ataques são motivados por acusações de conversões forçadas.

Singh rejeitou as alegações, chamando-as de infundadas.

“Em 2022, a Suprema Corte da Índia solicitou relatórios sobre conversões forçadas dos governos federal e estadual, mas até hoje, nenhum governo foi capaz de fornecer provas documentais”, disse Singh.

Doze dos 28 estados da Índia possuem leis que restringem conversões religiosas. A maioria é governada pelo partido nacionalista hindu BJP, que grupos cristãos acusam de permitir ataques nacionalistas hindus sob o pretexto de medidas anticonversão.

Líderes cristãos argumentam que essas leis são frequentemente usadas indevidamente por grupos nacionalistas hindus para assediar e intimidar comunidades cristãs.

“Se essa tendência não for interrompida imediatamente, ela ameaçará a identidade e a existência da comunidade cristã indiana em sua terra natal”, disse Michael. Ele alegou que os sistemas jurídico e judicial não estão protegendo as minorias cristãs e disse que muitas vítimas evitam denunciar agressões por medo de represálias.

A UCF mantém um registro de reclamações recebidas por meio de sua linha de ajuda e rede de contato, registrando um aumento constante de incidentes ano após ano desde 2014 — ano em que o BJP chegou ao poder — com 127 casos naquele ano.

Em dezembro, Michael pediu ao governo indiano que nomeasse um secretário para liderar a investigação sobre um aumento acentuado nos incidentes de perseguição.

Os cristãos constituem 2,3% da população da Índia, com base no censo de 2011. A UCF diz que a minoria cristã tem enfrentado crescente hostilidade nos últimos anos, particularmente devido às leis e narrativas promovidas por grupos nacionalistas hindus.

Em Chhattisgarh, cristãos foram presos em março, depois que dezenas de hindus radicais atacaram uma igreja em Raipur e cortaram o fornecimento de energia elétrica. Rajesh Sharma, um dos cristãos presos, disse ao Morning Star News que seu pedido de fiança antecipada foi rejeitado nos tribunais estaduais de primeira e segunda instâncias.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Homem invade casa e tenta matar pastor em Mianmar

ristãos são perseguidos violentamente em Mianmar (Foto representativa: Portas Abertas)
ristãos são perseguidos violentamente em Mianmar (Foto representativa: Portas Abertas)

Myint vivia em paz em sua vila de maioria budista em Mianmar, enquanto mantinha sua fé em particular. Ele era querido e respeitados vizinhos, mas malvisto por líderes budistas, que o acusavam de ter uma fé estrangeira. Mas ele tinha apoio do chefe da comunidade, eleito democraticamente.

No entanto, a tensão aumentou quando ele começou a compartilhar o evangelho com os moradores. Myint relembra a história de U Tun, um morador que decidiu seguir a Cristo. A conversão de U Tun gerou grande oposição. “Quando U Tun se tornou cristão, sua família o ridicularizou e seu filho foi atacado fisicamente”, explica Myint. “Felizmente, U Tun continuou vivendo sua fé, e os moradores notaram mudanças positivas em sua vida. Então, começaram a ficar curiosos sobre Jesus, perguntando-se quem poderia transformar uma pessoa dessa forma.”

Com o tempo, o pastor Myint se mudou para a periferia da vila, onde comprou um terreno para construir uma casa e iniciar um grupo de comunhão. Essa decisão inflamou ainda mais a situação. “Eu me tornei alguém indesejável para os líderes religiosos e seus seguidores”, ele conta. Apesar da crescente hostilidade, Myint e sua família permaneceram seguros devido à sua boa conduta na comunidade.

A virada pós-golpe

Então, o golpe militar de 1º de fevereiro de 2021 mudou tudo. Novos líderes assumiram o controle da vila, colocando os seguidores de Jesus perigo. “Após o golpe, os cristãos em nossa vila se tornaram muito vulneráveis”, relembra Myint. Os líderes religiosos tinham conexão com o novo governo, aproveitaram a oportunidade para incitar o ódio contra o pastor e sua família. Eles acusaram Myint de ser um forasteiro, de adorar uma religião estrangeira e de compartilhar sua fé.

Com lágrimas nos olhos, o pastor recorda o dia terrível. “Um dos líderes instigou o homem mais rico da vila contra mim. Ele reuniu alguns jovens, ofereceu-lhes bebidas alcoólicas e os instruiu a me matar e a meus filhos. Felizmente, alguns moradores da vila me avisaram, e eu peguei meus filhos e fugi. Mas minha esposa e minha filha estavam lá quando os homens invadiram a casa. Elas ficaram muito assustadas. Quando não voltei para casa, os agressores mataram duas mulheres birmanesas que haviam demonstrado interesse na fé cristã.”

Era muito arriscado para o líder cristão retornar. Sua esposa May e sua filha conseguiram escapar, e toda a família fugiu em busca de segurança. “Quando os agressores souberam que havíamos fugido da vila, saquearam nossa casa e levaram nossos bens. Então, incendiaram nossa casa”, ele relembra.

Um Novo Começo com Ajuda e Oração

Myint e sua família agora moram um novo local, onde se sentem mais seguros. No entanto, como muitos outros cristãos deslocados em Mianmar, eles enfrentam dificuldades financeiras, sem fonte de renda, sem casa e sem esperança. Foi nesse momento que a Portas Abertas interveio com ajuda, compaixão e cuidado.

As doações ajudaram a prover assistência emergencial e encorajamento ao pastor Myint. May expressou sua gratidão: “Depois de ficarmos deslocados, ninguém se preocupou em nos perguntar como estávamos. Somos muito gratos por vocês ouvirem nossa história e nos ajudarem.”

Graças a esse apoio, o pastor Myint continua a servir os cristãos em Mianmar, mas ele precisa de orações. “Eu continuo preocupado com o bem-estar espiritual dos cristãos que estão deslocados por causa do conflito e da opressão”, diz ele. Sua esposa, May, acrescenta: “Estamos no ministério há anos e vimos muitos vindo a Cristo. Mas perdemos a conexão com as pessoas por causa da guerra e da perseguição. Por favor, peçam que Deus esteja com elas e que permaneçam fiéis a Jesus.”

*Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

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